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Legendas: Lu�s Filipe Bernardes
- Quando vamos comer, m�e? - Mais tarde!
Parem com isso!
Sua tia est� aqui pra fazer turismo, n�o pra cuidar de voc�s.
Turismo numa cidade t�o pequena?
Qual � a popula��o?
Dois mil quinhentos e quarenta e tr�s.
Esse garoto promete, hein?
- N�o aguento mais. - Vai me deixar na m�o, �?
Est� fora de forma. � essa vida sedent�ria.
Se n�o parar caio duro.
- N�o fa�o exerc�cio assim h� semanas. - H� anos.
Sinto at� inveja. Nem ofegante voc� est�.
Lembre-se que j� s�o cinco anos nisso.
� verdade.
Olha os malucos. V� aquele com o machado?
MANIC�MIO JUDICI�RIO DE MILHAMPTON
N�o ficam engra�ados l� em cima?
N�o fosse essa cerca no caminho a foto desses criminosos sairia melhor.
Aquele � Will Smith, sua mulher e os dois filhos.
A velha medonha n�o sei quem �.
Smith � dono do a�ougue. � um bom homem de fam�lia.
Mora numa bonita casa. S�o boa gente.
Tia, olha o que acontece com os malucos quando tentam fugir.
Que apar�ncia horr�vel eles t�m. Parecem animais.
Muito bem.
� fascinante como voc� conhece o pessoal de Milhampton.
E meio espantoso, n�o? Ficar espionando os vizinhos.
Acabarei um velho insuport�vel se continuar assim.
Ent�o? Como estou?
Dir-se-ia um jovem e brilhante psiquiatra...
capaz de causar boa impress�o no Conselho?
Acha que eles acatar�o o que tem a dizer?
Estou otimista, Alex.
� s� convenc�-los de que voc� � t�o s�o quanto eles.
Mas agora que chegou a hora,
preferia j� ser um senhor idoso, respeit�vel...
e com uma vasta experi�ncia acumulada.
N�o seja inseguro. J� chega eu.
Fique sabendo, Dr. Fleming, que acredito em voc�...
tanto quanto voc� acredita em mim.
Farei o que puder.
Ah, Alex...
Deseje-me boa sorte.
H� anos ningu�m me pede isso.
Devem achar que assassinos n�o d�o sorte.
Obrigado.
Ei, onde vai com esses machados?
Ia lev�-los de volta para o almoxarifado.
Muito bem, ent�o vamos juntos.
Alex Forrester foi acusado do brutal assassinato de sua mulher...
e condenado por insanidade mental.
Seu advogado arguiu insanidade mental s� para livr�-lo de pena de morte.
Lembro-me bem do caso.
Causou-me estranheza como um homem de fam�lia...
p�de cortar a garganta da mulher.
Muito estranho.
Muito estranho.
Tem raz�o, Dr. Osmond.
Alegou-se insanidade, Dr. Upjohn, e quando recebemos Forrester...
ele estava muito perturbado.
Perturbado?
Bela maneira de descrever algu�m que cortou a garganta da esposa...
deixando-a exangue dentro de uma banheira.
Forrester � paciente do Dr. Fleming h� algum tempo.
Gostaria que ele lhes apresentasse seu diagn�stico.
Senhores...
Al�m das tradicionais sess�es de psican�lise com Forrester,
tive oportunidade de observ�-lo quase diariamente.
E, na minha opini�o, seu estado mental hoje � excelente.
Mas acho que todos esquecem uma coisa.
Lembrem-se daquele paciente exemplar liberado em Marshmane h� seis semanas.
Aquilo foi uma l�stima, Dr. Upjohn.
L�stima!
Matou um fazendeiro e sua esposa.
Forrester n�o apresentou qualquer sinal de viol�ncia...
nesses cinco anos que est� conosco.
Dr. Fleming,
Acreditando-se que Forrester cometeu um ato violento,
se este Conselho conceder-lhe uma nova audi�ncia,
ele poder� ser solto.
Exatamente, Dr. Graham.
E acho que Forrester merece uma chance para provar sua sanidade.
E acho que como m�dicos...
n�o podemos admitir que qualquer paciente sob nossos cuidados...
n�o possa ser reabilitado,
n�o possa jamais recuperar sua sanidade...
j� que alguns colegas relutam a v�-los como seres humanos.
Como m�dicos, admite-se tal relut�ncia? Insisto que n�o!
E afirmo que neste momento...
Alex Forrester � t�o s�o quanto qualquer um de n�s aqui.
Bela orat�ria, Dr. Fleming.
