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CAPITAL DE RISCO
De Harun Farocki
Representantes da NCTE
Representantes da Buchanan IndustriaI
Vamos a isto, o tempo � curto.
NCTE pretente tomar de empr�stimo
Buchanan investe capitaI de risco
Bom, segundo o pre�mbulo estamos a falar
de uma participa��o de 750 000.
Dividimos esta quantia em
100 000 de capital pr�prio
e 650 000 de suprimento.
O segundo ponto � que pretendemos que a nova tecnologia
que tu, Lutz, j� patenteaste,
esteja pronta para comercializa��o no fim do ano.
Ou seja, que esteja � disposi��o n�o apenas o prot�tipo.
De forma que j� tenha sido,
e possa ser, fornecida ao cliente.
Acha que isto � um objectivo realista?
Nos pr�ximos meses vamos come�ar a distribuir a nova tecnologia
em forma de amostras.
Temos de chegar ao acordo
de que n�o se trata de um simples modelo de laborat�rio,
mas que fica claro que
isto � realmente a base
do futuro neg�cio da NCTE.
Daqui a tr�s meses os carros desportivos j� vir�o com esta tecnologia.
Faz todo o sentido! - Est� a acontecer.
E depois a grua...
E quais ser�o os carros? - Os desportivos e os de corrida.
Estou a ver. Os... - ...ingleses.
E uma empresa de gruas come�ar�, talvez a cooperar.
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Para entender melhor a medi��o do bin�rio sem contacto,
vamos ver um sistema moderno de protec��o contra a sobrecarga.
Trata-se de medir a carga actual pendurada no gancho da grua.
Na parte de tr�s da cabina do condutor
encontra-se o motor que acciona o tambor de enrolamento.
A carga puxada pelo cabo de trac��o exerce press�o sobre o eixo do motor.
E quanto maior a press�o no eixo do motor,
maior a reac��o do ponteiro do instrumento de medi��o.
Este tem uma codifica��o invis�vel e magn�tica da NCTE.
Se a press�o exercida mudar,
muda tamb�m o comportamento magn�tico.
Esta altera��o � logo detectada por um sensor magn�tico.
Da minha parte isso est� resolvido,
se combinarmos um n�mero de pe�as limitado,
de acordo com a procura. - Entre 2 a 4 unidades,
que n�o sejam modelos de laborat�rio,
mas sim amostras realmente utiliz�veis pelo cliente.
E isso � realista? - Sim. No ano que vem, 2005.
N�o, n�o. Em fins de 2004.
No fim do terceiro trimestre? - No dia 31 de Dezembro.
Parece realista. - � realista.
� mesmo um ponto importante para n�s,
e se j� diz que vai ser muito duro, ent�o...
N�o, n�s pretendemos faz�-lo muito antes.
Ent�o vamos proceder ao pr�ximo crit�rio: o volume de vendas.
Isto � realista?
A minha proposta consiste em
calcular o volume de vendas
necess�rio para alcan�ar o ponto cr�tico das vendas.
E depois gostaria de fix�-lo.
Tudo o que for acima do ponto cr�tico, seria maravilhoso.
Mas em todo o caso, suponho que vamos fazer mais.
Mas n�o quero partir de um volume de neg�cios maior agora,
uma vez que n�o traz grandes benef�cios econ�micos.
O importante � este ano a empresa poder sustentar-se a si pr�pria.
Para este ano at� h� um d�fice. - Depende de como se faz o c�lculo.
Para mim � importante que o senhor, diga que acredita neste plano.
Que n�o s�o apenas n�meros, mas algo feito em plena consci�ncia.
Se hoje disser que n�o acredita que vamos alcan��-lo,
ent�o necessitamos de outro plano.
Porque nesse caso o dinheiro n�o chega, certo?
Agora que j� avan��mos, gostaria de retroceder um pouco.
Voc�s, com certeza, n�o achavam que ir�amos aceitar os 34�/�
em forma de empr�stimo, assim...
Estou s� a propor para que possamos discutir o assunto.
Podemos falar sobre isso agora ou no final.
Eu n�o queria tematizar isso logo no princ�pio.
Mas claro, � algo que j� discutimos antes da reuni�o.
Digamos que n�s estamos um pouco decepcionados,
porque t�nhamos outra coisa em mente.
E essa ideia est� longe daquilo que voc�s nos prop�em.
Vou ser franco relativamente ao que tinhamos pensado:
cerca de 20�/� para o projecto.
Para 750.000, a NCTE concorda ceder 20�/�
Esse � uma coisa. a 2a � o nosso ponto de partida; de onde partimos?
N�s acreditamos que temos uma tecnologia, que tem o seu valor.
N�o estou a falar da clientela, mas do valor da tecnologia em si.
Quanto a isso estamos de acordo.
Neste momento a tecnologia j� tem um valor substancial.
Mas tamb�m tem um certo risco...
...j� vamos falar sobre o risco
J� sabia que ia haver contra-argumenta��o.
O segundo ponto � que n�s temos um armaz�m
no valor de cerca de um milh�o.
Isso n�s temos.
Se o neg�cio correr bem,
a nossa contribui��o � de um milh�o.
Se as coisas correrem bem. - Certo.
Se n�o, OK. H� sempre duas maneiras de ver as coisas.
O que significa
que podemos contribuir com quase um milh�o,
e tamb�m a tecnologia que trazemos.
