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Original subtitles

A velha linhagem dos Dr�culas estava quase a ser extinta.

A SAGA DOS DRACULA

Os Dr�culas j� eram considerados naqueles tempos...

seres estranhos, a quem os locais atribu�ram poderes e h�bitos

que ningu�m se atrevia a mencionar.

Eu herdei esse nome temido,

e gra�as a mim

o mundo ainda respeita e teme vampiros hoje em dia.

Isto tornou-se poss�vel quando eu, convidei minha bisneta para o castelo

ela que foi criada longe da nossa fam�lia.

O seu nome era Berta.

- Eu adormeci. - Sim, quase por uma hora.

N�o sei como esta agita��o n�o te acordou.

Estranho. Adormeci sem me dar conta disso.

Deve ser a gravidez.

Quando o ir�s sentir?

Acho que ir� mexer-se e dar pontap�s muito em breve.

N�o sejas tolo. Como posso sentir algo no quarto m�s?

- Vamos parar aqui. - Aqui, no meio do bosque?

N�o pode ser, Hans? Diz ao homem que n�o pode fazer isso!

Os cavalos n�o querem continuar.

Espero que n�o tenha pensado em nos abandonar.

Pagamos para ir at� Bistrita.

E n�o podemos caminhar com estas bagagens. Cumprir� a sua obriga��o.

Claro, claro. Diga isso aos cavalos.

H� uma pousada, n�o muito longe daqui.

Acompanho-os l� com a bagagem.

� o Diabo. O Diabo est� a tocar o sino.

Sim, meus cavalos julgam que � o Diabo. Mas tu sabes que � o vento.

E ajuda-me com isto.

H� algum quarto para dormir aqui?

Dormir? Paguei-lhe para nos levar at� um hotel.

A minha mulher est� num estado que requer muitos cuidados.

Bem, se quiserem dormir em Bistrita, tem que ir a andar at� l�.

Meus cavalos n�o saem numa noite como esta.

A floresta est� cheia de l�mias.

�s um tolo. Um est�pido tolo.

N�o lhe liguem. Ele � maluco.

Mas ele ir� arranjar um quarto aqui.

E de manh�, levo-os at� ao hotel, com cavalos frescos.

O que s�o l�mias?

E porqu� o Diabo?

Quem mais nos faria ouvir o sino do cemit�rio?

Como � que sabe que � o sino do cemit�rio?

Ou de uma Igreja? Ou de um convento?

Ou de qualquer outro lugar em Bistrita?

Voc�s Vlaquianos s�o todos malucos.

Por causa deles a civiliza��o n�o chegou aqui.

Eles s�o como os cavalos da minha carruagem.

Sabe, senhor, todos querem a unifica��o dos H�ngaros...

mas como � que se podem unir tantas linhagens diferentes?

Cada uma com as suas lendas.

Romenos, H�ngaros, Moldavos, ciganos...

A Transilv�nia � um ninho de vespas.

P�ra de contar hist�rias e leva os cavalos para o est�bulo.

E traz-nos vinho. Vinho forte.

E os... o que lhes chamou? As l�mias?

Quem s�o as l�mias?

Mas eles s�o malignos.

O condutor tem raz�o, Berta.

Essas s�o apenas supersti��es rid�culas.

Porque n�o vamos at� ao hotel?

S� temos que atravessar a floresta.

Poderia enviar-nos a nossa bagagem amanh�?

Pode fazer o que quer, senhor.

Mas o sino que est� a tocar

� do cemit�rio do castelo de Vlad Tepes.

O cemit�rio de Vlad Tepes s� � habitado pelos mortos.

E fica a 15 quil�metros daqui.

Diga-me isto...

quem al�m do Diabo estaria tocar aquele sino

e que nos o permita ouvir a esta dist�ncia?

� um aviso para v�s.

Hoje a floresta est� possu�da pelo Mal.

Ele avisou-nos. Isto � tudo maluquice, Hans.

Quem se importa se chegarmos atrasados?

O meu av� n�o est� � nossa espera num dia especifico.