Mas ainda n�o me convenceu.
Dr. Fleming, admitindo-se que Forrester esteja s�o de fato,
pode nos assegurar que ele n�o ter� uma recidiva?
- N�o creio que ter�. - Mark...
� comum que psiquiatras se envolvam com certos pacientes.
Quando acontece, deixa-se de ver o paciente de forma isenta.
Tenho no��o desse perigo, Dr. Graham.
Ent�o, Dr. Fleming, tem certeza quanto a Alex Forrester...
sem margem de d�vida?
N�o tenho essa certeza com rela��o a ningu�m.
Nem quanto a voc�, ao Dr. Upjohn ou a mim mesmo.
Nosso dever � devolver essas pessoas � sociedade.
Mark, voc� tem total e absoluta certeza?
N�o.
Boa tarde, senhores.
Estava decidindo em que casa gostaria de morar.
- E ent�o, decidiu? - Sim.
Aquela casinha com jardim que escolhi h� alguns anos.
�timo, bem nos centro de tudo.
E a casa do Thomas? Sempre gostou tanto dela.
A casa do Thomas versus uma casinha de aldeia...
Casas e jardins que...
O que aconteceu na reuni�o do Conselho?
Alex, essas reuni�es raramente s�o definitivas.
Qual foi o resultado, Dr. Fleming?
Queriam prova de sua sanidade, Alex.
Os bons cidad�os de Milhampton...
eles s�o s�os?
Os Smith passaram hoje por aqui para ver os loucos.
Por qu�?
Gostam de ver os desesperados?
F�-los se sentirem superiores?
Se divertem olhando atrav�s das grades?
Eles s�o s�os?
Quem � s�o, Dr. Fleming?
Eu n�o sei.
Das milhares de pessoas que atravessam nossas vidas, centenas podem ser loucas.
Mas nunca saberemos.
N�o ter�o que prov�-lo pois est�o l� fora.
Que maneira horr�vel de viver a �nica vida que me cabe.
Trancafiado...
isolado...
para sempre.
O que quer que lhe diga?
Tem ideia das leis a que preciso me ater?
Seus direitos legais est�o prescritos no Estatuto dos Lun�ticos,
por sua vez repleto de loucuras.
Pode-se ser solto por ordem de Sua Majestade,
que no caso era a Rainha Vit�ria, de t�o velho que �.
Quem escapa e n�o � capturado em 14 dias...
tem direito a um novo julgamento.
� rid�culo.
Acho que me sentirei melhor se ficar sozinho.
Est� bem.
Volto mais tarde.
N�o estou muito a fim de m�sica hoje.
Vamos ao seu quarto. Largo �s 9:00, podemos conversar um pouco.
Carruthers... Carruthers � este aqui?
- Boa noite, doutor. - Boa noite, Bert.
Quem pode dormir com essa barulheira desgra�ada?
N�o admiro que esteja cansado.
Foi um dia infernal.
E pra piorar, a neblina est� aumentando.
� verdade mesmo o que falam do fog ingl�s.
Tudo bem, doutor.
Pronto, rapazes, hora de parar. J� s�o 9:00.
Eric, fique a postos, por favor.
Dr. Fleming!
Temos que ir atr�s dele. Reg, voc� vem comigo.
- Mas ele quase te matou. - Eu sei.
Mas se tiver que falar com algu�m ser� comigo.
J� vou para minha sala, doutor.
Se os fazendeiros forem atr�s dele poder�o bale�-lo e n�o queremos isso.
- Tem raz�o. - Vamos, Reg.
Vamos, muito bem.
Anda logo para podermos entrar.
Nelson, Sargento Nelson!
- Nelson, Sargento Nelson! - O que est� acontecendo?
- Tire esse cachorro da�! - O que aconteceu?
- Algum louco escapou? - N�o sabemos se � um man�aco sexual.
A pol�cia n�o vai nos proteger?
Porcos in�teis. Bem feito pra eles se houver outro assassinato.
Senhores, logo saberemos... Segure esse cachorro!
Saberemos do que se trata assim que eu chegar � delegacia.
Ta-da!
Pensei que fosse meu marido.
N�o, senhora.
Entre, por favor. Est� frio a� fora.
Voc� n�o sente, mas eu sim, com essa roupa.
Deve me desculpar.
Estava experimentando uns mai�s que vou desfilar no bazar.
Permite?
Obrigada.
- Sou o policial Rogers. - Ah, como vai?
Esperava que o Sr. Thomas estivesse em casa.
Ele deve chegar a qualquer momento.
