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P�LO SUL
Caramba, que curioso...
Tamara Albertis outra vez com a mesma gargantilha...
e creio que tamb�m com o mesmo vestido.
"A mulher � uma amotinada ativa completa."
"Mas h� algo mais."
"As f�bulas, as cr�nicas e os relatos a descrevem como furiosa,"
"cruel e sanguin�ria."
Ponhamos as coisas em seu lugar, Alberto...
Tudo isso foi escrito por homens, n�o?!
"O sangue derramado a cada lua � inimigo do homem,"
"s�mbolo de mancha e impureza do corpo feminino,"
"e impede a esta, regularmente, o acesso ao ventre desejado."
N�o entendo.
N�o deveria me afastar da revista e dedicar-me
inteiramente � pintura?
Pode fazer as duas coisas, Natalie, como sempre.
Que boa esta foto de Yuyo Taylor!
Pr�ncipe Felipe est� muito bem!
O que foi?
Nada. Uma ovelha.
Alberto.
- Alberto! - Perd�o!
Voc� sentou em cima do livro!
Bem, acho que vou dormir.
Voc� vem?
V� indo, j� vou.
Alberto!
TRANSPORTES
- Bom dia, patr�o. - Bom dia, Miranda.
Com licen�a.
Miranda!
Essa ovelha... separe para mim.
Como disse?
Que me separe essa ovelha.
O que fazia esta noite fora do curral?
Miranda, quero ela no galp�o.
Querida, eu sou a diretora!
Se eles saem em todos os n�meros
� porque s�o os melhores.
E enquanto forem os melhores...
e enquanto o p�blico pense que s�o os melhores, v�o seguir saindo.
Est� bem?! Estamos de acordo?!
� incr�vel!
N�o podem fazer nada sozinhas!
Alberto.
N�o me disse nada, n�o sabe que dia � hoje?
Sim, ter�a-feira.
O que h� com voc�?
- Nada, por que? - Voc� est� estranh�ssimo!
Na noite passada n�o pregou o olho.
Agora est� sentado aqui, toda a manh�, olhando...
H� algum problema?
N�o, n�o h� nada, Natalie. Estou descansando os olhos.
Voc� vai pintar?
Alberto, hoje � nosso anivers�rio!
N�o me diga...
Hoje completamos 29 anos de casados!
Esqueci!
Felicidades, querido!
Oh, abotoaduras!
Obrigado, Natalie. Muito obrigado.
De nada, querido.
E perd�o. N�o sei o que h� comigo, n�o sei onde anda minha cabe�a.
� a primeira vez em 29 anos que esque�o desta data.
N�o sei, pensei que poder�amos ir esta tarde � cidade...
Faz tempo que n�o vamos.
Pod�amos tomar um chazinho ao sol, fazer umas compras...
como quando �ramos jovens...
e est�vamos cheios de sonhos...
Lembra de nossos sonhos? As pessoas comuns
se inclinavam ao ver-nos passar.
O que acha do programa?
Adorei!
�timo!
APRENDER A DESENHAR COM O LADO DIREITO DO C�REBRO
BETTY EDWARDS
PARA GAST�N E PAOLA PINTEI ESTE AUTO-RETRATO COM
TODO O CARINHO EM 1999. NATALIE.
Que cheiro � este?
Sim, adorei.
O que disse?
O quadro, � o melhor que j� fez, Natalie.
Obrigada, querido, mas estava lhe dizendo outra coisa.
Lavou as m�os?
Em que esteve tocando? Est� com um cheiro esquisito.
Acabo de tomar banho.
De qualquer maneira esse cheiro vem de voc�.
Voc� n�o teria chegado ao descaramento de...
Como pode pensar algo assim, Natalie?
Nunca o fiz.
N�o iria fazer hoje, justamente no dia de nosso anivers�rio.
Muito menos na cama.
Por favor, Natalie!
E ent�o?
N�o sei.
Talvez meu metabolismo esteja mudando.
Seu metabolismo?
Boa noite, meu amor.
Boa noite. Durma bem, Natalie.
O que voc� tem?
O que voc� tem?
O que fez comigo?
Deus, o que estou dizendo?!
Deus!
Alberto!
J� tomou o caf� da manh�?
- Bom dia, querida! - Ol�!
- Que cedo levantou! - Dormi como um beb�!
Estou com uma fome!
Vamos tomar caf�?
� um dia lindo, limpo, t�bio e azul.
Oxal� todos os dias do ano fossem assim.
Sinto-me espl�ndido, cheio de vigor.
