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JANEIRO DE 1998: DENNIS RODMAN AUSENTOU-SE COM PERMISS�O
DOS CHICAGO BULLS POR 24 HORAS.
AUSENTE SEM AUTORIZA��O POR 88 HORAS.
Lembro-me de estar em Las Vegas com ele.
Foi instant�neo! A festa come�ou logo.
Bota abaixo. Tragam as put�fias!
Putas e gald�rias, aprendam.
- As putas espertas. - Estava a gravar?
O Dennis tinha de ter um escape.
Ele gostava de sair e ir � discoteca.
�amos ao restaurante preferido dele, a uma discoteca
e a after-hours. N�o parava.
O importante � divertirmo-nos.
Ser a namorada do Dennis era um risco profissional.
Ele era louco.
� hora do kamikaze
� hora da divers�o
� hora do kamikaze
Bota abaixo, cabr�o!
Mas para ser sincera, n�o sabia o hor�rio da equipa.
N�o sabia que ele se tinha baldado.
O Dennis voltou a tempo?
N�o voltou a tempo. Tivemos de o tirar da cama.
N�o vou dizer o que estava na cama, onde ele estava e...
Batem � porta. � o Michael Jordan
e... eu escondi-me.
N�o queria que ele me visse assim, portanto...
Escondi-me atr�s do sof�, coberta com os len��is.
"V� l�... Temos de ir para o treino."
O Dennis voltou para o est�gio.
E foi assim o ano todo.
Queria dizer-te...
Fizeste algum exerc�cio, Dennis?
Tens de fazer exerc�cio para os m�sculos tamb�m se lembrarem.
Ele conseguiu vir at� ao treino, Phil. N�o pe�as tanto.
O Michael e o Scottie aceitaram-me.
Disseram: "Ele faz estas coisas, mas � muito empenhado."
Divirto-me e trabalho � s�ria.
Acho que nos damos muito bem porque queremos ganhar o campeonato.
Kamikaze.
UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
Uma jogada espetacular!
E acaba o jogo!
O Est�dio de Chicago est� ao rubro!
N�o h� nenhuma trai��o.
Est� na hora de sair.
Ser� o �ltimo ano do Phil nos Bulls.
As expectativas s�o altas?
- Daqui, vamos para onde? - Quanto tempo pode durar?
EPIS�DIO IV
22 DE JANEIRO DE 1998
Depois das f�rias, o Dennis voltou aos treinos.
E o principal objetivo do Phil era recuperar o Dennis.
E come��mos a fazer o exerc�cio �ndio.
Come��mos a correr em fila.
E o Phil apita. Quem estiver atr�s, corre para a frente.
N�o podemos parar. Quem vai � frente controla o ritmo.
Eu digo: "Isto � fodido,"
porque tenho de fazer o "exerc�cio para p�r o Dennis em forma",
quando n�o tinha tirado f�rias.
E disse a todos: "Quem estiver � frente
que v� devagarinho, foda-se.
Vamos apenas correr lentamente.
E o Steve Kerr e o Jud Buechler v�o para a fila e come�amos todos
a correr muito lentamente e depois
o Dennis arranca.
O Phil apita.
S� podemos parar quando apanharmos o Dennis.
Fizemos quatro voltas para o apanhar.
J� era dele, precisava de fugir.
Sinceramente, o Dennis estava sempre l�. Sempre no seu melhor.
O Phil percebeu que eu era diferente.
O Phil conhecia-me muito bem, porque sabia que eu
fazia tanta merda. Mas tinha de me focar.
Por isso era t�o bom jogar naquela equipa,
eles eram... Se algu�m precisava de algo, eles apoiavam.
E o Phil era porreiro.
O Dennis � sempre um rebelde, a dada altura.
Ele quer fazer parte do grupo, mas tamb�m quer ser aut�nomo.
Gostamos que ele seja um n�o conformista.
Mas quando chega a hora de competir,
ele d� sempre tudo em campo por n�s.
Eu e o Dennis temos... um la�o amer�ndio.
Um dia, eu e o Dennis encontr�mo-nos na sala da equipa.
Eu tenho um colar de garra de urso,
uma carapa�a de tartaruga de outra reserva amer�ndia
e v�rios artefactos amer�ndios.
E o Dennis diz: "Ena!"
Disse: "Tenho um colar dos �ndios ponca do Oklahoma.
Percebo dessas coisas."
E eu digo: "Dennis, na tradi��o deles, e na tradi��o que eu conhe�o,
serias um heyoka, uma pessoa que anda ao contr�rio.
H� pessoas diferentes e tu �s um heyoka.
�s o heyoka desta tribo."
Ele n�o me via como jogador.
Mas como um grande amigo.
Entendeu que precisava dele para me inspirar.
Ele quer que eu me mantenha firme.
Nunca conheci um treinador t�o diferente...
BASE DOS BULLS - 1993-98
... e genu�no, quando era preciso unir o grupo.
Ele tinha um genu�no interesse pela hist�ria amer�ndia
e integrava isso na nossa pr�pria cultura.
