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Isso estava delicioso.
Podia parecer um pouco mais entusiasmado quando cozinho.
� assim que me agradece?
O que est� pensando?
Se est� fervendo...
O que?
Um caf�.
Da pr�xima vez, voc� cozinha.
Se o caf� for como o resto da refei��o
em que ela escravizou um abridor de latas por cinco minutos,
ainda assim ela � encantadora.
Mesmo que cozinhar n�o seja seu ponto forte,
a noite � uma crian�a.
Ah, n�o!
- Boa noite. - Buonasera, signore.
Sou Domenico Naccaro.
- Posso entrar? - J� entrou, Sr. Naccaro?
Do restaurante?
O melhor restaurante italiano de Londres.
Sim, bem, j� jantei, Sr. Naccaro. O que posso fazer por voc�?
Ei, Maria?
Esta � minha filha Maria. Eu sou o pai dela.
Esta � minha neta.
Ela n�o tem pai.
Voc� � o �nico que pode salvar a honra da fam�lia Naccaro.
Como assim, salvar a honra da fam�lia Naccaro?
Signorina, para uma fam�lia italiana ter
um beb� sem papai � uma coisa terr�vel.
Sim.
Bem, tamb�m n�o � exatamente recomendado para fam�lias inglesas.
Boa noite, Casanova.
O nome � Simon Templar.
O SANTO
S03E13 - A Donzela em Apuros
Legenda por Susanawho
Entenda, Sr. Templar, h� cerca de um ano, papai e eu tivemos uma grande briga.
- Ela disse que eu era muito rigoroso. - E � mesmo.
Ent�o, consegui um emprego e sa� de casa.
N�o nos falamos por um ano inteiro.
Ela � muito impulsiva, a minha Maria.
Sim, posso ver isso.
Ent�o, durante um ano inteiro, Maria e eu n�o falamos uma palavra,
mas o que acontece nesse tempo? Um compatriota a est� vendo e pronto.
- Ele me pediu em casamento. - Pediu?
Agora sou av� sem genro.
Sim, mas quem � esse compatriota?
O nome dele � Giuseppe Rolfieri.
Rolfieri? O projetor dos edif�cios Apex?
Do mesmo grupo.
Por que n�o vai v�-lo?
- Tentamos, mas ele foi para o exterior. - Onde?
Ningu�m sabe.
O escrit�rio dele n�o tem um endere�o de encaminhamento?
Quer dizer que Rolfieri desapareceu no ar?
Sim, foi.
E sem se casar com Maria.
Sr. Naccaro, tem certeza disso?
Signore, duvida da minha palavra?
- J� foi � pol�cia? - Pol�cia?
Eles n�o o procurar�o.
O que se importam com o que aconteceu com a minha Maria?
- O que quer que eu fa�a? - Encontre-o, signore, encontre-o.
- N�o tenho tanta certeza. - Se for dinheiro, eu pagarei.
Sim, mas ele � italiano. Poderia ter voltado para a It�lia.
- Para Roma, N�poles, em qualquer lugar. - Eu penso o mesmo.
Papai entrou em contato com um primo em Floren�a.
Sim, em Floren�a, em Mil�o, em G�nova.
Temos fam�lia em toda a It�lia, signore.
Em 24 horas, saberemos se ele est� l�.
Por que voc� n�o fala com seus primos e depois nos encontraremos novamente?
Isso ser� amanh�.
Voc� vir� � Trattoria Naccaro,
Farei canelones e faremos planos.
- Bom dia. - Desculpe, senhor, ningu�m pode entrar.
Onde est� todo mundo?
O esquadr�o de Investiga��o est� l� agora.
Ah, demora?
Parece um grande problema, senhor.
- Quem est� no comando? - Inspetor Chefe Teal, senhor.
Tem raz�o, vai demorar.
Mas, senhor!
Tudo bem, vamos ver esse.
Aparentemente rico ou ele tinha contas em v�rios Bancos, Inspetor.
O que est� fazendo aqui?
Acredito que as felicita��es est�o na ordem, diz Claude.
O esquadr�o de fraudes te roubou da Yard ou � realmente uma promo��o?
N�o estou com disposi��o para brincadeiras com voc�, Simon.
- O que quer? - Tenho um compromisso.
