All language subtitles for Die weisse Massai (2005)koko1910-MastersTB

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Original subtitles

Dizem que os Massai morrem quando são colocados na prisão.

Não imaginam que essa situação um dia possa mudar.

Eles não vivem no futuro...

nem no passado. Eles vivem no presente.

Eu demorei muito tempo para entender isso.

Tempo demais.

'A MASSAI BRANCA'

BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL

Marcamos uma viagem de férias de duas semanas no Quênia.

Eu queria passar nosso último dia perto do oceano.

Mas Stefan insistiu em voltar para Mombasa.

Estávamos juntos havia dois anos, e eu tinha certeza de que não mudaria.

Pode me dar a câmera?

Carola, tem um Massai ali.

- O quê? - Um Massai.

Carola?

Este país me deu uma estranha sensação de calma. Os odores...

as cores, a mistura das pessoas.

É estranho. Eu preciso de ordem, de uma visão clara das coisas.

- Stefan! - Só um pouco de maconha.

Este lugar é muito perigoso.

É nossa última noite.

Tudo bem.

Espere aqui. Espere por mim, por favor.

Só um minuto. Eu já volto, está bem?

O quê?

Mandou esperar.

- Vamos dar o fora daqui! - Espere!

Algum problema?

Estamos meio perdidos. Sabe o caminho para a balsa?

- Balsa? - Sim.

Venham. Venham.

Tire uma foto minha.

- Devo? - Sim.

Tudo bem?

- Sim. - Sim.

- Obrigada. - Certo.

- Valeu. - Obrigado.

Algumas pessoas dizem...

que há um momento na vida de cada um em que tudo muda.

Eu nunca acreditei nisso.

Merda!

Ah, não!

E agora?

Não sei.

Venham!

Venham!

Venham conosco!

- Devemos ir com eles? - Não.

- Venha. - Não.

Vamos. Do que tem medo?

Venham!

Obrigado.

- Tchau. - Tchau.

Gostariam de beber algo com a gente?

Claro.

- É muito para mim. - Só um drinque. Deram carona.

Com licença.

Posso tirar uma foto?

Sorriam, por favor.

Obrigado.

Pare, apenas residentes.

Eles são meus convidados.

Desculpe. Só residentes.

Tudo bem, tudo bem. Boa noite.

Aonde vão?

- Para a Bush-Baby-Disco. - Espere.

- Vamos com eles. - Eles não nos querem.

Obrigado.

Então, vou sozinha.

- É a nossa última noite. - Eu sei.

- Qual é o seu problema? - Nada. Só quero ficar com eles.

Olá. Três Cocas, por favor.

Saúde.

Vamos dançar?

Você não quer?

Vamos pegar uma bebida. Estamos sentados ali.

Não quero beber!

Solte! Está me machucando!

Hoje é Natal...

a celebração do amor.

Stefan!

- Entendeu? - Pare com isso!

Sinto muito. Tenho de ir.

Obrigada.

Adeus, Lemalian.

Tchau, Carola.

- Quanto é? - $ 100.

- $ 100? - É muito caro?

- Eu entendi. - Tudo bem. Obrigado.

- Olá. - Olá, senhor. Muito obrigada.

- Querem sentar juntos? - Sim.

Obrigada, senhora.

Obrigada.

Eu não vou.

O quê?

Não vou com você.

Está de brincadeira?

Carola, por favor!

Stefan, não vou com você.

- Largaria tudo por uma fantasia? - Não é fantasia.

Então, o que é? O cara dança para turistas.

E tudo o que eu faço é vender roupas.

Isso faz de vocês a combinação perfeita. Parabéns.

Você só quer é transar.

Obrigada, senhor.

Vi um homem no aeroporto certa vez.

Ele estava esperando alguém.

De repente, pulou a grade e correu para a área de segurança.

Enquanto o conduzia, a polícia perguntou a razão daquilo.

'Eu precisava', disse ele.

'Eu simplesmente precisava. '

- Olá. - Olá, Carola.

