All language subtitles for Nanny McPhee and the Big Bang

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Original subtitles

Legendas: Jo�o Ahrens Teixeira

Esta � a hist�ria da minha fam�lia.

Eu, os meus tr�s lindos filhos e o meu marido.

Esta � a nossa bela quinta.

Est� na fam�lia do meu marido h� gera��es.

NANNY MCPHEE E O TOQUE DE MAGIA

O triste �, o meu marido estar fora, a lutar na guerra,

por isso estamos por nossa conta.

Estamos muito preocupados com ele, claro,

mas no geral, estou a sair-me bem.

Muito bem.

Mesmo... muito bem.

Nada de lutas na melhor sala!

Sou eu, a lidar.

Sumo de lim�o.

S�o muito marotos.

Est�o a lidar... tamb�m.

Sai de cima da mob�lia! Vincent, sai, sai, sai!

- Eles � que come�aram. - Sai de cima da mob�lia!

Estamos todos a lidar com o assunto. Estamos bem.

- Tu � que est�s em cima da mob�lia! - Tu � que est�s em cima da mob�lia!

Estamos bem.

Parem de gritar!

N�o estamos a gritar. Tu � que est�s.

� suposto termos a quinta nos trinques

antes dos primos chegarem amanh�.

Em vez disso, s� sabem lutar lutar, lutar,

e o que eu quero ver � partilhar, partilhar, partilhar.

Imaginem como seria triste se tivessem que sair de casa

por causa de bombas a cair em todo o lado.

- N�o vamos partilhar a compota com eles. - O qu�?

N�o vamos partilhar a compota do pai com os primos.

N�o, claro que n�o. � para o pai quando regressar.

Estou a falar do vosso quarto e dos brinquedos.

Porque � que ele n�o responde � minha carta?

N�o estamos a falar do pai, querido.

Mas porque n�o me responde? A �ltima carta chegou h� anos.

N�o, querido.

Olha.

Foi h� tr�s meses, s�.

V�s?

O pai est� no ex�rcito. Tem de mudar-se com frequ�ncia, � isso.

N�o h� motivo de preocupa��o, est� bem?

Agora, tenho que ir a correr,

e voc�s t�m que limpar a quinta para os primos.

Como � que eles s�o, os primos?

S�o crian�as da cidade, e imagino que sejam refinados.

E tenho a certeza

que s�o muito bem comportados.

Blenkinsop, ele est� a vomitar outra vez.

P�ra o carro. Vomitou nos meus sapatos!

Est� tudo bem, Blenkinsop. J� parei.

As minhas gomas?

Menino Cyril, ser�o as gomas uma boa escolha,

dada a sua recente evacua��o?

As gomas s�o sempre boa escolha, obrigado.

Sua besta!

Estragaste o verniz dos meus Fontarelli novinhos,

e deixei os cor de rosa claros em casa.

Sua besta, besta, besta!

Olha.

Que lindinha. � aqui?

N�o.

O Co�ador

Medidor de Felicidade

Vincent, h� tarefas para fazer, j�.

Mas os leit�es v�o ser vendidos amanh�,

e disseste que os podia co�ar antes de irem embora.

O pai encarregou-me, de dizer o que � para fazer. Agora, sai da�.

O pai construiu o Co�ador para eles.

Medidor de Felicidade

- J� disse, sai da�! - Estou a sair. Estou a sair.

Chega de co�ar. Vou verificar a cevada.

Ol�.

- Como est� a minha bela cunhada? - N�o.

O teu casaco est� ao contr�rio. Precisas de nylon com essa camisa.

- N�o. - N�o? N�o o qu�?

Sabes muito bem. "N�o o qu�?" N�o vendo.

Isabel, olha para mim. Olha para mim.

- Quem sou eu? Quem sou eu? - �s o meu cunhado.

Sou da fam�lia, Iz, � o que quero dizer, por isso podes confiar em mim.

Est� bem, Phil. O que queres?

Iz, precisamos de vender a quinta, j�.

Nem tens dinheiro que chegue para o pagamento do tractor amanh�,

e sem tractor, n�o h� colheita.

Sem colheita, a quinta acaba.

Eu disse n�o.

E o Norman pensou numa maneira de arranjar dinheiro,

por isso vou pagar o tractor.

- Arranjou, mesmo? E como? - Estou com pressa, Phil.

Isabel, tento fazer-te ver que preciso desse dinheiro.

Sou humano, mas a quinta � metade...

Metade do Rory e metade tua. Sim, sim, eu sei.

Eu sei, porque mo dizes de cada vez que te vejo.

Mas n�o a podes vender sem minha autoriza��o,

e eu n�o autorizo!

- Mas Izzy, tenho o contrato aqui. - Adeus, Phil.

Estou aqui. Estou aqui. Sra. Docherty, n�o comece sem mim.

Sra. Docherty?

Sra. Docherty?

Ol�.

A� est�. Estava preocupada.

Preocupas-te demais, e n�o ajuda.

S� porque tem andado um pouco esquecida, s� isso.

Agora... tome conta da loja.

Eu trato das entregas.

Eu arranjo-me bem.

N�o come�ou a desempacotar, pois n�o?

Desempacotar? Onde?

Est� bem.

Estava s� a separar a farinha.

Est� a ficar enevoado.

Podes chegar-me a p�?

Bom dia, Sr. Green. Ainda n�o t�nhamos tido o prazer.

Sou a Menina Topsey e esta � a minha colega, Menina Turvey.

Encantada.

Adivinha quem nos mandou?

Enviou duas senhoras encantadoras? O Pai Natal?

Est� a seduzir-nos, Phil?

Posso trat�-lo por Phil, n�o posso?

Pode chamar-me como quiser, amor.

N�o seja maroto.

A Sra. Biggles n�o gosta.

A Sra. Big diz que lhe deve.

Tem uma grande d�vida num dos seu Casinos � beira rio.

Est� a ver o que perdeu ao jogo, Phil?

"DEVO UMA QUINTA."

- Onde est� a sua quinta, Phil? - Eu gosto de quintas.

Viemos tom�-la.

Eu respeito isso, senhoras, e, sim, v�o t�-la. V�o t�-la.

A Sra. Biggles n�o tem que se preocupar.

Eu trato disso. Estou a tratar disso.

Por favor, n�o me magoe.

N�o o queremos magoar, Phil.

O facto � que, a Sra. Big pediu-nos uma de duas coisas,

a escritura da quinta...

Ou os seus rins.

Ainda n�o est� maduro, filho?

Tio Phil, de onde apareceu?

Estou a caminho de casa.

Daqui a uns dias est� maduro, parece-me.

Deves estar orgulhoso.

A tua m�e contou-me a tua ideia para pagar o tractor.

O que raios te fez pensar nisso?

Bem, vi o lavrador Macreadie na loja,

ele disse que procurava comprar alguns Gloucestershire Old Spots.

- Porcos. - Eu sei.