- Aqui? Com quem? - Assunto particular.
Olhe aqui, Simon, se veio aqui para ver Giuseppe Rolfieri,
tenho o direito de saber porqu�.
Por qu�?
Porque haver� um mandado para sua pris�o nas pr�ximas horas.
E outro para voc� se retiver alguma informa��o.
Oh, meu Deus.
O Sr. Rolfieri realmente o aborreceu. O que ele fez?
N�o h� nada divertido sobre um grande furto.
Tamb�m n�o h� nada divertido em ataque criminoso, Claude.
- Certamente voc� exagera. - Grande furto?
Exagerar? Como voc� chama um milh�o de libras?
De muito dinheiro.
E pertencendo a milhares de pequenos investidores.
Ent�o, gra�as aos c�us, nem um centavo era meu.
Quer dizer que n�o � um investidor infeliz?
Desculpe desapont�-lo, Claude.
E nunca conheceu Rolfieri?
- Voc� j�? - Ainda n�o, mas vou.
- Isto �, se voc� o encontrar. - E a ela.
Cherchez la femme, uma c�mplice do sexo feminino.
Barbara Astral, ela passava como secret�ria dele.
Continue.
Ela � inglesa, tem cidadania italiana.
Bem, isso pode tornar as coisas muito dif�ceis para voc�
Se ele voltasse para seu pr�prio pa�s.
Voc� n�o poderia extradit�-lo.
N�o preciso que me fale sobre a lei.
S� estou tentando ajudar.
Por qu�?
Porque voc� tem uma boa cara. Cavalheiros.
Siga meu conselho e esque�a Rolfieri.
Isso n�o deve ser dif�cil.
Mas n�o posso prometer nada sobre o milh�o de libras.
Aqui estamos, espaguete � la Naccaro.
Uma escolha muito boa.
Signora Williams, sua lasanha estava boa?
- Absolutamente deliciosa. - Alegro-me que tenha gostado.
Com licen�a.
Sr. Templar, que bom v�-lo.
- Venha por aqui, por favor. - Obrigado.
Preparei os canelones mais deliciosos.
Tenho certeza que vai gostar.
Obrigado.
O que voc� descobriu?
S� que em poucas horas metade da pol�cia em
toda a Europa procurar� o seu Sr. Rolfieri.
Viu, o que eu te disse, hein?
O que voc� n�o me contou foi que ele desviou um milh�o de libras.
Um milh�o?
Mamma mia! Alessandro?
Um milh�o!
Um milh�o de libras n�o nos interessa.
O que ele fez com Maria � muito pior.
- Papai est� certo. - Com licen�a, Sr. Templar.
Este � meu filho, Alessandro.
Como vai? N�o vai se juntar a n�s?
- Conte a ele, papai. - Ah, sim.
- Papai tem uma ideia maravilhosa. - Sim, �.
Mas primeiro voc� deve concordar em ajudar.
Ele disse que dever�amos ir atr�s dele.
- Quem, Rolfieri? - Sim.
Voc� sabe onde ele est�?
Sim, em Floren�a.
Um primo, Dr. Guido Naccaro,
telefonou de Floren�a para dizer que ele estava morando l�.
Ent�o voc� e Alessandro ir�o para Floren�a e o trar�o de volta
para casar com a minha Maria.
Quer que sua filha se case com um vigarista?
Essa bambina, signore, deve ter o nome do pai.
Mas como o traremos de volta?
� a� que voc� entra.
- Voc� deve, come se dice rapire ? - Rapto.
- Rapt�-lo. - Raptar?
Isso � bem extremo.
Tudo bem, supondo que Alessandro e eu vamos para Floren�a,
de um jeito ou de outro, raptamos Rolfieri e o trazemos de volta para c�.
- Ent�o o que? - Ele se casa com Maria.
Ent�o n�s o mataremos.
Barbara, n�o comece a andar de novo, sim?
Por que n�o, estou presa neste mausol�u h� 10 dias.
Observando voc� entornar u�sque o dia todo e tentando crescer a barba.
Arthur!
Ningu�m pediu para voc� vir.
O que esperava que eu fizesse?
Sentar-me em Londres esperando ser presa?
Duas pessoas s�o mais f�ceis de rastrear do que uma.
