All language subtitles for Coronavirus.A.Origem.2020.1080p.WEB-DL.DD2.0.H264-RK

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

AS OPINI�ES ESPRESSADAS PELOS PARTICIPANTES DO PROGRAMA

S�O PESSOAIS.

Wuhan.

Prov�ncia de Hubei, centro da China.

O que um dia foi uma metr�pole vibrante,

agora � uma cidade de 11 milh�es de pessoas

sob lockdown.

A China talvez tenha implementado na regi�o

a maior redu��o de deslocamentos

que vimos na hist�ria moderna.

Por todo o mundo,

uma a uma, as cidades foram sendo fechadas.

� impressionante

a forma exponencial como se propaga.

Por isso, est� todo mundo em alerta.

Instala��es m�dicas s�o levadas ao limite

em meio � necessidade urgente de se conter o v�rus.

N�o estamos tentando impedir que o surto chegue.

Estamos tentando impedir que chegue depressa.

Como foi poss�vel que um coronav�rus nunca visto

tenha conseguido deixar o mundo inteiro de joelhos?

Por que os avan�os na medicina

n�o foram capazes de conter o surto?

E ser� que estamos vendo apenas o in�cio

de outras pandemias globais potencialmente incontrol�veis?

SURTO DE PNEUMONIA EM WUHAN

NOVO CORONAV�RUS

ORGANIZA��O MUNDIAL DA SA�DE

NOVO CORONAV�RUS 2019-nCov.

CHINA: 37251 CONFIRMADOS FORA DA CHINA: 307 CONFIRMADOS

PRODUCIDO POR PRECIPICE

PARA CNA

CORONAV�RUS: A ORIGEM

Dezembro de 2019, Wuhan, centro da China.

Algo estranho acontecia com os moradores locais.

As pessoas estavam adoecendo repentinamente.

Pessoas como o pai de Wang Wei.

Quando meu pai ficou doente,

n�o nos preocupamos tanto.

Os sintomas dele eram febre, fraqueza e perda de apetite,

e tamb�m dificuldade pra respirar.

Acreditando ser uma gripe de inverno,

a fam�lia de Wang Wei n�o quis arriscar, no entanto,

e o levou ao hospital.

Disseram que era uma prov�vel pneumonia.

Mas, no hospital,

havia uma s�rie de casos como o do pai de Wang Wei.

E os m�dicos estavam apreensivos.

Em poucos dias,

especialistas perceberam

que a gripe misteriosa

era, na verdade, um novo v�rus infeccioso.

Um que amea�ava se espalhar rapidamente.

Cientistas na China est�o tentando determinar

se uma nova variedade de v�rus � respons�vel

por um surto de pneumonia na cidade de Wuhan...

Cientistas em todo o mundo rapidamente entraram em a��o,

num esfor�o coletivo para entender esse novo v�rus,

de onde ele vinha, como ele se comportava

e, fundamentalmente, o que podia ser feito para det�-lo.

No final de dezembro,

as autoridades sanit�rias de Wuhan

relataram 27 casos de pneumonia � Organiza��o Mundial da Sa�de.

Embora nem todas estivessem em estado grave,

as v�timas tinham uma liga��o, o que alarmou os pesquisadores.

Essa liga��o era um mercado atacadista de frutos do mar

em Whuan,

onde tamb�m ocorria

a comercializa��o de animais silvestres vivos.

Todos os pacientes

o haviam visitado ou trabalhavam l�.

Esse � um lugar realmente perigoso,

ele � ideal

para a transmiss�o de um v�rus como esse.

Os cientistas v�m alertando sobre o perigo desses mercados

h� pelo menos meio s�culo.

Mas qual seria exatamente esse perigo?

O perigo seria se, de alguma forma,

o v�rus dentro do animal,

pudesse se deslocar entre diferentes esp�cies

e chegasse aos seres humanos.

Doen�as zoon�ticas

s�o aquelas transmitidas de animais para humanos.

Ent�o, nesses mercados,

voc� chega a ter centenas de esp�cies de animais vivos

comercializados sob o mesmo teto.

Em sua pr�pria busca por sobreviv�ncia,

os v�rus est�o constantemente procurando novas oportunidades

de se reproduzir e se propagar,

o que inclui a busca por novas esp�cies hospedeiras.

Os v�rus s�o os parasitas intracelulares perfeitos,

por assim dizer,

porque uma vez que eles ganham acesso

� c�lula hospedeira,

conseguem usar o maquin�rio do hospedeiro

pra produzir mais c�pias de si mesmo.

Mas o processo de transfer�ncia do v�rus

de uma esp�cie para a outra

n�o � simples.

Geralmente, ele termina em fracasso,

por causa das diferen�as gen�ticas

dos dois hospedeiros.

Mas devido

� habilidade do v�rus de se reproduzir aos bilh�es,

eles podem sofrer muta��es,

e r�pido.

A maioria das muta��es

n�o ajuda o v�rus a entrar no novo alvo,

mas por puro acaso e pela mera quantidade,

uma �nica muta��o poderia permitir

que ele fosse transferido a uma nova esp�cie.

Com o tempo,

as probabilidades

de que o v�rus conseguisse dar esse salto aumentariam.

� por isso que os mercados de animais

s�o lugares perigosos,

porque l� o v�rus tem a chance

de entrar em contacto com muitos animais diferentes.

E por tentativa e erro, quando um deles consegue sair,

ou acaba infectando um ser humano,

ou contaminando todo o mercado

atrav�s de mat�ria fecal, urina, sangue,

j� que alguns animais s�o abatidos l� dentro.

Ent�o, voc� tem sangue no local,

pessoas usando mangueiras pra tentar limpar o sangue.

E assim esse v�rus acaba infectando muita gente.

Quando um v�rus faz a transi��o

de um animal para os seres humanos,

as consequ�ncias s�o in�meras.

Das inofensivas at� as fatais.

