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"Todas as hist�rias s�o sobre lobos.
Tudo que vale a pena repetir �..."
Quarenta e cinco!
E...
Vai!
Merda, olha s� ele!
Ent�o aqui estou...
jogando bola, pegando
a gata mais gostosa do col�gio.
� �timo, n�?
Assim � a vida, tudo no lugar.
O qu�o idiota voc� tem que ser
para pensar que ser� sempre assim?
� como um sonho, certo?
Pensar que nunca ter� mais nada para aprender...
ou passar pelo inferno,
porque voc� vai.
- Mas, enfim... - Vai!
O que foi isso?
Richards, v� se limpar.
Cuidado, cara. Na pr�xima vez, 15 jardas.
- Qual �, eu escorreguei. - Certo, vamos.
Vamos l�!
Ei, Brad, escorreguei de novo.
Richards!
Voc� gosta disso? H�? Sei que gosta disso.
Olhe pra voc�. Olhe pro seu menino!
O que foi, m�e? Qual o problema?
- N�o consegue ouvir? - Sim, consigo. � um animal.
N�o, posso sentir. Est� na casa.
- N�o! - Est� tudo bem, querido.
Sou eu, � a mam�e. Voc� est� bem.
Voc� est� bem.
Voc� est� bem...
M�e, minha cabe�a d�i muito.
Querido...
Cayden Richards...
Voc� manteve uma m�dia de 3.8 desde a nona s�rie.
E de repente, no �ltimo semestre, 3.4.
Perdeu aulas, se comportou mal. E agora, agress�o.
Este n�o � voc�, Richards.
N�o, senhor.
Olhe, filho...
sua vida � feita pelas escolhas que toma quando crian�a.
Sinceramente, � um sistema fodido. Mas � assim que �.
Ent�o me diga, qual � o problema?
Acho que estou enlouquecendo.
� claro que voc� n�o est�.
Voc� � apenas jovem.
E a vida � complicada.
Quero dizer, � o �ltimo ano
e tudo est� mudando.
Estou com medo, tamb�m.
Da faculdade, do futuro,
sair de casa...
Me deixando...
� disso que voc� tem medo?
Ah... Jesus...
minha cabe�a est� me matando.
Cayden...
Lisa, voc� tem certeza?
Sim.
- N�o pare. - Meu Deus!
N�o!
Lisa!
M�e? Pai?
M�e! Pai!
N�o. M�e...
Aqui � 1555, temos uma garota
de 17 anos que informou uma agress�o de seu namorado.
Vejo sinais de viol�ncia... Desculpe, fique no carro.
- Cayden... Foi Cayden. - Senhorita?
Ele � um monstro.
WTFSubs Apresenta:
"LOBOS" Tradu��o e Revis�o: Moicano
Ent�o...
...o assassinato dos meus pais foi manchete.
Cayden me contou sonhos onde matava seus pais,
que rasgava eles com os dentes.
E a evid�ncia apontou em apenas uma dire��o.
Pode ler tudo sobre o seu caso em meu novo livro,
"Os Garotos Perigosos", � venda no outono.
Ent�o, eu fugi.
A pol�cia iniciou uma ca�ada, mas
eu podia sentir o cheiro deles vindo toda vez.
Quanto a cura, os livros dizem que havia apenas uma.
Suic�dio.
Mas minha maior vergonha, era n�o conseguir fazer isso.
O resto era apenas um monte de besteiras.
Em rela��o � prata, "wolfsbane", tudo besteira.
E n�o era s� o lance da lua cheia.
A transforma��o estava sempre a um passo...
espreitando, esperando.
Mas quando a lua estava cheia...
Eu podia sentir...
o animal em mim.
Ei, anda logo, cara!
Me da s� um segundo, beleza?
Vivia sempre com medo de matar outra vez.
E ent�o um dia...
Eu matei.
Obrigado, amigo.
Lisa, entendo que voc� estava com Cayden
- na noite dos assassinatos? - Ele me atacou
Talvez Cayden estivesse bravo ou triste por ter sido adotado?
O qu�?
Eu n�o sabia que ele era adotado.
Ele nunca mencionou que era adotado?
Isso... quase foi engra�ado.
Porque at� aquele exato momento, eu tamb�m n�o sabia disso.
- Quer o card�pio, meu bem? - Apenas um caf�. Obrigado.
Ei! Deixem ela em paz!
Cai fora, babaca.
Deus, por favor me ajude!
Esses caras s�o uns bostas!
Escute aqui!
Se bater nela de novo... voc� vai perder essa m�o.
Corre, moleque.
Estava tentando fazer o certo.
Tentando ajudar como podia.
O que � isso, Robbie? Caralho!
Mate-o, Robbie, mate-o!
Mas...
Todas �s vezes que libertava o lobo...
Era muito dif�cil de parar.
� deriva, vagando...
N�o procurava por respostas, pois n�o havia uma.
Claro, isso foi antes de ter conhecido Wild Joe.
� um lugar muito dif�cil de estar, n�o �, matador?
- J� vi piores. - Falo metaforicamente, garoto.
Sobre a vida.
� dif�cil.
- Pode ser, eu acho. - Sim. Pode ser.
A vida � como uma cebola, � o que eu digo.
Quanto mais a descasca, mais ela o faz chorar.
Especialmente quando voc� est� aflito.
Voc� sabe, como...
aflito?
Puta merda.
Como assim, voc� nunca soube?
