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Original subtitles

PALMA DE OURO DE MELHOR FILME

FESTIVAL DE CINEMA DE CANNES -1978

Esse é um moleque que precisa estudar.

Certo, mas 6 km para ir...

e seis para voltar é demais, não é?

É jovem, tem boas pernas.

Puxa vida! Logo agora que estamos esperando outro!

Podia começar a dar uma ajuda em casa!

Se não o ajuda agora...

irá ajudá-lo muito mais quando adulto.

Agora, deixe por conta da Providência.

E pensar que cresci...

sem ter visto as paredes da escola.

Não é uma boa razão...

e você sabe disso também.

Se o Senhor deu inteligência a seu filho...

é porque espera mais dele do que dos outros...

e você como pai dele...

tem o dever de satisfazer a vontade do Senhor.

Só nos faltava esta preocupação!

"A ÁRVORE DOS TAMANCOS"

INTERPRETADO POR CAMPONESES

E GENTE DO CAMPO BERGAMASCO

Um filho de camponês que vai à escola... O que dirão?

"Eram assim as propriedades lombardas...

no final do século XIX.

Nelas viviam 4 ou 5 famílias de camponeses.

...A casa, os estábulos, a terra, as árvores...

parte do gado e das ferramentas pertencia ao patrão...

a quem eram devidas duas partes da colheita."

Puxe, vamos!

Puxe, Bionda!

Vire! Para trás, vire!

Puxe as calças para cima, Minek!

- Puxe! - Não Consigo!

Deixem que ele também veja.

E não façam barulho, que o pônei tem medo.

Vamos, mexa-se! Seu bobo!

Diacho!

Pegue-a! Pegue-a!

Está aqui na minha frente!

Estou com medo. Morde?

Não, não morde!

Olga! Traga a marmita!

Roberto era um jovem

Que belo, que belo

Usava Chapéu

Lá nas ondas do mar

As ondas do mar

O barco cortava

Rosinha chamava

Procurem não misturar as cascas e as espigas.

Faça direito...

o sinal da Cruz.

Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo, Amém.

Agora, deite-se.

Peça ao anjo da guarda que fique sempre por perto.

Então, está contente de ir à escola?

Segure com força.

Não, espere... abra-o mais com as mãos.

Vamos!

Em frente, vamos!

Para trás!

Para trás!

- Vamos, suba! - Eu também, vovô!

Eu também quero ir na charrete!

Eu também quero ir na charrete!

Fique quieto!

Onde quer ir, tão pequeno! Fique comigo.

Isso, fique comigo, seu molequinho.

- O caseiro está aqui! - O que quer?

Hoje é a pesagem do trigo!

- Vá pesando você! - Sim.

Depois verei a contas.

Está bem.

Rosa...

peça a minha mulher que suba um momento, por favor.

Está bem.

Leve outro para lá! Depressa!

Força, vamos! As pedras, as pedras!

Vamos!

Vamos!

Em frente! Venha outro! Vamos, depressa!

Doze quintais e meio, quase treze.

Vamos, vamos. Bionda!

Mais para a frente!

Não podem vir descarregar aqui em baixo?

Querem continuar de um lado para o outro sem parar?

Atenção com esses sacos, para que não se abram!

- Ouçam! - O quê?

- Façam silêncio! - Ouça

- Giopa! Giopa! - Giopa está chegando!

- O Giopa está aqui! - Vá para casa!

- Ele está chegando! - Já está aqui!

Mãe! Mãe!

Pai, Filho e Espírito Santo.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém.

Para que o Senhor nos mantenha...

sempre com saúde e nunca nos falte o necessário.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Como era no princípio agora e sempre.

Ave Maria cheia de graça. O Senhor é convosco.

Ave Maria cheia de graça... Santa Maria Mãe de Deus...

... pecadores, na hora da nossa morte. Amém.

Pegue, Giopa.

Tchau.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Assim seja.

Dê o eterno repouso, Senhor, e o esplendor da luz perpétua...

a nossos pobres mortos.

E que as almas do purgatório sigam para o Paraíso.

Dê-lhes o eterno repouso e o esplendor da luz perpétua...

e constante em paz. Amém.

Não, meninos, não devem rir.

Esses pobres que nada têm da vida...

são os que estão mais perto de Deus.

- Aqui, meninas! Peguem! - Levante do chão!

Estes também!

Diga a mãe que preciso disso antes de sábado!

Está bem.

Vamos!

Peguem! Peguem!

Para dentro, meninas!

O cavalo do Buschi escapou!

Peguem!

Calma, segurem com força!

Santo Deus. Leve-me um pouco.

Sim, agora você, depois eu.

Então, comece a contar.

Um, dois, três...

...dezoito, dezenove, vinte, vinte e um...

...quarenta, quarenta e um...

...quarenta e oito, quarenta e nove, cinquenta!

Oh! Que bom! É sua vez.

Mas você é mais pesada!

Vou contar só até quarenta.

Está bem.

Atenção! Vá devagar!

Um, dois, três, quatro, cinco, seis...

sete, oito, nove, dez, onze, doze...

treze, catorze... uh!

A roupa toda no chão! O que é isso?

É claro! Não aguentava mais!

A roupa toda no chão!

Vamos, eu empurro!

A senhora do hotel Corona...

quer a roupa antes de sábado.

Como vou fazer?

Não vê que tenho dois baldes cheios?

Foi o que ela disse.

Olhe, Cecchino.

Teresina!

Olhe que lindas pedras encontrei!

Meninas, peguem o bebê...

e vejam se vovô Anselmo precisa de alguma coisa.

Venha aqui lindinho.

Peça para o Pierino ajudar o vovô...

a lavar os baldes de leite.

Quero saber se posso cumprimentá-la.

Gostaria, pelo menos, de lhe desejar boa tarde.

Se é só isso, não tem problema.

Você não me diz nada?

Bem, também lhe desejo boa tarde.

Também quero tomar banho na tina.

Cuidado, está muito quente.

- Venha, está pronta. - A água está muito quente?

- Não vai ficar doente! - Sim! Está bem quente!

AÍ está ele!

Sente-se lá dentro. Está bom, assim?

Primeiro os ombros...

depois o pescoço...

e as orelhas.

Agora, feche os olhos...

para uma boa ensaboada! Que beleza!

Quero tomar banho na tina também.

Já está.

Não, não mexa.

Minek, agora durma.

Amanhã de manhã, antes de ir para a escola...

reze uma novena...

para que o Senhor ilumine sua mente.

Afaste-se daí, vamos. Afaste-se!

Para lá!

Afaste-se! Afaste-se!

Vire! Vire! Para trás! Para trás!

- Precisa de ajuda? - Não, não.

- Consegue sozinho? - Sim.

Dê-me o saco.

Por que recolhe o esterco das galinhas?

Para usar nesta primavera, na semeadura do tomate.

Não fale para ninguém.

- Mexa-se seu preguiçoso! - Sempre gritando!

Vai ver esta noite quando chegar a casa!

Covarde que não faz nada!

- Mãe! Mãe! - O que é?

Estão brigando!

Sempre o mesmo, como cão e gato!

Todos os dias é a mesma coisa!

- Onde coloco? - Ponha-o ali!