Uma contribui��o do Lutz, por ser bom inventor.
Por isso, quando vejo a empresa a ser avaliada por baixo,
acho que voc�s n�o v�em o que n�s contribu�mos.
Ser� que somos como um ''start-up'' que � s� um monte de papel?
Estamos a sentir-nos um pouco desvalorizados.
E n�o se trata de uma negocia��o sobre uns pontos de percentagem,
mas da quest�o do valor real.
Quanto ao risco: quais s�o os riscos?
Da nossa parte temos a insolv�ncia de h� algum tempo.
O advogado de patentes diz que esta patente vai bater
os que existiram antes.
Ou melhor: n�o � que vai bat�-los mas n�o os vai afectar.
Mas neste caso dependo tanto da intui��o de um especialista como voc�s.
Certo. Percebo perfeitamente.
E � compreens�vel que o veja assim.
Mas de certeza compreende que,
n�o vamos ver a fundo o valor real, do que t�m no armaz�m,
para chegar � nossa avalia��o.
Se fosse assim, a nossa proposta seria outra.
O que n�s fazemos � olhar para o futuro e imaginar
qual ser� a situa��o da NCTE amanh� e depois de amanh�.
Foi com base nessa vis�o
que calcul�mos o valor real da NCTE.
Mas tamb�m temos
de tomar em considera��o as nossas expectativas de rendimento.
E isso limita
a nossa flexibilidade na altura de avaliar a empresa.
Para que fique claro:
o armaz�m n�o teve influ�ncia nas nossas decis�es
E tamb�m n�o ter� influ�ncia nas nossas decis�es.
O que, de facto, nos influenciou foi um poss�vel lit�gio sobre a patente.
� por isso que estabelecemos um prazo,
para que a tecnologia esteja pronta a ser comercializada j� no fim do ano.
Embora estejamos de acordo
que a probabilidade de surgirem problemas
com a patente seja relativamente baixa,
no pior dos casos isso significaria fechar o neg�cio.
E isso poderia complicar-nos a vida.
Isso significa custos e riscos financeiros.
E no fim, se surgir um problema, quem paga s�o os s�cios.
Esses s�o os factores que se ponderam na avalia��o.
Acho que dever�amos perguntar-nos qual a pr�tica actual do VC.
VC - capital de risco
Afinal, trata-se sempre de encontrar investimentos alternativos.
Estou convencido de que
h� tr�s anos algo como isto n�o teria sido poss�vel.
Tamb�m penso que, neste momento, teria dificuldades
em encontrar investidores com esta avalia��o.
Vamos ter que chegar a um ''meio-termo''.
Eu acredito na tecnologia, j� h� quatro anos acreditava
que iam lev�-la por diante. E tamb�m acredito no mercado.
Por isso utiliz�mos os vossos argumentos para dizer:
Vamos fazer uma boa proposta,
sem a baixar � habitual pr�tica do VC,
que hoje faria algo entre nada e uma avalia��o ainda pior.
N�s acreditamos na NCTE, e por isso vamos oferecer mais.
Interessava-me saber como est� a taxa de juro ?
Hoje? - Sim.
Isso depende.
Digamos que o m�nimo -
o que n�o se pode aplicar aos ''start-ups'' -
s�o 25�/�.
Nos ''start-ups'' costuma rondar os 40�/�.
Eu gostaria de ouvir o Sr. May dizer:
'eu acredito que isto vai funcionar'.
Mas o risco � que n�o funcione.
H� o risco de se vir a necessitar de mais dinheiro, etc.
Ou seja, a nossa avalia��o
j� inclui, entre outros, uma compensa��o dos riscos,
isto �, o risco de que o neg�cio se desenvolva
de forma diferente do esperado.
Isso est� totalmente claro. Esse � o jogo do capital de risco.
Se tudo correr bem, tamb�m podemos recorrer ao Banco.
O facto de sermos previs�veis torna-nos agrad�veis:
N�o agrad�veis, mas previs�veis.
Uma compara��o com outro ''start-up'' torna-se dif�cil.
Tenho quase um problema com a palavra ''start-up''.
Temos muitas caracter�sticas de um ''start-up''.
Mas por outro lado, quantas vezes se tem a vantagem de ter um produto,
que est� a ser desenvolvido h� 4 anos,
que j� est� patenteado
e que de facto j� est� a ser utilizado por uma equipa de F�rmula 1 -
o que j� � um bom ponto de refer�ncia.
Estamos a investir capital de risco numa empresa
que tem o objectivo de crescer consideravelmente
e que de facto come�ou a funcionar em Novembro.
� uma empresa com um passado tecnol�gico muito interessante,
que a torna atractiva para n�s.
Mas de resto assemelha-se a um ''start-up''
e por isso tamb�m temos que aplicar os respectivos crit�rios.
Vamos voltar um passo atr�s.
O problema que eu vejo � o que j� mencion�mos antes:
talvez seja um pouco ilus�rio,
mas h� uma enorme fenda entre o que n�s queremos e o que voc�s querem.
E a fenda � tal que as emo��es adquirem um papel importante.
Sen�o pod�amos dizer: bom, � uma quest�o de negociar.
Ou pod�amos p�r a quest�o de lado por um tempo.
Mas agora estamos a sentir essa dist�ncia.