Esteve em Amsterd� e vir� do aeroporto de Gatwick.
Entendo.
J� imagino a cara de Evan...
quando souber que recebi um policial...
vestida de mai�.
Nossa!
Uma pessoa fugiu do manic�mio, senhora.
Ah, por isso as sirenes.
O comiss�rio Bickley pediu que chec�ssemos as casas mais isoladas.
- Sim, �tima ideia. - Me permite?
- Claro. Quer que lhe conduza? - Obrigado.
Estou aqui desde as quatro e n�o ouvi nada de estranho.
Por outro lado, s� ouvi voc� depois que toucou a campainha.
Cruzes, podia ter d�zias de man�acos soltos por a� que n�o teria ouvido nada.
Acho que seria dif�cil, senhora.
Bem, vejamos primeiro a cozinha e depois o andar de cima.
Muito bem.
Escuta! O louco do Jenkins soltou seus c�es.
- Forrester certamente entrar� em p�nico. - Acho melhor nos separarmos.
Olhos e ouvidos atentos!
Bem, ningu�m debaixo das camas.
Ainda bem.
N�o seria melhor eu pegar meu marido na esta��o?
Ele geralmente pega um atalho pelo bosque.
N�o vejo necessidade, Sra. Thomas.
Devemos capturar Forrester a qualquer momento.
Chama-se Forrester?
Pobre coitado.
N�o perca tempo se lamentando, senhora.
- Nem sei como agradec�-lo. - � bom trancar a porta.
Boa noite, senhora.
Aquela roda parece estar emperrando. Melhor eu dar uma olhada.
� muito antiga.
Bem, melhor prevenir do que remediar.
Faz-me sentir muito segura, oficial.
- Boa noite. - Boa noite, Sra. Thomas.
N�o se mexa!
Vire-se.
Vire-se, j� disse!
N�o sou louco mas estou desesperado.
Fa�a o que eu mandar.
O que tem atr�s daquela porta?
A cozinha.
Abra-a.
Anda!
- E esta? - D� para o jardim.
Est� trancada.
O policial a trancou assim como as janelas.
Vamos, saia.
- Quero a arma do seu marido. - Ele n�o tem.
Quero a arma!
Est� no ba� ali.
Vou lhe falar do seu marido.
Cinquenta e tr�s anos. Mercado de diamantes.
Esportes apenas um: ca�ar coelhos.
At� j� ouvi ele atirando.
Na hora do trabalho tudo quanto � maluco...
escuta Evan Thomas com toda sua fidalguia pelos campos...
matando coelhos �s d�zias.
Coelhos s�o bichos.
Meu marido est� chegando a qualquer momento.
- Amanh� � noite. - N�o, hoje.
Geralmente ele volta aos s�bados.
Como voc� sabia?
Voc� sempre est� sozinha. Agora n�o tem sa�da.
O que voc� vai fazer?
O que for preciso se tentarem me deter.
Faria mal a quem voc� nem conhece?
Sr. Forrester,
voc� disse que n�o era louco.
Por favor,
por favor, prove-o.
- Entregue-se antes que cometa outro... - Homic�dio?
Esta sala...
tem a sua cara.
Como assim?
N�o sei ainda.
Quem quer que seja mande embora.
Se perd�-la de vista atirarei.
Quem �?
Sou o Dr. Mark Fleming, Sra. Thomas.
- Dr. Fleming? - Sim.
- L� da colina. - Ah, sim, claro.
- Pode entrar. - Obrigado.
Minha identidade.
Esse Sr. Forrester, Sra. Thomas...
era meu paciente.
Ah.
Vamos entrando.
A pol�cia esteve aqui e me contou que tinha fugido.
N�o sei se sabe...
mas d� pra ver bem a aldeia de alguns quartos do manic�mio.
Uns tempos atr�s ele demonstrou muito interesse por esta casa.
Por ser isolada e...
Bem, � poss�vel que se dirija para c�.
Bem... meu marido deve chegar a qualquer momento e...
Eu ficarei bem. Ele est� chegando de fora.
De fora? Espero que n�o se atrase.
O nevoeiro est� denso.
Tamb�m espero.
Bem, j� vou indo.
Doutor...
quando a pol�cia esteve aqui...
deixaram parecer que ele podia ser perigoso.
Como seu m�dico, o que voc� acha?
Hoje pela manh� teria dito nada perigoso.
Mas agora que fugiu...
simplesmente n�o sei dizer.
Entendo.
Se ouvir algum barulho estranho na casa...
por favor nos avise, assim como � pol�cia.
