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J.R. Não, J.R.
-J.R., nós nunca mais fizemos amor. -Não quero ir pra cama com ela.
-Então por que se casou com ela? -Você é a única que me excita.
Cliff Barnes está criando problemas?
Não, está só bisbilhotando. O que ele pode encontrar?
Cliff Barnes está dando uma coletiva. Bem agora.
Ele tem um documento em mãos.
É uma cópia da hipoteca do Orloff.
Há uma espiã na casa.
CENTRO EMPRESARlAL DE DALLAS
Legenda por Susanawho
S01E03 - Uma Espiã na Casa
-Pronto, querida. -Como consegue pensar lá dentro?
Pensar eu penso, só não consigo ouvir o que penso.
-lsso não pode esperar? -Não. Estou fazendo algo...
que precisa ser feito. Tome.
-Julie, vai sair pra almoçar? -Fazer compras.
Vai trazer alguma coisa?
-O que você quer? -Bem, acho que quero...
-Um rosbife no pão de centeio. -Sou chato, não?
Não é chato. É só previsível.
Assim sou eu...
como você bem sabe. A não ser que tenha esquecido.
Enfim...
Chega. Vou terminar esse cálculo em casa.
Bobby, os arquivos vermelhos deviam ficar no escritório.
Que alternativa tenho? O papai precisa disso pra hoje...
...e não dá pra trabalhar aqui. -Tudo bem, mas tome cuidado.
Te vejo em casa. Boa noite, Connie.
-Vou com você, Bobby. -Tudo bem.
-Pão de centeio... -Com mostarda e maionese.
lsso mesmo.
Ficará bonito quando estiver pronto.
-Gostou de ter saído da estrada? -Vou adorar...
depois que terminarem de consertar tudo.
-J.R. acha que você se sentirá preso. -Não, ele espera que me sinta preso.
Está tudo do jeito que quero. Gosto do escritório, gosto...
-E de estar casado? -É a melhor parte.
Teria sido bem mais fácil pra Pammy se J.R. tivesse se casado com você.
Bem, não foi escolha minha.
-Olhe, desculpe, eu não... -Tudo bem, Bobby.
-Isso é passado. -Águas passadas?
É isso aí. Cuide-se, viu?
-Você também. Tchau. -Tchau.
-Cliff Barnes. -Precisamos parar de nos ver assim.
Você é o inimigo, Sr. Aranha. Não devíamos ser vistos juntos.
-Por isso é tão excitante. -Para você, talvez.
Por acaso já lhe falei que depois das 18 horas o Sr. Aranha vira príncipe?
-Pena, nunca verei a transformação. -Poderia ver, se jantasse comigo.
Dois drinques e arrancará de mim todos os segredos dos Ewing.
-Não seria legal? -Você tentando arrancar...
...e eu segurando? -Claro.
-Até eu descobrir seu ponto fraco. -E aí eu sussurraria em seu ouvido.
Nomes, datas, lugares...
Não está cansado dessas discussões?
Ponha um fim nisso. Você pode.
Estamos em lados opostos.
lsso não devia impedir que jantássemos juntos.
Mas impede.
Bem...
Pense nisso.
LAVANDERlA Se mudar de ideia...
-Quer que eu pegue suas camisas? -É. Não, esse é meu novo telefone.
Ainda não está na lista.
-Seria legal. -Acho que sim, Cliff Barnes, mas...
tenho de ir.
Pode ser que esteja subestimando Cliff Barnes.
Não, ele é apenas um inconveniente.
Só isso. Já vi centenas deles ir e vir.
Fico feliz em saber. Sabe o quanto precisamos de você no Senado.
Já era, meu amigo.
-Que tal um drinque? -Não, é muito cedo pra mim.
Nunca é cedo pra você, Bill.
Tudo bem, um pouco de uísque.
-Ainda toma puro? -lsso mesmo.
É assim que eu gosto!
-É um ótimo uísque. -Obrigado.