Por favor, Berta, tens que te acalmar. N�s viemos de um pa�s civilizado.

E n�o vamos dormir com os cavalos porque um idiota supersticioso

fala do Diabo e de bruxas.

- As l�mias s�o bruxas? - Algo assim, suponho eu.

Anda, Berta, vamos continuar.

Se formos r�pidos poder�s descansar no hotel.

Parece como se algu�m me agarra do ch�o e n�o me deixa continuar.

Hans, n�o h� nenhum caminho aqui.

N�o devemos continuar, Hans.

Estes bosques est�o cheios de espinhos Russos.

Dizem que as sementes delas vinham nas crinas dos cavalos que vieram de Moscovo.

N�o quero continuar a ir �s cegas. As tuas explica��es n�o bastam.

V� l�, Berta. Estou aqui contigo.

� absurdo estares assustada.

Saiam! Todos voc�s saiam!

Como se em toda as vossas vidas nunca viram uma rapariga desmaiada!

D�em-me espa�o! Preciso de espa�o!

Ainda n�o chamaram um m�dico? Esta rapariga est� an�mica.

Ela j� perdeu muito sangue.

Ou n�o viu as feridas, m�e Petruscu?

N�o me chames m�e!

Preferia passar toda a minha vida virgem do que ter um filho como tu!

E o que consegues ver? Tu, com s� um olho.

Eu vi feridas no seu pesco�o e em outras partes que n�o posso mencionar

para n�o me chamar curioso!

Deve ter siso terr�vel encontr�-la assim no bosque.

Algum animal atacou-a?

Tudo isto � culpa deles.

Voc�s provocam os homens com a vossa falta de vergonha.

Pecados atraem viol�ncia!

Nunca se sabe que tipo de feras se escondem no bosque.

Ela deve ter sido atacada e deve estar ainda sob um efeito de choque.

Quem a trouxe para c�?

Podem dizer-nos onde a encontraram?

Parece que ela foi vitima de um ataque.

Talvez um tarado sexual.

Temos que alertar as autoridades.

Foi a minha mulher que a viu primeiro

mas preferiria que n�o lhe fizesse perguntas agora.

Est� abalada e n�o se sente bem.

Aquela experi�ncia nos bosques deve ter sido terr�vel.

Ficaria melhor se se deitar um pouco.

Deixa a m�e Petruscu tomar conta de ti.

A tua av� era a mulher mais nobre e boa destas paragens.

Era?

Ningu�m no castelo era como ela.

Depois da tua av� morrer...

come�aram todos a agir de uma maneira muito diferente

E essa mulher que era t�o boa...

Bem, bem, mas de certeza que Deus lhe deve ter perdoado.

N�o tens nenhum respeito pela autoridade?

- Quem � que me chamou? - Eles... ali.

Agente, ali naquela mesa pode ver a lux�ria estendida!

Satan�s ir� ter-nos a todos se n�o...

a n�o ser que fazemos penit�ncia dos nossos pecados

e submetermos os nossos corpos � abstin�ncia.

Mas esta rapariga n�o est� morta, doutor!

Os vivos tamb�m precisam da Lei.

Atacaram esta mulher... de uma maneira estranha.

- Estou a ver. - E de uma maneira cruel.

Diria que a deixaram para morrer lentamente com estas feridas.

Foi aqui? No hotel?

N�o. Foi no bosque.

No bosque? Deve ter sido um animal.

Quem � voc�? Eu n�o o conhe�o.

Ele n�o � de Bistrita.

Ele est� de visita.

E duvido que algum animal pode-se escolher s�tios de feridas

com tanto cuidado.

Se j� souber o que aconteceu... quem a atacou e porqu�...

apresente o seu coment�rio pelos canais normais.

Mas se quer que eu intervenha eu � que tirarei as conclus�es, sim?

J� leu o livro sagrado do Apocalipse?

O pecado ir� levar-nos � confus�o!

E tudo ser� sangue, horror e fogo!

Cuidado com ele, agente.

Ele vende as suas b�blias na rua e est� sempre de olho nas raparigas!

