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Original subtitles

DESORDEM NA TERRA DOS GRINGOS Tradu��o de Cjamango

Se correr tudo bem desta vez, Duke...

vou-me retirar.

E vais para onde?

Para um lugar onde possa encontrar um bom peda�o de terra para comprar.

Com a Susan?

Quero ter uma fam�lia.

Um lar. Vida pr�pria.

Isso � imposs�vel, Steve.

Uma vida como a nossa est� presa a uma pistola.

Empunha-la s� uma vez e tens de a usar para sempre.

Matar para n�o ser morto.

E depois, mais cedo ou mais tarde, aparece um jovem pistoleiro

e acabar� contigo seja l� para onde fores enterrar o teu passado.

E poder� gabar-se

que foi ele quem matou o famoso Steve Blane.

Quero tentar.

Como eu tentei?

Uma �nica bala matou minha mulher.

Ningu�m se incomodou a escrever "destinada a Duke McCannon."

Espero ter mais sorte.

Eu tamb�m espero.

Mas n�o penses em incluir a minha filha nos teus planos.

N�o desejo nada ser o tal pistoleiro

que tem de a perseguir e enfiar-te uma bala no meio da testa.

- Que est�o a fazer? - Por que nos amarraram?

Levem o dinheiro.

Levem o que quiserem, mas, por favor, n�o nos magoem.

Estamos a levar o dinheiro adiantado.

No caso de conseguirmos libert�-los do bandido Ramirez, como combinamos.

Por outro lado, se falharmos e acabarmos a fertilizar a vossa terra,

amarrados como est�o agora, podem dizer que vos roubamos

E assim, � poss�vel serem capazes de salvar a pele.

Os bandidos! Os bandidos!

� melhor amorda��-los, Steve...

Eles est�o aqui. Todos eles.

H� algu�m aqui?

Est�o todos mortos? Que raio se passa?

A aldeia inteira est� a dormir a sesta?

Venha c� algu�m pagar ao homem que vos protege dos bandidos!

Conta at� 20, Steve.

N�o pares a�! Aproxima-te! Despacha-te!

E levanta as m�os mais um pouco.

Foram todos eliminados.

N�o foram todos eliminados.

Na pr�xima vez tens de os acertar no meio da testa.

- Tragam um m�dico! Depressa! - N�o temos m�dicos aqui.

- Eu trato dos animais doentes. - Qual � a diferen�a?

Somos todos animais para abate.

Est� num lugar mau.

Vou ter de tentar retir�-la.

Vamos lev�-lo para dentro da casa.

Traz �gua quente, Consuelo.

Vai buscar os meus instrumentos, Paco. R�pido!

Quero sentir a dor toda, Doutor.

Assim, pelo menos, serei capaz de saber que ainda estou vivo.

- N�o deve falar. - Tenho de falar!

V� l�, fa�a o seu trabalho.

- Steve... - Sim, Duke.

� aqui que nos separamos.

Leva isto...

e entrega a minha parte � Susan...

sem lhe contar o que aconteceu.

- E gostaria de ver a Fabienne. - Sim, Duke.

Steve...

N�o te esque�as do que eu te disse.

Ande l� com isso! De que est� � espera?

A minha filha n�o � para ti, Steve.

Por isso, deixa-a em paz!

Se descubro que te aproximas dela,

voltarei e irei atr�s de ti...

Mesmo morto.

Terei de encontrar-te... e meter-te...

Uma bala no meio da testa. Eu sei.

Como podes ver, voltei de novo.

Queres girar a roda?

N�o, quero-te a ti.

Que pre�o ofereces?

O pre�o que pedires.

Nesse caso, deves ser muito rico.

S� preciso da minha pistola.

Eu j� tenho um homem com uma pistola.

E o que ele me oferece � mais do que suficiente.

E eu matarei esse teu homem.

Ent�o a tua ambi��o � acabar com uma bala no meio da testa.

Diz-me quem � ele? Como se chama?

J� basta.

Viva, Steve?

Ficas bem todo vestido como um cowboy.

Preciso de falar contigo.

Primeiro do que tudo, onde est� o Duke?

�s duro de ouvido? Quero falar com a senhora!

Duke foi ferido em Casas Grandes.

� grave?

Ele vai passar um mau bocado. Se recuperar.

Ele quer ver-te.

O que vais fazer?

Eu vou encontrar um peda�o de terra,

instalar-me l� e viver em paz.

Por favor, leva-me contigo. Eu quero sair daqui.

�s a mulher do Duke.

Mas sabes que te amo, Steve.

Lamento.

Mas para onde eu vou, n�o h� espa�o para duas mulheres.

Vais levar a Susan?

N�o fa�as isto. Duke matar-te-ia.

Matar-me-ia � mesma se te levasse.

Pelo menos assim, arriscarei a vida

por algo que vale a pena.

O Duke deu-me isto para entregar � Susan.

Mas a partir de agora, eu � que vou cuidar dela.

� ele. � o meu homem.