Quando me ofereci para vender alguns leit�es, ele adorou.

Esperto.

Muito esperto.

Anda.

D�-lhe g�s. Isso.

D�-lhe g�s.

Vamos, Phil, pensa.

Pensa, pensa, pensa, pensa.

Leit�es.

Tenho de me livrar dos leit�es...

Sem leit�es, n�o h� tractor. Ent�o ela tem de vender a quinta.

Olha.

Cor! Olha para aquilo.

� um carro a motor?

Devem ser os primos.

N�o podem ser os primos. S� chegam amanh�.

Achas que trouxeram guloseimas?

Devem ser ricos.

T�m motorista.

Onde estamos?

Na Terra do Coc�.

Coc� de pato, coc� de galinha, coc� de vaca, coc� de cabra.

Coc� at� onde se consegue ver.

Chegamos, ent�o. Podem sair.

De facto, � o Museu Brit�nico do Coc�.

Ficaste maluco, Blenkinsop?

A mam� nunca me enviaria para um lugar destes. Leva-me para casa.

V�s? H� selvagens. Recuso-me a sair do carro.

Coloca umas meias, Ceels. N�o temos escolha.

Leva-me para casa, j�!

E sabes porque � que n�o temos escolha, tamb�m,

por isso vamos parar de fingir que � por causa das bombas.

Prov�velmente s�o canibais. Viste aquela coisa na janela?

Sauda��es, gente coberta-de-coc�.

- Falas ingl�s? - Chegaram cedo.

Sim, homem-coc�, viemos de longe.

Longe, da terra do sab�o e das casas de banho interiores.

Isso � um chocolate Fry com cobertura crocante?

Sim, �. Queres um bocado?

Que pena, n�o sobrou nenhum.

- Vamos, Menina Celia. - Por favor, Blenkinsop!

- Que podre. - � a vida.

- Vou dizer � mam�! - N�o seja assim, Menina Celia.

Vamos!

- Largue a zona das bebidas, Menina Celia! - N�o!

Ou�a, senhor.

Acho melhor levar esses dois meninos perfumados da cidade...

- De volta a onde pertencem. - S� quero ir para casa!

Este s�tio � horr�vel. � um s�tio horr�vel.

Os meus sapatos!

Recuso-me a ficar nesta fossa.

Prefiro ser bombardeada.

Promete-me que vais dizer � mam� como isto � horr�vel.

Por favor, Blenkinsop, ela tem de me vir buscar amanh�.

Promete-me!

S� est�s aqui h� cinco minutos, e olha para ti.

- E �s s� o motorista. - Menino Cyril, por gentileza,

estique os bra�os para segurar a roupa da Menina Celia.

Promete-me!

Eu falo com a sua m�e, Menina Celia, prometo.

- Mas por agora, t�m de ficar aqui. - N�o podem ficar aqui. S�o rudes.

Isso � rico, vindo de algu�m

que, claramente, nem sabe como limpar o rabo.

- Anda c�, seu... - P�ra.

P�ra! As minhas roupas. As minhas lindas roupas novas.

Est�o todas na lama. Como te atreves!

Est�s a pis�-las.

- Devia ter-me alistado. - Espera at� eu dizer � minha m�e.

As minhas lindas roupas.

Todas estragadas.

Estou no inferno!

Seus monstros, vou mat�-los por isto.

Bem, vou embora, Sra. Docherty.

Tenho tempo � justa para chegar a casa e acabar de arrumar

antes que os primos cheguem amanh�.

Isso � bom, querida.

Os meus primos j� morreram.

- Boa noite. - Boa noite.

- Cumprimentos ao Sr. Docherty. - Ser�o dados.

Est� terminado, ent�o.

O qu�?

Acabei de p�r o mela�o.

O qu�? Onde?

Est� tudo feito e sem p�. N�o h� preocupa��es.

Tem um pouco de f�, porque n�o tens?

"Tem um pouco de f�," diz ela.

"N�o h� preocupa��es," diz ela. N�o, n�o, nenhuma.

As crian�as a esganarem-se umas �s outras,

o tractor a ser confiscado,

O Phil a tentar vender a quinta debaixo do nosso nariz,

os convidados a chegarem amanh�,

o meu �nico casaco bom, estragado,

e 17 gavetas cheias de mela�o!

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

Nanny McQuem?

Nanny McPhee Nanny McPhee

Nanny McPhee

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas... � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas... � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas, de quem tu precisas...

De quem tu precisas, de quem tu precisas, de quem tu precisas...

� da Nanny McPhee.

Que surpresa.

N�o s� se comportam como animais, como vivem como animais.

Estou coberta de coc�.

Boas not�cias. Fica-te bem.

H� muito para comer aqui,

excepto isto.

- N�o! - A compota do pai!

Larga a compota.

� s� compota.

Caso n�o tenhas reparado, h� uma guerra a decorrer.

Guardamos os cup�es do a��car durante meses para a compota.

Toca-lhe, e parto-te a cara.

Toquei-lhe.

Vou acordar e tudo isto n�o vai passar de um pesadelo.

Vou acordar, e estar no Harrods com a mam�.

Na sec��o de sapatos.

A criada disse-me que eles chegaram, por isso eu e a mam� viemos busc�-los.

Pode ir busc�-los para mim?

Vou acordar, e ter uns belos sapatos cor de rosa.

Ceels, apanha.

A mam� j� encomendou um belo par

em lil�s com um casaco a combinar, e venho busc�-los hoje.

� isso.

Est�o mortos.

Apanha-os!

Volta!

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

De quem tu precisas � da Nanny McPhee.

Nanny McPhee.

Nanny McPhee.

N�o!

- Anda c�, covarde. - Norman, Cyril.

- Ol�... - Ol�, querido.

Tia Isabel.

- Anda c�, seu grande... - Como est� a tua m�e?

Morte, morte e sofrimento!

Sua la�arotes de renda...

N�o me chames nomes, camp�nia.

- Celia, �s tu? - Estragaste-me as roupas,

por isso vou arruinar-te o cabelo!

Que bonita t�nica.

O que foi agora? J� vou.

J� vou.

- Isabel. - Agora n�o, Phil.

Pergunto-me, se quando dizes, "N�o,"

- queres mesmo dizer n�o? - Agora n�o � boa altura.

Posso vir daqui a 10 minutos. Cinco, tr�s, dois?

Acho que vou cozer um ovo a todos.

Por amor de Deus, Phil, vai embora.

Eu... Vou...

Boa noite, Sra. Green.

Sou a Nanny McPhee.

Ai sim? Quero dizer, �? Digo...

Quem �?

Sou a Nanny McPhee.

"C" pequeno, "P" grande.

Certo, certo. Mas n�o contratei nenhuma ama.

N�o preciso duma ama. Dou conta do recado s�zinha.

Nunca tive uma ama porque n�o quero uma ama.

Sou uma ama do ex�rcito, Sra. Green. Fui designada.

N�o, n�o, n�o, n�o. Deve haver algum engano.