Comeria meia-d�zia de ovos mexidos!
N�o, n�o, n�o, n�o, n�o, por favor! Eu fa�o isso, obrigado.
N�o seria melhor que cham�ssemos a empregada?
N�o. Acabo de despedi-la.
Perd�o... Como?!
Natalie, n�o somos dois in�teis imprest�veis!
Em Buenos Aires temos um ex�rcito de empregadas
que n�o nos deixam arredar uma cadeira em que vamos sentar.
Bem, chega disso!
Passamos dois meses por ano aqui na est�ncia.
Quero eu mesmo fazer as coisas.
Rejuvenes�o quando preparo o caf� da manh�,
quando rego as plantas...
� como se me lubrificasse as articula��es.
Voc� est� louco!
Sim...
E contente por isso.
E esta sua nova posi��o significa
que tenho que estender as camas, lavar os pratos...?
N�o, nada disso. Eu fa�o tudo.
N�o quero que fa�a nada que n�o tenha vontade de fazer realmente.
N�o vamos exagerar!
Por que ser� que o patr�o salvou voc�?
Deixou-lhe at� um cobertor.
O que h�, o patr�o est� comendo voc�?
Que olhar voc� tem!
Bem...
Se o patr�o, que � rico, come voc�,
como tamb�m eu, que n�o sou ningu�m.
Miranda.
Senhor...
O que faz voc� aqui?
O forcado...
O forcado est� l� fora, Miranda, e voc� tamb�m. J�! Agora mesmo!
- Sim, senhor. - Vamos!
Ol�! Dormiu bem?
O que lhe dizia o cretino esse?
Veja o que trouxe pra voc�.
Veja.
Ai, Fanny, se voc� soubesse...
N�o me interprete mal, por favor, lhe pe�o.
O que me interessa n�o � o sexo...
O que me interessa � o amor, Fanny.
Acostumo-me com tanta rapidez � id�ia de amar voc�
que chego a pensar em contar tudo � minha mulher,
e seja o que Deus quiser.
Mas n�o, isso n�o � poss�vel.
Isso a destruiria.
Voc� tem os olhos mais bonitos...
dentre todas as esp�cies do planeta juntas, Fanny.
N�o, agora n�o. N�o d�.
N�o, Fanny, pode aparecer algu�m.
VIRGEM DE LUJ�N
Veja que bela bundinha!
Ei, Toquinho, que cheiro a bola aqui dentro!
Nunca abre as janelas?
Por que demoraram tanto?
� que o radiador do Nacho estragou.
Vamos, saia da�.
- Vamos! - Vamos!
- Vamos, Toquinho. - N�o me chamem de Toquinho.
Vamos, idiota.
Pegar no sono � exatamente o que n�o podia fazer.
Fanny! E se viesse algu�m e nos descobrisse... Teria sido terr�vel!
Bem... fique tranq�ila.
Ningu�m nunca vai nos descobrir.
N�o surpreenda-se se um dia for eu,
em pessoa, a dizer a todo o mundo a verdade.
Gostaria tanto de ter tamanho valor.
Minha mulher deve estar me procurando, sim?
Voc� me espere.
Janto com ela, ponho-na na cama...
e volto.
Espere-me.
"Alberto, procurei voc� por toda parte"
"e n�o o encontrei. Onde se meteu?"
"Rosita Reynal me ligou."
"Seu esposo est� viajando. Ela est� sozinha e me convidou para comer."
"Pareceu-me uma boa id�ia, ent�o aceitei."
"N�o se preocupe se eu chegar tarde."
"Estou levando o Mercedes. Natalie."
Mam�ezinha, que boa voc� est�!
- Ei, veja aquela gorda. - Onde? Onde?
- Boa mercadoria! - De primeira!
Esta noite � minha!
Ei, Toquinho, n�o me diga que gosta disso...
- N�o fode! - Parece uma ovelha!
Ei, escute! Eu tinha um primo que uma vez...
- Com uma ovelha? - Sim, idiota. Juro por Deus!
- N�o ter� sido voc�? - N�o, est� louco?!
Ei, voc� j� fodeu uma ovelha?
Dizem que voc� deve meter as duas patas de tr�s
em uma bota de borracha...
ent�o quando o bicho tem as duas patas ali...
voc� faz um movimento assim... o bicho faz assim...
e ent�o voc� mete nela.
Aprenda!
Ol�, senhoritas.
Vamos l�?
Enfim...
tive uma inf�ncia como a de qualquer um...
mas muito feliz!
Bem, � hora de ir dormir.