Temos que exterminar a Besta

para que a paz possa voltar para entre as crian�as de Deus!

H� muitos t�o malucos como ele capazes de morder uma mulher!

E voc�, senhor? O que acha?

N�o sei. N�o conhe�o esta regi�o nem os seus costumes

mas acho que ter� que haver uma explica��o.

Quem quer que fique respons�vel por esta rapariga

ter� que lhe fazer uma transfus�o com sangue de algum animal.

E tem que comer f�gado.

Cru.

Berta?

Berta.

Sim?

Estavas a dormir?

Acho este quarto um pouco frio.

Espero que o teu famoso castelo tenha muitas lareiras.

- Queres dormir? - N�o.

H� algo de estranho sobre isto da rapariga.

O homem disse que as suas feridas eram muito estranhas

e que ela perdeu muito sangue.

- Berta. - Sim?

Tiveste medo?

Sim, acho que sim.

Bem, confesso que tamb�m tive medo.

N�o!

Sra. Petruscu!

O que aconteceu?

O que foi? Onde est� a rapariga?

M�e Petruscu, eu adormeci e quando acordei ela n�o estava c�.

Se ela n�o est� c� � porque queria ir embora.

Nenhum de n�s a conhec�amos. Quem � que se importa?

Voc�s s�o brutos e irrespons�veis!

Aquela rapariga n�o estava em condi��es de ir a lado nenhum.

Trouxeram-na para esta casa...

e por isso era da nossa responsabilidade.

O que acha, doutor?

Uma rapariga muito doente que fugiu.

Ela assustou-se com o sangue?

Quem sabe, m�e Petruscu.

Ela pode ter gostado da sua doen�a.

Bem, j� que ela se foi n�o importa.

Pobre pequena pomba.

N�o podemos esperar toda noite s� porque ela quis sair para

procurar pelas garras da �guia.

Sabe, senhor...

Voc� trouxe-a at� n�s e parece que ela n�o gostou de n�s.

Rapariga, acompanha nosso h�spede ao seu quarto.

Senhor...

quando ela acordar eu n�o diria nada � sua esposa.

Seu regresso deve ser t�o tranquilo como foi a sua inf�ncia no castelo.

Mas � claro.

Vai para o castelo do Vlad?

Voc�s s�o da mesma fam�lia?

A s�rio, senhor, voc�s s�o do mesmo sangue?

Traz p�o fresco.

A senhora quer fruta.

O senhor prefere uma bebida alc�olica.

Despacha-te, Sergei!

Onde se meteu a Stella?

Essa � muito delicada. A senhorita deve estar a descansar.

- Dormiram bem? - Sim.

Est� um dia espl�ndido.

Devem tomar for�as agora.

Com leite, p�o e mel e algum estimulante.

Vou � dispenda buscar um licor de ameixa que guardo j� h� anos.

Sra. Berta, suponho.

Tinha certeza que era do castelo.

Vim para a levar ao castelo Vlad, senhorita.

A si e ao seu esposo.

Chamo-me Gabor. Sou o administrador.

A senhorita n�o reconhece. Cheguei ao castelo depois de voc� partir.

- Como est� o av�? - O senhor Conde est� muito bem.

Deseja intensamente v�-la.

E as suas primas, Irina e Xenia.

Est�o h� tanto tempo sem uma companhia da sua pr�pria idade.

N�o se casaram?

Bom, ainda tem tempo, elas s�o muito jovens.

E tamb�m n�o a esqueceram o Sr. Gert e a Sra. Gastrop.

Ainda est�o l� os dois?

Hans...

Este cavalheiro � o administrador do meu av�. Meu marido, Gabor.

Ele ir� levar-nos ao castelo.

Esperarei at� que terminem o vosso pequeno-almo�o.

Terminaremos agora mesmo. Podemos partir j�?

Mas � claro.

Pode preparar a nossa conta? Partiremos agora mesmo.

Leve-me a carruagem. Quero v�-la.

Tem o escudo da nossa fam�lia?

Queira Deus que seja sempre t�o feliz como era em crian�a.

Tome. Seguramente que chegar� hoje a nossa bagagem.