- Quero ajudar Forrester como for poss�vel. - Claro.
- Tem o telefone do manic�mio? - N�o, vou anotar.
- Pode dizer. - � Milhampton 346.
- Pronto. � isso? - Certo.
- Sinto t�-la incomodado. - De jeito nenhum.
Obrigada.
- Boa noite, Sra. Thomas. - Boa noite.
Que companhia a�rea seu marido usa?
KLM.
A que horas chegava?
�s oito... no London ou no Gatwick.
Ligue para o aeroporto.
Descubra a que horas chegou.
- Boa noite. - Al�, pode me ligar com o...
aeroporto de Gatwick, por favor.
Aeroporto de Gatwick.
Podia me informar se o voo das oito da KLM vindo de Amsterd� est� no hor�rio?
Sinto muito, n�o h� voo da KLM chegando em Gatwick �s oito.
O voo de Amsterd� programado para as seis chegou no hor�rio.
O �ltimo voo das nove chegou com 15 minutos de atraso.
- Obrigada. - De nada.
Devo ter entendido mal o que Evan me disse.
Eu estava na cozinha quando ele me telefonou...
Qualquer um pode se enganar. � mais que natural.
Est� bem! Se estivesse no voo das seis teria chegado em casa �s dez.
Como n�o chegou supus que tivesse tomado o voo seguinte.
Acha que teria contado isso a um louco?
Ent�o, vai fazer o qu�?
Vai atirar em mim? Me esfaquear, me bater?
Me conta uma coisa, seu maluco.
Foi um homem ou uma mulher que voc� matou?
Uma mulher. Era minha esposa.
J� vi esse seu olhar em muitos outros rostos.
Nunca ouvi ningu�m confessar um assassinato.
N�o tenho certeza se a matei.
Estava sozinho com ela em casa...
e minhas digitais ensanguentadas estavam por todo lado.
Voc� a odiava?
N�o...
Eu a amava muito.
Mas como era ela?
Parecia-se comigo?
N�o.
Era diferente.
Por que n�o tem certeza se a matou?
Porque n�o tinha raz�o para mat�-la.
E ela n�o tinha raz�o para se matar.
Cheguei em casa tarde naquela noite.
Ela estava no banheiro e a torneira estava ligada.
Eu a chamei...
e ela n�o respondia.
Acho que arrombei a porta.
Encontrei-a deitada na banheira.
Com a garganta cortada.
Um corte profundo.
N�o lembro mais nada depois disso.
Se n�o lembra se matou ent�o...
como saber se n�o matar� algu�m de novo e n�o lembrar?
Porque agora sei que estou s�o.
Se n�o for pego dentro de 14 dias terei chance de prov�-lo.
- Por que 14 dias? - � a lei.
E vou me aproveitar disso porque estou s�o.
Mas essa fuga, essa invas�o da minha casa...
Chama isso de sanidade?
- Para mim � o certo. - Assassinar tamb�m foi.
Espero que nunca sabia o que � conviver com loucos criminosos.
� como conviver com crian�as muito perigosas e est�pidas.
Eles vivem como que num po�o e com o tempo...
parece que a gente acabar� l� dentro tamb�m.
E se isso acontecer estar� perdido para sempre.
Mas n�o � insano achar que pode...
se esconder um minha casa durante duas semanas?
Se n�o me pegarem at� amanh� achar�o que consegui escapar.
Se dispersar�o pelos campos e a� ent�o eu irei embora.
At� l� ficarei aqui.
Bem, n�o posso fazer nada, n�o �?
A casa � sua.
- Agora, se me d� licen�a... - Ter� que dormir aqui.
Para eu ficar de olho em voc� e nas portas.
J� volto.
Tem telefone aqui?
N�o, nenhum.
H� cinco anos diria exatamente que perfume voc� usa.
As pessoas s� querem entender uma coisa.
Onde estava a pol�cia.
Imagine uma crian�a que tivesse sido estrangulada por um assassino.
A crian�a est� morta, n�s somos a pol�cia, n�s somos culpados.
Tome um homem, bom para seus filhos, apaixonado pela esposa.
Um dia d� uma louca nele e dizima a fam�lia inteira.
Podemos cham�-lo de criminoso sem tentarmos descobrir um motivo?
Meu juramento foi zelar pela seguran�a e bem-estar do povo.
� meu compromisso e � o que farei contra qualquer criminoso, s�o ou insano.
Eu entendo, Bickley...
Desculpe interromper, senhor.
Ah, senhor...