- É filho do Andrea Runk? - Sim.

- O que acabou de morrer? - Sim.

Conhecia bem seu pai. Era um cavalheiro.

Deixou uma viúva com seis filhos.

Para tocar o barco, a pobre mulher...

teve que se tornar lavadeira.

Vamos, suba! O trigo acabou!

- Quantos anos tem? - Quase quinze.

Estou precisando de um ajudante.

Se quiser vir trabalhar aqui...

Eu... gostaria muito.

Pergunte a sua mãe, em casa.

Por mim, pode começar já amanhã.

Olá.

Olá, Gnomi. Quem vai entrar primeiro?

Vá você.

O cachorro está preso? Quieto!

Fique quieto!

É ali, naquele estábulo.

- Então o que fazemos? - Vamos entrar.

- Quem chegou? - Chegaram os "lesmas".

Para ir à missa limpamos toda a neve!

Temos pouco para comer.

Temos feijão.

- Quem o descasca? - O vovô.

Debaixo de água fria toda a noite.

- Puxa! - É assim mesmo.

- Seria bom pegar mais. - Por que não pegam?

Um minuto de silêncio, por favor!

O que é?

Venham, meninos, saiam!

Estão tocando gaita-de-foles, ouçam!

É verdade! Estão tocando mesmo.

Ouçam como tocam, ouçam!

Madalena! Madalena!

Mãe, estão tocando gaita-de-foles!

Onde?

Devem estar na casa do patrão.

Sim, estão lá mesmo.

Fará muito frio esta noite.

Ouça, Tonino, como tocam bem.

O Natal já Chegou.

Vovô! A lua!

Quando a lua mostra a coroa a neve se amontoa.

E... se não cair a neve!

- O que quer dizer? - Que a Terra precisa de neve.

Toni, Toni, corra do lobo

Toni, Toni, eu estou aqui

Toni, Toni, corra do lobo

Toni, Toni, eu estou aqui

Toni, Toni, corra do lobo

Toni, Toni, eu estou aqui

Toni, Toni, eu estou aqui

Quem está aí?

Quem é você?

Pai...

onde vai a esta hora? É uma da manhã.

Está nevando. Vou pôr esterco de galinha na horta.

- É uma experiência. - Esterco de galinha?

Sim, para a primavera, quando plantar o tomate...

porque o esterco de galinha é mais forte que o de vaca.

Um pouco já basta e a terra não gela.

O senhor precisa fazer isso de noite?

Para que os outros não me vejam.

Se o ano for bom...

nosso tomate estará maduro na praça...

duas ou três semanas antes que o dos outros.

Tenha cuidado com suas belas ideias.

Não vá ficar doente!

Calado, Garibaldi!

Está nevando!

O lobo comeu a ovelha

Ossos aos cachorros carne aos carniceiros

O mijo dos patrões na latrina

a palha para fazer cadeiras

a vassoura para o cavalo da bruxa

o melro bica a espiga

a mulher cala, o homem trabalha

quando o caracol sobe na rosa

os jovens procuram noiva

Ossos aos cachorros carne aos carniceiros

sangue para fazer o bolo

uma viga no traseiro de quem me ouve

O que está dizendo Batisti?

Como consegue inventar essas coisas?

Toda a noite tem uma nova!

Esta é mesmo boa.

Rezemos o terço...

que as crianças já estão dormindo.

Ainda é cedo!

Depois ficam cansados, vão rezar sem atenção.

Vamos, Batisti, conte a do Tagliana...

que quando gaguejava ia até o fosso.

...do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Assim seja.

Vou contar a história de Tagliana outra noite.

Senhor, ajude-me.

Senhor, ajude-me.

Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Como era no princípio, agora e sempre. Amém

Ave Maria cheia de graça...

Já acabou? Lindo.

Deite-se então.

O Minek precisa de algo mais quente...

agora que começou o frio.

Por enquanto vamos ter de nos virar...

porque logo precisaremos de uma lavadora.

Para isso, nos arranjaremos com as mulheres no pátio...

até porque não é a primeira vez.

Não falemos bobagens...

com o risco de correr perigo.

A tina tem de ser lavada, caramba!

- Onde coloco essas coisas? - Dê para a mim!

O açougueiro.

Então está aí?

Hoje está caindo forte! Puxa, é mesmo!

Está com sorte, Finard.

O porco com a neve é como o vinho de cave.

Sim, mas que a uva seja mesmo de qualidade.

Isso é o mais importante.

A água está bem quente?

Quanto mais quente e abundante melhor...

e o fogo sempre vivo.

O caseiro está aqui!

O patrão ainda não chegou?

Por enquanto, ainda não. Chegará mais tarde.

Como faremos a pesagem?

Estou aqui para isso.

Então, como este animal cresceu?

Venha beber um gole em casa.

Talvez depois.

Cristãos! Vão matá-lo antes do tempo?

Venha, aqui lindo. Venha.

Pobre animal.

Deixem a porta aberta!

Fiquem atentos aí fora!

Virem-no, que vou pegá-lo pelas orelhas!

Isso!

Traga logo esta panela!

Agora tem que ser puxado para cá.

Dê-me a vara!

Virem todos para lá! Mais duas voltas.

Coloquem a vara agora!

No meio e tire os dedos daí.

Então, o que lhe parece?

É um belo animal.

- Está Contente Finard? - Claro, nada mal.

- Olá, Dom Carlo. - Olá, Dom Carlo.

Jesus Cristo seja louvado.

Aqui está o Battisti. E então?

Acabei de ver seu filho a caminho da escola.

Como vão as coisas?

Por ora não tenho de que me queixar.

Verá que um dia...

ficará muito contente com esse filho.

Ah! Se o Senhor me conceder a graça...

- E... a viúva Runk, onde está? - Fica naquela porta...

mas agora saiu. Quer que a chame?

Não, não. Não é nada importante.

Vou lá.

- Que belo animal! - Não dá para se lamentar.

- Vai dar muita carne. - Só eu sei como o criei!

Tratei-o melhor que um cristão!

Então, lembre-se de amar o Senhor...

para que não lhe destine um fim parecido.

O que fiz de mal? Não mexo com ninguém!

Não é suficiente. Não é suficiente.

Caseiro, como faremos a pesagem?

Entrará em acordo com o patrão.

Não quer comer um pouco também?

Vamos ver... Para trás!

Para trás, para trás!

Vire, vire! Em frente!

Vá para casa com os outros. Eu fico com o guarda-chuva.

Desculpe-me reverendo, por me apresentar neste estado...

- mas o que posso fazer? - Não se preocupe...

e continue a trabalhar.

Vim aqui para lhe dizer algo importante.

Como não a vi no domingo na igreja...

Tem razão, Dom Carlo.

Às vezes, fico aqui sem saber o que fazer.

Levar a vida adiante com seis crianças para cuidar...

Não vim aqui repreendê-la.

Não! Desde já lhe digo...

que faz bem em ficar em casa para cuidar de seus filhos.

Esse é um dever mais importante que a missa.

O Senhor entende certas coisas.

Mas é justamente de seus filhos que vim lhe falar.

De meus filhos?