POSTE DOS BULLS - 1993-99
Trouxe a filosofia do budismo zen e dos amer�ndios.
O importante era focarmo-nos, jogar como um s�.
Na minha inf�ncia em Great Falls,
os meus av�s tinham uma pens�o com cabanas pequenas.
E amer�ndios de uma reserva famosa
costumavam ir l� com os filhos.
E comecei a aprender cada vez mais sobre esta cultura amer�ndia.
Havia uma negatividade por brincar com estas crian�as.
N�o senti isso.
As crian�as brincavam aos cowboys e �ndios.
Eu era sempre o �ndio.
O meu pai era pastor.
A minha m�e tamb�m era pastora.
Ela tinha uma profunda cren�a na Segunda Vinda de Cristo.
Isso foi algo que esteve muito presente na minha inf�ncia.
"Se Cristo vier, est�s pronto
para fazer parte do grupo que ser� arrebatado?"
O meu objetivo estava sempre em conflito.
Preferia fazer desporto do que ajoelhar-me e rezar.
Joguei basquetebol desde mi�do
e acabei por ir para a Univ. de North Dakota.
Jackson est� em grande. Fez 28 pontos na primeira parte
e continua a arrasar na segunda parte.
Fui a 2� escolha dos Knicks no draft.
Entrei na equipa dos rookies no primeiro ano.
Jackson com o desarme.
Lembro-me do Phil Jackson.
Jackson bloqueia...
Estava sempre a dar porrada.
Parecia um prot�tipo do Dennis Rodman.
Estive 11 anos nos Knicks.
Tivemos sete bons anos. Fomos a tr�s finais.
White com a bola... Desarme de Jackson!
Percorre o campo em dire��o ao cesto e encesta...
Ganh�mos dois campeonatos.
Eu e o Phil escrevemos Maverick.
DE PHIL JACKSON COM CHARLES ROSEN
No livro, o Phil diz que tomou �cido.
E, achando-se um le�o, de rugir pela praia em LA.
O Phil era como um hippie e diferente da fraternidade da NBA.
Quando era profissional,
o Red Holzman encorajou-me a ser treinador
e acabei por treinar um pouco, principalmente em Porto Rico.
Passei muito tempo na Superior League, como era chamada.
Jogavam dia sim, dia n�o.
E os jogadores eram ferozes.
Jackson entra em campo para discutir com os �rbitros.
H� uma hostilidade local entre estas vilas.
Havia inc�ndios � sa�da da vila e o nosso carro era apedrejado.
Eles matavam uma galinha... num cemit�rio
e deitavam o sangue no banco da equipa visitante.
Quebradillas, a vila onde estive, era feroz.
O presidente da c�mara atingira um �rbitro
com uma arma, atingindo-o na parte inferior da perna.
E o castigo dele foi
n�o poder assistir aos jogos em casa durante o resto da �poca.
Mas havia muita paix�o pelo basquetebol
e aprendi muito com a experi�ncia.
E depois recebi uma oferta para treinar os Albany Patroons da CBA.
ALBANY, NOVA IORQUE
Apresento o treinador principal dos Patroons,
o ex-jogador dos New York Knickerbockers, Phil Jackson.
Phil Jackson.
E, em 1984, ganh�mos o campeonato.
Formaram uma equipa
e fizeram um belo trabalho coletivo.
Estou nas nuvens.
Depois, os Bulls contactaram-me
e consegui uma entrevista para treinador-adjunto do Stan Albeck.
Eu e o Jerry Krause t�nhamos uma rela��o muito boa.
Eu queria contratar o Phil.
DIRETOR-GERAL DOS BULLS - 1985-2003
Ele n�o veio muito aprumado.
O Stan era conservador.
O Phil n�o era nada conservador.
E o Stan rejeitou logo. Dois anos depois, tivemos uma oportunidade.
Desta vez, disse ao Phil para vir aprumado
e como tinha de falar com o Doug Collins, que era o nosso treinador.
Ajudei o Doug a consider�-lo e contrat�mos o Phil.
Com o Doug Collins,
um dos adjuntos era o Tex Winter.
O Jerry Krause teve a ideia de o Tex ser um mentor.
O Doug seguiria o que o Tex ensinaria.
Quando comecei h� 11 anos, contratei logo o Tex Winter.
Ele � brilhante. Um g�nio do basquetebol ofensivo.
O tri�ngulo formado...
UNIVERSIDADE DE KANSAS STATE
... entre o Extremo 2, o Base 1, que avan�ou para o canto,
e o Poste 5, s�o o v�rtice do tri�ngulo.
Ele tinha um sistema, o "tri�ngulo".
O Jerry disse: "Sigo a filosofia de basquetebol dele h� anos.
E ele tem uma filosofia que gostaria de ver nesta equipa."
A filosofia do Doug era outra.
O Doug tinha jogadas que acabavam sempre no Michael Jordan
a decidir o jogo.
O Tex dizia:
"H� uma maneira diferente de jogar."
O Tex Winter repreendia o Doug:
"Devias usar o tri�ngulo." O Doug ignorava-o.
