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Eu podia ter sido uma bomba, estar preso, estar morto.
Mas esforcei-me muito para estar aqui.
Ouvem-se muitas coisas negativas sobre o Dennis Rodman.
Mas as pessoas n�o o conhecem.
� o que veem no campo e leem nos jornais,
e dizem: "Ele � m� pessoa."
Magoa-o o p�blico v�-lo como um tipo louco e bomb�stico?
N�o, fui eu que criei este monstro.
Mas n�o podem dizer nada de mim como membro da equipa.
Temos o grande Michael Jordan,
o Scottie Pippen, o Phil Jackson,
mas se me tirarem da equipa, ainda ganham um campeonato?
Acho que n�o.
Adoro o Michael Jordan de morte, adoro o Scottie Pippen, todos eles,
mas n�o fazem as coisas que eu fa�o.
Fa�o o trabalho sujo, ser insultado pelos outros jogadores.
Quero chegar l�, partir o nariz e lesionar-me.
Algo que me d� dor, que me magoe.
Quero sentir isso.
UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
Uma jogada espetacular!
E o jogo acabou, o Est�dio de Chicago est� ao rubro.
Antes de tudo, aqui n�o h� trai��es.
� altura de ir em frente.
� o �ltimo ano do Phil como treinador.
As expetativas s�o altas?
- Daqui, vamos para onde? - Quanto tempo pode durar?
EPIS�DIO III
27 DE NOVEMBRO DE 1997
Podem ser considerados campe�es mundiais, mas nesta temporada,
os Chicago Bulls mais parecem o velho n�mero do circo dos anos 80,
chamado "Michael e os seus Jordanaires".
Os detentores do t�tulo precisam de ajuda. Est�o a cambalear.
Quanto ao resto do elenco do MJ,
o Rodman est� com dificuldades em agir.
Michael, est� cansado de falar do Pippen?
Bastante.
At� que algo aconte�a. Que diga o que vai fazer.
Temos de continuar. Fazer o nosso trabalho.
28 DE NOVEMBRO DE 1997
Vamos, pessoal.
Primeira reuni�o com Michael, o jogador, contra Larry, o treinador. Bulls e Pacers.
Dennis Rodman, bloqueado pelo Dale Davis. Reggie Miller.
Vejam a mudan�a, passa pelo Jordan em dire��o ao aro.
Phil Jackson, j� vimos essa express�o antes.
Os Pacers para a vit�ria, os Bulls a 8-7.
Na �ltima temporada, Chicago s� perdeu o s�timo no jogo 56.
Falh�mos muitos lan�amentos f�ceis. N�o lan��mos bem a bola.
Mas o que deu cabo de n�s foram os nossos ressaltos.
Os ressaltos foram horr�veis.
N�o os consegu�amos, batiam na tabela.
O Dennis est� ali desfasado, atr�s de todos
no seu entusiasmo pelo jogo.
REP�RTER DA ESPN - 1996-2004
O Dennis Rodman � o melhor defesa que j� vi nos �ltimos 30 anos.
O problema era que nem sempre estava motivado para jogar.
Outro per�odo em que estou muito aborrecido.
Tenho de arranjar maneira de despertar o interesse.
... foi abaixo da cintura, n�o? Falta intencional.
N�o me apareceu.
H� muita coisa que n�o vejo.
Mas, da maior parte das vezes, vejo o que faz.
O Dennis n�o aceitou o papel...
... "O Scottie n�o est� e precisamos que sejas mais respons�vel.
Preciso de contar contigo."
Por volta dessa altura, tivemos um jogo e ele foi expulso por uma raz�o qualquer.
Eu fiquei em choque, porque ele foi expulso do jogo
e deixou-me sozinho, porque o Scottie n�o jogava.
E o Dennis sabia que tinha feito asneira. Ele sabia.
Oi�o algu�m bater � porta do meu quarto de hotel.
O Dennis nunca vem ao meu quarto,
entra e diz: "Meu, tens um charuto a mais?"
Fui at� ao quarto do Michael, pedi-lhe um charuto,
mas acho que ele sabia que...
Deve ser a sua maneira...
De eu lhe mostrar: "Fui eu, fiz asneira."
N�o pediu desculpa. N�o disse nada,
mas s� ter vindo ao quarto,
era a sua maneira de dizer: "Fiz merda."
E a partir dessa altura, esteve sempre no caminho certo.
Depois, come��mos a ganhar.
Queria fazer-vos uma pergunta.
- Que horas s�o? - Horas de jogar!
9 DE DEZEMBRO DE 1997
O Scottie saiu, mas acho que o Mike tinha muita confian�a em mim,
sabia que eu o ia apoiar.
N�o o vou desiludir, nem � equipa, nem � cidade. N�o.
Rodman aclara a defesa na tabela para os Bulls.
RECORDE DA TEMPORADA: 12-7
Os Nets ainda tentaram, mas n�o chegava.
Os detentores do t�tulo, os Chicago Bulls, venceram os Nets por 100-92.
RECORDE DA TEMPORADA: 16-9
O Dennis foi quem nos uniu quando o Scottie saiu.
Teve de se focar, para sermos competitivos como �ramos.
Adapt�mo-nos depressa e, a partir da�, est�vamos lan�ados.
Rodman a tentar o ressalto, a salvar a bola no campo!