Ontem falei com o diretor do orfanato...

disse-me que não tem mais lugar...

mas expliquei-lhe sua situação e então...

vai tentar acolher seus dois filhos menores...

para lhe ajudar...

enquanto os outros crescem.

O que pensa disso?

Esta noite, quando o meu filho mais velho voltar do trabalho...

falarei com ele a respeito.

Nem eu sei o que lhe dizer.

É tudo o que podemos fazer por enquanto.

Meninos, cuidado para não se queimarem.

Esta noite está frio! E o céu está estrelado!

Venha, preparei-lhe água quente.

Não mexa no fogo...

senão não teremos brasas para pôr na cama.

Comecem a comer a sopa para não ficar fria.

Traga-me a sopa, vou comê-la perto do fogo.

Vovô, faça faíscas!

As faíscas são diabos que fogem do inferno.

Por que os diabos fogem do inferno?

Para irem procurar almas.

Por que há almas no caminho?

Não há almas pelo caminho...

eles vão pela chaminé até o teto...

procurar as almas dos condenados.

Mas os diabos têm medo de quem é bom.

O diabo, quando encontra um homem de bem...

ou uma criança boa, segue seu caminho.

E foge também ao sinal da cruz.

Vocês sabem rezar o Pai nosso?

- Sim, - Eu também.

Eu também.

Então não devem ter medo. Agora vou agitar o fogo...

e verão como fogem para longe.

Diabos, sumam desta casa!

Sumam, que eles são todos bons!

Vovô, conte a história dos dois velhos.

Antes acabe a sopa, senão vai ficar fria.

Já está quase no fim.

Hoje, Dom Carlo esteve aqui.

Esteve aqui só por nossa causa.

Falou da possibilidade...

das freiras receberem a Annetta e a Bettina.

Disse a ele que falaríamos sobre isso em casa.

É preciso mandá-las mesmo?

Se não conseguirmos tocar o barco...

Nesta primavera a Teresina faz 12 anos...

e pode começar na fiação.

O Pierino pode ajudar em casa e no estábulo.

Se for preciso, trabalharei dia e noite...

mas meus irmãos ficam conosco.

Feche a porta.

- O que é isso vovô? - São sementes.

- Sementes de quê? - De tomate.

O que está fazendo agora?

Escondo-as no quentinho, debaixo do feno...

e enquanto faz frio, elas germinam.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete...

Venha aqui, entre os caules de trigo.

Vinte, vinte e um, vinte e dois, vinte e três...

trinta, trinta e um, trinta e dois...

- Onde terão ido? - Antônio vai para lá...

você para lá e eu por ali.

Não! Vou olhar o feno!

Veja dentro da tina!

Não estão no feno!

Esconda-se! Que não o vejam.

Venha aqui em baixo.

Olhem no estábulo...

debaixo da palha e atrás das portas!

Mãe, o vovô pede que vá já ao estábulo!

Correndo!

O que tem?

Esteve toda a manhã assim.

Não come...

e não fica em pé.

Minha nossa! Está doente?

É melhor chamar o veterinário.

Teresina, peça ao Pierino...

para chamar o veterinário.

Pierino! Pierino!

A mãe disse para descer já e ir chamar o veterinário!

Estão brincando de esconde-esconde!

Pierino!

Atrás da jaula dos coelhos!

Pierino!

O veterinário!

Annetta! Chame a mãe, que o veterinário chegou!

Passe-me a bolsa.

Meus respeitos, doutor.

Então, Anselmo...

o que aconteceu com este pobre animal?

Desta vez, está grave.

Foi bom?

Pierino, leve um balde de água ao estábulo já!

Vá para casa!

De quem é este animal...

seu ou do patrão?

É nosso, graças a Deus.

Desta vez, o Senhor não lhes fez a graça.

Minha nossa, o que aconteceu?

Desculpe...

se quer que lhe diga a verdade...

eu não a deixaria viva até o meio-dia.

Mande-a matar enquanto é tempo...

pelo menos lhe dará uns trocados.

Vá! Corra já para casa!

Só nos faltava isto!

O senhor sabe da nossa situação...

não dá para viver assim.

Ouça o que lhe digo...

siga meu conselho enquanto é tempo.

Por enquanto não diga nada às crianças.

Doutor, e pelo seu incômodo?

Já tem muitos problemas, fica para a próxima vez.

Coloquem a água da polenta para esquentar...

que eu já volto.

Então vamos pôr a água para esquentar.

Deus, ajude-nos.

Deus, ajude-nos.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Repouso eterno, Senhor...

no mistério da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pai nosso que estais no céu...

Senhor não me abandone agora...

estou tocando o barco sozinha.

Como vê, eu faço o que posso...

mas sem sua graça não chegarei a lugar nenhum.

Ave Maria, cheia de graça...

Ó Senhor...

que morreu na cruz pelos nossos pecados...

não atente para nossos méritos...

mas para sua bondade...

e faça com que esta água bendita...

que passa sob a cruz de seu calvário...

lave todos os males da alma e do corpo.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Como era no princípio...

agora e sempre. Amém.

Meu Jesus...

perdoe todos os nossos pecados...

mesmo os que cometemos sem ter consciência disso...

e pelo amor de suas cinco chagas...

pelas dores de sua Santa Mãe Maria...

por todos os santos do Paraíso...

por todas as almas boas...

conceda-me esta graça, Senhor!

Não pode negá-la!

Pai, Filho e Espírito Santo, Amém.

Pai nosso que estais no céu santificado seja Vosso nome.

Venha a nós o Vosso reino.

Seja feita a Vossa vontade, Assim na Terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai nossas ofensas, assim como nós perdoamos...

a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação...

mas livrai-nos do mal. Amém.

Sente-se e coma um pouco de polenta também...

enquanto está quente.

Pai nosso que estais no céu...

santificado seja Vosso nome...

Venha a nós o Vosso reino.

Seja feita Vossa vontade, assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Perdoai nossas ofensas, assim como nós perdoamos...

a quem nos tem ofendido...

e não nos deixeis cair em tentação...

mas livrai-nos do mal. Amém.

Olá, já chegou?

Venha aqui!

- Olá, Minek. - Venha se aquecer um pouco.

Está frio hoje.

Ele está com os pés molhados.

Vamos tirar os tamancos e as meias...

assim esquenta seus pés. Está frio hoje.

Tenha cuidado, para não ficar com frieiras.

Pegue, coma!

- O que professor disse? - Falou da água.

Da água?

Disse que a água tem muitos animais.

- Os peixes? - Não, não os peixes...

outros animais pequeninos.

Que há tantos numa gota de água, até na de beber.

Mesmo na água de beber?

Sim, animais tão pequeninos que não conseguimos ver.

Mas se não podemos vê-lo, como podem dizer que estão lá?

Têm uma máquina para isso...

com uma coisa para olhar dentro da água.

- Uma máquina dos doutores? - Sim.

Quantas coisas temos para aprender neste mundo!

Olá.

Minha nossa, você me assustou!

Como assim?

O que faz aqui?

Queria vê-la.

Se é por isso, nos vemos todas as noites...

quando você aparece no sítio.

Sim, mas não é o mesmo.

Uma coisa é nos vermos no meio de todos...

outra é nos vermos aqui sozinhos.