O Doug acabou por se fartar:
"Estou farto de ouvir isso", a discuss�o acalorou-se
e o Tex deixou de ir para o banco.
Ele j� n�o treinava.
Ficava a um canto, a tirar notas sobre o treino.
O Jerry Krause ficou muito desagradado.
Nessa altura,
o Krause decidiu que eu devia trabalhar com o Tex.
VOZ DE JERRY KRAUSE
O Phil estava a aprender com o melhor treinador que eu conheci
e eu assistia.
Pensei, sabem que mais?
Isto est� a ficar interessante.
N�o te esqueceste-te de nada?
Ainda tens espa�o.
Podia fazer outro bloqueio, Mike?
Quero que rejeites a bola
para n�o passarem a bola facilmente.
Matul�o, se o teu marcador sair,
diz ao Michael que est� sozinho
para n�o ficar num dois para um.
No segundo ano, achei que o Phil podia treinar.
TREINADOR DOS BULLS - 1986-89
- Porqu�? - Pressenti.
- N�o quer elaborar? - Foi um palpite.
O Jerry queria falar comigo e disse-me:
"Posso ter de fazer algo que vai abalar esta... equipa."
"O qu�?" E ele: "Vou despedir o Doug Collins."
E eu: "� preciso tomates
para despedir algu�m que nos levou � final do Este."
7 DE JULHO DE 1989
Se vai para o trabalho, n�o deve ser o Doug Collins.
O treinador dos Bulls foi despedido ontem.
10 DE JULHO DE 1989
Tenho aqui o segredo mais mal guardado.
Como � costume, voc�s anteciparam-se.
Nos �ltimos dois anos,
Phil Jackson tem sido parte essencial desta equipa.
E est� pronto para ser o treinador. Bem-vindo, mister.
Obrigado.
J� falou com Michael Jordan?
- Sim. - O que lhe disse?
"Parab�ns! Vamos ganhar o campeonato."
O Phil assumiu o cargo e tinha uma abordagem diferente.
A abordagem do Doug privilegiava o Michael
e a do Phil privilegiava a equipa.
N�o era f� do Phil Jackson no in�cio,
porque ele ia tirar-me mais responsabilidades.
E o Doug dava-me mais.
Tex Winter, o bra�o-direito dele,
falou-lhe de uma t�tica ofensiva que ele cria
que nos tiraria deste jogo um contra um.
O tri�ngulo ofensivo est� concebido para que haja um passe que crie movimento.
Assim temos 33 alternativas que resultam desse �nico passe.
Os jogadores podem ser espont�neos e criativos usando as suas qualidades.
Assim, todos podiam tocar na bola.
N�o queria a bola no Cartwright a faltar cinco segundos.
... Cartwright lan�a sobre Rollins. Falha.
N�o � um ataque com oportunidades iguais. � um disparate.
Caramba! Michael Jordan tem 54 pontos!
Sessenta pontos para Jordan!
Jordan com 69 pontos.
FINAL DO PROLONGAMENTO
"Circula a bola."
Dizia: "Joga em equipa." E eu: "Importa � ganhar."
Falei com o Michael sobre os nossos planos.
"Claro que marcaste 37, 38 pontos por jogo nos �ltimos anos."
N�o prevejo que v�s ser o melhor marcador da liga.
O importante � a bola. Se fores o tipo que tem sempre a bola,
as equipas arranjam uma defesa contra isso,
como aconteceu com os Pistons nos �ltimos anos."
Ele disse: "Tu n�o me preocupas,
mas temos de melhorar os outros.
De criar outras amea�as."
Comecei a jogar como primeiro base,
mas o meu crescimento levou-me a ser extremo.
O ataque em tri�ngulo permitiu-me jogar mais como eu queria.
Scottie Pippen a rodar e a marcar!
O Scottie criou a chamada posi��o extremo-poste.
Em vez de estar na sombra do Michael, come�ou a sobressair
como um dos melhores da NBA.
Bela jogada de Scottie!
Na estreia como All-Star, Scottie Pippen dos Bulls.
JOGO DOS ALL-STAR
Michael Jordan est� a adaptar-se a esta nova filosofia,
que tenta alivi�-lo do fardo ofensivo.
Ele entendeu que ser ele a marcar 30 pontos...
BASE DOS BULLS - 1989-95
... n�o ganharia a final.
N�o vou ser aquele jogador
que quer voltar a ser o melhor marcador da NBA
ou ganhar pr�mios individuais.
Ele fez o esfor�o consciente de dizer: "Um jogador n�o faz a equipa."
Estou mais focado no sucesso da equipa.
� especial quando o maior �cone
de sempre da NBA entende que:
"N�o preciso de ter sempre a bola."
Claro que o tri�ngulo ofensivo precisou de alguma adapta��o,
para todos se adaptarem ao seu ritmo,
e levou-nos cerca de um ano, como equipa, para nos adaptarmos.
Mas nos play-offs de 1990, sent�amos que pod�amos vencer os Detroit Pistons.
Este � o maior obst�culo.
QUEREMOS DETROIT!