Ei, �s um ladr�o e um grande cobarde!

Ouviste-me?

Olha-me na cara, se tens coragem.

Vou contar at� tr�s, seu c�o cobarde!

Depois atiro!

Um... Dois... Tr�s!

Aquele gringo atira bem.

Sim, mas... tem muito dinheiro.

- Est�s cansada, Susan? - Um pouco.

Ent�o, podemos passar a noite aqui.

Sabe-me dizer onde posso encontrar o gringo que foi ferido aqui?

Sim, acompanhe-me.

Eu � que estou a cuidar dele.

J� se sente muito melhor.

Porque n�o tentas dormir um pouco, Susan?

Porque n�o consigo, pelo mesmo motivo que n�o consegues.

� o meu pai.

Diz-me l�, quando ele chegar a casa e n�o me vir l�...

como achas que vai reagir? - Mal.

Sabes, nesta vida, mais cedo ou mais tarde, todo o homem

tem de retirar a filha a um pai.

E quando esse homem se torna um pai,

ele n�o quer que aconte�a o mesmo � filha.

Ent�o o que nos vai acontecer?

Nada.

Porque quando o Duke nos encontrar,

j� estaremos casados.

E talvez sejamos capazes de...

o acalmar, mostrando-lhe um neto.

Steve!

Quem est� a� em cima?

Tr�s pobres mexicanos, senhor.

- Que querem de mim? - S� um pouco do seu dinheiro, senhor.

E se nos der um pouco, deix�mo-lo em paz.

Nem pensar!

Sem dinheiro, n�s, pobres mexicanos, j� nos sentimos injusti�ados.

Aconselho-o a entregar-nos o saco de dinheiro, senhor.

Desce da� e vem busc�-lo.

Vai magoar-se a falar assim, senhor.

Lamentamos muito pela sua ador�vel jovem senhora,

mas as nossas espingardas est�o a cobrir os dois

e os cavalos tamb�m, por isso n�o t�m escapat�ria.

� o relincho do meu cavalo.

Steve!

Eu... tive de o matar, Susan.

Ele tinha uma perna partida.

E sem mais nem menos, ele foge com a minha filha e com o meu dinheiro!

E usar� o dinheiro como um dote. Que idiota fui para...

N�o te irrites demasiado. Assim podes abrir a ferida.

Steve j� se assegurou de a abrir.

E s� sarar� quando eu o apanhar e mat�-lo!

Eles amam-se, Duke. S�o apenas crian�as.

Um pistoleiro j� � um velho aos vinte anos.

J� est� com um p� na cova.

- Isso serve para ti tamb�m? - Sim, tenho praticamente os dois.

Susan pode derramar algumas l�grimas agora.

Mas ainda assim pode iniciar uma nova vida.

Procura-o, Fabienne. Encontra-o!

E quando o localizares, avisa-me.

Depois compra-lhe um belo caix�o com al�as de lat�o.

Vou-lhe proporcionar um funeral bonito,

que ser� digno das primeiras e �ltimas l�grimas da minha filha.

- Boa pontaria! - Boa pontaria!

- A melhor vista em anos! - Obrigado! Obrigado!

Agora podem ir. J� n�o vou precisar mais de voc�s.

O branco est� tonto.

- Corta-lhe aos peda�os! - V� l� vermelho, acaba com ele!

Algu�m quer cobrir a aposta de 10 d�lares em que o vermelho morre?

Ei, cowboy, eu cubro. Aceito a aposta.

Perdeste, meu amigo gordo.

- Como chegaram a esta conclus�o? - Ele est� morto.

Veja o velho vermelho ali.

Se ele n�o estiver morto, devolvo-lhe o dinheiro.

Um momento, um momento!

O meu amigo tem raz�o. N�o o enfure�as. Percebido?

Agora, desaparece!

- P�ra a�! - Bom dia, senhores.

Tenta encontrar-nos um bom quarto, Susan.

- Eu j� volto. - J� significa quanto tempo?

O tempo necess�rio para eu ver se h� alguma quinta � venda.

A terra � boa.

- Agora vai e descansa um pouco. - Est� bem, Steve.

Desculpe, xerife, mas h� algo que n�o percebo.

Esta cidade chama-se Jackson e Burns?

A cidade chama-se Providence, mas pode cham�-la o que quiser.

- N�o vai mudar nada. - Este banco � seguro?

T�o seguro como a morte.

Eu garanto-lhe, Sr. Stone, que esta mina de prata � uma boa compra a este pre�o.

S� estou interessado na cria��o de gado.

Antes de recusar, d� uma olhadela da localiza��o da mina no mapa.

O Banco Jackson e Burns est� ao vosso dispor, senhor.

Em que lhe posso ser �til?

Os donos deste banco devem ser homens muito importantes, suponho.

Cuidamos de n�s.

- O senhor � o Sr. Jackson? - Burns.

Chamo-me Blane. Steve Blane.

Quero depositar este dinheiro no vosso banco.

