All language subtitles for Deathwatch

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish Download
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian Download
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese Download
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish Download
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

FRENTE OCIDENTAL, 1917

Aí vai um soldado!

Aqui venho eu!

Bom, verifiquem as armas.

Horas de mostrarem o que valem; vemo-nos do outro lado.

Boa sorte.

Preparados...

Avançar!

Não sou capaz...

Shakespeare, cobarde dum raio, és indigno de vestir a farda do rei!

Faz o teu dever! - Não sou capaz.

Mexe-te. Eu disse, mexe-te!

Essa é a maneira errada.

Leve os seus homens para o outro lado, Jennings.

Vá filho, anda comigo, tu tens de ir.

Não sou capaz...

Nem sequer de ficar comigo? Vá, anda lá matar uns boches.

Bom, senhores, boa sorte.

Assim é que é.

Bem-vindo ao Inferno, Cabo Shakespeare.

Ai meu Deus...

Tens de fazer isto, anda!

Shakespeare, mantém-me essa cabeça baixa.

Ajudem-me!

Shakespeare!

Meu Deus!

Raios!

Gás! Gás!

O OLHAR DA MORTE

A sua máscara, cabo?

Calma, Hawkstone, não respires.

É só neblina...

Só neblina, não é gás nenhum.

Tira a máscara, não é gás.

Podem tirar as máscaras, homens, isto é só neblina.

Que aconteceu ao gás?

O gás que se foda; que aconteceu foi à noite?

Vamos a mexer, Companhia Y, isto não é um campo de férias.

McNess, adivinha? Vais tu reconhecer o terreno.

Raios partam, sargento, por que tenho de ser sempre eu?

É por eu ser escocês? - Não é nada por isso.

Sei bem que é por ser escocês. - Não é nada.

É antes por seres tão imbecil.

Alguma razão tinha de haver.

Ah, lindo...

Halten! Alto!

Sargento, rápido!

Não olhem para aí, estou é aqui!

Essas patas no ar!

Bico calado e patas no ar!

Virem-se para este lado, vocês são doidos?!

Tudo bem, McNess?

Dispara, porra!

Tu, para o chão!

Só faço o meu trabalho.

Não fiquem aqui, vão-se embora.

E levem-me como prisioneiro, eu ajudo-os.

Vá, tem calma...

Não percebo.

Percebes isto? - Levem-me convosco!

Que foi?

Starinski, trata dele.

Mais genica, não sabemos quantos mais ainda aqui estão.

Pega-lhe com cuidado, pelas ancas e ombros.

Vá, Chevasse...

Sossego, eu tenho de ver.

Dói tanto... - Põe uma mão aqui.

Como está?

Acho que partiu a coluna.

A ferida vai gangrenar e quase não me resta morfina.

Se eu lesse para ele?

Isso, lê que ajuda.

Que é que fazemos?

Ficamos aqui a ocupar a trincheira.

Se não o levo à equipa de socorro, ele morre.

Bem sei.

Obrigado, cabo.

Tomem atenção.

Capturámos uma trincheira avançada inimiga,

um feito raro, senhores.

Pode ser vital para ganharmos a guerra.

Portanto temos de a guardar até chegarem reforços.

É o nosso dever.

Comam qualquer coisa, façam um chá...

Tiremos disto o melhor partido.

Tiramos o melhor partido? Julgará que isto são férias?

Fui uma vez a Blackpool...

É bonita?

Matei lá um homem... É bonita, sim.

Quantos anos tens? - Dezanove, sargento.

O tanas; quantos?

Dezasseis...

E meio.

Mentiste na idade para te alistares?

Era isto que querias?

Senta-te ali.

Vem sentar-te aqui.

Não te rales, ele também não acreditou que tenho dezanove.

Não estamos seguros.

Estão exaustos, têm de descansar...

Isto é uma trincheira alemã e daqui a nada é noite.

Tem razão, claro, sargento...

Fortaleçamos a trincheira; sargento, faça favor.