- Will Smith encontrou esta jaqueta... - L� no riacho, senhor.
- Logo no come�o da Wood Road, sabe? - � mesmo?
Alguma ideia a quem pertence?
N�o temos certeza, mas disseram que o foragido vestia um igual.
� do Dr. Fleming. O mesmo que Forrester pegou.
- Vasculhem a �rea de novo. - Sim, senhor.
Onde estar� Forrester agora?
Provavelmente escondido na charneca, todo ensopado, pobre diabo.
�s vezes fico para aqui horas olhando essa roda.
Depois de um tempo...
sinto como se eu...
como se fizesse parte dela.
Me sinto dando voltas e mais voltas...
Todo mais deixa de existir.
Sou s� eu e a roda.
Esta casa se parece mesmo com voc�.
Suave e elegante...
E essa roda girando bem no meio.
Como � ser quem voc� �?
Vivendo nesta casa, com essa roda, entra dia sai dia.
Antes eu achava que pessoas interessantes viriam me visitar.
Que ter�amos conversas inteligentes e animadas.
Seria uma "salon".
Um "salon" em Milhampton.
Mais f�cil se tivesse sido em Born�u.
Mesmo sem tudo isso, voc� tem o mundo todo aqui.
Dif�cil encontrar melhor que isso.
Pensei que casar com Evan mudaria minha vida.
Que ele me tornaria a mulher que sempre quis ser.
Com vestidos lindos, uma vida excitante.
Que seria amada.
E n�o �?
Evan amaria qualquer esposa.
Se n�o fosse eu n�o faria diferen�a alguma.
O que ele ama � ter uma esposa.
Est� fazendo frio aqui.
�.
Encontrei a jaqueta a umas duas milhas daqui.
Est� certo.
Cobriremos esta �rea aqui depois prosseguiremos rio abaixo...
a 50 metros um do outro.
Oh!
Alex!
Alex, o que aconteceu?
Eu vi... estava morto.
Na roda do moinho.
Com a garganta cortada.
Alex, para, para! Vou pegar um licor.
N�o, eu vi!
Um corte de orelha a orelha. L�, na roda.
Alex, est� vazio.
N�o tem nada l�.
Eu apaguei. Por quanto tempo?
S� por um minuto. Acordei assim que ouvi voc� cair.
Foi?
Ou me deixou ca�do at� que ligasse para a pol�cia?
Alex, que maluquice.
� um pesadelo, algo que sonhou. N�o � real.
Onde est� seu marido?
Smith! Vamos voltar!
Est� bem, est� bem, j� vou.
Meu Deus!
Rogers...
Rogers!
- Meu marido chegar� de manh�. - A menos que esteja morto.
Alex, para de falar isso.
Est� dizendo isso porque o matou?
Como podia t�-lo matado? Estou aqui com voc�.
N�o estava �s seis horas.
Alex, ele voltou �s seis?
Voc� cruzou com ele no bosque?
Ele tentou par�-lo?
N�o entende? Eu estava fugindo daquele lugar. Era s�...
O qu�?
Eu corria pelo bosque...
trombei contra uma �rvore...
Perdeu a consci�ncia?
Como quando matou da �ltima vez?
N�o se lembra, Alex?
Bem, sei que est� morto. E sei que a garganta foi cortada.
Quanto � hora n�o posso dizer. Estava debaixo d'�gua.
Por alto, h� nove, dez horas.
S� estou supondo, claro. Alguma ideia quem seja?
Muito boa.
Algu�m dado como desaparecido?
O �nico desaparecido � o man�aco assassino do manic�mio.
Pena que n�o seja ele sob o cobertor.
Muito bem levem-no para o necrot�rio.
� seu marido, Sra. Thomas. Aconteceu um acidente.
Ele est� ferido?
Foi o avi�o?
N�o, n�o foi isso.
A pol�cia encontrou o corpo de um homem e cr� que possa ser seu marido.
Pode haver alguma liga��o entre...
o que aconteceu com seu marido e a fuga de Forrester.
Queremos que nos acompanhe para identificar o corpo.
Eu sinto muito.
Eu... eu...
preciso mudar de roupa...
Mort!
Vi o carro da pol�cia a� em frente.
A cidade inteira est� em polvorosa.
Coitado do Sr. Thomas.
A �ltima pessoa no mundo pra ser encontrada nua.
- Mas Daphne... - Era muito aprumado.
- Senhora... - Barnes.
- Como vai. Inspetor Bickley. - Ah, Jeff Bickley!
Conhe�o voc�.
Est� feliz com seu emprego aqui?