Tem aqueles que podem causar sintomas,

mas n�o se propagam demais.

Um bom exemplo disso � a transmiss�o da raiva.

Um c�o morde um humano, os humanos pegam raiva,

mas n�o passam para outras pessoas.

E h� as eclos�es que ocorrem de tempos em tempos,

como o Ebola,

que �s vezes causa surtos, surtos bem perigosos e graves,

mas ele acaba sendo controlado e desaparece,

e depois volta a emergir.

E tem alguns v�rus que surgem no reino animal,

contaminam os humanos

e se tornam residentes permanentes.

E um bom exemplo disso � o HIV,

que acreditamos ter surgido, na verdade,

no final do s�culo 19, in�cio do s�culo 20,

e vindo de um primata n�o-humano para um primata humano.

Cientistas na China avan�aram rapidamente

e identificaram que o pat�geno era um coronav�rus.

Analisando num microsc�pio de el�tron,

a gente v� uma esp�cie de coroa em torno desse v�rus.

Por isso � chamado de coronav�rus.

A coroa em volta dele, na verdade, � prote�na.

Ela ajuda o v�rus a entrar nas c�lulas humanas.

Na verdade,

alguns v�rus s�o moradores permanentes

da popula��o humana, s�o end�micos,

causam resfriados comuns.

E h� outros que surgem de tempos em tempos

da natureza,

e em geral s�o coronav�rus

que sofreram muta��es de tal escala

que causam mais infec��es graves em seres humanos.

Um surto anterior de coronav�rus amea�ou o mundo em 2003:

A SARS,

ou S�ndrome Respirat�ria Aguda Grave.

Ela matou mais de 700 pessoas em todo o mundo.

Mas apesar da experi�ncia adquirida

no enfrentamento da pandemia da SARS,

os cientistas estavam com dificuldades

para combater o surto desse novo coronav�rus.

A SARS-CoV-2

parece ser mais transmiss�vel que a SARS,

e se espalha durante o per�odo de incuba��o.

Ou seja, no per�odo em que uma pessoa est� infectada,

mas ainda n�o desenvolveu os sintomas do v�rus.

E a SARS n�o se propagava no per�odo de incuba��o.

E por isso foi mais f�cil de conter.

Alguns especialistas � frente da investiga��o

do novo coronav�rus

localizaram sua origem no mercado de animais Huanan.

As autoridades chinesas ent�o o fecharam

e as amostras retiradas do local

sugeriram que, assim como a SARS,

o novo v�rus poderia ter vindo dos morcegos.

Os morcegos s�o mam�feros �nicos.

N�s temos cerca de cinco mil esp�cies vivas de mam�feros

e 20% delas,

ou seja, um em cada cinco, � um morcego.

Morcegos s�o os �nicos mam�feros voadores,

eles t�m um sistema imunol�gico muito especial.

Ent�o, n�o adoecem com o v�rus.

Felizmente,

a transmiss�o do v�rus do morcego pro ser humano,

� muito raro que aconte�a, e tamb�m muito dif�cil.

Ent�o hoje sabemos

que a maioria dos v�rus que os morcegos carregam

e que causam doen�as zoon�ticas em humanos

s�o transmitidos atrav�s de um animal intermedi�rio.

Para alguns, em Wuhan, o foco estava em descobrir

qual foi o elo causador.

Identific�-lo poderia ajudar a impedir outros surtos.

Existe muita especula��o sobre esse animal X.

Estamos falando aqui muito provavelmente

de um v�rus no morcego

transmitido a um hospedeiro intermedi�rio,

n�s o chamamos de animal X.

A identidade desse animal X

foi mat�ria de ampla especula��o.

Dos poss�veis candidatos, alguns sugeriram uma cobra,

outros, um civeta, e at� mesmo um pangolim.

As pesquisas ainda s�o inconclusivas,

mas Linfa Wang tem certeza de uma coisa.

Voc� sempre aprende com a experi�ncia,

ent�o o mais prov�vel � que esse animal X

seja um mam�fero.

Os cientistas se apressaram para descobrir mais

sobre o novo coronav�rus,

e no dia 11 de fevereiro de 2020,

a Organiza��o Mundial da Sa�de

o nomeou oficialmente como SARS-CoV-2,

e a doen�a que ele causa, COVID-19.

Venho declarar uma emerg�ncia de sa�de p�blica global

de grande alcance.

As tentativas cada vez mais desesperadas

dos pa�ses em todo o mundo

para conter a propaga��o iam se provando in�teis.

E com isso, surgia uma nova preocupa��o.

O v�rus estava come�ando a ganhar massa cr�tica.

CORONAV�RUS: A ORIGEM

A pneumonia viral

atingiu a cidade de Wuhan, no centro da China.

Disseram que era uma prov�vel pneumonia.

Cientistas na China avan�aram rapidamente

e identificaram que o pat�geno era um coronav�rus.

O SARS-COV-2 parece ser mais transmiss�vel que a SARS.

Venho declarar uma emerg�ncia de sa�de p�blica global

de grande alcance.

Agora coordenando seus esfor�os,

a China e a OMS

passaram a compartilhar o m�ximo de informa��es poss�vel

sobre o novo coronav�rus.

Elas conseguiram identific�-lo

como um novo coronav�rus em um per�odo muito menor.

Mas, mesmo assim, tem muitas coisas que ainda n�o sabemos.

Atualmente,

o centro coordenador de todas as informa��es

� a Organiza��o Mundial de Sa�de.

A OMS pega essas informa��es, as peneira,

busca confirmar a validade delas,

e ent�o faz uma an�lise de risco quase di�ria,

com as evid�ncias que possui,

e ent�o lan�a as recomenda��es.

S�o em salas de controle como essa em Manila

que a OMS planeja sua resposta.

Para que ela d� certo,

� crucial que os pa�ses compartilhem dados

de forma eficiente.

Em geral o que se analisa � quem est� doente.