Cuida do Sr. Stone, eu atendo o Sr. Blane.

Vai ficar muito tempo aqui em Providence?

Se encontrar um bom peda�o de terra para comprar, ficarei.

Talvez tenha alguma dificuldade.

A totalidade da boa terra por estas bandas � nossa.

Sabe, compr�mo-la toda porque os agricultores n�o conseguiram cuidar dela!

E gostar�amos de ver Providence tornar-se numa cidade rica e importante.

Vejo que preza muito pelos interesses da cidade.

Exacto!

No entanto, se quiser investir bem o seu dinheiro...

talvez lhe consiga arranjar uma mina de prata.

N�o, obrigado. N�o confio nada em...

- Em mim? - Na mina.

Se tem prata, porque est� � venda?

Neste caso, est� a cometer um erro.

Eu cometo muitos erros.

Que diferen�a faz mais um ou menos um?

Est�o seis mil d�lares aqui.

Jim, passa um recibo desse dinheiro.

Sr. Steve Blane,

pelo dep�sito de seis mil d�lares.

Escreve bem com a sua m�o esquerda.

Diria que � observador demais para o seu pr�prio bem.

Na minha profiss�o, aprendi a observar tudo.

E a sua profiss�o, se me permite,

� o cultivo da terra, Sr. Blane?

Se encontrar o terreno certo... Sim.

Gostaria de trocar as ferraduras do meu cavalo.

J� tenho servi�o a mais, tentarei acabar ao anoitecer.

- Por mim, pode ser amanh�. - Trata deste cavalo, Charlie.

Um momento, por favor.

H� algu�m que queira vender o rancho por estas bandas?

N�o sei. Acho que n�o.

- Serve-me outra bebida. - Mostra-me a cara do presidente

ou uma moeda... - Eu pago amanh�.

Pagas amanh� e bebes amanh�!

Serve-lhe uma bebida!

E serve-me uma cerveja.

N�o o ouviste? Ele mandou-te servires-me uma bebida.

- Espera! Quem paga bebe primeiro. - N�o importa.

Serve-lhe. Eu posso esperar.

Ouve, sabes de algu�m que se queira desfazer de uma quinta?

N�o, n�o sei. N�o sou o indicado para pedir esta informa��o.

- Espera, eu sei quem... - O qu�?

Nada, s� queria agradecer-te a bebida. � tudo.

Deve vir de muito longe, senhor.

Nem por isso. Porqu�?

N�o aconselharia ningu�m a comprar uma quinta por aqui.

Os animais s�o magros demais e morrem.

Os animais por aqui morrem todos como moscas.

E voc�s?

Que quer dizer com isso?

Quero dizer, voc�s, o povo desta cidade n�o fazem nada para parar estas mortes?

Eu trabalho para o Jackson e para o Burns...

J� tinha percebido isso.

Bem, para os meus patr�es...

Os animais engordam e a seca n�o os perturba nada.

Conseguem fazer os cereais crescer num �pice, o que quiserem.

� mesmo? Pensei ter visto belas pastagens e gado por aqui.

Quanto quer por este cavalo?

- Oxal� pudesse vend�-lo a si. - N�o � seu?

Sim, mas n�o consigo arranjar os 150 d�lares para pagar o banco.

Agora tenho de leiloar estes tr�s cavalos por um quarto do valor.

De que est� � espera? Comece l� com isto, est� bem?

Bom dia, Sr. Jackson!

Senhores, a licita��o j� pode come�ar!

Vamos come�ar com este magn�fico animal!

A base de licita��o � 40 d�lares.

Cavalheiros, ou�amos as vossas ofertas! N�o sejam acanhados, Licitem!

- 45 d�lares! - Ofere�o 45 d�lares.

Obrigado, Sr. Jackson!

Tenho uma oferta de 45 d�lares do Sr. Jackson.

Espere!

45 d�lares, uma!

- 45 d�lares, duas! - Cinquenta d�lares!

45 d�lares...

Eu disse cinquenta.

Ele pagar� caro pela brincadeira que fez.

- Podemos... - Aqui n�o.

Prefiro esperar pelo momento certo.

- Ofere�o 75 d�lares! - Eu dou 90!

- 100 d�lares! - 120 d�lares!

150 d�lares!

Continua!

O que diz, senhor? Terminou a sua licita��o?

Desisto. N�o consigo bater a oferta dele.

Fez uma boa compra. Parab�ns!

Ei, tu, forasteiro. Anda c�.

Se � mesmo o que queres, ou seja, comprar um bom rancho,

devias ir falar com o velho Williams.

Ele tem um dos melhores terrenos de toda a regi�o, acredita-me!

E na propriedade dele fica a represa que irriga o vale inteiro.

O que te faz pensar que ele quer vender?

Williams � um velho rabugento

e matar-se-ia antes de vender o rancho por uma bagatela ao Jackson.

Mas acho que se lhe fizeres uma proposta razo�vel,

ele aceitar� num instante!

Que te levou a contares-me isto tudo?