Quinn, Starinski, Hawkstone, McNess, Shakespeare,

vamos proteger a trincheira.

Leva o Chevasse para ali debaixo e mantém-no confortável.

E ele?

Não o quero a ele a proteger-me as costas.

O Shakespeare vem.

Vamos a isso, homens.

Companhia Y, algo a relatar?

Isto é como um labirinto.

Não há linha da frente nem nada, não percebo.

Terão esquecido onde é a guerra? - Parece que foi aqui.

A trincheira só pode ser defendida se a área dela for mais pequena.

Vamos colocar explosivos aqui, aqui e ali à direita, a 20 metros,

que farão desmoronar esta secção do abrigo.

Só depois descansamos.

Vamos a mexer!

Quem se escondia aí?

Para já, aquele alemão e os amigos.

Ajuda aqui.

Foi mera sorte chegares até aqui, hã?

Ligaste bem o detonador, certo?

Ligas mal e mandas-nos todos pelos ares.

Não confias em mim?

Isso é bom sinal... - Protejam as cabeças.

Por que é que...

Caramba, ouviste aquilo?

Bom trabalho, homens. - Para que foi isto?

Assim só há metade dela que defender, não é?

Cabo!

Quanto tempo diria que andámos perdidos na neblina?

Aí umas duas horas?

Porquê?

É um dos novos rádios, também temos no quartel-general.

Podemos ligar para o nosso?

Não sei, posso tentar.

Tantos mortos...

Aquele alemão a esta hora já se pôs a milhas.

Mas ratazanas não faltam... - Aquela baioneta é alemã.

Eles andaram à bulha?

Boche contra boche.

Que houve aqui? Olhem para isto.

Mas porquê?

Talvez gás.

Põe um gajo a fazer coisas esquisitas.

Que é que dizes, McNess?

Que se eles continuam assim nem teremos de os combater.

Foi por pouco...

O que é? - Uma bala.

Eu ficava com ela, pode dar sorte.

Sorte já tiveste, não te rebentou com os tomates.

Não descansam até protegermos cada centímetro desta trincheira.

Bom, sigam-me.

Shakespeare, leva ao Doc esta morfina para o Chevasse.

Sim, senhor.

Qual senhor, eu sou sargento, ganho a vida a trabalhar.

Bebe tudo.

Assim mesmo.

Acho...

Que consigo mexer as mãos.

Ora ainda bem.

Vês os meus dedos?

Vê-los mexer? - Vejo, pois.

Daqui a nada estás a dançar a Lambeth Walk.

E isto ajuda.

Pronto, agora descansa. - Não te vais embora?

Tenho de ir, há muito que fazer. Mas o Bradford fica.

Vê se dormes.

Vai-o vigiando.

Não têm mamas...

Fico com esta. Esta serve.

Que foi?

Qualquer posto inglês.

Qualquer posto inglês que me escute, responda.

Qualquer posto aliado.

Grupo inglês perdido em zona inimiga necessitando de ajuda.

Respondam, porra, seja quem for!

Cap. Jennings... Meu Capitão!

Perdemos a Companhia Y...

Não, a Y somos nós, há sobreviventes.

Que foi? Fez contacto?

Bravo.

Ninguém sobreviveu da Y. Repito, ninguém!

Fala Capitão Bramwell Jennings, da Companhia Y, 5º Batalhão;

capturámos uma trincheira avançada alemã.

Localização desconhecida, precisamos de apoio urgente.

Companhia Y? - Pois, Y.

Não há sobreviventes.

Não param de dizer isto? - É engano, eles enviam ajuda.

Mas se nos julgam mortos não nos procuram.

Os sobreviventes da Y agruparam-se e estão...

Não digas aos outros. - Mas...

Ouviste bem? Não digas aos outros.

É engano, eles encontram-nos.

Sargento!

Para o chão!

Para o chão, cabrão de boche!

Vai-te foder!

Pára, cabrão de boche!