Voc� deveria ter pensado nisso quando planejamos a coisa toda.
Cale a boca, Barbara.
Voc� nunca viveu assim em sua vida.
- Sim? - Mais soda.
E leve a garrafa vazia.
E troque sua jaqueta, est� suja.
Temos que empregar um macaco assim?
O que quer que eu fa�a, arraste as pessoas na rua da frente?
J� anunciei buscando pessoal.
Agora, pelo amor de Deus, cale a boca.
E para de reclamar, sim?
Giuseppe, tudo o que quero � minha parte do dinheiro.
- Ainda n�o. - Quando?
Querida, somos s�cios.
Mas voc� fica quieta. Eu sei o que estou fazendo.
Fico feliz que algu�m saiba.
Sou respons�vel pelo milh�o de libras,
n�o esque�a isto.
N�s somos respons�veis.
N�o se esque�a disso.
Obrigado.
Agora, do que esse seu primo � m�dico?
Oh, ele n�o � realmente um m�dico.
Ele s� gosta de ser chamado de "doutor".
Signora,
a� est�, bom garoto, Lorenzo.
- A� est�, signora. - Lorenzo, finalmente.
- Voc� vem pra casa com sua mam�e. - N�o se esque�a, signora,
- seu Lorenzo � al�rgico a morangos. - Grazie tante, dottore.
- Grazie, buongiorno. - Buongiorno.
Alessandro!
- Voc� engordou. - Ah, que bom te ver.
- Este � o famoso Simon Templar. - Sr. Templar, piacere.
Lieto, dottore.
Tio Domenico escreveu que estavam vindo.
Sejam bem-vindos � Floren�a, com todo o meu cora��o.
Grazie tanto.
Agora, Guido, o que h� de mais recente sobre Rolfieri?
Quem?
Oh, Rolfieri.
Rolfieri, ele mudou seu nome agora para Volponi.
Ele comprou uma casa do outro lado da cidade chamada Villa Di Milo.
Eu disse que ter�amos tudo sub controle.
Agora, se Rolfieri tivesse ido a Bolonha, a G�nova, a Veneza,
o resultado teria sido exatamente o mesmo.
A fam�lia Naccaro est� em todo lugar.
Voc� tem seu pr�prio tipo de M�fia particular.
Agora, Guido, o que mais.
Bem, ele mora nesta casa, ent�o com uma garota, muito bonita.
E todos os dias ele p�e an�ncio no jornal para motorista.
Todo jornal em Floren�a.
- Aqui, motorista. - Ah, motorista.
Bem, eu n�o posso ir. N�o posso deixar meus cachorros.
Claro que Rolfieri me conhece do restaurante.
Mas talvez...
Arthur!
- Ol�. - Sim?
- Signora Volponi? - Sim?
A posi��o de motorista que anunciou.
Talvez eu seja o homem que deseja.
N�o h� d�vida sobre isso.
Entre.
Grazie, signora, tenho as refer�ncias da Condessa Di Tali.
Quem est� a�?
O emprego, meu amigo, � todo seu.
� o novo motorista.
Oh, signora!
- Tem tudo que precisa? - Sim, tudo.
Bom, desculpe, o quarto � t�o pequeno, mas...
tenho certeza que ficar� confort�vel.
Si, signora, muito confort�vel.
Voc� conhece bem Floren�a?
Como a palma da minha m�o.
Seu ingl�s � muito bom.
Grazie, signora.
Gostaria de poder dizer o mesmo do meu italiano.
Seria um prazer lhe ensinar.
Verdade?
Certamente, estou a seu servi�o.
Que pensamento encantador.
Como se diz em italiano, "posso ter o prazer dessa dan�a?"
Posso avere l'onore di questo ballo?
O que?
Posso ter o prazer dessa dan�a?
Sim.
Barbara, o que est� fazendo?
Tenho que ir �s compras amanh�,
14:00hs.
Si, signora.
- Amanh�. - A domani.
Barbara!
Sim?
Por que o interesse no novo motorista?
Possivelmente porque ele � humano.
N�o deve haver brincadeiras, entende?
N�o vou deix�-la sair da linha.
N�o � da sua conta.
� da minha conta, um milh�o de libras.