Porque foste am�vel o suficiente para me pagar uma bebida.

E tamb�m porque fui guia de manadas do Williams.

Isso foi antes de lhe matarem o gado todo, um a um.

Ent�o, para n�o acabar como o gado, sa� de l�.

Entendo... Onde fica a quinta?

10 km a norte daqui. Logo a seguir ao rio.

N�o te preocupes, n�o h� que enganar.

Bem, desejo-te muita sorte, jovem.

Certamente que vais precisar.

Tens a certeza que n�o bebeste demais, velhote?

Como? Beberia mais se pudesse pagar.

O u�sque ajuda-me a esquecer muitas coisas, muitas coisas m�s que fiz.

E esquece tudo sobre mim tamb�m, est� bem?

Toma.

Toma! D� as cartas!

Aqui est� a tua moeda de prata com a cara do presidente.

Agora d�-me uma bebida!

P�ra!

Que tiveste de fazer para ganhar este d�lar?

Responde ao Oliver quando ele fala contigo, percebido?

- V� l�, velhote. - D�-me a minha bebida!

Que bebida?

Ent�o n�o me vais responder, pois n�o? Bem, nesse caso...

Deixa-o em paz, Oliver!

N�o precisa de ficar t�o excitado, xerife.

Est�vamos s� a divertir-nos. N�o era, velhote, s� a divertir-nos?

Aqui est� a sua cerveja, xerife.

Fizeste-me derramar a minha bebida!

Ele fez-me derramar a minha bebida, Xerife.

Que pretendes, Oliver?

N�o tive culpa de ele ter deixado cair. Foi a m�o tr�mula dele.

Veja, xerife, veja como ele est� a tremer.

D�-me outra! Disse para me dares outra!

J� bebeste o suficiente para um dia.

Podes beb�-la amanh�, Buck.

Ouviste? O xerife pagou-me um u�sque. D�-mo!

Ele disse que era para amanh�.

Que diferen�a faz?

Que hoje n�o te sirvo a bebida.

Eu pago-te uma bebida, est� bem?

Mas em troca, vais ter de me contar o que disseste ao forasteiro.

Falei-lhe sobre o rancho do velho William!

- Estou cheia de medo. - De quem? Do teu pai?

N�o sei.

Que tiroteio todo � aquele l� fora?

� s� a feira.

Est�s a ouvir? Parece uma luta.

Beberam demasiado como � costume. � s� isto, e est�o felizes.

N�o gosto deste lugar, Steve.

- Vamos para outro lugar. - Mas porqu�?

Um lugar � t�o bom como outro.

Aqui talvez sejamos capazes de encontrar uma quinta.

Soube de um bom peda�o de terra.

O melhor das redondezas. Parece perfeito para n�s.

At� tem uma represa que irriga o vale inteiro.

Vais ver. Ser�s feliz l�.

Espero que sim, Steve.

Ainda est�s com medo?

N�o te preocupes com o tiroteio.

N�o haver� nada disto na quinta.

S� virei � cidade agora e quando vier buscar mantimentos.

Tenho muito a aprender sobre agricultura.

Os agricultores n�o usam pistolas, Steve.

N�o te preocupes.

Assim que terminar o assunto que tenho aqui,

ser� a primeira coisa de que me livrarei.

Prometo-te. Para sempre.

Porque te amo, Susan.

N�o atire!

N�o atire! Eu quero falar consigo.

Diz-lhes que a minha resposta � n�o! Pela �ltima vez, n�o!

Nunca venderei um mil�metro da minha terra

aos miser�veis dos teus patr�es.

N�o tenho patr�es. Sou um amigo, senhor.

O Buck mandou-me aqui.

Qual Buck? Referes-te �quele b�bado?

Quando o vi ele n�o se aguentava em p�.

Est� bem, aproxima-te.

Pode apontar a espingarda para cima, senhor.

N�o at� olhar-te nos olhos, jovem.

Sim, pareces ser bom. N�o pareces um daqueles pistoleiros a soldo deles.

Acho que posso arriscar e confiar em ti.

- Que queres? - Quero comprar a sua quinta.

- J� devia ter calculado. - Ao pre�o que pedir.

Deves ser forasteiro e parece-me que procuras sarilhos dos grandes.

Quero seis mil d�lares pela minha terra.

E vale cada centavo.

Eu sei. J� dei uma vista de olhos.

�s um jovem muito esperto.

Eu n�o gosto de perder tempo.

Mil d�lares!

Uns rid�culos mil d�lares, foi o que aqueles bandidos miser�veis me ofereceram!

Amea�aram-me e tentaram matar-me!

E depois mataram o meu gado quase todo!

Sim, tentaram matar-me duas vezes.

Mas enquanto este velho Williams conseguir segurar uma destas nas m�os

e apontar, aqueles bandidos nunca me obrigar�o a vender.

Queres o meu rancho?

Est� bem, eu vendo-to.

Mas pensa bem nisto antes de o comprar,

porque digo-te j�

que estou de partida desta cidade miser�vel.