Olá, pá. Olá, Fritzen. Tu vais morrer!

Qual é que queres, diz? Esta ou esta?

Esta ou esta?

Enquanto eu cá estiver, não.

Quanto tempo vai isso ser? - O suficiente.

Ainda bem que é dos nossos...

Pensei mesmo que ia morrer.

Tens noiva na terra?

Como é ela?

Loira, morena?

Quem me dera queijo. - Pois era.

Um lancashire. - Ou cheddar...

Vou render a guarda. - Boa sorte.

Parabéns, Shakespeare, estava uma delícia.

Ainda bem que gostou.

Estava tão bom que te dou a minha manta.

Agradeço, sargento.

Uns segundos e apagas-te.

Vê se dormes. - Obrigado, Doc.

Senta-te aqui junto à fogueira, Bradford, deixa ver essa perna.

O rádio já deu ar da sua graça? - Ainda não.

Há poucas hipóteses de haver aqui sinal.

E ainda acabo falando com um boche.

Até que não era mau, dizia-nos onde estávamos.

O capitão não sabe? - Duvido...

Deve desejar estar em Sandhurst, engraxando as botas.

Já estiveste sob as ordens dele?

Não, só foi colocado depois do nosso oficial ser morto.

Parece um gajo decente... - Mas não dá conta do recado.

Ao menos temos o Tate.

O Chevasse vai morrer?

Atravessámos o Canal juntos... Tem uma miúda em Norwich.

Conheces a piada?

Qual? - Da miúda em Norwich.

"Knickers Off, Ready When I Come Home".

Nunca tinhas ouvido?

Puseste bem a ligadura. - Tive prática...

Vinte anos e já levei quatro tiros.

Alguém lá de cima gosta de ti.

Mas também somos gente...

Deus ama-nos a todos. Basta abrires-Lhe o coração.

Não acho que ande por estas bandas...

Não nos trouxe até aqui?

Safou-nos da batalha, do gás...

Foi uma bênção. - Ah, não digas?

O Chevasse foi abençoado?

Deus escreve direito por linhas tortas.

E há melhores sítios que este.

Estupor do sargento, manda-me fazer sempre tudo.

"McNess, mataste o presidente, McNess, vai reconhecer..."

Porque não o Starinski? Ou o Quinn, ou o Hawkstone?

Não, sou sempre eu.

Eu sei o que é...

Aquilo é raiva aos escoceses, é o que é.

Ou talvez confie em ti.

Também pode ser isso...

Confia tu no que te digo.

Não devíamos estar aqui.

Corpos por todo o lado...

Porque não tentaram eles retomar a trincheira?

Ou buscar os deles?

Porque não te vieram buscar?

Não devíamos estar aqui.

Achas que os nossos nos vêm buscar?

Mantém-te alerta e acordado.

Isto a mim diz-me prisão.

Lá para dentro.

Porque não? Vá, entra.

Entra ou meto-te uma bala.

Entra!

Mata-o!

Anda, mata-o! - Porquê?

Deu-me um pontapé nos tomates.

Matá-lo trazia vantagem a alguém?

Está assustado.

É bom que esteja.

Que mais podes fazer? Vá, entra.

McNess, não!

E agora? Queres fazer-lhe uma caneca de chocolate quente?

Boa noite, fraülein...

Merda de chuva!

Isso, estou quase...

Quem está aí?!

Quinn!

Não acho graça nenhuma!

Apanhei-te.

Que merda se passa aqui?

Ai, Deus dos céus... Sargento!

Venha ver isto!

Quinn, Hawkstone, por ali; Shakespeare, vem comigo.

Vê aí, eu vou por este lado.

Sargento...

Encontrei o Starinski.

Há mais alemães aqui.

Vamos ter de os encontrar.

Quero sair daqui! - Em inglês!

Falam francês? - O meu Capitão fala?

Onde está...

Onde está o...

O outro, onde está o outro?

Como é alemão em francês? - O outro alemão?

Caluda, não te perguntei a ti!