Ainda faz muito frio de noite.

Não! Nem gela mais a água nas fossas.

Daqui a quinze dias...

estaremos no mês de Nossa Senhora.

Queria...

lhe pedir um beijo.

Para essas coisas...

é preciso esperar o tempo certo.

Estou indo.

Boa tarde.

Levante esses ramos de trigo!

Está andando em cima deles!

Seu malandro!

Cuidado com o balde, senão o leite vai derramar! Seu tonto!

Se eu não presto, venha fazer você!

Suma daqui depressa, seu desgraçado!

Vou te matar se te pegar! Seu vagabundo!

Agora, peguei você!

Vou lhe dar a lição que merece, preguiçoso!

Os Finard estão brigando!

Minha nossa! Vão se matar! Temos que separá-los!

Fuja para cima! Você é a vergonha desta casa!

Aparte a briga! Finard, não tem vergonha dos outros?

- Deixem-me! - São como cão e gato!

É um preguiçoso! Não quer fazer nada!

Não temos um momento de paz!

- Maldito seja ele! - Céus, não diga isso!

Maldito seja! Como pode pôr as mãos no pai?

Maldito seja! Maldito seja!

Não Finard, não amaldiçoe!

Porque as maldições têm efeito!

Meninos, fiquem aqui.

Mãe, mãe! A vaca está de pé!

Nossa Senhora!

Chame o vovô! Diga-lhe que venha depressa!

Vovô! A mãe quer que vá ao estábulo...

a vaca ficou de pé!

Senhor, muito obrigado!

Muito obrigado, Senhor!

O Frikì! O Frikì!

Mulheres! O Friki chegou!

Vejam que belos tecidos de primeira qualidade!

Bem barato, mulheres!

Vejam que lindas coisas, que linda roupa!

Admirem! É tudo do melhor!

Vai nos enganar como da última vez?

O Friki nunca enganou ninguém...

pois respeita as mulheres como os macacos.

Ah, sim! Você é bom de lábia!

Venham mulheres, venham...

este ano farão as pazes com seus maridos!

Olhem que mercadoria, de primeira qualidade!

Fitas de todas a cores, botões, linha, olhem!

Este ano ficarão contentes!

- O que tem aí dentro? - Fitas e linhas de algodão.

- É muito clara para mim. - Muito clara? Pegue a escura!

Olhe que bela saia!

- Um como este! - Estão contentes desta vez!

Olhe que belo avental.

Ouviu? Disse olá?

- Não tem outro igual? - Vou ver.

Mulheres, admirem!

Tecidos de primeira qualidade...

para camisas e saias...

para a festa de Nossa Senhora!

Se fossem promoções!

Tudo está em promoção!

Nem roubando encontrariam produtos como estes!

Não sabem que estes são retalhos vindos de Paris?

Do exterior? Tudo de primeira qualidade?

Deem ouvidos ao Friki, mulheres...

que esteve na África e conhece os macacos...

que têm mais sentimento que o próprio homem.

Olhem! Toquem! Comprem alguma coisa!

Ah, com essa história dos macacos...

nos confunde as ideias e nos engana direitinho!

Então, quanto me faz por este?

Esperta! Escolheu o melhor!

Sim, mas tem de fazer um bom preço...

- que ela vai se casar. - Vai se casar?

Pergunte a todas as noivas das redondezas...

- se não agradei a todas! - Calado, seu malandro!

Venha, venha moreninha

Sim, moreninha! O que você me conta?

Olhem que mercadoria!

Venha, venha moreninha

Venha para o campo comigo

Um dia, um grupo de rapazes sem cabeça...

teve a ideia de jogar pedras...

nos soldados franceses que passavam por estes lados.

O capitão deles na época o general Lutrec...

para punir o povo...

decidiu mandar queimar e derrubar todo o vilarejo.

Então, a população desesperada...

foi à igreja para rezar a Nossa Senhora...

como fazem as crianças quando estão em perigo...

que chamam a mãe.

Então Nossa Senhora, a mãe celeste...

a mãe de todos fez o milagre.

Nossa Senhora com o menino, pintada no muro...

começou a chorar.

Mandaram logo um criado avisar o general.

Ele, de início, não acreditou...

porque era um homem da igreja.

Achou que queriam enganá-lo e veio até aqui...

mas quando viu Nossa Senhora no muro chorando...

ajoelhou-se e colocou aos seus pés o elmo e a espada...

em sinal de devoção.

Desde aquele dia passaram mais de 350 anos...

mas o elmo e a espada ainda estão ali...

para nos lembrar de todos os perigos do mundo...

que podem nos atingir.

Nós, todos os anos, nos encontramos aqui...

para lembrar desse milagre grandioso...

mas não só esse, todos os outros...

que acontecem todos os dias...

em todos os cantos da Terra...

para a vida do homem e de toda a criação.

Pois, meus caros...

sem milagres nós não estaríamos aqui.

Os milagres são a força que o homem não tem...

são a força do amor de Deus.

E esse amor nos é necessário...

como o ar que respiramos...

como a Terra que nos dá seus frutos...

e a água e a luz que nos dão a vida.

Podemos merecer...

o amor de Cristo...

só através do amor ao próximo.

Jesus Cristo seja louvado.

Torone, torone!

Balas, alcaçuz, bolas de açúcar...

Crianças venham, hoje é dia de festa!

Torone, torone! Balas, alcaçuz!

Controle sua vista!

Procurem suas lentes!

Tem para todos!

Experimente com este. Mexa o postal assim.

Espere, também vou experimentar.

Gastando pouco...

se divertirão muito antes de ir para casa!

Agradem as crianças, os velhos...

e a esposa se estiver zangada!

Vamos molecada, hoje é festa, é festa!

Venham, quem consegue subir mais?

Agora, senhores...

quero um voluntário do público.

Um, que se apresente aqui...

porque quero fazer uma demonstração deste animal...

do que ele pode realmente fazer.

Venha, fique aqui.

De pé!

Não tire o chapéu, mas o paletó...

pois quero mostrar ao público...

os milagres que esta gordura faz.

Esta gordura que cura todos!

Venha, dê mão para mim.

Está com dor?

Onde? Aqui? Sua mão, por favor.

Desta maneira! Deve ser espalmado assim!

Deste modo! Sempre desta maneira!

Nunca assim, sempre de baixo para cima, assim!

Vê que está saindo água? É artrite, senhor.

Tem artrite, sim senhor! Digam vocês todos!

Sim! Este senhor tem artrite!

Isso! Coma o ovo!

Silêncio!

Já viu como come e bebê? Não vai aguentar!

- Mãe, o pai. - O pai, o quê?

- Foi direto para cima. - Meu Deus!

Nem consegue subir as escadas!

- O que você fez, Brena? - O que fiz... me embebedaram!

Esse é jeito de chegar a casa?

Foram meus amigos!

O que posso fazer?

Embebedaram-me!

Olhe só em que condições me chega em casa!

Só estou bêbado!

Deixe-me em paz, Crista!

Para quê o leite?

- Tchau, Buldù! - Já está indo para casa?

É preciso empurrar a barriga para fora...

e manter a boca aberta.

É assim que vai ao Vespro, sua desgraçada, mentirosa!