Por que est� ficando doente, como est� ficando doente.

E ent�o imediatamente voc� come�a a tentar descobrir

como fazer pra impedir a propaga��o.

Uma forma de revelar os segredos de um v�rus

� analisar seu c�digo gen�tico.

Dias ap�s a divulga��o do surto,

cientistas chineses descobriram a sequ�ncia gen�tica do v�rus

e a dividiram com o mundo.

O que � muito importante � que h� cerca de 20 ou 30 anos,

n�s somos capazes de sequenciar o genoma

de um novo v�rus.

Isso significa que podemos entender

como os blocos construtivos do v�rus est�o encaixados.

E, tamb�m, podemos dizer, muitas vezes,

de onde o v�rus veio e para onde est� indo.

E uma vez que t�nhamos a sequ�ncia gen�tica

desse coronav�rus,

foi poss�vel identificar

que ele era muito parecido geneticamente,

cerca de 80 por cento de sua constitui��o gen�tica

era parecida a do v�rus da SARS.

Mas o fato de haver semelhan�a gen�tica

entre v�rus da mesma fam�lia,

n�o significa

que eles v�o se comportar da mesma forma, necessariamente.

Quando voc� tem 20% de diferen�a,

isso � uma grande diferen�a.

Ent�o, sim, eles t�m uma liga��o.

E podemos usar o que aprendemos da SARS

pra prevenir um novo coronav�rus.

Podemos usar esse conhecimento,

mas eu acho que n�o podemos apenas transferir

o que sabemos da SARS pra esse coronav�rus.

Ainda temos que fazer novas pesquisas.

A quest�o � como esse v�rus

acaba se manifestando em seres humanos.

Em Wuhan,

o novo coronav�rus causa sua primeira morte.

A v�tima � um homem de 61 anos

que havia visitado o mercado de Huanan.

E ainda mais preocupante:

Cerca de cinco dias depois,

sua esposa, que n�o havia ido ao mercado,

tamb�m � diagnosticada com o coronav�rus.

Isso mostrou, pela primeira vez,

que o v�rus era transmiss�vel de humano para humano:

Uma evolu��o assustadora.

Os v�rus podem ser transmitidos entre indiv�duos

de v�rias formas diferentes.

Alguns v�rus s� s�o transmitidos atrav�s do contacto com o sangue.

Outros v�rus s�o o que chamamos de "aeross�is",

que � quando um v�rus � capaz de se ligar

a pequenas part�culas de poeira no ar

e continuar vivendo nessa part�cula

por um tempo tal

que quando ele � soprado pelo vento,

ainda est� l�,

e consegue viajar uma dist�ncia consider�vel.

Tem a transmiss�o por got�culas,

que � quando voc� est� relativamente perto de algu�m,

e se a pessoa espirrar ou tossir,

voc� pode entrar em contacto com essas got�culas

e se infectar.

As primeiras pesquisas sugeriram

que o novo v�rus poderia sobreviver

fora do organismo

por per�odos significativos.

Ele poderia ficar suspenso no ar por horas,

e permanecia ativo por dias em superf�cies duras,

como o metal.

Estava claro para os cientistas

que esse novo coronav�rus era altamente transmiss�vel.

�s vezes, determinado indiv�duo

tem uma maior capacidade de propagar o v�rus

do que outros.

Se certa pessoa for infectada e espirrar, por exemplo,

ela pode liberar

centenas de milhares de milh�es de v�rus no ar.

Tudo depende do paciente.

Algumas pessoas, quando espirram,

s� soltam um n�mero pequeno de v�rus.

Outras, soltam um grande n�mero de v�rus.

E chamamos essas pessoas de "supercontagiantes".

Ent�o, se a pessoa infectar uma ou duas,

n�o � uma sugercontagiante,

mas se infectar mais de dez a� sim � supercontagiante.

Com os casos crescendo exponencialmente

na prov�ncia de Hubei

e escapando para al�m de suas fronteiras,

o surto escalava rapidamente

e se transformava em uma epidemia.

MORTES COVID-19

A China talvez tenha implementado na regi�o

a maior redu��o de deslocamentos que vimos na hist�ria moderna,

certamente a maior durante uma epidemia.

Da noite para o dia,

Wuhan se tornou uma cidade-fantasma.

Esta��es de trem, normalmente lotadas de passageiros,

agora estavam desertas.

Restaurantes e lojas que antes fervilhavam,

de repente se encontravam vazias.

Ruas e estradas eram bloqueadas,

enquanto os moradores de Wuhan se trancavam em suas casas.

Quando voc� lida com surtos de pat�genos desconhecidos,

com algo que voc� nunca viu antes,

� melhor exagerar do que subestimar.

� claro que existe o perigo de voc� ser acusado de errar,

mas eu acho que � muito melhor estar errado

que n�o informar e haver mortes.

Conter um v�rus novo e virulento

n�o � um trabalho f�cil.

E essa tarefa fica ainda mais dif�cil

em uma cidade

que tamb�m � um dos maiores centros de transportes do pa�s.

Wuhan fica quase no meio da China.

E existe uma rede de transporte muito extensa passando por ela.

E por isso h� um grande n�mero de pessoas

que chegam ao aeroporto de Wuhan de v�rias partes da China,

e do mundo.

Apesar do extraordin�rio esfor�o

para deixar a cidade sob q�uarentena,

o v�rus n�o foi contido.

Aparentemente,

ele tinha sua pr�pria t�cnica para passar inc�gnito:

Uma na qual as v�timas n�o mostravam sintomas

nas fases iniciais da infec��o,

o que ajudou a espalhar o pat�geno

ainda mais entre as pessoas, desavisadas.

A taxa de reprodu��o do surto desse coronav�rus

foi estimada em cerca de 2,6.

Isso significa que uma pessoa � capaz de infectar

duas ou tr�s outras pessoas.