- Deve ter tido alguma pista. - S� me diga como parar isso.
Parar?
Por que voc� iria querer? Para ser como eles?
- Que diabos, cara? - Sim, voc�! Canalhas como voc�!
- Qual � o seu problema? - Quer dan�ar? Vamos l�.
Por que algu�m gostaria de ser assim?
N�o consigo control�-lo.
Garoto, n�o precisa control�-lo.
Voc� � um predador. � o que voc� �.
Seus pais n�o ensinaram nada?
N�o, eles...
Eles n�o sabiam.
N�o me diga que foi adotado?
Sim, isso mesmo.
Fui adotado.
Eu teria amado, ver a cara deles
a primeira vez que se transformou.
"Ele � um monstro! Ele vai nos matar!"
N�o � da minha conta.
Seus pais verdadeiros, aposto que eles s�o do leste,
da parte velha deste novo mundo deplor�vel.
Eu achava que voc� tinha que ser mordido para se tornar um.
Isso acontece. Mas os mordidos,
eles n�o s�o puros, eles s�o apenas vira-latas.
Mas, os de ra�a pura,
como voc� e eu,
- nascemos assim. - H� outros?
Pensou que fosso o �nico no mundo inteiro?
Bem, n�o � t�o t�pico.
Onde eles est�o? Como fa�o para encontr�-los?
- Por que eu lhe diria? - Por que n�o diria?
Porque s�o a mais cruel, irmandade secreta,
nos pastos verdes de Deus, garoto.
Como voc� acha que fiquei t�o bonito?
Merda! Vou fechar minha matraca, j� falei demais.
Sayonara.
Espere, Joe, se sabe onde eles est�o,
voc� tem que me dizer como encontr�-los.
Tire suas m�os de mim, garoto.
No tenho que lhe dizer merda nenhuma.
N�o sou respons�vel por voc�.
- N�o sei nada sobre mim! - Descubra sozinho!
Eu n�o fa�o ideia!
Joe, nada.
Vou te mostrar o caminho.
N�o fui eu que te falei. Entendeu?
Sim. Pode deixar.
Prometo.
Agora escute, garoto.
Voc� n�o gostar� do que vai encontrar.
O que est� acontecendo a�?
Nada, n�s s�...
Merda!
Relaxa, garoto.
O que posso te servir?
Uma cerveja, eu acho.
- Est� de passagem na cidade? - Sim.
Para qu�?
Como �?
N�o recebemos muitos turistas, aqui nas colinas.
Que pena. Parece uma cidade bacana.
Certamente parece.
Voc� sabe...
- se h� emprego por aqui? - N�o.
Voc� � novo aqui.
- Sou. - Sim.
Falei s�rio, t�?
Ent�o, voc� quer dan�ar?
Na verdade n�o sou um bom dan�arino.
Vamos. Qualquer um desses caras gostaria de dan�ar comigo.
Tenho certeza que gostariam.
Isso significa que voc� nunca ficar� sozinha.
Bicha.
Obrigado. Isso � �timo.
Qual o seu nome?
Eu? Meu nome?
Desculpe. Te deixei sem jeito?
N�o, n�o. �...
�...
Danny.
Daniel.
Por que voc� veio aqui, Danny Daniel?
O Qu�? O que voc� quer dizer?
Quero dizer, para um bar, sozinho, � noite.
Nem a maior piranha da cidade conseguiu dan�ar com voc�.
Qual o seu nome?
�...
Oh, me desculpe, Eu te deixei sem jeito?
Ei...
Voc� estava cantando a minha garota?
Eu n�o sei, cara. Quem � a sua garota?
Ela.
Ela disse que voc� passou a m�o na bunda dela.
- Bem, ela se enganou. - Entendi, ent�o
ela � uma mentirosa, com uma bunda deliciosa, certo?
Relaxa, amigo, isso n�o aconteceu.
N�o sou seu amigo, babaca.
Ei! Corta essa, Deke!
- Cuide da sua vida, Angel. - Esse bar � minha vida.
- Quer ser tirado � for�a? - N�o pode nos expulsar, Angel.
Tudo bem, olhem, estou dando o fora, certo?
� melhor ir embora mesmo.
Bunda mole.
- Vamos! - Preciso mijar.
Ei.
Ei. � o novo garoto bunda mole.
Quero te perguntar uma coisa.
Isso � �timo, porque quero te perguntar uma coisa, tamb�m.
J� pensou que poderia morrer a dentadas?
Cara, cala a boca, porra.
Onde conseguiu esse seu poderzinho pat�tico, hein?
Quem lhe deu?
Merda.
Ei, garoto.
Ouvi dizer que estava procurando por emprego?
Eu n�o sei. Voc� ouviu?
Sim.
Danny, gostaria que conhecesse minha esposa, Clara.
Bem-vindo, Danny. � um prazer.
N�s cultivamos soja, milho e trigo.
Eu mantenho algumas ovelhas, principalmente por causa da l�.
E Clara, ela faz alguma tecelagem para as lojas.
Uma fazenda. Quem diria?
Trabalho duro, boas pessoas,
sem nenhuma ideia dos meus problemas...
e, aparentemente, sem inten��o de bisbilhotar.
Tudo o que John pedia era que o trabalho fosse feito.
O �nico problema eram os animais.
Acho que conheciam um predador pelo cheiro.
Mas apesar de tudo, as coisas estavam indo bem.