Sabe, acho que Cliff Barnes é um pouco diferente dos outros.
Ele tem algo pessoal contra os Ewing.
Quando crava os dentes em alguma coisa, parece um buldogue.
Eu sei o que quer dizer.
Bem, os investigadores da Comissão dele...
tomaram café com minha secretária. Um café, olha só, nem um drinque.
Perguntaram a ela como o senador...
tinha cadeira cativa na linha de 5O jardas dos jogos dos Cowboys.
Acho que souberam do camarote que você consegue todo ano.
Bem, vou lhe dizer, Lillian é muito espertinha.
Ela disse: ''O senador é um pouquinho mais velho que o estádio, sabe?
Ele estava sentado lá quando o construíram...
e não tiveram coragem de tirá-lo de lá.''
Essa foi boa.
Jock, quando seu filho se casou com a garota Barnes, achei que Cliff...
Nem pensar. Ele decerto vê isso como outra...
atrocidade dos Ewing.
A propósito, Bill...
Cliff Barnes está causando problemas?
Não, está só bisbilhotando, o que ele pode encontrar?
Todos os nossos acordos são feitos com um aperto de mão.
Eu brindo a isso.
Dê as cartas.
Continuo leal como sempre, Jock, em todas as votações.
O problema não é esse.
Podíamos contar com você para manter as coisas enterradas.
Você usava seu poder por nós.
Entre.
-Oi, papai. -Oi, você chegou cedo.
Os carpinteiros estão fazendo uma bagunça. Senador Orloff.
Bobby, prazer em vê-lo. Conheci sua mulher. Ela é muito bonita.
-Ela é, sim. Muito obrigado. -Nos dê licença um minuto, Bill.
Sirva-se de mais um drinque.
-Verificou aqueles arquivos? -Estão bem aqui.
-Tem de pegar tudo, entendeu? -É tão ruim assim?
Ele me contou uma história da carochinha sobre cadeiras cativas.
-Está morrendo de medo do Cliff. -Se ele está com medo...
-...pra que cobrar a dívida dele? -É isso que pensa de mim, garoto?
-O quê? -Quero ajudar o pobre coitado.
-Resgatar a dívida. -Desculpe.
-Algumas serão difíceis. -Basta escondê-las.
Ele ficará bem e nós também.
Oi.
Você está lendo há mais de duas horas.
Você queria um marido executivo.
A maioria dos executivos faz uma pausa.
-Que tipo de pausa? -Para descanso e recreação.
Você não tinha de buscar Lucy na escola?
Sua mãe foi hoje.
Bem, quando poderei ver minha casa nova?
Que tal agora? Vamos testá-la?
Cadê meu pegador de panela?
-Está faltando um pacote. -Qual?
Comprei um presente para alguém e não posso...
Este?
Não. Espere um minuto, aqui está.
Acho que é este. É este. Obrigada.
Tio Bobby, está matando serviço?
Trouxe trabalho para casa. Estou só fazendo uma pausa.
-Quero lhe mostrar nossa casinha. -Por que não mostra pra mim?
Assim o tio Bobby pode voltar ao trabalho.
-Não seria a mesma coisa. -Acho que não.
-Pamela, como anda a reforma? -Lenta, Dona Ellie.
Vamos dar uma olhada. Como vai, Sue Ellen?
Bem, obrigada, Bobby.
Se precisar de ajuda, não tenha vergonha de pedir.
Não terei.
Sei que fará um ótimo trabalho.
Precisa de ajuda, Sue Ellen?
Não, obrigada, Lucy.
Sue Ellen, por que J.R. nunca vem almoçar em casa como o Bobby?
O trabalho de J.R. exige mais.
Claro.
-Oi, querido. -Oi.
-Nossa, que surpresa. -Aqueles carpinteiros parecem...
estar construindo uma casa, não apenas prateleiras.
Gostei desses carpinteiros. Fizeram você voltar mais cedo.
-Como foi seu dia? -Acabei de contar.
