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OS PRODUTORES DESTE FILME AGRADECEM AO ALMIRANTADO...
E AO MINISTÉRIO DA GUERRA A VALIOSA ASSISTÊNCIA.
EXPRESSAM ESPECIAL GRATIDÃO AO EXÉRCITO REAL HELÊNICO...
MARINHA E FORÇA AÉREA, GOVERNO GREGO...
E AO POVO GREGO, PELA ENORME AJUDA, HOSPITALIDADE...
E AMIZADE EM TODA ESTA PRODUÇÃO NA GRÉCIA.
Na Grécia e Ilhas Egeias...
originaram-se mitos e lendas sobre guerra e aventura.
E estas pedras, estes templos em ruína...
testemunharam uma civilização que floresceu e morreu aqui.
Semi-deuses e heróis inspiraram essas lendas...
nesse mar e nessas ilhas.
Mas, apesar de o cenário ser o mesmo, nossa lenda é atual...
e seus heróis não são semi-deuses. São pessoas.
Em 1943, 2 mil soldados britânicos perderam-se em Kheros,
exaustos e indefesos.
Tiveram uma semana para partir.
Porque, em Berlim, o Supremo Comando Eixo...
determinara, numa demonstração de força no Mar Egeu...
fazer a Turquia entrar na guerra do seu lado.
A demonstração seria em Kheros...
sem valor militar, a algumas milhas da costa da Turquia.
O melhor armamento alemão seria usado no ataque.
E os homens em Kheros seriam dominados...
a não ser que pudessem fugir antes do ataque.
A passagem para Kheros estava bloqueada...
por dois canhões enormes, controlados por radar...
na ilha vizinha chamada Navarone.
Canhões poderosos demais...
para qualquer navio aliado no Egeu desafiar.
O Serviço Secreto Aliado soube do ataque...
sete dias antes da data marcada.
Seis dias depois originou-se a lenda de Navarone.
OS CANHÕES DE NAVARONE
O PRIMEIRO DIA - 2:00
UMA BASE AÉREA ALIADA NO ORIENTE MÉDIO...
- Procuro o Comodoro Jensen. - Sou Jensen.
Entre, Mallory.
Você está atrasado.
Desculpe. Nosso avião foi atacado a uma hora de Creta.
Chegamos em Alexandria com um motor só.
Os alemães ofereceram 10.000 libras por você e Andrea Stavrou.
- Sente-se lisonjeado? - Não, senhor. Como sabe?
Devo saber. Sou seu chefe. Trabalha pra mim há 18 meses.
Fico feliz por conhecê-lo. Disseram que sairia de licença?
- Sim, senhor. - Sinto muito...
mas não é verdade. Pelo menos por enquanto.
Este é seu melhor parceiro. Seria bom cumprimentá-lo.
Olá, Keith. Não mudou nada desde Atenas.
Olá, Roy.
Venham comigo, senhores.
Barnsby.
Estes senhores têm especial interesse em Navarone.
Foram ouvidos pelo rádio, mas podem ser mais claros agora.
Serei claro.
Como vê, foi horrível.
Líder do Esquadrão, Barnsby. Australiano.
Mas adoraríamos voltar, não, rapazes?
- Claro... - O mais rápido possível...
mas com uma condição.
O idiota que planejou isso deve ir conosco.
E, quando chegarmos lá...
vamos jogá-lo a 3.000 m, sem paraquedas.
- Tão ruim assim? - Ruim?
Não pode ser feito. Pelo menos do ar.
Tem certeza disso? Isso é importante.
Minha vida também é. Pelo menos pra mim.
E a vida destes idiotas e dos 18 mortos esta noite.
Olhe, senhor...
primeiro, aquele maldito forte no topo do maldito penhasco.
Daí, o maldito penhasco pendeu.
Nem se podia ver a caverna. Sem falar dos canhões.
Não tínhamos uma maldita bomba grande o bastante...
para destruir a maldita rocha.
É a maldita verdade, senhor.
Sei como acabar com os canhões.
Sim, senhor.
Encha um avião com TNT...
e faça um pouso suicida, dentro daquela caverna.
Só tem um problema.
Alguém para pilotar o avião.
Sei. Que tal você mesmo?
Obrigado a vocês todos.
Sei que fizeram o possível, melhor do que ninguém.
Sinto muito.
Como deve estar presumindo, sou o maldito idiota...
que querem jogar a 3.000 m. Não posso culpá-los.
Achava que não daria certo, mas tinha de tentar.
De qualquer modo, por isso você foi chamado de Creta.
Não sumam, por favor.
Estamos sem tempo. Vamos, senhores.
- Alguma pergunta? - Só uma.
Por que eu?
Você só quer um guia marítimo.
Deve haver muitos que conhecem estas águas.
Mas você é mais qualificado. Franklin vai te explicar.
- Foi tudo ideia dele. - Primeiro: seja flexível.
Segundo: sobreviveu em território ocupado por um ano e meio.
E o mais importante: antes da guerra era o maior alpinista do mundo.
- Keith Mallory, o voo humano. - Vá direto ao assunto, Roy.
Nossos contatos em Navarone...
informaram que só há um ponto não vigiado pelos alemães.
É South Clitt, a 122 m de altitude, nunca escalado.
Aí você entra.
- Foi também ideia sua, não é? - Foi.
Quero que nos leve até o topo do penhasco.
Depois disso, tire uma rica e merecida licença.
- E uma promoção atrasada. - Entendo.
Pode fazê-lo?
Com todo respeito, acho essa operação uma loucura.
Claro que isso não é da minha conta.
Tenho de escalar, o que não faço há 5 anos.
