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Original subtitles

Pronto, outro... Charles Eppker.

O Charles... O Charles � um tipo grande.

Jogou futebol.

Chamavam-lhe "Gorducho".

Pois chamavam.

Ele ainda joga...

Na liga canadiana.

Isto do "lembras-te quando", "onde estar�o agora".

Foi na faculdade. Podemos falar de outra coisa?

Sabes que mais? Tive um pensamento.

Merda. N�o.

Sim. A noite passada estava a ler

"Hist�ria da Am�rica do s�culo 20" em tua honra.

De quem, do Manchester?

N�o. Grande texto do...

Schlessinger. Halberston.

N�o me vou lembrar.

Bem, o nome n�o interessa

no teu neg�cio, interessa?

Trabalho no departamento de Ingl�s.

Lidamos com fic��o.

Posso cham�-los o que quiser.

O teu pensamento?

Oh, sim. Certo. Lia os 1960s,

a revolu��o sexual, a troca gratuita de mulheres.

Do tipo, no ser�o, um jogo espirituoso.

Os maridos costumavam atirar os porta-chaves

para a mesa, misturavam-nas,

depois as mulheres escolhiam umas de olhos vendados.

Colegas a foder as mulheres uns dos outros, et cetera, et cetera.

Agora pensa quando nasceram os nossos pais.

Pronto, agora, pensa quando n�s nascemos.

Podemos ser a descend�ncia do adult�rio do porta-chaves.

Percebes? Podemos n�o ser filhos dos nossos pais.

Oh, d�-me esperan�a, de qualquer modo.

Mais dois 7 e 7s.

- Jesus, outra rodada? - Obrigado.

Ainda n�o acabei esta.

Obrigado.

Ao teu primeiro m�s em Tropico.

Mant�m-te hidratado.

S�o todos uma merda menos n�s.

Oh, sei uma anedota.

H� um elefante na selva e tem um espinho no p�.

Passa um rato. O elefante p�ra-o

e diz, "Hei, dou-te qualquer coisa

se tirares o espinho do meu p�."

Ol�. Como correu?

Nick, eu...eu... Nick, podes fazer-me um favor?

Bryce?

Podes vir at� aqui? Sim, sou eu.

Sei que � tarde, mas preciso que tu...

Sim. N�o. Esperava...

Bem, sou... sou eu. tenho um problema.

Tenho... Tenho um s�rio...

Est� bem. Pode esperar? Porque j� escure...

N�o pode esperar. Preciso de um amigo.

Olha, estou numa grande alhada!

Est� bem.

Por favor. Por favor, Nick.

Est� bem.

Obrigado, amigo. Adeus.

Adeus.

Como aconteceu isto?

Ah, �poca de inc�ndios.

A mais pequena coisa detona isto.

Quero que vire � esquerda e prossiga devagar

em frente e vire � direita, est� bem? Conduza com cuidado.

Obrigado.

Oh, merda.

Bom dia.

Ol�.

Jesus, pareces como me sinto.

Bem, tamb�m me sinto assim.

Queres uma cerveja?

- S� tenho merda nacional. - Serve.

Obrigado.

As pessoas para quem cuidas da casa, t�m uma casa boa.

Ent�o, dizes-me porque estou aqui?

Dei uma foda esta noite.

Que bom para ti.

N�o.

N�o te trouxe aqui �s 2:00 da manh� para me gabar, est� bem?

Porque se te disser isto, tens de prometer que n�o contas a ningu�m,

que fica entre n�s. Est� bem, Nick? Est� bem?

A rapariga que conhecemos no bar?

- A Katie? - N�o. Kathy.

Oh, rapaz. Que aconteceu?

Tu sa�ste. Ela e eu... Fal�mos por um bocado.

Sabes, pagou uma rodada.

E depois perguntou se eu queria sair dali,

e viemos para aqui.

Ent�o come��mos a curtir. Ela come�ou.

Fez uma coisa engra�ada com a m�o.

E estava a beijar-me, a esmagar-me o maxilar.

Bryce, resume. Resume.

Desculpa. Desculpa.

Num piscar de olhos, est�vamos nus.

E depois eu... Fizemo-lo.

Sim?

Depois, ela foi ao quarto de banho.

Um par de minutos depois, saiu,

perguntou se eu tinha vitamina C.

- O qu�? - Sim.

Ent�o, fui l� a cima e encontrei,

e desci.

Ela tinha chamado um t�xi

e disse que ia para casa,

e que quando l� chegasse,

telefonaria � pol�cia

e apresentaria queixa contra mim por viola��o.

Diz que a violei, Nick.

Bryce, � verdade?

N�o. Desculpa, porque n�o te vejo desde a faculdade

e de repente fa�o-te gramar com isto.

H� alguma verdade no que ela diz?

Eu n�o... Eu acho que n�o.

Achas que n�o, ou sabes que n�o?

Olha, estava muito b�bedo,

e n�o me consigo lembrar

se ela tentou parar.

Mas ela diz que o fez.

Estavas passado, ou estavas...

N�o. Ambos.

Estava passado e l�cido no acto.

N�o me lembro!

Bem, agora n�o pareces muito b�bedo.

Bem, uma mi�da a acusar-te de viola��o

p�e-te s�brio num instante.

Jesus.

N�o sei. Talvez...

Talvez ela n�o v� at� ao fim.

De outro modo, n�o sei o que te dizer, Bryce.

Aguenta-te, por amor de Deus.

Fa�as o que fizeres, n�o digas a ningu�m.

Nem agora, nem nunca.

O qu�?

Oh, foda-se.

Oh, Nick, fiz asneira!

- Bryce? - Sabes, Nick, podes falar com ela?

Diz-lhe que foi um acidente. Foda-se! Detesto meter-te nisto.

Hei. Hei. Shh. Acalma-te, est� bem?

Hei. A rapariga foi-se embora.

N�o podemos fazer nada. Est� bem?

N�o.

Anda l�, Bryce.

N�o! Ela n�o se foi embora!

Est� l� em baixo!

Deus. Est� l� em baixo.

Isto vai parecer pior do que �.

V�s, depois de dizer o que disse, depois do que ela ia fazer, eu...

V�s, Nick, n�o lhe bati.

Tudo o que fiz foi agarr�-la e arrast�-la,

e ent�o, ao descer as escadas, ela caiu...

Onde se acende a luz?

Na parede.

Que raio fazes?

Eu, bem, preciso de pensar nisto.

N�o � o que pensas, que raio fazes?

H� quanto tempo est� aqui em baixo?