-O que é isso aqui? -Certo, os carpinteiros...
-Meu dia foi bom também. -Foi?
Fiz umas comprinhas com Dona Ellie.
Bem...
Não sei o que me deu. Achei que devia mudar um pouquinho o visual.
Não é isso que vai mudar seu visual. Não parece com você.
Eu sei, mas...
pensei em vestir para você hoje à noite.
-Suponho que mudou de ideia. -Não. Eu...
Bem, acho que sim.
-Devolverei amanhã cedo. -Boa ideia. Vou tomar um banho.
J.R.?
J.R., pode vir aqui um minuto?
-O que foi? -Pode vir aqui um minuto?
Claro, querida, o que foi?
Estava pensando se você poderia...
...adiar seu banho um pouco. -Estou todo suado.
Eu sei, mas você sabe que gosto de você de qualquer maneira.
Até suado.
O que deu em você? Que papel ê esse que está fazendo?
O papel de mulher, ê isso que estou fazendo.
Não a mulher com quem me casei. Vista-se, sim?
-J.R.? -O que foi agora?
J.R., somos casados.
E às vezes acho que você se esquece disso.
Não acho isso nada excitante. Pra mim é vulgar.
-Vulgar? -Você anda saindo muito com aquela...
sua cunhada. Não vou admitir isso.
-lsso não tem nada a ver com Pamela. -Não voltei cedo para brigar.
Eu também não quero brigar.
J.R. Não, J.R! J.R., temos que conversar.
-J.R., nós nunca mais fizemos amor. -Já chega!
J.R.!
Há meses não conversávamos assim.
Eu sinto falta.
Conversar faz você se sentir melhor?
Sabe o que eu acho?
-O quê? -Você devia tomar outro...
voltar pra casa e ir pra cama com sua mulher.
Não quero ir pra cama com ela.
-Então por que se casou com ela? -Por favor, Julie...
...já conversamos sobre isso. -Devia se lembrar de quem ela foi:
Miss Texas, a garota mais bonita do Estado.
-Ponto pra você e pra sua família. -O que está tentando fazer?
Você é a única que me excita.
-A única que sabe me excitar. -Você me ensinou.
Você me disse do que gostava.
Por que não ensina Sue Ellen? Por que não conta a ela?
Não quero mais falar na Sue Ellen.
Sobre o que você quer falar?
J.R., isso não funciona mais, assim não.
Você ainda me ama assim?
Eu te amava antes de Sue Ellen.
Sabia que nunca se casaria comigo. Mas aceitei as circunstâncias.
Todos esses anos você veio aqui...
e eu deixei, mas de manhã...
de manhã, J.R...
Você é a única com quem posso conversar, com quem posso contar.
J.R., todas as manhãs eu tomo café sozinha.
-Deixe-me seguir minha vida. -Preciso de você.
-Deixe-me seguir minha vida. -Preciso de você agora.
-J.R., por favor. -Preciso de você agora.
-Quando foi seu aniversário? -Antes de ontem.
Droga.
-Esqueci. -Não importa.
lmporta, sim.
Não, não importa.
Passe a noite comigo. Faço café da manhã pra você.
Não posso.
Compre uma roupa bem bonita.
Alô.
Julie?
Que bela surpresa.
Sobre aquele jantar...
Sim, eu tentando arrancar e você segurando.
-Estamos combinados? -Sim, e ainda fica por minha conta.
-O café já está pronto, Connie? -Já. Quer ajuda?
Não, obrigada. Faço isso sozinha há anos.
-Do que Orloff tem tanto medo? -Tem medo porque está amolecendo.
Não há nada na lista que possa nos incriminar. Estamos bem protegidos.
Espere aí. Tem uma coisa, sim.
Temos uma hipoteca da casa de Orloff.
US$ 5O mil. Ele nunca pagou e nós nunca cobramos.
Não tem problema. É tudo legal, só não foi registrado.
-Só existe uma cópia, e está conosco. -Quero ver.