É muito tempo. Muito tempo para me arriscar nesse penhasco.
E quer que o escale à noite.
Não tentaria nem à luz do dia.
Eu mesmo irei lá, já fiz alpinismo.
Não seja tolo. Mesmo com sorte, vocês morrerão.
- Está descartado? - Não está. Não pode ser.
Não agora.
Mallory...
é nossa última chance.
Os alemães não esperam um grupo de sabotadores nosso.
2.000 homens em Kheros morrerão na próxima quarta-feira.
A não ser que escalem o penhasco. Não temos mais ninguém...
que chegue a tempo.
Se tivéssemos, não estaria aqui agora.
É tarde para trazer Stavrou de Creta para me ajudar.
Pelo contrário. Acho que ele está esperando no hotel agora.
- O senhor pensa em tudo, não é? - É meu dever.
- Parte do meu trabalho. - Obrigado, Keith.
Foi um prazer.
Nada como uma estrutura organizada.
Agora, gostará de conhecer o grupo.
Sidney, traga café, por favor.
Franklin acha que é o melhor grupo, e concordo.
Ele é ideal para o trabalho. É experiente e muito capaz.
Não fique corado, Roy. E é sobretudo sortudo, não, Roy?
- Se acha, senhor... - Acho, sim.
Não foi Napoleão que disse a alguém promovido a general...
'Sei que é brilhante, mas tem sorte?'
O imperador sabia o valor da sorte. E Roy parece tê-la.
- É melhor me promover a general. - Paciência, rapaz. Paciência.
Esse é nosso Cabo Miller, professor de Química.
Um gênio em explosivos.
Explodiu o quartel de Rommel sem danificar o orfanato vizinho.
Tentamos torná-lo oficial, mas não quis.
E este é Brown, nosso prodígio mecânico.
É um gênio em motores, maquinário, rádios, etc.
É o melhor que vi com uma faca.
Foi treinado na Espanha, na Guerra Civil.
É chamado: 'Açougueiro de Barcelona'.
Soldado Spyro Pappadimos.
É gênio em quê?
É assassino inato. É muito útil para um trabalho desses.
O pai dele é o chefe de nosso contato em Navarone.
A família o mandou estudar na América há 10 anos.
Temo que tenha saído diferente. Bem, este é o grupo.
Todos temíveis piratas.
Há ainda o sortudo, o terrível Sr. Stavrou e você.
Sendo todos gênios, como podemos falhar?
Não podem.
Mandaremos 6 destróieres pelo Canal de Navarone na terça...
pra tirar os homens de Kheros. Se não usarem os canhões...
haverá mais seis navios no fundo do Egeu.
O carro chegou, senhores.
Surpreso?
Não esperava vê-lo de novo tão cedo.
- Achou que precisaria me procurar? - Eu iria achá-lo na hora certa.
O que é isso?
Temos de atravessar alguns homens à Ilha de Navarone.
- Você a conhece? - Conheço.
Também acho que ainda tenho trabalho em Creta.
- Quem é o responsável por isso? - Um major que conheci.
Chama-se Franklin.
Quer provar a si mesmo ser um herói.
Vou falar com ele. Onde ele está?
Este é o homem.
Pode falar com ele no caminho.
Acha que não há nenhuma chance, senhor?
Francamente, não. Nenhuma chance no mundo.
Ficarei surpreso se chegarem no meio do caminho.
Um desperdício de seis bons homens.
Não importa, considerando o que já perdemos.
Estou feliz por não ser decisão minha.
Sou só o intermediário.
Talvez cheguem lá e talvez tenham êxito.
Tudo é possível em uma guerra. Em meio a todo aquele caos...
as pessoas revelam incríveis qualidades.
Destreza, coragem, auto-sacrifício.
Pena não podermos tratar os problemas da paz assim, não é?
Seria bem mais barato para todos.
Nunca pensei desse modo.
O senhor é um filósofo.
Sou só o homem certo para enviar gente em casos assim.
O PRIMEIRO DIA - 18:00
Deve ter se atrasado. Logo estará aqui, tenho certeza.
- Major Franklin? - Exato.
Meu nome é Baker. Desculpe o atraso.
- Venha comigo, por favor. - Está confortável. Odeio partir.
Assim que estiverem prontos.
Charmoso. Parece um hotel-fazenda inglês.
- Onde os outros dormem? - Ninguém dorme. De pé.
Temos lição de casa.
Se insiste, major...
O que está fazendo? Procurando poeira?
Não, microfones.
Este é um ponto do exército britânico. Confia em alguém?
Não, por isso ainda estou vivo.
O Sr. Stavrou é coronel do 19ã Regimento Motorizado.
- Ou seja, é superior a todos nós. - O 19ã não existe mais.
- Por enquanto. - Perdão. Coronel?
Andrea.
- Continue, por favor. - Certo. Se estiver pronto, cabo.
Sim, senhor. Pronto, disposto e capaz. A seu dispor.
O Cap. Mallory e o Cel. Andrea deverão nos levar.
Vou dizer a ele aonde vamos e por quê.
- Se quiser saber, professor. - Sou todo ouvidos, senhor.
Precisamos evitar estradas da costa.
São 32 Km por montanhas até essas ruínas: St. Alexis...
onde o grupo da Resistência da cidade de Mandrakos...
irá nos encontrar se e quando puder.
Alguma pergunta?
Tenho outra estrada para esse lugar. Me dê o lápis.
O major acha isso possível?
Entendo. É uma ideia, não é?
Bem, vamos reexaminar o plano e ver se temos alternativa.
Cuidado.
- Quanto tempo acha que está aí? - Não sei. Uns 10 minutos.
Achei que escutava coisas. Daí ouvi de novo.