- E onde está...? - Lemalian?

- Sim. - Em casa.

Em casa? Onde é a casa?

Barsaloi, em Samburuland.

Como chego em Barsaloi?

Pegue um ônibus para Nairóbi.

Lá, pergunte pelo ônibus para Maralal.

Para Maralal? Certo.

E em Maralal?

Em Maralal, procure pela Elizabeth.

Elizabeth, certo.

Com licença. Onde compro passagem para Maralal?

- Passagem para Maralal. - Para onde?

- Maralal. - Ah, Maralal!

Olá. Para Maralal. Passagens.

- Quando sai? - Daqui a uma hora.

Certo.

O ônibus levou 13 horas.

O guia não falava nada sobre Maralal. Não havia paisagens.

Na verdade, gostei de ir para um lugar que ninguém nem sabia...

que existia.

Você está bem?

Malária. Muito ruim.

- Você é médica? - Não.

- Aonde você vai? - Maralal.

Para quê? Negócios?

Não.

Encontrar um homem.

Samburu.

Conhece esse homem?

- Esse homem? - Sim!

- Não, não conheço esse homem. - Não?

E Elisabeth... Muzungu?

Sim. Conheço Elisabeth Muzungu.

Você pode ficar tranqüila, eu conheço tudo por aqui.

Se quiser frango, eu posso conseguir...

os melhores frangos dessa cidade.

Posso conseguir uma bicicleta, se você quiser.

Se você me pagar, serei seu guia. Se quiser nadar...

te mostro a melhor piscina. Te mostro a melhor cafeteria...

Você tem que me pagar. Minha mãe está doente...

Elisabeth!

Elisabeth!

Você precisa pagá-los. Não muito.

Obrigado.

- Tchau. - Tchau.

- De onde você é? - Suíça.

Que tal um banho?

O que vai fazer quando o encontrar?

- Não estou pensando nisso. - Mas deveria.

Tenho de vê-lo antes.

Café?

Acha que sou louca, não?

- Qual é o nome dele mesmo? - Lemalian.

Um guerreiro Samburu, de Barsaloi.

Por que não? Você também mora aqui.

É casada com um queniano.

Ao menos, é uma cidade.

Barsaloi não é nada.

Só tem espinho e poeira.

Não tem eletricidade, água corrente, nada.

Samburus criam animais, moram em cabanas...

que se constroem e desmontam facilmente.

É terrivelmente difícil para nós vivermos lá. Impossível.

Ele sabe... Você é aguardada?

Como chego a Barsaloi?

Não precisa ir. Se quiser, ele a encontrará.

Como assim?

Precisa entender uma coisa: o que você quer não importa...

para um Samburu.

Esta é Carola, da Suíça.

Ela quer ficar conosco.

Tudo bem?

Este é Moses, meu marido.

- Quer comer algo? - Quero.

O que tem hoje?

- Onde está o abridor? - Na prateleira.

Um guerreiro Samburu não deve comer na companhia de uma mulher.

Não deve comer o que uma mulher cozinhou, sequer o que ela olhou.

Não deve tocar numa mulher na frente de outros guerreiros...

e ela não deve tocá-lo.

Qualquer toque é suspeito.

Especialmente...

abaixo do cinto.

Eu sei.

Eu quero ir com meus amigos. Eu quero ir com meus amigos.

Moses era o homem mais bonito de Malindi, e ele me queria.

Moses é um Kikuyu orgulhoso. Tudo o que tenho pertence a ele.

É assim que funciona. As mulheres não contam muito aqui.

Elas vêm depois das cabras.

E você?

Eu cuido da casa, do jardim. Não há muito para uma mulher fazer.

Na primeira vez que vi Lemalian...

pensei: 'É isso.

É por isso que estou viva'.

Não dá para entender. Isso nunca aconteceu.

Você tem tanta certeza.

E quanto a ele?

Espero...

Sei lá.

Nem sei se Lemalian sente a mesma coisa por mim.

