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Em epis�dios anteriores...
O Noah foi atingido por um rel�mpago no cora��o.
Como � isso poss�vel se a v�tima n�o estiver deitada?
O cora��o do Max j� estava fragilizado.
E depois de tudo isso, ainda brincou aos deuses.
O Max devolveu-me a �nica coisa que tinha perdido e era importante.
E agora vou traz�-lo de volta.
- �s filha do diretor de cardiologia. - Costumam chamar-me Steph.
A tua m�e chamava-se Nora Truman.
Como passas de alvejada a toda sorridente ao lado de uma ab�bora
para torturada no espa�o de um ano?
Guerin, a hist�ria n�o acaba aqui. Vamos encontrar as respostas.
Ajuda.
Por ordem da For�a A�rea dos EUA, abra a porta!
Procuro duas mulheres. Est�o feridas e armadas.
� um assunto de seguran�a nacional.
N�o dei por nenhuma mulher � minha porta.
N�o se deixe levar pela beleza delas.
S�o perigosas.
Reparei nas manchas de sangue na sua roupa.
Sabe como �, estava a trabalhar...
Ele matou um coiote, senhor.
Disseste que lhe tinhas pregado um susto, mas mataste-o, n�o foi?
� meu vizinho.
J� te disse que temos de proteger o que � nosso.
Sim, senhor.
� uma li��o dif�cil.
H� que prezar as coisas pelas quais lutamos.
Foi o meu pai que me ensinou isso.
Muito obrigado.
Sempre valeu a pena estudar medicina veterin�ria.
Vais ficar bem.
Por que parece que n�o percebes o que digo, mas sabes o que penso?
Gostaria de vos entender.
N�o se preocupem.
Levei a carrinha para o est�bulo,
mas se o Ex�rcito andar atr�s de voc�s...
Podem passar aqui a noite.
A mulher do chefe n�o vai culpar Deus pela seca, mas a mim.
J� vou ficar sem trabalho,
n�o podem pensar que estou a esconder fugitivas.
Percebem?
T�m de se ir embora.
Amanh�.
Amanh�, venho mudar a ligadura antes de partirem.
Anda!
O que � que n�o pode esperar que eu acabe os huevos rancheros?
J� cresceram! Talvez o sr. Long n�o te despe�a.
�...
- � um milagre. - Acho que queriam agradecer.
E acho que dev�amos deix�-las ficar.
O Michael usou pe�as de pinball
e a bateria de um carro para causar perfus�o cut�nea?
N�o � bonito, mas funciona.
O Max estabeleceu contacto mental com a Rosa,
e estar� mais forte.
- Agora s� precisamos... - De um transplante de cora��o.
Acho que j� sei como unir as v�lvulas.
- A circula��o n�o � igual? - � o inverso.
Descobri isso depois de um ecocardiograma ao Guerin.
J� conhe�o os mamilos dele de tr�s para a frente.
Espero que percebas os sacrif�cios que estou a fazer.
Entre isso e as opera��es que observei, estou menos assustado.
Ao otimismo prudente.
A um grande feito que ningu�m pode saber.
- � caf� deolla? - Sim.
- O que precisas? - Como assim?
Achas que n�o conhe�o essa cara de "preciso de um favor"?
- Est� gravada. - � um pequeno favor.
Chama-se m�quina de genoma pessoal.
Encomendei uma antes de o meu estudo ter sido cancelado.
E j� chegou ao hospital.
- Queres que roube outra...? - N�o!
N�o, eu roubo, s� preciso que me ajudes.
Boa!
Pequeno-almo�o.
Ela est� a fazer as sess�es de terapia online.
E n�o vejo graf�tis desde que falou com a Maria.
Bater as portas com for�a e o rock furioso parecem encantadores.
Aten��o! Turistas, labregos e patr�es,
v�timas de pratos sofr�veis com nomes pomposos.
Sou o Graham Green,
criador do 39� podcast criminal com mais downloads.
Muito obrigado. Registem-se e recebam
um batido gr�tis no outro lado da rua num copo a um pre�o razo�vel.
- O que est�s a fazer? - A salvar as pessoas dos fritos.
- Eu � que te vou fritar se n�o... - Os terr�queos merecem saber
que h� op��es mais aut�nticas...