Sabemos que os Detroit Pistons ser�o um enorme desafio.
Esperamos a �poca toda por isto.
16 DE MAIO DE 1990
Chicago foram os �nicos a bater os Pistons nos play-offs do ano passado.
E agora s�o uma equipa mais profunda e equilibrada.
Sentia que pod�amos ganhar.
E lev�mo-los at� ao jogo sete em casa deles.
� o jogo da dor de cabe�a do Scottie?
Sim.
FINAL DA CONFER�NCIA ESTE - 1990 - JOGO 7
Os campe�es em t�tulo, Detroit Pistons,
obrigados a um s�timo jogo.
H� 21 500 pessoas aqui presentes para assistir a algo muito especial.
Quando acordei e desci para tomar o pequeno-almo�o, do�a-me a cabe�a.
Comecei a sentir n�useas.
Fui para o pavilh�o, fiz o aquecimento normal
e estava cego. N�o conseguia ver.
Jogo sete... Vamos!
- Sabem que hora �. - Deem o m�ximo, ajudem-se!
Sabem que hora �.
Temos o Scottie e o BJ?
- Sim. - Temos de ir.
- � agora. - Vamos.
Todos juntos.
- Todos. - Sem d�vida.
Trabalh�mos muito para isto. Vamos dar tudo.
Deixem tudo em campo.
� o jogo sete no Palace.
Bola para Detroit.
O jogo come�ou e n�o me conseguia concentrar.
Estava tudo turvo, via a dobrar, escuro e...
N�o via nada.
Pippen com um em cinco. Um em seis lan�amentos.
TERCEIRO PER�ODO
Disse-lhes: "N�o vejo nada." E tiraram-me do campo.
Do�a-lhe a cabe�a. N�o...
N�o posso duvidar disso.
Era uma daquelas coisas que s�o... � uma infelicidade.
Quando n�o vemos...
EXTREMO DOS PISTONS - 1986-92
... vemos a dobrar, temos n�useas
e temos de enfrentar o Dennis Rodman.
QUARTO PER�ODO
Pippen passa, mas Laimbeer interceta.
Faltam 4,10 segundos. A� vai Isiah.
Os jogadores dos Bulls est�o em desespero.
Est�o a tentar fazer mais do que podem,
incluindo Michael Jordan.
Vinte pontos de dist�ncia.
TALVEZ PARA O ANO, MICHAEL
Os Pistons defrontam os Portland Trail Blazers
� melhor de sete, esta ter�a-feira � noite na CBS.
CAMPE�ES DA CONFER�NCIA ESTE - 1989-90
Jordan fez 31 pontos e est� com Pat O'Brien.
Mike... Michael Jordan, no meio dos festejos.
O que est� a dizer aos jogadores?
S� lhes posso desejar boa sorte. Lut�mos muito. Eles foram melhores.
Queremos ser como eles.
Ainda temos de aguardar e tentar melhorar.
Eles jogaram melhor hoje.
Depois do jogo, sent�mo-nos no balne�rio e ningu�m disse nada.
Fic�mos todos sentados.
Pod�amos derrot�-los. Mas n�o reagimos.
Escal�mos a montanha, quase cheg�mos ao cume.
Fiquei desolado. Completamente desolado.
Chorei no autocarro. O meu pai entrou e disse:
"� apenas um jogo. Recupera, volta c� para o ano."
Lembro-me de perder contra os Pistons. O raio dos Pistons!
EXTREMO-POSTE DOS BULLS - 1987-94
Foi duro.
Eles eram uma grande equipa.
T�nhamos de mudar
para os derrotar.
N�o tocam nisto!
- Parab�ns! - Obrigado, Pat!
Ap�s esse jogo,
em vez de irmos de f�rias,
reunimo-nos e come��mos a treinar.
Todos mudaram, a come�ar pelo Michael.
Antes dos Pistons, o Michael n�o levantava pesos.
N�o fazia treino muscular.
Quando os Pistons o massacraram,
ele decidiu: "Tenho de encher."
Estava a ser completamente amassado.
E quero dar porrada.
Quero come�ar a dar luta.
Adicionar m�sculo � dif�cil
para um atleta que queima tantas calorias
a correr constantemente.
Come��mos nos 91 kg.
Adicion�mos 2 kg...
TREINADOR PESSOAL DE JORDAN
... at� ele ficar com 97 kg.
Quando decidiste encher?
Decidi para ficar forte o suficiente para enfrentar Detroit.
Era um puto magricelas.
Mas agora, com mais uns quilinhos,
posso usar a minha for�a.
Eu dizia-lhe para fazer umas repeti��es.
Mas ele fazia mais.
Se pedisse seis, sabia que ele faria 12.
Ele chegou at� a dizer:
"Em vez de me darem porrada, vou ser eu a dar-lhes porrada."
Uma das cr�ticas � que Michael Jordan � um grande jogador,
mas n�o � capaz de levar a equipa a vencer o t�tulo.
N�o os torna melhores jogadores.
Na altura, era conhecido como o jogador espetacular,
mas n�o um vencedor, como o Magic e o Larry.
