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Sou eu.
- Alisa, agora n�o. - Beijei...
O teu cabelo.
- Voltou. - Sim.
Como?
N�o pode ser.
N�o �s uma Herdeira?
Sou uma Sombra.
O sangue de Elisabetha e as l�grimas de Dr�cula
criaram 13 rubis com poderes especiais.
Durante as Guerras dos Cl�s a maioria dos rubis perdeu-se.
Apenas alguns cl�s sobreviveram.
O Dracas.
O Lycana.
O Nosferas.
O Pyras.
O Vyrad.
E o Vamalia.
HERDEIROS DA NOITE
E o Seymour?
Tamb�m � uma Sombra?
N�o. Ele � um Herdeiro.
O �ltimo da sua esp�cie.
LISCANNOR, IRLANDA Lar do cl� Lycana
Todo o cl� dele foi extinto.
Os pais,
os irm�os,
as irm�s.
Toda a gente.
Vagueou sozinho pela Terra.
O Seymour encontrou-me, um dia,
quando estava a brincar com as minhas irm�s.
Ele mordeu-me.
Duas vezes. Transformou-me numa Sombra.
S� para fugir � solid�o dele.
Mas arrependeu-se da vida que escolheu para mim.
Percebeu que n�o me podia lembrar da minha fam�lia
depois de me transformar.
Percebeu que me tirou tudo.
Tal como lhe tiraram tudo.
Libertou-me.
Era livre para ir aonde quisesse.
Mas, depois,
roubaram-lhe o rubi, quando saiu para procurar comida.
Como lobo.
Seymour, n�o tenhas medo.
N�o o podia deixar passar por aquilo sozinho.
Queria ajud�-lo a recuperar o seu rubi.
E libert�-lo da sua pris�o animal.
Eu teria ouvido.
Queria contar-te. A s�rio.
Mas n�o imaginas a liberdade que senti,
ao achares que era uma Herdeira.
Podia aprender, podia sentir amor.
Podia ser eu.
N�o pensei que ficar�amos.
Era demasiado perigoso se os Anci�os descobrissem.
S� quer�amos localizar a Upiry, recuperar o rubi do Seymour
e partir.
J� n�o podemos.
N�o podemos deixar-te.
N�o te queria mentir.
Caramba, se conhe�o essa sensa��o!
O qu�?
Onde estamos?
N�o sabia que podia trazer convidados assim.
N�o percebo.
Somos apenas observadoras.
Do qu�?
Do que a Centelha quer que eu veja.
Toma conta deles. Voltarei com os outros rubis.
Alisa von Vamalia. Sei que me est�s a ver.
E trouxeste uma amiga.
Deves ser a Ivy. A Tonka falou-me muito sobre ti.
- O Lars hoje n�o se junta a n�s? - Ent�o e a Elisabetha?
Ainda est� presa no inferno onde a p�s?
N�o � nada em compara��o com o inferno
em que porei os teus amigos quando apanhar os �ltimos rubis.
- Estaremos � espera. - Alisa, quero ir-me embora.
Temos de ir, por favor!
Ele vem a�, Alisa. O que fazemos?
N�o nos pode magoar aqui. N�o te rales.
Encontramos o N� e chegamos l� primeiro.
Se eu o desatar primeiro, ele torna-se humano, como antes.
Ser� t�o velho, que acho que se tornar� p� instantaneamente.
Como encontramos o N�? N�o estava no livro.
O que est� a acontecer?
Digo-te, na altura certa.
Sei de uma pessoa que sabe mais do que diz.
Onde est� o Lars?
N�o sei.
- Temos de encontr�-lo. - Espera, o que me querias contar?
De certeza que me queres perguntar agora?
Beijaste o Lars? Beijaste o Lars?
Ele beija bem, certo?
Ningu�m confia em mim.
Ningu�m gosta de mim. Ningu�m.
Ningu�m, al�m de ti.
Malcolm!
- O que est�s aqui a fazer? - Nada.
Encontrei esta ratazana.
Achei melhor libert�-la antes que roa um caix�o.
Esquece a ratazana, meu. Vais ensinar-nos amanh�.
Tens de estar em forma.
O que te importa?
Pensei que estavas ansioso por nos ensinares.
Vou dar-vos uma li��o, sem d�vida.
O que se passa?
Nada, meu. Est� bem? Estou a brincar, sim?
Estou a preparar-me aqui.
Volta para o dormit�rio que eu vou j�.
Est� bem.
Que bom voltar a ver-te, querido.