E quanto � taxa de juro, eu gostaria de fazer os c�lculos,
para ter uma ideia mais exacta.
Mas eu tenho a impress�o de que � muito elevada.
Se tudo correr bem.
Claro, mas com o capital de risco � assim.
Mas � por isso que t�m uma taxa de juro de 25�/�.
Os 25�/� s�o uma m�dia.
Talvez seja um valor um pouco elevado para os tempos de hoje,
mas h� que ter sempre em conta poss�veis fracassos.
Por isso temos de calcular com elevadas taxas de risco.
Existe tamb�m a oportunidade de que as coisas corram melhor.
Claro, isso � verdade.
Mas sabe quantos investimentos j� fizemos juntos, o que correu bem e mal,
ainda que sempre tenhamos pensado que as coisas iriam correr bem?
Eu simplesmente acho que � demasiado.
Eu acho que para uma quantia que n�o � demasiado alta,
onde a probabilidade de ser recuperada � grande,
34�/� � um exagero.
N�o estou a falar de n�meros, o que n�o � muito profissional,
mas s� me refiro � minha intui��o.
De quantas partes da empresa nos vamos desfazer? Trata-se de um ter�o.
E isso para mim � demasiado, tendo em conta que, a meu ver
a empresa hoje tem o seu valor.
Note-se que, com sorte, temos um armaz�m que vale um milh�o.
sen�o, seria algo que um dia ter�amos de comprar. � isto!
Desta forma j� poup�mos gastos no futuro.
N�o somos como outros ''start-ups'' que s� trazem papel e m�o-de-obra.
Em parte devido � sorte e n�o ao pr�prio investimento.
Mas houve um certo risco, porque investiu 1 50 000 do seu pr�prio capital.
E contribui com um milh�o que, sen�o, ter�amos que investir mais tarde.
Bom, esses 34�/� para 750 -
eu nem sei como vamos explic�-lo � comiss�o de investimentos.
N�o � que nos estiv�ssemos a reunir pela primeira vez,
e j� n�o tiv�ssemos pensado sobre o assunto.
Por isso temos expectativas claras.
Vamos todos fazer uma pausa.
Querem ficar aqui na sala? - Como quiser.
Assim pod�amos ouvir m�sica no meu gabinete.
O que desejam beber?
Cappuccino? - Coca-Cola e bolachas.
Bolachas? Ser� que temos?
Para 750.000, a NCTE concorda ceder 20 �/�
Buchanan exige uma participa��o de 34 �/�
Lembras-te do Lutz May ter dito,
quais seriam as suas prioridades se fundasse uma empresa como esta,
quanto dinheiro ele iria fazer e qual seria a sua fun��o?
Qual � a sua participa��o actual na empresa?
Actualmente a fam�lia Lutz May tem 80�/�: 40�/� dele e 40�/� da esposa.
Afinal eles querem negociar sobre o �ltimo ponto de percentagem
ou preferem uma simples participa��o nossa?
Uma simples participa��o nossa com condi��es justas.
E temos de convenc�-lo de que s�o mesmo condi��es justas.
Ent�o o que achas se dissermos que queremos os nossos 34�/� e pronto.
Sem prioridade na liquida��o,
sem empr�stimo.
E se n�o chegarmos a acordo sobre outros pontos al�m da avalia��o
e da prioridade na liquida��o, ent�o desistimos.
N�o digo para desistirmos, mas para deixar isso por agora.
Vamos ver os pontos estrat�gicos
e depois separamo-nos por hoje para podermos pensar sobre o assunto.
Est� bem. - Est� bem?
Oferta de Buchanan: 750.000 em 2 como dep�sito
Proponho que falemos sobre as conclus�es a que cheg�mos.
E que vejamos onde estamos.
Depois de discutir isso, acho que dever�amos dar o encontro,
hoje, por terminado.
Antes, talvez cada um devesse dar a sua opini�o sobre onde
acha que nos encontramos. Falemos das nossas estrat�gias.
Est� bem. - Comece.
Do nosso ponto de vista,
os 20�/�... Deixe-me dizer de outra maneira:
Vou repetir o que o Lutz acaba de dizer.
Seja por causa de neg�cios, planifica��o, ou o que for...
Afinal de contas, � uma quest�o de...
Mesmo se n�o for sistem�tico e sem fundamento, estou
convencido que se trata sempre de decidir sobre
o valor do neg�cio.
Pod�amos mencionar 1 000 factores
mas ao fim ao cabo o Lutz diz sempre: Eu n�o insisto nos 20�/�.
Ele sabe que o capital de risco n�o � f�cil de obter...
em compara��o com o capital privado...
mas a� ele n�o pode contar com nenhuma ajuda.
Por isso, n�o insiste nos 20�/�, mas sim que os 34�/� s�o inaceit�veis.
N�o vou dizer um n�mero concreto porque seria antecipado,
mas deveria rondar os 25 a 30 �/�.
N�o queremos mudar a avalia��o principal.
Tamb�m n�o podemos mudar nada.
O que podemos dizer � que investimos o dinheiro como ''honesto''.
Isto �, abdicamos do suprimento de 650,
e investimos os 750 000 como capital de risco tradicional,
com as mesmas condi��es.
No entanto, com uma ''liquidation preference'' simples.
N�o conhe�o a palavra, algu�m poderia explicar?
Sim, quer dizer que na hora da liquida��o da empresa
os investidores t�m prioridade.