Devemos ser pessoas respeit�veis.
Signore e Signora Volponi.
N�o haver� fofocas.
Jantar.
N�o vai durar para sempre.
N�o, � tarde demais.
Metade da pol�cia da Europa est� nos procurando.
Ficaremos quietos por um m�s.
Depois, uma r�pida viagem a Zurique,
coletaremos o dinheiro.
Mais um m�s com voc�.
� demasiado.
Barbara, depois disso, no que me diz respeito, pode ir para Born�u.
Como uma companhia constante, escolho um canibal a qualquer momento.
- Oi, Alessandro. - Oi, como foi?
Bem, n�o acha que eu peguei isso na beira da estrada, acha?
Nem precisei fazer um teste de volante.
Foi essa carta de refer�ncia da Condessa Di Tali que o fez.
Sempre escrevo o melhor.
Pode dizer isso de novo.
Qual � a estrutura da casa?
H� Rolfieri, um homem musculoso chamado Arthur, posso lidar com ele.
E a garota, tenho outros planos para ela.
- Ningu�m mais? - Apenas eu.
Agora � isso que vamos fazer.
Rolfieri bebe o dia inteiro.
Ent�o, vamos colocar uma coisinha no u�sque, algo como
Cloridrato. Pode obter algum?
Claro.
Duas gotas disso colocam um cachorro para dormir por 10 horas.
- Damos a Rolfieri quatro. - �timo. Tamb�m quero um avi�o.
Avi�o?
Sim, n�s o amarraremos e o levaremos de volta para a Inglaterra.
Um avi�o?
Temos um primo em quinto grau por casamento,
que � instrutor de voo.
- N�s temos? - Sim.
Na Copa do Voo na estrada de Bolonha.
- Eu esqueci. - Voc� esqueceu o que?
N�s n�o estamos falando.
Bem, ent�o pe�a desculpas, seja amigo.
Este avi�o, quando voc� quer?
- Meia-noite de amanh�. - Meia-noite de amanh�.
Tudo bem, ter�.
- �timo. E o narc�tico? - Narc�tico?
Ah, eu tenho que comprar na farm�cia amanh� de manh�, hein.
Bom, voc� d� a Alessandro, nos encontraremos amanh� � tarde entre
14:00hs e 16:00hs, fora do Banco Toscano, na Via Reperti.
Papai ficar� muito feliz.
Mas e Maria?
- Tchau. - Tchau.
Ei, precioso, quando terminar, fa�a esse.
Voc� ouviu?
Eu disse lave meu carro.
Tenho que terminar este primeiro.
Bem, voc� vai fazer, certo?
Fa�a um bom trabalho.
Voc� n�o deveria ter feito isso.
Agora tenho que lavar tudo de novo.
Que maneira rid�cula de lavar.
- Estou pronta, Sebastian. - Si, signora.
Jonas?
O seu novo motorista, Sebastian.
Ele n�o � motorista.
- O que quer dizer? - O que foi que eu disse?
Ele tem as melhores refer�ncias da Condessa Di...
Eu n�o ligo para o que ele tem. Ele n�o � motorista.
Nenhum motorista me bateu assim.
Talvez seja melhor voc� ficar de olho nele e ver o que ele est� fazendo.
Seria um prazer.
J� esteve em Floren�a antes, signora?
Nunca.
E nunca voltarei.
- Ciao, Alessandro. - Ciao, Sebastiano, come stai?
- Bene, e tu? - Oh, sto benissimo, conseguiu?
Fumo?
Grazie.
Palavras do tio de Guido na farm�cia.
S� 4 gotas e ele estar� pronto.
Avi�o arranjado?
Aguardando �s 22:00hs hoje � noite.
Vejo voc� mais tarde ent�o.
Maria e os sinos do casamento.
Acho que nunca segurei uma espingarda antes, ser� uma grande mudan�a.
- Alessandro, at� a vista. - Tchau, Sebastian.
Signora.
O que � isso?
Sou apenas um turista.
O que quer? Dinheiro?
N�o, informa��o.
O nome primeiro.
John. John Smith.
Passaporte?
- No meu quarto de hotel. - Sim?
Sebastian?
Si, signora?
Voc� tem que ser t�o formal?