Não sei. Não sei...

Fui ligação com os franceses antes de vir para a frente.

Eu falo francês. - Vá, então traduz tu.

Chamo-me Charlie Shakespeare.

Não lhe propões casamento, pergunta-lhe é pelo colega.

Temos de nos ir embora daqui ou morremos todos,

se atacarem ninguém escapa com vida!

Que diz ele? - Disse que...

É muito difícil... - Vá, que diz ele?

Ele diz...

Acho que diz que vamos morrer todos.

O colega boche dele é que vai morrer!

Falou em virarmo-nos uns contra os outros.

Vou enrolá-lo em arame farpado e apertá-lo,

até o desfazer em bocados. - Diz que nenhum de nós escapa!

Fala!

O outro alemão?!

Não sei. Eu não sei!

Diga-lhe que sabemos que o amigo matou um dos nossos.

E que mal o encontrarmos, matamo-lo. Diga-lhe isso.

O meu Capitão diz que nós o encontramos e matamos.

Nós não somos o inimigo, é outra coisa.

Há aqui qualquer coisa má.

Diz que não é o inimigo, que há qualquer coisa má na trincheira!

Na terra, no solo.

Devem usar túneis para ir dum lado para outro.

Matou-nos a todos e mata-os também. Por favor...

Temos de ir daqui.

Matou todos e mata-nos também, temos de ir!

Há aqui qualquer coisa de mal.

Há mal, aqui. Mal.

Que palavra repete ele? - Mal.

Diz que aqui há mal.

Aqui Companhia Y, nós estamos vivos.

Está aí alguém?

Seja quem for?

Aqui Companhia Y, ainda estamos vivos.

Não, nós estamos vivos!

Ainda estamos vivos.

Bradford...

Chevasse?

Quem está aí?

Quem falou?!

Estes boches são piores vivos do que mortos.

Para que fazemos isto?

Assim é mais fácil esconder os corpos.

Todos no mesmo sítio é menos um sítio que esconder.

Este é o último... Estes podemos deixar aqui.

Tantas mortes...

Esgota a imaginação.

Talvez se disser umas palavras, Bradford...?

O Capitão quer que leias alguma coisa do teu livro.

Está bem.

"E os quatro anjos foram lançados

"e estavam preparados para uma hora, e um dia,

"e um mês, e um ano.

"Pois deviam destruir a terceira parte do Homem,

"pelo fogo, pelo fumo e pelo enxofre,

"que lhes chovia sobre as cabeças.

"Todos fizemos um convénio com a morte;

"com o Inferno fizemos acordo.

Quem te julgas tu, o estupor do arcebispo de Cantuária?

Não lhe ligues. E reza uma por mim, sim?

Quando a praga nos passar por cima das cabeças

seremos pisados por ela.

São melhores que as nossas?

Se queres estilhaços de metralha e membros todos espalhados,

são, bastantes melhores.

Mas as nossas também fazem uma bela salada de frutas.

Por que fazemos isto?

Às vezes é melhor fazer-se qualquer coisa.

Sabemos que o inimigo anda por aí...

E como o Capitão nos manda defender a trincheira

nós defendemos a trincheira.

É isso a cadeia de comando, fazer o que nos mandam.

Mas e depois?

Arriscamos a vida para defender isto e nem sabemos onde fica.

Ou o que é.

Bom, há fossos subterrâneos, alguns deles com túneis.

Aqui, aqui e ali.

Portanto lançamos granadas e destruímos as entradas?

Pois, é a ideia. - E acha que resulta?

Porque não?

Porque há qualquer coisa de errado com esta trincheira.

Falas de quê?

Alguma coisa não está bem...

Nada.

Com sorte, desaba tudo com eles lá dentro.

Ou fá-los sair cá para fora. - Pois, obtemos resultados.

Diz ao Jennings, um minuto.

Mais um minuto e estamos prontos.

Muito bem, diga-lhe que prossiga.