Pensei que s� o Michael conseguia mover coisas.
Estou a diversificar o meu curr�culo.
Como est�s?
Mais leve.
Foste tu que tiveste a ideia dos donuts-�vni?
O pai disse que as vendas triplicaram. Obrigada.
Todo o dinheiro extra conta, agora com a abertura
da gelataria natural do Graham Green no Mercado dos �vnis.
Hoje em dia, tudo tem a ver com est�tica.
As pessoas s� saem de casa se valer um post no Instagram.
As enchiladas do teu pai s�o boas,
mas n�o h� filtro que salve a apresenta��o.
Tens vindo muito c�.
Sei que adoras o nosso Space Jam, mas o que se passa?
Ouve.
Depois do que aconteceu com o Noah,
vejo os poderes mentais de outra forma.
S� os usava por motivos ego�stas. Por isso, queria esquecer,
mas na semana passada, vi o teu pai a sair da igreja.
- Comecei a pensar se... - Andas a mexer na cabe�a do meu pai?
- O que andas a fazer? - O teu pai � um homem de f�.
Acredita nas grandes ressurrei��es. Jesus, L�zaro...
Talvez com a minha influ�ncia...
...ele acredite noutra ressurrei��o.
Rosa.
Ele n�o vai questionar um milagre.
A sua sa�de � delicada. Ainda lhe d� um enfarte.
Est�s a fazer tudo para reunir a minha fam�lia.
Deixa-me tentar reunir a tua.
Tinha-me esquecido.
Ando com muito trabalho.
Pensei que o caso do Noah estava arquivado.
Nunca fez mal nenhum ser minucioso.
Estou preocupado contigo.
Todos os dias v�s o pior desta cidade e sei que isso d� cabo de ti.
Sei que a queres reparar, mas a morte dele n�o foi acidental?
Lembras-te de achar que o teu pai n�o tinha morrido de cancro?
Estava enganado, m�e.
N�o houve nenhuma descoberta ou epifania.
� o que me dizias quando era pequeno.
Algumas coisas s�o...
...vontade de Deus.
O Michael Guerin finalmente emerge das tr�s semanas de hiberna��o
no laborat�rio e na biblioteca.
A Isobel est� numa espiral saud�vel, a DeLuca n�o me fala
e n�o tenho muitos amigos.
Falei com a Maria quando a Liz me contou da Rosa.
Ela disse-me que guardaria segredo, mas que precisa de tempo com a m�e.
N�o me disse mais nada.
N�o acredito no que vou dizer isto, mas...
- Achas que a Mimi DeLuca foi...? - N�o digas raptada.
Creio que pode haver uma liga��o alien�gena.
Ou n�o.
Vou tentar saber o que puder.
J� presumia que n�o me tinhas chamado aqui
para um caf� com o Wyatt.
O tipo na fotografia � o Roy Bronson, capataz da quinta Long nos anos 40.
Quando todas as outras quintas passavam um mau bocado,
os Long tiveram uma colheita sem precedentes no ver�o de 47.
Ningu�m consegue explicar.
At� outubro de 1948, quando publicaram essa fotografia.
Houve um grande inc�ndio na quinta.
O capataz e mais gente morreu. Ficou tudo queimado.
- O que provocou o inc�ndio? - Segundo o jornal, foi obra de Deus.
Uma tempestade estranha.
Um raio atinge o celeiro
na mesma noite em que a minha m�e � presa em Caulfield.
Tu eras um her�i e eu um fazendeiro,
e a vida desta gente depende de ter tudo registado.
Quero ver se h� registos da minha m�e.
Boas.
Desculpem, esse � o cumprimento para convidados.
O que queria dizer era:
fora daqui, intrusos.
Ele sabe que n�o pode disparar sobre os dois?
N�o creio que l�gica seja a melhor defesa contra um camp�nio.
N�o � ilegal ter armas quando se est� em liberdade condicional?
O tribunal s� fala em armas de fogo.
Esta besta n�o tem partes combust�veis,
mas fura o vosso traseiro se n�o sa�rem deste para�so.
Pronto, n�s vamos. Pareces ocupado.
Com o qu�?
Diamante, Seda, voltem aqui!