Signora, sou apenas seu motorista.
Pode receber uma promo��o repentina.
Gostaria disso?
Grazie, signora, eu sou... come se dice ambicioso.
Bem, ent�o somos dois.
Assim, o nome � Barbara, ok?
Sim, Barbara.
N�o tenho pressa em voltar para a "Casa Sombria".
Leve-me a algum lugar.
- Lindo, n�o �? - Absolutamente lindo.
Sebastian, voc� � casado?
N�o.
Algum envolvimento emocional?
Por qu�?
Bem, muito em breve espero ganhar muito dinheiro.
Conte-me mais sobre essa sua fortuna.
Bem, uma velha tia minha acabou de morrer e me deixou toda a fortuna.
� apenas uma quest�o de tr�mites legais.
Quanto acha que vai receber?
Ap�s as obriga��es legais, cerca de meio milh�o.
- Meio milh�o? - N�o est� impressionado?
Oh, estou atordoado.
Acho que voc� � t�o ganancioso quanto eu.
Voc� simplesmente n�o quer admitir.
Meio milh�o � muito dinheiro.
Voc� pode comprar muita felicidade,
se voc� sabe como gast�-lo.
Eu sei.
E posso comprar o que eu quiser.
N�o posso?
N�o faz parecer muito rom�ntico.
O romance pode vir mais tarde.
Gosto de resolver os detalhes pr�ticos primeiro.
Eu tamb�m.
Quando voc� espera entrar nessa fortuna?
Ent�o nunca contratou um motorista chamado Sebastian?
Entendo. N�o, obrigado, conde Di Tali.
Lamento t�-lo incomodado.
Obrigado. Adeus.
Onde diabos voc� estava?
Olha, j� tive problemas suficientes por hoje.
Olha como fala ou eu vou desistir.
O que aconteceu com voc�?
- Voc� os seguiu? - Sim.
E?
Sebastian encontrou um amigo.
Um homem que se chama John Smith.
Mas o nome verdadeiro dele � Naccaro.
Alessandro Naccaro.
Filho de Domenico.
Ent�o, Sebastian foi plantado.
Quer dizer que ele � um policial?
Se ele �...
ele vai se arrepender do dia em que se alistou.
Um m�s inteiro, � imposs�vel.
N�o tinha ideia de que voc� fosse t�o impaciente.
Voc� � uma bella ragazza.
O que?
Voc� � uma garota muito bonita.
E muito atenciosa.
Sem passaporte, nada.
- Ele � esperto demais para ser um policial. - Eu lhe digo, ele foi plantado.
Ele tem que ser.
A fam�lia Di Tali nunca ouviu falar dele.
Escute.
Eles est�o de volta.
Acha que ele foi dormir?
N�o, � muito cedo.
Boa noite, Sebastian.
Digamos no meu quarto em uma hora e meia.
Si. Buona notte, signora.
Pela sua descri��o, deve ser o homem de Rolfieri.
Quando Rolfieri souber que meu nome � Naccaro...
Sim e descobrir que voc� conhece o motorista dele tamb�m.
Estaremos acabados.
Sim, e talvez o Santo tamb�m esteja acabado.
- Guido, devemos fazer alguma coisa. - Sim, vamos comer.
- N�o! N�o somos homens de coragem? - Voc� n�o est� com fome?
- Vamos. - Onde?
La Villa Di Milo.
O Santo pode precisar de n�s, ele pode estar em grave perigo.
- Vamos. - Oh tudo bem.
Acenda as luzes.
Arthur!
Quem � voc�?
Quem lhe enviou?
Naccaro?
Vamos!
Voc� n�o sabe, Sr. Rolfieri?
Isso foi tolice.
Seja qual for o seu jogo, voc� sabe demais.
Cerca de um milh�o de libras?
Acabou de assinar sua Certid�o de �bito.
Se ao menos n�o chegarmos tarde demais.
Olhe!
Mas esse era o carro de Rolfieri.
- E no banco da frente? - Eu vi o Santo!
Pegamos o caminho errado.
Si, si, si, eu viro.
Os freios far�o com que pare�a um acidente.
Empurre!
S� para mostrar que n�o h� ressentimento.
- Tudo certo? - Ok, chefe.
Che grand�ssimo Santo!