Vá, de pé, vem aí patrulha.

Tate?

Artilharia!

Hawkstone, procura o Capitão.

Metam-se nos bunkers!

Abriguem-se!

Desampara.

Shakespeare, mete-te aí.

Fica com o Doc.

Charley, para aqui!

De onde vem? Onde estão eles?

Vêm aí!

Bom, aí vêm... Tenham calma,

façam cada bala contar.

Deve estar quase!

Vêm aí, vêm aí!

Tate, raios o partam, onde está?!

Quem são?!

Que há? Baixe a pistola.

Baixe-a, meu Capitão, sou eu.

Baixe a pistola!

O Capitão fez a bala dele contar...

Que raio tem este lugar?

Onde está o exército?

Tens frases bonitas para isto, arcebispo?

Sargento Tate, passamos aqui mais outra noite?

Será boa ideia?

O Capitão é que decide.

Mas o senhor que fazia? Ficava?

Há qualquer coisa errada nesta trincheira?

Alguma coisa não está bem.

Veja o que fez o Capitão. E o que aconteceu ao Starinski.

Não sei do que falas.

Mas ouviu! - Eu não ouvi nada.

E o barulho? - Não ouvi nada.

Que é que ouviste?

E tu?

Tu?

Mas o que disse o prisioneiro...

Que nos íamos virar uns contra os outros!

Não podemos ficar de... - Calado!

Cala-te com tanta pergunta.

Quem manda é ele, não eu.

Pergunta-lhe.

Shakespeare... Chega cá.

Devíamo-nos ir já.

Dois homens mortos... Queres que ainda haja mais?

O Capitão mandou-nos defender a trincheira.

Portanto ficamos quietos. Vão ficar quietos.

Percebido?

Sacanas de boches...

Que fizeram vocês aqui?

Caramba, Bradford!

Isto já mete medo sem tu surgires de repente.

Estás bem?

Óptimo. Passo-te o comando, vou dormir.

Charlie, vem cá!

Vem cá, por favor!

Não me deixem morrer aqui!

Pronto, Bradford, estou aqui.

Olha que maravilha...

Vieste buscar-me, foi? Pois então, vem!

É a minha hora?

Pois traz-ma, vais bem precisar dela!

Que raio te aconteceu, ó meu estúpido de escocês?

Estás bem, McNess?

Deixa cá ver... - Calma aí, Will!

McNess, que fazes? - Pisgo-me.

É a melhor ideia que vi o dia todo.

McNess, sabes muito bem que não podes.

Nós escavámos uma forte posição defensiva.

Posição defensiva? E de que nos estamos nós a defender?

Vá, diga, contra o mal!

Tu estás-te a ouvir?

Estamos é a ter alucinações por causa do gás, só isso!

O Starinski teve alucinações? Isto é alucinação?

Tem de haver outro atirador!

Alemães que ainda não encontrámos!

Não sei!

Bem sei que não sabes. E não sabes porque não admites.

Nenhum de vocês admite.

Eu não quero morrer...

Não fico à espera de morrer. - Não saias lá para fora...

Não há nada lá fora.

Aqui é que há. Aqui dentro.

Aonde julga que vai?

Desertores são abatidos.

Que diria o seu pai se o visse agora?

Dizia, "Ai seu feio"...

"Seu feio, apontando armas às pessoas."

"Vou deitar-te nos joelhos e dar-te uma grande tareia."

Era o que ele dizia.

Dê cá a pistola, Capitão.

Dê-me a pistola.

Lembre-se das suas maneiras.

Não esqueça as suas maneiras!

Estás preso.

Não o vejo. - Bom, espera.

Já vejo.

Foi atingido! De onde veio o tiro?

É melhor ir lá buscá-lo. - Não, vou antes eu.

O truque é nunca parar, lembra-te.

Pronto, vai.

Sai!

Já!

Bradford, estás aí em baixo?

Doc!

Não me posso mexer, fui atingido.

Está tudo bem... - Ajuda-me, por favor.