Pague-se daqui o transporte dela at� ao castelo.

Ao castelo? Nem pense nisso, senhor.

A montanha � muito escarpada.

E por aqui seus arredores n�o tem muito boa fama.

Pode mandar o vosso mordomo vir buscar a bagagem.

Vais permitir que essa passe a manh� a dormir?

Levanta-te, maldita dorminhoca!

S�o horas de te levantar, Stella! Est�s a ouvir?

Stella!

Tudo pertence ao castelo.

Antes queria ir ao cemit�rio. Quero ver a tumba da minha av�.

� o primeiro, ao fundo do corredor.

"Felicia Castelnuovo de Tepes".

"In memoriam".

"Ela sabia como estar em sil�ncio".

"Ivor Vlad de Tepes".

Conde Dracula.

� o av�.

Irina?

Xenia?

Hans...

- Gabor, o que significa isto? - N�o deixe isto preocup�-la.

Temos que nos apressar. Sua fam�lia est� � espera.

N�o pense nisto. Seu av� est� muito ansioso para a ver.

Por fim chegamos.

- Meu av� n�o est� aqui? - Por aqui, por favor.

Onde est� o meu av�? E as minhas primas?

Ordenaram-me para vos levar j� aos vossos aposentos.

- Mas quero v�-los primeiro. - Por favor.

Venha, Berta.

Poder� v�-los mais tarde.

Pode dizer ao meu av� que n�s j� chegamos?

N�o se preocupe, ir� v�-lo em breve.

N�o � nada mau.

Est�s a ouvir isto?

- O qu�? - Escuta!

N�o ou�o nada.

Parece... parece que ouvi algu�m a chorar.

- Chorar? - Sim, chorar.

Ent�o, Berta? Anda c�.

Gostas?

Mas e a bagagem? N�o a dev�amos buscar?

Hans, o que devemos fazer?

Gabor ir� busc�-la. Porque est�s preocupada?

� que...

N�o gosto do que se est� a passar aqui.

Mas, Berta, o que achas que se est� a passar?

N�o sei.

Estava � espera de umas boas-vindas diferentes.

Talvez estejam a preparar uma surpresa.

� verdade que o Gabor � um pouco estranho,

mas ele � muito simp�tico e cort�s.

N�o te preocupes, em breve ver�s toda a tua fam�lia.

Provavelmente sa�ram.

Ou talvez ainda n�o se levantaram.

Temos que pedir ao Gabor para nos trazer um espelho.

Vou cham�-lo j�.

Precisamos da nossa bagagem imediatamente e de um espelho.

N�o entendo porque o Gert n�o est� aqui.

- Quem? - O velho criado.

Vou procurar algu�m.

Sra. Gastrop?

Sra. Gastrop?

Sra. Gastrop?

Est� a�, sra. Gastrop?

O que quer aqui?

O que est� a fazer?

Onde est� a sra. Gastrop? E o Gert?

E a nossa bagagem, quem a ir� buscar?

Estava prestes a partir para a ir buscar.

N�o se deve preocupar. Eu tratarei de tudo.

O jantar est� servido e seu marido est� � espera.

Olha para isto. � uma agrad�vel surpresa.

Estou esfomeado.

Vamos comer os dois sozinhos?

Suponho que sim. N�o est� ningu�m na cozinha.

Todo castelo parece estar vazio.

Ent�o nem sequer os vamos ver na altura de comer?

Parece que os quartos foram todos trancados.

N�o h� ningu�m para servir.

- Por isso vamos come�ar. - Bom...

Pelo menos a comida cheira bem. Olha s� para isto.

E o vinho?

� intrag�vel, horr�vel! E o sabor?

N�o cheira a nada.

� horr�vel. D�-me um pouco de �gua.

Sabes, encontrei o espelho.

Ia contar-te quando o Gabor disse que o jantar ia ser servido.

N�o havia nada errado com ele. Simplesmente o tiraram.

- Posso servir-te? - N�o, n�o obrigada.

N�o vais comer nada?

N�o, est� demasiado cru. Vou comer alguma fruta.