-Acho que deixei em casa. -Esse é o problema.
Esses arquivos não podem sair do escritório.
Vou ligar pra Pammy e resolver isso.
Droga.
Falei mil vezes pra não levar as pastas. Não sei qual é a dele.
Orloff precisa ser lembrado de quem são seus amigos.
Vamos usar de convencimento.
Ele me fez alguns favores anos atrás...
quando buscávamos clientes em tudo que é canto.
Nunca me esqueço dos amigos, Júnior. Nunca.
-Alô. -Oi,querida.
-Oi, amor. -Acho que deixei uma pasta em casa.
-Deixou? Onde? -Eu estava no sofá.
Vai ver caiu debaixo de alguma coisa. É uma pasta escrito "Orloff".
É uma hipoteca.
''Orloff.'' Espere um minuto.
''William Orloff''.
-Certo, encontrei. -Ótimo. Pode deixar aqui...
...antes de ir à casa do seu irmão? -Claro.
-Eu te amo. -Eu te amo.
Tchau.
Oi, Pam. Essa é a pasta do Orloff?
É sim. Como vai, Julie?
Bem.
-Quer falar com Bobby? -Ele está?
-Espere no escritório. Vou chamá-lo. -Certo, obrigada.
Que bonito.
-lsso é tudo. -É ótimo.
-É? -Fez um ótimo trabalho.
Não é nem metade da sua casa.
Tive tanto trabalho hoje no escritório. Obrigada.
Comecei a achar que iam me ligar em casa e eu...
não queria que eles interrompessem nossa noite.
Pra mim, isso foi um elogio e tanto.
Não vá supor que vim Até aqui porque decidi alguma coisa.
Você tomou a decisão quando me ligou ontem à noite.
-Quer xerez? -Quero.
-Você está autoconfiante demais. -Não, não estou. Acredite, não estou.
É que...
por que me ligou de repente?
-Não quero falar disso agora. -Está bem.
Vou acreditar que é por causa do meu charme e beleza.
Tem razão nos dois motivos.
-Oi. -Oi.
O que é isso?
Um bônus.
Se esse documento for legal, os Ewing subornaram Orloff.
Não coloque palavras na minha boca. Quero ser bem preciso nisso.
Os Ewing têm uma hipoteca da casa do Senador.
US$ 5O mil. Até hoje ele não pagou nem um centavo.
-Se isso não é suborno, o que é? -Um favor.
Um empréstimo discretamente esquecido.
Pra mim, isso sugere que Orloff não está a serviço de quem o elegeu.
-O que foi agora, Sr. Barnes? -Vou entregar o documento...
à Comissão quando voltar a Austin.
Eles decerto vão querer falar com o Senador, não?
Eu não ficaria surpreso.
J.R., acho que temos um problema sério aqui.
Cliff Barnes está dando uma coletiva agora.
Ele tem um documento em mãos.
É uma cópia da hipoteca do Orloff.
Diretamente da pasta que meu irmão esqueceu de colocar na maleta ontem.
Pasta que sua adorável esposa nos entregou em Dallas...
onde, por acaso, almoçou com o irmão, Cliff Barnes.
Como será que Cliff Barnes conseguiu aquele documento?
Há uma espiã na casa.
Não tem o direito de fazer uma acusação dessas.
-Seria um idiota se não achasse isso. -Ela é minha mulher.
-Como ele conseguiu o documento? -Não sei, mas ela não deu pra ele.
-Então quem deu? -Parem com isso! Parem com a gritaria!
Desculpe, mãe. Você deixou o documento aqui.
-E ela o levou para nós. Pelo que sei... -Talvez não saiba o suficiente.
O único momento em que aquela pasta ficou fora de nossas mãos...
foi quando estava com ela.
Pai...
sabe que ela não faria algo assim.
É melhor alguém se pronunciar.
Ela ê minha mulher. Ninguém vai defendê-la?
-Está pedindo muito, Bobby. -Só peço que minha família...
acredite na minha mulher!