Já aí vou!

Olá, Charlie.

Por que disparaste? - Tentava ir-se embora.

E temos de ficar.

Estou ferido, Doc!

Eu vou já!

Olha para mim.

Despe o camuflado.

Olha para mim!

Aguenta-te, McNess!

Agarra-te bem a mim, McNess!

Que te deu, Bradford?

Está dentro de mim, Charley.

Eu sinto-a.

Rasteja-me nas tripas como um verme e não consigo que pare.

O quê? Rasteja o quê?

A morte.

Está à nossa espera.

Todo este sangue, este ódio...

Anda, Bradford. Volta comigo.

Está na terra, nas ratazanas, nas moscas,

em ti e em mim.

Estamos mortos, Charley, sei isso agora.

Já nem o coração sinto bater.

Morri aqui e não me apercebi.

Anda lá... Volta comigo.

Não, tens de me deter.

Não sou nenhum assassino.

Vais ser.

Eu estava enganado, sabes?

Deus morreu, nós estamos sós.

Onde estamos?!

Barricadas não resultam, aos alemães não serviram de nada.

Aquela coisa lá fora levou o McNess!

Sugou-o para dentro da lama, eu vi!

Portanto, que fazemos? Empilhamos umas caixas?

Capitão, dê aqui uma ajuda.

Alto, quem vem lá?

Sou eu.

Onde diabo estiveste metido, Shakespeare?

Dá aqui uma ajuda, sim?

O Bradford matou o McNess.

Eu vi-o matá-lo.

Um camarada de armas.

Isso não nos serve de nada.

Contra o que aqui há, não!

Eu sou soldado, combato o que vejo à minha frente.

Mas ainda não percebeu que não está à nossa frente?

Não me quer ouvir!

Deve mandar o senhor! - Ouça o que ele diz.

Ó boche! Boche!

Queres matar-me?!

Pois anda.

Estou à espera!

Merda! Para que fizeste isso?!

Aonde vais?

Não deixo que o Quinn mate o prisioneiro.

Estás doido?

Não se combate um dos nossos para salvar o inimigo.

Mas não é ele o inimigo.

Não podemos deixar que isto continue.

Por favor!

Está bem, vou eu buscá-lo.

Sai da frente, Doc.

Sargento Tate? Ponha os homens em parada, se faz favor.

Por favor, quero inspeccionar a Companhia.

E o Quinn?

Não resta companhia nenhuma.

Nada para inspeccionar. - Obedeça à ordem.

Obedeça à minha ordem! - Não é o momento!

O senhor é um fraco, Sargento, sempre o achei.

E o senhor é um penico cheio até acima de mijo!

Retiro-lhe o comando.

Cabo de 1.ª classe Shakespeare pronto para inspecção!

Cabo Fairweather pronto para inspecção!

Retiro-lhe o comando dos homens.

Muito bem.

Não podemos abdicar dos padrões, somos responsáveis por estes jovens.

Que chinfrim é aquele?

É o Cabo Quinn.

Porque não está aqui a ser inspeccionado?

Por que faltou o Cabo Quinn à inspecção?

Muito bem, podem destroçar.

Vou dar uma palavrinha ao Quinn. - Por favor, não vá...

Ele mata-o.

Sou oficial.

Que pensa que faz?

Desça esse homem daí e vá apresentar-se para inspecção.

Largue-me imediatamente!

Sabe o que mais odeio nesta puta de guerra?

Não é a lama,

não é o frio...

A humidade...

Nem sequer os boches.

São os cabrões dos oficiais.

Sargento!

Reza pela tua alma.

Não me vem prender outra vez? - Não te venho prender...

Venho é matar-te.

Ora que bem, já era hora de mostrar ter tomates.

É tarde de mais, não podes fazer nada!

Não foi o boche quem matou o McNess, foi o Bradford.

Faz sentido, o apóstolo tinha de dar em pílulas.

Não estás a ver? Este lugar faz-nos matar uns aos outros.