Mas ter�s de ficar aqui.

Jackson e Burns n�o me assustam.

Ainda bem para ti, �s um homem como eu.

Estou bastante orgulhoso por vender a minha terra a algu�m como tu.

Que dizes? Neg�cio fechado?

Voltarei amanh� de manh� com o dinheiro.

Diz l�, como chamas a este g�nero de agricultura?

Nunca ouvi falar em plantar pistolas.

S� espero nunca mais precisar dela.

Se come�arem a brotar algumas pequenas, corte-as pela raiz.

- Vemo-nos amanh�. - Adeus.

Ali est� nosso homem, mesmo na hora.

E tamb�m est� desarmado.

Que bela vis�o.

Consigo ver um homem sem a pistola a dois km de dist�ncia.

- Deixa-o comigo... - N�o. Ele � meu.

Apanho-o com uma bala apenas.

- Bela pontaria, Joe. - S� precisaste de um tiro.

Deixa-me ir l� p�r-lhe mais uma bala no...

Calma, Mike, ele j� estava morto antes de eu o acertar.

Mas assim podemos ter a certeza absoluta.

- Deixa-o ir divertir-se, Joe. - Vai.

Durante dois anos foi volunt�rio de pelot�es de fuzilamento mexicanos.

E estes pequenos pormenores d�o-lhe um enorme gozo.

Jack! Olha ali!

� imposs�vel! Deve ser o fantasma dele.

D� uma olhadela nisto. A ferradura enfiou-se no casco.

� um trabalho dif�cil. Terei de ir buscar ferramentas � oficina.

- Quando voltar�s? - Dentro de alguns minutos.

Quando acabares, deixas-lhe amarrado � frente do hotel?

- Sim, senhor. - A prop�sito...

- Mais alguma coisa, senhor? - Onde posso encontrar um Juiz de Paz?

- Fica logo � sa�da da cidade. - Obrigado.

Boa noite, Sr. Jones!

Lamento, o banco j� fechou por hoje.

J� que estou c� dentro, est� aberto.

O caixa j� foi para casa.

Depositei o meu dinheiro aqui e posso levant�-lo quando quiser!

� tarde! Devia ter vindo mais cedo.

Vai buscar o meu dinheiro, r�pido!

Jones, o que se passa aqui?

Nada! S� quero levantar o meu dinheiro.

O seu neg�cio � urgente? Podes ir embora, Jones.

Algo me diz que encontrou o rancho que procurava. Estou certo?

Isso � assunto meu.

Agora, devolva-me os meus seis mil d�lares!

Porque n�o pode esperar at� amanh� de manh�?

Muita coisa pode acontecer at� amanh� de manh�.

A prop�sito, encontrei tr�s homens quando regressava � cidade.

Algo me diz que eles... precisam de ser enterrados.

Est� a bater na porta errada, isto n�o � uma casa funer�ria.

Que pena, o senhor enriqueceria depressa.

Quanto dinheiro quer levantar?

Tudo.

Aqui est�o os seus seis mil.

- E aqui est� o seu recibo. - Espere!

- Tem de assinar primeiro. - Onde?

Aqui.

- Tirem-no daqui, r�pido! - Que fazemos com ele?

O que quiserem.

Pelo menos, ele n�o nos incomodar� mais.

- Como disse que se chamava? - Fabienne.

Que lindo nome.

- � francesa? - Sim, de Lyon.

Uma cidade muito afortunada.

E de que modo posso ser-lhe �til, minha cara?

Mas eu � posso ser-lhe �til, Sr. Jackson.

Sei tudo o que � preciso saber sobre a arte de rodar a roleta.

E os dados n�o t�m segredos para mim.

E se quiser, tamb�m posso cantar.

� exactamente a mulher que eu procurava.

E diga-me, se n�o se importa...

Como aconteceu escolher Providence?

� uma cidade pequena demais, para uma mulher t�o bonita e talentosa,

se me permite que o diga.

N�o, se estiver aqui por um motivo especial.

Se � esse o caso, n�o poderia encontrar um ref�gio melhor.

Nesta cidade, eu � que fa�o a lei.

N�o � uma quest�o de lei.

Tenho de lidar com um homem. Na verdade, com dois.

- N�o me diga que odeia homens. - N�o, pelo contr�rio.

Talvez esteja aqui a fim de procurar... o homem certo.

E eu podia ser o homem certo?

Quem sabe?

Acredite-me, eu saberia como ser muito bom para si, minha cara.

E muito generoso, tamb�m.

N�o precisa de fazer nada para o provar.

- Porque n�o bateste � porta? - Porque deveria bater?

Desde quando h� segredos entre n�s?

Nunca houve, sabes disso. Est�vamos s� a falar de neg�cios.

Bem, diria que isso era perfeitamente �bvio.

Este � o meu s�cio, Burns.

Fabienne.

Oferecer a m�o esquerda n�o � exactamente um sinal de amizade.

Preferiria esta?