Não me peçam para escolher.
-Desista. -Sem chance.
Faça as malas. Vamos para um hotel Até tudo isso acabar.
-Não fui eu, Bobby. -Eu sei disso.
Tem certeza?
-Eu te conheço. -Conhece mesmo?
Uma parte de você não desconfia de mim?
Nem um pouco.
Querida, quando trouxe a pasta, você não parou em nenhum lugar, parou?
-Ai, Bobby. -Eu disse que acredito em você.
Minha própria família. Ninguém disse nada, ninguém a apoiou.
Odeio ficar entre vocês.
Esqueça. Só que não podemos mais ficar aqui.
Seu irmão te contaria onde conseguiu a pasta?
Posso perguntar.
Foi o que pensei. Vamos.
Cliff. Cliff!
-Eu não entendo. -Não tem o que entender.
O senador Orloff conseguiu bloquear todos projetos de lei que apoiei.
Ótimo. E a irmãzinha é que leva na cabeça?
Não pensei nisso.
Mas você sabia no que estava se metendo ao se casar com um Ewing.
Sabia que eu não ia amolecer, e você também não ia querer isso.
Não. Mas sou eu, Cliff.
E fiquei entre meu marido e a família dele.
Que posso fazer se os Ewing não confiam uns nos outros?
Só quero que você...
Alô.
Não posso discutir isso agora.
Achei que só ia mostrar aquilo... para ele para se livrar dele.
-Podemos falar sobre isso à noite. -Hoje à noite? Bem...
Tudo bem.
Orloff não pagou nada. Não pagou nem os juros.
Temos o direito de exigir o pagamento total.
Tecnicamente isso livraria a sua cara.
-Dizer que me descuidei? -Sim.
Se fizer isso, Orloff perde a casa.
Ele sabia do risco quando aceitou o dinheiro.
Obrigado, Ed. Avisaremos quando decidirmos.
-Não há muito que decidir. -Dê lembranças a seu pai, está bem?
Tudo bem.
Pai, deve haver outra maneira.
Lembre-se sempre de uma coisa, Bobby:
É muito difícil ser duro com um velho amigo.
Você já foi à minha casa, não?
-Já, Senador, algumas vezes. -Sim, claro que foi.
-É uma bela casa, não ê? -Sim, ê sim.
Eu e Dorothy adoramos aquela casa.
Visitamos outras casas maiores, melhores.
Aí voltamos pra casa, e sorrimos porque gostamos mais da nossa.
Como vai?
Acho que é a melhor coisa que temos na vida:
Nosso lar. Não é?
Senador, vamos reclamar o empréstimo hoje.
-Bobby, não tenho o dinheiro. -Daremos ao Senhor amanhã.
Não pode fazer isso, filho. Esses repórteres...
...vão querer saber onde consegui. -Não há nada ilegal em emprestar...
...mais US$ 5O mil ao senhor. -Bobby, isso seria antiético.
Eu não poderia manter meu mandato.
-Bobby, o que está dizendo? -Que pode manter sua casa.
Mas eu teria de renunciar ao Senado.
-Sim, senhor, teria. Hoje. -Não, isso seria admitir tudo.
-Vou enfrentar isso e limpar meu nome. -Senador. Fatos são fatos.
E Cliff Barnes tem um documento provando.
Não há como tentar negar algo que está claro como água.
Renunciar?
Acho que não tenho escolha.
-Sinto muito. -Claro que sente.
Bobby, como Cliff Barnes conseguiu tal documento?
Ainda não sabemos.
Entendo.
Falei com Cliff. Ele não vai me ajudar.
Ele às vezes me assusta. É tão radical.
Ele não pode revelar a fonte, amor. Eu também não revelaria, se fosse ele.
E a sua família, Bobby? Como vamos fazer com que vocês se reconciliem?
''Nós'' nos reconciliemos.
Descobrindo como o documento foi divulgado.
-Quem tinha acesso a ele? -Papai, eu e J.R.