E pela primeira vez em muito tempo, me senti...
seguro.
Ei...
Fazendeiro novo?
O que voc� disse?
John te contratou, simples assim.
Simples assim como? Existe um processo de avalia��o?
De onde voc� �, garoto?
Desculpe-me, quem � voc�?
Connor.
Vejo que j� conheceu meu novo empregado, Danny.
Danny, n�o �?
Sim. Ele � meu sobrinho, veio do oeste.
Seu sobrinho ou da Clara?
O que podemos fazer por voc�, Connor?
Um dos meus rapazes disse que esse garoto o acatou ontem.
- N�o � assim que eu me lembro. - Qual �, Connor.
Seu "rapaz" e cinco amigos vieram pra cima de mim.
E mais tarde eu perguntei a ele o porqu�.
Sozinho. Parecia mais justo.
E como foi?
Ele saiu correndo, como uma cadela.
Parece ser justo, os caras tentaram acabar com ele no bar.
Sim, isso eu vi.
A quest�o �, Deke n�o � muito esperto mas � bem grande.
Ent�o minha pergunta �,
por que correr de um mirradinho como voc�?
N�o sei. Acho que � como meu antigo treinador dizia:
"N�o � o tamanho do c�o que importa numa luta,
� o tamanho da mordida."
Acho que o seu rapaz t� mais para um poodle que outra coisa.
O dia est� acabando. Temos muito trabalho a fazer.
Cuido de voc� mais tarde, garoto.
John, mais uma coisa.
Vi voc� no bar naquela noite tamb�m.
Claro. Eu estava l�.
N�o vi voc�s conversando.
� uma maneira engra�ada de tratar um sobrinho.
Bem, para dizer a verdade,
eu n�o o reconheci no come�o.
Faz um bom tempo.
Acho que esses olhos n�o s�o mais t�o afiados como eram.
John, quem diabos � esse cara?
Danny, voc� n�o quer saber.
Qual o problema? O que est� acontecendo?
As ovelhas precisam comer.
N�o!
- Animal. - O Qu�?
Bem, animais.
Quando as coisas ficam escassas nas colinas,
os lobos descem aqui para se alimentar.
Entendo. � isso que voc� acha que foi?
O que mais poderia ser?
Isso...
Como voc� disse.
Pobrezinha.
Bem, veja pelo lado positivo.
Lado positivo?
Clara, que cheiro maravilhoso.
J� volto com o molho.
Sirva-se.
Com que frequ�ncia voc�s t�m perdido ovelhas?
Isso acontece.
Os lobos tamb�m comem. Vou aceitar essa desculpa.
Lobos.
Foi da� que a cidade ganhou seu nome,
- Lupine Ridge? - Como �?
Lupine. Significa lobo, certo?
Bem, n�o...
Na verdade, significa "como lobo".
Qual � a diferen�a?
Eu n�o sei.
N�o vou cometer nenhum assassinato..
Voc� n�o vai se defender?
Eu atirarei se for preciso,
mas atirarei para machucar, n�o para matar.
Hoje � noite no canal 11.
Ap�s a morte de dois membros de uma gangue no Colorado,,
tendo uma grande semelhan�a com o Garoto Canibal,
uma na��o aterrorizada come�a a se perguntar, onde...
Eu estou indo para a cidade.
Bem, posso entender porque voc� desligou a TV.
Eu s�...
pensei eu te avisar.
Ei, Cayden.
Seu nome � Cayden Slaughter, certo?
N�o, �...
Quem � voc�?
Eu sou Carter Wills.
Eu seria o seu... primo de segundo grau, eu acho.
- Meu o qu�? - Ou�a,
os outros podem ter medo de te dizer,
mas voc� tem que dar o fora desta cidade, garoto,
ou matar� todos n�s.
Acho que pegou a pessoa errada.
N�o, voc� que acha que � outra pessoa.
Escute, ele n�o sabe quem voc� � ainda.
S� alguns de n�s sabem. Mas acha que ele n�o descobrir�?
- E quando ele descobrir... - Descobrir o qu�?
Do voc� est� falando?
N�o sabe de nada mesmo, n�o �?
� o Connor, cara!
A pol�cia do Condado nem vem mais para c�.
Ele decide quem vive e quem morre.
Ele expulsou meu irm�o da cidade.
Meu Deus...
Jesus...
V� embora daqui garoto, por favor.
Com licen�a.
O Qu�? Eu estou autorizada a beber tamb�m, t�.
Isso aqui � meu tamb�m.
Pare de beber a nossa cerveja, Gail!
N�o fa�o ideia do que est� falando. N�o mesmo.
- Pode me dar uma? - A� est�.
Ent�o, voc� voltou.
Este � o �nico bar na cidade.
E o que voc� achou da nossa cidade at� agora?
Estranha...
Parece que tem segredos.
Ei! Chatona!
Que tal na pr�xima eu falar que j� tive o bastante?
- Tudo bem? Tudo bem. - Tudo bem.
- Ela vai ficar bem? - Sim. Pronta para outra.
Como ela ainda n�o foi demitida?
� dif�cil demitir sua pr�pria irm�.
Ent�o voc� realmente � dona desse lugar?
Ou voc� � algum tipo de princesa da cidade?
Herdeira, na verdade.
Nossos pais morreram.
Oh... Sinto...
Sinto muito.
Meus pais tamb�m morreram.
Bem, ent�o...
Um tributo aos �rf�os.