A s�rio? H� mais lugares.
Que tarado n�o deixa um lugar de intervalo?
Assistes a opera��es por prazer. Parece que o tarado n�o sou eu.
Este � o meu lugar de contempla��o, que est�s sempre a invadir.
Um conhecido meu aguarda um transplante de cora��o.
� um amigo teu?
� mais um rival. � complicado.
Tem tudo a ver com uma rapariga.
Assistes a transplantes de cora��o para impressionar uma rapariga
cujo namorado est� a morrer?
Estarei numa novela mexicana?
Acredita que consegues encher uma s�rie com esta hist�ria.
N�o sei.
N�o �s nada mau parecido.
Seria de pensar que fosse mais f�cil para ti esquec�-la.
� ela?
Est�s a ver a bata? Precisam de um m�dico.
Valenti?
H� um bypass triplo esta tarde.
Se n�o estiveres muito ocupado...
...devias ir a outro s�tio. Posso dar-te ideias.
- A sonhar com os dias gloriosos? - Ouvi dizer que estavas de volta.
Andas a controlar-me?
� uma terra pequena. As pessoas falam.
- Ent�o, falemos um pouco. - Est� bem.
M�os no ar.
O meu m�dico disse que ocupar as m�os me ajudaria
a recuperar a agilidade.
E n�o sou de andar a tricotar.
Disseste que a minha irm� estava numa pris�o de Ohio.
Mas n�o havia qualquer registo de Charlotte Cameron.
Recebi isto h� umas semanas.
N�o � a letra dela.
O que fizeste com ela?
Antes de mais, para de me apontar a pistola.
Em segundo lugar, n�o fiz nada.
Libertaram-na.
O qu�?
Mas ela foi condenada.
- Ela saiu? - Eu n�o me entusiasmaria muito.
Corre mais perigo fora da pris�o do que l� dentro.
N�o sabia que as redes sociais eram t�o perigosas.
S�o, pois.
� s� gente nua e influencers a vender mentiras.
Mudar faz parte da vida.
Primeiro, a Am�rica, depois, duas filhas rebeldes.
E agora...
"Hastag ca�a aliens"?
Cada mudan�a pode ser um milagre.
- � o que digo sempre. - Eu j� tenho o meu milagre.
As minhas filhas. Por isso, tenho de p�r o neg�cio de p�.
Para que a Liz pare de se preocupar com o pai e siga o seu sonho.
E qual � o seu sonho?
O que seria um milagre para si? Por que reza?
Por perd�o.
Mostre-me.
- Ele deu-te as drogas? Eu mato-o. - Est�s a magoar-me. S�o maus-tratos.
Tudo o que fa�o � pelo teu bem e achas que s�o maus-tratos?
J� n�o sei o que fazer.
Deve ser.
N�o tem gra�a nenhuma.
A delegada n�o te dar� mais oportunidades.
Devias estar contente.
Querias que jogasse h�quei, lembras-te?
Achavas que devia fazer amigos e divertir-me como uma americana.
- Quem te vendeu os comprimidos? - Roubei-os.
- Foi o Federico? - N�o irias acreditar.
- Diz-me a verdade! - Foi a m�e.
Estava demasiado inconsciente para dar por falta deles
ou sabe e est�-se nas tintas.
Est�s a mentir-me. N�o sei como te ajudar.
Ent�o, para de tentar.
Sou um caso perdido, certo?
� o que todos pensam.
Talvez tenhas raz�o.
Vou dar uma volta.
Diz que "PancakePapi" j� existe.
Preciso de outro nome.
� o gabinete do diretor de cirurgia. J� te disse que era uma p�ssima ideia
e que sou p�ssimo a roubar? - �s �timo a preocupar-te.
O diretor � o �nico que tem todas as chaves do hospital.
Tenho de apanhar...
Como disse, sou p�ssimo.
N�o gozes comigo. Vamos comer sopapillas ou qu�?
Sim! Aguenta os cavalos, vou buscar o chap�u.
- Eu vou busc�-lo. - Obrigado.
- N�o achas que est� um pouco alto? - N�o vem c� ningu�m h� meses.
Procuram homens verdes, n�o o Duke Ellington.