N�o estou certo.

Porque a minha no��o do tempo est� lixada.

Estima.

Arrastei-a, tentei falar com ela e liguei-te. Talvez uma meia hora?

- N�o lhe tocaste depois disso? - N�o, Nick, juro que n�o lhe toquei.

Nick...

N�o! Apenas... apenas... Espera um minuto...

Mas, Nick...

Oh, foda-se!

Nick, anda l�. N�o � a minha casa.

Raios, Bryce.

Olha, desculpa, Nick. Quando ela disse

que ia chamar a pol�cia,

tentei par�-la para saber o que aconteceu,

e ela continuava a ir em direc��o � porta e eu passei-me.

Nick, juro por Deus, n�o lhe toquei depois disso.

Est� tudo bem. Est� tudo bem.

Onde arranjaste estas?

L� em cima. Encontrei-as no quarto dos pais.

Tens a chave?

A chave? Porqu�?

Vou tir�-las.

E depois?

E depois, levo-a a casa.

Podemos falar sobre isto primeiro?

Bryce, d�-me a chave!

Sei que isto parece mau e que fiz asneira.

Mas acho que n�o o fiz antes de ela dizer que o fiz,

e quero falar sobre isto primeiro.

O que h� para falar?

Que raio me vai acontecer se a deixarmos ir?

Que raio te acontecer� se n�o a deixarmos?

Esta mi�da vai arruinar-me a vida. Vai estrag�-la.

- Bryce, d�-me a chave. - N�o.

Shh. Est� tudo bem.

Desculpa se te magoei. � Kathy, certo?

Est�s bem?

Certo, olha. Isto est� complicado.

Esta situa��o n�o � muito boa, eu sei.

Vou tirar-te daqui num minuto.

Vou levar-te a casa. Mas primeiro, preciso de saber se est�s bem.

Digo, tens alguma les�o grave?

Pronto. Pronto. Olha Respira fundo, est� bem?

Inspira, est� bem?

Bom. Sim. Agora expira. Deixa sair.

Pronto. Est� tudo bem.

Est�s a portar-te bem. Muito bem.

Pronto, agora, ouve. Est�s magoada?

Est�s magoada nalgum lado?

No meu l�bio.

Sim, vejo isso, mas n�o � nada s�rio.

� apenas um pequeno corte.

Mas o que quero saber, �, e no resto do corpo?

D�i-te alguma coisa internamente?

N�o? Bom.

O teu amigo n�o me magoou.

N�o?

N�o me importo o que fez antes.

N�o direi a ningu�m.

S� quero sair daqui.

S� quero ir para casa.

S� quero ir para casa.

Escu... Escuta...

S� quero ir para casa.

S� quero ir para casa, e tudo ficar� bem.

Ficar�s. Prometo-te.

Prometo. Prometo que ficar�s.

S� forte.

Hei, Professor... Anda c�.

Voltaremos num minuto.

Tudo ficar� bem, est� bem?

N�o acreditas nela, acreditas?

Porque logo que chegar a casa ligar� � pol�cia.

Sim, talvez o fa�a.

Mas tens de a deixar ir agora.

Mas ainda h� mais.

O qu�? O qu�? O qu�?

Olha para isto.

Certo? Agora este.

Ela tem 16.

Digo, que mi�da de 21 anda com um bilhete falso a dizer que tem 16?

A rapariga tem 16!

16!

Digo, n�o importa se disse n�o. N�o importa se gritou "Sim"

com certificado notarial, ela � menor! � viola��o de menores!

Se apresentar queixa, vou para a pris�o!

Ent�o acho que um segundo encontro est� fora de quest�o?

V�s? V�s agora? V�s agora qu�o fodido estou?

Bryce, casos de viola��o de menores s�o muito, muito dif�ceis de provar.

N�o. A rapariga tem 16. Tive sexo com ela. Boom. Condena��o. Sabes que mais?

N�o � s� a cadeia. � o meu trabalho, carreira,

a minha educa��o que vai �s urtigas!

Consegues imaginar-me a explicar uma condena��o por viola��o de menores

ou apenas uma acusa��o � comiss�o de avalia��o?

- Consegues? - Bryce, senta-te.

Vais deixar marcas na carpete.

S� queria dar uma foda. Em vez disso, estou a ser fodido!

Nick, quero deixar ir a rapariga.

Anseio por a tirar daqui, mas s� posso fazer isso

se ela me garantir que n�o contar� a ningu�m,

e n�o vejo como pode ela fazer isso.

N�o acreditas na palavra dela?

J� mostrou ser de confian�a...

E n�o a posso subornar. N�o tenho nada para oferecer.

E...

Al�m disso, n�o sei o que fazer.

N�o... N�o acho que a pudesse amea�ar.

Eu podia.

O qu�?

J� fui o pol�cia bom, portanto e se fizesse de mau?

Assust�-la de morte.

Estamos fodidos.

A quem o dizes.

4 meses antes

Bem-vindo � companhia Tropico Recycling.

O vidro vai...

Nick!

Desculpa. Esqueci-me do funeral do teu pai.

De todos os dias, Barry...

Desculpa.

Oh, merda!

- � sua? - N�o. � do vizinho.

Est� em casa?

Concordamos que j� chegou morta?

Sim.

Vou abat�-la.

Um, desculpe.

A injec��o custa 30 d�lares.

Desculpe.

� o m�nimo que posso fazer.

Aqui tem.

Obrigado.

Aqui tem o troco, 10 d�lares.

Absolvi��o barata.

Desculpe. Estou atrasado.

Oh, est� bem. V�. Tiro a informa��o da coleira.

Obrigado.

Merda!

Ah, merda.

J� sentiu que o mundo todo est� contra si?

Chamo-me Nick, por falar nisso.

Sou a Myrtle.

Myrtle.

A s�rio?

N�o.

- Gra�as a Deus. - � Lissa.

Apenas tentava baixar as suas expectativas.

- Dois Ss? - Sim. Diminutivo de Melissa.

Quando estava aprender a falar, costumava pronunciar "Me Lissa",

como "Me Tarzan" na hist�ria dele.

Obrigado pela boleia.

Que o Senhor o leve � Sua presen�a e dai-lhe paz. �men.

Nunca teria aqui voltado depois da faculdade, mas o meu pai adoeceu,

portanto voltei para tomar conta dele.

Oh, sim?

Ent�o, qual � a tua desculpa?

Fiz o exame de equival�ncia depois do 1� ano para ser actriz.

- Actriz? - O qu�, "actriz"?

Nunca sei se est�s a falar a s�rio.