Acho que ainda n�o percebi. Podes explicar mais uma vez?
Se recebeste um empr�stimo tens de reembols�-lo um dia.
Podes pagar s� no dia em que venderes a empresa ou logo
que tiveres o dinheiro suficiente no banco para o fazer.
Porque tens de o reembolsar de uma maneira ou de outra.
Porque o banco, ou o credor, o requerem.
Assim, ele deixa-te o dinheiro at� � liquida��o,
e tu consegues tirar mais proveito dos 650.
Enquanto que se j� os devolveste, como est� aqui escrito,
j� n�o podes tomar partido deles.
Isto faz uma grande diferen�a.
Tenho de reflectir sobre isso.
No entanto, n�o � uma coisa que nos conv�m muito.
Pod�amos fazer outro pequeno intervalo? � poss�vel?
Querem mais bolachas? - N�o sei se...
Portanto, n�o acho
que tenhamos de chegar a um acordo hoje.
Se esta � a resposta, n�o preciso de nenhum intervalo.
A estrat�gia. - Acho que tu � que devias introduzir isso.
N�s temos uma pessoa interessada,
que h� muitos anos
trabalha no ramo dos sensores para autom�veis.
N�o � um produtor de autom�veis no sentido comum.
Ou seja, n�o produz 400 000, ou 1 milh�o de autom�veis.
Encontrou um nicho de mercado,
e especializou-se na produ��o
de ve�culos pesados e agr�colas.
Estamos a falar duma produ��o de 20 000 a 1 00 000 unidades.
Isto �, por marca, por produtor.
Ele investigou-nos o melhor que p�de.
Mandou um colaborador.
O Jean-Piere esteve l� um dia inteiro e avaliou o tamanho da empresa,
o que fazemos. Gostou, e escreveu um relat�rio muito bom.
Assim, abriu-nos uma porta inesperada,
quando disse que �ramos interessantes para eles.
Isto pode significar tudo:
uma integra��o total na empresa,
fornecedor exclusivo, compra...
Muita coisa.
Agora faltam-me os conhecimentos
e a exper�ncia necess�ria. Como lidar com um cliente como este?
Como fazer disto uma situa��o onde ambos ganham.
Sem exagerar e sem perder algo?
Porque afinal eles tamb�m n�o podem colaborar connosco
se o futuro financeiros deles depender demasiado de n�s.
A longo prazo, penso que podemos contar com 50 milh�es
nos pr�ximos 5,6,7 anos.
Por isso, ele tem de ter a certeza que somos fi�veis.
Que n�o vamos ter com a concorr�ncia.
O que � que vai acontecer? Se bem percebi o Jean-Pierre,
n�s somos a empresa ideal que eles gostariam de comprar.
Quais s�o as vantagens e as desvantagens?
Primeiro, a possibilidade de uma r�pida sa�da do neg�cio.
Sim. - Talvez, talvez.
Acho que se o pre�o for suficientemente baixo, ele faria isso.
Mas n�o somos t�o conhecidos para obter o que realmente valemos.
Isto tamb�m n�o nos interessa. - Pois �.
E tamb�m temos outros planos. - Sim.
Ele gostaria de saber como uma coopera��o a longo prazo
pode funcionar sem ter de chegar a um acordo sobre as percentagens.
O que parece interess�-lo � assegurar
o seu accesso a esta tecnologia no futuro. - Sim.
E em segundo lugar, obter a exclusividade sobre o produto.
Suponho que ele vai querer negociar esta vantagem.
O normal seria meio ano, mas acho que n�o vai aceitar.
2 anos � mesmo muito.
Porque estar� interessado em comprar? Qual � a vantagem?
Como j� disse, acho que
50 milh�es do volume de neg�cios dele v�o depender de n�s.
E para ele seria um neg�cio de digamos 50 milh�es, acho eu.
Tamb�m podem ser 70, 75 ou 45.
Qual o volume de neg�cios da NCTE
se o fornecedor fizesse 50 milh�es com os seus produtos?
Se quis�ssemos ficar a descansar,
uma participa��o de 5�/� parece realista.
Isto seria... - Por um montante de 50 milh�es?
Se gozarmos da vida no Hawaii sem fazer grande coisa.
N�o sei os n�meros exactos.
Mas se imaginarmos uma percentagem de 5�/� de 50 milh�es
eu imagino que, a longo prazo,
podemos fazer um volume de neg�cios de 1 a 2,5 milh�es por ano.
Cooperando com a outra empresa. Cada ano.
Porque n�o come�amos por elaborar um acordo conjunto,
com um caderno de encargos,
fixando as expectativas do volume de neg�cios.
A proposta que lhe fiz foi eles pagarem
cerca de 30-35 000 d�lares por m�s,
por trabalharmos com eles num ou dois projectos.
Por um per�odo de 1 0 meses.
O risco que correr�amos seria de cerca de 350 000 US$.
E eles verificariam se n�s cumprimos com tudo .
Ele sabe que se ele concordasse,
isto seria uma grande ajuda financeira para n�s.
Ele cobraria 80�/� das despesas para os engenheiros.
Do total, n�o s� do projecto? - Sim, exacto.
Existe sempre o risco de descobrir quanto o cliente depende do projecto,
o que n�o nos vai dizer antes.