10 minutos? Brown, vá buscar o Major Baker.
- Sim, senhor. - Como se chama? O que faz aqui?
O major lhe fez uma pergunta. Responda ao major.
Parece surdo. Não entendo.
Vou tentar grego.
- Traduza, por favor. - Não fala inglês.
E por que ele estava ouvindo?
O que está havendo? O que fazem com ele?
- Conhece-o? - É Nicolai. Cuida das roupas.
É a razão de me importunarem? Franklin, tive um dia difícil.
- Ele deve ouvir atrás das portas? - Não creio nisso.
É o que estava fazendo.
Curiosidade, na certa. Não fala nada de inglês.
Por que espiava? Por que tem uma faca?
Por que tentou apunhalar este homem?
Acho que se defendia.
Por estes lados, carregar faca não é crime.
- Nicolai. Você aí, deixe-o ir. - Major Baker...
gostaria que o prendesse por uma semana.
Depois, faça o que quiser, mas mantenha-o longe de Castelrosso.
Quem é você para me dizer o que fazer?
- Então, considere como favor. - Vou pensar.
Essa história do punhal... Eu disse para soltá-lo.
Pappadimos, está com seu silenciador?
Ótimo, então use. Mate o rapaz da lavanderia.
- Está louco? - E se o major atrapalhar...
mate-o também. É uma ordem.
Capitão, ele é louco. Vai deixá-lo fazer isso?
Não posso detê-lo, mesmo porque concordo com ele.
É claro que ele não precisa atirar em você.
Tudo o que precisa fazer é pedir auxílio...
e você será enviado pra casa, como soldado raso.
A menos que concorde em fazer o que ele diz.
Está bem. Se isso significa tanto para o senhor, eu concordo.
Leve-o, sargento.
Cena idiota.
Pode ter sua opinião, mas acabo de salvar sua vida.
O SEGUNDO DIA - 7:30
Realmente sinto muito, senhores. Sinto mesmo.
- É embaraçoso. Olhem só isso. - É exatamente o que queremos.
Queriam um barco bem discreto, mas isso é um horror.
Me deem 36 h e arranjarei um barco alemão...
em perfeito estado, que tenha tido um só dono.
Tão logo concordem, arrumarei um em Rhodes.
Rhodes? Os alemães não achariam ruim?
Acho que sim, se soubessem.
Mas tenho bons contatos lá. Que me diz companheiro?
- Não podemos esperar. - Que pena.
Meus rapazes irão ajudá-lo com o equipamento.
Não é preciso, obrigado.
Entendo. Mercadoria especial, e tal.
Boa sorte.
- Brown. - Sim, senhor.
O que acha?
Parece um monstro, senhor.
Mas sei lidar com ele.
- Está confortável, professor? - Sim, obrigado.
Na verdade, os rapazes quase acabaram.
Permite que eu fale?
- Sobre o quê? - As condições desse navio.
Melhor falar com o Cap. Mallory. responsável pelo transporte.
Certo, senhor.
Senhor, verifiquei esse barco e acho que deve saber...
que não sei nadar.
Eu me lembrarei disso.
Exatamente no 10, senhor.
Alô, sortudo. Alô, sortudo.
Transmita meus sinais. Transmita meus sinais.
Alô, George Mike William.
Força 3, força 3, câmbio.
Alô, sortudo.
Voo Alto avistou índios na sua área.
Cuidado.
Tempestade à vista por esses lados.
Repito. Voo Alto avistou índios...
Barco à vista.
Continuem trabalhando. Eles devem ter binóculos.
Abaixem as velas.
Abaixem as velas.
Vamos subir a bordo.
O que ele disse? Você entendeu algo?
Vocês entendem?
Desculpe, não falo alemão. Que está dizendo?
Fique aí, e iremos a bordo agora mesmo.
Certo. Certo.
Pessoal, vamos recolher as velas. Mexam-se.
A bordo.
Levante-se.
Levante-se.
Mexa-se.
Atirar.
Está na altura do joelho, mas acho que conseguiremos.
- Quer descansar um pouco? - Eu gostaria.
Estranho o oficial alemão falar inglês conosco.
Como se soubesse quem éramos.
Também pensei nisso.
Acho que Baker pode explicar.
- Não deveria ter feito isso. - O quê?
Metê-lo nisso. Desculpe.
Esqueça. Já estava cansado da comida de Creta.
Às vezes, sou um idiota. Mesmo quando era criança...
ficava furioso se não acatassem minha escolha.
Agora as pessoas acatam. Por que se preocupa?
- Café quente. - Ótimo.
Desculpe, capitão.
Faltam xícaras nesse navio.
Lembra-se que falei das falhas desse navio?
Lembro.
- Obrigado. - Disponha.
Quando quiser conversar um pouco sobre esse barco...
estou à disposição.
E ainda não sei nadar.
Não se preocupe com ele. Não é nada.
Não me preocupo com ele. É ele que se preocupa comigo.
- Conhece-o faz tempo? - Desde que começamos aqui.
É o melhor amigo que tenho nessas bandas.
Conseguiu um ótimo parceiro.
- Estamos juntos há anos também. - Você tem sorte.
Ele irá me matar quando a guerra acabar.
- Não está falando sério. - Estou, sim.
Ele também está.
Há um ano, ajudei os alemães. Levei os feridos para o hospital.
Ainda tinha ilusões, naquela época, de guerra civilizada.
Eles queriam muito Andrea.
Mataram as vítimas e explodiram a casa dele.
Ele não estava lá, mas sua esposa e três filhos estavam.
E foram mortos.
Ajudei-o a enterrá-los.
Ele não me disse nada. Nem olhou pra mim.