Desculpe-me, por favor.

Foi apenas um tiro, que felizmente para ele, errou o alvo.

A jovem gostaria de trabalhar para n�s.

Maravilhoso. D�-nos jeito uma jovem como ela, se estiver mesmo interessada.

Estava a dizer-lhe que Providence � uma cidade demasiado modesta

para uma senhora com o seu talento.

E podemos pagar bem, se trabalhar arduamente para n�s.

H� alguns minutos fechei um neg�cio

que nos rendeu um lucro l�quido de seis mil d�lares em dinheiro.

Diz-me, como est� o nosso valente e jovem her�i?

Tenho a certeza que est� em boa forma.

Os rapazes est�o a ajud�-lo a embalar as coisas dele para a viagem.

Posso rir da vossa piada, tamb�m?

Quando nos tornarmos amigos mais �ntimos, poderei contar-lhe tudo.

Steve!

Temia que te tivesse acontecido algo, que n�o voltarias.

Williams � um velho teimoso.

Mas acabei por o convencer. - E isso significa...

Que em breve a quinta ser� nossa.

Steve, isso faz-me t�o feliz!

- O que � isto? - Nada.

Acho que apanhei um pouco se sol a mais.

Ent�o � melhor deitares-te. Deves estar cansado.

N�o! Temos de sair daqui imediatamente!

Faz a tua mala e espera-me l� em baixo.

Aonde vais?

Tenho de ir buscar o meu dinheiro ao banco.

Mas a esta hora, o banco est� fechado, est�o todos a dormir.

Estes banqueiros n�o est�o. T�m os olhos sempre abertos.

- 200. - Passo.

- Passo. - Eu tamb�m.

500.

Igualo os seus 500. Tenho uma sequ�ncia.

Full House.

Esta n�o � a minha noite.

Lamento muito, Jody. Da pr�xima vez dou-te uma hip�tese de vencer.

H� algu�m que queira tomar o lugar dele?

Eu tomo.

- Jogamos com apostas altas. - Eu tamb�m.

Tem dinheiro suficiente para perder?

Sim, seis mil d�lares.

O dinheiro que levantei do seu banco esta noite.

- Passo. - Abro com 100.

Jogo.

Passo.

- Subo para 500. - Pago para ver.

Primeiro, deixe-me ver algum do seu dinheiro, meu amigo.

Est� mesmo aqui.

N�o se mexam!

Quebraria uma promessa se tivesse de matar algu�m.

Coloquem as m�os na mesa. Todos!

E a outra tamb�m, Sr. Burns.

Agora j� sei porque usa apenas uma m�o.

Conte os meus seis mil d�lares, Jackson.

Vamos! Seis mil d�lares e despache-se!

Sen�o, ter� um s�cio com duas m�os de madeira.

De que est�s � espera, Jackson?

D�-lhe o dinheiro! D�-lhe o dinheiro!

Todo! D�-lhe o dinheiro todo!

Steve...

E despache-se.

Tu, pega no dinheiro e entrega-mo.

A minha pistola continua apontada � sua m�o, Burns.

E lembre-se disso se a quiser manter para acariciar as mulheres.

� melhor dizer aos seus homens para se comportarem bem.

Ningu�m se mexe! Deixem-no ir!

Aonde v�o, idiotas?

Voc�s s�o todos testemunhas de que este homem roubou o nosso dinheiro.

E afinal, o pobre xerife n�o devia ser impedido de ganhar o seu sal�rio.

O banco estava aberto, querido?

N�o, Susan. Mas mesmo assim os banqueiros deram-me o dinheiro.

- Para onde vamos, Steve? - Vamos para a quinta.

Mas primeiro, vamos fazer uma paragem e acordar o Juiz de Paz

e ver se eles nos pode casar.

- Que est� a fazer aqui, xerife? - Estou � tua espera.

- Que pretende dele? - Houve um roubo no saloon.

- Steve! - Contaram-lhe tudo mal, Susan.

Ningu�m foi roubado no saloon, xerife.

S� recuperei o meu dinheiro, que o Sr. Burns roubou-me,

depois dos homens dele me terem batido na cabe�a quando fui levantar o dinheiro.

Ontem mesmo depositei seis mil d�lares.

- � verdade, xerife! - E sabe disso.

N�o sei, mas pode ter acontecido como disseste.

- E da�? - Vais ter de prov�-lo.

Entretanto, eles t�m testemunhas suficientes para te enforcar.

N�o!

Larga a pistola!

N�o sou eu quem te vai enforcar.

S� vim aqui buscar o dinheiro.

Esse dinheiro � meu! Preciso dele para comprar essa quinta.

N�o te vai servir para nada.

H� pouco tempo atr�s, o Sr. Connely acabou de enterrar o velho Williams.

Ele n�o fez nada de errado!

Eu sei.

Esta pistola pertence ao Oliver.

J� que ia ser agricultor, achei que n�o precisaria da minha.

O velho Williams sabia que, mais cedo ou mais tarde, mat�-lo-iam.