Se vemos que ele depende de n�s, j� n�o pode mudar de ideias,
ent�o podemos subir o pre�o. O que nenhum cliente quer.
Eu tentaria obter um pre�o significativo
e um prazo determinado.
E, desde a�, combinamos a exclusividade digamos para 6 meses.
N�o queremos que nos comprem com base na actual avalia��o.
E numa avalia��o futura, com um valor mais est�vel,
vamos aumentar o pre�o de forma que deixem de estar interessados.
N�o � preciso discutir isso.
Se nos querem comprar, que fa�am uma proposta.
Eu nem diria que estou interessado.
Senhor May, acha que tamb�m poder�amos falar sobre isso?
Sim claro,
mas no momento n�o estamos a pensar nisso.
Se nos querem comprar que o digam e que fa�am uma proposta.
Estamos dispostos a negociar. Mas de momento, a quest�o n�o se p�e.
Antes do casamento, h� o noivado, e ainda antes disso h� o namoro.
Nada melhor do que fazermos um bom neg�cio, � simples!
Eu come�aria com um neg�cio
e assim logo se v� se os dois parceiros combinam bem.
Dessa forma, os dois desenvolvem expectativas realistas.
Se depois ainda correr bem, n�o v�o fazer uma proposta
que n�o tenha nada a ver com os objectivos da NCTE.
Na empresa-m�e gostam de comprar empresas como a nossa.
Jean-Pierre tamb�m era deste tipo. Fabricou sensores de �ngulo.
Estava na mesma situa��o, e absorveram-na de um dia para o outro.
E acho que, bem devagarinho, � isso que eles gostariam de fazer connosco.
Isso � algo que tem de ser mencionado.
Sabe o que eles pagaram por Jean-Pierre? - N�o, ele n�o disse.
Mas tamb�m n�o perguntei.
O Jean-Pierre ainda se ri. Deve ter sido um bom neg�cio.
Estou a ficar cansado.
Para mim, foi muito bom.
Quando � que nos encontramos para a pr�xima vez?
S� estarei de volta na 2�.
Vou estar em Hamburgo at� 6�.
A partir de hoje? - Sim, desde j�.
Ent�o eu propunha 2�.
Est� bem.
Combinamos isso amanh� por e-mail?
O que acham? Encontramo-nos de manh�? � tarde?
Eu diria �s 1 1 h,
para irmos ao restaurante italiano � 1 h. - Boa ideia.
Reservado!
CINCO DIAS MAIS TARDE.
Infelizmente, temos de reconhecer que �s vezes as m�quinas s�o �teis.
Depois do primeiro
''eu sei encontrar o melhor caminho do meu escrit�rio at� aqui sozinho,
na cidade onde nasci e cresci'',
mostrou-me um caminho que afinal
era mais r�pido do que aquele que costumo tomar.
Mas �s vezes tamb�m se engana.
Depois da auto-estrada havia um pequeno cruzamento onde queria
que eu virasse para a direc�ao errada.
Sair da rotunda na quarta sa�da � direita.
Virar � direita.
Depois de 100 m chegou.
H� outra coisa que se tornou um pouco mais complicada.
Eles v�o lutar por ela. � a sa�da do neg�cio.
Que se chama: ''the right to force a sail''.
Pode exigir de todos que vendam. - � esta parte aqui?
Est� escrito assim mesmo? - Assim mesmo.
A quest�o � fixar quando � que podem exigi-lo.
Ele pode tamb�m impedir a liquida��o?
Ou s� apress�-la? Pode dizer exigir a altura da venda?
Mas n�o pode impedir-nos de vender se o quisermos?
Por um bom pre�o, n�o nos vai impedir. De certeza.
O seu trabalho � conseguir um bom pre�o.
Esse problema j� surgiu:
uma empresa investidora com a qual trabalh�mos juntos,
entrou em p�nico porque tinha problemas.
Sim, mas o problema � que
� uso que uma empresa de capital de risco possa exigir a liquida��o.
� uma coisa se n�o consegues cumprir o plano financeiro...
Isso est� claro. - ...e outra coisa � a data limite.
Aqui est� marcada para 2007.
Eu mudei para 2008. Isso s�o 4 anos daqui para a frente.
Temos 4 anos para valorizar � empresa.
Temos de observar o investidor com o qual trabalhamos juntos.
Da maneira como avalio estes senhores,
poderemos sempre negociar com eles correctamente. Mas � um contrato,
e ent�o temos de negociar algo com o qual possamos viver.
Qual seria a tua proposta? O que achas? Achas que � boa...
Acho que 4 anos s�o um per�odo adequado. - Ent�o, nesses 4 anos
ele pode sempre dizer: Fa�am... - N�o, depois dos 4 anos.
Est� bem. Percebi. Durante 4 anos tem de deixar-nos em paz
e s� depois pode exigir. - Sim
Sim, e como j� disse:
Ele pensa de modo t�o econ�mico que n�o receio que venda.
O Sr. Richter disse-o h� pouco: O seu objectivo
de ganhar muito dinheiro � maior do que o nosso.
� o seu neg�cio. - Em condi��es normais. Mas imagino
que se as condi��es n�o forem normais, que eles entrem em p�nico.
Mas depois de 4 anos j� � outra coisa. - Porque entrariam em p�nico?
Se tudo correr bem, n�o entram em p�nico.
Eu punha de fora a hip�tese de tal acontecer pois precisam de dinheiro.