- Est� tudo sob controlo aqui. - Deixa-me, seu porco do inferno.

� o Cyril. N�o � um dos meus.

- Ainda n�o acabei contigo. - � o primo dele.

- Anda c�, parasita fino! - Este � o Norman.

Tira as m�os imundas de cima de mim.

� meu filho. Acabaram de se conhecer.

Horr�vel, horr�vel.

Est�o a conhecer-se na brincadeira.

Matem os citadinos e comam-lhes as cabe�as!

� a guerra.

N�o � uma boa influ�ncia.

De facto.

- Posso entrar? - Pode?

Quer dizer, sim. Sim, claro, e deve.

- Ch�? - Talvez mais tarde.

Deixe-me apresentar �s crian�as.

N�o, espere.

Porque n�o liga a chaleira?

� s� um momento.

- N�o me podes impedir. - Larga!

- Marca as minhas palavras. - Morre! Mata!

Larga-me!

S� tens ci�mes do meu sentido est�tico!

Tira as m�os do meu fato! � um Savile Row.

Por favor, posso ter a vossa aten��o?

Sou a Nanny McPhee.

Morre!

Por favor, ou�am com aten��o.

V�o todos parar o que est�o a fazer e subir para irem para a cama.

- Pareces uma banana! - Pareces um rolo de papel higi�nico!

Ouviram o que eu disse?

Squash. Esguicha.

- Parem de lutar. - Larga-me.

Imediatamente.

O meu pai tem alta patente no Gabinete de Guerra.

Foi isso que te ensinou?

Era suposto isso impressionar-nos?

O que est� a acontecer?

N�o, eu n�o, tamb�m.

N�o!

Vincent, p�ra!

N�o consigo. Sou obrigado a fazer!

� ela!

- O qu�? - Est� a fazer-nos isto!

- Ele tem raz�o. - De que est�s a falar?

Deve ser do bast�o!

N�o pode ser outra coisa. P�ra-nos!

P�ra-nos, por favor.

- Por favor. - Por favor.

Com uma condi��o,

pedirem desculpa por se magoarem m�tuamente e prometerem parar

de lutar.

Desculpa?

- Eu n�o lhes pe�o desculpa! - Bem, eu n�o lhes pe�o desculpa!

- Tu partiste a compota. - Eles � que nos devem pedir desculpa.

Tecnicamente, foi o Cyril que partiu a compota.

N�o!

O que est� a acontecer, Vinnie?

As cartas do pai!

V�o queimar-se.

Afasta-te delas!

N�o consigo, sou obrigado! Por favor!

Est� bem, pedimos desculpa.

Desculpa ter-te batido com o ati�ador, Celia,

prometo n�o o fazer mais.

Eu, tamb�m, desculpa!

Desculpa, Cyril!

Celia, por favor, s�o as cartas do nosso pai!

Est� bem, eu pe�o. Desculpa.

- Cyril! - Pede desculpa!

Por favor, as cartas!

- Cyril! - Pede desculpa.

- Cyril. - Pede desculpa.

- Diz. - Pede desculpa, por favor!

Est� bem, est� bem. Desculpa.

Socorro!

O que faz aqui, Sr. Edelweiss?

P�ssaro maroto.

Criatura incans�vel.

Se me tentas impressionar, n�o est� a resultar.

Sai.

Sai.

N�o.

Ainda n�o est�s perdoado.

Sabes o que fizeste.

� m� educa��o olhar fixamente.

L� para cima para a cama, por favor.

Boa noite, m�e.

- Boa noite, tia Isabel. - Boa noite, tia Isabel.

Espero que durmas bem.

Vincent, por favor coloca-as no s�tio delas.

- Obrigado, Nanny McPhee. - De nada.

Podes ir.

E torna-te invis�vel.

Vai l�.

Estas crian�as precisam de cinco li��es, Sra. Green.

Li��o um, parar de lutar, est� conclu�da.

Pararam de lutar?

Vou mais cedo para a cama esta noite, penso eu.

Deixe comigo.

Deve ter algum tempo para si.

Tempo para mim?

Tempo para mim?

Ela vem a�.

N�o estamos a lutar.

Eu vejo, Vincent. Obrigada.

Olha, n�o sei como aquilo aconteceu l� em baixo,

mas aqui mando eu, e n�o preciso duma ama para ajudar.

A minha irm� e eu nem fazemos parte desta fam�lia,

por isso de quem quer que seja que veio tomar conta, n�o � de n�s.

Ou�am-me com muita aten��o.

Vou explicar-vos como trabalho.

Quando precisam de mim mas n�o me querem,

ent�o eu fico.

Quando me querem mas j� n�o precisam,

ent�o vou-me embora.

Como � poss�vel algu�m querer-te?

Bem, � um pensamento estranho, mas garanto-te que � assim.

Agora, ao trabalho. Na aus�ncia de camas separadas,

Norman, presumo, vai partilhar com o Cyril?

Prefiro dormir com uma cabra.

Uma cabra n�o te queria, nem eu.

Estou a ver.

Celia, Megsie, preparadas para partilhar a cama?

Eu n�o partilho nada com essa harpia viciosa.

- Preferia partilh�-la com a Geraldine. - � a nossa vaca.

E eu prefiro partilhar com um elefante.

Obrigada, Vincent, mas tu n�o precisas de a partilhar.

Eu n�o preciso de partilhar. N�o preciso de partilhar.

Os restantes, contudo, t�m de chegar a um acordo.

- Nunca. - Nunca.

- Nunca. - Nunca.

Nunca!

Lamento imenso. Pe�o desculpa.

Como est�o eles a dar-se?

Deve estar exausta. Sente-se. Vou fazer ch�.

Desculpe, n�o tenho bolachas. N�o h� bolachas, sabes disso.

Eles est�o bem? Est�o a partilhar?

Sim, est�o a partilhar lindamente.

De facto, foram eles que acordaram todos os arranjos.

Mas isso � um milagre.

Como fez...

Como raios o conseguiu?

Receio que essa informa��o seja secreta, Sra. Green.

O ex�rcito � muito rigoroso nessas mat�rias.

Sim, sim, claro.

Ch�.

Acredita que nem uma bolacha velha tenho para lhe oferecer.

Lamento imenso.

N�o, n�o nos vai deixar, pois n�o?

Certamente que n�o.

Gra�as a Deus.

Estas crian�as precisam de mim.

O que se passa, � que n�o lhe posso pagar de momento,

- mas... - N�o se preocupe, Sra. Green.

O ex�rcito remunera-me,

e arranjei as minhas pr�prias acomoda��es.

Boa noite, Sra. Green. Aproveite o ch�.

Chega-te para l�. Tens o casco na minha orelha.

N�o tenho cascos. N�o �s tu, idiota. A Geraldine.

Que fedor horr�vel � este?

� a cabra, tanso.

� aquela ama medonha que faz isto. Eu sei que sim.