E ent�o, para que as terras n�o ca�ssem nas m�os daqueles dois,

ele passou toda a propriedade para o meu nome.

� toda tua, Blane.

Mas d�-me os seis mil d�lares.

N�o o entendo.

Por que entra no jogo deles?

Fui eleito xerife de Providence antes de o Jackson e o burns chegarem.

Ent�o a autoridade da cidade foi-me retirada das m�os.

Sou um velho, Blane, e vi muita gente nascer nesta cidade.

E vi outras tantas morrer.

Deixaram-me ficar no cargo s� para salvarem a face

e eu ando a salvar tudo o que posso.

Seria muito melhor se me tivesse ido embora.

Espero que sejas capaz de trabalhar o teu peda�o de terra sem problemas.

E sempre que achares necess�rio ir � cidade,

lembra-te de ter o bom senso de deixares a pistola em casa.

Adeus e boa sorte para ambos.

E a prop�sito, esqueci-me de te agradecer

por me teres livrado daqueles tr�s reles assassinos.

� sempre t�o am�vel assim com os seus clientes?

N�o com todos. S� com aqueles que me causam problemas.

Quer dizer... Como o Steve Blane, por exemplo?

Conheces aquele homem?

Conhe�o o homem que pode livrar-se dele por si.

Eu j� tratei disso

incumbindo o xerife de se livrar dele por mim.

Agora d�-me um beijo, Fabienne.

N�o seria m� ideia se batesse � porta.

Lamento muito, Jackson. Desculpe.

Estou aqui para lhe devolver o seu dinheiro, Sr. Jackson.

Bom trabalho, xerife. E o ladr�o?

O senhor n�o tem nada contra ele.

Acontece que eu pr�prio vi o jovem depositar o dinheiro no seu banco.

Que est� a tentar insinuar?

Tem sido pago por n�s para cumprir o seu dever e mais nada.

Pretende dizer-me ent�o que tenho de o prender pela morte do velho Williams?

� melhor ter cuidado com o que diz, xerife!

E o senhor � melhor ter cuidado com o que faz!

Mais uma das sua negociatas e chamarei os federais.

Atreve-se a amea�ar-me?

Suportei todos os seus crimes apenas para impedir os maiores!

Mas agora vai parar!

Parar� em Providence quando eu mandar!

Acabou, Jackson.

Agora Aconselhe os seus homens a manterem-se longe da quinta do Williams.

Aquela peste do Williams est� morto e a quinta dele � praticamente minha.

Est� enganado, Jackson. Ela pertence ao Steve.

Steve Blane.

O Williams deixou-lhe tudo.

Sai! E fecha a porta atr�s de ti, idiota!

Aquele miser�vel! Reles miser�vel!

Passou-me a perna com o melhor peda�o de terra do vale inteiro.

H� sempre o Duke, Sr. Jackson.

Fabienne, manda-o vir falar comigo.

Esse dinheiro ser� todo teu se o conseguires trazer o mais r�pido poss�vel

Ele tem de abater o Blane como um c�o!

Em frente de toda a gente na cidade!

Obrigado.

Bom dia, em que lhe posso ser �til hoje, Sra. Cooper?

- Bom dia, Sr. Blane. - Bom dia, Buck.

Quer que o ajude?

Obrigado, �s muito am�vel.

Toma.

� pesado. Tem cuidado.

� mesmo pesado, como disse. Que tem aqui dentro, chumbo?

� apenas cimento.

Nunca pensei que cimento seco pudesse pesar tanto.

Ultimamente n�o o tenho visto muito pela cidade, Sr. Blane.

H� muito trabalho na quinta e eu e a Susan n�o damos conta de tudo.

A prop�sito, conheces algu�m que me possa ajudar?

Por estas bandas a maioria das pessoas n�o s�o assim t�o valentes ou idiotas

para se arriscarem a morrer por irem contra o Jackson e o Burns.

�s assim t�o valente ou idiota?

N�o s�o esses dois que me barram o caminho.

Lembrar-me do trabalho pesado � que me assusta.

Eu n�o sabia disso. Desculpa-me.

N�o devia ter-te assustado fazendo-te carregar aquela saca.

Vem, velhote. Precisas de uma bebida depois de tanto trabalho pesado.

Barman, barman! Voltei!

- Dois u�sques! - Um. Quero uma cerveja.

Est� bem. S�o dois para mim.

Como est� a minha filha, Steve?

Queres dizer a minha mulher? Ela est� bem, Duke.

E achas mesmo, Steve, que isto vai mudar as coisas para mim?

As coisas mudaram para mim.

Por que j� n�o usas a tua pistola?

Porque n�o se pode lavrar a terra disparando sobre ela.

Tens raz�o, Steve. N�o podes.

Seja como for vais ter de disparar mais uma vez.

E se eu n�o quiser?

Ent�o obrigar-me-�s a matar-te perante a Susan.

Seja como for vais perd�-la.

J� a perdi quando a levaste de mim.