Nunca se sabe. - Sim, tens raz�o.
Mas temos de dar-lhes esta op��o, s� podemos � negociar a data.
N�o podes exigir deles
que sejas s� tu a decidir se um dia queres vender.
O seu neg�cio � transformar as participa��es em dinheiro.
� uma coisa limitada. - Sim
Vamos falar agora da ideia b�sica,
quer dizer: comprometemo-nos hoje e depois j� n�o podemos renunciar.
Porque temos de cumprir as promessas que fizermos hoje.
N�o podemos dizer que mud�mos de ideia.
Da� que seja um ponto fulcral e acho que 4 anos s�o justos...
Bom dia. - Bom dia.
Tiveram um bom... - Sim.
Tentei fazer algumas correc��es.
Encontrou erros ortogr�ficos?
Bom. Chegaram todos.
Fiz algumas correc��es. - Ah bom.
N�o � imperativo, s� algumas propostas.
Est� bem.
Ontem, encontrei-me com o senhor Fritsche, em Miesbach.
Reflectimos a s�s, sem os outros,
para trocar ideias,
s� n�s os dois.
Tom�mos o pequeno-almo�o juntos. Muito obrigado pelo convite.
De nada.
Tivemos algumas ideias. O senhor quer resumir?
Porque foi o senhor que as introduziu no plano.
Claro. Como j� dissemos no �ltimo encontro:
neste momento, deixar um ter�o da empresa
causaria dores ao Lutz May e a mim tamb�m.
Ent�o procur�mos solu��es
e aquela que nos parece ser poss�vel � a seguinte:
gra�as aos sinais positivos das �ltimas semanas e aos
pedidos de clientes que h� 1 0 dias nem conhec�amos,
pensamos ser capazes de fazer algum dinheiro no pr�ximo ano.
Acreditamos que 500 000 euros dever�o ser suficientes.
O argumento de Sr. Olschowy foi : ''E se n�o chegar?''
Eu respondi: Se n�o chegar, ser� f�cil exercer press�o sobre n�s
porque vai ser muito caro emprestar mais dinheiro.
De voc�s: ainda poss�vel. De terceiros: dif�cil.
Mas para n�s valeria a pena.
Tamb�m discutimos um bom bocado sobre a avalia��o.
Troc�mos argumentos sabendo, como j� disse a �ltima vez,
que se trata de intui��o.
O resultado provis�rio foram 21 �/� para 500 000 euros.
O que � que isto implica?
N�o se trata de um empr�stimo. Participa��o completa,
sem condi��es, porque achamos que 500 000 s�o calcul�veis.
Ser�o levantados conforme necess�rio, i.�, com um claro budget
que ter� de ser controlado pelo senhor e o Sr. Richter.
Nisto estamos absolutamente de acordo.
H� que controlar bem o dinheiro para que n�o seja desperdi�ado.
Aqui n�o h� desperdi�adores, mas sabemos...
O que acontece se hoje
pusermos os 500 000,
qual ser� a nossa margem de manobra?
Quais s�o os compromissos do neg�cio?
E n�o se trata de querermos ser n�s a mandar
s� por termos mais dinheiro
para resolver qualquer problema de liquida��o.
Estamos de acordo: j� fal�mos ontem sobre os riscos,
tivemos bons planos e um contrato quase conclu�do
e o que falta agora � um bom fluxo de capital.
E � disso que se trata agora: n�o h� dinheiro na conta.
Achamos que temos capacidade suficiente
para sobreviver o pr�ximo ano sem ficar pelo caminho.
Lutz, tu tens que ter em conta que, como o Sr. Fritsche j� disse,
� priori, estamos numa posi��o muito melhor para negociar,
porque podemos dizer: estas foram as vossas condi��es,
e disseram que v�o consegu�-lo.
Ent�o est�o a arriscar muito. - Sim.
� um risco muito �bvio.
E eu gostaria de evit�-lo.
Eu n�o pretendo aproveitar-me da situa��o. De forma alguma...
No caso de n�o correr bem, j� que estamos a falar sobre o valor -
somos ent�o for�ados a dizer: a avalia��o � mais baixa.
Mais baixa do que os 1 ,8 milh�es de capital inicial que j� temos.
E isso refere-se ao capital inteiro...
O senhor simplesmente tem que ter a consci�ncia do risco.
Mas neste caso tamb�m supomos
que voc�s ser�o s�cios leais,
porque querem que ele continue a cooperar convosco.
Claro. - O risco de perda � grande.
N�o acho grande o risco de ficar envolvido numa forte chantagem.
Eu n�o diria chantagem. - N�o, s� estou a dizer...
Mas sabe que de resto n�o h� provas...
Claro. Pois, j� fal�mos sobre o risco existente.
N�o h� vida sem risco. N�o h� oportunidade sem risco.
A oportunidade aqui � que ele ficar� com mais participa��es.
E em contrapartida ele aceita o risco de que se as coisas correrem mal
ele perder� mais do que agora vai receber.
S� estou a repetir os argumentos de ontem.
Porque concordo com o Sr. Fritsche que poderia funcionar assim.
Nesse caso, ele quer manter participa��es na empresa.
E se agora houver uma cat�strofe, receia perd�-las.
Mas se tudo correr bem, ainda ter� o suficiente para ficar rico.
Voc�s propuseram
o que querem pelo vosso dinheiro.