Queres uma almofada, pequeno Elly?

�s um bocado grande para esta cama,

mas n�o me importa.

Geraldine, n�o est�s a cooperar. Coopera.

Apenas dorme.

Acalma-te.

�s a Sra. Biggles?

Sou a Nanny McPhee. Com "C" pequeno, e "P" grande.

Boa noite.

Est� bem.

Meu querido.

Onde est�s?

Tudo bem.

Leit�es. Leit�es,

venham c�.

Porquinhos.

Leit�es. Leit�es!

Ol�.

Vamos l�, leit�o. Isso mesmo.

Quando se forem, fico com a quinta.

Toca a levantar.

Camas feitas, os cantos como no hospital, fazem o favor,

para baixo para o pequeno almo�o, r�pido.

O meu elefante desapareceu.

Posso dizer que � t�pico desta fam�lia, contratar uma ama

com uma cara que podia ganhar a guerra, de m�os a abanar.

N�o a contratamos, e n�o � a nossa ama.

Quem �, ent�o?

E como nos faz fazer todas essas coisas?

Tenho uma teoria.

� uma arma secreta.

Definitivamente.

O meu pai � alta patente do Gabinete de Guerra, por isso sei destas coisas.

Suspeito que o bast�o dela

liberta um odor qu�mico quando bate com ele.

Em palavras simples, gaseia-nos.

N�o sejas pateta.

Isso n�o pode ser legal.

Estou contente de a informar, Sra. Green, que a li��o dois,

partilhar gentilmente, est� completa.

Isso � maravilhoso.

- �s tu, Cyril? - Sim.

Bom dia, querido. Porque usas uma m�scara de g�s?

- Caso haja um ataque de g�s, tia Isabel. - Um ataque de...

N�o penso que v� haver um ataque de g�s nesta parte do pa�s, querido.

Por isso os teus pais te mandaram para c�.

Pobrezinho. Londres deve ser pior do que imaginava.

- Onde est� a Celia, querido? - A procurar o que vestir.

Sim, lamento tanto.

A tua m�e n�o me vai perdoar.

N�o me digam que � gaze.

Horrendo, feio, sem forma.

N�o esque�as, Norman, o lavrador Macreadie vem buscar os leit�es ao meio dia.

Eu venho a tempo. Tenho de me apressar.

H� uma entrega de armadilhas de rato na loja.

Tenho de lhes chegar primeiro que a Sra. Docherty...

Por amor de Deus.

Vejo-te l� fora.

N�o sejas nojento.

Arrotas porque tens c�licas,

e tens c�licas porque andaste a comer betume da janela.

N�o estou interessada, Sr. Edelweiss.

Os leit�es desapareceram?

Sim, � curioso,

muito curioso.

� assim que se faz.

Certo. Tarefas.

A Megs, alimenta a Geraldine.

Eu vou preparar os leit�es para o lavrador Macreadie.

O Vinnie apanha os ovos.

Cyril, podes varrer o esterco.

Adorava varrer o esterco.

� a minha actividade favorita,

infelizmente, deixei a vassoura em casa.

- Talvez a Celia possa... - J� volto por ti.

O que est�s a vestir?

Acho que a maior parte � tule.

� o vestido de noiva da minha m�e.

N�o, esta coisa velha? N�o pode. Nem sequer tem um v�u.

Tira-o.

N�o tiro nada. Estragaste-me as roupas todas,

e isto � a �nica coisa decente nesta casa.

Roubaste isso do quarto da nossa m�e. Tira-o!

- N�o o roubei, � emprestado. - Megsie!

- Os leit�es fugiram. - O qu�?

- H� um buraco! - Fugiram todos!

Temos de os encontrar antes do lavrador Macreadie chegar.

- V� l�, Norman. - Mexe-te.

- N�o falas a s�rio. - Escuta, s�o leit�es valiosos.

O dinheiro deles paga o aluguer do tractor este m�s.

E se perdermos o tractor, perdemos a colheita,

e se perdermos a colheita, perdemos a quinta.

Que mau para v�s.

Por favor! � a quinta do nosso pai, e a colheita � tudo.

N�o, n�o me pode podes obrigar.

N�o me podes obrigar, tamb�m.

Tenho a m�scara de g�s posta, por isso o bast�o n�o funciona comigo.

Al�m disso, vou fazer queixa de ti ao meu pai,

que � alta patente do Gabinete de Guerra.

N�o h� tempo para isto.

E se fosse a quinta do teu pai? Ajudavas ent�o, n�o ajudavas?

Ajudavas, Cyril?

Ajudar o teu pai?

Raios vos partam.

N�o, n�o, n�o. N�o consigo correr nestes saltos.

N�o te atrevas a gasear-me.

Ali vai um.

- O que fazes aqui? - Ajudo.

Bem, vamos l�, se tamb�m vens.

V� l�, v� l�.

S� ajudo at� a mam� chegar.

- Agarra! - Porco.

- Apanhei um! Apanhei um! - Cuidado, n�o morde.

Bem, devagarinho.

J� apanharam dois?

N�o vai resultar.

Bem, n�o queremos facilitar demais.

Que raios est� ele a fazer?

Caramba!

- Isso � normal? - N�o, n�o �.

N�o fazia ideia que a vida no campo fosse t�o divertida.

N�o. Volta, porquinho!

Porco, volta!

Volta!

N�o, porco!

Sabias? N�o sabia que os porcos nadavam com tanta estilo.

N�o nadam.

Atr�s deles.

Ol� a�, Phil.

Ol�, lavrador Macreadie.

Lamento os leit�es.

Leit�es? O qu�, os meus leit�es?

Sim, n�o sabe? Fugiram, desapareceram de noite. Escaparam.

Escaparam?

� meu menino, meu menino. Que pena.

Que coisa terr�vel.

Escaparam?

Engra�ados, os porcos. Espertos.

Conheci um porco que jogava Scrabble.

Soletrava as letras a bater com os cascos.

"Sty." Boa pontua��o. � meu menino, meu menino.

A Isabel deve estar consternada penso eu.

Bem, obrigado por me avisar, Phil. Poupou-me a viagem.

Adeus, ent�o.

Espere a�.

Uma ajuda merece outra. Dou-lhe boleia at� l�.

N�o, n�o, n�o, n�o. N�o, n�o, vou a p�.

- Salte l�. - N�o, vou bem, obrigado.

- N�o atrapalha. - D� a volta.

- N�o seja tanso. - Adeus.

- V� l�, agora. Suba. - N�o, por favor.

- V� l�. - Est� bem.

N�o sei como vamos apanh�-los.

Deviam ser vendidos daqui a meia hora.

Se posso sugerir, precisamos de um plano, t�ctica, um movimento organizado.

E foste treinado onde, exactamente?

Escola de cadetes.

- � justo. V� l�, ent�o. - Certo.

Agora, estamos aqui e eles aqui, ali, e possivelmente ali.

- Megsie? - Preparada.

- Celia? - Preparada.