Al�m disso, ela est� curada e deve-me uma dan�a.
N�o sei dan�ar.
Aprendeste ingl�s depressa. Vais apanhar.
Al�m disso, moves-te com muita graciosidade.
S� falta dar algum ritmo.
V�, segue os meus passos: um passo atr�s.
Atr�s.
Walt!
N�o estragues a surpresa.
Tu e o Sr. Bronson ver�o a ab�bora na feira, tal como os outros.
Parece triste, Sra. Nora.
N�o tenho parceiro de dan�a.
Era da tua altura, mas com cabelo encaracolado.
� o dono do meu cora��o.
Acho que vais gostar dele.
� muito inteligente.
Muito corajoso.
- Devia traz�-lo c�. - Ainda n�o � seguro para ele.
Mas em breve.
Posso dan�ar com a Nora entretanto.
Quem consegue dizer que n�o a um cavalheiro como tu?
Obrigada.
Vamos procurar no escrit�rio. Deve haver registos.
Sentes o cheiro?
Cheira a chuva.
Como tu, por baixo do �leo e �lcool.
� o cheiro da tua oficina.
Aconteceu algo alien�gena aqui.
70 anos depois, ainda se sente o cheiro.
Disseste que o celeiro se tinha incendiado, certo?
Parece que usaram parte dele para construir este.
O que � isso? Um c�digo?
S�o registos de altura. Nunca te fizeram isso?
A Nora era minha m�e. Se esteve aqui com a Louise...
� a maior prova de que a m�e do Max e da Isobel sobreviveu ao combate.
� algo que se faz em fam�lia.
Sim, parece um festival de amor interestelar.
Mas por que n�o me tiraram do m�dulo para me juntar � festa?
Enfrentaram um esquadr�o da For�a A�rea para te proteger.
N�o te trouxeram para aqui por medo de alguma coisa.
Se o Walt era assim t�o pequeno quando a tua m�e vivia aqui,
� poss�vel que ainda esteja vivo.
Tipo dos alien�genas.
Tipo dos nazis?
Tipo totalmente perdido.
Est� sempre na biblioteca � procura de coisas sobre �vnis.
E eu estudo a Segunda Guerra Mundial. Sou historiador.
- Trabalhas aqui? - Vivo aqui.
Deixem-me adivinhar: acham que em 1947 havia alien�genas aqui.
Est�o enganados.
O capataz da altura, Roy Bronson, escondia alguma coisa,
mas n�o eram pequenos marcianos.
Eram espias nazis.
- Foi por pouco. - Por pouco? Ela apanhou-nos.
- Por que me beijaste? - Por que estar�amos no arm�rio?
Era a filha do diretor. Podemos estar em apuros.
Se assim for, que seja.
� como na escola, quando fomos apanhados pelo treinador Wiggins.
Nada aconteceu, nem acontecer�. Al�m disso, tenho as chaves.
Fica de olho. Vou buscar a m�quina.
Que indelicadeza.
- Claro que tens medo, eu matei-te. - N�o, ouve...
Eu sei que n�o foste tu. Eu sei que ele te fez o mesmo.
J� devia ter vindo aqui.
- Por que vieste agora? - Por causa do teu pai.
Quero ajudar a tua fam�lia.
Acho que consigo convencer o Arturo de que os milagres s�o reais
e que por isso voltaste.
Poder�s ir para casa e ele n�o te far� perguntas
sobre alien�genas, nem ter� um enfarte quando te vir.
- Ele j� acredita em milagres. - Mas n�o acredita que merece um.
Ele sente que te falhou.
Dez anos depois, vai todos os domingos � igreja pedir perd�o.
E ainda n�o o encontrou.
Podes ajudar-me?
N�o foste tu que denunciaste a tua irm� e por isso ela foi presa?
Durante a minha inf�ncia, a Charlie foi a minha salva��o.
E entreguei-me ao que acreditava ser amor ao meu pa�s.
Verdadeiro patriotismo.
Quando me disse que tinha roubado
documentos confidenciais, denunciei-a.
Achei que era o correto a fazer e prenderam-na.
Onde estaria a salvo.
N�o sabia quem ela era quando a denunciei.
- N�o sabia como a pris�o a afetaria. - Ela queria que a denunciasses.