Se ele sentir alguma coisa.

Como vou saber se não tentar?

Está esperando há dez dias.

Um mau sinal, hein?

Você vai voltar?

Está tudo bem?

Está tudo bem.

Está tudo certo.

Mesmo?

Sim.

Fique comigo.

Fique comigo.

Os Samburus nunca olham para trás.

Eles acreditam que dá azar. Eu não queria olhar para trás.

Sô para frente.

Espere.

Saguna.

Suíça, sim.

Está tudo ótimo!

Eu me chamo Carola.

Carola, sim.

Procuro por Lemalian.

- Lemalian? - Por aqui?

É por aqui?

Obrigada.

Boa noite, Carola.

Obrigada.

Não, não, não. Venha.

- O quê? - Não tire a roupa.

Não tire a roupa. Venha.

Pode me ajudar?

Espere!

Espere... Devagar.

Devagar.

Olho.

Nariz.

Boca.

Já cansei de pedir! Saiam da minha horta!

Da próxima vez, atiro nas suas malditas cabras!

Com licença.

Só quero dizer oi.

Está em cima das minhas cebolas.

Desculpe.

Você é da Alemanha?

Não, Suíça. Carola Lehmann.

Padre Bernardo.

- Você é italiano? - De Brindisi, Puglie.

Queria uma carona para Maralal, para comprar algo comestível.

- Como chegou aqui? - A pé.

De Maralal.

Então, está bem o bastante para voltar andando.

Preciso do meu veículo para levar os doentes.

Agora, se me dá licença, tenho trabalho a fazer.

Saguna!

Pessoas brancas não podem morar em Manyatta.

Por que não posso morar aqui?

Não é permitido.

Por que não? Sou turista.

Sem chance de morar em Barsaloi.

Você não é turista. Não é uma residente.

Você nem é casada.

Já entendi! Você quer dinheiro?

Eu tenho dinheiro.

Precisa se registrar.

Pegue a documentação em Nairóbi.

Ou se registra, ou vai embora.

Lemalian?

Onde você estava?

Por que chora?

Estou tão feliz que tenha voltado.

Mas você não pode comer com mulheres.

Mulher branca é diferente. E Nairóbi é longe de casa.

O que é isso?

Tome. É mira.

É nojento.

É muito bom. Não dorme.

Departamento de Imigração. É aqui.

Espere, espere.

Você não pode entrar assim.

O que foi? O que foi?

Arranje calça e camiseta para ele. E, principalmente...

nada de armas.

Não, por favor.

É melhor você ficar aqui, e eu entrar sozinha.

O quê? Eu não sou cachorro, tá?

Sou um Samburu Murran. Sou um guerreiro.

É, você tem razão. Desculpe. Eu sei.

Vamos voltar depois.

Sim? Vamos voltar depois.

Olho.

Nariz.

Boca.

Você me enfeitiçou.

Sim.

Joguei um feitiço em você.

Nunca mais vou deixá-lo partir.

- Machuquei você? - Não.

Pelo contrário.

Está tudo bem.

Agora você vai ter um bebê.

Carola? Carola?

Você está bem? Tudo bem, Carola?

- O que foi? - Está tão frio.

- Está bem agora? - Não.

Está frio.

Eu... não estou doente.

Eu nunca fico doente.

Está tudo bem.

RECEPÇÃO

Tome. É bom para você.

- Não! - Por favor.

É malária. Apenas malária.

Bom.

É claro que vou voltar, mas não agora.

Sim!

Não, porque eu vou morar aqui, mãe.

Sim, em uma aldeia.

Mãe, preciso do meu dinheiro. Precisa fazer isso, por favor.

Conhece aquele homem?

Não. Como eu poderia?

E por que estava rindo?

Estou feliz.

VENDE-SE

$ 80.500.

Aqui estão os documentos e as chaves do carro.

Muito obrigado, boa sorte com o carro.

- Entre! - Este é o nosso carro?

Sim!

Tchau.

Espero que não tenha pagado muito caro...

por essa lata velha.