- Tr�s. - Dois.

Um.

Eles fizeram um buraco.

- Onde est�o os leit�es, Isabel? - Fugiram.

- N�o! - Cada um deles.

- Porquinho. Oink, oink. - Foram-se.

O que vamos fazer?

Talvez se tenham juntado a um movimento, Sra. Green.

- Coisinhas espertas, os porcos. - Muito espertos.

Como vamos pagar o tractor? Como vamos fazer a colheita?

Vou tentar ajudar, Sra. Green,

mas tenho as m�os cheias com o meu trigo,

- e com os meus rapazes fora a lutar... - Uma coisa terr�vel, a guerra.

Amaldi�oados p�s chatos.

Lamento que tenha feito a viagem em v�o.

N�o, n�o se preocupe.

Boa sorte.

Eu sei. Est�o a esconder-se.

Isabel, assina. Tenho um comprador hoje amanh� posso n�o ter.

N�o � t�o mau assim. Pensa nisso, Iz,

sem mais preocupa��es com tractores ou colheitas ou...

Porcos!

Porcos!

Crian�as.

Olha.

Certo, ent�o. O que temos aqui? Um, dois, tr�s, quatro e cinco.

- Recuperou o orgulho. - Apanharam-nos todos?

Estes leit�es s�o engra�ados.

Apanh�mos todos. Sim, todos.

- Todos. A s�rio? - N�o podia acreditar no que via.

Certo, aqui tem.

O dinheiro do tractor.

- E ent�o ele deu uma cambalhota. - Uma cambalhota?

N�o sabia que nadavas.

Eles valem muito mais que isso, sabe.

Estes leit�es s�o g�nios.

Fazem nata��o sincronizada.

Nesta casa n�o se dizem mentiras.

- A s�rio, fizeram. - Megsie.

Mas eles fizeram nata��o sincronizada.

- Basta, Megsie! - � verdade.

Treparam �rvores.

P�ra de mentir. Os porcos n�o sobem �s �rvores.

- P�ra de ser pateta. - N�o somos!

Ele s� est� a tentar valoriz�-los mais, e f�-lo muito bem.

Coisas espertas, os porcos.

Obrigada.

Est� bem, vamos.

Conheci um porco, que contava at� 10 em franc�s.

- A s�rio? - N�o.

V� l�, vamos.

- Olha. - Nata��o sincronizada.

- Trepar �rvores? S� a ideia. - Ele sobe �s �rvores.

�... � verdade.

� verdade. � como...

- Eles subiram �s �rvores. - Uma pirueta.

Era como magia.

Sim.

- Como... - Magia.

Nata��o sincronizada.

Estou t�o orgulhosa de voc�s. Deixem-me abra�ar-vos.

Isso �...

� o meu vestido de noiva?

A culpa foi nossa.

- Estragamos a roupa da Celia... - N�o, a culpa � minha.

Tirei-o emprestado sem pedir.

N�o queria ir apanhar os leit�es com ele. Lamento muito.

- Onde est� o v�u? - Us�mo-lo para apanhar os leit�es.

Est� aqui.

Temo que a culpa seja minha. Precis�vamos de uma rede.

Desculpa.

Bem, eu nunca...

Que espertos voc�s s�o.

Vamos fazer o seguinte. Amanh�, vamos fazer um piquenique,

e depois de eu pagar o tractor, usamos o dinheiro extra em cerveja de gengibre.

Cerveja de gengibre? Cerveja de gengibre?

Li��o tr�s, ajudar uns aos outros, completa.

Coisas espertas, os porcos.

Adeus, Pillow. Adeus, Dora.

Adeus, porquinhos.

Mam�!

Olha, � a mam�. V�s, eu disse que ela vinha.

Ceels, n�o.

Mam�, n�o adivinhas. Resgat�mos uns porquinhos.

Eles estavam a dan�ar e...

Onde est� a mam�?

Sua senhoria est� em Londres, Menina Celia.

- Mas deste-lhe a minha mensagem? - Sim, Menina Celia.

Enviou-te para me levares para casa?

Desgra�adamente n�o, Menina Celia.

As minhas instru��es s�o de trazer os sapatos que deixou.

Fontarelli, acho eu.

Suponho que ela est� muito ocupada.

� verdade, Menina.

Est� muito, muito ocupada.

Est�o a olhar para onde? N�o somos aberra��es, sabem.

- Cyril, n�o fizemos de... - Desaparece!

N�o sabes nada de n�s.

N�o os quero.

Posso v�-los?

N�o me interessam. Podes ficar com eles, se quiseres.

S�o os meus melhores, mas podes us�-los todos os dias.

Estou livre!

Vou apanhar-te por isso, Vinnie! Estou livre!

Anda e passa estes bolos que fizemos.

Ainda n�o. Ainda n�o.

Olhe, Sr. Docherty, que atenciosos.

Puseram almofadas.

Veja, Sra. Docherty, lamento inform�-la

que isso � uma bosta de vaca, n�o uma almofada.

Posso sentar-me nela na mesma? Parece t�o confort�vel.

Aqui vamos.

- Pode ajudar-me a sentar? Obrigada. - J� est�.

Sim, � muito confort�vel.

Vai sentar-se? Vamos l�.

Quer um bolinho, Nanny McPhee?

� melhor n�o. Obrigada.

Por amor de Deus. Recomponha-se, Sr. Edelweiss.

P�ssaro revoltante.

Desaparece. N�o te quero aqui.

O que � que ele fez para te irritar tanto?

Come subst�ncias inapropriadas.

- Pe�o desculpa. - Tais como?

Como betume de janelas.

Betume de janelas?

Tal como o betume de todas as minhas janelas,

que ca�ram todas.

- Por favor. - Isso � mau.

N�o me interessa que gostes muito, criatura deplor�vel. � um mau h�bito.

De que s�o essas medalhas, Nanny McPhee?

Coragem, gentileza, determina��o,

imagina��o, entusiasmo, trabalho

e saltos de f�.

Sandes!

Na minha...

Na minha qualidade de guarda, Sra. Green,

posso sugerir que proteja a sua fam�lia com capacetes

caso caiam bombas de repente?

A Sra. Docherty e eu us�mos estes em casa.

N�o creio que caiam bombas nesta parte do pa�s, Sr. Docherty.

Estamos no meio de nada.

Bem, a� � que est� possivelmente, at� tr�gicamente, enganada.

Veja isto.

Um avi�o inimigo,

Transportando uma bomba inimiga.

Um piloto inimigo com uma gripe.

Tamb�m as apanham, sabe, tal como n�s.

Ele espirra uma vez,

Nada acontece.

Espirra a segunda vez,

De novo, est� tudo bem.

Espirra uma terceira vez, e veja com aten��o agora.

Acerta no bot�o vermelho com o seu grande nariz vermelho, e...

Bombas lan�adas!

A chaleira est� a ferver.

- Big bang, v�. - Meu Deus, que pensamento.