N�o quero isso.

Deve ser da gravidez, sabes?

Hans...

Sim, querida?

Sim.

N�o sei. Sentes-te calmo?

Calmo?

Sim, comeste e ages como se nada tivesse errado por aqui.

N�o pareces estar preocupado!

Porque devia estar preocupado?

Os t�mulos no cemit�rio.

O cemit�rio?

Porqu�? Est�s a referir-te �quele sino?

Refiro-me �s l�pides do meu av� e das minhas primas

como se tivessem l� enterrados.

Ele escreveu-te, n�o foi?

E este homem, o administrador.

Ele referiu-se a eles como se... Ele n�o disse que estavam mortos.

Ser� que n�o entendes? � isso que me preocupa.

Tem que haver uma explica��o. Admito que � bastante estranho.

� inexplic�vel.

� um pensamento sinistro, claro...

Provavelmente prepararam seus t�mulos para quando chegar a hora.

Suponho que seja pr�tico.

Embora... um pouco desagrad�vel.

Berta.

Queres ir l� para fora? Podemos ir caminhar.

N�o te preocupes. Eles v�o aparecer.

Esperemos que n�o esteja trancada.

Se o Gabor saiu ele deveria t�-la deixado aberta.

Berta.

Acorda.

Hans...

Est�s a dormir h� muito.

Quero ir embora, Hans.

- Quero sair daqui. - N�o digas tolices.

Vamos, eles est�o � nossa espera l� embaixo.

Berta, querida.

Vamos, vamos, Berta.

Torna-te apresent�vel. Temos que descer para jantar.

Todos est�o � tua espera.

- Todos? - Sim. No sal�o de jantar.

Boa noite, senhor.

Minha querida, querida Berta!

A pequena menina que se foi embora.

Berta.

Quero que conhe�as a Munia.

Ela � a minha esposa.

Munia, esta � a minha neta.

Ela ainda � mais bonita do que me disseram.

Vossas m�os est�o frias como gelo.

Vamos sentar-nos? N�o a devemos cansar.

Berta, este � o teu lugar.

Hans, tu sentaste aqui.

Berta, tens que nos contar tudo que tens feito.

Como � Londres? Como � a casa onde vives? Grande como o castelo?

N�o, � muito mais pequena.

� verdade que vais ter um beb�?

- Sim. - Nasce em cinco meses.

Cinco meses?

Muito bem, haver� muito tempo para falarem.

Volta para a cozinha.

- J� o consegues sentir? - N�o. Ainda n�o.

- Quando come�ar�? - Quando se come�ar� a mexer?

Ent�o, deixa a prima Berta em paz.

Como � ter algo a viver dentro de ti?

A crian�a ainda n�o faz nada. Ele cresce dentro da m�e...

E o seu sangue mant�m-no nutrido.

Gert, n�o serviste vinho � nossa convidada.

N�o, obrigada. Prefiro beber �gua.

� por causa da tua condi��o?

N�o te faz nenhum mal, querida.

- N�o, claro que n�o. - N�o � por causa disso.

- Nunca bebes? - N�s celebramos sempre juntos.

Anima-te, Berta. S� para esta ocasi�o.

Gostaria de propor um brinde a todos n�s.

E em especial a si, nossa maravilhosa anfitri�.

Acho que o brinde dever� ser mudado.

Devemos beber ao herdeiro.

O futuro conde Dracula.

E � sua m�e, sem ela ele nunca existiria.

V�o deixar-me de fora?

Ele � t�o importante como a Berta.

Um brinde ao pai.

Obrigado, Irina. Obrigado, Xenia.

O sabor deste vinho � extraordin�rio.

Gostas?

S� o podes beber nesta regi�o. Temos uma enorme reserva.

A adega est� cheia.

Berta, ainda n�o provaste. Bebe. Vamos ver se gostas.

Gert, podes servir o prato.

Fique aqui. Eu vou com ela.

Desculpem-na. Deve ser da gravidez.

Ela mal comeu esta manh�.

E ela sentiu-se mal s� de ver a carne.

Ela precisa de aten��o.