Ela enganou-te para a denunciares.
Sabia que, nas m�os do Governo, ningu�m a apanharia.
A Charlie lutou em duas guerras.
De quem teria medo?
De uma empresa privada de seguran�a.
Sabias que eu a conhecia?
Ela estava a trabalhar num projeto de sequencia��o gen�tica
que poderia salvar vidas.
E tamb�m destru�-las.
Algumas pessoas viram aplica��es para a sua pesquisa
nas quais ela nunca tinha pensado.
Ela estava a investigar algo que podia salvar vidas,
e outros quiseram usar isso para criar uma arma biol�gica.
Ela criou um pat�geno que poderia eliminar sequ�ncias gen�ticas.
Como uma bomba que pode rebentar numa cidade inteira,
mas que s� causa danos num territ�rio definido.
Pensa nos inocentes que ela poderia ter salvo,
enquanto abatia l�deres de organiza��es terroristas.
Ou podia cometer um genoc�dio.
Se ca�sse nas m�os erradas, podia exterminar grupos de pessoas
com o mesmo c�digo gen�tico,
enquanto os vizinhos prosseguem as suas vidas.
Como � que sabes tanto sobre este assunto?
Qual o teu interesse na minha irm�?
Creio ter uma utiliza��o para o seu pat�geno.
Mas a minha luta terminou.
Estava a tentar fazer o batido do meu pai,
mas n�o tenho o ingrediente secreto.
Nem me lembro da �ltima coisa que lhe disse.
- Deve ter sido algo horr�vel. - Mas porqu�? Ele � um amor.
Por vezes, tenho altera��es de humor.
Posso estar feliz a cantar
e de repente sou assolada por um negrume
e ou�o umas vozes que me dizem que n�o valho nada.
Como ultrapassas isso?
O meu pai deixava-me pintar nas paredes.
N�o queria saber o que eu estragava, desde que estivesse a sorrir.
M�sica ajudava.
Quando me comprou a jukebox, foi o melhor dia da minha vida.
O batido de cerejas. Por vezes, rezo.
Adorava ir � igreja aos domingos.
- Com o teu pai. - Sim.
Era o teu apoio.
Tudo o que me salvou foi algo que ele me deu.
O que foi isso?
Quando foi?
Uma mem�ria minha.
Estou a aprender uns truques, "PancakePapi58".
N�o, n�o posso aceitar.
Ou aceita j� ou invado o restaurante e deixo na caixa.
� uma gorjeta muito alta.
N�o ser�, quando me fizer o seu batido de cereja famoso.
Est� bem.
Uma vez que recusaste a cerveja, n�o vais ver o p�r do sol?
Disseste que havia uma empresa de seguran�a atr�s da minha irm�.
Eu posso estar coxo, mas eles n�o est�o.
Tem cuidado.
Lamento n�o ter dado certo entre ti e o Evans.
� uma terra pequena. As pessoas falam.
Tu ca�as alien�genas e eu dei-te o nome do Max.
Por que n�o o prendeste em Caulfield com os outros?
Creio que h� uma hist�ria a desenrolar-se em Roswell.
J� passaram mais de 50 anos. Quero saber como acaba.
J� est�. Fui muito discreta.
Como a Catherine Zeta Jones a passar pelos lasers.
Que maravilha.
Desculpa, eu...?
Est�s chateado comigo?
Estou chateado comigo mesmo.
� por causa do beijo, n�o �?
Beij�mo-nos tantas vezes. N�o dei grande import�ncia.
Isso ficou claro.
N�o sabia que ainda gostavas de mim.
N�o sei o que sinto.
Estou sempre a p�r o meu trabalho em risco
e a minha licen�a m�dica por ti desde que chegaste.
Minto � minha m�e para proteger o teu namorado.
Dedico o meu tempo livre a salv�-lo.
- Ponho-te sempre em primeiro lugar. - Eu ponho o Max em primeiro lugar.
Eu sei.
- Amo-o. - E eu fico feliz por ti.
- Quero que seja feliz. - Tamb�m quero que sejas feliz.
- Adoro-te, Kyle. �s fam�lia. - �timo.
"Adoro-te como um irm�o".
- Esquece. - N�o.