Temos que esperar

que nenhum se constipe, n�o �, Sra. Docherty?

- Ovo e agri�o ou pasta de peixe? - Fiambre.

Norman, olha eu a fazer o pino.

- Venham beber cerveja de gengibre. - Cerveja de gengibre!

- A Megsie tem mais. - N�o, n�o tem.

O Norman tamb�m tem at� ao quarto risco.

Est� bem, ainda sobram uma gotas.

- Para mim. - Para mim.

Olhem o tio Phil. R�pido, escondam o bolo.

N�o sabia se ele vinha.

Mas a� est�, com o seu est�pido contrato.

Espera, parece mais uma carta.

Norman, Megsie, o tio Phil tem uma carta para n�s.

Uma carta do Rory. � bom, depois de tanto esperarem.

N�o � uma carta, querido.

� amarelo.

� um telegrama.

O que � isso?

Do Gabinete de Guerra.

N�o � para n�s, pois n�o?

N�o s�o sempre m�s not�cias, pois n�o?

Quero dizer, temos que ter um pouco de f�, n�o �?

M�e?

"Morto em combate."

Estou t�o...

Sorte desgra�ada.

Tem um design brilhante, esta m�quina.

- Ele deve ter sido muito bom... - N�o est� morto, sabes.

O qu�?

N�o est� morto. Eu sei que n�o.

Eles enganaram-se.

- Norman, o ex�rcito n�o... - Eles enganaram-se.

Desculpa.

Mas como? Como � que sabes?

Olha, o meu pai sempre disse que sentia coisas nos ossos.

Consegue sentir o tempo,

e sabe quando as coisas v�o acontecer,

como se uma vaca vai parir, ou se uma ovelha est� mal.

E tem sempre raz�o. Sempre.

Bem, eu sinto nos meus ossos que ele est� vivo. Apenas sei.

N�o pensas que sentes isso apenas porque ouviste, ou...

N�o, n�o � isso. Apenas sei.

Est� bem.

Ent�o, o que queres fazer sobre isso?

Temos de descobrir onde est�, e r�pido.

A m�e vai vender a quinta se acreditar que ele morreu.

Ela pensa que n�o conseguimos tratar dela s�zinhos.

Mas, como o vou encontrar?

N�o posso ir por a� procur�-lo.

- H� uma maneira. - O qu�? O qu�? Diz-me.

Bem, � s�... o meu pai.

- Ele � alta patente do Gabinete de Guerra. - alta patente do Gabinete de Guerra.

Exactamente, ele deve descobrir depressa.

- Onde est� ele? - Em Londres.

- Ent�o como chegamos a ele? - N�o sei. Precisamos de ajuda.

- Perguntamos � tua m�e? - N�o. N�o, preciso provar que est� vivo,

trazer-lhe a prova.

Ent�o quem? Quem nos pode ajudar?

Os rapazes v�o a Londres.

N�o podem.

Disseram que estavam a verificar a cevada.

N�o, escuta.

"Megs, o pai n�o morreu.

"Sinto nos ossos. N�o digas � m�e.

"Fui a Londres com o Cyril para o provar.

"� a �nica coisa que a impedir� de vender a quinta."

Mas est� decidida a vender, ela disse-o. N�o lhe podemos dizer?

N�o, o Norman tem raz�o. N�o podemos dizer nada at� ter a prova.

- Temos que a impedir at� ele voltar. - Exactamente.

Onde estamos?

Chelsea. Nunca c� estiveste?

Nem sequer estive em Londres antes.

Lord Nelson.

O que vamos fazer? Isto vai demorar uma eternidade.

� meu menino. Meu menino.

Esperava evitar isto,

mas, Norman, por favor rodas essa manivela vermelha toda, no sentido hor�rio?

Certo, obrigada.

Nanny McPhee, quanto � que isto vai...

N�o suporto o tr�fego de Londres.

- Bom dia. - Bom dia.

- Dormiste bem? - Sim, obrigado.

- Olha o que eu tenho. - O que � isso?

- Um prato de rins, Phil. - Cabem dois perfeitamente.

De certeza n�o precisam dos dois.

Ou�am, senhoras, a escritura da quinta ir� estar nas vossas m�os num instante!

Espero bem que sim, Phil,

porque o facto � que, a remo��o dos rins � um procedimento longo e doloroso.

E a nossa agenda est� muito ocupada.

Aqui estamos. Podem sair.

- Preparado? - Preparado.

Boa sorte.

- Est�s bem? - Sim.

Um pouco nervoso, mas sim.

Por favor, senhor. Queremos ver Lorde Gray � um assunto de vida ou morte.

Desapare�am antes que vos pontapeie.

Diz-lhe.

- � o meu pai. - Prova-o.

- O qu�? - Prova-o ou desanda.

Sergento Jeffreys, cresceste.

Nanny McPhee, senhora.

Ao seu servi�o, senhora.

� vontade, Ralph.

- A li��o tr�s est� paga, estou a ver. - Certamente, senhora.

- Como te tem tratado o ex�rcito? - Orgulhosamente, senhora.

Aprendeste a comer os legumes?

Bem?

N�o lhe posso mentir, Nanny McPhee.

Os br�culos ainda s�o dif�ceis.

Experimenta com queijo.

E n�o esque�as, em Maio e Junho, os espargos s�o uma boa alternativa.

Eu respondo por estas crian�as. Por favor deixa-os entrar, imediatamente.

� para j�, Nanny McPhee, senhora.

Est� bem, Phil, estou pronta a assinar.

M�e, o que fazes?

- Sabes o que estou a fazer, querida. - Mas, bem, tens de esperar pelo Norman.

Acabou-se a espera!

Se esperarmos mais um segundo, perdemos os rins.

Quero dizer, a venda. A venda.

Megsie, n�o h� nada que o Norman possa fazer sobre isto.

O que significa isto, rapaz?

Desculpe incomodar, senhor,

mas precisamos da sua ajuda.

- N�s viemos desde o campo. - N�s?

Ele refere-se a mim, tio.

Quero dizer, tio Sua Senhoria Lorde.

E tu �s?

Norman, senhor. O seu sobrinho, senhor.

O filho da tia Isabel.

Sim, a rapariga que teve um casamento infeliz.

Um casamento feliz com o meu pai, senhor,

que luta pelo seu ex�rcito, por isso agrade�o que seja mais cort�s.

E que assunto te traz aqui, suplicar?

Senhor, precisamos que descubra o que aconteceu ao pai do Norman.

Ao tio Rory.

Temos um telegrama a dizer...

Sim?

que morreu em ac��o.

Mas sei que est� mal. Sei que est� vivo.

Estou a ver. Ent�o, dizes que o telegrama,

um telegrama enviado pelo Gabinete de Guerra, cont�m informa��o falsa?

Exactamente.

E tens uma prova, claro,

de contr�rio n�o te atreverias a c� vir.

O teu pai contactou-te desde que recebeste o telegrama?