É melhor do que nada. Vai facilitar a vida.

Você não parece bem.

Qual o seu problema, padre Bernardo?

Não pegue o caminho da mata.

Vá pela estrada para Barsaloi. Leva duas horas mais, mas...

Obrigada. Eu me viro.

Carola, eu dirijo agora.

Deixe-me dirigir. Tudo bem. Eu consigo.

Não é tão fácil, Lemalian.

Tudo bem. Quero dirigir. Eu consigo. É fácil.

- Deixe-me dirigir, Carola. - Certo, certo!

Posso dizer uma coisa? Aquela é a embreagem.

Eu sei.

E tem o câmbio.

O câmbio! Você não engatou!

Não, vá mais devagar!

Sem correr. Por favor, não vá... Por favor.

Devagar!

Tem que brecar, Lemalian! Breque!

Breque! Vire a direção!

Que droga, você podia ter nos matado!

Cristo!

Merda! Não, não...

Eu não acredito! Meu Deus!

Lemalian?

Você está bem?

Não aconteceu nada.

Por favor, entre. Por favor.

Desculpe.

Por favor, entre. Por favor.

Por favor.

Comecei a ver que certas coisas eram mais difíceis do que beijar.

Preciso ir para a Suíça.

Mas a sua casa é aqui agora, em Barsaloi.

- Vai voltar para o Stefan? - Não!

Preciso me despedir da minha família.

E tem a loja. Preciso vender a loja.

Você vai voltar mesmo?

É claro que vou voltar.

E aí vai se casar comigo?

Casar?

E vai poder se casar? Você é um guerreiro.

Haverá uma grande cerimônia em breve.

Aí, eu vou poder me casar.

Então, prometa.

Você vai voltar?

Eu prometo.

É muito bom, não?

Uma delícia, nem um pouco seco. Ótimo.

Sachertorte Nägeli é melhor. É feito com chocolate puro.

- Não, tem muito cacau. É amargo. - Mas este é doce demais.

Tem que ser doce. Não é, Carola? Você gosta bem doce.

Vou me casar.

- Não na selva! - Sim, mamãe.

Vou me casar com Lemalian. Na selva.

Não esqueça de buscar meu carro amanhã.

A transação ficou em 16.200 francos.

O resto vai para a Cruz Vermelha.

- O que você acha? - Bem...

Não iríamos suportar.

Esse tal de Lemalian...

dá até para entender, mas não para sempre.

Carola?

Sim.

Para sempre.

O que pensou?

Como sempre, todos falavam ao mesmo tempo.

Eu ouvia as diferentes línguas, e não entendia nada.

Eu tinha de voltar para casa.

Eu sempre soube que, se me amasse, você voltaria para minha casa.

Para as vacas.

Você está de brincadeira.

Vou me casar hoje. Não contei pra você?

Para os Samburus, o branco tem dois significados.

Pode ser pureza e inocência, como para nós, mas também pode...

significar desastre à noite.

Você não vai arruinar este dia.

Na verdade, eu gostaria que você viesse.

Preciso preparar a missa. Mas que Deus abençoe você.

- Você está linda. - Obrigada.

- Está tudo bem? - Tudo.

As meninas são tão jovens.

Sim, elas são jovens.

Por favor, venha.

Por que fazem aquilo?

- Precisa cortar antes de casar. - Mas ela é uma criança.

Não é mais. Agora ela é uma mulher.

- Temos de ajudá-la. - Não, Carola.

É a nossa tradição. Não podemos ajudá-la.

Eu não acredito!

Você precisa vir logo!

O que está acontecendo? Você...

Uma menina circuncidada! Vai sangrar até morrer!

Não vai sangrar até morrer. Eles sabem o que fazem.

E fica assim? Vai aceitar? Ela sequer tem 15 anos!

A maioria delas se casa com essa idade.

O seu cinismo é repugnante.

Ouça, eu tento ajudar o povo daqui.