Como resultado,

a propaga��o pode fugir rapidamente ao controle,

principalmente

quando algumas pessoas n�o apresentam sintomas

durante o per�odo de incuba��o do v�rus.

O novo v�rus estava mostrando

uma tend�ncia maior a se reproduzir

do que at� mesmo a SARS.

Em apenas um quarto do tempo, por exemplo,

o n�mero de casos de SARS-CoV-2

j� era dez vezes maior.

N�s sabemos que o covid-19 se propaga

logo no come�o da doen�a.

A SARS se espalhou particularmente em hospitais,

quando os pacientes estavam mais enfermos

e carga viral era maior.

Essa doen�a � diferente.

Nessa, a transmiss�o � principalmente comunit�ria,

e a propaga��o come�a muito cedo,

logo nos primeiros dias da doen�a.

Inclusive j� tivemos exemplos de transmiss�o

antes dos sintomas come�arem.

Aparentemente, n�o h� nada que os cientistas possam fazer.

� um v�rus altamente esquivo,

e est� se espalhando entre as pessoas

muito mais r�pido do que se imaginava.

Dez dias antes do lockdown sem precedentes

que a China implementou para prevenir sua propaga��o,

o v�rus j� havia aparecido em solo estrangeiro.

CORONAV�RUS: A ORIGEM

Em Wuhan,

o novo coronav�rus SARS-CoV-2 havia causado a primeira morte.

A v�tima, um homem de 61 anos,

era um dos primeiros pacientes

dos casos vinculados ao mercado de animais de Huanan.

1 MORTE COVID-19

A quest�o � como esse v�rus se manifesta em seres humanos.

Quando voc� lida com surtos de pat�genos desconhecidos,

� melhor exagerar do que subestimar.

Da noite para o dia,

Wuhan se transformou em uma cidade-fantasma.

No dia 23 de janeiro, havia 570 casos informados,

17 mortes na China

e 11 milh�es de pessoas em quarentena em Wuhan.

Apesar do lockdown,

o v�rus j� havia ultrapassado as fronteiras chinesas.

O primeiro caso internacional foi na Tail�ndia.

A Tail�ndia informou o primeiro caso

do coronav�rus de Wuhan fora da China.

Impelidos a agir,

cientistas em todo o mundo trabalharam contra o tempo

para desacelerar a propaga��o,

e a OMS estava no centro desse esfor�o conjunto.

A China detectou essas doen�as desconhecidas

e identificou o coronav�rus em um curto per�odo.

E dividiu a sequ�ncia gen�tica com outros pa�ses.

Ent�o receb�amos diariamente essas informa��es,

analis�vamos as informa��es,

e depois as compartilh�vamos com os pa�ses-membros.

Al�m do compartilhamento de dados,

um passo vital para controlar a propaga��o de um v�rus

� rastrear cada pessoa

com quem o paciente infectado teve contacto.

Rastreamento de contacto � identificar todas as pessoas

que tiveram contacto

com outra pessoa que foi infectada,

antes ou depois dos sintomas come�arem a aparecer,

e essas pessoas, elas s�o isoladas,

ou se solicita que fa�am auto isolamento

ou elas �s vezes

s�o colocadas em quarentena e monitoradas

por um per�odo de at� tr�s semanas

para ver se desenvolvem sinais e sintomas da doen�a.

Na China,

o trabalho de rastreamento de contacto

foi um empreendimento de grande escala.

S� em Wuhan,

mais de 1.800 epidemiologistas

rastrearam dezenas de milhares de contatos por dia.

Mas o esfor�o rapidamente provou o seu valor:

Entre 1% a 5% dos contatos

acabaram dando positivo para COVID-19.

Mas havia um grupo de poss�veis casos

que confundia os cientistas.

Havia algumas pessoas

que podiam estar infectadas com o v�rus

e em nenhum momento desenvolveram qualquer sintoma,

qualquer um,

ent�o n�o sentiam cansa�o ou dores musculares.

Elas eram assintom�ticas.

E isso pode ser bem preocupante,

porque ficamos sem saber

qual � a extens�o da infec��o do v�rus

na popula��o.

Com a explos�o dos casos,

governos de todo o mundo

dever�o prestar mais aten��o � um surto local iminente

e preparar

suas pr�prias estrat�gias de combate ao surto.

As linhas a�reas come�aram a suspender voos,

enquanto o medo pela epidemia de coronav�rus dispara.

A ag�ncia nacional de avia��o

pediu que aeroportos e linhas �reas

come�assem a monitorar passageiros desembarcando

do Jap�o e da Coreia do Sul.

A conten��o

agora era uma estrat�gia crucial contra o covid-19.

Para minimizar os riscos de importar pessoas infectadas,

os pa�ses come�aram a restringir voos das regi�es afetadas.

Os pa�ses est�o fazendo v�rias coisas pra se protegerem.

Uma delas � simplesmente monitorar

o que est� havendo na China

pra tentar entender

o que est� dando certo e o que n�o est� dando.

Um segundo ponto

� que alguns pa�ses j� adotaram medidas

pra reduzir a quantidade de viagens

entre a China e eles,

ou pessoas que chegam da China

est�o sendo colocadas sob quarentena.

Eu voltei da China quatro dias atr�s.

Eu era parte da miss�o conjunta da OMS na China.

Ent�o, assim como ocorre em Cingapura,

e na verdade, em v�rios pa�ses do mundo,

a ordem � pra que haja uma quarentena de 14 dias

para as pessoas

que est�o retornando de �reas de alta transmiss�o.

Ent�o, eu estou em casa, estou trabalhando normalmente,

mas estou fazendo isso da minha casa,

do meu home office.

Mesmo com a suspens�o

cada vez mais disseminada das viagens em todo o mundo,

os cientistas n�o podiam se dedicar a deter o v�rus.

Eles tinham um objetivo diferente, mais pragm�tico.

N�o estamos tentando impedir que o surto chegue.

Estamos tentando evitar que chegue depressa.