N�o.

Ent�o algu�m da sua unidade manteve-se em contacto, presumo?

N�o.

Ent�o que prova tens?

Sinto-o nos meus ossos.

- Nos teus qu�? O qu�? - Sinto-o nos meus ossos.

Nos teus ossos?

Sentes nos teus ossos?

- Sim. - Deus do c�u, rapaz.

Quer dizer que persuadiste o meu filho, que n�o tem for�a de vontade,

a trazer-te aqui, no meio de uma guerra,

com uma hist�ria da treta sobre "sentires nos teus ossos"?

Ele tem for�a de vontade.

Foi ele que salvou os leit�es

e que pensou em ajudar-nos, vindo c�.

E sei que tenho raz�o em rela��o ao meu pai.

Por favor, n�o pode averiguar?

H� milhares de homens a lutarem no meu ex�rcito.

Porque devo dar ao teu pai, mesmo que seja digno,

a minha aten��o especial?

Porque...

Porque o amam, e tamb�m a tia Isabel,

e precisam dele.

E eu sei porque nos mandou para a casa deles, tamb�m.

N�o teve nada a ver com as bombas.

Eu sei que voc� e a m�e v�o divorciar-se.

- Basta! - N�o, vai ouvir!

Tornou a sua vida e as nossas vidas numa mis�ria.

N�o lhe chega?

Ao menos ajude a tia Isabel e o tio Rory a estarem juntos.

Espera aqui.

- Despacha-te com isso, Isabel. - Bem, tenho de ler, n�o?

Certo.

M�e, por favor, espera. Por favor.

P�ra, Megsie.

"Aqueles devem ser aceites como reserva..."

Um rato. Um rato debaixo da cadeira.

Eles v�o mesmo divorciar-se, os teus pais?

Ent�o com quem vais viver?

Com a minha m�e, suponho. N�o faz muita diferen�a.

Mal os vemos aos dois.

S� somos importantes para eles em ocasi�es especiais.

Podes vir viver connosco, j� sabes. Tu e a Celia.

� muito digno da tua parte.

Desculpa.

O que diz ele?

Temo que esteja D.E.C.

- O que � isso? - Desaparecido em combate.

Lamento, Norman.

Espera.

"Desaparecido"?

"Desaparecido em combate," n�o "Morto em combate"?

Morto n�o.

O telegrama que recebeste estava incorrecto.

De facto, n�o temos registo de ter sido enviado um telegrama.

O que � algo que temos de ver...

Eu sabia. Est� vivo.

Obrigado, tio.

� meu sobrinho. Um rapaz do campo.

"Diamante em bruto," como dizem.

Vamos l�, temos de regressar. Temos de dizer � m�e.

Cyril,

Fez-te bem, o ar do campo.

Continua.

Assim farei, senhor.

Quero dizer, pai.

Muito bem.

Muito bem.

Norman, se o Gabinete de Guerra nunca enviou o telegrama,

significa que o que viste foi forjado,

mas quem forjaria um telegrama com a morte de algu�m?

- Quem faria algo t�o horr�vel? - O tio Phil.

Ele tem tentado que a m�e venda a sua metade da quinta.

Ele devia saber que ela venderia se pensasse que o pai estava morto.

Temos que nos apressar.

Ele n�o est� morto. Est� apenas desaparecido.

S�o boas not�cias.

Mas temos que regressar depressa. Explicamos no caminho.

Celia, por favor, p�ra de gritar!

J� passou meia hora.

N�o h� rato nenhum.

Eu vi-o. Deve ter escapado.

Pois.

Isabel, vamos mas � acabar isto, est� bem?

Tens uma caneta?

M�e, por favor espera.

J� chega, Megsie.

- Phil, arranja uma caneta. - Outra caneta. Certo.

Nanny McPhee, precisamos de ti.

Por favor, Nanny McPhee, precisamos de ti.

Por favor, por favor, Nanny McPhee, precisamos de ti.

Nanny McPhee, precisamos de ti.

Precisamos de ti. Precisamos de ti. Precisamos de ti.

Norman, chegas o meu bast�o, por favor?

De facto, melhor ainda,

podes s� bater com ele na rua uma vez, bem forte?

V� l�.

N�o o deixes cair.

S� a papelada envolvida em substitu�-lo, � melhor nem pensar nisso.

Muito bem. P�e-no no s�tio.

- O que � que ele fez? - O qu�?

Quando o Norman bateu com o bast�o, para que foi?

Ol�.

M�e, por favor, n�o. � a nossa quinta. N�o assines.

Isto est� tudo explicado.

Ent�o � isto.

E isto. E assinas aqui.

Onde est� a caneta?

Por amor de Deus, Phil.

N�o faz mal.

Elas estavam aqui.

Adeus.

Pensei que querias que eu assinasse essa coisa.

N�o entendo.

Algu�m deve ter...

Acho que n�o h� mais canetas, m�e.

- Nanny McPhee. - Sim, querido?

Quanto � que isto d�, exactamente?

Olha o que encontrei.

Certo. Isabel, vamos fazer isto, est� bem?

Assina isto, Isabel.

Segura com a tua m�o. Segura com a m�o. Isso.

Aqui... Aqui mesmo, � isso.

- O que vamos fazer? - N�o sei.

Sim.

N�o consigo pensar em nada que o possa parar agora.

"L-S..."

- � uma BPE. - O que � isso?

Uma bomba por explodir. Temo-las em Londres.

Pode explodir a qualquer momento.

- O qu�? - O qu�?

Pode n�o explodir. Depende.

Mas vai destruir a colheita.

� um sinal.

V�m por mim.

Parem de ter medo. Ajuda vai a caminho.

V�o-me matar.

- Uma bomba por explodir! - V�o-me matar!

- Uma bomba por explodir! - Quem? Quem te vai matar?

As mulheres assassinas.

As senhoras da pesada.

Estou aqui. Acabou-se o medo. Acabou!

N�o posso evit�-lo. Vou morrer.

Vou para debaixo da mesa.

Vou ligar a chaleira.

Para mim com leite e dois cubos de a��car.

Gra�as a Deus. Tem de me prender,

e tem de ser agora, antes que elas cheguem aqui.

O qu�?

Prenda-me agora! Repito...

Prendo-o porqu�? Qual o crime? Tem de haver um crime.

Tente falsifica��o.

Norman, onde estiveste?

No Gabinete de Guerra. O pai est� vivo.

O qu�?

- O tio Phil forjou o telegrama. - Sim.

O Norman tem raz�o. A� tem o crime.

- Agora vai prender-me? - Phil, seu...

Olhem, nenhum de v�s percebe

que pode haver uma explos�o fatal a qualquer momento.

Sil�ncio, por favor. Sil�ncio, por favor, a todos.

Norman,

anda c�.

O pai est� Desaparecido em combate.

Continua.

Mas sinto nos meus ossos que est� vivo.

Bem, ent�o, deve ser verdade.