O que me consumia. � verdade.
Comecei a orientar a minha energia para os meus colegas de equipa
e a pression�-los a melhorarem.
O Michael obrigou muitos jogadores
a dedicarem-se ao treino p�s-�poca.
"Vamos passar o ver�o dedicados a este objetivo,
que n�o vamos ser os vencidos. Vamos ser campe�es."
O Michael pressionava.
Nada de erros.
Parecia um dem�nio a gritar.
Cometias um erro
e ele berrava e insultava-nos.
Ele exige quase a perfei��o.
Quando vemos o nosso l�der a treinar no duro,
pens�mos: "Caramba! Se n�o me esfor�ar, n�o posso estar aqui."
Ele ensinou-me a manter-me no gin�sio.
Ele dedicou muito tempo a come�ar a criar a confian�a de que eu precisava.
O Pippen tornou-se o meu foco.
Mais do que ningu�m,
o Scottie beneficiou por jogar com o Michael...
... porque o Scottie tinha capacidade atl�tica nata.
Pippen afunda com as duas m�os!
Faltava-lhe o que o Michael trazia diariamente,
que era a motiva��o para ser o melhor, todos os dias.
O aspeto mental do jogo.
O Dumars, vou ter de ajudar, de lhe dar um toque.
Vou abrandar um pouco. Vou ter com o teu.
A cena do Pip �,
ao lado dele, tornamo-lo mais forte.
Em todos os jogos com Detroit em que o Rodman se pegava com ele,
precisava de algu�m ao lado que dissesse:
"Eu luto contigo, luta."
Eu e o Scottie cri�mos um la�o porque ele viu que podia contar comigo.
E eu pensava: "Tenho algu�m com quem posso contar."
E o Horace vinha logo atr�s.
Durante a altura em que os Pistons nos dominavam,
sempre que nos faziam algo,
queix�vamo-nos ao �rbitro ou respond�amos.
O Horace era amassado.
Acho que acertou com o cotovelo em Grant...
E voltava a chorar. Eu dizia: "N�o chores.
N�o lhes mostres isso. Assim sabem que te afetaram."
Como eles eram superiores mentalmente,
sabiam que nos tinham afetado assim que nos queix�vamos. E tinham.
Horace Grant tem de entender que o jogo n�o acabou.
N�o se pode dar oportunidades aos campe�es.
S� forte. Vamos vencer estes rufias.
Em 1991...
JORNALISTA DA ESPN - 1996-2004
... os Bulls queriam ser os mais duros.
A dor de perder outra vez contra Detroit, um ano antes,
deu-lhes, naquela �poca, uma f�ria que nunca tinham tido.
Jordan deixa a bola sair.
N�o deixa nada! Consegue passar...
Espetacular jogada defensiva de Jordan!
Desarme de Jordan...
Estar diariamente com o Michael fez-nos melhorar.
O Scottie evoluiu, o Horace evoluiu, eu evolu�.
Era bestial.
T�nhamos amadurecido em v�rios aspetos, f�sica e mentalmente.
Jordan dribla, passe para Pippen, que afunda.
Chegara a hora de sermos a melhor equipa.
FINAL DA CONFER�NCIA ESTE - 1991 - JOGO 1
E agora, o cinco inicial dos vossos Chicago Bulls...
Todos em Chicago odiavam os Pistons.
Era pessoal.
Se algu�m disser que n�o era, est� a mentir.
O primeiro jogo � melhor de sete.
Na altura, n�o falava com os meus parentes de Detroit.
N�o estava com eles. Os meus primos direitos:
"Como queiras. N�o gostamos de ti." Eles n�o gostavam de n�s.
A bola de abertura. Jogo um.
Nos �ltimos dois anos, desafiaram o nosso car�ter e perdemos.
POSTE DOS BULLS - 1988-94
Mas, nesse terceiro ano, ultrapass�mo-los.
Bill Laimbeer.
Jordan com o desarme.
Jordan!
Vai fazer dois lan�amentos.
Michael Jordan n�o vai ser intimidado.
� o l�der e sabe o que se espera nesta s�rie.
Vai manter-se firme, marcar posi��o.
FINAL DA CONFER�NCIA ESTE - 1991 - JOGO 2
BULLS VENCEM 2-0
Pensava que �ramos bons o suficiente
para a s�rie ser um pouco mais competitiva.
BASE DOS PISTONS - 1981-94
E foi o que fizemos.
Pippen contra Vinnie junto � linha de fundo.
Marca e � carregado em falta!
BULLS ARRASAM PISTONS
LIDERAM 3-0, A UMA VIT�RIA DA FINAL
FINAL DA CONFER�NCIA ESTE - 1991 - JOGO 4
Muito bem, Ahmad, � o jogo quatro de sete.
Bela simula��o de Jordan... E encesta!
Pippen...
Bela jogada de Scottie Pippen, que come�a em grande.
Tem dez pontos.
Sabemos que algo se passa.
A equipa est� desesperada.
Esfor�aram-se muito. Agora est�o mesmo desesperados.
Armstrong e Craig Hodges como bases.