Se ele vier r�pido demais,

os sistemas de sa�de v�o ficar sobrecarregados.

E a taxa de mortalidade dispara

quando os sistemas de sa�de entram em colapso.

A maioria dos sistemas de sa�de

j� opera quase no m�ximo de sua capacidade.

E o surto tinha o potencial de sobrecarregar alguns.

A recomenda��o dos cientistas era para tentar ganhar tempo.

Os hospitais t�m um trabalho muito dif�cil.

Eles precisam cuidar de pacientes com seguran�a,

mas tamb�m precisam garantir

a seguran�a dos profissionais da sa�de.

Ent�o, eles precisam garantir

que haja quartos o suficiente para os pacientes.

Tamb�m precisam de transportes seguros,

como ambul�ncias.

Voc� precisa de um sistema de sa�de,

um hospital ou uma cl�nica

que possa cuidar dos pacientes com seguran�a.

Em Wuhan,

os hospitais estavam com dificuldades

para lidar com o fluxo de pacientes.

Li Wah, um morador da cidade,

teve uma amiga infectada pelo v�rus,

mas ela n�o estava recebendo nenhum tratamento m�dico.

Bem no in�cio, quando ela teve os sintomas,

ela foi no hospital

e o m�dico a diagnosticou com a doen�a,

mas n�o conseguiu intern�-la no hospital,

porque eles estavam muito limitados, sabe,

de m�dicos e leitos no hospital,

ent�o a mandaram pra casa, pra ficar de quarentena.

Mas eu acho que � uma situa��o especial

em que os recursos s�o muito limitados, n�?

Com os olhos do mundo voltados para Wuhan,

as autoridades chinesas se sentiram impelidas

a ampliar seus esfor�os.

Em uma a��o sem precedentes,

as autoridades constru�ram e readaptaram 16 hospitais

em quest�o de semanas.

Foi gra�as a esse empenho

que pacientes como a amiga de Li Wah

puderam finalmente receber tratamento m�dico.

Demorou uma semana

desde que ela foi internada no hospital.

Mas ela me disse que est� melhorando.

Na fronteira com a China,

outro pa�s com uma grande popula��o

tamb�m estava se preparando para o surto:

�ndia.

Lar de mais de um bilh�o de pessoas,

e cuja popula��o s� � menor que a do pa�s vizinho.

Em meados de dezembro,

quando formos informados dessa incomum pneumonia

que estava se espalhando na China,

eu reuni uma equipe de cientistas

e disse a eles que precis�vamos de especialistas de prontid�o.

Um m�s ap�s o surto,

a �ndia confirmou seu primeiro caso de covid-19.

Priya e sua equipe n�o iriam arriscar.

Fomos os primeiros a iniciar testes por todo o pa�s.

Os tr�s primeiros positivos foram detectados aqui.

No laborat�rio de Prya,

outra amostra para um poss�vel caso

chegou para a testagem.

Conhecido como teste PCR, uma amostra,

como um muco coletado na garganta,

� retirada do paciente.

O teste escaneia o material gen�tico

dentro da amostra

e procura pela presen�a do RNA do coronav�rus.

Poucas horas depois,

ele aponta se o resultado � positivo ou negativo.

At� agora,

usa-se principalmente detec��o molecular contra o v�rus.

Mas j� existem alguns produtos

sendo testados na detec��o de anticorpos,

com os quais voc� poderia detectar

a resposta do anticorpo a esse v�rus.

E eu acredito que com o tempo

poder�amos monitorar uma popula��o inteira.

CULTURA DE V�RUS I

Uma abordagem focada nos anticorpos

poderia levar a um melhor rastreamento

e a uma maior vigil�ncia do surto

em determinada popula��o.

Mas enquanto n�o ocorre,

muitos cientistas dependem do teste PCR.

A amostra no laborat�rio de Prya retornou positivo.

� apenas mais um passo

na aparentemente incontrol�vel propaga��o global do v�rus.

� impressionante a forma exponencial como se propaga.

Por isso, est� todo mundo em alerta.

No in�cio de fevereiro,

o n�mero total de casos confirmados

havia aumentado

para mais de 31 mil ao redor do mundo,

incluindo 638 mortes.

E havia outro fato alarmante:

Adultos aparentemente saud�veis podiam ser mortos pelo v�rus,

incluindo um dos primeiros m�dicos a identificar o surto

em Wuhan.

O perfil da covid-19 que se estava estabelecendo

era que se tratava de uma doen�a mais perigosa

para certos subgrupos da popula��o.

A grande maioria das pessoas que morreram

tinham mais de 60 anos de idade.

Mas n�s tamb�m vemos

que h� um pequeno n�mero de pessoas

que se imaginava relativamente em forma,

saud�veis, e na faixa dos 30,

que tamb�m morreram com o v�rus.

E... ainda n�o se sabe bem por que isso ocorre.

Mas com pouco tempo dispon�vel para estudar a covid-19,

ainda havia muitas perguntas

que os cientistas n�o conseguiam responder.

Por exemplo,

ser� que as crian�as

de alguma forma s�o menos vulner�veis ao v�rus?

Na China,

crian�as de at� nove anos

representam apenas o 1% do n�mero total de infec��es.

Se isso se trata de um panorama preciso,

ou se, por exemplo,

a infec��o nas crian�as

� geralmente leve demais para ser detectada,

ainda est� sendo avaliado.

Apesar dos muitos desafios,

existe um aspecto da covid-19

que vem dando alguma esperan�a aos cientistas:

A alta taxa de sobreviv�ncia entre os infectados.

638 MORTES COVID-19

O coronav�rus parece ser

um v�rus que se espalha facilmente,

mas parece que nesse momento,

a mortalidade � relativamente baixa,

2% � a conta.

Pode ser at� menos,

porque a gente ainda n�o considerou

todas as pessoas que foram infectadas,

mas n�o t�m sintomas.