Mas só posso fazer isso se ganhar a confiança deles...

e respeitar seus costumes.

Eu estou aqui há 20 anos, mas a circuncisão é feita há séculos.

Mas é preciso falar com essa gente!

O que acha que eu tenho feito?

Não quero influenciar você, mas deveria saber o que quer.

Aqui é tudo ou nada.

- Então, é 'tudo' para você? - Eu sou padre.

Não quero me casar com ninguém.

Regra número 1: não se podem forçar as coisas aqui.

Se eu não tivesse entendido isso, não estaria mais aqui.

Este é um conselho precioso.

- Você bebe demais. - Você bebe o tempo todo.

Estamos dando uma festa.

Grávida? É mesmo? De quanto tempo?

Quatro meses.

Gosto de você, Carola. Nunca tivemos alguém igual aqui.

Acredita em reencarnação?

- Não sei. - Se eu...

Eu gostaria de ser... Que cara é essa?

Eu gostaria de ser... Eu gostaria de ser um elefante.

Eles são tão...

Eles são tão grandes e pesados e...

Eles têm uma pele grossa tão legal e muita dignidade.

Às vezes, à noite...

eles aparecem em casa, pisam em tudo e ficam...

como criaturas de outro mundo.

Eles são tão mais fortes do que nós.

Você é um elefante também. De verdade!

Você parece uma mulher normal, mas não é.

Vou abrir uma loja em Barsaloi.

Uma loja? De quê?

De tudo que for comestível. Não seria minha primeira loja.

- Mas aqui não é a Suíça. - Loja é loja.

O que Lemalian acha?

É para ele e o povo dele.

É apenas para você mesma.

Às mulheres fortes!

E aos elefantes!

Uma loja?

Eu consigo.

Não precisamos de uma loja. Temos nossas cabras.

As cabras são suas.

Você não entende.

Não precisamos de loja.

Precisamos, sim. Eu preciso.

Preciso de outra coisa. Eu não vivo de açúcar e carne de cabra.

Vamos poder comer.

- Cadê o padre Bernardo? - Maralal.

Meu Deus!

Não posso fazer o parto. Não sou médica!

Socorro, por favor! Vamos. Temos de levá-la até Maralal.

Por favor, socorro!

Não toque nela.

Não toque nela. Carola, não, não. Não toque nela.

- Ela está enfeitiçada. - O quê?

- Não toque nela. - Ela não está enfeitiçada!

Vai morrer se não a ajudarmos! Por favor!

Meu Deus!

Por que ninguém quer me ajudar?

Ajudem-me!

Meu Deus, ajudem!

Por favor!

Por favor, ajudem!

Por favor.

Por favor.

Por favor, me ajude.

Meu Deus, sinto muito! Desculpe!

Merda!

Vá embora! Por favor, vá embora!

- Vou ajudar você. - Vá!

Tudo bem, vá.

- Vá, está bem? - Tudo bem.

Cadê o Moses?

Está no litoral.

- No litoral? - Carola, estamos de partida.

Semana que vem.

Moses arrumou um emprego em Malindi. Teremos mais dinheiro.

E não ficarei muito sozinha.

Ei, qual é o problema?

Você brigou com Lemalian?

Às vezes acho que, quanto mais fico aqui, menos o entendo.

Não se consegue entender esses homens. Não está nos planos.

Pode-se apenas viver com eles, o que também não está nos planos.

Não quero acreditar nisso.

A vida aqui às vezes é muito fácil...

e, às vezes, muito difícil.

E ainda assim é a mesma vida.

Você vai conseguir.

Sim.

- Arroz. - Você tem xícaras?

Sim. Ali, por favor.

- E o sabão. - Sim.

- Papel higiênico. - Papel higiênico. Obrigada.

- E isto deve ser... - Sim.

- Obrigada. - Eu que agradeço.

Tome.

- Muito obrigado. - Bom proveito.

- Bem, até a próxima. - Até mais.

Carola!

Este é o Mike, meu sobrinho.