E pensar que h� uma semana teria me parecido imposs�vel amar voc�.
Agora me parece imposs�vel deix�-la.
Descanse.
E se n�o conseguir dormir...
conte albertinhos.
N�o doure-me a p�lula.
Sei muito bem que foi uma piada ruim.
Ei, pare!
- Tchau, Toquinho! - N�o me chame de Toquinho!
Filho da puta!
Solte-a!
Patr�o... Ela me chamou...
- Cale a boca! - Eu n�o queria!
- Eu vinha do baile... me chamou! - Cale a boca, cretino! Cale a boca!
Ai, patr�o...
Perdi a cabe�a, patr�o. Perdi a cabe�a...
Eu disse para calar a boca!
Juro-lhe que nunca fiz nada a um animal.
Voc� a violou!
- � uma ovelha, n�o sente nada. - N�o se d� conta, sua besta?!
N�o ouvia os gritos de desespero? Porco! Animal!
Ela n�o queria, Miranda...
e voc� a violou.
- � uma ovelha... - � minha ovelha!
� minha e a amo!
Amo com toda minha alma!
Voc� n�o vale um cacho dela! Voc� n�o � nada, � menos que nada!
Mas o nada que voc� � violou um ser
que n�o pode defender-se de voc�
sen�o pelas m�o de meu amor!
Voc� merece a morte!
Patr�o!
Parece-me que voc� bebeu mais do que eu.
O que ele fez com voc�?
D�i algo, Fanny? Ele machucou voc�?
Sente dor?
Bem... voc� vai ficar bem.
Voc� vai ficar bem. Logo vai estar bem, meu amor.
Vai passar.
Voc� vai ficar bem, meu amor.
Prometo que vai ficar bem, e logo esqueceremos tudo isso.
Tenho que ir.
Minha mulher j� deve ter chegado.
Voc� descanse.
Amanh� venho. N�o pense em nada.
Natalie?
Al�? Al�?
Ramiro? Sim. Em um ensaio.
Mam�e?
O que houve com ela?
Que douradinhos ficaram, n�o?
Est�o bem no ponto.
Sabemos se est�o no ponto pela cor.
Agora, se Carmencita me trouxer o pincel...
Vamos desenhar...
os...
olhinhos...
Obrigada, Carmencita.
E...
a boquinha.
Assim!
V�em?
Eu tenho uma travessa...
com os "scones" prontos.
Carmencita, por favor...
Para que voc�s vejam que divertida � esta receita.
Vejam que simp�ticos...
Ideais para as crian�as.
Prontos... os "scones".
- Meu amor... Que surpresa! - Tive que vir...
- Dava sempre ocupado. - O que houve?
- Sua m�e... - O que h� com mam�e?
Venha, explico-lhe no caminho. Seu irm�o j� est� com ela, vamos.
O que houve?
Ol�, Rosita?
Ol�, como est�? � o Alberto.
O marido de Natalie.
N�o, sem problema.
Rosita... estou um pouco preocupado.
Natalie dormiu a�?
N�o, n�o, est� bem, eu me encarrego disso.
Bem, obrigado, Rosita. Sauda��es � fam�lia.
Boa noite. Obrigado.
Pol�cia...
N�o...
Nada de esc�ndalos.
Est�o subindo.
Est� melhor?
Como "melhor"?!
"Melhor"?
N�o, n�o... Pare, pare... Ela j� tomou uns cinco!
Bom dia.
Onde est� a princesa?
Vamos, princesa.
Quem s�o voc�s? O que est� acontecendo?
O que, n�o acreditam em mim? O que?! O que?! O que?!
Eu disse a verdade!
O que est�o fazendo, traidores? Traidores!
Pobre mam�e.
Pobre mam�e.
Bem, fizemos o correto, n�o?
Tranq�ila... Tranq�ila...
Ol�, meu amor!
Dormiu bem?
Veja o que trouxe pra voc�.
Gosta?
Nenhuma palavra sobre ontem.
Quando terminarmos o caf� da manh�
levo voc� para dar uma volta por a�.
Hoje � um dia glorioso.
Podemos almo�ar ao ar livre.
Tenho um prato delicioso para voc�.
Gosta dessa m�sica?
Meu filhos!
O que fazem meus filhos aqui?!
Paizinho! Papai!
N�o est�?
Ol�! Mas que surpresa!
Como est�o?
Ei, o que houve?
Algo terr�vel, papai.
Como?
O que foi?
Mam�e...
O que houve com sua m�e? � noite n�o veio dormir.