Geralmente medimos

apenas o n�mero de pessoas sintom�ticas.

Deve haver muito mais gente possivelmente infectada.

Outra abordagem para combater o novo coronav�rus

envolveu o conceito de "imuniza��o de rebanho".

Se uma quantidade suficiente de pessoas for exposta ao v�rus,

e ent�o desenvolver imunidade,

poderia ocorrer uma interrup��o natural na transmiss�o.

Mas quantos casos seriam necess�rios,

e a que custo?

E o que tamb�m � crucial:

Essa ideia presume

que as pessoas n�o podem se infectar mais de uma vez,

algo que ainda n�o se sabe.

Mas dada a velocidade com que o v�rus se propagava,

a teoria corria o risco de se tornar realidade.

Se todo mundo continuar se infectando,

digamos tr�s pessoas,

e a cada quatro dias houver outra gera��o,

fica evidente que em um m�s voc� pode ter milhares de casos.

A implementa��o da imuniza��o de rebanho, no entanto,

apresenta v�rios empecilhos.

Os hospitais ter�o que lidar

com uma entrada massiva de pacientes,

sobrecarregando recursos m�dicos j� limitados.

E a quest�o de saber

se as pessoas realmente se tornam imunes

permanece sem resposta.

O v�rus pode evoluir rapidamente,

burlando qualquer imunidade que possamos desenvolver.

Esse tem sido o caso de uma das mais persistentes

e escorregadias infec��es virais que existem,

e que todo mundo j� enfrentou:

A gripe comum.

Como os nossos sistemas imunol�gicos

conseguir�o responder ao novo coronav�rus

ainda � um grande mist�rio.

Os humanos n�o t�m imunidade a esse v�rus

porque nunca foram expostos a ele.

Ent�o, quando um novo v�rus como o covid-19

entra na popula��o humana,

todos correm risco.

Mas tem uma diferen�a:

A influenza j� encontra uma popula��o imune,

o que de alguma forma, suaviza a infec��o,

e n�o a torna t�o violenta quanto um novo v�rus

que atinja os seres humanos pela primeira vez.

Os riscos da in�rcia coletiva contra um v�rus t�o novo

s�o imensos.

Um estudo do Imperial College de Londres

ressalta o tamanho da devasta��o do v�rus

e como seus sintomas castigaria a popula��o global

se o surto simplesmente tomasse o seu curso.

Os pesquisadores estimaram

que impressionantes

sete bilh�es de pessoas seriam infectadas

e 40 milh�es morreriam da doen�a se n�o houvesse uma interven��o.

Mas que, ao se tomar a��es dr�sticas

e se reduzir o contacto social,

esses n�meros certamente

poderiam diminuir de forma consider�vel.

Eu n�o acho que possamos aceitar v�timas de nenhum v�rus,

ent�o precisamos desenvolver ferramentas

contra outras doen�as, doen�as como o coronav�rus,

porque esses s�o v�rus comuns

e se continuarem surgindo, precisaremos da vacina.

Enquanto op��es novas, n�o testadas e te�ricas

estavam sendo consideradas,

s� restava uma forma concreta

de conter a propaga��o do covid-19.

E essa forma era atrav�s de testagem agressiva,

rastreamento e supress�o

mantendo os mais doentes nos hospitais

para serem tratados,

e garantindo que a popula��o continuasse isolada,

prevenindo assim uma maior transmiss�o.

Uma combina��o dessas estrat�gias

tem o potencial de salvar dezenas de milh�es de vidas.

Tudo isso, enquanto cientistas correm contra o tempo

para criar uma vacina.

CORONAV�RUS: A ORIGEM

O n�mero total de casos chegou a mais de 31 mil

em todo o mundo.

� impressionante a forma exponencial como se propaga.

Por isso, est� todo mundo em alerta.

Se ele vier r�pido demais,

os sistemas de sa�de v�o ficar sobrecarregados.

E eles entram em colapso

se a taxa de mortalidade aumentar.

Os humanos n�o t�m imunidade a esse v�rus

porque nunca foram expostos a ele antes.

Enquanto um n�mero cada vez maior de pa�ses

implementava uma quarentena estrita

e um r�gido controle comunit�rio

para diminuir a propaga��o do novo coronav�rus,

os cientistas estavam em uma corrida contra o tempo

para criar uma vacina.

Uma vacina � algo que em geral se injeta.

E ela previne as infec��es.

Ent�o, com a vacina,

voc� se protege da infec��o de um v�rus em particular.

A forma como uma vacina funciona �:

Voc� recebe uma fra��o

ou uma vers�o desativada do v�rus.

Seu corpo cria uma resposta imunol�gica a ele,

e ele se lembra disso.

Ent�o, se voc� tiver contacto com o v�rus novamente

meses ou at� anos depois,

essa resposta � muito mais r�pida

e protege voc� desse v�rus.

Existem muitos fatores envolvidos

na elabora��o de uma vacina.

Cientistas desse laborat�rio em Oxford, na Inglaterra,

est�o focados em criar um ant�geno.

Um ant�geno � a prote�na na superf�cie do v�rus

que leva o nosso sistema imunol�gico a reagir.

Parte crucial de uma vacina,

um ant�geno faz o nosso corpo ficar em modo defensivo.

Assim que a sequ�ncia do v�rus ficou dispon�vel,

n�s a usamos para sintetizar

algumas das prote�nas da superf�cie do v�rus.

Podemos fazer e purificar a prote�na

e ent�o disponibiliz�-la para empresas

que pesquisem vacinas,

empresas de diagn�stico ao redor do mundo.

Uma vez que o ant�geno esteja dispon�vel,

ainda h� muitos passos cient�ficos complexos

na elabora��o da vacina,

incluindo testes em animais.

Isso tudo,

antes dos testes cuidadosamente controlados em humanos,

que s�o realizados

para assegurar que ela seja segura e eficaz.

S� ent�o uma poss�vel vacina poder� ser oferecida ao p�blico.