Cliff Levingston, Bill Cartwright e Pippen...
Belo passe para Pippen! E � empurrado.
� falta antidesportiva.
Est� a ficar muito complicado.
O Dennis Rodman empurrou o Scottie
e podia t�-lo lesionado com gravidade.
Foi claramente uma falta antidesportiva.
Foi um golpe baixo, sem d�vida. N�o h� d�vidas.
Scottie Pippen foi abalroado.
Quando o Pippen n�o respondeu � agress�o...
... nada podiam fazer para nos parar.
O Scottie estava inabal�vel, nem quis um penso r�pido.
Quando vimos isso, tinha acabado.
Era como: "Certo, � falta.
Vamos acabar de lhes dar uma abada..."
"E dar o golpe de miseric�rdia."
Jordan com o ressalto. Passa a Pippen.
Os Chicago Bulls est�o prestes a eliminar os Pistons com quatro jogos...
Pippen consegue passar para Jordan!
E Chuck coloca os suplentes.
O homem do jogo � Scottie Pippen dos Chicago Bulls.
T�nhamos ganhado � equipa que nos tinha dado uma abada
nos �ltimos tr�s ou quatro anos.
A satisfa��o... N�o d� para descrever.
Acabou.
Foi a �nica vez que fui derrotado em todos os jogos...
... de uma s�rie. Eu � que costumava fazer isso.
Tinha chegado a hora deles e a nossa terminara.
� sa�da, o Laimbeer disse: "Sabem...
... n�o vamos cumpriment�-los.
Vamos sair assim."
Os Pistons apressam-se a sair
e dirigem-se...
N�o os cumpriment�mos. Sa�mos do campo.
"V�o-se foder. Obrigado pela abada."
Saem do banco quando ainda faltam 7,9 segundos.
Os Pistons foram-se embora.
Acho que foi duro para eles porque eram bicampe�es.
Mas tem de haver respeito.
Foram uns cobardes.
Foi assim que eles sa�ram.
"Demo-vos uma abada. V�o-se embora."
Detroit tinha uma rivalidade parecida com Boston
BASE DOS BULLS - 1985-94
Tiveram de superar Boston e conseguiram. Lembro-me...
Foi a primeira vez...
... que Detroit os venceu,
lembro-me do Kevin McHale ir ao centro do campo
e cumpriment�-los e assim.
N�o.
O Adrian Dantley estava na linha de lance livre...
... e os Celtics estavam a sair do campo durante o jogo.
Agarrei o McHale
e ele parou quando estava a sair do campo.
Foi assim que eles sa�ram. E n�o vimos qualquer problema.
Sabendo o que sabemos agora...
... e tudo o que aconteceu,
acho que dev�amos ter parado
e dito: "Parab�ns..." como fazem agora.
"Parab�ns!" "Obrigado!" "Agradecido!" "Parab�ns!"
T�-lo-�amos feito, claro que sim.
Mas n�o era isso que se fazia, na altura.
Quando perd�amos, sa�amos. Era mesmo assim.
� o Isiah, a falar da sa�da do campo.
N�o passam de tretas.
Diga o que disser agora, n�o foi isso que ele fez.
J� teve tempo para refletir.
Ou a rea��o do p�blico, que mudou a perspetiva dele.
Pode mostrar-me o que quiser.
Vou continuar a achar que ele foi idiota.
Sabendo o que sabemos agora,
e tudo o que aconteceu...
Mas n�o era isso que se fazia, na altura.
N�o era.
E podem voltar a ver os jogos de outrora,
quando perd�amos, sa�amos.
FINAL DA CONFER�NCIA ESTE - 1990
Basta reverem a nossa derrota no jogo sete.
Cumprimentei todos.
Dois anos seguidos.
Cumpriment�mo-los quando perdemos.
FINAL DA CONFER�NCIA ESTE - 1989
Prest�mos-lhes um certo respeito.
Isso � desportivismo, por muito que custe.
E acreditem que doeu, porra.
Mas n�o precisavam de nos cumprimentar.
Sab�amos que os t�nhamos vencido.
Elimin�mo-los e isso era...
Para mim, era melhor do que ser campe�o.
FINAL DA CONFER�NCIA ESTE - 1991 - JOGO 4
BULLS VENCEM A S�RIE 4-0
Limpeza!
PARTIDA PARA CHICAGO P�S-JOGO
Vai, Jerry!
Senta-te, Jerry!
OS BULLS GANHARAM 61 JOGOS NA �POCA REGULAR DE 1991,
GANHANDO VANTAGEM CASEIRA
NA PRIMEIRA PRESEN�A NUMA FINAL.
IAM DEFRONTAR OS LOS ANGELES LAKERS, 11 VEZES CAMPE�ES.
No desporto,
est� tudo a postos para o espet�culo Air-Magic na final da NBA.
Este domingo, � Michael Jordan e os Bulls
contra Magic Johnson e os Lakers.
Enquanto jogadores, queremos jogar contra os melhores.
Joguei contra o Larry
e sempre quis jogar contra o Michael.