De qualquer modo, nunca podes ter a certeza.

Ent�o a primeira c�mara por que fui filmada...

Uma maquinaria imponente, assim, apontada � minha cara...

E simplesmente... bloqueei.

Claustrofobia, acho. Ent�o voltei a casa, � escola

e ao veterin�rio local para ganhar a vida.

- H� quanto tempo vives aqui? - A minha vida toda.

Eu tamb�m. Liceu Lafayette.

Eu tamb�m.

Ent�o de volta � escola, onde, S.U.T.?

O curso t�cnico de Arte.

O meu pai dava l� aulas. Era o regente de Hist�ria.

A s�rio?

Isto antes de o meterem na urna.

Aqui tens, querido.

Obrigado.

J� acabaram?

Obrigado.

Portanto, num esfor�o para evitar um destino semelhante,

na pr�xima semana vou pilhar as coisas do meu pai

pelos poucos itens de valor,

vou receber a minha heran�a,

e quando estiver tudo tratado,

rapidamente deixarei Tropico.

Assim t�o facilmente?

N�o.

Bem...

Foi bom conhecer-te.

Lamento n�o ter acontecido h� mais tempo.

Obrigado pelo almo�o.

Obrigado pelo jantar.

Obrigado pelo despertar.

Adeus.

Adeus.

Diziam que era bom professor. Acho que terias gostado dele.

Ele era assim.

Muito sexy.

A s�rio?

A s�rio?

Desculpe.

Oh, ol�, Nick.

Como est�s? � bom ver-te.

Nick.

Ol�.

Entra. Senta-te.

Lamento pelo teu pai.

Sim. Vou sentir a falta dele.

Trouxe a sua caneta favorita.

Tenho novidades.

O St. Vincent's Memorial fez uma aut�psia ao teu pai

e descobriu que o seu f�gado estava deficiente,

coisa que o teu pai sabia e n�o informou a quando do seu seguro de vida,

o que constitui informa��es falsas e invalida a sua ap�lice.

Significa O qu�? Que eu... Que eu...

N�o receber�s o dinheiro.

Como resultado, tive de avisar as finan�as

para um novo prazo de compensa��o da d�vida at� a venda da casa estar firmada.

Espere, espere. As finan�as?

O teu pai n�o mencionou os impostos atrasados...

N�o.

Obriga��o.

O teu pai devia 200 mil d�lares em impostos atrasados.

Logo, os bens est�o sujeitos a penhora e o governo ficou com tudo.

Bem, a sua propriedade deve valer mais do que isso, certo?

Depois das presta��es da casa, das tuas propinas, os meus honor�rios...

Quanto resta?

Depende da venda da casa, que o banco penhorou.

Quanto recebo?

Se for vendida pelo pre�o pedido, depois dos impostos...

Nada.

Ent�o...

Correu tudo bem com o advogado?

- Vais receber o dinheiro? - Sim. Correu bem.

Oh, desculpa isso. Ent�o, vais despedir-te?

N�o. Pensei ficar por mais um tempo.

E se eu for, quem fica com o meu trabalho?

N�o sei.

At� logo.

Sabem, t�m de usar um pouco de imagina��o

quando est� a ver uma velha casa como esta.

� uma boa oportunidade...

Uma casa para arranjar ao vosso gosto na vossa primeira compra.

� uma grande compra.

Ol�.

Ol�.

Entra.

"O desmantelamento do imp�rio americano".

� do teu pai?

"Tese de mestrado em Hist�ria por Nick Thornberry."

Herdaste a paix�o dele.

Mas s� isso.

Tropico, chegou a hora de contribu�rem

com latas, garrafas, e outras coisas recicladas.

Ol�. Sou o Mitch Bennett, presidente e operador da "Tropico Recycling",

a convidar-vos a contribu�rem.

Tropico e reciclagem. Juntos, fazemos as coisas andar.

Uma vez mais, por favor, com convic��o.

E ac��o!

Tropico e reciclagem.

Juntos, fazemos as coisas andar.

Bom. Corta.

Pronto, pronto. Agora...

Quero que v�s chamar o Oscar. Vai buscar a grua...

O que fazemos pelo sal�rio m�nimo.

Ent�o ajudas-me?

Lamento.

Quando o an�ncio estiver no ar, falamos.

Neste momento, n�o te posso ajudar.

N�o estou a pedir um empr�stimo. � dinheiro devido por servi�os prestados.

Hei, ouve. Neste momento n�o � poss�vel.

Olha, sei que est�s teso, mas, hei, todos est�o tesos.

Pronto. Esquece.

Reuben, Pensei que te tivesse dito para n�o te rires.

Que fazes? Que se passa contigo?

Olha, ele � meu amigo. Deixa-me falar com ele.

Estou a dizer-te, n�o quero saber h� quanto tempo o conheces.

Nick.

Sim?

Sabes...

Se dizes o meu nome, digo-te, sais disto.

O qu�?

Anda l�.

Merda. Diz-lhe de uma vez.

Nick, fazes alguma coisa esta noite?

Anda l�. Anda l�!

Bem-vindos � companhia Tropico Recycling.

O vidro vai para a zona 4, os pl�sticos v�o para a 12.

Obrigado por se importar.

Muito bem. Passa-se que este meu amigo trabalha para um tipo muito importante.

Porque n�o queres que saiba o teu nome?

Porque se fores apanhado, como me vais identificar?

Como, era um preto com cabelo encaracolado?

Este tipo, Nick, est� sob forte investiga��o pessoal neste momento.

Acha que vai ser apanhado a qualquer momento.

Portanto, todas as noites, move o seu produto de um lugar para outro

para que os pol�cias n�o tenham um mandato de busca a tempo de o apanhar.

Esta noite o material est� em casa do Jimmy.

Sabes, �s burro que nem uma porta, meu.

Oh! Desculpa.

Tenho um sof� mais esperto do que tu.

Gosto de chamar as pessoas pelos nomes.

Olha, cala-te...

Olha, tipo. � um trabalho muito f�cil.

O Barry arromba-me a casa quando eu estiver de vigia, certo?

Agarra o produto e p�e-me inconsciente para parecer perfeito.

Est�s disposto a ficar inconsciente?

Por metade de 40 mil? Estou.

� um trabalho de dois homens, Nick, s� que precisamos de um condutor, certo?

A primeira escolha do Jimmy teve diarreia esta manh�, portanto recomendei-te.

Agora, estamos dispostos a dar-te um quarto do que conseguirmos.

Digo, o teu trabalho � t�o f�cil...