Quando tudo acabou, disse que, em sua opinião...
a culpa não era dos alemães, mas minha.
E de minha decência anglo-saxônica idiota.
Daí, disse o que faria e quando faria.
Acha que ainda fará?
Ele é de Creta. Essa gente não ameaça em vão.
Quando pedi a licença, pensei em mudar para outra área.
Queria um tempo para pensar e me preparar para ele.
Eu estraguei tudo. Desculpe.
Tudo bem.
A guerra será longa.
Por que acha que ele esperará?
Ao surgir a chance, não esperará.
Agora, ele só quer matar alemães.
Enquanto eu for útil a ele naquele departamento...
fará o possível para me manter vivo.
- Espero. - Bondade dele.
Eu entendo.
Ganha-se uma guerra sendo mau como o inimigo.
O que me preocupa é acordar um dia e descobrir...
que podemos nos tornar piores do que eles.
- A mim não preocupa. - Você tem sorte.
Vou dar uma olhada no alçapão...
antes que Miller me mande ir lá.
Quem está aí?
Socorro.
Salvamos os explosivos, as armas e quase toda a munição.
Acho que perdemos a comida e os medicamentos.
Se encontrarmos a Resistência em St. Alexis, eles nos suprirão.
Vamos sair daqui quanto antes.
Pappadimos e Miller...
o primeiro turno com a maca é de vocês.
Está assumindo oficialmente o comando deste grupo?
- Suponho que sim. Por quê? - Só para constar.
Esta tarde no barco...
falhou no seu trabalho.
Como aconteceu?
Não sei, senhor.
Mas ele estava perto de você e de costas. E você só o feriu.
Como pôde errar?
Devo ter hesitado.
Você hesitou?
Um homem com sua experiência?
O Açougueiro de Barcelona? Como pôde hesitar?
Então estava cansado.
Estou cansado e cheio.
Estou nessa guerra há muito tempo.
Mato alemães desde 1937. Eles não acabam.
Você atira em um homem a 200 m. É um alvo em movimento.
Mata-o com uma faca.
Está perto o bastante para cheirá-lo.
Sinto o cheiro enquanto durmo.
Após o último combate, fiz um pacto comigo mesmo.
Eu faria meu trabalho.
Mas não faria mais o do outro. Não se puder evitar.
Quem lhe deu o direito de uma paz particular?
- Pensa que é o único cansado? - Faço o meu trabalho.
Seu trabalho é matar soldados inimigos.
Certamente há uma palavra em código.
Se não atendermos, logo virá uma patrulha aqui.
Onde esteve até agora? Já são 5 h.
O meu deve estar atrasado.
Então acerte-o, idiota.
- Tudo em ordem? - Sim, tudo em ordem.
Esteja alerta.
Então, tudo certo.
Vamos pegar o equipamento e cair fora.
Vamos.
E então?
A perna do major quebrou em dois lugares.
E tem ferimentos internos. Precisa de cuidados médicos.
- O que sugere? - Se o deixar aqui, os alemães...
- deverão cuidar dele. - Eles iriam levá-lo a um hospital.
Sem sulfanilamida para sua perna, não há chance.
Obviamente, gosta dele. Eu também.
Temos duas opções...
levá-lo conosco e, se não for tratado logo, morre...
ou deixá-lo aqui. Daí, contará o que os alemães querem saber.
- Roy? Jamais. - Talvez ele possa evitar.
Eles têm outras drogas além de sulfa.
Só precisam enchê-lo de escopolamina...
e ele irá dizer nosso plano todo em detalhes.
Há, claro, uma terceira opção.
Uma bala já. Melhor para ele, e para nós.
Se ele for conosco, colocará todos em perigo.
Que tal jogá-lo do penhasco e economizar uma bala?
Que tal calar a boca?
Sim, há uma terceira opção.
Será a nossa, se necessário...
quando necessário. E não antes.
Vamos andando.
Brown, seu trabalho agora é cuidar do major.
Vamos, já disse.
O TERCEIRO DIA - 9:30
Bom dia.
Lamento.
Não seja tolo. Foi só azar.
Que faremos agora?
- Onde estamos? - Estamos a caminho.
- Vou atrasá-los. - Não vai.
O professor aqui está louco para carregar você, não é, professor?
Exato, não é pesado como pensei.
Ouçam...
têm de me deixar aqui.
Você está louco.
Hora do rádio.
Agora você tem tudo nas mãos.
Nem sabe como me agradecer, não é?
Sempre quis esse cargo.
Alô, sortudo...
confirme se receber meus sinais.
Alô, George Mike William.
Força 4. Câmbio.
Alô, sortudo. É urgente.
A estação Paddington fechará à meia-noite menos um.
Entendido? Menos um, câmbio.
Perdemos um dia inteiro.
Os alemães chegarão em Kheros um dia antes.
Temos até a meia-noite de depois de amanhã.
Mensagem entendida. Passo e desligo.
Gostaria de ficar a sós com o major.
Roy, foi estupidez.
Você quase estragou tudo. Fomos tirados dessa.
- Riscados. - O quê?
Vão aterrissar depois de amanhã, na Costa Leste.
- Do lado turco. - Lado turco?
Eles vêm com força total.
Quanto a nós, acabou a pressão.
Só temos de fazer o máximo de confusão possível.
Até a noite, estará nas mãos do Serviço Secreto.
Vão cuidar de você.
Tente isso de novo, e farei Andrea quebrar sua outra perna.
Espalhem-se.
- Boa sorte. - Não se preocupe.
Verei você à noite, em St. Alexis.
Pela direita.
Pra cima, à esquerda.
Depressa.
Fogo.