E eu acho que � demasiado.
Entendo que tenham que tentar, � um ponto de vista.
� uma contraproposta onde no poderiamos encontrar
para aproximar o vosso desejo do nosso.
O que mencionaste refere-se a um crescimento agressivo.
Eu n�o quero que a empresa empregue pessoal e que tentemos
crescer a qualquer pre�o. Eu gostaria era de observ�-lo.
Quero desenvolver e ampliar uma encomenda depois da outra.
Se tivermos a certeza que a encomenda � segura, avan�amos.
Acho que as sugest�es de hoje incluem isso.
Tamb�m h� possibilidades de reservas.
Claro, que voc�s t�m raz�o: ningu�m pode prever o futuro.
Isso � imposs�vel.
Talvez at� se descubra que continua a ser demasiado.
Talvez at� se descubra que a soma que ter�amos combinado
tamb�m n�o � suficiente. Mas o risco sempre existiu.
� por isso que h� um plano em que temos que acreditar ou n�o.
Eu concordo com o senhor
que normalmente os planos n�o se cumprem, mas isso � a base.
Sen�o pod�amos deit�-lo fora e cham�-lo como quisermos.
Mas � verdade que os planos normalmente n�o se cumprem.
S� podemos aguardar, e dizer o que achamos ser hoje poss�vel.
N�o � que considere o plano in�til,
sobretudo porque se baseia em projectos concretos.
Basta falhar um projecto de engenharia no valor de 40 000.
Em princ�pio, qualquer fundador de uma empresa acredita sempre
que se venha a cumprir o plano.
A nossa experi�ncia mostra o que pode acontecer ap�s alguns meses ou anos.
Isto � um mero argumento, mas quero mencion�-lo
para que, sobretudo, o Lutz o ou�a.
A nossa maior necessidade de dinheiro � para os sal�rios.
E, pelo menos hoje,
demos a oportunidade a essas pessoas de participar,
ou seja, nesse aspecto, cabe �s pessoas actuarem por si,
porque tamb�m elas v�o perder
quando tivermos de encontrar novos meios de financiamento.
Eles sempre poderiam dizer: 'Chega!'
Os nossos sal�rios n�o s�o propriamente os mais baixos.
Eles podem muito bem prescindir de um ou dois meses,
a fim de evitar a liquida��o.
Temos de ponderar melhor, se este plano �, de facto,
apropriado para o tomarmos como base da nossa avalia��o.
Podiamos dizer que os 500 000 fazem parte da nossa avalia��o.
Se precisarem de mais dinheiro, n�o importa de quem,
temos o direito de disponibilizar mais 250,
mas numa base de avalia��o que nos colocaria na mesma posi��o,
como se tiv�ssemos investido um total de 1 ,4.
Isto �: 34�/� por 750 000.
Se for preciso mais dinheiro.
Mesmo com outro investidor, ser� preciso mais dinheiro.
Mesmo se agora os senhores disserem que n�o precisam.
Achamos mesmo que � um bom plano.
Por�m, mais dinheiro significa que damos mais 250,
e ent�o, o total � feito com base na avalia��o anterior.
Ent�o, at� que ponto � que o plano � cred�vel?
At� que ponto � que acredita em t�cticas de negocia��o?
Volto j�. Mantenha bem a posi��o.
Fazemos tamb�m um intervalo? - Sim, mas por pouco tempo.
Sim, curto. - N�o vale a pena discutirem.
Acho que faz sentido
chegarmos a um acordo mais baixo que o previsto.
Mas 1 .8 �... - N�o � realista.
AvaIia��o:
o vaIor actuaI do NCTE: 1 .4, 1 .6 ou 1 .8 miIh�es Euros
Assim, j� n�o tem gra�a.
N�o podemos estar sempre a abrir os cord�es � bolsa.
J� lhes mostr�mos a nossa boa vontade,
e os 1 ,8 simplesmente n�o s�o realistas.
Pois n�o, mas � claro que eles tamb�m sabem disso.
J� calculei tudo a 1 ,6,
e s� assim � que faz sentido.
Considerando que precisar�o de mais capital, estar�amos em vantagem,
e isso colocar-nos-ia na mesma ou numa melhor posi��o.
Eles ter�o a oportunidade
de ficar com uma maior participa��o,
caso consigam gerir o neg�cio como pretendem.
Penso que isso seria justo. - Eu penso que sim, que seria bom.
Seria uma solu��o justa.
Est� a pensar na minha proposta? - Sim.
Penso que � uma proposta aceit�vel...
S� mais duas coisas. Fal�mos sobre o plano de neg�cio,
por isso � que nos demor�mos mais.
O Lutz quer fazer um coment�rio sobre este assunto.
Ele acha que faz sentido empregar mais pessoal,
mas s� se for preciso, porque n�o tem l�gica
empregar 3 pessoas que nada venham a contribuir.
Concordo plenamente.
At� aqui, estamos de acordo. Ele s� queria deixar claro
que em vez de as empregar, podia aproveitar o ''cash flow''.
Primeiro assunto. Outro � estarmos satisfeitos com a proposta.
Se pensarmos nisso, e se dermos a volta por cima,
significa que o nosso plano � funcional.
Se n�o, vamos ao encontro da vossa proposta,
no que respeita � avalia��o e �s participa��es.
Isso � realmente aceit�vel.