� seguro demais para algo mais do que isso.

Anda l�, Nick... Como um favor pessoal.

Olha, � uma noite de trabalho, meu.

Digo, a �nica maneira de isto correr mal,

� se te esqueceres de reabastecer o carro.

Merda.

O Barry tem dois bilhetes para o jogo desta noite, e convidou-me.

Vais?

Sim, acho que sim.

Aparece por aqui. Voltarei cerca das 23:00.

Est� bem.

Vais comer isso agora?

� um h�bito nervoso.

Horas do jogo.

- Cristo, foi f�cil. - J� est�? Conseguiste?

Est� aqui. Queres conduzir um pouco?

O Jimmy amanh� vai abusar de Advil.

N�o �s muito esperto, �s, Barry?

N�o.

Ol�.

Ol�.

Trouxe-te uma coisa.

A s�rio?

O qu�?

Para que as pessoas parem de rir da tua colec��o musical.

"The Space Between Us"?

Que � isto?

� o que os mi�dos ouvem hoje em dia.

Fixe, obrigado.

Como correu o jogo?

Correu bem.

Queres saber qual foi o resultado?

Ouvi um programa desportivo na r�dio para poder mentir em condi��es.

- N�o tens de me dizer onde estiveste. - Digo-te se perguntares.

Estou a pensar em mudar-me novamente.

Para onde?

Peru. Malta. Portland, Oregon.

N�o sei.

Ouvi dizer que Portland � bom.

Queres vir?

Por favor?

Bem, quando planeias ir?

Daqui a um par de semanas.

Logo que tenhas terminado a tua obra-prima.

- Isso � um n�o? - � um sim, seu burro.

Ent�o?

Ol�, Barry. Daqui fala o Nick

30 minutos depois de quando devias ter chegado,

a lembrar-te que o futuro estado das nossas finan�as

n�o nos livra de nos esfor�armos aqui no trabalho.

Espero que estejas a caminho.

Posso ajudar-te?

Entra no carro.

Certo.

Companhia Tropico Recycling.

O vidro vai para a zona 4, os pl�sticos para a 12.

Isso mesmo. Sem problemas. Vamos dar uma volta.

Como vais? N�o fomos apresentados.

Sabes quem sou?

Fa�o uma ideia.

Sou o tipo a quem roubaste 40 mil a noite passada.

O teu palpite estava certo.

Pensei que fosses mais velho.

A minha profiss�o n�o promove longevidade.

� um neg�cio para tipos novos.

N�o interessa como descobri.

Descobri.

Por muito mal que lamentes, ainda vais lamentar mais.

E n�o interessa como planeias resolver as coisas,

porque esse plano est� obsoleto.

Freddie, tira essa merda da tua cabe�a.

Para qu�?

Tira essa merda da cabe�a e d�-lhe.

Amarra isso aos teus olhos.

Porqu�?

Porque n�o te conhe�o e n�o sei quem conheces.

J� leste o livro do Adam Smith, "Um inqu�rito � natureza e � causa

da riqueza das na��es"?

Nele, o homem refere as duas simples leis do mercado.

A primeira: O interesse do pr�prio.

N�o � por benevol�ncia do talhante, da f�brica das cervejas,

do raio do padeiro que temos o nosso jantar, mas sim pelo interesse deles.

N�o vendo sucata por causa do interesse c�vico.

Fa�o-o por causa...

Do interesse pr�prio.

Segunda lei: Concorr�ncia.

Apenas sob concorr�ncia

� o interesse pr�prio de um homem regulado da implacabilidade.

N�o cobro 100 d�lares por dose porque penso que outro tipo vende mais barato.

N�o. N�o cobro a mais, e porqu�?

Concorr�ncia.

Consequentemente, a motiva��o de um homem pelo...

Pr�prio interesse.

� transmutada pela...

Concorr�ncia.

Para gerar harmonia social.

Tu, cabr�o, meteste-te com as leis do mercado. Meteste-te com a concorr�ncia.

Desregulaste o interesse pr�prio de outro cabr�o traficante.

Fodeste a harmonia.

Tens de a recompor!

� tudo simples economia.

Foda-se. Vamos. Vamos.

Vamos.

O Jimmy aprendeu muito sobre economia nas �ltimas horas. Teoria Keyn�sica,

procura, e essa merda toda.

Ensinei-lhe a diferen�a entre "laissez-faire",

que � o que estou a fazer agora,

e interven��o, que � o que estou prestes a fazer.

Tent�mos falar com o teu s�cio... Barry?

N�o estava em casa.

Nem a maior parte das roupas dele.

Deduzimos que n�o voltaria brevemente, portanto viemos ver-te.

O que queres? Compensa��o financeira?

O que queres?

O cabr�o gosta de palavras caras.

N�o te esque�as disso, no entanto. Tenho de ver o espect�culo primeiro.

Lembras-te do Jimmy. Hei, hei, hei, hei.

P�ra com isso. Muito bem, Freddie. Cola.

Um pouco de carboniza��o pelo nariz acima vai foder-te bem.

A bebida que refresca.

Agora vamos negociar.

N�o tenho o teu produto.

Ent�o quero a compensa��o... 40 mil.

Tamb�m n�o tenho isso.

Oh, acho que tens. Est�s apenas a tentar enganar-me.

- Quanto era a tua parte? - Um quarto.

10 mil. D�s-me 15 e ficamos quites.

Se n�o os tiveres at� Domingo, far�s o teste do sabor.

Se fugires...

� assim que ser� o teu mundo.

Ol�, Nick, � o Bryce.

Adivinha quem se vai mudar para Tropico...

Nick, � o Barry. Ouve, o Jimmy n�o atende o telefone.

Acho que as coisas correram mal.

Vou desaparecer por uns tempos at� saber dele.

Liga para o escrit�rio, seu filho da puta.

As coisas correram mal com o Jimmy?

Sim. � um amigo do Barry... Um candidato a gerente.

� suposto aparecer amanh�, e o tipo � estranho.

Nick.

Estou num grande sarilho.

Tenho mil.

N�o, n�o. N�o te preocupes com as minhas borradas.

Hei.

� apenas dinheiro.

Al�m disso, ganhei uma certa toler�ncia �s tuas borradas.

Acho que me posso preocupar um pouco.

Certo. 1400.

- Podemos vender o teu carro. - Mais 3 mil, talvez 4.

Continuam a faltar 10 mil.

A minha �nica pergunta, � porqu� pagar?

� apenas a compra do direito de ficar aqui, e vamos embora, de qualquer modo.