Ei, amigo.
Ent�o...
E ai galera?
Vi voc� conversando com o garoto, Carter.
Que garoto?
O que Tollerman abrigou na fazenda dele.
Ah sim. Aquele babaca.
O que disse a ele, exatamente?
O que eu disse a ele? Nada.
S� falei para ele ir embora da cidade, pegar a estrada.
E por qu�?
Porque eu o vi paquerando a Angelina.
Imaginei que talvez ele estivesse te irritando.
Falou sobre mim para ele?
N�o... Merda, n�o. Nada.
Engra�ado. Pensei ter ouvido o meu nome.
N�o. Claro que n�o, Connor.
Eu s� quis assust�-lo, sabe,
"Cidade pequena, n�o gostamos de intrusos, caia fora."
Estou com um problema aqui, Carter.
Eu sei que o garoto � de ra�a pura.
Talvez ele seja daqui, talvez da Costa Oriental,
at� mesmo de S�nodo. Quem sabe?
Mas o que estou tentando descobrir
� por que Tollerman o aceitou t�o r�pido.
E por que diabos um b�bado como voc� teria interesse nele.
Sinto como se estivessem escondendo segredos de mim.
N�o, ou�a... voc� sabe o que eu sei.
Ent�o voc� n�o contou para ele sobre n�s,
e n�o tem nada sobre ele para me contar?
N�o, Connor, de jeito nenhum. Tem que acreditar em mim.
E isso n�o tem nada a ver com seu irm�o, Joe?
Me diz agora, quem � esse garoto?
O que ele est� fazendo aqui?
E se eu posso arrancar as bolas dele sem consequ�ncias?
N�o, eu n�o sei. N�o sei.
Eu n�o sei de nada.
Eu s� mandei ele ir embora para evitar problemas.
Parece poss�vel.
Agora tudo o que me resta � me certificar de que voc�,
n�o falar� nada antes que eu esteja pronto para ele.
N�o vou, n�o vou... Eu juro.
N�o, Carter.
Sabe o que uma promessa da sua fam�lia significa para mim?
Hoje vamos ter uma noite de ca�a, garotos!
Isso!
Sabe como isso funciona, Carter.
Ent�o corra!
Um, dois, tr�s, quatro...
Pronto ou n�o...
Aqui vamos n�s!
Eu vou te pegar voc�. Eu vou te pegar voc�!
- Sentiu esse cheiro? - Meu Deus!
Desculpe. Sentiu o cheiro, n�?
- Sim. Voc� est�? - Estamos a favor do vento.
Um asm�tico com resfriado sentiria o cheiro.
O que voc� est� fazendo aqui?
Eles mataram algu�m. Eu preciso descobrir quem.
Certo, voc� pode olhar, mas n�o fa�a nenhum barulho.
T� brincando.
Ao Connor!
O que eles est�o comendo?
Seu nome era Carter. Carter Wills.
- Jesus. - Temos que ir.
Venha. Agora!
Eles eram...
Eles eram, todos eles...
Lobos, sim...
Assim como voc�.
Um estudante brilhante, um atleta talentoso,
mas ningu�m suspeitava da insanidade que havia...
- �timo, todo mundo passa isso. - N�o, filho.
N�s t�nhamos gravado.
Cayden, eu sinto muito.
Eu sinto muito mesmo.
Sente muito pelo qu�? A culpa n�o � de voc�s.
N�o, filho.
A culpa � minha.
Esta � a sua m�e.
Minha m�e?
Lucinda era filha da minha irm�.
Ela era muito linda.
Estamos aqui h� muito tempo,
lobisomens da Costa Oriental.
Viemos pra c� nos navios, nos primeiros navios.
Claro que muitos dos ra�a pura foram embora.
Muitos dos nossos juntaram-se aos locais,
enfraquecendo a ra�a.
Como essa mo�a aqui.
Linda demais para resistir.
N�o fa�o parte da alcateia, como pode ver.
Eu s� gosto de homens com pelos no peito.
H� duas maneiras de se tornar um lobo, Cayden.
Pode ser de nascen�a, como voc�,
eu, Angel e sua irm�.
Ou pode ser infectado com isso, mordido por um ra�a pura.
Mas esses,
esses nunca ter�o o poder de um lobo ra�a pura.
Eles se transformar�o, mas ser�o mais fracos.
Agora, Connory Slaughter...
Ele � um dos �ltimos
lobos ra�a pura em milhas.
Tudo come�ou, quando ele viu Lucinda.
Ela era uma loba urbana.
Uma das �ltimas ra�a pura.
Aos seus olhos, ela foi feita para ele.
Ele veio durante a noite e a pegou � for�a.
Lucinda ficou gr�vida...
de voc�.
O Qu�?
N�o.
John, o que voc� est� dizendo � que...
que aquele babaca nas colinas �...
� o meu pai?
Pelo sangue ele �, sim.
Quando o pai dela descobriu que ela estava gr�vida,
ele amea�ou mat�-la.
Ent�o forjamos sua morte.
Eu a escondi em nosso por�o at� que ela desse � luz.
Concordamos que Connor
nunca saberia de voc�, Cayden.
Ent�o eu convenci Lucinda
a te dar para a ado��o.
Com o cora��o partido, ela te deixou ir.
E se matou, em setembro daquele ano.
Assim que Lucinda se foi, Connor piorou.
Ele formou uma alcateia selvagem.