Diz que vai à igreja e vem aqui dançar.

Riam, riam mesmo...

que estão todos perto do inferno!

Quando estiverem entre as chamas, não rirão mais!

Desonestos!

Sem temor a Deus!

Olhe que vou dizer a seu marido!

É jovem ainda, continua dançando.

Obrigado, senhores.

Obrigado, amáveis senhores...

obrigado gentis senhoras.

Uns trocados de alegria eliminam a tristeza.

Obrigado, vovô.

Boa sorte. Boa sorte a todos e boa noite.

Obrigado e boa noite.

A organização social...

infelizmente está sempre em atraso...

relativamente às novas exigências da vida.

Só quando se tornam posse comum...

as conquistas do saber e do progresso...

é que podemos finalmente falar...

de novas conquistas da civilização.

Quando uma justiça melhor...

e o respeito dos direitos do cidadão...

se tornam uma norma do dia-a-dia...

instituída, regra de vida aceita e praticada por todos...

quando mais ninguém poderá gozar de privilégios...

que são negados a outros...

somente então poderemos dizer...

que construímos uma sociedade democrática.

Infelizmente, o progresso social caminha lentamente...

dificultado pelos que o temem...

mas também e sobretudo...

não sustentado com suficiente coragem e sacrifício...

pelos que o invocam como um direito humano.

Assim, os demais ficam passivamente na retaguarda...

esperando que os eventos terminem a favor deles...

enquanto uma pequena fileira de rebeldes, de inovadores...

se coloca corajosamente na vanguarda.

Todos os grandes progressos da história...

tiveram início com a obra ousada e generosa...

de uma pequena minoria iluminada...

que tem o olhar virado para o futuro...

e por isso parece insana.

Mas não é sonhadora nem ociosa!

Ela se empenha, com todas as forças...

a demover e renovar o passado...

e tudo aquilo que já está superado no espírito humano.

Por sorte, estas minorias...

ricas de intelecto e de nobreza de alma...

avançam sempre mais...

e seus adeptos são sempre mais numerosos.

E os conceitos que antes pareciam ousados, utópicos...

ou mesmo paradoxais...

aos poucos são aceitos e defendidos por todos.

É assim que a sociedade começa a se reanimar.

As ciências, as artes, a indústria...

e até o costume político se transformam.

Pois bem, amigos cidadãos...

o costume de vida fica ultrapassado...

e outro aparece no horizonte...

carregado não só de promessas...

mas de realizações e confirmações em geral...

dos valores e das conquistas que são sinal tangível...

de uma sociedade feita por homens vivos e conscientes.

Para a casa!

Quieta!

Canalha!

Quieta, Irma.

A pata!

- Já comeu? - Sim.

- Tchau. - Tchau.

- Mãe! Mãe! - Estou indo!

Não é absurdo ter um moço...

que faz xixi na cama todas as manhãs?

- Uma criança de 15 anos! - Não é culpa minha!

- Mijão! - É doença!

Quando for para a tropa, aprenderá com eles!

Quando casar...

ainda usará uma fralda entre as pernas! Mijão!

- Corra! Vá depressa! - Sim!

Batisti!

Batisti Batisti!

Venha para casa, que o nenê está nascendo!

Vamos então.

Vamos! Em frente!

O lobo e a raposa...

passaram através do buraco da fechadura...

e quando estavam lá dentro tinha muitos baldes de leite...

e lalap, lalap, lalap.

Mais astuta, a raposa...

tentou passar outra vez pelo buraco da fechadura...

o lobo não e lalap, lalap, lalap...

A raposa, quando viu que podia passar, parou de beber.

E esta roupa?

- Passe tudo para mim. - Estes também?

Outro menino.

Ficará contente, não é Batisti?

Nós, mulheres, iremos agora. Iremos deixá-los a sós.

Seria bom, Batistí, que no período de quarentena...

você comesse um pouco de pão branco.

- Isso seria bom. - Sim, vou cuidar disso.

Obrigada, mulheres. Não sei como lhes agradecer.

Mas de quê? Se não nos ajudarmos...

Ouça, ouça como grita!

Faz bem. Alarga os pulmões.

Mas correram um grande risco...

fazendo tudo sozinhas, sem chamar a parteira.

Os bebês vêm ao mundo sozinhos...

não precisam de ninguém.

Sente-se firme, pelo menos.

Graças a Deus.

Assim...

outra boca para alimentar.

Não! Não se preocupe.

Lembra-se do que dizia sua mãe?

"Quando vem ao mundo um anjinho...

a Providência lhe entrega uma trouxinha".

Ni! Ni traga o balde de água...

que a polenta está queimando!

Ainda não chegou.

Alguma coisa aconteceu ao Minek?

Dido, para trás. Deixe-me.

Para trás.

Dido, deixe-me.

O que fez?

Minek...

você chegou?

Sim, chegou!

Por que chegou tão tarde?

Deve ter parado por aí.

Sabe que as crianças não acham tão tarde.

Venha aqui, vou colocá-lo perto do fogo...

enquanto a cinza está bem quente.

Isso, aqueça os pés, que estão gelados.

Mostre para mim.

Como foi que quebrou o tamanco?

Minek, venha aqui ver...

Chegou outro irmãozinho.

Chegou em casa com os pés molhados.

Não lhe diga que o tamanco quebrou.

Venha aqui perto.

Já viu?

E então Minek, gostou de seu irmãozinho?

Sim.

Pegue, é pão branco.

Comemore também hoje.

- Olá, Maddalena. - Olá.

A mulher do Batisti teve nenê.

- Chamam-lhe de Zezinho. - Que bonito.

- Tchau. - Tchau.

Fiquem aí sossegados...

que eu tenho de sair um momento.

Por favor, comportem-se.

Vovô, repita outra vez a cantilena.

A cantilena do Zambel

que não tem ossos nem pele

Está ali naquele degrau

Veio visitar o lindo menino

Não dorme na cama

Mas está aos pés da cama

Já para dentro que está frio

- E eu vovô? - Já para dentro que está frio

Agora fiquem quietos. Vão acordar o pequenino.

Antes de dormir, meninos, rezem o terço...

todos juntos para agradecer a Nossa Senhora.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

Ajude-me, Senhor...

Ajude-me, Senhor.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Sempre seja louvado...

o Santíssimo nome de Jesus, José e Maria.

No primeiro mistério doloroso se Contempla...

a oração de Jesus no horto.

Pai nosso que estais no céu...

seja feita a vossa vontade assim na Terra como no céu.

O pão nosso de cada dia...

Ave Maria cheia de graça...

Santa Maria, mãe de Deus...

Ave Maria...

Santa Maria...

Ave Maria...

Santa Maria...

Ave Maria...

Santa Maria

Ave Maria...

Santa Maria...

Ave Maria...

Santa Maria...

Ave Maria...

Santa Maria...

Ave Maria...

Santa Maria...

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

No segundo mistério doloroso se contempla...

a flagelação de Jesus no templo.

Pai nosso que estais no céu...

O pão nosso de cada dia...

Ave Maria cheia de graça...

Santa Maria, mãe de Deus...

Ave Maria...

Santa Maria...

Ave Maria...

Santa Maria...

Ave Maria...