N�o disse como irm�o, disse como fam�lia.
� diferente.
Ouve.
O que estamos a fazer n�o tem de ser apenas pelo Max.
- De que falas? - Quando o Max ficar bem,
podemos usar a m�quina para detetar apoptose celular
e sequenciar polimerases no ADN humano.
N�o temos de parar. N�o h� restri��es.
Est�s a negociar.
- O qu�? - H� fam�lias que prometem a Deus
que se o seu ente querido sobreviver, deixar�o de beber
ou ajudar�o os sem-abrigo. Isto � igual.
Eu ajudo-te a salvar o Max.
Mas depois vou precisar de espa�o.
A verdade � que...
...eu gosto de ser o teu apoio.
E se for sincero,
gosto de ser o que quiseres quando quiseres.
Sempre foi assim.
Enquanto for o teu apoio, n�o saio do mesmo s�tio.
N�o posso continuar assim.
Primeiro, fico a saber que andas por bibliotecas,
e agora que �s amigo de um Long. Nem te reconhe�o.
Competimos pelo leitor de microfichas.
- Bebemos umas cervejas juntos. - Cerveja?
Obrigado.
Achas mesmo que estas mulheres eram prisioneiras nazis?
Um dado hist�rico interessante.
H� um campo de concentra��o aqui em Roswell.
Presos nazis constru�ram metade desta cidade.
Da� as cruzes de ferro.
O meu bisav�, o capaz do BoDean, foi apanhado por esconder
duas mulheres aqui.
Segundo ele, duas espias nazis escaparam
e venderam o seus schnitzels por casa e comida nesta quinta.
Nunca tive interesse em alvejar esquilos, como o Wyatt.
Quando vinha c� em mi�do,
a minha prima Kate e eu procur�vamos objetos na quinta.
S�o os casquilhos que a For�a A�rea usava em 1948.
Estavam espalhados por toda a propriedade.
Segundo a lenda, os nazis estavam a construir uma bomba no celeiro.
- Uma noite, apareceu a For�a A�rea. - Na noite do inc�ndio.
O inc�ndio foi impressionante.
Segundo os jornais, um raio atingiu o celeiro e todos morreram nas chamas,
mas � mentira.
Creio que o ex�rcito encobriu o massacre que aconteceu
quando descobriram a arma.
O que � isto?
Sabia que n�o ias sair cedo para jantar comigo,
por isso, trouxe-te o jantar de anos.
Alguma vez tiveste um caso de intoxica��o por acetona?
As m�es costumam perguntar aos filhos quando estes lhes dar�o netos.
Mandei analisar a ch�vena de caf� no carro do Noah
na noite em que morreu.
Tens alguma teoria?
Acho que o Max envenenou o Noah
e o deixou no deserto na noite da trovoada.
E creio que a Isobel o ajudou.
Sei que parece uma loucura, mas...
S�o precisos litros de acetona para se envenenar algu�m.
Sabias disso?
Acredita, eu sei o que �
procurar uma explica��o para coisas que parecem imposs�veis.
O Noah foi atingido por um rel�mpago.
�s inteligente e persistente. Por isso, queres uma raz�o.
Mas n�o h� nenhuma.
Foi uma obra de Deus.
Criei um filho gentil.
Vamos ao que interessa.
Feliz anivers�rio.
O teu pai costumava oferecer-me este perfume.
Porque n�o comprarias algo t�o caro e sup�rfluo para ti.
Mereces coisas boas.
- A afogar as m�goas? - N�o, estou a festejar.
N�o fabricaram uma arma. � a planta de um navio.
Um bote salva-vidas para tr�s m�dulos.
Tinham um plano para mim.
T�m aqui medidas que tentei decifrar durante d�cadas.
N�o acredito que o Wyatt Long tinha isto escondido.
Pesquisei a quinta Long nos meus relat�rios
e encontrei uma al�nea. Os nomes foram rasurados.
Mas as frases n�o.
Uma, em particular, chamou-me a aten��o.
"Dilig�ncia � o que homens de bem fazem".
Homens de "bem".
Quem transcreveu o relat�rio, ouviu "homens de bem".
Mas conhe�o muito bem essa express�o.
Est�s a dizer que o Tripp era um homem de Manes?