Acho que se tentar fugir e me encontrarem, magoam-me.

Ent�o n�o fujas.

Pagar-lhes-emos.

Est� bem.

Portanto, 5 dias para arranjar 10 mil d�lares.

Sabes como sou bom a cravar dinheiro.

N�o. N�o, Nick. J� te disse. Num m�s ou assim, discutimos isso.

N�o. N�o poso esperar. Preciso de um adiantamento hoje, ou estou lixado.

Olha, aprecio que tenhas feito o turno do Barry,

e vou pagar-te a dobrar por isso, mas isso n�o muda o meu lucro.

As pr�ximas palavras que dir�s s�o: "Sim, Nick", ou fazes tu o fecho hoje.

N�o me tentes chantagear, Nick.

Foda-se!

Merda.

Nick, � outra vez o Bryce. Estou na cidade.

Tenho um telefone para ti: 5550173.

Sabes, tamb�m, estava a pensar, h� algum mec�nico na cidade?

Porque a minha caixa de mudan�as foi � vida.

Telefona-me, querido.

Bryce!

Ol�.

Ol�. Bem-vindo a Tropico.

Cumprimenta aqui.

Nick. Anda c�. Anda c�.

Deus, � �ptimo ver-te.

Ainda tens o Charger.

Isso � �ptimo. Isso � �ptimo.

N�o v�s brancos a conduzir estes, nos dias de hoje, mas, bom para ti.

Anda. Vamos sair daqui.

Vamos. Jim, falaremos contigo.

Espera at� veres o interior.

Temos cursos interessantes para come�ar.

Literatura americana, inglesa, tudo o que devia ser ensinado no liceu.

Hawthorne, James, Fitzgerald.

"Ent�o continuamos, contra a corrente, de costas com o passado."

F. Scott, "O grande Gatsby". � um livro que escreveu.

Na verdade, n�o lemos nada do que ensinamos.

O departamento d�-nos apontamentos no in�cio do semestre

e dizemos apenas o que l� est� escrito.

Isso � conveniente.

Podes fechar a porta?

Obrigado.

Um pouco excessivo.

O dono da casa...

Repara nesses pormenores.

Acreditas nesta casa?

O Sr. Beaumont � um tipo daqui que se safou.

Construiu esta casa com vista sobre Tropico para o lembrar a toda a gente.

Visual.

L�quido.

Jesus Cristo.

Aqui temos o corredor das maravilhas.

O homem gosta de carpetes.

At� no assento da sanita para aquelas prolongadas horas de prazer.

Oh, e v� este arm�rio esquisito.

N�o � fabuloso?

Oh, isso lembra-me...

Como est� o teu pai? Ainda vives com ele, certo?

N�o. Morreu.

Jesus. La... lamento.

N�o h� problema. Foi h� alguns meses.

Estranho.

Hei, tenho uma coisa para te mostrar.

� uma ordem de execu��o para um desertor da Uni�o

durante a batalha de Vicksburg...

Um ascendente do Sr. Beaumont ou outro qualquer...

Mas v� a assinatura.

O honesto Abe. Nunca se cansava de emancipar pessoas?

Supostamente foi uma ordem imprevista e era o �nico papel dispon�vel.

De qualquer maneira, lembro-me que n�o ligavas a hist�ria, por isso...

Pensei em dar-te uma aula.

Est�s a pagar-lhes alguma coisa para viver aqui?

A renda � nula sob 3 condi��es:

Tratar das plantas, manter a casa limpa, e n�o convidar ningu�m.

Estou a abrir uma excep��o contigo.

Bryce McCarthy, seu corre-riscos.

O sal�rio para quem est� a come�ar � uma merda.

Tenho muita sorte em ter esta casa.

Os teus pais t�m dinheiro, certo?

A sua pr�pria casa da moeda.

Nos �ltimos anos, desenvolveram uma filosofia financeira de amor-duro

com os filhos... Um tipo de neglig�ncia benigna sem a parte benigna.

- O qu�, deixaram de te apoiar? - Sim.

Esta vida de austeridade est� a matar-me.

Lincoln, Lincoln, Lincoln. A assinatura vale cerca de 75 mil d�lares.

Alguma destas te parece familiar? Pega.

Sim. Esta aqui, s� que estas duas coisas est�o trocadas.

- Essa? - Sim.

Essa � um item raro. Experi�ncia de impress�o.

Existem poucas, e valem cerca de... 200 mil d�lares.

Portanto as duas juntas devem valer...

� uma ordem de execu��o de 300 mil d�lares.

Infelizmente, n�o te serve de nada roub�-las.

Isso � ser presun�oso.

Sim. Bem, est�s a fazer perguntas, e n�o � tua.

- Porque n�o me valeria a pena roub�-la? - Os itens como este, est�o registados.

Logo, n�o se podem transaccionar.

Agora... ainda que este n�o esteja registado, rouba-lo, o dono faz a queixa.

Bem, volta a n�o ser transaccion�vel.

E se n�o fosse apresentada queixa?

Porque n�o seria?

N�o sei. E se n�o fosse?

Terias de esperar dois meses. Passados 60 dias sem queixa, podes vender.

Claro, n�o queres que se saiba que o tiveste,

mas isso n�o � dif�cil se tiveres o receptor ideal.

E...

Quanto levaria o receptor ideal?

- 10 por cento? - 20.

Queres que verifique se est� registado?

Sim.

Sim.

Olha � volta.

N�o est� registado, o que quer dizer que � um jogo justo.

Charlie, o tipo que me verificou isso, disse que me adiantava 15 mil

quando recebesse a ordem.

Depois de a vender, manda-nos o resto.

- Confias nele? - Confio.

Est� bem. Ent�o o truque � roubar uma casa com um sistema de alarme elaborado

e um caseiro que n�o pode convidar ningu�m,

sem que o reportem como roubado durante 2 meses?

E sem ser apanhado.

Qu�o bem conheces o Bryce?

Se est�s a perguntar se podemos contar com ele, n�o, acho que n�o.

N�o confias nele.

No nosso ano de caloiros, copiou num exame.

Foi apanhado, confessou e tamb�m denunciou mais duas pessoas.

Ent�o temos de roubar a coisa e conseguir que o Bryce n�o o reporte.

Tem de acreditar que � pior para ele queixar-se do que n�o se queixar.

Como?

Fazendo-o pensar que cometeu um crime.

O assassinato � a escolha �bvia.

Como convences algu�m que � um assassino?

Outros crimes... Fogo posto, roubo, viola��o.

Como o convences que fez isso?