Santa Maria...

Ave Maria...

Vamos ser rápidos. É bom que ninguém nos veja.

Estes são trabalhos que só seu vovô faz.

Em cima, a terra é dura...

porque no inverno forma pele.

- Por que forma pele? - Para se defender do frio...

e não deixar escapar o calor que tem lá dentro.

- A terra dentro é quente? - Claro...

para não deixar as sementes morrerem.

Pegue a estaca no carrinho.

Pepino!

Vai trabalhar.

Quando se pegam os brotos, perto da raiz...

é bom deixar um pouco da própria terra.

Aí está!

A primeira.

Por que as plantas todas perto do muro?

Porque o muro conserva o calor...

o do estábulo, lá dentro, e o do sol, aqui fora.

E o tomate precisa de calor.

Assim, se não gear...

este ano iremos para praça vender nosso tomate...

umas duas semanas antes dos outros.

E o outros, o que dirão?

Os outros ficarão de boca aberta...

e o nariz no ar.

Agora, outra fileira aqui.

Olga! Olga! Corra para casa...

para fechar as janelas da cozinha...

enquanto recolho a roupa!

Sim! Leve-as para o estábulo que vem aí um temporal!

Mãe! Mãe está chovendo!

À meia noite...

quando não havia nem uma alma viva...

aquele homem saiu...

se aproximou da tumba da morta cheia de joias...

pegou a picareta...

e deslocou devagarinho a pedra de mármore...

se sentou na borda da tumba e aí...

slam... saltou lá dentro.

Chegue para lá, não empurre.

O caixão estava brilhando como uma cômoda...

e com a ponta da picareta procurou tirar a tampa...

mas a madeira estalava, estalava...

parecia não querer abrir.

Então apoiou-se sobre os dois pés e...

deu uma pancada: crack! Arrebentou o caixão inteiro!

A morta...

tinha o rosto coberto por um véu e os braços cruzados.

Primeiramente, tirou o véu da Cabeça...

e depois, para tirar o colar de pérolas...

colocou uma mão debaixo do pescoço...

e levantou a cabeça.

Conseguiu tirar os anéis desta mãe rápido...

mas não conseguiu tirar os desta mão, que eram...

maiores e mais preciosos, então...

pegou a faca e zac!

Cortou-lhe a mão com todos os anéis.

Depois, nunca mais se soube nada daquele homem.

Certa noite, foi a uma festa numa mansão...

perto da sua terra...

e quando voltava para casa.

Chegando a um cruzamento...

o cavalo empinou e não quis mais prosseguir.

Onde está a capela de Nossa Senhora...

viu uma senhora vestida de preto.

"Precisa de alguma coisa senhora?"

E ela lhe pediu para levá-la para casa.

Então, acomodou-a ao seu lado, na carruagem...

e começou a chicotear o cavalo...

mas este não foi em direção ao povoado...

de repente, virou para a alameda do cemitério...

e levou-a além das grades do campo santo.

Ele chicoteava o cavalo para que fosse adiante...

mas o cavalo não se movia. "Cheguei", disse ela...

"ajude-me a descer, por favor".

Nem ele fazia ideia do que carregava no bolso...

mas o que fazer?

Desce da carruagem, vai para o lado dela e lhe diz...

"Dê-me a mão, senhora."

Então esta se levanta e lhe diz: "A minha mão...

está com você!"

Minha nossa, Batisti! Até minha alma revirou de vez!

- Isso assusta as crianças! - Pode contar mais?

Tinha o coração na garganta!

- Caramba! - O que aconteceu?

Minha nossa! Caiu na bosta.

É bosta de vaca ou você se descuidou?

Vão todos se danar!

Em frente!

- Vovô, esta vara é boa? - Sim, é boa.

- Para fazer o quê? - Para cantarmos.

Bata forte, bata piano para fazer sumir o inverno

aparece março sob os pórticos porque chega a primavera

- Como é? - Bata forte, bata piano

para fazer sumir o inverno

Bata forte, bata piano para fazer sumir o inverno

aparece março sob os pórticos porque chega a primavera

Bata forte, bata fraco para fazer sumir o inverno

Agora são vocês, todos juntos.

Aparece março sob os pórticos porque chega a primavera

Vamos cantar outra vez!

Bata forte, bata fraco para fazer sumir o inverno

aparece março sob os pórticos porque chega a primavera

Todos juntos!

Bata forte, bata fraco

- Também vou! - Para onde, seu traste?

Não pegue as galinhas, vai machucá-las!

Bata forte, bata fraco para fazer sumir o inverno

aparece março sob os pórticos porque Chega a primavera

Bata forte, bata fraco para fazer sumir o inverno

Eh! Diacho!

Quieta aí!

Minha nossa!

Filha da mãe! Vagabunda! Ladra!

Vou matá-la!

Desta vez foi demais! Foi demais! Pare!

- Pare! Pare! - O cavalo enlouqueceu!

Peguem-no! Peguem-no!

Pare! Pare!

Peguem-no! Peguem-no!

Para trás! Para trás! Seu imbecil!

- Suma daqui! Suma daqui! - Peguem-no! Peguem-no!

Diabos! Saia daqui! Seu imbecil!

Seu imbecil. Desta vez foi demais!

Perdi uma moeda de ouro! Sua ladra!

Sua ladra!

Minha nossa! O que aconteceu, pelo amor de Deus?

- Só faltava essa! - O que aconteceu?

Uma ladra! Uma ladra!

Imbecil, infame! Desta vez foi demais!

- Não diga isso, Finard! - Ladra! Ladra!

Minha nossa! Perdeu o juízo!

A curandeira chegou.

- O que fez? - Foi um susto.

- Assustou-se? - É raiva! Que susto!

Entretanto, reze Umas orações breves.

Pelas suas cinco chagas, meu Jesus, misericórdia.

Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Ponha três dedos de água naquele copo.

Reze você também.

Almas santas e do purgatório peçam por nós...

Como nós por vocês, que estão na glória do Paraíso.

Pai nosso que estais no céu...

O pão nosso de cada dia...

Almas santas e do purgatório peçam por nós...

Pai nosso que estais no céu...

Dê-me o copo.

Pai nosso que estais no céu...

O pão nosso de cada dia...

Vermes!

São vermes...

que, pelo susto que teve...

saíram da massa e foram para a barriga.

Saiba que todos nós temos vermes.

Enquanto os deixamos em paz, eles ficam quietos...

mas se saem do lugar deles, ficam girando na barriga...

depois vão à garganta e podem sufocá-lo.

O que devo fazer?

Já vou dizer o que deve fazer.

Pegue alho, enfie no fio cinco ou sete vezes...

depois vá para o campo, procure folhas grandes...

que tenham pele e pise nelas.

Pegue dois ou três vermes com um pouco de terra...

misture tudo muito bem.

Depois, antes de ir para cama...

coloque-os sobre a barriga.

Amanhã de manhã estará curado.

Esta aqui não parece um "e".

Já estou pronto há muito tempo!

Sabe-se lá o que fazem as mulheres lá em cima!

Sim... são mulheres! Tem de deixá-las em paz!

- Mãe! O noivo chegou! - Venham beber um copo.

Ele não pode, tem que comungar.