Deixei-a no vosso quarto.

Ela insistiu em deitar-se, mas n�o me pareceu mal.

Deixem-na beber o que quiser.

Foi muito gentil.

Ela carrega dentro dela o herdeiro deste titulo.

N�o me surpreende que tivesses assustada.

Aquelas tumbas que viste...

e depois a n�s...

Todos n�s.

N�o me assustei. E quem te contou dos...

Na verdade, o destino da nossa fam�lia leva-nos a essas tumbas.

Sofremos de uma doen�a �nica,

que nem sequer os m�dicos conseguem entender.

Mas todos eles concordam que a fam�lia est� dominada...

pela tristeza...

e um sentimento de medo.

Reparaste na falta de cor nos nossos rostos, Berta?

Nossa pele � como um velho pergaminho...

sem o contraste que d� o vigor aos rostos dos outros.

N�s Dr�cula somos p�lidos, melanc�licos, misantr�picos.

Nossa solid�o...

est� refletida na cor dos nossos rostos.

Vlad Dracula,

l�der indisputado da Val�quia.

O mais temido dos lideres de toda Transilv�nia.

Ele era chamado de "O Empalador"

porque ele costumava empalar seus inimigos.

Durante os 50 anos do seu reinado

ele foi respons�vel por mais de 100.000 mortes.

Mas nosso livro de fam�lia s� fala do nosso reino nesta vida.

Ele n�o menciona nossas atividades... na pr�xima.

O teu filho, Berta...

Teu filho ser� o herdeiro das terras de Dracula.

Nossa exist�ncia � exaustante.

Perigosa...

E esse futuro neto...

vem para substituir seus ancestrais cansados

nesta eterna melancolia que n�s sofremos.

Hans...

- Gabor! Isso � a bagagem? - Sim.

A bagagem da Berta! Quero v�-la.

N�o, tenho que a levar ao quarto da condessa.

- N�s ajudamos, mas... - Queremos v�-la.

Queremos v�-la antes.

Mandaram-me lev�-la logo para cima.

- Gabor, espera. - Vamos, senhoras!

- Sejam razo�veis! - Gabor, por favor.

- Parem! - Esta est� aberta.

- Gabor! - Olha!

Srta. Irina, seus elogios n�o funcionam. N�o fa�a isso!

- Voltem a fechar isso. - Olha!

- N�o faremos nada de mal. - Parem!

- Olha para este vestido. - Quero este.

D�em-me isso! N�o � vosso!

Deixem isso em paz. N�o vos pertence.

Est�o a comportar-se como duas crian�as pequenas.

Isso n�o estava assim.

Claro que n�o! Olhem o que fizeram.

- Ter� que ser dobrada. - N�s sabemos como o fazer.

N�o se mexam ou chamo o conde!

"Vi uma mulher sentar-se em cima de uma besta"

"cheia de palavras de blasf�mia"

"e a besta tinha sete cabe�as e dez chifres".

"E a mulher estava vestida de p�rpura real e prata"

"e coberta com ouro, pedras preciosas,"

"segurando uma ta�a de ouro nas m�os cheia de abomina��es".

"E na sua testa estava escrito um nome..."

"Mist�rio".

"E vi a mulher b�bada com o sangue dos m�rtires".

Quem est� a�?

Sei quem s�o pela maneira como se escondem.

N�o tenho medo de ti

mesmo que tenhas a palavra gravada na tua testa,

e mesmo que tenhas mais que uma cabe�a.

H� duas de voc�s.

E pela vossa apar�ncia n�o espero que seja nada de bom a traz�-las.

N�o, senhor.

Minha irm� Irina e eu est�vamos perdidas no bosque

e escondemo-nos porque n�o o conhec�amos.

Mas pelas suas ora��es, vimos que � um homem bom.

- Ent�o s�o irm�s? - Sim.

E suponho que dividem os vossos esp�lios a meias.

A minha irm� magoou seu p� e n�o sabemos como voltar a casa.

Mal posso caminhar.

Porque devia sentir pena vossa,

voc�s que s�o muitas vezes pecado e perdi��o para o homem?