Tem sido �timo.
Quando comecei a senhora se sentia meio solit�ria.
Mas come�ou a ficar mais animada este ano.
Era um grande prazer v�-la rir.
- Agora acabou. - E o Sr. Thomas?
Que horror ser assassinado por um lun�tico.
Ol�, Sra. Barnes. Que bom que veio.
Ah, meu Deus... Mas n�o se preocupe com nada.
Mildred?
Aqui � a Daphne.
Bem, ela foi identificar o corpo.
Mort Rogers e uns psiquiatras do manic�mio vieram peg�-la.
- Ela teve um ataque hist�rico? - N�o. Controlad�ssima.
Lembra do dia que vieram me avisar...
que meu marido prendera o p� no debulhador?
Como poderia esquecer?
Acho que passei umas duas horas aos gritos.
- Acho que foram tr�s. - Tr�s horas?
Bem, � o que qualquer mulher normal faria.
Ela n�o chorou nem um pouco?
N�o derramou uma l�grima.
E Mildred...
Ela dormiu no sof� aqui embaixo de novo.
- Demorou muito para morrer? - N�o muito, Sra. Thomas.
Pela apar�ncia, n�o muito.
A Sra. Barnes ainda estar� em casa quando chegar, Sra. Thomas?
- Rogers, acompanhe a Sra. Thomas. - Sim, senhor.
Meu Deus, como ela est� abalada!
A gente l� coisas assim nos jornais mas...
quando se v� tamanha barb�rie!
Quem consegue sobreviver?
# Pela manh�, ao nascer do sol #
# Ouvi no vale uma rapariga a cantar #
# N�o me engane, n�o... #
N�o ser� mais incomodada, Sra. Thomas.
Ellis � de confian�a e ficar� aqui em frente.
Obrigada. Muito obrigada.
Isso, pronto, agora sim.
Que dia horr�vel para a senhora. Sei muito bem como �.
Viu o falecido, senhora?
Abri uma lata de arenque. Fiz uns sandu�ches...
para as pessoas que v�o vir visit�-la.
Pessoas?
Em casos de falecimento amigos sempre aparecem para dar uma beliscada,
tomar um chazinho e dar as condol�ncias.
- N�o entendo de falecimentos. - Ah, eu j� fui a muitos enterros.
Deve procurar a loja do Sr. Beasley para os preparativos.
Ele tem uma bela sele��o.
Carvalho leg�timo com al�as de bronze...
por pre�os a partir de 12 libras at�...
Sra. Barnes, j� acabou l� em cima?
Sim, senhora. E aqui embaixo.
S� falta lavar umas coisas.
Pode deixar ent�o.
Acho melhor me ocupar com alguma coisa.
Eu compreendo, senhora.
Se acha que ficar� bem sozinha...
Est� bem.
Tirando Daphne Barnes acho que n�o sobra ningu�m pra ficar com a Sra. Thomas.
Se aparecer algum rep�rter pode deixar que eu despisto.
Muito bem. Mandarei algu�m �s cinco horas para rend�-lo.
Certo.
N�o me agrada deix�-la nessas condi��es.
Mas tem horas que ningu�m pode ajudar.
Boa tarde, senhora.
Alex.
Alex.
Alex!
Alex.
Alex.
Alex.
Alex!
Alex.
Alex!
Alex!
Alex.
Oh, seu vig�rio... Entre, por favor.
Cara Sra. Thomas, teria vindo assim que soube.
Mas houve uma pequena confus�o no ensaio do canto coral.
- Foi muita gentileza ter vindo. - Quando soube da terr�vel not�cia...
pensei, o que faremos?
A morte chega para todos, deixando a sofrer quem fica...
- Que coisa mais chocante. - Eu mesma custei a acreditar.
S� queria ficar sozinha.
Cuidado com o degrau...
Ah, mas n�o deve. N�o pode ficar aqui sozinha.
Precisa de mais que simples amigos por perto.
Precisa de uma m�e.
- Sua m�e, vig�rio? - Infelizmente n�o.
N�o. Ela chama-se Sra. Broome.
Conhe�o-a desde menino.
Esta pobre alma j� passou por muita coisa.
Quando tenho algum problema, recorro a ela.
Sei que muitas vezes n�o atendo �s expectativas do Senhor.
Mas hoje Ele me guiou.
E meu cora��o diz que isto � o correto.
Vou deixar esta querida senhora aqui com voc�.
Mas eu n�o preciso de nenhuma ajuda.
N�o, n�o, n�o, est� tudo resolvido.