E pensar que precisa mais que nós!

Você não vem beber um trago?

Não, é muito cansativo descer e subir da charrete.

Eh! Já não tem vinte anos! Antigamente sim...

Para trás, lindo! Para trás!

O noivo chegou?

Teresina, por favor...

diga às mulheres que estamos esperando.

Deixe-as em paz. Ainda temos tempo!

Essas mulheres levam tempo para se arrumar!

Brena manda dizer que estão esperando e que devem sair.

Diga-lhes que vão indo.

A noiva chega depois, tem que ser esperada na igreja.

Está bem.

Vocês não sabem o que aconteceu comigo!

Quando me casei, fui a pé para a igreja...

porque meu pai precisava da charrete...

- para levar o trigo para casa. - Chegou meia hora depois!

Deixou todos esperando: Noiva, padre e padrinhos.

Se é por isso, cheguei até bem cedo!

Melhor se não tivesse chegado mesmo!

- Teria sido bom para mim! - Assim o castigado fui eu.

Disseram que o noivo tem que chegar antes.

É claro! Antes é a vez do noivo, com pais e padrinhos!

A noiva chega depois, com o pai...

quando todos já estão na igreja.

Já é tarde, é melhor ir andando.

E eu levo quem? Você leva a noiva e a mãe!

Outra coisa! O noivo não pode se virar para olhar a noiva...

até estarem ambos no altar, porque dá azar.

- Mas que tolice! - Não! Não é bobagem.

- Bem, nós vamos indo. - Sim, vão para a igreja!

- E o padrinho da noiva? - Batisti! Onde está ele?

Está chegando.

Olhem como está bonito! Até parece o noivo!

Claro! Parece que foi ontem que cheguei da igreja!

Não é mulher?

Mas que pressa! Já têm três filhos!

- É porque sou bom! - Você é muito esperto!

Veremos o que ele é capaz de fazer!

- Então esperamos na igreja. - Eu vou logo atrás.

Vamos!

Para trás, lindo, para trás!

A noiva está chegando! Como está linda!

Seja forte e felicidades.

Que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó esteja convosco...

e vos cubra de bênçãos...

e a vossos filhos, e aos filhos de vossos filhos...

pela terceira e quarta gerações...

e que tenhais a vida eterna...

ao lado de Nosso Senhor Jesus Cristo...

que com Deus Pai e o Espírito Santo...

vive e reina por todos os séculos do séculos, Amém.

- Amém. - E agora...

eu também quero felicitar os noivos...

dizendo-lhes umas palavras e a todos os que estão aqui.

Antes quero dizer que não tem nada demais...

estarmos aqui hoje

e que estes dois jovens...

tenham se casado de manhã cedo...

e não, como é costume, à luz do sol.

Não têm motivos ruins e muito menos o que esconder.

A razão é outra, é que têm pela frente...

uma viagem bem longa e cheia de perigos.

Vão até Milão...

visitar uma sua tia reverendíssima, irmã Maria...

Superiora em Santa Caterina della Ruota.

E peço-lhes que sejam prudentes por aí...

e que procurem se manter na retidão...

porque as pessoas hoje em dia têm ideias loucas.

Recomendem-se ao Senhor e a Nossa Senhora...

para que os protejam sempre.

E sobretudo, procurem se amar sempre...

porque não há dinheiro no mundo...

que possa pagar o amor de duas pessoas.

Para o Senhor...

não se devem procurar as riquezas da terra...

mas os bens do Paraíso.

E o Paraíso, lembrem-se, começa pelo amor...

de que nós seremos capazes aqui na terra.

- As senhoras estão cômodas? - Sim.

Então, nós vamos embora.

- Obrigado por tudo. - Mas de quê?

Quer dizer que tomaremos um copo.

Até dois quando nos encontrarmos!

Saúde e obrigada.

Saúde, senhoras! E felicidades aos noivos!

Vamos.

- Onde vão? - Para Milão.

Para Milão?

Sim, vão de barco. À uma, ou uma e meia estarão lá.

Lá vão os noivos!

Felicidades!

É isso noivos! Alegria, hein?

É claro que estão alegres!

Chegamos. Desçam.

Esperem senhoras, vou ajudá-las.

Venham, venham comigo.

Eu já sei onde temos de ir.

Por favor, para pegar o barco?

Um pouco mais à frente e verá o cais de embarque.

E para pagar?

- Depois, no barco. - Obrigado.

Ângela!

Já deveria estar aqui a esta hora!

É mais pra frente!

Tenho prática, já vim aqui uma vez!

- Então, vamos depressa. - Não precisa ter pressa.

- E para pagar? - Paga depois.

Está chegando!

- Já está aí? - Sim, está chegando.

Cuidado, pode cair lá dentro.

Lá está ele! Está Chegando.

Já estão indo!

Pegou um lenço?

- Já está chegando. - Largue a amarra!

- Está calmo esta manhã! - Com licença.

Esperemos que o tempo não mude.

Tenham cuidado.

- Tem de descarregar? - Não!

- Pegue! - Peguei!

Com licença mulheres, deixem-me passar...

para trás, temos de colocar a prancha de embarque.

Com licença, vamos carregar antes!

Com licença!

- Isso, vamos! - Podem avançar.

Ainda bem que hoje somos poucos.

- Hoje está calmo por aqui. - É verdade e o dia está bom.

Há ainda dois barris de azeite para carregar!

Cuidado com eles!

Subam senhores!

- Subam! - Um de cada vez!

Vamos para lá.

Senhora, eu levo sua mala.

Obrigada. É muito gentil. Vamos crianças.

- Obrigada! Muito obrigada. - Não tem de quê.

Por aqui! Venham se sentar aqui.

Reparou onde se sentou?

Cuidado com os dedos!

Cuidado com a cabeça!

- Como está a margem? - Está tudo bem!

Olhe como corre! Como corre!

É meio dia!

- Reverendo, aceita? - Obrigado. Muito obrigado.

Fique à vontade.

Guilherme, pegue e não esmigalhe.

Vai também uma gota de tinto, reverendo?

Obrigado.

Fica para depois.

As migalhas são para os peixes...

que também têm fome.

- Ouça, aposto que é pescador. - Por quê? Dá para ver?

São só os pecadores que, quando comem...

- dividem com os peixes. - É claro, isso nos convém...

porque quem é esperto e divide o pão seco...

leva para casa uma cesta de peixe.

Sim, mas que seja esperto mesmo...

porque acho que são mais os peixes presos na cana...

do que os que estão na água.

Mãe, olhe!

- Aquilo é fumaça! - Onde?

- Lá! - Sim, parece um incêndio!

- Meu Deus! - Não! Estão queimando algo!

É mesmo um incêndio!

Deve ser uma fogueira de lenha seca.

Não! Com tanta fumaça...

deve estar queimando o telhado de um estábulo...

ou então...

pode ser uma batalha entre soldados e manifestantes.

- É possível? - Ah! Sim, noutro dia...

na porta Vicentina, travaram uma batalha...

em que queimaram uma propriedade.

Santo Deus, que terrível!

Pobre gente!

Não gostam de religião nem de respeito pelo próximo!

Guilherme, cuidado! Está se sujando todo!