Existem candidatas � vacina dispon�veis,

mas elas ainda precisam passar pelo processo de testes

antes de serem consideradas seguras

pro uso em qualquer pa�s.

Na busca urgente

por uma defesa contra a covid-19,

v�rias vacinas,

com formas diferentes de gerar imunidade,

passaram a ser desenvolvidas.

Entre as candidatas est� uma projetada

com base na caracter�stica prote�na perfurante do v�rus,

que ele usa para se conectar a e infectar c�lulas humanas.

A esperan�a

� que a vacina "treine" nossos sistemas imunol�gicos

para reconhecer e responder a essas prote�nas no v�rus.

A complexidade da elabora��o de prote��es duradouras

sugere que s� haver� uma vacina

para ser administrada na popula��o em alguns meses.

A tarefa pode ficar ainda mais desafiadora

se considerarmos o fato

de que os v�rus muitas vezes sofrem muta��es.

E uma vez que isso ocorre,

uma vacina desenvolvida

para uma cepa espec�fica de um v�rus,

pode se tornar ineficaz.

Os v�rus sofrem muta��es na natureza

porque �s vezes,

quando eles se reproduzem, eles cometem um erro.

E ent�o isso � conservado no DNA e na gen�tica daquele organismo,

e continua em futuras gera��es.

Outra muta��o deriva

de um rearranjo celular inesperado,

que � quando h� uma confus�o entre dois v�rus na mesma c�lula

e eles acabam combinando seu material

de tal forma, que geram um novo v�rus.

Alguns cientistas em Pequim j� afirmam que o v�rus evoluiu

e se dividiu em duas cepas diferentes.

A "Tipo I" e a "Tipo S".

Como � a primeira cepa, � mais prov�vel que a "Tipo S"

tenha surgido quando o v�rus saltou de animais para humanos.

A Tipo-I veio logo depois disso.

Mas, de acordo com pesquisadores,

� a cepa mais prevalente.

Mas outras vozes,

incluindo a da Organiza��o Mundial de Sa�de,

dizem que essas muta��es s�o normais em qualquer v�rus,

e por isso, s�o insignificantes.

Elas tamb�m n�o parecem afetar a forma como o v�rus age

e os sintomas que ele causa.

Paralelamente � corrida pelas vacinas,

um amplo leque de abordagens cl�nicas

era rapidamente testado,

incluindo o reposicionamento de rem�dios j� existentes.

Essas abordagens incluem algumas estrat�gias novas,

como o uso de plasma sangu�neo dos pacientes recuperados.

Em seu sangue

elas apresentam essa mol�cula chamada anticorpo.

Isso pode prevenir um v�rus de infectar outras pessoas

ou ao menos reduzir os sintomas.

Basicamente, voc� tira o sangue de pacientes recuperados,

purifica esse sangue,

e faz a transfus�o para pacientes em tratamento.

Mas essa t�cnica ainda cont�m v�rios riscos,

e mais pesquisas s�o necess�rias

para confirmar o grau de efici�ncia

e de seguran�a.

� muito dif�cil usar esse tipo de terapia

em larga escala

e seria dif�cil imaginar

como poder�amos tratar milhares de pessoas dessa forma.

Uma outra abordagem proposta pelos m�dicos

envolve antivirais:

Uma classe de medicamentos que combate o v�rus

ao suprimir sua habilidade

de se reproduzir dentro do hospedeiro.

Se pudermos encontrar um tratamento antiviral

que funcione,

ent�o isso com certeza vai mudar todo panorama

porque se tivermos um tratamento pra doen�a,

ent�o obviamente o impacto na propaga��o

vai ser diferente.

Em Wuhan,

alguns dos primeiros pacientes a ficarem em estado grave

come�aram a se recuperar.

Ao receber suporte respirat�rio

e uma s�rie de inje��es de anticorpos

para auxiliar seu sistema imunol�gico,

o pai de Wang Wei passou a ter esperan�a.

Durante o tratamento,

ele conseguiu respirar sozinho e passou a comer melhor.

O pai de Wang Wei recebeu alta e voltou para casa.

Mas seus pais continuaram cautelosos.

Desde que meu pai deixou o hospital

e veio para casa,

ele e minha m�e

est�o ficando em quartos separados.

Eles est�o mantendo a energia positiva.

No geral est�o felizes,

j� que o tratamento foi um sucesso.

O pai de Wang Wei teve sorte de sobreviver,

gra�as ao tratamento m�dico

usado para combater seus sintomas.

E enquanto o mundo esperava uma vacina,

mais solu��es pr�ticas imediatas

passaram a ser implementadas.

Lavar as m�os minunciosamente com sabonete

ou usar gel higienizante para m�os

se tornou o mantra

na preven��o da propaga��o do v�rus.

O rastreamento de contacto foi intensificado

com casos suspeitos colocados sob quarentena.

Para o resto das pessoas,

a dist�ncia social foi encorajada

com o intuito de limitar a propaga��o do v�rus.

E em alguns pa�ses,

o governo imp�s toque de recolher.

FIQUE EM CASA, SE CUIDE

DEVIDO AO CORONAV�RUS, A ASSOCIA��O DE COMERCIANTES

Essa � uma doen�a que se espalha atrav�s da comunidade

e por isso a solu��o est� na comunidade,

e ela precisa ser honesta.

Sabe, se voc� for procurado e for colocado em quarentena,

por favor, obede�a, siga a etiqueta ao tossir,

pratique o distanciamento social...

O distanciamento social

foi considerado uma estrat�gia crucial

para achatar a curva da pandemia.

Devido � escala exponencial com o que o v�rus se espalha,

at� mesmo uma redu��o parcial no contacto entre as pessoas

pode levar a uma grande queda na transmiss�o.

Se uma pessoa infecta outras 2,5 pessoas em m�dia,

ap�s 30 dias,

cerca de 406 pessoas ter�o sido infectadas

pelo caso original.