Naquela altura, havia o estigma:
"O Michael Jordan ganha pr�mios individuais, mas n�o campeonatos."
Era a minha oportunidade
de chegar ao estatuto do Larry Bird e Magic Johson.
Acho que � algo... que eu esperava.
A equipa que ganhou mais
na altura em que joguei...
Apesar de serem experientes, n�s temos ambi��o.
A NBA � uma liga de estrelas
e nenhuma brilha mais que Magic Johnson e Michael Jordan.
Muito tem sido dito sobre as duas equipas,
mas o duelo entre os dois � o mais ansiado.
FINAL DA NBA - 1991 - JOGO 1
E vai come�ar o jogo um.
Bola inicial para os Lakers,
com Magic Johnson frente a Michael Jordan.
Est�vamos nervosos. Era a primeira vez
e n�o jog�mos bem.
Magic assiste Worthy...
Que jogada! Magic Johnson...
O Sam Perkins marca um triplo no fim.
E marca!
Os Bulls perdem o jogo um.
Todos, eu inclu�do, disseram: "Os Lakers v�o ganhar."
Ganharam na nossa casa, mas pens�vamos
que pod�amos ter ganhado, mesmo jogando mal.
Est�vamos ansiosos pelo jogo dois.
Est� tudo a postos para o in�cio do jogo dois da final da NBA.
No jogo dois, o Jordan passa-se.
Sobre Scott.
Michael Jordan est� em grande.
E marca. Doze em doze em lan�amentos para Michael Jordan!
Simula, para Levingston... Jordan...
Que jogada espetacular de Michael Jordan!
S�o 13 lan�amentos seguidos!
A coloca��o de Pippen a marcar Magic
em vez de Jordan...
Magic Johnson � o melhor base que vi jogar
e o Scottie Pippen marcava-o pelo campo todo.
Ningu�m fazia isso.
O Scottie aceitou o desafio e eu sabia o que ele ia fazer.
Via-o nos treinos.
Ele aparece � nossa frente, n�o nos larga e...
O Pip n�o lhe dava folga.
FINAL DA NBA - 1991 - JOGO 2
S�RIE EMPATADA 1-1
... Pippen com um trabalho enorme
na marca��o de Magic...
Ap�s fazermos isso no jogo dois, nunca mais par�mos.
Jordan ultrapassa Divac.
FINAL DA NBA - 1991 - JOGO 3
Os Bulls lideram 2-1 � melhor de sete.
Teagle com um em seis e origina isto!
FINAL DA NBA - 1991 - JOGO 4
BULLS LIDERAM 3-1
Os Bulls com uma vit�ria categ�rica.
Dominaram o jogo praticamente todo.
FINAL DA NBA - 1991 - JOGO 5
� simples, os Lakers t�m de ganhar tr�s jogos seguidos.
O jogo cinco, j� a seguir.
Ol� a todos, sou Bob Costas.
Este � o Trof�u Larry O'Brien.
Tudo indica que, ao final desta noite,
ser� entregue aos Chicago Bulls.
O jogo cinco foi muito renhido.
Magic assiste Smith...
Boa recupera��o...
E entra!
Os Lakers vencem por um.
Jordan com um belo movimento.
Os Bulls vencem por tr�s.
Magic...
Afunda...
No terceiro per�odo, Bulls e Lakers est�o empatados a 80.
Est�vamos no quarto per�odo, uma vantagem fr�gil.
Num desconto de tempo, o Phil pergunta ao Michael:
"MJ, quem est� livre?" E ele: "Paxson."
"Ent�o, passa-lhe a bola."
N�o precisas de lan�ar.
Vai em dire��o ao cesto.
O John est� isolado aqui.
Ainda podes criar.
Est� bem?
Ele est� de m�o quente.
O Phil disse, energicamente: "O Paxson est� livre, passa-lhe a bola."
E olhei para o Paxson.
Todos esperavam que o Jordan
tentasse algo numa dupla marca��o.
Mas n�o o faz. Simula e passa.
Paxson isolado de novo...
Ele confia que o colega marque.
Quando o Pax marca o primeiro: "Pronto, muito bem.
Vou repetir. Penetrar, encontrar o Pax."
E ele marcava um atr�s do outro.
De novo! Dezoito para Paxson!
Era o que Phil tentava que o Michael entendesse
e acreditasse durante anos:
"Estes tipos podem ajudar-te."
Vantagem de dois pontos para Chicago.
Paxson!
Sim! John Paxson de novo!
Os Chicago Bulls ganham o primeiro t�tulo de campe�o da NBA!
Fizeste a coisa certa.
Fizeste mesmo.
Adoro-te.
Scottie...
Quando cheg�mos � meta e sabemos que ganh�mos,
as emo��es que temos suprimidas,
podemos libert�-las.
Estou t�o feliz.
Todos sabem...
POSTE DOS BULLS - 1988-95
... lembram-se de quando derrot�mos Cleveland no final
e ele d� um soco no ar, muito empolgado.
Era esse Michael Jordan competitivo que conhec�amos.
O Michael Jordan ganhar a todo o custo.