O que foi?

Bem...

Podes fazer com que seja viola��o de menores.

- Queres que durma com o teu amigo? - N�o! N�o, claro que n�o.

Fode-o tu, Nick.

Liss...

E depois disso, sabes quem mais podes foder.

Liss, anda l�!

Daqui � o Nick. Deixe uma mensagem.

Tick-tock, tick-tock, acabou o tempo, cabr�o.

Deus.

Nick?

Oh, meu Deus.

Pronto.

Pronto. Eu fa�o-o.

Oh, Liss.

Desculpa.

Seu cabr�o.

Sabes o que fizeste.

Seu cabr�o. Seu cabr�o do caralho!

Sabes o que fizeste.

Seu cabr�o!

Bryce, � o Nick.

Sim. Como vais?

Bem. Bem.

Ouve, o que fazes amanh� � noite?

N�o, conhe�o um s�tio. Chama-se Tropico Nocturne.

Nocturne.

Espera. Espera um segundo.

Estou.

Sim, � ele.

Terei o dinheiro Domingo de manh�.

Est� bem. Estarei aqui.

Diz n�o e cancelamos tudo agora mesmo.

Logo que lhe tenhas dado motivos de preocupa��o, sai de l�.

Espera pelo t�xi na rua, nem sequer no jardim.

Est� bem.

� tudo?

Sim, acho que sim.

N�o te vou ver at� amanh� � noite.

E provavelmente n�o virei para aqui depois...

Mas ligo-te logo que acabar.

Est� bem. Se � o que queres, est� bem.

Nick...

Vais ficar bem com isto?

N�o sei.

Tenho de ficar. Quero ficar.

Liss...

Sim.

Ol�, sou eu, e estou aqui, a entreter reservas de �ltima hora.

Pensei que talvez quisesses aparecer.

J� est�s a ligar � namorada?

Hei, v� se me arranja uma amiga.

Gostava de ter sexo. Hei, traz uma amiga!

Sei uma anedota.

Est� um elefante na selva e tem um espinho no p�.

Um rato passa por ali. O elefante p�ra-o e diz:

"Dou-te qualquer coisa se tirares o espinho do meu p�."

O rato diz, "Est� bem, com uma condi��o. Depois, vou-te ao cu".

E o elefante concorda.

O rato tira o espinho do p�.

O rato diz: "Hei, fizemos um acordo".

E o elefante diz: "OK."

Ent�o o rato salta-lhe para as costas, come�a a fazer o servi�o, certo?

Entretanto, h� um macaco numa �rvore.

O macaco olha para baixo, e v� o rato a sodomizar o elefante,

e o macaco fica enojado. Apanha um coco de uma �rvore, atira-lhes,

o coco acerta na cabe�a do elefante, o elefante grita com dor,

e o rato diz: "� isso, querido. Tudo l� dentro!"

N�o. N�o.

Sim. Sim.

Tenho de ir � casa de banho.

N�o aguentas nada.

Posso pagar no fim?

Claro.

Sai daqui.

N�o.

Ouve...

Amo-te.

Porque pensas que fa�o isto?

Obrigado, querido.

Eu sei, Eu sei. Tenho um problema com a bebida.

- O Whisky n�o mancha, mancha? - Acho que n�o.

Bem, tamb�m � emprestado. Os Brooks Brothers emprestaram-mo.

Queres sentar-te? � s� um colega da faculdade e eu.

Claro. Estou aqui sozinha.

Sou o Bryce.

Sou a Kathy.

Ol�, Kathy.

Voltaste. Kathy, este � o Nick.

- Ol�. - Ol�.

Este � o seu lugar?

N�o. J� n�o �.

Chegas-me o casaco?

Obrigado. Bryce, at� logo. Vou embora.

Est� tudo bem?

Est�. Estou apenas um pouco preocupado.

Fora de gozo. Descobri que aqui o nosso amigo est� de trela.

Paguei a conta.

D�s a gorjeta?

Pronto. Ligo-te amanh�. Gosto em conhecer-te, Kathy.

Desculpa.

Nick! N�o h� nada por que pedir desculpa.

Est� tudo bem.

At� logo, Nick. At� logo, amigo.

Estamos fodidos.

A quem o dizes.

Desculpa. Desculpa.

Nunca quis que isto acontecesse. Juro-te. Juro-te.

N�o conseguiste a chave?

Onde est�?

O Bryce tem-na.

A ordem de execu��o?

N�o, a chave. Tenho a ordem.

N�o. N�o est� na tua carteira.

N�o a pus na minha carteira.

Tenho-a eu.

Que aconteceu?

Ele apenas ficou l� deitado por um bocado.

Isto �, depois de tu...

E depois?

Depois comecei o meu discurso, mas ele passou-se e eu tentei chegar � porta...

Ele n�o te fez nada, fez?

Arrastou-me pelas escadas abaixo, Nick.

Eu sei. Desculpa. Desculpa.

Ele apenas � um mau b�bedo.

Devo estar linda agora.

N�o, tu...

O cativeiro faz-te bem.

Ent�o onde est�? A ordem. Onde est�?

A s�rio?

Pelo menos podias beijar-me quando fazes isso.

Querida.

Obrigado.

Foi muito simp�tico.

... Deus hoje?

Pensou? Pensou em Deus ultimamente?

Estou feliz por estares aqui.

Tamb�m eu.

N�o quer dizer que tenhamos de ficar por aqui.

Eu sei.

Ent�o, o que vamos fazer?

Bem, tenho duas ideias.

A primeira, parto aquele poste, libertas-te, e vamos para casa.

Gosto dessa ideia.

Recebemos o dinheiro?

N�o sei.

Esteve l� em cima a estudar o teu B.I. nas �ltimas duas horas.

Sabe que s�o ambos falsos?

Ainda n�o.

Qual � a segunda ideia?

O que disse ela?

"O meu tio � advogado. Vai-vos apanhar. Vai tirar-vos o escroto, seus..."

Jesus! Acabou, Nick.

Ela n�o vai ceder?

Qual era aquela frase?

Ambos apodrecer�o na cadeia. V�o ser presidentes da cidade "Viola��o de cus".

Talvez queiras levantar a tampa.

Jesus, Nick.

Jesus, esta merdosa.

Trabalhas a vida toda, e no raio de uma noite, tu...

Fazes um doutoramento em "Ingl�s da idade m�dia".

Em "Ingl�s da idade m�dia"!

Para seres fodido por uma aspirante a "rainha do baile".

Vim-me uma vez! Nem me consigo lembrar.