O TERCEIRO DIA - 20:00 RUÍNAS DE ST. ALEXIS
Boa noite, senhores.
Obviamente, este lugar foi usado antes.
Tem comida aqui?
Lamento dizer que não.
Não foi descuidado há pouco? Podíamos ser qualquer um.
Ouvi vocês chegando há uns 5 min.
Pappadimos, hora de revezar com Andrea.
Eu vou.
Pappadimos, vá você.
- Pode ter trazido comida. - Espere. Pode estar fingindo.
Salvos.
Não se movam.
Levantem as mãos.
Levantem bem as mãos. Todos vocês.
Você aí, com a comida, fale.
Sou um soldado alemão.
Vocês não são alemães.
Qual de vocês é o Major Franklin?
O cara na maca. Quem é você?
Meu nome é Maria Pappadimos.
Podem abaixar as mãos, senhores.
Pappadimos?
- Disseram que era um homem. - Meu pai. Foi levado há 2 dias.
- Foi levado? - Não contou nada a eles.
- Preferiria morrer. - Tem irmãos e irmãs?
Tenho um irmão, Spyro. Na América.
Ele não está tão longe.
É aquele bonitão ali?
Spyro.
- Por que fez isso? - Para que escreva às vezes.
- Estamos em uma guerra. - Antes da guerra.
Prometi que faria isso assim que o visse.
Mas, desculpe, irmão.
Qual de vocês fez isso?
Receio ter sido eu.
- Quem é ela? - Minha amiga Anna. É uma de nós.
Pena isso ter acontecido com ela.
Antes de virem os alemães, era professora em Mandrakos.
No ano passado, foi pega e torturada para nos trair.
Foi açoitada até aparecerem os ossos.
Algumas noites, nós a ouvíamos gritar.
Daí, foi levada para a fortaleza onde ficou por seis meses.
Ao sair...
não conseguia falar. Desde então, nunca falou.
Nem em sonhos.
E nem eu pude ver as cicatrizes em suas costas.
Mas luta tão bem quanto qualquer um de vocês.
Ela entra em qualquer lugar. Ela nos trouxe essas armas...
e mata sem piedade.
Você tem sorte, irmão.
Não, eles são amigos. Nossos amigos.
Nossos amigos.
O QUARTO DIA - 8:00
Alto.
Dois pra esquerda, dois pra direita...
e dois pra frente.
É gangrena, senhor.
Se a perna do major não for amputada, ele morrerá.
Ele sabe?
Acho que não.
Desculpe, mas é minha primeira chance de falar com o senhor...
mais ou menos a sós. Não quero ficar de fora.
Quero ser parte do grupo de novo.
Me dê uma chance. Pode confiar em mim.
Vou pensar nisso.
É gangrena. Que escolha temos, capitão?
- Quem revezou com você? - Ela.
Você só deve receber ordens minhas.
- Eu lhe fiz uma pergunta. - Eu ouvi, cabo.
Vá comer algo. É uma ordem.
Obrigado, senhor.
Há muita atividade lá embaixo. Posso ouvir.
Estão acabando com Mandrakos.
Assim que saírem, nós entraremos.
- Vamos levá-lo a um médico. - Brown disse que está bem.
Ele é mentiroso, e você também.
Não perdi o olfato.
Espero que o médico seja um bom cirurgião.
Gostaria de saber o que o velho Jensen iria dizer.
Minha sorte parece ter mudado, não é?
Creio que nunca serei um general.
Esse Franklin não é um mau sujeito.
Não, nem um pouco.
- Tem certeza de que há um túnel? - Nunca nos encontrarão lá.
Encontraram-nos aqui. Vamos. Vamos.
Fogo.
Maldito.
- Desculpe. - Não foi nada.
- Onde fica o túnel? - Aqui, senhor.
- Aonde isso nos levará? - Sairemos atrás de Mandrakos.
Muito bem, vamos prosseguir.
Anna.
Anna.
Está mancando. Machucou-se? Precisa de ajuda?
O QUARTO DIA - 15:00
Venham aqui.
Acha que temos saída contra incêndio?
Abram.
Ele disse que aqui está lotado.
Então, vamos embora.
Gente simpática.
Rendam-se em silêncio...
se não querem que vocês e muitos inocentes morram.
O QUARTO DIA - 21:00
Fique junto à porta.
Virem-se, por favor.
Cap. Mallory, parabéns, fez um ótimo trabalho.
Pena que estava condenado desde o começo.
Quer dizer onde escondeu os explosivos?
Como seu comandante, ele deve bancar o herói.
Não precisam arcar com essa carga.
Para que sofrer mais? Para que prolongar o sofrimento?
A guerra acabou para vocês.
Outro oficial virá interrogá-los. Capitão da S.S.
Seus métodos são, francamente, muito severos.
Nenhum dos senhores está fardado. Assim, são considerados espiões...
e sabem qual a pena para isso.
Mas, se um de vocês tiver inteligência e coragem...
de dizer onde estão os explosivos, eu prometo...
não só pouparei sua vida, como a de seus camaradas.
Será a única chance, senhores. Aconselho-os a aproveitar.
Por favor, senhor. Não sou espião, não sou um deles.
Covarde.
Deixe-o.
- Continue. - Eu juro, senhor.
Sou só um pobre pescador. Há dois dias...
eles mataram meus marinheiros e roubaram meu barco.
Forçaram-me a ficar com eles. Senhor, sou prisioneiro deles.
Onde aprendeu inglês, pescador?
Em Chipre. Juro que é verdade.
Você não é Andrea Stavrou? O Cel. Stavrou?
Não, senhor. Sou Nondus Salloonius.
Já disse. Sou pescador de Chipre.