Sofreu um acidente?
- Morreu? - Enlouqueceu.
Como?
Tivemos que intern�-la em um hospital psiqui�trico.
- Viemos busc�-lo. - Eu estou bem!
- Far� bem a ela falar com voc�. - Sim, tem um del�rio que o envolve.
Zoofilia e assassinato.
VILLE DE LA PAIX CL�NICA PSIQUI�TRICA
"Um macaco abana o rabo para outro macaco."
Est� me escutando?
"O pato � agora um cachorro... e est� latindo..."
Para l� � o Norte.
Com licen�a... Sra. Natalie?
Seus filhos est�o aqui.
Vieram tirar-me daqui...
Gra�as a Deus!
N�o...
N�o!
N�o!
- O que houve? - O dem�nio!
- O dem�nio! - O que houve?
- O que houve? - Nada, nada...
Imagino como se sente, Sr. Laprida Dugan.
Mas creio que no momento o melhor a fazer � n�o visitar sua esposa.
Equivocamo-nos!
Acredit�vamos que o simples fato de v�-lo e ouvi-lo faria com que
seus del�rios se dissipassem, como que por um passe de m�gica.
Mas foi tudo ao contr�rio.
Farei tudo o que for necess�rio por minha esposa, doutor.
O sacrif�cio valer� a pena, Alberto.
- Posso cham�-lo de Alberto, n�o? - Sim.
E n�o se preocupe...
Os melhores profissionais do pa�s est�o todos aqui.
Como um rio...
confluindo em sua querida esposa.
Agrade�o muito, doutor.
Algo temos que fazer, ele n�o est� nada bem.
N�o, est� angustiad�ssimo.
Sim, eu sei.
Talvez tiv�ssemos que acompanh�-lo...
...cuid�-lo um pouco, estar com ele.
Ficarmos no campo?
Sim.
Sim, me parece bem.
Meninos, n�o me parece nada bem que descuidem
de suas obriga��es por mim. Eu estou bem.
Papai, j� est� tudo acertado, j� falei com Ramiro, pronto.
- Est� bem, mas... - N�o se discute mais, papai.
Somos seus filhos, ou o que?
VELOCIDADE M�XIMA: 80 km/h
- Voc� vai a mais de 100 km/h! - E da�?
N�o viu a placa? Velocidade m�xima: 80 km/h.
Sinto muito.
E?
Sim, h� uma ovelha no celeiro, mas � uma ovelha comum.
O quer dizer com isso?
N�o, nada.
Que coisa, n�o?
Nunca se sabe com que imagem vir� uma loucura dessas.
Estou seguro de que se mam�e tivesse visto um touro no celeiro
teria dito que papai estava tendo rela��es homossexuais com o touro.
- Gast�n, que coisa asquerosa! - Mas � verdade!
Pobre papai...
Est�o prontos os "scones"!
Senti sua falta! Como senti sua falta!
N�o conseguia livrar-me de meus filhos.
Parece que v�o ficar uns dias aqui.
Cr�em que preciso de companhia.
Agora foram � cidade comprar escovas de dente.
Ent�o v�o demorar umas duas horas, porque s�o muito indecisos.
E quero cumprir com o que lhe prometi.
Vamos, Fanny. Vamos.
LA NACI�N ECONOMIA & NEG�CIOS
A SUBA DO PETR�LEO
Que ningu�m volte a tocar em voc�.
Enforquem-no! Enforquem-no!
Tenho uma melhor. Escute.
- Vamos ver. - Papai...
H� duas pulgas em cima de um cachorro, se drogando.
E uma diz pra outra... Est�o assim, olhando o c�u...
"Haver� vida em outros cachorros?"
- J� venho. - Est� bem.
De homem para homem... uma charada?
Verde por fora, vermelha por dentro.
Verde por fora, vermelha por dentro.
- O que �? - O que?
A buceta da papagaia.
Est�o se divertindo?
Desculpem-me.
Lamento.
� tarde para mim. Vou me recolher.
Deu-se conta de como fica esquisito cada vez que essa ovelha berra?
Sim. � como falar de corda em casa de enforcado.
Santo Deus!
Ainda assim � muito estranho que tenha
essa ovelha separada no celeiro. N�o entendo por qu�.
Disse-me que est� doente.
Que se deix�-la solta as outras ovelhas a ir�o atacar.
N�o sei...
� estranho.
Dessa ovelha h� que se desfazer.
Sem sombra de d�vida, o tema da clonagem
foi o eixo central dessa discuss�o.
Voc� realmente considera que se trata de um avan�o?