Bem, descartamos seu pai.
J.R. também não iria perder seu braço direito no Senado...
...só pra me deixar mal. -Não foi você e não fui eu.
E Julie? Ela foi a última a pegar na pasta.
-Amor, ela está com J.R. há anos. -Eu sei.
-Mas já que não fui eu... -Voltamos à estaca zero.
Certo, amanhã cedo vamos juntos ao escritório antes de todos chegarem.
Descobriremos o que aconteceu.
Estaremos na fazenda de novo rapidinho. Espere e verá.
J.R. terá de pedir muitas desculpas.
Claro que sim, querida.
Certo, já falamos do Super Bowl, do Superdome...
do futuro dos Cowboys, e de como Tom Landry nunca sorri.
Agora podemos conversar sobre a coletiva?
Quando eu soube, quase tive um ataque.
Tenho certeza de que até Mata Hari teve maus momentos.
Claro, logo antes de a encostarem na parede e atirarem nela.
sério, Cliff, eu não entendo.
-O que não entende? -Todo esse fuzuê.
Você queria se livrar do Orloff. Por que não foi direto nele?
Tecnicamente, Orloff não fez nada ilegal.
Se eu mostrasse aquele documento pra ele, ele ligaria para Jock Ewing...
e eles inventariam uma saída.
Um recibo perdido, uma conta secreta, US$ 5O mil extras.
-Por que não podem fazer isso agora? -Porque...
ele está em evidência. Não pode agir.
Mas se é legal...
Ele afundou. Ele pegou US$ 5O mil dos Ewing...
não pagou nem um centavo, votou sempre a favor deles...
Deixe a Comissão de Ética cassá-lo!
Eu sinto pena dele. Ele é...
-Ele não é mau. -Julie, ele é um corrupto.
''Julie, ele é um corrupto.''
-Nossa, como está bravo! -Você sabia disso.
Também sei que você é muito sensível atrás dos joelhos.
-É mesmo? -Vou lembrá-lo disso.
-Ela pode ter feito uma fotocópia. -Não pode ser a Julie.
Por que tem tanta certeza?
Porque ela e o J.R. tiveram...
...aliás, têm um negócio há anos. -Que tipo de ''negócio''?
Não ê bem um caso.
Sexo?
Não regularmente. Ela gosta de consolá-lo quando ele está triste.
-Aí está. -Eu não entendo.
Ele mudou de número há poucos dias e ainda não consta na lista.
-Alô. -Cliff?
Pensei que não quisesse mais falar comigo.
-lsso foi ontem. -Tudo bem, aceito suas desculpas.
Quem disse que pedi desculpas?
-Tem alguém aí? -Um cavalheiro nunca conta.
-Quero ir aí falar com você. -Vai brigarcomigo de novo?
-Não, é algo pessoal. -Trabalhei muito hoje, Pam.
Por favor...
-Quando? -Estou na fazenda. Daqui uma hora.
-Eu espero. -Eu, não.
Não, espere. Temos tempo.
-Não tanto tempo assim. -Não quero que vá embora.
É bom ouvir isso.
Não quero que sua irmã me veja aqui.
E você não vai querer isso também.
Você é bonita e inteligente...
Vou pegar um café para nós. Quer alguma outra coisa?
Não, meu namorado gosta da minha silhueta assim.
E agora o noticiário das 8:00hs.
O SenadorWilliam Orloff renunciou hoje.
lsso se deu logo após vir a público um empréstimo questionável...
feito pelo senadore revelado ontem durante uma coletiva...
pelo presidente da Comissão de Investigação do Senado, Cliff Barnes.
Por que desligou? Eu queria ouvir.
Cliff?
Cliff.
Pensei que era isso que queria.
Disse que queria se livrar dos corruptos...
...e devolver o governo ao povo. -E quero.
Ainda quero.
Mas preciso do Orloff. Por meio dele...
posso desenterrar todos os podres dos Ewing, para todos saberem.