E por que usa este tipo de coldre?
Bem, eles me obrigaram a isso...
- e fizeram disso uma piada. - E onde estão os explosivos?
Juro, senhor, eu diria, se soubesse, mas...
eles não disseram.
- Eles não confiam em mim. - Não os culpo.
O comandante ligará em breve para felicitá-lo.
Perguntei sobre os explosivos, mas não respondem.
- O grego diz que não é um deles. - Pode ir.
Você diz que não é desta companhia?
- Não, senhor, não sou. - Mentiroso.
- Mas, Excelência... - Mentiroso.
Isso não doeu.
- Onde estão os explosivos? - Não sei, Excelência.
Excelência, eu juro que não sei. Não sou um deles.
Fui forçado a me unir a eles. Como expliquei ao capitão...
sou um pobre pescador...
de Chipre. Meu nome é...
Nondus Salloonius. Eu juro.
Estes homens roubaram meu barco...
e me forçaram a unir-me a eles, Excelência.
- Traga-o aqui. - Sou prisioneiro deles.
- Capitão. - Cale-se.
Onde estão os explosivos? Quero uma resposta já.
Senão, eu mesmo disporei as talas deste oficial.
Muito bem.
Não posso. Por favor...
- Levante-se. - Não posso.
Levante-se.
Levante-se, de novo, trapaceiro.
- Por favor, estou mal... - Levante-se.
- Estou doente... - Levem este rato daqui.
Estou mal. Por favor, estou doente...
estou doente.
Chame o sentinela.
Sentinela.
Agora, pegue o telefone...
e diga a eles que não o incomodem até segunda ordem.
Lembre-se...
eu falo alemão perfeitamente.
Não é muito higiênico.
E que mau gosto para roupas íntimas.
Oi, pessoal.
Vamos deixá-lo aqui, Roy.
Eu entendo.
Vou deixar que nos persigam por algum tempo...
mas não podem saber sobre a aterrissagem amanhã à noite.
Claro.
Não se preocupe.
Boa sorte.
Segure.
Vamos deixar o Major Franklin.
Está ferido.
Espero que receba tratamento médico adequado.
Não trazemos guerra contra feridos.
Não somos todos como o Cap. Sessler.
Onde fica a estação de rádio?
Não lhe direi.
Não hesitaria em me matar por muitas razões...
mas não por esta.
Não lhe direi de modo algum.
- Até logo, Roy. - Boa sorte, Keith.
Sortudo. Sentirei sua falta.
Tentará ser um mau paciente, não é?
Fique pedindo urinóis, enlouqueça os homens.
Vou lembrar disso.
Quando tudo acabar, você me paga o almoço no Simpsons.
Rosbife, pudim e um bom vinho tinto.
- Bife e torta de rim. - Como quiser. Você vai pagar.
E você, coronel, que interpretação.
Vamos.
Espero que tenha agido certo deixando Franklin com eles.
Senhor?
Não é o senhor. É o Sr. Stavrou.
Fale-me a seu respeito.
- O que quer saber? - É casado?
Fui casado.
Minha esposa e filhos foram mortos.
- Matou muita gente? - Só alemães...
e alguns italianos também.
Cap. Mallory...
É um homem de sorte.
Eu sei.
Sr. Stavrou?
Gosto do senhor.
Também gosto de você.
Que cara de bebê. Quem o teria reconhecido?
Tem de acabar com esse ar superior, não é?
Eu não. Sou um oficial agora.
Lamento, escolheu o uniforme errado.
Luzes apagadas em 5 min. Descansem ao máximo.
Logo ao amanhecer...
temos de nos livrar do caminhão e pegar outro carro.
Daí, pegamos os explosivos e entramos em Navarone.
Temos de estar na fortaleza amanhã até às 10 h.
- Posso saber como? - Vamos entrar andando.
Só por causa desse disfarce?
Porque falei ao Franklin que nossas ordens mudaram.
Que não estávamos mais atrás das armas.
Falei que íamos tentar um ataque maciço...
amanhã à noite, do lado turco.
Se eu estiver certo...
os alemães darão a ele escopolamina...
antes de operarem, e é o que ele dirá a eles.
Podem não acreditar, mas levarão isso em conta.
Aposto que sairão de Navarone...
e tomarão suas posições na costa.
Muito inteligente.
Mas ainda tem a guarnição na fortaleza...
e Andrea, Pappadimos e Brown irão fazê-los sair...
com manobra de descida por toda a Navarone.
Se houver bastante confusão...
Miller e eu poderemos entrar.
Ao mesmo tempo, elas roubarão o barco mais veloz que acharem...
para podermos sair daqui quando tudo acabar.
Inteligente mesmo.
Se não tiver escopolamina, o que acontecerá então?
E se usarem os métodos antigos?
E se seu boneco ventríloquo não falar?
Pois ele é um bom homem, não é fácil dobrá-lo.
Pode ser muito punido antes de dizer o que você quer.
Ele pode até morrer sem dizer nada a eles.
Pensou nisso, capitão?
- Sim, pensei. - Aposto que sim.
Aposto que pensou até no penhasco.
Você e suas três opções.
Por isso nos fez levar o pobre moribundo conosco o tempo todo.
Mesmo se viver, já não será o mesmo.
Sabe o que fez?
Acabou com um importante ser humano.
Eu o julguei mal.
É um sujeito implacável, Capitão Mallory.
Eu não achava isso lá no penhasco.
Se achasse, teria feito o mesmo.
- É a única chance de êxito. - No momento, dane-se a missão.
Foram várias missões, e nenhuma alterou o curso da guerra.
Houve mil guerras, e haverá mais mil até todos nos matarmos.