� um avan�o... � um avan�o...
� um avan�o? � uma aberra��o!
A clonagem desse macaco abre a possibilidade
de clonar humanos, meu querido doutor.
A aberra��o seria pensar que o prov�vel �xito
da duplica��o de um macaco...
poderia ser aplicada a um ser humano.
E isso � justamente o que voc� est� pensando.
Ret�rica, meu querido doutor!
O homem � um ser �nico e irrepet�vel!
Quando o manipula, voc� o vulnera... coisifica!
O que est� dizendo?
Voc� est� a favor...
N�o, veja, voc� n�o me escuta...
Estou apenas apontando que se trata de um avan�o,
n�o estou fazendo ju�zo moral a respeito.
Voc� n�o me escuta, meu querido doutor!
Basta com isso de "meu querido doutor"!
Eu pergunto se dizer publicamente que a clonagem
� um avan�o cient�fico n�o � estar a favor da mesma?
Voc� disse aqui que � neutro.
Mas, como muito bem disseram as autoridades da Igreja,
� ilus�rio reivindicar a neutralidade moral
da investiga��o cient�fica e suas aplica��es.
Gast�n.
Doaremos a ovelha � faculdade de agronomia.
- N�o. - Sim.
N�o, temos que faz�-la desaparecer.
Justamente, � disso que estou lhe falando.
Escute!
Parece que um demente anda dando voltas
na faculdade com cinco c�es de ca�a.
Denunciam que "Os c�es j� mataram 12 ovelhas."
"S�o c�es cinzas, n�o muito altos e de olhos claros..."
"obviamente, c�es nazis."
"Atuam rapidamente e de maneira sincronizada."
"Enquanto um imobilizava a presa agarrando-a pelo rabo,"
"outro a mordia na jugular e a sacudia." Que horror!
N�o penso em ir com uma ovelha no carro at� a faculdade.
N�o.
Deixamo-na esta noite na estrada e ela desaparece.
Sem problema.
Papai... Bom dia!
- Ol�! - Bom dia!
Dormiu bem?
Um cafezinho?
N�o viu o caseiro?
Procurei-o por toda parte e n�o encontrei.
- Qual caseiro? - O novo.
Por isso lhe pergunto qual...
tivemos dois caseiros nos �ltimos meses.
- Ah, n�o sabia. - Claro que n�o sabia...
Se voc�s n�o v�m nunca, como v�o saber?!
Bem, mas... prometemos que a partir de agora
viremos mais seguidamente.
O primeiro, Medina, se foi com os Ortiz.
N�o se foi, os Ortiz me levaram ele.
Tenho um bom problema com eles por causa disso.
O outro, Miranda, sua m�e despediu.
O que aconteceu?
Encontrou-o tomando um banho de espuma,
em uma tarde em que viemos de s�bito.
- Que loucura, n�o? - Pobrezinha de sua m�e...
queria com�-lo vivo.
Talvez seja por isso que, em seu inconsciente,
ela me adjudica o que, em sua loucura, ela mesma quis fazer...
Mat�-lo.
Papai... vou sair com Gast�n at� a cidade.
- Vem com a gente? - N�o.
Vamos!
Fazemos algumas compras, a geladeira est� vazia.
- N�o, meninos, v�o voc�s. - Gostar�amos que viesse conosco!
Gast�n... eu disse "n�o"!
V�o voc�s.
S� me tragam alguns filmes,
por que os que passam na TV s�o p�ssimos.
Est� bem, sem problema. Eu me encarrego disso.
- Tchau, papai. - "Henrique IV" ou "V", j� viu?
AL...
BER...
Bem, muito bem!
TO!
N�o... TO!
N�o se preocupe...
� dif�cil.
AL-BER-TO!
Depois de amanh� estamos aqui de volta.
Estou bem, n�o faz falta!
N�o, n�o se discute mais, papai. Estaremos de volta.
E, ademais, n�o vamos deix�-lo sozinho
at� assegurarmo-nos de que est� realmente bem!
Estou bem, e ademais voc�s t�m muitas coisas de que se ocupar!
Conosco n�o se preocupe, papai.
Sim. � hora de pensar um pouco em voc�. OK?
Vamos, Paula?
Velho... se cuide!
Amanh� vou ver a mam�e.
Ligo pra voc� e conto como foi.
Paula!
Fanny!
Puta merda!
PERIGO DESCARGA DE COMBUST�VEIS
SEM CHUMBO
Complete.
Cale a boca!
VENCEDORES N�O USAM DROGAS
Completou?