Como poderia ter miseric�rdia?

A vis�o da pr�pria maldi��o e lux�ria.

Mas, senhor...

Atacam o homem e provocam a sua queda...

com os vossos truques...

S� estamos a pedir.

Por favor, bom senhor.

Com vossos encantos enganadores.

Por favor, senhor, n�o nos podia acompanhar?

Senhor, pode?

Se est�o mesmo em afli��o...

Poderia ser t�o gentil?

Hans?

Quem �s tu?

Hans?

�s tu?

Responde.

Consegues ouvir? Por favor, escuta-me.

S� quero saber o que aconteceu ao meu marido.

Consegues ouvir?

Hans!

Hans!

Ajudem-me, por favor!

- O que se passa? - Meu marido desapareceu.

E o castelo est� vazio.

N�o h� ningu�m! Como no primeiro dia.

O primeiro dia?

O Hans desapareceu, doutor. E na floresta encontrei isto.

� o meu xaile. Da minha bagagem.

Sabes alguma coisa sobre isto?

Ela foi encontrada na floresta drenada de sangue.

Eu vi alguns ciganos...

Fala mais baixo. Disseste que viste ciganos?

Sim. Fugiram quando me viram.

Doutor, meu marido... estou preocupada.

E que a luz eterna te guie.

- O que se passa? - Ela viu algo na floresta.

Tragam algo para beber � senhora.

O que sabe? Tem alguma pista sobre a morte desta rapariga?

Eram vagabundos Um homem e uma mulher.

Eu vi-os.

N�o foi um humano que fez isto.

N�o viram as feridas? S� pode ter sido um animal.

E o meu xaile?

H� dois anos, lobos vieram � cidade e mataram crian�as.

- N�o s�o lobos. - Malditos ciganos!

Temos que os expulsar da regi�o!

Quem lhe disse que foram os ciganos?

Porque iriam os ciganos beber o seu sangue?

Algu�m � culpado e temos que agir de imediato.

Conte-nos tudo o que sabe sobre isto.

O que foi, minha menina?

O xale.

- Foi... - Por que voc� fugiu do castelo?

Temos que capturar esses ciganos imediatamente.

Primeiro, devemos investigar se causaram essas atrocidades.

Doutor.

Doutor... Eu me pergunto se algo aconteceu com Hans.

Para onde est� me levando?

Eu vim avisar voc�!

Estar�o aqui em breve e far�o perguntas!

Exatamente.

E quanto mais silencioso encontrarem o castelo, melhor para todos.

Voc� vai passar a noite

com o �nico membro da fam�lia que ainda n�o conheceu.

Tem uma visita hoje a noite, senhor.

Espero que goste.

Sra. Berta. Est�vamos t�o preocupados. Onde estava?

Mas o seu xaile...

Mas guardei-o esta manh� limpo e passado a ferro

com as suas coisas. Como � isto poss�vel?

Por favor, chame o Hans. Diga-lhe que estamos aqui.

Berta!

O que te aconteceu?

Todos ficamos preocupados. Obrigado, doutor, por a trazer.

- Hans! - Ent�o o que aconteceu?

Sua esposa est� muito nervosa. Houve uma trag�dia na aldeia.

Ela temia por si e n�o conseguia voltar sozinha.

Por mim? Mas, Berta, querida...

Est�vamos todos preocupados com o teu paradeiro.

- Trouxe-a na sua carruagem? - N�o. Um alde�o trouxe-nos.

- Levo-o de volta � cidade, doutor. - Obrigado.

Vem comigo, senhora?

Seu av� est� � sua espera.

Vai com o Gabor. Eu agrade�o ao doutor pela sua gentileza.

Hans...

Por favor, Hans.

Temos que partir.

Por favor. N�o est� a ver o que acontece nesta casa?

Deixa-me em paz! Sai!

Sai!

Hans.

Valerio! Valerio!

Voltaste a faz�-lo, Valerio. Rapaz mau!

Gabor, leva-a daqui!

Deixem-me passar.

Agora j� v�s.