�s vezes, duvid�vamos que fosse humano,
que tivesse sentimentos.
Um tipo completamente focado numa coisa.
A �nica emo��o que hav�amos visto
era f�ria ou frustra��o
Fic�mos perplexos ao ver aquelas emo��es.
Uma luta de sete anos.
De sete anos.
E quando nos ganharam,
encontr�mo-nos nos balne�rios, ele abra�a-me...
PENTACAMPE�O DA NBA
... e chora.
Estava t�o feliz pela vit�ria que desatou a chorar.
Foi um momento especial para ele e para mim.
� uma �tima sensa��o.
A perder, que fosse para eles.
Vou perder para o Michael.
E isso... � assim que deve ser.
Finalmente, encontro-me algures
entre o n�vel do Larry Bird e o Magic Johnson.
JUNHO DE 1991
JANEIRO DE 1998
26 DE JANEIRO DE 1998 AP�S O SUPER BOWL XXXII
Merda! D�-me o meu dinheiro.
Disseste para n�o mostrar a ningu�m.
N�o. Estamos aqui. N�o o mostres. Eu mostro-o.
Sim.
Denver.
Que tal esses Broncos?
Queijadas!
Seguran�a.
EXTREMO DOS BULLS - 1997-98
Este homem nunca dorme.
� o Dennis Rodman... Jr.
N�o digas isso para a c�mara.
Ele n�o dorme. Solteiro. Acha que pode andar na borga.
N�o gravem isso.
N�o gravem... Ent�o, M.
Se est� comprometido... � mentira.
M, v� l�.
� mentira, ele � um vadio.
N�o gravem isto.
- Porqu�? Dorme, meu! - � lixado.
Eu durmo bastante.
- Acordaste ressacado. - N�o, eu... M.
Os meus pais v�o ver isto, M.
Pais, ele � alco�lico.
Phil, se ele � jornalista, n�o pode estar neste avi�o.
Aqui, est�s a ver? O jornalista mais bem pago do mundo.
V� l�, o Ahmad ganha mais que eu.
N�o. Quem lhe dera. Isso queria ele. Acredita.
O FC ganhou finalmente.
Pode ser um sinal de que os tempos est�o a mudar.
E na NBA tamb�m.
Com os Chicago Bulls em viagem, o diretor tentou regressar a casa.
Jerry Krause deixou claro os planos para a pr�xima �poca.
Phil Jackson n�o voltar� e Jordan afirmou
que s� voltaria a jogar com Jackson,
Krause disse ao Chicago Tribune:
"Se o Michael sair por termos outro treinador,
a escolha � dele, n�o nossa.
Adorar�amos ter o Michael.
Mas ter� de jogar para outro treinador.
N�o vai ser o Phil."
Se o Phil n�o voltar, eu n�o volto.
N�o me deixa grandes alternativas
a n�o ser n�o jogar.
N�o h� nenhuma possibilidade de voltar?
N�o. Zero. Nenhuma.
4 DE FEVEREIRO DE 1998
Os Bulls dominavam o Este. N�o parecia haver d�vidas.
O problema era no Oeste,
a equipa que defrontaram na final do ano anterior, Utah.
Lembrem-se, isto era como uma final antecipada.
� uma prova de fogo.
Boa noite. Bem-vindos ao Delta Center.
VOZ DE DICK STOCKTON
O mais surpreendente
� o timing do artigo de Jerry Krause.
Sim, Dick. Infelizmente, � muito frio. � triste.
VOZ DE HUBIE BROWN
E pensando bem,
o desempenho e lealdade dos treinadores e jogadores
est� a ser posto em causa.
Os Bulls come�am bem, vencem 8-2.
C� vai Rodman, ap�s Pippen recuperar a bola,
e Jordan marca isolado! Os Bulls est�o em grande.
S� d� Bulls...
Grande assist�ncia de Longley para Scottie Pippen.
E vencem 47-24.
2� PER�ODO
Os Chicago Bulls est�o a arrasar os Jazz
na pr�pria casa.
Bola solta, Karl Malone...
Dennis... L� est�.
Malone e Rodman v�o ao ch�o.
� marcada falta dupla.
V�-se que isto pode gerar algo de que n�o precisamos.
Os Jazz com um diferencial de 7-0.
Uma dist�ncia de oito pontos.
Os Jazz nunca estiveram t�o perto.
Malone sobre Pippen, marca.
Marcou, tem raz�o.
- Ele �... - Sim. Impar�vel.
Sim! Os Jazz d�o a volta ao marcador em grande!
Ova��o em p� para os Jazz, que tiveram de lutar muito.
RECORDE DOS BULLS: 34-15 NA PAUSA DO ALL-STAR
Os Jazz acabam por derrotar os Bulls este ano,
em Salt Lake City.
Mas o Jerry Krause, a pergunta �:
"Porqu� fazer essa declara��o
na pausa do All-Star?" � algo para o fim da �poca.
Acho que foi uma m� decis�o da parte dele.
Reggie, isto parece um abrolhos para todos.
� o fim dos Bulls?
Legendas: Nuno Oliveira
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