Um grande homem.
T�o gentil,
- t�o generoso. - E t�o corajoso.
Tudo est� perdido.
A honra da fam�lia, tudo.
Pobre Maria.
Bem, Guido, o Santo est� morto.
N�o podemos ficar sentados por aqui a noite toda.
Isso mesmo.
Santo!
Mas voc� est� morto!
Nem tanto. Consegui sair do carro antes que ele batesse na �rvore.
Oh, um milagre!
Um ato de Deus!
O que faremos agora?
- Continuamos? - Claro que sim.
Vamos para a Villa Di Milo.
S�o apenas dez e meia e temos um avi�o esperando.
Barbara?
Des�a aqui.
Fez um bom trabalho hoje � noite, Arthur. Voc� ser� bem pago.
Claro, chefe.
Barbara!
Guarde o carro e v� dormir.
O que � toda essa gritaria?
Seu amigo, Sebastian, � um impostor.
Um espi�o trabalhando para Naccaro em Londres.
Voc� est� louco.
- Eu lhe disse para n�o sair da linha. - N�o o fiz!
- Onde esteve a tarde toda? - Fomos dar uma volta.
- O que disse a ele? - Nada!
Decidiu que quer esse homem e quase destr�i tudo.
Onde ele est�?
Ele foi aposentado.
- O que fez com ele? - Nada.
E a partir de agora, fique a�. Entendeu?
N�o sair� e n�o conhecer� ningu�m.
Tudo bem.
Quando chegar a hora, dividiremos o dinheiro,
ent�o voc� pode fazer o que quiser.
Agora v� para o seu quarto e n�o me incomode.
Bem, � melhor colocar o belo adormecido no carro.
Alessandro, vamos l�. Levante seu cachorro grande, vamos l�.
Coloque-o no carro. Posso recolher o dinheiro.
Voc� assume as tarefas desagrad�veis, n�o �?
- O que aconteceu? - Sebastian raptou o chefe.
Pol�cia.
Eles n�o devem tir�-lo do pa�s.
Pol�cia!
O aeroporto.
Continue indo em frente.
- Mas... - Em frente!
Tudo bem.
Maria! Maria, n�s conseguimos!
Nosso genro n�o parece t�o bem, n�o �?
Aqui.
Ele ficar� bem em algumas horas.
Aqui, jogue-o aqui, at� que ele recobre a consci�ncia.
Tudo bem, calma com ele.
N�o quero perd�-lo depois que o trouxemos t�o longe.
Sr. Templar,
como posso lhe agradecer?
Eu lhe prometo que pelo resto da sua vida
comer� de gra�a na Trattoria Naccaro como meu convidado.
Obrigado, Domenico.
Maria, est� pronta para o casamento?
Sim, senhor.
�timo. Quando � que vai ser?
Primeiro n�s o limpamos, o preparamos, �s duas horas da tarde.
E os seus clientes?
Oh, o restaurante estar� fechado o dia todo.
Oh, tudo bem. Vou para casa, tomo banho, fa�o a barba, troco de roupa,
e voltarei a tempo para, quem sabe, posso at� ser o padrinho.
Signore, primeiro tomar� uma x�cara de caf�, n�o �?
N�o, obrigado, detestaria estragar meu apetite,
antes do bolo de casamento.
� um amigo t�o corajoso, sempre pronto a ajudar as pessoas com problemas.
Arrivederci.
Acho que talvez ele tenha uma suspeita, n�o �?
Sim, � melhor n�o nos arriscarmos.
Pegue um pouco de �gua gelada, Maria. Despertaremos Rolfieri.
Bem-vindo de volta a Londres.
Ent�o, como se sente, signore?
Domenico!
- N�o entendo. - Ah, � uma longa hist�ria.
Por que estou amarrado?
- O que quer? - Dinheiro.
Que dinheiro?
O dinheiro que voc� desviou da sociedade constutora.
Quanto?
Oh, n�o somos gananciosos, signore.
- S� queremos a metade. - A metade?
- Voc� est� louco. - Oh, n�o, � simples.
Voc� nos paga e ficar� livre, livre como passarinho para voltar � It�lia
Onde ningu�m poder� lhe prejudicar.