- Ele vai ajudar. Você paga. - Seu sobrinho.

- Não preciso dele. - Precisa, sim.

Não vai poder abrir a loja.

Você tem alvará?

- Tudo bem. - Tudo bem?

Certo.

Muitas pessoas. Gente demais.

Preparados?

Açúcar?

Mike? Mike?

Preciso de mais açúcar.

Mike!

Por favor, sente-se.

Eu estava guardando isto...

para uma ocasião especial.

Que é hoje?

Eu julguei você mal.

Os brancos que costumam vir para cá...

são turistas ou aventureiros.

Eles não deixam vestígios.

Parece que você estava bem decidida. Meus respeitos.

Obrigada.

- Obrigada. - Bem...

vamos fazer um belo brinde ao seu negócio.

Não deve fitá-las nos olhos.

As pessoas.

Isto é, os homens.

Perdão?

Não se costuma fazer isso por aqui.

Pode ser mal interpretado.

Preciso olhar para os clientes, não?

Sim, claro. Mas não subestime os problemas.

Não me subestime.

Não é você que me preocupa.

O que está fazendo?

- Não, não! Eu pego! - Obrigada.

Por que a porta está aberta?

O quê?

Quem estava aqui agora?

Ninguém. Por quê?

Era o seu amante.

- Sei que você tem um namorado. - Não!

Está mentindo para mim, para o seu homem.

Você tem um namorado, e ele estava aqui.

O quê? Isso não é verdade!

É absolutamente ridículo! Por favor, Lemalian...

Cale-se!

Pare com isso.

Por favor, pare.

Isso é loucura.

Por favor, não continue.

Pare!

Você envergonha a mim e ao meu povo.

Agora eu sei.

O bebê não é meu.

É o bebê de algum outro.

Chega, Lemalian. Por favor!

Por favor, pare com isso. Pare!

Por favor, pare!

Você não tem namorado.

Desculpe.

Eu sinto muito.

Não faça isso de novo.

Tudo certo.

Cadê o Lemalian?

- Ele está na selva. - Quero falar com Lemalian.

Ele está na selva. Escute, está certo.

São $ 700,20, por favor.

Pendure.

- Vai marcando. - Pendurar?

- Você quer crédito? - Eu sempre tenho crédito.

Não tem crédito. Só com dinheiro!

Eu sempre tenho crédito.

- Quem? - Família.

Somente família.

E vizinhos.

Mas são todos vizinhos. Inclusive o subchefe.

- Ele sempre tem crédito. - Chega, por favor.

Por favor, chega de crédito!

Por quê? Eles são nossos amigos.

Eu sei. Todos são amigos aqui.

Mas precisamos do dinheiro. Entende?

Pode mandar vir mais do banco, da Suíça.

Droga! O que acha que é isso? É uma loja. É negócio!

Desculpe.

Eu sinto muito. Desculpe.

Tudo bem. Já está anotado mesmo.

Mas, por favor, agora chega.

Certo.

Nada de crédito.

Lemalian.

Não, não!

Isto... Não, não!

Tome, você precisa tomar.

Meu bebê.

Parou de se mexer!

Não se mexe mais!

Não, não! Cristo!

Meu Deus! Parou de se mexer!

Vocês o mataram! Não! Não!

Olá. Está me ouvindo?

Está me ouvindo? Sou a Dra. Banderas, do Atendimento Aéreo.

Está consciente. Os olhos estão amarelos.

Devagar!

Segurem a cabeça.

Muito bem. 1, 2, 3, levantem!

Certo, entendi. Está bem. Obrigado. Câmbio e desligo.

Ela está bem agora.

Não corre mais perigo.

- E o bebê? - Não sabem.

Sarai?

Sarai.

Para que o dinheiro?

Pela proteção.

Proteção?

Devolva o dinheiro.

Dê-me o dinheiro.

Isso é muito ruim. Não vamos ter mais proteção.

Só temos isto?

Não, sem crédito.

Não, não dou mais crédito. Lamento, mas acabou.