Bem, preciso partir para Throxton para visitar o bispo.
� minha visita anual e n�o me atrevo chegar atrasado.
Nossa, estava t�o seguro de estar fazendo a coisa certa.
O filho da Sra. Broome s� passar� para peg�-la amanh�.
Encontraram o corpo do meu marido.
Onde?
Disse que viu um cad�ver na roda do moinho?
Vi sim um homem morto.
Mas n�o na roda.
Encontraram-no onde voc� o matou.
- No bosque. - Eu n�o o matei!
O cad�ver na roda foi uma alucina��o.
Ent�o por que n�o contou para a pol�cia? Teve oportunidade.
E admitir que abriguei o assassino do meu marido?
E o segurou em seus bra�os.
Isso foi antes de eu saber!
Acha que matei seu marido?
Ent�o vingue-se e me mate.
N�o, eu n�o sou assassina. Voc� �.
E n�o sou louca. Voc� �.
E esteja certo de que vai morrer pelo que fez.
Como explicar� que escondeu um assassino noite adentro at� o dia seguinte?
Mesmo ap�s ver o cad�ver do marido.
Saia!
N�o aguento nem olhar pra voc�.
Me fizeram olhar para o Evans...
l� deitado...
Meu Deus...
Molly, n�o. N�o chore.
Em breve anoitecer� e eu irei embora.
N�o me toque!
Voc� cumprimentou meu marido?
Pediu-lhe algo bobo, como um f�sforo?
Ele o acendeu para voc�... viu quando ia mat�-lo?
Acredito em voc�.
Posso ter feito essas coisas.
Se foi poss�vel...
posso te matar da mesma maneira.
Preciso ir... agora.
Alex!
Oh, Molly... N�o, Molly.
Nas �ltimas 24 horas passamos a nos conhecer...
como poucas pessoas conseguem numa vida inteira.
Nunca a esquecerei.
Sempre estar� comigo.
Mas tenho que partir.
- Sim. - Voc� me ajuda?
Sim.
Esconda-se l� em cima.
Ol�, Sra. Thomas. Desculpe incomod�-la novamente,
mas n�o achamos poss�vel que Forrester tenha escapado.
Acreditamos que ainda esteja em Milhampton num raio de 15 km.
Faremos uma nova busca em todas as casas.
Por que tanta certeza de que foi Forrester?
E se tiver sido outra pessoa?
A coincid�ncia demais uma fuga e um assassinato, Sra. Thomas.
Entrem. N�o quero impedir que fa�am o que t�m que fazer mas...
o policial Rogers revistou a casa toda e...
� para sua pr�pria seguran�a, Sra. Thomas.
Estamos seguindo orienta��es do Inspetor Bickley.
- Isto � do Forrester. - Do Forrester?
- Ele est� aqui. - Aqui? Onde?
L� em cima no quarto de guardados.
- Rogers... - N�o, por favor!
Est� armado. Pegou a arma do meu marido.
Por isso hesitei na entrada.
Ele entrou, pegou umas roupas do meu marido e quando a campainha tocou...
- ele correu l� pra cima... - Meu Deus!
Alex!
Alex.
A pol�cia est� aqui.
Des�a.
Alex, precisa me ouvir.
Eu me enganei sobre voc�. N�s dois nos enganamos.
Voc� � um homem doente, Alex. Precisa de ajuda.
Alex, est� tudo acabado.
A pol�cia cercou a casa. N�o tem sa�da.
Sou seu m�dico e seu amigo.
Confie em mim. N�o vou abandon�-lo agora.
Des�a.
Como voc� chegou aqui? Quem chamou a pol�cia?
- N�o importa. � para seu bem. - Para mim importa.
Acabou. Ningu�m vai lhe fazer mal.
- Me d� a arma. - Um momento!
Quem chamou a pol�cia? Quem sabia?
Forrester, temos sua roupa aqui. Vamos lev�-lo.
Precisa se entregar e vir conosco.
Me d� a arma, Alex.
Molly.
Voc� fez isso comigo?
Sra. Thomas, pode nos contar o que mais aconteceu?
Depois que o vig�rio saiu h� pouco...
eu estava subindo para me deitar...
e de repente ele apareceu de dentro do quarto de guardados.
Molly, isso n�o � verdade! Por que est� dizendo isso?
- Sabe quanto tempo ele ficou l�? - N�o sei.
O rosto estava arranhado e...
sua roupa estava suja...
e manchas de sangue nas m�os.
Ent�o pode ter se escondido l� a noite toda.