- Obrigado. - Obrigado.
Sinistro esse lugar.
N�o �?
Vamos deix�-la aqui.
Sim, largue-a aqui. Mas r�pido... n�o gosto desse lugar.
Venha.
Fanny!
Fanny!
Fanny!
Fanny!
Fanny, meu amor!
Ah, meu amor, onde estava?
Deixe esse bicho a�! Deixe a�!
Agarrem-no!
O que est� havendo? N�o, escute-me, a ovelha � minha...
Eu lhe explico!
Senhora, solte-a, por favor!
Cale a boca, que comemos voc� tamb�m!
Pare, pare, pare... vamos! Solte-a menino, vamos!
Esta vai pra casa, sim?
Vamos. Empurrem-na.
Ficou louco?
- Temos que voltar. - Por que?
Porque cometemos um enorme erro.
Qual?
Largamos a ovelha do lado de c� da cerca, Gast�n.
E o que � que tem?
E se cruza a estrada e um carro a atropela?
Que bom que um carro a atropelasse!
- "Que bom"?! - Sim!
Mas n�o estou pensando na ovelha...
Imagine o acidente que pode provocar.
Temos que voltar. H� que deix�-la do outro lado.
Sim...
- Foi por aqui, n�o? - Nessa reta a�.
- Paula! - Encontrou ela?
N�o, temos que sair daqui agora mesmo, Paula!
- Por que? O que houve? - Agora mesmo!
O que houve?
O que voc� viu?
Que noite mais horr�vel!
Abandon�-la no caminho para San Fernando...
O que lhes passava pela cabe�a?!
Se n�o fossem meus filhos, juro-lhe que os mataria.
Por que t�m que se meter assim na vida dos outros?
Quem lhes disse que preciso de ajuda?
Por que existe gente que se empenha em ajudar a quem n�o pediu?
E mais: porque existe gente, Fanny!
Um a viola, outros a raptam...
outros querem com�-la...
Por Deus!
D�-se conta das coisas pelas quais teve
que passar desde que conheceu o amor, Fanny?
Ser� que o amor n�o � para voc�?
Tenho que deix�-la?
Sim?
N�o?
Temos que voltar para buscar meu sapato de qualquer
- ...maneira, Paula! - N�o, Gast�n!
� loucura!
N�o, n�o � loucura... Bem, ent�o temos que avisar a pol�cia.
Quando encontrarem os cad�veres junto
do meu sapato o que v�o pensar? Que fui eu! Paula!
D�-se conta do que est� dizendo?
Sim, claro que me dou conta do que estou dizendo!
Quem n�o se d� conta � voc�, me parece.
N�o vamos voltar, e n�o podemos avisar a pol�cia.
Ningu�m chega ao assassino por um sapato, Gast�n!
- Isso se o assassino fosse voc�. - E se n�o for assim?
E se tiverem uns c�es farejadores?
Mas se vivemos longe!
V�o mandar c�es a farejar toda a capital federal?
Ei!
Gasti, sou sua irm�, sei o que estou dizendo.
Fique tranq�ilo.
Todos os dias matam gente.
- V�o pegar justo voc�? - Mas o que est� dizendo?!
Eu n�o matei eles, Paula.
Ai, que horror... Voc� imagina o esc�ndalo?
Um Laprida Dugan acusado de assassinato.
N�o, Deus nos livre.
N�o, Deus j� o livrou.
J� passou, Gast�n. Fique tranq�ilo.
Temos coisas muito mais importantes em que pensar.
Sim?
Sabe de uma coisa?
Faz-me muito bem falar com voc�.
Que barbaridade!
Procurava uma pegada e encontrei um sapato.
D�-me um len�o.
"Botticelli".
Rec�m-comprado.
N�o ser� de uma das v�timas?
Se com isso n�o resolvermos o caso,
ao menos chegaremos perto.
Cinderela!
Isso vai ser muito f�cil! H� duas sapatarias na cidade...
E se o assassino comprou o sapato em outra cidade, ou na capital?
Bem, n�o se preocupe, vamos checar todas.
Como � lento esse programa!
Parece uma carro�a!
Assim disse Jeov�, em Jeremias, 36 e 37:
"Porque escrevestes dizendo 'Vir� o rei da Babil�nia'..."
"...'e destruir� esta terra'..."
"...'e far� com que n�o restem nela nem homens nem animais'?"
Pois n�o foi assim.
Essa primeira exce��o divina se une a esta:
a segunda grande exce��o...
E aqui ao homem e ao animal,
que por amor se d�o as m�os.