Ou ent�o teremos que entreg�-lo � pol�cia.
Eles estar�o muito interessados em dizer "ol�"
e talvez "adeus" por 10 ou 15 anos.
N�o tenho dinheiro na Inglaterra.
- Onde ent�o, Su��a? - Em um belo cofre?
Com seu pr�prio n�mero pessoal?
Maria.
Talvez tentemos um pouco de persuas�o gentil.
- Mas n�o podem... - E a quem voc� se queixaria?
- � pol�cia? - Ah, n�o.
O Sr. Rolfieri � como eu, � um homem de neg�cios.
Estou certo de que podemos chegar a um acordo.
Se eu fizer um acordo, e depois?
Ah, n�s o trouxemos aqui da It�lia,
encontraremos uma maneira de lev�-lo de volta para l�,
digamos, por meio milh�o de libras?
Eu lhe dou 250.000 libras.
- Meio milh�o. - N�o tenho mais nada!
Maria?
O nome do Banco.
Nacional de Zurique.
O n�mero do cofre.
- 27... - Vamos!
- 27... - Vamos!
N�o me lembro!
Eu escrevi em Floren�a.
N�o me lembro, asseguro.
Posso ajudar?
Voc� est� morto!
Nem tanto.
E como est� o noivo feliz da noiva?
Est� sendo um pouco teimoso.
Que pena.
Voc�s s�o uma fam�lia t�o encantadora.
- O que vai fazer comigo? - Desamarr�-lo.
Est� brincando.
Experimente, veja se estou rindo.
- Mas n�s somos amigos. - E voc� odiaria me ferir.
Oh, com todo o meu cora��o.
Isso n�o foi muito amig�vel, foi?
Acabou de arruinar uma bela amizade.
Acho melhor largar o cutelo, Sr. Naccaro.
Claude, bem a tempo.
Pronto para acabar com voc�, Templar.
Sequestro � um crime capital.
Seu sequestro foi denunciado pela pol�cia italiana, Sr. Volponi.
O que a pol�cia italiana n�o informou, foi que estes
bons e respeit�veis cidad�os
me ajudaram a trazer um criminoso perigoso � justi�a,
Giuseppe Rolfieri.
Do que voc� est� falando?
Ah, claro, eu esqueci, voc� n�o o conheceu, n�o �?
Este � Giuseppe Rolfieri, Inspetor-Chefe Teal da Yard.
Quer me dizer que nenhum de voc�s teve segundas inten��es em traz�-lo de volta?
Segundas inten��es?
Claude, o Sr. Naccaro aqui � um dos homens mais destacados de Londres,
al�m de ser um dos melhores donos de restaurante.
Posso me contentar com sua hist�ria se souber um pouco mais sobre o milh�o de libras.
Ah, bem, est� depositado em uma conta numerada no Banco de Zurique.
E n�o me lembro do n�mero.
Bem, talvez eu possa ajud�-lo.
Veja, voc� � um homem muito met�dico, Sr. Rolfieri.
Enquanto examinava seus documentos em sua casa em Floren�a,
me deparei com isso.
Ah, � grosseiro roubar.
Tudo bem, leve-o embora.
Tudo bem, Simon,
por enquanto, terei que acreditar em sua hist�ria.
Obrigado, Claude.
- Oh, h� uma... - Sim,
Farei com que receba a recompensa.
Voc�, voc� nos enganou.
Voc� deve estar louco.
Voc� tinha um milh�o de libras na m�o e a entregou.
E para a pol�cia.
Mas como suspeitou que planej�vamos espremer Rolfieri?
Minha intui��o.
Foi um esquema bastante brilhante, exceto por
alguns pequenos erros que cometeu aqui e ali.
- Erros? - Como quais?
O beijo que lhe vi dando em Maria h� pouco tempo.
Isso foi muito pouco fraternal.
Isso mesmo.
- Sou o marido dela. - Sim.
- Ele � o pai do beb�. - Isso � bom.
Mas por que voc� n�o contou a verdade � pol�cia?
Detestaria contar a verdade � pol�cia, a menos que seja absolutamente necess�rio.
Al�m disso, ainda n�o provei seu canelone.
Canelone.
Maria, Alessandro.
Para o nosso bravo Simon Templar, uma grande festa.
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