Mas se o distanciamento social puder reduzir

apenas � metade o n�mero de transmiss�es

a partir do primeiro dia,

ap�s 30 dias,

somente 15 pessoas estariam infectadas.

Existem muitas coisas que a comunidade pode fazer

para combater o v�rus.

Na verdade,

o engajamento das pessoas

precisa ser mais um aspecto dessa luta.

No in�cio de mar�o,

o mundo chegou a um ponto cr�tico.

O n�mero de casos fora da China

estava crescendo mais r�pido que na pr�pria China.

E tinha todas as caracter�sticas de uma pandemia.

Seu desenvolvimento poderia ser afetado

pela sazonalidade.

No passado,

mudan�as no clima ajudaram a reduzir as doen�as.

Eu n�o acho que foi o Ano Novo Chin�s

que tenha causado o movimento de massa

que disparou o surto.

Acho que foi o inverno, o frio da esta��o,

e a aglomera��o nos mercados de animais.

Os v�rus sobrevivem mais longamente

em ambientes com temperaturas menores.

Essa � uma das teorias, que sugere que o frio do inverno

poderia favorecer a propaga��o do v�rus,

e que ele poderia retornar no inverno do hemisf�rio norte.

Mas isso ainda n�o � consenso cient�fico

e alguns duvidam de que o v�rus seja afetado pelo clima.

Ser� que ele volta no pr�ximo inverno no hemisf�rio norte?

Dizer isso � sugerir que ele est� indo embora,

e eu diria que isso � improv�vel.

Eu acho que podemos continuar antecipando futuros epicentros.

A completa erradica��o de um v�rus

� uma tarefa dif�cil.

Mesmo que esse coronav�rus

consiga ser erradicado em humanos,

se continuar vivo em sua forma natural,

dentro de animais hospedeiros,

poderia reinfectar a humanidade.

E poderia, inclusive, se estabelecer

como um v�rus respirat�rio comum.

Acredita-se que a emerg�ncia dessa SARS seja um evento �nico,

e acredita-se tamb�m que ela seja um acontecimento natural.

Mas ainda n�o est� claro qual vai ser o desfecho, sabe.

Existe o perigo de novas infec��es.

O problema n�o � o conhecido, mas o desconhecido.

Nunca sabemos qual � o potencial de um v�rus quando ele surge.

O surto da SARS em 2003 pegou o mundo de surpresa.

O v�rus circulou por nove meses

at� ser erradicado em todo o planeta.

Especialistas preveem que a Sars Covid-19

e a doen�a que ela cria

podem durar muito mais tempo.

Mas parece que os pa�ses que foram diretamente afetados

pelo surto da SARS

responderam de forma mais eficaz,

implementando estrat�gias cruciais de conten��o

com rapidez.

Aprendemos que a comunica��o � vital.

Que compartilhar informa��es � vital.

As estrat�gias convencionas de resposta � epidemia funcionam.

E elas t�m que ser feitas com velocidade, rigor e min�cia.

E precisam ser implementadas

com o engajamento total da comunidade.

Se n�o mudarmos a forma como vivemos,

como plantamos,

como comemos,

ent�o sem d�vidas, vir� outro surto.

No final de mar�o,

houve um leve raio de esperan�a

para aqueles que retornaram ao marco zero em Wuhan.

O que se v� s�o os casos caindo drasticamente.

O povo da China tratou isso como uma guerra,

contra um inimigo invis�vel, sabe.

Sem d�vida, sentimos que estamos muito perto

de derrot�-lo.

Com uma queda acentuada

nos novos casos dom�sticos da covid-19,

a China come�ou a levar vantagem sobre o v�rus.

� medida que foi emergindo

do outro lado do campo de batalha,

o pa�s, assustado, abalado, mas otimista,

passou a oferecer sua merecida e suada expertise

ao resto do mundo,

cuja luta contra o v�rus est� no auge.

Enquanto outros pa�ses sofrem

com um n�mero de casos cada vez maior,

a China, e at� mesmo Wuhan,

come�am a reduzi-los, ou pelo menos cont�-los.

Em determinados lugares,

os moradores foram autorizados a sair da quarentena

pela primeira vez em semanas,

e os neg�cios come�aram a reabrir.

� muito libertador, sabe,

depois de quase dois meses de quarentena

voc� simplesmente caminhar pelas ruas da vizinhan�a.

As pessoas ainda est�o usando m�scaras ao sair,

e v�o continuar mantendo o distanciamento social,

porque agora todos em Wuhan sentem a responsabilidade

de n�o deixar isso voltar a acontecer.

A cidade reabriu gradualmente,

mesmo com o resto do mundo agora se fechando.

PORTA DA �NDIA FECHADA DEVIDO AO CORONAV�RUS

Por enquanto, as a��es dr�sticas tomadas pela China

parecem ter contido a amea�a.

O mundo deveria impor medidas restritivas,

para que as piores previs�es n�o se concretizem.

A corrida por uma vacina contra a Covid-19

ainda vai demorar algum tempo.

E n�o h� garantias de que funcione.

� por isso que os especialistas

dizem que a melhor prote��o contra a pandemia

talvez n�o esteja nos laborat�rios cient�ficos...

� um erro achar que a medicina pode impedir a propaga��o.

O que pode impedir a propaga��o � a ci�ncia do comportamento,

� as pessoas entenderem o que causa a infec��o

e como elas podem se proteger.

� o melhor caminho a seguir.

� a melhor forma de conter uma epidemia.

ESTE PROGRAMA FOI REALIZADO

DURANTE OS MESES DE FEVEREIRO E MAR�O DE 2020.

ALGUNS DADOS PODEM ESTAR DESATUALIZADOS.

PARA SABER AS �LTIMAS NOT�CIAS DA PANDEMIA,

CONSULTE �RG�OS OFICIAIS.

Legendas MasterDubbing

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.