Tens namorada?
- N�o. - N�o?
Mas queres.
Consigo cheir�-lo.
Este Lars tem toda a ac��o feminina por aqui, n�o �?
E a Alisa...
Dois rapazes na m�o dela.
N�o queres nada?
Quero.
- Trouxeste-o? - Sim, claro.
Tenho todo o sangue humano que quiseres.
Ol�.
Lars!
A Alisa precisa de ti.
A s�rio?
O que foi?
O qu�?
A s�rio? Sei que a beijaste.
Despacha-te.
Tenho de falar contigo.
- Est�s bem? - Estou bem, �ptima.
N�o te preocupes.
S� me preocupo contigo.
Se a dama Elina soubesse...
Fechava-me numa casa para sempre, eu sei. Mas...
Porque quiseste que mentisse � condessa?
Porque n�o pode saber da Centelha?
Ningu�m pode. Principalmente os Anci�os.
- Deixa de fazer perguntas. - Se me disseres a verdade.
- � perigoso! - Sim, j� me disseste.
- Mas porqu�? - Sil�ncio!
N�o vais parar, pois n�o?
Nunca!
V�s? � disto que estou a falar. Vamos, defende-te!
Pronto, estou morto. Vou at� ao po�o.
N�o, meu jovem.
Afinal, porque esperas todos os dias no po�o?
Pela Alisa?
Ela n�o apareceu, pois n�o?
Bem, talvez ela n�o goste de rapazes fracos.
Vamos l�, ent�o!
Sim, muito bem! Agora, est�s a lutar por algo.
Essa rapariga � uma boa influ�ncia.
J� posso ir?
Quase.
Quero que me fa�as uma coisa.
Quero que venhas comigo, esta noite.
E, depois disso, podes escolher como podes viver.
Com treino ou sem ele, como queiras.
- Isso � treta. - Prometo.
Deixo-te sair � noite e n�o te impedirei.
Nunca? Nada de li��es de Hist�ria dos M�scaras Rubras?
Nada de lutas de espadas? Nada de arcos e flechas? Nada disso?
S� preciso que venhas uma vez ao meu mundo.
Eu...
Preciso que me compreendas.
Vou pensar nisso.
- D� um beijo meu � Alisa. - Est� bem.
Est� em c�digo. N�o o consegui descodificar.
- Mas n�o sou eu quem devo. - De quem �?
� da tua m�e.
O qu�?
Quando eras pequena encontr�mo-lo debaixo da tua cama.
A dama Elina queria que o destru�ssemos.
A tua m�e tinha medo
que os Anci�os descobrissem que ela tinha a Centelha.
Mas eu guardei-o.
Toma.
L� a primeira p�gina. Vais perceber.
Tentei proteger-te, Alisa. Por favor, tem cuidado.
A tua m�e morreu por causa do que est� neste livro.
E?
A mente dele est� a contar meias verdades.
� mais dif�cil ver do que uma simples mentira,
porque n�o sei que metade diz a verdade.
Mas...
Ele acha que � da tua m�e.
A minha av� quis destru�-lo?
Sim.
Depois disso, fica confuso.
Mas ele est� muito preocupado contigo.
Isso � verdade.
Est� a tentar proteger-te da maneira que consegue.
Esperemos que haja alguma verdade nesse livro.
"Minha doce Alisa...
"Se estiveres a ler isto, � porque algo correu muito mal.
"N�o confies em ningu�m.
"Especialmente nos Anci�os.
"J� n�o conseguem ver o futuro sob a luz certa.
"Os seus motivos escureceram."
"S�o ego�stas.
"Amo-te muito, minha pequenota. Sentirei a tua falta, para sempre.
"Mas � um sacrif�cio que terei de fazer.
"Um dia, herdar�s o fardo da Centelha.
"Est� no nosso sangue.
"� o nosso destino."
"Quando chegar a altura, precisar�s das minhas notas.
"Quase encontrei a localiza��o do N�."
"Mas ningu�m pode saber. Principalmente..."
Principalmente os Dracas.
"Principalmente os Dracas."
"N�o se pode confiar nos Dracas."
"Querem o N� pelas piores raz�es.
"N�o deixes que os Dracas se aproximem demasiado de ti."
"Todos te querer�o travar.
"Herdeiros, Sombras, M�scaras Rubras."
O c�digo...
"O c�digo que usei est� mascarado em ilus�es
"que apenas tu conseguir�s decifrar."
"N�o te posso dizer o que fazer quando chegar a altura.