N�o arranjas trabalho a ensinar. E depois?

Bem, que se foda o ensino. Sou incontrat�vel.

N�o consigo sequer um trabalho como auxiliar.

Mais vale fazer o que tu fazes.

Tudo o que sempre quis fazer, Nick, foi ensinar.

� tudo que sei fazer, e agora por causa da Mna. "Cidade das putas" l� em baixo,

n�o me deixar�o. Estou t�o fodido.

Estamos os dois.

O qu�?

Cumplicidade, Bryce. Rapto.

Tamb�m me acusa disso?

Acusa-nos, Bryce! Aos dois.

Puta malvada. Puta!

Anda c�.

Espera!

Acabaste?

Hei...

Fodi tudo. Desculpa.

Ela � marada.

Eu sei.

N�o se pode falar com uma pessoa assim.

Deus, gostava de matar a rapariga.

Apareceu sozinha no bar, certo?

Sim, acho.

N�o parecia conhecer l� ningu�m e ningu�m vos viu a sair juntos, viu?

N�o, o barman viu-a beijar-me.

Digo, Porqu�? O que est�s a sugerir?

Tropico, chegou a hora de se juntarem a n�s.

Bryce.

Hei, entras neste reclame?

Foi t�o bem produzido como um porno.

Bryce, seu parvalh�o.

O qu�?

Porque me chamaste?

Porque te chamei?

Sim.

Chamei-te porque preciso de ajuda.

�s um manhoso. �s o raio de um manhoso!

N�o estou a tentar s�-lo.

Fala comigo.

Preciso de um conselho!

Ent�o p�ra de ser condescendente! Sei o que est�s a fazer!

Tropico Recycling. Juntos...

O qu�?

Fizeste de mim tolo toda a noite, desde que entrei naquela porta.

"Que sugeres, Nick?" Oh, �s esperto.

Se a queres matar, ent�o diz, mas n�o fa�as joguinhos.

Mat�-la?

Foi por isso que me ligaste... Para te dar coragem. � �bvio, agora.

N�o fujas ao assunto.

Eu... eu... Mat�-la?

Sim, Bryce.

N�o podia fazer isso.

- N�o podias. - Bem, n�o pod�amos.

N�o acredito que estejas a dizer isto.

Digo, mat�-la mesmo? Tirar-lhe a vida?

N�o, no outro sentido da palavra "Matar".

- Que fazes? - Procuro uma almofada.

Para qu�?

Pega.

Diverte-te.

N�o foi por isso que te liguei.

Ent�o porque foi? Procuravas uma alternativa para a deixar ir?

Que outra alternativa pensaste que fosse sugerir?

Em consci�ncia ou n�o, era o que querias. Por isso me ligaste.

Podemos mesmo fazer isto?

Anda c�.

Senta-te.

Podemos fazer isto? Sim, acho que podemos.

Ningu�m te pode ligar � rapariga.

N�o h� testemunhas do vosso encontro sen�o eu, o teu �libi a noite toda.

N�o, n�o. Digo, podemos mesmo... Digo, ela... ela...

� uma pessoa, eu sei, com uma vida e falamos de acabar com ela.

Tens raz�o. Isso �... Isso � horr�vel.

Mas lembra-te, falamos de tr�s vidas... A dela e as nossas.

- S� quero fazer o correcto. - Eu tamb�m.

E isto � uma quest�o moral, mas tamb�m uma pragm�tica.

O maior bem para o maior n�mero de pessoas.

� uma decis�o dif�cil.

Salvamo-la, fodemo-nos e vice versa.

Mas pensa... Quem vale a pena salvar?

Quem criou este problema?

Algu�m se vai magoar, Bryce. � apenas uma quest�o de quem.

De qualquer modo...

A decis�o � tua. Apoio-te seja qual for.

Est� bem.

Acho que o farei.

N�o, n�o, n�o. Eu f�-lo-ei.

Tens a certeza?

Por isso ligaste.

O que � isso?

� o que parece.

Ela fez-te isso?

� estranho porque me lembro dela com vontade para aquilo, a gritar de prazer.

Devia estar a fazer qualquer coisa bem.

Preciso da chave agora, Bryce.

- O qu�? - Algemas.

Volto num par de minutos.

E agora?

Tu morres.

Oh, Deus.

Pronto.

Oh! Desculpa.

- Precisas de ajuda? - N�o.

Merda. Esqueci-me da carteira dela.

Aguenta a� um pouco mais. Tiro-te da� em dois segundos.

N�o sei se quero continuar com isto.

S� mais um pouco. Aguenta-te, est� bem?

Nick, por favor.

Que fazes?

Que dizes?

- N�o, n�o vens comigo. - Sim, vou.

N�o. N�o te quero. N�o preciso de ajuda.

Que vais fazer?

H� uma incineradora na f�brica de reciclagem. Vou coloc�-la l�.

� seguro?

Ningu�m chega at� �s 9:00, agora sai. Anda l�.

- Espera! E o carro dela? - O que tem?

Se a derem como desaparecida, a pol�cia localiza o carro.

Quando o encontrarem, v�o perguntar ao Nocturne.

- Pronto, est� bem. N�o o deixo l�. - Precisas das chaves.

Tens-nas?

Olha, n�o posso ficar aqui sozinho! N�o posso ficar aqui.

Pre... preciso de comer alguma coisa.

Est� bem.

Deixo-te num s�tio para comeres. Depois trato da rapariga...

E depois trato-lhe do carro.

Est� bem?

Est� bem.

Pronto.

N�o h� um limite m�nimo de velocidade ou assim?

O que foi?

Esta m�sica.

O que tem?

� sobre o esperma.

N�o, n�o �.

Oh, anda l�.

"Ilumina o caminho que nos leva ao amor"?

este pequeno verme � como o Rudolph, o esperma de nariz vermelho,

transportando o resto do esperma.

Claro que �.

Sabes, nem tudo no mundo � sobre foder.

- N�o, apenas a maior parte das coisas. - N�o, n�o s�o.

S�o sobre dinheiro e poder e �s vezes despeito.

Sabes que mais? Isso � o ponto de vista hist�rico.

Do ponto de vista da literatura, � tudo sobre foder.

Oh, merda.

Nick, d� a volta.

Nick!

Raios, Bryce, acalma-te!

Merda, Nick. Nick, d� a volta!

Acalma-te.

Abranda!

Muito bem, vem a� um carro!

Libertem uma faixa! Libertem uma faixa!

Continua a andar. Continua.

Venham ajudar aqui!