V�o com Deus. Seu reino � vasto.
Escute, Fanny:
"S�o os super-mercados,"
"as bolsas de valores de T�quio, Hong Kong e Wall Street,"
"as que agora distribuem o dinheiro."
"E os super-mercados n�o financiam guerras civis,"
"e sim negam aos pa�ses que fazem a guerra"
"o investimento de capital para seu desenvolvimento."
Totalmente de acordo.
O mercado � a nova Cortina de Ferro.
Bem, a Cortina de Ferro era...
Durante a Guerra Fria, chamou-se todo o reino da URSS
de Cortina de Ferro.
Eram um monte de pa�ses que nos mapas
sempre apareciam pintados de vermelho.
Pa�ses comunistas.
Como Rom�nia, Bulg�ria, Pol�nia, Hungria...
Alberto Laprida Dugan...
Bem, senhores...
Voc�s me digam em que posso servi-los.
H� uma semana algu�m assassinou a toda uma fam�lia...
na estrada para San Fernando.
E nesse mesmo lugar se encontrou um sapato.
Um extenso trabalho de intelig�ncia...
que checou mais de setecentas sapatarias federais...
que chegou por exclus�o a vinte a cinco...
que � o n�mero de sapatarias que comerciam com a Botticelli...
e que, finalmente, investigou a cada um dos compradores...
nos trouxe at� aqui.
Voc�s pensam que eu comprei um par de sapatos Botticelli?
N�o supomos...
Voc� comprou um Botticelli!
N�o recordo. Mas, de qualquer maneira, suponho que
dos vinte e cinco compradores,
sou o primeiro que voc�s visitam.
N�o... O �ltimo.
Vamos ver se entendi bem...
Algu�m mata toda uma fam�lia no caminho para San Fernando...
Na cena do crime voc�s encontram um sapato... Botticelli.
E ent�o v�m me ver porque existe a possibilidade...
de que o assassino seja eu?
Efetivamente.
- Ai, meu Deus! - Reconhece?
N�o pode ser... N�o, n�o pode ser!
Esse sapato � do meu filho, Gast�n.
Tem que haver algum erro.
- N�o � seu? - N�o, n�o � meu!
Agora recordo que dei-lhe de anivers�rio.
E como sabemos que isso � verdade?
Estou lhe dizendo que esse sapato � do meu filho!
Mentiria-lhes em uma coisa assim, senhores?!
Perdoem-me por um minuto.
Parece-me que est� dizendo a verdade.
Tem que ser muito culpado para acusar assim a seu filho!
Talvez n�o. Quem sabe que tipo de fam�lia � essa...
Bem, senhores...
Posso ajud�-los em algo mais?
Permite-me?
Posso?
N�o � dele.
Est�o convencidos, senhores?
Ol�, papai!
Soltem-me! Soltem-me!
Papai! Papai!
Soltem-me!
Papai! Paizinho!
Soltem-me!
Safamo-nos desta, querida!
Ficou assustada?
Que malvados eram esses homens!
Mas tudo saiu bem, voc� viu?
Estava pensando, Fanny...
N�o estaria me convertendo em um pervertido?
Sinceramente, isso n�o me agradaria.
Todavia, com toda essa situa��o...
todo esse perigo...
Veja...
J� tenho uma ere��o.
Ai, Fanny, sinto que toco o c�u com as m�os!
O c�u do horror!
O c�u do horror!
Cora��o!
Cora��o, onde est�?
Est� bem!
Logo voc� aparece.
Bom dia, meu amor!
Veja o que trouxe pra voc�!
Ui, que fome!
Veja que bonita voc� ficou!
Fique aqui, vou ver quem �. J� venho. N�o se mexa.
Bom dia, Sr. Alberto. Desculpe incomod�-lo, sim?
Bem, faz um tempo que n�o vejo Miranda e...
E... Bem, vim ver se est�...
Tem uma mocinha me deixando louco perguntando por ele.
Infeliz!
Nunca aparece ningu�m...
Agora, de repente, vem todo mundo.
Papai!
Paula?!
Papai!
Paula... filha!
- O que foi? - � terr�vel, papai!
� Gast�n...
Est� na cadeia...
Entrou ontem e j� o violaram!
Mas � inocente?
Sim! �bvio!
Papai, por que n�o fez nada para impedir que o levassem?
Paulita... Pus no caso o meu advogado,
o melhor advogado do pa�s!
D� tempo ao tempo! Logo tudo vai se acertar, voc� vai ver!
- Quer um chazinho? - Voc� est� estranho.