Agora é diferente. São $ 350. E não tem mais crédito.

Certo.

Andando.

Vou contar para o meu tio.

Suma!

Fique longe, é melhor não voltar!

- Não é bom. - É muito bom.

Não é bom.

Não consigo. Ainda não.

É muito cedo, precisamos dar um tempo.

Lemalian!

Saguna?

Saguna?

Mike!

- Vou matar você, desgraçada! - O quê?

- Tenha calma. - Eu vou matar você!

- Lemalian! - Eu vou matar você!

Já chega, Lemalian! Por favor, pare!

Cale-se!

Você tem de pagar duas cabras ao subchefe...

por ter despedido o sobrinho dele.

Está bem.

O subchefe tem que pagar cinco cabras...

porque o sobrinho dele atacou você.

Lemalian, tome.

Está tudo bem?

A loja é sua. E, agora, as cabras também.

Agora, eu cuido das cabras da esposa.

Quantos?

- Oi, querida. - Olá, mamãe.

Tomates?

- Sim, tudo bem. - Ótimo. Isso é tudo?

- Como vai sua esposa? - Muito bem.

- Dê lembranças a ela. - Certo.

Posso pegar emprestado?

Muito bom.

Acho que vou voltar por causa das cervejas.

Sim, claro. Eu estou sempre aqui.

- Esse é o seu namorado? - Não!

Claro que não. É um freguês. Sabe disso.

- Não, ele é o seu namorado. - Qual o problema?

Lemalian, você é meu marido. Amo você.

Lemalian!

Deixe-a aqui!

Mandei deixá-la aqui!

Lemalian! Por favor, deixe...

Você tem namorado.

É uma vadia!

Vamos para casa. Corra!

O que é isso?

O que é isso?

O quê?

Céus, uma cabra!

Que coisa horrível!

- É coisa sua. - O quê?

Saiu de você.

Isso não saiu de mim.

- Você está louco. - Cadê seu namorado?

Cadê seu namorado? Sei que dorme com os fregueses.

Aquilo saiu de você.

Você está louco, completamente louco!

Vou matar seu namorado!

- Vou matá-lo agora! - Pare com isso!

Pare!

- Não toque em mim! - Por favor!

Não toque em mim!

- Pare com isso! - Não me toque!

Não dá para continuar. Não dá mais.

Não posso seguir assim.

Não agüento mais.

Agora você me respeita?

- Você dorme com minha mulher! - Não sabe de nada!

- Você dorme com minha mulher! - Não sabe de nada!

Sei que você dorme com ela!

Eu adoraria ajudá-la, Carola. Se eu ao menos soubesse como.

Ninguém pode me ajudar.

Isso provavelmente é verdade.

Férias.

Sim.

É só por umas duas semanas.

Na Suíça.

- E Sarai? - Vou levá-la comigo.

Por quê?

Porque minha mãe quer conhecê-la.

Agora preciso da assinatura do pai aqui.

Lemalian.

O pai precisa assinar aqui.

O que está escrito?

Nome da criança: Sarai Lehmann.

Não, o nome dela é Mamutelil. Ela é minha filha.

Claro que ela é sua filha.

Tem gente esperando na fila. Vai assinar?

Próximo!

Por favor, assine.

Por favor!

O ônibus sai em 15 minutos. É pouco tempo. Por favor!

- Você vai voltar? - É claro que vou voltar!

- Por gentileza... - Sim?

Pode ler de novo?

Nome do pai: Lemalian Mamutelil.

Nome da mãe: Carola Lehmann.

Nome da criança: Sarai Lehmann.

É Mamutelil.

Você vai voltar?

Pode ler, por favor?

A assinatura do pai é necessária.

- Tem uma caneta? - Sim.

Sei que nunca mais vai voltar.

Carole Lehmann e sua filha vivem desde então na Suíça.

A partir do livro autobiográfico de Corinne Hofmann.

Adaptado por Videolar Revisão: Volzen

Ressincronia e Revisão Final: Edo

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