Ele os mordeu, os transformou.
Eles mudaram para as colinas, para corre, ca�ar e matar.
Passando cada vez menos tempo na forma humana...
a selvageria te domina.
Ent�o, o trato foi, que eles viveriam l�
e nenhum dos lobos urbanos, interferiria com eles.
E manter�amos nosso segredo longe do mundo exterior.
Mas agora,
Connor est� envelhecendo...
E est� pensando no seu legado.
O que quer dizer, exatamente?
Agora que ela atingiu a maioridade...
Connor pretende ter um filho...
Com uma das �ltimas ra�a pura na cidade.
N�o!
Sim. Esse � o acordo.
Quando?
Quando ele quiser.
- E concordar� com isso? - Eu preciso.
Se eu recusar, tentar ir embora,
ele vai matar John, Clara, minha irm�, todos.
Jesus!
Cayden, pare.
Ele n�o se importa com a lei.
Ele n�o se importa se morrer.
Ele vai massacrar todos que ficarem em seu caminho.
- Isso � o que voc� quer? - O que eu quero?
Eu quero mudar para uma cidade. Viver a minha vida.
Mas esta � a �nica maneira de proteger as pessoas que amo.
Se eu der um filho a ele, ele me deixar� ir.
Ent�o, eu serei livre.
Um filho.
Como eu.
E tudo continua do mesmo jeito.
Sim. Isso j� ocorre h� s�culos.
Voc� n�o deveria ter voltado pra c�.
Voc� � bom demais para este lugar.
N�o diga isso.
Por que n�o?
Porque...
Eu matei meus pais.
Eu n�o me lembro.
Eu acordei e eles estavam mortos, dilacerados.
Sabe, meu pai, ele era um grande b�bado.
Ele matou minha m�e na lua cheia.
Ele chegou em casa b�bado, irritado, e ele apenas...
Quando ele voltou ao normal e a encontrou,
ele cortou a pr�pria garganta.
Gail e eu nos questionamos por anos,
se foi o lobo que matou a nossa m�e, ou o homem?
Ou apenas a bebida? Eu n�o sei.
Mas parecia que sempre esteve nele, de algum modo,
o potencial para matar a sangue frio.
O fato � que, n�o vejo isso em voc�.
Bem, est� aqui.
A luz do luar.
A viol�ncia.
- Eu sinto isso. - Eu sei.
Eu posso sentir isso tamb�m.
Mas esta � a nossa maior duvida, certo?
� um dom ou uma maldi��o?
Ent�o, qual �?
Venha. Eu vou te mostrar.
Ver coisas da maneira que vemos,
os cheiros, os sons...
Esse la�o com a natureza.
Minha m�e sempre dizia que era um poder,
e um dom.
L�. Voc� sente isso? Cayden?
Ent�o... o que fazemos? Libertamos a fera?
E a deixamos matar alguns pelo caminho?
Claro que n�o. N�s a usamos, aprendendo a control�-la.
E s� matar�amos aqueles que amea�assem os que amamos.
Isso � bem sexy.
Angel... N�o � uma boa ideia.
S�rio? Porque est� parecendo ser uma ideia muito boa.
� que faz muito tempo desde que...
O Qu�?
Espere, n�o... Nunca?
N�o, n�o nunca. N�o � isso.
Apenas...
Faz muito tempo sem...
incidentes.
Entendi.
Voc� tem medo da excita��o, da adrenalina,
- fa�a voc� se transformar. - Sim, isso mesmo.
- Tudo bem? - Tudo bem.
E ai?
Quero dizer, se algo acontecesse,
� do jeito que eu quero.
Voc�s a� no celeiro!
- Ol�? - S� um segundo.
Oi, John.
Ei. Como v�o as coisas?
Boas. Muito, muito boas.
- S�rio? - Acho que estamos...
- Muito bem. - Que bom.
E onde est� a Angel? Ser� que ela foi para casa?
N�o, aqui em cima.
- Ol�, John... - Sim?
Voc� acha que a Clara tem uma blusa para me emprestar?
Bem, veremos.
Clara! Tire sua camisa!
- Larson, estou me defendendo. - � suic�dio.
- N�o podemos lutar... - N�s precisamos.
Sabe o que sobrou do meu irm�o?
- Bem... - Aqui est� o caf�, senhores.
Aqui est� ele.
Cayden...
Estes s�o os lobos urbanos.
Isso � tudo o que resta dos ra�a pura.
E, pessoal, este...
� o filho da Lucinda.
Eu sabia que conhecia esse cheiro.
Soube quando o vi pela primeira vez. N�o te falei?
- Todos dissemos, Gail. - Falei primeiro.
Este � Larson Wills.
Ele seria o seu primo de segundo grau, eu acho.
Isso. Prazer em conhec�-lo, garoto.
Sabe meu irm�ozinho, Carter?
Ele tamb�m era seu primo. Agora ele � o jantar de hoje.
Sinto muito. Eu n�o pedi por nada disso.
Ouviram isso? M�o veio aqui para se meter no ninho de vespas.
Tarde demais.
Cayden voltou, porque pertence a esse lugar.
E pagaremos por isso, Clara.
E este � o prefeito Robinson. Ele � otimista.
N�o, John, sou realista.
Connor est� ficando paranoico.
Se achar que esse garoto veio aqui para...
interferir em algo com a Angelina,
ele e sua alcateia v�o descer das colinas e v�o mat�-lo.