Não me faz ele matá-lo a si...

Quinn, não faças isso! Não podes, é errado!

Quinn, pára, por favor!

Não é um pouco tarde para heroísmos?

Quinn, já chega de mortes...

Não, ainda falta uma.

Eu tenho filhos...

Assassino!

Não passas dum animal!

Vá, que esperas?

Não tens tomates, hã?

És um cobarde.

Deixaste-o morrer. Ou pensas que ninguém te viu fugir?

Vimos todos!

Devias ser executado!

Ou encolheres-te todo,

e murchares de vergonha. - Pelo menos não sou assassino!

É só o que nós fazemos. Toda esta guerra é assassina.

E sabes?

Eu adoro.

És um cobarde.

Dispara!

Charley, não vás.

Ajuda-me, por favor. Ajuda-me a descer daqui.

Obrigado, eu estou bem.

Temos de ir daqui já.

E vamos!

Mas não os deixo para trás.

Estão mortos...

Não estão nada.

Por favor, dá-me a minha espingarda.

Toma... E se eu não voltar, põe-te a mexer.

Por favor, dá-ma.

Sê prudente, ali... Adeus, meu amigo.

Doc!

Doc, onde estás?

Olá, Chevasse.

Que se passa?

Vou levar-te daqui.

Tenho cá tido uns pesadelos...

Horríveis.

O Doc? - Vou agora procurá-lo.

Eu volto já.

Já mexes as pernas?

É bom sinal. - Tenho tentado.

Daqui a nada estou de pé.

Dá-me água, sim? Se não te importas.

Que foi? Charley?

Eu ajudo-te, Chevasse. Eu levo-te daqui, prometo.

Vai ficar tudo bem, tem é calma

Por favor, tem é calma.

Tem calma, por favor.

Por favor, Chevasse, vai tudo correr bem.

Daqui a nada está tudo bem, daqui a nada já está...

Desculpa...

Que fazes, Bradford? Por que fazes isto?

É por minha causa, por não ser crente? Mas sou, juro por Deus!

Aldrabão!

Nesta guerra toda a gente perde.

É isso que ela nos faz. Mas hás-de voltar a ti!

Pomos-te em casa, de baixa...

E logo ficas bom.

Pensa na tua fé, no quanto significa para ti!

Por favor.

E então o perdão? A redenção, a misericórdia?

"Não te deixes vencer pelo mal, vence-o tu."

Carta aos Coríntios, 12.

É a 12, mas aos Romanos!

Vais matar-nos a todos, é isso?

Vais rebentar com todos, e porquê?

Para quê?!

Acabou-se a vitória, Bradford, isso já não existe.

Por favor, Bradford...

Não há vitórias,

já não se ganha nada.

Vem aí o Shakespeare para te salvar.

Achas que mereces ser salvo?

Eu acho!

Graças a Deus... Charley, o Tate?

Doc, vem comigo.

Bradford, tu...

Não queres fazer isto.

Bem disse que me tinhas de matar mas não quiseste ouvir.

Eu não mato! - Matas, sim.

Mata-o!

Faz-me parar, já não lhe consigo resistir.

Bradford, seja o que tens dentro de ti, resiste-lhe.

Não consigo! - Charley, mata-o!

Não mato. - Matas, sim!

Tens de matar! - Mais mortes, não!

Assim mesmo, Charley. Agora solta-me!

Vira-te, Charley.

Onde é isto?

Não estou morto.

Eu não morri.

Não morri!

Alguém me ouve?!

Friedrich!

Respondam!

Que fazes?

Eu salvei-te.

Salvei-te a vida!

Tentei ajudar-te.

Pois tentaste, Charley.

Foste o único que tentaste.

E por isso estás livre.

Que há lá fora?

Raios!

Sargento, há aqui qualquer coisa!

Tu, braços no ar!

Sacana de boche, põe-me esses braços no ar!

Tradução de Correia Ribeiro

Ripadas por: PT-Subs Rips

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.