Como posso deixar essa coisa herdar o titulo dos Dracula?

Apenas o teu filho ser� capaz de salvar a continuidade...

da nossa esp�cie solit�ria.

Ele nasceu assim... Repulsivo e rid�culo.

Esta coisa que tu viste,

esse monstro teria que ser o meu herdeiro.

Valerio � o resultado

dos excessos e degenera��es dos meus antepassados.

Mas o filho de Berta ser� forte, saud�vel, poderoso...

como o primeiro Vlad, que teve toda Val�quia aos seus p�s.

Boa noite, Hans.

Isso. Assim mesmo.

Minha pequena, agora descanse.

Deve descansar e se cuidar.

- No seu estado... - N�o!

Boa noite.

Tem que explicar porque deixou passar tantos meses

sem me chamar para a examinar?

Bem, doutor...

Especialmente se ela est� assim t�o mal quanto diz.

Bom, a sua doen�a n�o parece estar no seu corpo.

Tem mais a ver com sua mente.

Sua doen�a est� no c�rebro.

Doutor...

Sua fraqueza foi causada por uma perda de sangue, claro.

� muito estranho.

Examinei-a com muita aten��o

e n�o h� sinal de uma s� ferida em todo seu corpo.

Quer dizer que ela n�o perdeu sangue?

Obviamente n�o � um caso como os que tivemos h� uns meses.

N�o h� marcas no seu corpo. Ningu�m a atacou.

Atacou-a?

Minha neta n�o saiu do castelo desde que a trouxe de volta.

Desculpe, mas desde as mortes estranhas de algumas pessoas

e o desaparecimento de outras,

as pessoas de Bistrita temem coisas horr�veis.

Tive que impedir uma multid�o que queria procurar na floresta

e capturar dois ciganos que a sua neta viu.

- Supersti��es? - Sim, supersti��es.

Mas por vezes, sabe, as cren�as comuns,

o que n�s chamamos lenda ou fantasia popular...

tem uma verdade escondida.

Sim, � claro.

Mas nestas partes estamos mais perto dos mist�rios da vida.

Soube disso no momento em que cheguei a esta floresta.

Aqui, a supersti��o pode tornar-se realidade.

- N�o � transilvano, doutor? - N�o, sou alem�o.

Ent�o n�o ir� descansar at� achar a resposta ao mist�rio.

Chamou por mim, senhor?

Prepara a carruagem para levar o doutor.

Desculpe, sua Excel�ncia. Desejava poder ter sido mais �til.

Ajudou-nos mais do que julga.

Uma �ltima pergunta, doutor.

O estado da Berta...

poder� fazer mal � sua gravidez?

N�o vejo nenhum sinal disso.

Pelo contr�rio, � estranho como a natureza trata de si...

Neste momento, a crian�a � o mais forte.

Cuidado!

Isso n�o s�o dores de parto. � cedo demais para isso.

N�o entendem?

Ela est� a ser comida desde o interior.

E ele est� vivo. O meu neto.

Apanha isso e deita-a fora.

Leva a Berta para o seu quarto.

Senhor...

Temos que nos livrar de outro corpo.

Leva-o para onde quiseres. Tira esse lixo do castelo!

Valerio matou aquela cigana, senhor.

Ele est� � espera do seu castigo.

Deixa o Valerio comigo, Gabor. O filho de Berta est� vivo.

Por isso a exist�ncia do Valerio j� n�o significa mais nada.

Berta, o que fazes fora da cama?

Vamos, Berta. N�o te deves cansar.

N�o demorar� muito.

Acabar� tudo em alguns dias.

Acho que ser� em breve.

- Pela sua apar�ncia. - E pela data.

Pode acontecer a qualquer momento.

Esperemos que seja de noite.

Meu filho...

Meu filho!

E o teu filho?

Teu filho... Onde est� ele?

Ele est� morto.

E eu voltei � vida.

Tinha uma longa vida � minha frente.

Eu iria continuar a alimentar-me de sangue,

e esta vida ir� ser uma solid�o eterna.

Mas a linhagem de sangue dos Dracula ir� continuar!

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