"Mas tu saber�s. Far�s o correcto.
"Amo-te muito, minha pequenota."
"A olhar por ti at� ao fim dos tempos.
"Com amor... "
"M�e."
N�o compreendo.
Que s�mbolos s�o estes?
N�o faz sentido!
N�o percebo.
O que �?
Tens de decifrar o c�digo.
Que c�digo?
Como devo fazer isto?
Chegaste demasiado tarde, minha menina.
N�o percebo!
Tens de decifrar o c�digo.
Alisa!
N�o podemos alarmar os Anci�os.
Temos de guardar segredo at� o percebermos.
Est� bem?
Lars! D�-lhe tempo.
- Est� bem? - Est� bem.
Temos de esconder isto.
Claudio, o que fazemos aqui?
O que � t�o urgente
para nos obrigar a cruzar oceanos para nos encontrarmos aqui?
Estamos em perigo.
- O nosso antepassado acordou. - O Dr�cula?
- N�o pode ser. - A Alisa viu-o, na mente dela.
- Em sonhos. - N�o. Por favor.
Alisa, tu tamb�m n�o.
A Alisa vai ficar bem, Elina.
Vamos proteg�-la. Vamos.
Quem me dera poder acreditar nisso.
Penso que ele vem atr�s de n�s.
De uma vez por todas.
O que desejaste?
Ser normal.
Como toda a gente.
Qual � a gra�a disso?
Al�m disso, gosto de ti como �s.
O que se passa?
N�o sou boa companhia agora.
- E tenho de ir em breve. - Por favor, fica.
Tenho vindo c� todos os dias e, agora, est�s c�.
Vou animar-te.
Por favor.
Deixa-me tentar.
Alisa von Vamalia?
Alisa?
Onde est� ela?
A Alisa n�o se estava a sentir bem. Vem um pouco mais tarde.
- N�o � nada de grave? - N�o, s�o s�...
Coisas de raparigas.
Em que est�s a pensar?
S� amigos.
N�o devo confiar num dos meus melhores amigos.
N�o podem ser amigos se n�o puderes confiar...
Est� bem, nada de conversas. Posso fazer isso.
S� quero fazer qualquer coisa para me abstrair disso.
Ent�o, o que queres fazer?
Podemos dar um passeio. Podemos ir � biblioteca.
Sim. Parece-me bem.
Alisa!
- Que bom voltar a ver-te. - Sim, � muito bom.
�s uma �ptima influ�ncia para o meu filho.
N�o te disse isso hoje?
Sim, disse.
Ent�o, o Nicu disse-te que �amos ver uns amigos?
N�o s�o meus amigos. Nunca os vi sequer.
- Prometeste. - Eu disse que ia pensar.
E vou com a Alisa a um s�tio.
N�s vamos. Anda.
Sim, n�s vamos consigo.
�ptimo! Quantos mais melhor.
- Venham, por aqui. - Est� bem.
Hoje o Malcolm vai ensinar-nos a controlar o tempo.
Malcolm?
Malcolm?
N�o ficaremos muito tempo.
Vou avis�-los que temos sangue novo.
- Sangue novo? - N�o lhe ligues,
nem aos amigos malucos dela.
S�o todos doidos, mas vamos rir-nos.
Malcolm de Vyrad!
Que bom teres-te juntado a n�s.
Todos para dentro, j�!
Vais ensinar aos teus colegas o poder dos Vyrad hoje.
N�o vais?
Sim.
Com efeito, minha bela senhora.
Eis o sangue novo.
N�o sinto o grande amor da turma para aprender uma li��o
sem a presen�a da nossa doce Alisa.
Os nossos cora��es ficam muito frios sem ela.
G�lidos.
Sabemos que h� mais do que um vampiro na zona.
H� boatos de avistamentos de jovens, possivelmente nascidos de sangue.
A tua querida Alisa! J� sentes a falta dela?
- N�o consegues viver sem ela? - O que � que te deu?
Senta-te!
- Quais s�o as tuas ordens, Calvina? - Continuamos a treinar.
Alto!
Continuamos a planear.
Tenham muito cuidado. N�o se aproximem dele.
Acho que est� b�bedo de sangue.
Deixem-me tratar disto.
Esperamos pelo momento perfeito.
Os raios n�o nos magoam, idiota!
- E depois... - N�o era para te magoar.
- Atacamos. - Era para te distrair!
Sim! Morte aos vampiros!
Larga, sua bruxa!
Morte aos vampiros! Matem-nos todos!
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