E nos matar�o tamb�m por tentar escond�-lo.
Talvez n�o.
Voc� est� louca? T�o pr�ximo da lua cheia?
Merda, estou me cagando todo.
- Quando � a lua cheia? - Amanh� � noite.
- Dia das Bruxas. - Jesus.
H� algo mais apropriado que ser devorado
por um lobisomem no dia das bruxas?
Meus Deus, �nimo!
Ou�a, ele est� ficando cada vez mais louco.
Temos uma op��o.
Entregar a Angelina, para lhe dar um filho.
Voc� � um verdadeiro her�i, Larson Wills.
Pelo menos a Angel sobrevive. Voc� n�o entende?
- Eles s�o sangue do seu sangue! - N�o!
- Este � sangue do meu sangue. - Tudo bem, acalme-se, Larson.
Acalme-se.
Agora, n�s gostamos de fingir,
que estamos seguros,
com Connor e sua alcateia por perto.
�s vezes alguns animais desaparecem.
�s vezes uma crian�a desaparece.
Mas todos n�s podemos sentir o cheiro.
Todos n�s sabemos onde essa crian�a foi parar.
Sim, John, acontece.
Mas n�o � o medo que nos impede de fazer algo, � a pratica.
Aqueles caras l� em cima s�o lobos o tempo todo.
Porra, John, alguns de n�s n�o se transformam h� anos.
Mau consigo deixar minhas costeletas crescerem.
S� um pouco de penugem.
Ele � mais jovem e mais forte.
Connor o mata, e n�o teria mais raz�es para nos ca�ar.
E ent�o o qu�? Entregamos Angelina para ele?
Esse foi o acordo que fizemos.
- Eu fiz um acordo. - Eu n�o fiz acordos.
J� que tudo aconteceu por minha causa,
venho lutando comigo mesmo, entre cometer suic�dio
ou ent�o achar algum jeito de fazer o bem.
E agora...
talvez tenha achado um jeito de fazer as duas coisas.
Fiquem em suas casas essa noite, tranquem as portas.
Eu vou cuidar disso.
N�o, filho. N�o fa�a isso, ele vai mat�-lo.
- Talvez. - N�o! Cayden!
Estou falando s�rio! Ele vai te matar.
Talvez eu possa lev�-lo comigo.
N�o!
John, por favor, voc� tem que det�-lo.
Como?
Olhe, Tollerman e os outros quebraram o pacto,
trouxeram o garoto de fora.
O que vamos fazer a respeito?
O garoto tem que morrer.
Eles n�o v�o entreg�-lo sem uma boa luta.
Tollerman n�o permitir� isso.
Ent�o, se ele n�o vier at� n�s, n�s teremos que ir busc�-lo.
Sim, tudo bem.
Ou eu poderia apenas vir at� voc�.
- Uau! - Que beleza.
Nunca vi lobos como voc�s.
� tipo uma viagem ao acampamento para lun�ticos peludos.
Me diga uma coisa, garoto,
Foi S�nodo que te mandou aqui?
Que porra � um S�nodo?
Voc� n�o sabe de nada, n�o �?
Eu sei sobre Lucinda.
- Sei que a pegou � for�a. - Olha a boca, moleque.
Antes que voc�s tentem me matar...
Estou aqui para te dizer uma coisa, Connor.
Lucinda Wills era minha m�e.
O qu�?
Isso n�o � poss�vel.
Lucinda morreu antes de dar � luz.
Isso � o que Tollerman lhe disse.
A verdade � que ela se suicidou alguns dias depois que eu nasci.
� mesmo?
Eu te darei a mesma chance que dou a todos.
- Corra. - N�o.
Voc� pode ir embora da cidade e deixar a Angelina em paz.
- Ou? - Ou...
Voc� me for�ar� a impedi-lo.
T� certo. Matem-no
Vamos l�!
Olhe por ali.
Beleza, ent�o, quem � o pr�ximo?
Tenho certeza que � voc�, garoto.
- Deus. Est�o matando ele! - N�o. Angel!
Voc� n�o pode ajud�-lo!
Garoto...
Animal!
Merda.
Cayden... Foi o Cayden.
- Lobos, assim como voc�. - Lucinda engravidou de voc�.
Lucinda morreu antes de dar � luz.
- Ela se matou. - Ele � um monstro.
Pelo menos Angel sobrevive. Voc� n�o entende?
Seu pr�prio sangue.
Ter� a mesma chance que todos.
Como acha que fiquei t�o bonito?
Corra!
Oh Deus, voc� n�o parece nada bem.
Est� perdendo sua for�a vital,
nem mant�m sua verdadeira forma.
Wild Joe?
Levante-se, seu merdinha.
- Levante-se. - Acabou...
Levante-se!
Levante-se!
Levante-se!
Levante-se!
Meu Deus!
John!
John!
Eu estava tentando n�o mat�-lo.
Isso foi um erro.
Aqui � viver ou morrer.
Eu preciso de um hospital...
Ou um veterin�rio, sei l�.
Voc� n�o precisa de um hospital.
Voc� precisa se transformar.
Voc� tem que sair e correr.
N�o consigo. Est� doendo demais.
Confie em n�s. Voc� tem que se transformar.
Se n�o o fizer, filho, voc� n�o sobreviver�.
Apenas tente.
Jesus!
N�o consigo. N�o consigo.
Angel...
Est� tudo bem. Est� tudo bem.