Você quer pegar os Ewing, não dá a mínima para a ética.
Ainda podemos fazer isso porque você tem acesso aos papêis.
-Cliff, por favor. -Escute, lembra-se...
do negócio com terras que J.R. fez há dois anos?
E as concessões de exploração que ele comprou a 5O centavos por dólar?
café?
Quanto mais rápido eu sair daqui, melhor.
Bem, e quanto a nós? Não era encenação, eu e você.
Você é igualzinho ao J.R. Só sabe usar, usar, usar.
Sempre fui honesto. Eu disse desde o início...
que tentaria arrancar informações de você, disse que te usaria.
-Me fez crer que era uma causa nobre. -Sou o mocinho. Eles são os vilões.
-Essa é a diferença. -Não dessa perspectiva.
Estou saindo do mesmo jeito: Usada.
-Quero falar com você. -Estou indo para o escritório.
-Há quanto tempo sai com meu irmão? -Quem disse que saio com seu irmão?
Sei que deu a papelada ao Cliff e isso agora é assunto meu.
Pam, se você não consegue se segurar com os Ewing...
-É isso que está te incomodando? -Não tem nada me incomodando.
Entendi. Somos duas batalhadoras.
Você aceitou o que podia ter com J.R. e eu me casei com Bobby.
Fiz o que você teve medo até de tentar.
Olha, me deixe em paz.
Se você tivesse se imposto, poderia ser a Sra. Ewing.
O que você tem agora, Julie? Nada. Nem mesmo amor próprio.
Oi, Bobby. Julie ligou?
Não, ela deve estar dando mais documentos ao Cliff Barnes.
O que você disse?
Julie deu o documento do empréstimo ao Barnes.
Essa é a coisa mais ridícula que já ouvi.
Mas é possível. Provável, aliás.
Você deve estar desesperado. E tem uma imaginação muito fértil.
Julie conhece Barnes.
-Como sabe? -Deixa pra lá.
Pamela deu o arquivo a Julie. Julie teve a mesma oportunidade...
de copiar tudo e entregar ao Barnes.
Pare de inventar coisas.
Ela trabalha pra nós há muito tempo. Ela merece o benefício da dúvida.
-E a minha esposa não merece? -Porque não fez por merecer.
Eu vou à fazenda esta noite...
e vou contar a todos que temos um novo suspeito.
-Se fizer isso... -Estarei dedurando você e Julie.
-Você não faria isso. -Por que não?
Por que somos irmãos e tenho esposa.
Eu também.
Mas não vou te entregar, J.R. Não vou destruir seu casamento.
E não vou atrapalhar sua relação com seus pais.
Em outras palavras, não farei o que você fez comigo, irmão.
-Julie... -Estou caindo fora.
O quê?
Eu dei a pasta ao Cliff Barnes.
Por quê?
Gostei do jeito dele fazer amor. Mereceu uma recompensa.
Você o ama?
Não amo ninguém.
Então por quê?
Porque você ainda precisa perguntar isso. Por isso.
Contei pra ele.
Cuide-se, ouviu?
Ninguém da família disse uma única palavra pra defender minha esposa.
Espere aí.
Não é culpa deles, Bobby. É minha.
É difícil aceitar que foi a Julie, isso eu garanto.
Pai, isso não importa. Estou tão feliz quanto vocês...
de que tudo tenha sido esclarecido, mas minha esposa foi humilhada.
-Bobby, está tudo bem agora. -Não está. Não tem desculpa.
Claro que tem. Nós todos pensamos que ela fosse culpada.
Se eu fosse vocês, talvez tivesse pensado a mesma coisa.
É muito gentil de sua parte, Pamela.
Você foi o mais duro com ela, J.R.
-Peço desculpas. -Aceito.
J.R., quero que você e Pamela parem de brigar, para sempre.
Vamos, quero que vocês dêem um beijinho e façam as pazes.
Só um beijinho amigável.
Pam...
Legenda por Susanawho
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