O meu tio av�.
Eugene Manes III, Tripp.
- Por que achas...? - P�e aqui...
Os coiotes ca�am � noite, n�o se preocupem.
S�o pessoas. Trazem armas.
Era met�dico.
- Anda, esconde-te. - Andava � ca�a delas.
Perseguiu a tua m�e durante um ano.
Esconde-te e sai daqui s� quando eu te disser.
- Mas... - V�.
N�o vou deixar que te fa�am mal. �s o meu mundo.
Lamento.
Amo-te.
A �nica coisa pior do que um mentiroso � um traidor.
Tem de perceber.
S�o s� pessoas.
S�o o inimigo.
Lembras-te do que ele escreveu?
"Pe�o desculpa por n�o ter eliminado o inimigo.
N�o voltar� a acontecer".
Mataram todos na quinta
e torturaram a minha m�e ao longo de 70 anos.
Vigiem o per�metro, n�o sai ningu�m.
Isolar o per�metro!
Estes alien�genas n�o s�o os �nicos que sabem pegar fogo.
- H� pessoas l� dentro. - A culpa ser� tua.
O menino...
A nave tinha uma fonte de combust�vel.
Deve ter sido uma grande explos�o.
S� queriam levar-nos para casa.
Lamento, Guerin.
- N�o foste tu. - Digo-me muitas vezes isso.
E n�o me ajuda.
� uma parte da minha consola. Onde estava?
Tenho-a h� meses. Foi o Jim Valenti que ma deu.
Tive receio de que, se ta desse, te fosses embora.
N�o queria que te fosses embora.
N�o quero que a nossa hist�ria se repita.
N�o serei outro Manes no teu caminho.
N�o esperava encontrar-te t�o tarde.
O pessoal deste hospital aparece nos lugares mais inusitados.
- Fui � tua procura na galeria. - Porqu�?
Para te pedir desculpa.
Por qu�?
Aquela era a minha ex-namorada, mas n�o � o que pensas.
O que importa o que eu acho?
N�o...
...foi nada profissional.
- N�o quero que penses... - O qu�?
Quando o doutor tiver um progn�stico, diga-me.
Ligou para a Liz. Deixe mensagem.
Tenho uma pista sobre a minha irm�.
Liga-me quando o ET com estrela de xerife acordar,
para eu o maldizer por nos preocupar a todos.
Boa sorte.
Traz o Max de volta.
Est� fechado.
Ol�,papi.
� um milagre.
- N�o mere�o. - Merece.
Eu sei que nunca vai acreditar nisso. Portanto, acredite nisto.
Acredite que a Rosa merece um milagre.
Merece uma segunda oportunidade.
Merece um milh�o de segundas oportunidades.
O Arturo � um milagre.
Nunca lhe faltou.
N�o ouvia esta can��o h� tanto tempo.
- Tu sabias? - N�o sabia como explicar.
- Desde quando? - Achava que n�o conseguia contar-te.
Talvez,
quando Deus nos d� um milagre...
...n�o o devamos questionar.
Agradecemos simplesmente.
A ideia de Deus sempre me assustou.
Pelos vistos, fez as pessoas � sua imagem e semelhan�a.
Primeiro, v� se te enxergas.
Por outro lado...
...isso aplica-se a n�s?
Todos os planetas t�m o seu Deus?
Suponhamos que somos todos clones do tipo no c�u.
N�o � raz�o para acreditarmos que todos temos luz?
Todos somos tamb�m capazes de sentir ira.
Somos contradi��es andantes.
Um vaiv�m eterno.
Escurid�o e luz.
Creio que o verdadeiro milagre
� escolher a luz.
Apesar da constante escurid�o.
Olhem para n�s.
Estamos no meio de um deserto b�blico.
A gal�xias de onde tudo come�ou.
A nossa pr�pria exist�ncia � um milagre.
Sou capaz de muito mais do que pensava, Max.
Acho que posso fazer...
...coisas incr�veis.
Preciso que voltes.
Preciso que sejas a coisa na qual acreditar.
Que n�o me desilude.
S� preciso de um pequeno milagre.
E prometo...
...que n�o voltarei a pedir mais nada...
...nunca mais.
Resync: Missy
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