Dane-se a guerra. Só me preocupo com Roy.
E se a Turquia entrar na guerra do lado errado?
E daí? Deixe que o mundo todo se destrua. É o que ele merece.
E os 2 mil homens em Kheros?
Não os conheço, mas conheço o homem em Navarone.
Sr. Miller, foi o fim dele quando caiu.
Fácil pra você dizer, aí sentado, tomando café.
Engraçado, fiquei grato quando o deixou lá hoje.
Espero ter a chance de usá-lo nessa missão, como você o usou.
Lamento, mas foi a única saída que achei.
Durmam bem essa noite.
Aconteça o que acontecer, terão de estar descansados.
Fico de vigia primeiro.
Diga, professora, de um ponto de vista moral...
já que representamos o lado da bondade e civilização...
acha que o que fiz com Franklin foi civilizado?
Ele é um homem difícil, Sr. General.
Sujeito incrível.
- Tem escopolamina? - Sim, Sr. General.
Então, dê escopolamina a ele.
Você pode ir.
- Sim, Sr. General. - Escopolamina...
nada diferente, entendeu?
O ÚLTIMO DIA - 6:30
Nosso caminhão quebrou, veja.
- Pode consertar isso? - Sim, senhor.
Os dois idiotas aí não conseguem.
Seria melhor enviar você à frente leste.
Sou um bom mecânico, senhor. Vou consertá-lo.
Ótimo.
Cuidado.
Mãos ao alto.
Estão queimando Mandrakos como punição.
Vamos, mexam-se.
Esta região foi evacuada, pois a vibração das armas...
enfraquece as casas.
O ÚLTIMO DIA - 21:00
Onde será o ataque? Onde será o ataque?
Do lado turco.
A que horas?
Se não autorizar já a operação, ele morrerá.
O itinerário está claro? Alguma pergunta?
Boa sorte.
Não precisarei disso. Toma.
Adeus.
Adeus, Maria.
Fiquem todos onde estão. A festa acabou.
Alguém pisou no bolo.
Prova A: a espoleta do relógio.
Elementar e arcaico, mas funciona.
Só esta não funcionará mais, sabem por quê?
O relógio está bom, mas o ponteiro de contato quebrou.
Não ativaria nem fogos de artifício.
Prova B. A prova B desapareceu.
Minhas espoletas de combustão lenta sumiram.
Prova C: meus bastões.
Meus bastões com 5 g de mercúrio em cada um.
O bastante para explodir minha mão.
Muito instável, muito delicado.
Portanto, há um traidor nesta sala.
- Está louco. Foi na base. - Não sou tão louco.
Verifiquei tudo lá antes de sair.
É aqui. Aqui. Alguém daqui.
Mas quem? Quem?
Isso só esteve longe dos meus olhos por duas vezes.
Uma vez, quando Andrea e Maria foram escondê-lo.
Mas estava bem quando o pegamos de novo.
A outra, quando deixamos no caminhão e...
fomos todos examinar os portões, todos nós...
menos ela.
Ela ticou de guarda no caminhão, sozinha.
- O senhor está louco. - Deixe-me pensar um instante.
Desde que estamos aqui, só passamos por apuros, não é?
Pensem. Estamos escondidos no Carob Grove, e...
ela está em cima de uma árvore, lembram-se?
Qualquer um pode dar sinal a um avião com uma lata ou espelho.
E eles nos acharam lá, não é?
Daí, o túnel. Ela ficou bem atrás, mancando muito.
Alguém a tem visto mancar? Mas ficando bem atrás...
podia deixar mensagens, não é? E, ao levarem Roy ao médico...
eram esperados por alemães.
Daí, quando o levou à sua casa, vieram atrás de nós.
- Mas ela nos tirou de lá. - Claro. A casa ia desmoronar...
e ia sobrar pra ela também. Aí, o que ela faz?
Ela desaparece no quarto para se trocar e deixa um bilhete.
E, quando nos leva à festa, somos como ratos na ratoeira...
pois não podemos pegar as armas.
Se pegássemos, significaria matar meia Mandrakos.
Você é louco.
Sou? Talvez seja.
Nada mais me surpreenderia.
Mas é fácil resolver isso.
Vamos ver as cicatrizes que os alemães fizeram em você.
As terríveis cicatrizes.
Que tal, Maria? Não quer ver as cicatrizes que nunca viu?
Q. D. D.
Não podem acreditar?
Acreditem. Não suporto a dor.
É fácil ter coragem quando está livre, com os amigos.
Mas eu fui pega, os outros eram livres, mas não me ajudaram.
Eu estava sozinha...
nas mãos deles.
Disseram que me colocariam em seus bordéis...
que me torturariam.
Vi o que fizeram com outras pessoas.
Lamento. Não suporto sentir dor.
Quando chegamos...
por que não se abriu conosco?
Podia ter ido conosco.
Era sua única chance de ficar livre deles.
Nunca houve chance. Vocês nunca tiveram chance.
Estão condenados desde o início.
Nunca sairão daqui. Nunca.
Tentei dizer isso ontem à noite.
- Você pode fazer algo? - Não sei.
Sempre há um meio de ativar explosivos.
O negócio é estar longe.
Não está esquecendo algo, capitão?
Quanto à moça, temos três opções...
Primeira: deixá-la aqui, mas podem encontrá-la.
E falará mesmo sem drogas.
Segunda: levá-la conosco, mas só dificultaria as coisas.
Terceira: bem, é a opção do Andrea, lembra-se?
Você quer mesmo uma punição, não é?
Sim, quero. Não consegui dormir ontem à noite...
Se está tão ansioso por matá-la, mate.