Beleza.
Tudo bem, voc� precisa correr.
Angel, n�o vai rolar.
Voc� precisa, t�? � a �nica maneira.
Confie em mim.
Vai.
Est� tudo bem, tudo bem.
Est� tudo bem.
Sentindo-se melhor?
Muito, sim.
Mas o que isso importa?
N�o posso venc�-los, s�o muitos, n�o tem como.
Se eu voltar l�, eles v�o me matar.
Voc� deveria ir embora. Salve-se.
Acha que eu poderia fazer isso?
N�o.
Tenho que venc�-los. Todos eles.
Tem que ter um jeito.
Lamento t�-lo metido nessa merda.
O Qu�? N�o lamente.
N�o � culpa sua. Eu mesmo me meti em toda essa merda.
Venha.
Que cheiro horr�vel � esse?
Desculpe-me, minha querida,
essa � a minha cole��o pessoal
de genu�no, A-1,
detritos ovinos org�nicos reciclados.
E isso � muito bom para o solo.
E extremamente explosivo, certo?
Qual o veredito, Kino?
Todos os caras est�o ferrados, com cortes, ossos quebrados.
Leve-os para correr. Se sentir�o melhor.
Eu irei l� com voc�.
N�o.
Se algo lhe acontecer, tudo isso foi pra nada.
N�o nos curamos como voc�. Como ele.
Isso se ele sobreviveu a queda.
V� pra casa, arrume suas malas.
Quando tudo acabar, me encontre no motel no come�o do morro.
Ent�o iremos embora.
Seremos livres.
Acha que isso � verdade?
Acha que o garoto � seu filho?
Sim...
Clara! Angel!
VOC� EST� CONVIDADO PARA O ACASALAMENTO
DE CONNORY SLAUGHTER E ANGELINA TIMMINS
Talvez algu�m tenha notado algo na cidade.
Talvez eles mandem algu�m para ajudar.
Quando eles me pegaram, n�o vi ningu�m por perto.
� como se todos tivessem deixado a cidade,
como se eles soubessem.
Ela tem raz�o. Eles sabiam.
John Tollerman. Senhoras.
Estou muito agradecido por terem vindo.
Parece que n�o tivemos escolha.
Sim. Me diga uma coisa, John.
Onde est� o garoto?
O garoto est� morto. O enterramos onde ele caiu.
As mentiras saem mais f�ceis depois de 20 anos, n�o �?
N�o � mentira.
Ele era seu filho e voc� o matou.
Besteira, John.
Se fosse meu filho, significaria voc� o mandou para longe de mim
e mentiu para mim por mais de 20 anos.
E voc� sabe como iria sofrer por isso.
Voc� acha que tenho medo de morrer?
N�o � de morrer, John, � o que vem antes.
Merda, � o grande momento.
Voc� acredita que estou um pouco nervoso?
Voc� deveria estar.
Certo, John.
Meu Deus. O que fizeram com ela, John?
Ela foi drogada.
N�o se preocupe, Angel, tudo estar� acabado a meia-noite.
Supondo que me dar� um menino.
Estou fazendo isso por voc�, Angel.
Estou fazendo isso por todos n�s.
Que saco.
Estamos perdendo a festa.
Se Connor diz que aparecer�, ele vai aparecer.
E ent�o o mataremos.
E ent�o comemoraremos.
Voc� ouviu isso?
Connor!
Amigos, foi uma longa jornada at� esta noite,
e que coisa, tenho minha alcateia fodona acompanhando.
Connor!
E eu quero agradecer a Angel,
por me fazer o lobo mais feliz da floresta.
- Vai se foder! - Ah, merda!
Parece at� que j� acasalamos.
Melhor irmos direto ao ponto.
- Connory Slaughter! - Sim!
Cachorro alfa,
L�der da porra da alcateia!
Voc� aceita essa puta como...
bem, s� por hoje, basicamente?
- Aceito. - Angelina Timmins,
dona do �nico bar na cidade
- voc� aceita... - Deke...
ela aceita.
Muito bem, bom...
Chegou o grande momento, ent�o se nos d�o licen�a,
divirtam-se e voltaremos em, digamos...20 minutos.
Que se foda. Melhor em 40.
A menos que, claro, algu�m tenha obje��es.
Voc� n�o conta, Gail.
Excelente. Vamos l�.
- Eu tenho uma obje��o! - Garoto.
Eu n�o te disse?
N�o te avisei para deixar essas pessoas em paz?
Eles s�o a minha alcateia. Fazem o que eu mando.
Isso n�o � uma alcateia.
Lobos n�o aterrorizam cidades,
sequestram inocentes ou abusam de mulheres.
Voc�s est�o longes de ser lobos.
Certo, rapazes, vamos mostrar a ele o que realmente somos!
- Sua puta traidora! - Deke, cala a boca!
Vai, John! Salve-o! Espere!
Certo. Aqui vamos n�s.
Ou�am-me, todos voc�s!
Acham que podem me matar, mas n�o podem!
Recuem e sobrevivam!
Fiquem...
e eu matarei todos voc�s.
Traga-o para mim.
Que diabos?
Encontre-o, Kino! Traga-me sua cabe�a.
Temos que ser mais espertos, temos que...
Voc� n�o pode se esconder de mim, garoto.
Vai, John, agora!
Meu pobre celeiro.
Puta merda!
Esta � a minha cidade, seu desgra�ado!