Mas como dissemos, no momento em que precisar do dinheiro,
mesmo se houver uma avalia��o mais alta no mercado,
temos a op��o de investir nessas condi��es.
Sim. - Est� bem.
Mesmo assim, voc�s n�o ficariam numa posi��o pior do que a de agora.
At� ao fim do pr�ximo ano, seria aceit�vel para mim.
No fim de 2005.
� uma op��o, disponibilizarmos 250,000, caso seja necess�rio.
Sim, exactamente. - Exacto.
Ao investirmos os 750.000
� como se tiv�ssemos investido os 1 ,4.
Sim, pelos 750,000 v�o receber um total de 34�/�.
S� fico satisfeito se for uma op��o e n�o uma obriga��o.
Mas, se virmos que n�o vale a pena, n�o o faremos.
H� sempre uma cl�usula nova no contrato, que at� ent�o desconhecia.
Parece ser complicado no in�cio, mas h� sempre um caminho.
Muito bem.
J� resolvemos o ponto mais importante.
Podemos assinar o contrato.
Podemos.
Vamos assin�-lo pessoalmente ou por fax?
Por fax. - Acho que � suficiente.
Pizza de... O que � isso?
R�cula com parmes�o ralado. - Ah, ralado. Est� bem.
Os pontos mais importantes eram a favor disso.
N�s n�o quer�amos o maior n�mero de participa��es poss�veis,
apenas a quantidade justa em troca do nosso dinheiro.
E, por fim, quando voc�s disseram 'Vamos faz�-lo',
fic�mos tranquilos porque voc�s est�o convencidos.
Por outro lado, sentimo-nos seguros, ao saber,
que em caso de d�vidas, podemos faz�-lo de outra forma.
Sim, tamb�m ach�mos essa proposta bastante boa.
O que acontece quando se fala durante 7 horas,
e se chega por fim a um consenso?
Um coisa que j� podia ter sido resolvida em 5 minutos.
� incr�vel, quantas negocia��es s�o precisas para que se chegue
a um consenso, quando se podia resolver o assunto em 5 minutos.
Porque � que andamos sempre � volta do mesmo assunto?
� necess�rio seguir uma t�ctica? � preciso argumentar?
Para qu� continuar a explicar o que j� se entendeu?
Devemos dar mais aten��o ao que os outros dizem?
Mas isso foi o que n�s fizemos.
Tu tamb�m n�o sabes, n�o �? - N�o.
Eu s� cheguei � conclus�o que existem muitas negocia��es,
onde tenho de falar 4 horas para conseguir um contrato,
embora por mim, em 1 0 minutos chegava a um consenso,
e dizia ''Vamos comer''.
� curioso,
as vezes que as coisas resultam de forma diferente,
daquilo que n�s planeamos.
Isso n�o me acontece a mim.
No nosso caso, isso aconteceu muitas vezes.
Os maiores neg�cios surgem com os clientes mais inesperados.
E quando se pensa que vai ser f�cil, demora tudo muito mais tempo.
J� chegaram a perder trabalhos ou clientes?
N�o. Logo de in�cio, deix�mos claro aos nossos clientes
que temos de ganhar dinheiro. Aqui, nada � de gra�a.
Com isto, cheg�mos a perder dois clientes franceses
durante um �nico telefonema.
Isso foi um choque para n�s, mas acabou por ser melhor assim,
pois provavelmente teria sido um desperd�cio de tempo.
Exacto! Conseguimos um trabalho
de um sector industrial novo para n�s, mas ainda n�o podemos falar sobre isso.
O contrato ser� assinado gra�as ao Sven e � sua equipa.
Estava convencido que n�o o �amos conseguir, mas conseguimos.
E isso numa escala enorme.
Eles querem negociar sobre um contrato de servi�o de 10 anos.
Eu nunca tive um caso desses.
Eu nem sei como reagir. Incr�vel! 10 anos.
Isso significa que terei de passar a responsabilidade aos meus filhos?
Outra coisa que nos apercebemos,
� que o neg�cio no sector das corridas n�o podia estar a correr melhor.
Vai de vento em popa.
Isso faz-nos pensar,
que at� provavelmente possuimos algo, que, at� ent�o, hav�amos subestimado.
Talvez nos devessemos aproximar deles.
S�o s� 1 4 equipas, 11 delas famosas.
Pretendemos visit�-las nos pr�ximos 2 meses.
Afinal, este ano, apenas com 2 equipas
conseguimos mais um quarto do volume de vendas.
Algo que n�o hav�amos planeado.
Mas com essas equipas s� fazemos 80 000 por ano, n�o �?
Sim, mas este ano ambas t�m o potencial de gerar 200,
As 2 juntas.
Ent�o, o que significa isso nos pr�ximos 2 a 5 anos?
Na minha opini�o, isso significa dinheiro f�cil,
porque com um t�cnico ou engenheiro
ganha-se 160 ou 200 000 por ano.
E a� come�a o problema dos pr�ximos 3 anos.
Eu j� disse ontem, e volto a dizer para deixar claro:
Ainda te preocupas
com o facto de n�o saberes se ir�s ter dinheiro para o pr�ximo ano.
J� n�o tenho de me preocupar com isso. - Eles n�o pensam assim.
Interessa-lhes, � que tenhas l� dinheiro nos pr�ximos 5 anos.
Exacto.
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