Obrigada. Obrigada, meu querido. Meu querido.

Meu querido rapaz.

- E o Cyril. Agradece-lhe, tamb�m. - O Cyril, tamb�m?

Cyril, anda c�.

- Meu rapaz corajoso. - Ouviste isso?

- O qu�? - Sou um falsificador, um vil falsificador.

Esquece. Est� uma bomba l� fora que precisa ser tratada.

- Bomba? - Bomba?

R�pido, anda e v�.

Pega as algemas, Phil. Desenrasca-te.

Agora, "Bombas."

- � uma BPE. - Quer dizer bomba por explodir.

Mas a cevada. Se explode, � destru�da.

"Desarmar a bomba."

N�o! N�o, n�o, n�o, n�o, n�o.

Algeme-me a si. A si.

Assim estarei seguro.

Algu�m me ajuda com isto, por favor?

N�o mereces ajuda, �s uma pessoa reles.

Por favor, pe�o-te, Megsie.

Permite-me.

Quero dizer, obrigado.

Estou quase a desarmar o dispositivo.

- Ele caiu. - Penso que desmaiou.

Quem a vai desarmar agora?

Rapazes, vejam o Sr. Docherty e voltem a p�r a escada.

Celia, pega no livro dele.

L� as instru��es porque tens melhor dic��o.

Nanny McPhee, por favor, ajude-me a par�-los.

De alguma maneira, duvido que seja poss�vel.

Est� algu�m a�?

� s� que, n�o estou confort�vel.

"Desarmar uma bomba.

"Tr�s passos simples para um dia sem explos�es.

"Primeiro passo. Abra o ventilador na extremidade da cauda."

- Abre o ventilador. - Abre o ventilador.

Abre o ventilador.

Ventilador aberto.

A seguir?

"Segundo passo. Corte o fio azul."

- Fio azul. - Fio azul.

Este � muito grande.

- O que mais podemos usar? - Algu�m tem um canivete?

Experimenta isto.

Isto � perfeito.

Boa, Celia.

A seguir?

Ol�, Phil.

"Terceiro passo. Corte o fio vermelho."

- Fio vermelho. - Fio vermelho.

- Est�s a v�-lo? - Est� a�?

- Cortaste? - Sil�ncio. N�o lhe chego.

N�o � excitante?

O qu�?

- Cortei. - Boa.

Muito bem.

Megsie, bem feito.

O que est� a fazer? O que est� a fazer?

Temos boas not�cias, Phil.

N�o te vamos tirar os rins afinal. � verdade.

A Sra. Big decidiu que tirar-te os rins n�o era o melhor.

Faltava-lhe fineza.

Quer que te empalhemos, Phil.

Empalhar-te, e colocar-te � entrada do Casino como aviso para os outros.

N�o podem fazer isso.

N�o te preocupes, Phil, A Menina Turvey � profissional.

Eis um exemplo do meu trabalho.

E assim � como vais ficar.

� estranho, n�o �?

O sen�o, � que temos que te esventrar enquanto ainda est�s, bem...

Vivo.

N�o!

O que diz a� sobre a luz?

Podes ver, n�o diz nada

- no livro inteiro. - Espera, h� uma nota de rodap�.

"Nalgumas bombas inimigas, h� um quarto passo.

"Corte o fio verde."

N�o vejo nenhum fio verde.

Deve estar coberto por este material cinzento.

� rijo como pregos.

Algernon, n�o quero que percas a bomba a explodir. Anda l�, querido.

Espera. Aqui.

"Aviso, se o fio verde estiver protegido por betume explosivo ..."

- Betume? - "... as luzes vermelhas acendem,

"come�ando a contagem decrescente para a explos�o."

Porque � que isto est� no fim?

Precisamos de nos abrigar!

Anda, Megsie!

Olha.

- Megsie! - M�e, espera.

Megsie, sai da�!

O Sr. Edelweiss est� a comer o betume.

- Megsie, sai da�.

Megsie!

- Megsie, por favor, desce! - O que est� a acontecer?

- Megsie, � muito perigoso. - Tens de descer agora.

J� vejo o fio verde.

- Conseguimos. - Minha querida, desce da�.

Conseguiste.

Conseguiste, querida. Desce agora.

Muito bem, Megs!

Esperta, rapariga esperta. Desce.

A bomba foi desarmada.

N�o foi nada.

Sabia que conseguias, Megsie. Bem feito.

Li��o quatro, ser corajoso,

est� completa.

Mas o Sr. Edelweiss. Est� cheio de betume explosivo.

N�o vai explodir?

Abriguem-se, todos.

Deixem isto comigo.

V�o, v�o. O mais r�pido que possam.

Vejam.

Posso voar!

Adeus!

Bem feito, Phil.

O que est� a acontecer � cevada?

Fixe!

O que aconteceu?

A colheita est� feita.

Olha, um escorrega.

Vamos, todos. O �ltimo � um ovo podre.

Eu primeiro, eu primeiro!

M�e, sobe a escada.

- Querida. - Olha. Olha.

Boa!

Boa, Sr. Docherty. Conseguiu.

- Anda l�, m�e. - Est� bem. N�o sei.

Est� de fora?

Estou.

Obrigada por ficar, Aggy.

Obrigada por perguntar, Nanny McPhee.

Olha.

� uma das medalhas da Nanny McPhee.

Tamb�m tens uma. � a verde.

� a minha favorita.

- Porque nos deu as medalhas? - Vamos perguntar-lhe.

Onde est� ela?

Nanny McPhee?

Ali.

Nanny McPhee!

Onde vai ela?

Est� a ir embora.

O qu�?

- N�o pode. - Porqu�?

Porque j� n�o precisam dela mais.

N�o sejas rid�cula.

Mas quero que ela fique.

Querida. Esqueceram-se de como ela trabalha, n�o foi?

Como?

Quando precisam dela mas n�o a querem,

ela fica.

Quando a querem mas j� n�o precisam dela,

ent�o tem que ir.

N�o � justo.

N�o queremos dizer que a queremos.

O que queres dizer, que n�o precisas dela? Est�s louca?

- Nanny McPhee. - Vamos tirar-lhe a cabe�a.

- Nanny McPhee. - Nanny McPhee.

A Nanny McPhee n�o gosta de despedidas.

Lembro-me de quando era pequena.

Volta.

Eles podem n�o precisar de ti, mas eu sim.

Preciso de ti. Preciso de ti, desesperadamente.

Volta.

Continua, m�e.

N�o pares, m�e, ou perdemo-la.

Vais voltar? Volta!

Continua, m�e. Precisamos dela.

N�o, n�o precisamos.

Pai!

Pai.

Meu pequeno homem.

- Pai, este � o Cyril e a Celia. - Celia.

Tinha tr�s filhos quando sa�, e agora tenho cinco.

Estou em casa. Estou em casa, agora.

Eu estou bem.

Li��o cinco,

ter f�...

est� completa.

Sobe l�, ent�o.

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