N�o! Voc� escolheu as colinas, voc� fica nas colinas!
Voc� fez isso comigo!
Voc� me fez ser o monstro que sou!
N�o � t�o monstruoso, aparentemente.
Acho que entende um pouco de luta, garoto.
Venha!
Adeus, Connory Slaughter.
N�o!
Olhe para mim.
Voc� j� fez coisas horr�veis na sua vida.
E voc� merece morrer.
Voc� est� certo.
Mas voc� deveria saber...
Que eu nunca peguei a Lucinda � for�a.
Eu a amava e ela me amava.
Quando seu pai descobriu que estava gr�vida,
ele amea�ou mat�-la.
Ent�o eu assumi a culpa por isso.
Tiraram a mulher que eu amava de mim.
E eu s�...
Me tornei o monstro que dizem que eu sempre fui.
Ent�o v� em frente, Cayden.
Acabe com isso.
Voc� mereceu.
Bem, vou lhes dizer, rapazes...
Estar aqui para testemunhar este feliz reencontro
amolece meu cora��o,
fazem todos os meus problemas valeram a pena.
Eu sabia. Joe Wills.
Mesmo depois de tantos anos.
Vejam! � Connory Slaughter...
Derrotado, de joelhos.
Vejo que seu olho nunca sarou, n�o �?
N�o. Me tornei um homem de um olho s�.
E nunca esqueci o que voc� fez comigo.
Sabe o que seu pai me disse, quando me expulsou da cidade?
Ele disse que eu estava muito selvagem, muito violento.
Jurei que voltaria para te matar.
Ele riu de mim.
Mas o garoto era a chave.
Voc� n�o sabia que ele existia. Voc� nunca ouviu as hist�rias.
Mas meu irm�ozinho, Carter, ele me contou.
Ele me contou tudo.
Talvez eu n�o pudesse te machucar,
mas o menin�o aqui,
ele vai esfolar a porra da sua pele.
Joe, por que voc� n�o rasteja para fora da cidade?
Acha que me meti nisso tudo, seguindo sua prole,
trazendo-o aqui, matando seus pais, s� para dar o fora?
E te deixar viver?
Voc� fez o qu�?
O qu�?
Ah, �.
Eu matei seus pais,
e fiz com que a pol�cia acreditasse que foi voc�.
- Por qu�? - Por qu�?
Para que voc� amadurecesse, para te trazer at� aqui.
Para coloc�-lo exatamente nesta situa��o!
Seu filho da puta!
Esque�a.
J� apanharam demais para lutar comigo.
Acabaria com voc�s com uma m�o nas costas.
Este � o meu dia!
Querido, eu mere�o.
- Ei, Joe. - O qu�?
- Sabe seu irm�o, Carter? - Ele � o meu predileto.
Eu o comi no jantar dois dias atr�s.
Durma com os anjos, Connor.
Eu vou matar voc�, Joe!
Me matar?
Voc� � o meu c�ozinho adestrado, garoto.
Estive esperando por isso por um longo tempo.
Voc� n�o � selvagem o bastante para esta cidade, Joe.
Apenas doido demais.
Cacete.
Ajude-me, garoto.
N�o?
Voc� j� levou um tiro no ombro?
� como levar um chute no saco, mas no ombro.
Ent�o, vai me matar agora?
Vai? Hein?
Antes disso, te darei um tira gosto interessante.
Lobos, verdadeiros lobos,
s� matam por comida ou defesa.
Bem, eu n�o sou um lobo, Joe.
- Eu sou um ser humano. - � o que quero dizer, filho.
Todos est�o te chamando de assassino de sangue frio.
N�o � verdade. N�o � o que �.
Eu matei hoje � noite.
- Por sua causa. - N�o, filho.
Porque voc� teve que matar. Foi Connor.
Sempre foi Connor.
Ele nos deixou assim.
Ele fez isso para todos n�s.
- Connor est� morto agora, Joe. - Tem raz�o.
Eu matei o monstro que te criou, garoto.
Ent�o valeu a pena.
Estamos quites.
- Quites? - Sim.
Isso � o que somos?
Sabe, acho que � verdade.
Nunca matei ningu�m a sangue frio.
Mas, a vida �...
complicada.
E voc� comeu meus pais!
Tudo bem, garoto!
Venha!
Mostra-me o que voc� tem!
O que eu tenho, Joe?
Voc� n�o acreditaria em mim se eu dissesse.
Porra.
Acho que serve como fertilizante para a soja.
E ningu�m precisa saber.
Quem est� a fim de um caf� da manh�?
John, eu tenho que ir.
J�?
Bem, voc�...
Tem uma casa aqui agora, sabe disso.
Eu sei, e n�s voltaremos. � que...
Sou eu, John.
Eu preciso sair daqui.
- Por um tempo. - Quem vai comandar o bar?
Gail.
Voc� poderia dar uma olhada nela �s vezes?
Sim, � claro.
Tem algo que seria melhor voc�s levarem.
Isso...
� uma pe�a muito rara.
Ela tem toda a nossa ninhada, desde os prim�rdios.
Ent�o cuide dela.
- S�o tantos! - Sim.
John, eu... N�o posso aceit�-lo.
Mantenha isso com voc�.
Ser� �til. Onde quer que v�, procure por esses nomes.
Vai te ajudar muito.
Bem, obrigado Clara.
Cuide-se.
- Obrigado por tudo, tio John. - Sim.
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