Acho que devemos estar chegando.

- E o que eu faço? - Segure a bolsa com cuidado.

Ainda bem que o tempo esteve bom.

- Mais força com essa vara! - É o que estou fazendo!

Viemos bem, viemos bem!

Pegue!

Peguei!

Largue mais!

Já chega!

Tchau!

Cuidado, para trás! Um de cada vez, por favor.

- Limonada! - Peras cozidas!

Venha, Excelência.

Papai! Estamos aqui!

Peras cozidas, senhorita... doces como licor.

Força, meu jovem! Impressione ela!

Não tem passagem! Está bloqueada!

Meu Deus!

Por aqui não dá! É um bloqueio de soldados!

Deem a volta pelo Pasquiro.

Compadre, olhe só!

- Minha nossa! - Vão disparar?

- Meu Deus! - Essa não!

Entrem! Entrem todos!

Venha aqui! Venha!

Mãe!

Deve ter havido um ajuntamento.

Os sinos de São Carlos!

Não temos mais sossego!

Quando acabarão com isso?

É aqui. Estamos perto.

Deve ser ali, onde está o sino.

- Sim? - Olá.

Eu sou a sobrinha de sóror Maria.

Sóror Maria é irmã de minha mãe.

Ah! Venham então.

Entrem. Esperem aqui. Já vou chamar sóror Maria.

Hoje foi um dia péssimo. Tempos difíceis!

É você, Maddalena?

Sou sóror Maria, sua tia.

Como está?

E este é seu marido?

Que bom.

Estou muito contente...

mas devem estar cansados. Vamos subir...

e devem estar com fome, depois da viagem.

Como estão todos em casa?

E minha querida irmã? Como gostaria de vê-la!

Faz muitos anos que não a vejo.

- Quando vocês se casaram? - Hoje de manhã.

De manhã? Que bonito, vieram logo me visitar!

Então esta noite festejaremos com as outras irmãs...

e com todas as crianças que estão na nossa casa.

Temos tantas crianças, sabem?

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Senhor abençoe-nos...

bem como a comida que nos deu. Amém.

São todos anjos do céu.

Aqui dentro, com eles...

o mundo é muito mais bonito.

Aqui está!

Foi o que pudemos arrumar.

Nunca tínhamos recebido noivos.

Estamos muito felizes pela sua santa união.

O matrimônio é um Santo Sacramento.

Sempre sejam dignos das bênçãos de Deus, que os uniu.

Quantas casas!

Bom dia.

Chama-se João Batista.

Fez um ano antes de ontem...

e é como um peixe.

Não é, João Batista?

Sabem o que falta para ele ser feliz?

Pais de verdade. Uma mãe e um pai.

E ele, mesmo tão pequenino, pode ajudar os familiares...

porque tem dote...

alguns haveres e um pouco de dinheiro...

que nossa Pia Casa repassará duas vezes por ano...

nos dias de Santa Cruz e São Carlos.

Para uma família de gente pobre...

isso pode ser uma dádiva da Providência.

Temos que ajudar uns aos outros neste mundo.

Ele poderá ajudá-los muito...

e vocês também poderão ajudá-lo bastante.

Acabou de aprender a dar os primeiros passos.

Abra seus braços e verá como ele irá para você.

Esta é a caderneta que acompanha a criança.

Ouçam o que diz...

"Dentre os filhos abandonados crianças...

e dos filhos abandonados bebês...

a Casa Pia procura distribuir estes últimos...

e além da caridade das pessoas...

em cuidar das referidas crianças abandonadas...

concede o que estipula a seguinte tabela."

"No ato da entrega será dada a presente caderneta...

e uma ajuda de 12 centavos por cada milha...

e todo um enxoval de roupa...

e ainda o valor em dinheiro...

correspondente à idade do filho. "

"A Casa Pia fornecerá as quantias indicadas na tabela...

de acordo com a idade do filho...

até aos 15 anos, inclusive. "

"Depois, as pessoas poderão ficar com o filho...

mas não mais a cargo da Casa Pia."

Que belas feições ele tem!

Talvez seja o filho de um senhor.

De agora em diante será só o filho de um camponês.

A primeira coisa é amá-lo...

e ele será feliz do mesmo jeito.

Em frente, vamos!

Aqui Bettina! Vamos ver nosso tomate.

- Sim! Um, dois, três, quatro... - Olhe como está bonito!

Isso, colha esses aí!

E aqueles lá.

Quando formos à praça...

todos verão nosso tomate e dirão...

"Mas que belo tomate eles têm!"

Lá tem mais dois!

Olhe como esses são grandes!

E este aqui. Viu como são bonitos?

- Este também? - Sim, olhe como é bonito!

Deixou para trás um bonito.

- E este aqui? - Também está maduro.

E aquele!

Mas quantos! Amanhã de manhã iremos à praça.

Lembra-se como eram pequenos os brotos...

quando os plantamos?

Agora, olhe só que belo tomate!

Você aí! O que está fazendo?

Estou cortando grama para os coelhos.

Por acaso, acabou cortando uma árvore?

- Quem cortou aquela árvore? - Não sei de nada.

É claro que foi alguém.

Então?

- O que tem aí? Tomate? - É claro, não são cerejas.

Ainda não é tempo de tomate!

A minha horta está um mês na frente das outras.

- Onde conservou esse tomate? - Debaixo da cama!

Viu Bettina, como olham para nosso tomate?

- Olá, Giustin! - Olá, Bice.

Então, Anselmo?

Puxa que belo tomate! E está bem maduro!

- Tem razão, que bonito! - É mesmo.

Nunca vi tomate nesta época.

É tomate mesmo? Que bonito!

- É produto da região ou não? - É nosso sim.

Todo ano chega aqui com sua cesta...

e sempre espero por ele.

Entre, vamos pesar uns quilos...

Ah! O velho Anselmo...

é sempre o primeiro a trazer tomate.

Os que sobrarem são para mim.

- Ou são de alguém? - Não! Há para todos!

Eu cuido mesmo...

porque com todos os que passam pela praça...

o tomate desaparece!

O que aconteceu? Uma desgraça?

O patrão mandou o Batisti embora.

Até amanhã de manhã tem de deixar a casa.

Tem de sumir com a mulher e os filhos.

É possível?

Dizem que ele cortou uma árvore perto da fossa...

para fazer uns tamancos para o Minek.

Vão tirar o pão desse povo sofrido.

Ah! É um castigo muito severo!

E eles ainda têm um recém-nascido.

O caseiro.

Para trás! Para trás! Para trás Vecchina!

Veio pegar os animais do patrão...

a vaca e o vitelo.

Pobre família, vão ficar sem nada.

Vamos lá!

Vamos lá!

Vamos lá, poltrona!

Eu guardo as colheres.

Espere, agora.

Rezemos o terço para aquela gente sofredora.

Senhor, ajude-me.

Senhor, ajude-me.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Como era no princípio...

No primeiro mistério se contempla...

a morte e a ressurreição de N. S. Jesus Cristo.

Pai nosso que estais no céu...

O pão nosso de cada dia...

Ave Maria, cheia de graça...

Não se deve ficar olhando.

Vamos!

Um filme escrito e dirigido por

As famílias

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