- Eu fiquei aqui a noite toda. - Alex, n�o piore sua situa��o.
Pode continuar, Sra. Thomas.
Tinha visto o que ele fizera com meu marido...
e temi que fizesse o mesmo comigo.
� s�, Sra. Thomas. Obrigado.
Forrester, voc� est� preso acusado de homic�dio.
- Aviso-lhe que o que disser pode... - Bickley, n�o pode acus�-lo de homic�dio.
� doente. N�o distingue o certo do errado.
Molly, por que est� mentindo? O que deu em voc�?
Come�o a achar que voc� matou seu marido.
Mas n�o seria poss�vel, n�o �?
Estava aqui comigo e antes disso com ele.
Quero que voc�s me escutem!
Rogers, n�o! Bickley...
- Deixe-o continuar. - Dr. Graham, por favor.
Fleming, quero ouvir o que ele tem a dizer.
Continue, Alex.
Eu vim para c�, sim, ontem � noite...
para ficar at� que a busca fosse encerrada.
Hoje eu ia para Londres para sumir durante 14 dias.
A� teriam que me conceder uma nova audi�ncia.
Quatorze dias? Isso � coisa daquela lei vitoriana.
Continue, Alex.
Quando cheguei aqui estava com frio, todo molhado...
e desesperado.
Ela estava assustada porque eu estava alterado e...
E esta sala mexeu comigo.
Comecei a mudar.
Era tranquila e sossegada.
A lareira estava acesa e as luzes ligadas.
Foi quando voc� veio aqui, Dr. Fleming.
- Voc� veio aqui. Mark? - O que estava fazendo aqui?
Claro que vim aqui. H� meses ele s� falava nesta casa.
Parece que dei uma de mau detetive, n�o �?
Continue, Alex.
A� come�amos a conversar, como pessoas normais quando se conhecem e se gostam.
Coisas pessoais.
Insisti que dormisse aqui embaixo � minha vista.
Quando ela desceu...
estava linda e graciosa.
E seu perfume dominou o ambiente.
Estava quente... est�vamos isolados do mundo l� fora.
E eu dormi com ela a� nesse sof�.
Sra. Thomas, preciso que desminta essas acusa��es absurdas de Forrester.
Estou cansada.
Eu compreendo. Um simples desmentido j� serve.
As implica��es morais se dormiu ou n�o com Forrester n�o t�m relev�ncia.
Mas si isso ocorreu, significa que ele esteve aqui ontem � noite.
O que invalidaria tudo que nos contou.
Fiz apenas o que combinamos...
quando ouvi a sirene.
E Alex chegou...
conforme t�nhamos planejado. Mas ele n�o era o que eu esperava.
A� eu vi o Evan...
N�o era para ele ficar daquele jeito.
Eu n�o o odiava...
s� queria que sumisse.
A� chegou o Alex...
Sua inoc�ncia era de cortar o cora��o.
Voc� disse que ele era um man�aco, Mark!
Sra. Thomas, sei que est� tensa, mas estamos aqui para ajud�-la.
Ele � mais s�o que voc�, Mark.
S� queremos entender o que aconteceu.
Voc� sabe muito bem o que aconteceu.
Voc� botou o corpo na roda.
Disse que ele piraria do jeito que pirou ao ver o corpo da mulher dele.
Ent�o voc� viu o corpo na roda.
Nunca ouvi hist�ria mais fant�stica em toda a minha vida.
Muito menos eu.
E � melhor que n�o seja verdade.
Fleming, voc� j� conhecia a Sra. Thomas?
Mark me conhece. Me conhece melhor que ningu�m.
Nunca vi esta mulher!
Eu te amava, Mark.
Mas agora virou um pesadelo.
- Pare de falar! - N�o vou parar!
Cale-se, Molly!
Molly?
Ent�o voc�s se conhecem.
Voc� vem me manipulando h� muito tempo.
Me animava para que quando negassem minha soltura eu ficasse desesperado.
N�o ficarei mais um minuto aqui ouvindo tanta maluquice!
Escute o que ele diz!
Precisava de um desesperado correndo pelos bosques enquanto voc� matava Evan Thomas.
N�o s� se aproveitou de mim como m�dico...
mas como meu amigo.
Molly! O que voc� foi fazer?
Voc� matou n�s dois.
Pode lev�-lo, Rogers.
Voc� tamb�m pode vir, Sra. Thomas.
Claro.
Posso pegar minhas coisas?
N�o ser� necess�rio, Sra. Thomas.
Sra. Thomas!
Legendas: Lu�s Filipe Bernardes
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