E tu perd�-la-�s tamb�m.

Se ela vai odiar quem matou o marido,

Tamb�m odiar� quem matou o pai.

� isso que tu queres, Duke?

� exactamente o que queres tamb�m.

N�o. Eu queria um lar... uma mulher e filhos.

- J� tive uma filha. - N�o. Ainda tens.

Isto �, se desistires da ideia de me enfiares uma bala no meio da testa.

Tenho de o fazer, Steve. Sabes disto, sabes que tenho.

Um pistoleiro � um tipo de homem que nunca hesita quando tem de matar.

� a nossa for�a e a nossa honra tamb�m.

Acontece que sou um pistoleiro

e prometi que mataria Steve Blane.

Duke!

Trouxeste-a atr�s para ela ver a tua filha chorar?

- Acreditas nisso? - N�o, ela mandou-te chamar.

Isso n�o � verdade. N�o o fiz, Steve.

Agora diz-me uma coisa. N�o trabalhas aqui?

Que diferen�a isso faz, Steve?

Nada. � melhor eu morrer pela Susan.

Est�s a dizer que podias ter escolhido entre a Susan e a Fabienne?

N�s, os pistoleiros, temos a nossa honra, disseste tu.

A tua honra leva os meus seis mil d�lares em considera��o?

Est�s a dizer que ela n�o te deu o dinheiro?

N�o acredites nele, Duke. N�o acredites nele!

Se acredito ou n�o, saber�s quando eu ajustar...

Espera a�, Duke. Escuta-me!

N�o tens nada para me dizer.

Eu sei muito bem qual de voc�s est� a mentir.

Amanh� de madrugada estarei aqui � tua espera.

E n�o te esque�as da tua pistola.

Seria desagrad�vel para todos se tivesse de ir � quinta para te matar.

O que pensas disto?

Serei capaz de te dizer mais alguma coisa amanh�.

Agora vai, Oliver.

E assegura-te que dois dos teus homens partam imediatamente

para norte com 100 cabe�as de gado.

O velho xerife sofre de ins�nia.

N�o se importa de os perseguir toda a noite.

Harold! Desculpe.

N�o precisas de ficar envergonhada, querida Fabienne. Burns sabe tudo.

Se me amas vais ter de me ajudar, Harold.

Quero ficar contigo.

- Quem te impede? - O Duke!

Amanh�, depois de matar o Steve, vai obrigar-me a ir com ele.

Por que est�o a rir?

Porque para onde o teu Duke vai,

n�o � lugar para uma mulher bonita como tu.

- Acho que j� podemos voltar. - Porqu�, xerife?

Porque ningu�m se atreveria a roubar gado ao Jackson e ao Burns.

E ocorreu-me que se eles me querem fora da cidade,

algo se deve estar a passar por l�.

Vamos embora, r�pido!

Steve! Steve!

- Quem �s tu? - Um amigo vosso.

Mas eu n�o te conhe�o.

Queria dizer que sou amigo do seu marido.

- Ele n�o est� aqui. - Eu sei.

Esperei que ele sa�sse para poder falar consigo.

N�o se atreva a aproximar-se.

Estou demasiado velho para lhe fazer mal, Sra. Blane.

E demasiado cansado tamb�m. Vim at� aqui a p�.

Que queres?

Estou aqui para lhe dizer que o seu pai est� na cidade.

- N�o... - Sim!

Ele e o Steve t�m um encontro ao amanhecer.

Percebo, por isso o Steve...

� a �nica que pode impedir que se matem um ao outro.

Que posso fazer? Que posso fazer?

Dentro de alguns minutos o sol estar� bem no alto

e acho que n�o tem muito a tempo a perder.

Ent�o despacha-te! Sela os cavalos, r�pido!

Est� bem!

Os homens est�o todos a postos.

�ptimo. Diz-lhes para atirarem logo que a primeira pistola disparar.

Eles j� sabem tudo o que t�m de fazer.

Vai buscar os cavalos e n�o percas tempo. Despacha-te!

Idiota. Em que raio isto se est� a tornar?

Eu j� lhes mostro!

- Larga-me. - Que est�s a tentar fazer?

- Sai da minha frente. - P�ra!

Eu mostro-lhes como �. Larguem-me!

Nem mais um passo, Burns!

Estou a us�-la como escudo.

Deixe-me passar! Deixe-me passar, ouviu?

N�o quereria matar uma mulher inocente, pois n�o, xerife?

Deixe-me passar, ouviu? Juro que a mato!

A minha m�o!

Acertou-me na m�o! Que vou fazer?

Vai-te doer nos pr�ximos dias, Burns.

Depois disso ser�s enforcado.

Steve! Steve!

Steve! Steve... Sou eu.

Levanta-te, Steve! responde-me, por favor!

Queria sentir entre os dedos o calor da madeira de um arado.

As espigas espinhosas do trigo.

O cabelo macio da minha mulher.

Mas n�o posso, porque tenho de matar.

FIM

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