"Estranho" como?
Como se n�o se importasse com nada.
Era verdade?
Mam�e estava dizendo a verdade.
Animal!
Voc� � uma besta!
Degenerado! Filho da puta!
Teremos que ir embora, Fanny.
Este pa�s j� n�o � para n�s.
Estava pensando que Sitges seria um bom lugar.
� na Espanha, �s margens do Mediterr�neo.
L� poder�amos come�ar uma nova vida.
Ou voc� prefere a Bahia?
N�o, Sitges � melhor.
Tenho $5 milh�es, todos meus...
N�o vamos nem mesmo precisar vender a est�ncia.
Que fique para esse merdas que andam por aqui o tempo todo.
Agora tenho que deix�-la um momento, sim?
Se voc� quiser eu pergunto...
...mas na verdade n�o creio que...
Pergunte!
Sr. Agosti...
Aqui � Irma...
Estou aqui com um cavaleiro...
que quer viajar para a Espanha...
No v�o das 7...
...com uma ovelha.
No avi�o, sim.
Eu disse a ele, senhor... Com outras palavras, claro.
Mas ele insiste. Entende, mas insiste.
Est� oferecendo 10 mil d�lares.
Como?
Junto com as cargas.
N�o.
Com as cargas n�o. Na poltrona, ao meu lado.
Alugo o avi�o... Diga-lhe.
Ele prop�e alugar o avi�o, senhor.
Est� bem. Est� bem.
Sentimos muito. Se voc� tivesse vindo semana passada,
com certeza poder�amos lhe ajudar...
Mas justo nessa semana estamos lan�ando uma campanha publicit�ria
sobre as vantagens que oferecem nossas linhas.
Que l�stima, n�o?
Fanny, veja o que consegui!
Um cruzeiro com camarote art deco!
Fanny!
Voc� me traiu!
Filho da puta!
Vou arrancar sua pele vivo!
Est� me ouvindo?
Vou arrancar sua pele vivo!
Filho da puta!
Vou mat�-lo!
Vou mat�-lo!
Voc� n�o era nada!
Dei a voc� o mundo! Dei-lhe sobrenome!
Veja o que voc� fez!
Como foi? Tudo bem?
Durma.
Est� bonito l� fora?
N�o... est� horr�vel.
Obrigado.
Que fome me d� a vida no campo.
Se seguir comendo assim vou virar um tanque.
Em que est� pensando, Pauli?
Nada.
N�o me diga que est� querendo voltar atr�s...
Sobre o que?
N�o sei.
N�o sei, faz uns dias que est� estranha... N�o sei.
Decidimos vir morar aqui...
Agora n�o me venha sentir falta da cidade, ou sei l� o que,
que vou ficar puto com voc�!
Eu n�o disse nada!
Mas quer voltar?
Tenho um irm�o condenado a pris�o perp�tua. Um pai morto.
Uma m�e com camisa de for�a. O que est� perguntando?
Bem... vou ver como andam as coisas.
Bom dia, Silveyra!
- Bom dia, patr�ozinho! - Como vai?
J� est�vamos de retorno.
- Lindo dia, n�o? - Aham.
- Voc� vai � cidade, patr�ozinho? - Sim.
Preciso de um forcado novo, porque o que tem a�
est� com um dente quebrado.
Sim, sim, eu vou.
Posso pedir a gentileza de me trazer um tabaco?
Eu lhe trago o tabaco, mas voc� me faz um favorzinho...
Diga.
- O carneiro. - O que tem o carneiro?
Separe-o pra mim.
- Tenha um bom dia. - At� logo.
Eu separo pra voc�.
- Que tabaco quer? - Gavil�n, patr�ozinho.
Gavil�n.
N�o, n�o, n�o! Escute-me!
Veja a quantidade de centros culturais de bairro
existem na grande Buenos Aires:
Arte Libre, Alfonsina Storni, Discepol�n del Sur,
Eternauta, Castelnuovo... O que � isso?!
Continua? Continua... La Mora...
Spilimbergo, Sebasti�n Piana, Villa Crespo, Juli�n Centeya...
E todos fazem coisas, voc� se da conta?
O que quer? Espet�culos em pra�a?
Cursos gratuitos de qualquer coisa que possa pensar?
Eu n�o sei.
Quero dizer, h� gente para ir a tanta coisa?
Ou as que existem s�o as que as promovem,
e n�o resta nenhuma para ir?
- Vamos comer? - Sim.
Legendas: blablebliblobluao Revis�o: Lu Stoker
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