Não estou ansioso por matá-la. Nem ninguém.
Não sou um soldado nato. Acabei nessa por acaso.
Pode achar-me piadista às vezes. Mas, se não agisse assim...
ficaria louco.
Prefiro que seja morta por alguém como você.
Um oficial, um cavalheiro, um líder, um herói.
Se pensa que gosto disso, está louco. Também vim parar aqui.
- Como você e todos aqui de farda. - Queria, sim. É um oficial, não é?
Nunca deixei que me tornassem um oficial.
- Não quero responsabilidade. - E não teve esse tempo todo.
Alguém tem de assumi-la se há uma missão a ser cumprida.
- Pensa que é fácil? - Não sei.
Quem é responsável na hora do trabalho sujo?
Quem é culpado: quem dá a ordem, ou quem a executa?
- Não há tempo pra isso. - Um momento.
Para cumprir a missão, ela tem de morrer.
E todos sabemos quanto quer cumprir a missão.
Os outros, não sei, mas nunca matei um mulher...
traidora ou não. Não sou disso. Por que não mata?
Por que não nos deixa fora disso uma vez?
Vamos, seja generoso. Seja um pai para os seus homens.
Feche os olhos, pense na Inglaterra e puxe o gatilho.
O que me diz, senhor?
Sabem o que devem fazer. Comecem.
Brown, você vai com Maria.
Quando se põe um farda e se aprende a fazê-lo...
não é difícil matar.
Às vezes, é mais difícil não matar.
Você se safou esse tempo todo, ficando de prontidão.
Bem, filho, seus dias de prontidão já eram.
Agora está envolvido até o pescoço.
Soube que é um gênio com explosivos. Prove.
Fiquei com vontade de usar isso.
E, se não pensar em algo, eu a usarei em você.
Falo sério.
Ande.
Tudo pronto, Sr. General.
Me dá aqui.
Vamos.
Alto. Alto.
Vamos. Vamos.
Um mensageiro. Um mensageiro. Deem passagem.
Mensageiro. Mensageiro. Parem.
Afastem-se.
Depressa. Andando. Depressa, vamos, fora.
O que aconteceu?
O que era?
Não faço ideia, mas era grande.
Fique aqui. Se precisar, eu o chamo.
Como quiser, senhor.
O que era?
O que faz aí?
Onde está meu café?
Vamos, feche a cortina.
Desculpe.
- Sr. General... - Obrigado.
Sr. General.
Vou voltar. Fique aqui até receber notícias minhas.
A caminho da fortaleza.
Socorro. Socorro.
Detonador, por favor.
Terminarei aqui em 30 segundos.
Miller.
Miller.
- Miller. - O que foi?
- O que está fazendo? - Em primeiro lugar...
vão examinar estas armas e, na certa, acharão o dispositivo.
Não são burros, sabe?
Se forem um pouquinho descuidados ao removê-lo...
o resultado será o mesmo.
Ainda assim, conto com isso. É nosso seguro.
- O que acontece? - Pode abaixar o guindaste?
Já chega. Está vendo esta roldana?
Na primeira vez em que descerem este guindaste...
ela deve vir até aqui, atingindo estes 2 fios.
Teremos então um circuito, que mandará para cima...
este explosivo plástico, mais este pequeno objeto...
que peguei emprestado aqui.
Não verão esse fios quando eu lubrificar mais um pouco.
Tem certeza de que funciona?
Não garanto, mas a teoria é perfeitamente possível.
Mas, se isto for para cima, tudo aqui irá junto com ele.
E se não conseguir contato?
Serei responsável por afundar um destroier de Sua Majestade...
talvez todos eles.
Lamento. É o único modo de cumprir a missão.
Como disse: estou envolvido até o pescoço.
Ande rápido.
- Ande. - Primeiro o senhor. Não sei nadar.
Não me desapontará, não é?
Eu não consigo. Meu braço.
Vamos, cara. Pegue.
Segure.
Dois sinais.
80 graus, distância de 7,5 km.
Dê o alarme.
Um destroier. Repito, destroier.
Aproximando-se.
Vocês, subam aí. Vocês dois, lá na frente.
Alto. Você. Você.
Examine isso.
Cuidado, Sr. General.
Sr. Oficial, aqui, ainda temos uma.
Continue procurando.
- Sinal 1, inimigo à mira. - Inimigo à mira.
Inimigo à mira. Inimigo à mira.
Inimigo à mira. Inimigo à mira.
Spyro está morto, não é?
O que houve?
Ele esqueceu por que viemos.
- Bateria pronta. - Sim, obrigado.
- Ocupar bateria. - Sim, general.
- Bateria ocupada. - Grupo de artilharia informa...
- os canhões estão prontos. - Para os canhões.
Para os canhões.
- Introduzir uma bomba. - Introduzir uma bomba.
Preparar para atirar.
Para cima, 20 graus.
- Para cima. - Para cima.
Atenção. Pronto.
Fogo.
90 graus. 90 graus.
Fogo.
Fogo.
Agora vão voltar a Creta?
Vem conosco?
Conosco?
- Comigo. - Devo voltar.
Viu o que os alemães fizeram a Mandrakos.
Navarone pagará caro pelo êxito dessa noite.
- Venha. Ajudo você. - Vou voltar.
- A missão terminou. - Sua missão terminou.
Que chance acha que tem de ficar vivo lá?
Bem...
não é tão fácil me matar.
Logo os rapazes de Kheros ficarão contentes.
Estará meio lotado, mas nada como uma viagem pelo oceano.
Ar fresco, comida boa, esportes, belas garotas.
Quero oferecer minhas desculpas e felicitações.
Na verdade, não pensei que fôssemos conseguir.
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