Encoste ali � esquerda.

Voc�s a�.

Estiquem a mangueira.

Nick? Nick, est� um carro a seguir-nos.

Continua assim, Bryce. A bebedeira e a paran�ia ficam-te bem.

Merda! Acho que � um pol�cia, Nick. V�o parar-nos. E se nos param?

- E se verificarem a mala? - Cala-te!

V�s? N�o � um pol�cia.

Nick?

Acabou o tempo, cabr�o!

Saiam do raio do carro!

Por favor! Por favor! Por favor!

N�o! N�o! N�o! N�o! N�o! N�o!

N�o... N�o... N�o me batam!

N�o me batam! N�o me batam!

Seu cabr�o!

Vou matar-te, seu filho da puta!

Nick!

Nick!

Que vamos fazer agora?

Levaram o carro! V�o encontr�-la!

Lissa, Lissa, Lissa, Lissa, Lissa, Lissa...

Nick!

- Nick, que vamos fazer? - Sil�ncio!

Nick, eles v�o...

V�o chamar a pol�cia.

Bryce, s�o ladr�es de carros, n�o v�o chamar a pol�cia.

Nick, levanta-te!

Anda l�.

Nick, levanta-te.

Nick.

- Nick, o que... - Eu trato do assunto.

Vai para casa, est� bem? Vai para casa.

Mas...

Apenas... Apenas...

Daqui fala o Nick. Deixe mensagem.

Estou aqui. Estou aqui. Estou aqui.

Estou?

Temos uma coisa tua. Na verdade temos duas coisas.

Que queres que fa�a?

P�ra de te veres ao espelho.

Vens?

Tens uma ideia estranha de cavalheirismo.

Quando passeio com a minha mulher, ela anda sempre � frente comigo.

Pensei que o nosso encontro fosse Domingo.

E era. Apressei-o.

Pensei que estivesses a ficar um pouco inst�vel.

Aparentemente, est�s metido em algo. Em que raio est�s metido?

Onde est� ela?

N�o te preocupes. N�o lhe oferecemos de "beber".

H� 150 anos, tivemos um sistema econ�mico curioso neste pa�s.

Houve uma guerra civil.

Sim. Li sobre isso.

Mas antes disso, a minha tetrav� foi leiloada.

Bateu o recorde feminino na Ge�rgia, 800 d�lares.

Agora, dada a infla��o dos dias de hoje, foi vendida por aproximadamente...

10 mil e uns trocos.

� isso que queres?

Deves-me 25 mil.

Arranjo-te 20 em 3 ou 4 horas, se puderes esperar.

O Freddie leva-te de volta.

A tua namorada fica aqui...

Enquanto vais buscar o dinheiro do teu pap�.

Espera um minuto.

Como soubeste do meu pai?

Hei! Hei! Hei!

Hei!

Ol�.

Oh...

Foda-se!

Nick.

Simplesmente...

Sabes...

O que roub�mos?

Farinha.

Pens�mos que recebeste o dinheiro do teu pai, sabes, e a casa.

O que s�o 20 mil?

Digo, anda l�.

N�o esper�vamos que fizesses uma coisa destas.

Qual � a tua hist�ria?

Sou licenciado em Finan�as.

Todos temos propinas para pagar.

Sou apenas o primo dele.

Por casamento.

Seu cabr�o!

Vamos l�! Acalma-te!

Sai de cima de mim!

Que raio se passa contigo?

Acalma-te!

Anda l�. Vamos tir�-lo daqui. Anda, vamos.

O qu�, nunca fodeste um amigo?

Sem... sem ressentimentos.

Lamento pelo teu carro.

Podes chamar a pol�cia se quiseres, mas sabes, se fizeres isso,

metemos a rapariga na mala �s postas.

Vamos tentar recuperar o teu carro.

Desculpe. Tem horas?

7:30.

Temos de estar no Charlie's daqui a duas horas.

Mas, Nick, porqu�?

Foi a noite mais lixada da minha vida pat�tica.

Lissa!

Liss!

Liss!

Espera! Olha, desculpa! Desculpa ter-te metido nisto!

N�o me pe�as desculpa, Nick. N�o o fa�as.

S� piora as coisas.

Estavas com problemas e fiz o que era preciso.

Mas ainda podemos aproveitar alguma coisa.

Ainda podemos obter o dinheiro.

O dinheiro, Nick?

O Bryce n�o faz ideia que estejas viva. Pod�amos...

O qu�, lix�-lo?

Lix�-lo s� pelo prazer de o fazer?

Isto nunca foi por causa do dinheiro, Nick.

Foi por causa de ficares no mesmo local a tua vida toda.

Merda.

Est�o juntos?

N�o tenho a certeza.

Nick!

Jesus, est�s aqui.

Bryce.

Que se passa? Encontraste o carro?

Que fazes aqui?

Estava esfomeado. Era o �nico local aberto.

Disse-te para ires para casa.

Sim, eu sei, mas...

Nick, acho que n�o consigo lidar com isto.

Sinto-me doente.

E assim como um aperto no meu peito, e sinto que vai rebentar.

Mataste-a, Nick.

Desculpa?

Mataste-a. Sufocaste-a.

Digo, era uma pessoa. Agora est� morta.

Sim, posso chamar um t�xi?

Est� bem? E n�o consigo lidar com isso. Digo, n�o consigo aguentar.

Tenho de falar com algu�m.

Tens?

Claro que tens.

Desculpa, Nick. Tenho de ir... Vou � pol�cia. Por mim. Tenho de ir.

Sabes uma coisa, Bryce?

�s um parvo.

Na verdade, sempre foste um parvo, mesmo na faculdade.

Acho que � por isso que nunca gostei de ti.

Nick, estou a ter uma crise de consci�ncia.

N�o � preciso ser mal educado.

Oh. Que porra � isto?

Que porra � isso?

Lissa, espera.

O qu�?

Lissa?

Cristo, ela n�o...

O que...

Que raios se passa aqui?

Bryce, esta � a Lissa.

Ela � a minha namorada.

Foi a minha namorada.

Que aconteceu? Digo, Pensei que ela...

Ela dormiu contigo...

Para roubar isso.

Para me salvar a vida.

E se ela me abandonar agora, nunca conseguirei compens�-la.

E preciso desesperadamente de compens�-la.

Tamb�m nunca gostei de ti!

Como �, entra ou sai?

Pensei que ias embora.

Tamb�m pensei.

Depois percebi que n�o tinha dinheiro.

Vamos caminhar?

Para onde?

Qualquer lado...

Longe daqui.

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