E o Kerr salta e lan�a-a no cesto!
� assim que se ganha no basquetebol.
S�o as jogadas que o Dennis faz para enaltecer a sua equipa.
RECORDE DA TEMPORADA: 18-9
Incr�vel.
DEZEMBRO DE 1997
Como um mi�do de cor a viver em habita��o social,
a vida era uma grande loucura, era tipo...
A minha m�e conduzia autocarros da escola.
Estava farta de eu n�o contribuir, de n�o fazer nada.
Que idade tinha, 18?
Fartou-se e p�s-me na rua. Vivi na rua durante dois anos.
Andava de um lado para outro, procurava s�tios onde ficar.
Nos quintais das pessoas, dos amigos, coisas assim.
Podia ter sido traficante de droga, morto, podia ter sido tudo.
N�o sei porque � que n�o me meti em drogas, mas nunca me meti.
Ficava ali a v�-los consumir, a vender, tudo o resto
e sa�a porta fora e ia para o gin�sio.
Voltava para casa, o mesmo todos os dias.
Tive sorte em ter pegado numa bola de basquete e come�ar a jogar.
E tive sorte, quando
um tipo da universidade disse: "Queres jogar connosco?"
Respondi: "Est� bem, boa."
Dediquei-me de corpo e alma. Quando me dedico, � a s�rio.
Na universidade, a minha m�dia era 27 pontos, 14, 15 ressaltos por jogo.
Tento estudar, conseguir formar-me
e tudo o resto... Quando acabar de estudar, espero que corra tudo bem.
Tivemos duas outras escolhas na segunda ronda, que vos vou dizer.
RECRUTAMENTO NBA 1986
O poste Greg Dreiling foi para Indiana e Dennis Rodman,
o jovem da Southeast Oklahoma State,
foi para Detroit, a 27� escolha do recrutamento de 1986.
Quando ele chegou a Detroit, era uma pessoa bonita e inocente...
BASE DOS PISTONS - 1981-94
... mas um pouco ing�nuo.
Nessa altura, ele era simples.
Ele dizia: "N�o sabem o que � a vida,
enquanto n�o saem e se afastam de todos,
fazem uma fogueira, cozinham na rua e olham para as estrelas."
Acho que no segundo ou terceiro ano na liga,
percebi o que sabia fazer melhor: ressaltos e defesa.
Barkley, com penetra��o em drible...
Comecei a aprender a aperfei�oar essas t�cnicas.
Rodman desarmou-o, meu Deus! Viram isto?
Os meus amigos ficavam at� tarde,
�s 3, 4 da manh�, ia para o gin�sio. Dizia: "Lan�a a bola."
Dizia: "Lan�a para aqui, lan�a para ali..."
Ficava ali, rea��o.
... bloqueia-o.
Pratiquei muito o �ngulo da bola e a sua trajet�ria.
Se � um Larry Bird, vai rodar. Se � um Magic, talvez rode.
Quando o Michael lan�a aqui, posiciono-me aqui.
Se toco no aro, �...
Toca e vai nesta dire��o. Aqui e aqui.
Toca e vai naquela dire��o.
Toca aqui e vai nesta dire��o.
Comecei a aprender como posicionar-me para apanhar a bola.
Ressalto, mantido pelo Rodman e...
Eu era como aquela erup��o de pele dos jogadores,
aquela de que nunca nos livramos, certo?
O Dennis Rodman era o desmancha-prazeres. Dava cabo de tudo.
� uma peste. Bloqueava quem queria.
Era sempre um desafio.
Era um daqueles jogadores que mudou o jogo s� por estar l�.
Se falarmos no sonho dos treinadores, n�o h� muitos como ele.
Um jogador de que me orgulho muito e de estar associado a ele.
Tinha uma �tima rela��o com o Chuck Daly.
O Chuck era o �nico que o percebia.
Se o tipo para na lateral,
est�s aqui, �s defesa, mant�m-no aqui.
Uma vez, estava a treinar com o Dennis
e o Chuck chamou-me e disse: "Deixa-o em paz.
N�o se p�e uma sela num mustango."
Na universidade era considerado desordeiro em campo?
- Tinha essa reputa��o? - N�o. Aprendi isso em Detroit.
Ningu�m nega que os Detroit
s�o uma das equipas mais f�sicas da NBA
e faz parte da estrat�gia deles,
quebrar o ritmo dos seus advers�rios.
Os Detroit Pistons eram o ep�tome...
da resist�ncia, do f�lego do basquetebol da linha do meio-campo.
VP DAS ATIVIDADES DE BASQUETEBOL DA NBA 1986-2000
Tinham tipos grandes e fortes como o Laimbeer, Mahorn, Rodman, Salley.
Tinham um grande jogador � defesa, o Joe Dumars, tinham o Isiah Thomas.
Eram uma amea�a para a seguran�a dos jogadores de topo da liga?
N�o queriam saber.
Wilkins, empurrado e vai atr�s de Mahorn.
Rivers... Empurrado com for�a. Empurram-no para o ch�o.
Na altura, podia fazer-se tudo o que se queria na NBA.
Comparado com os dias de hoje, h� 30 anos.
Na altura, podia-se literalmente bater em algu�m
e safarem-se sem penalidades.
O Dennis Rodman e o Lohaus, debaixo do cesto � luta.
Somos como uma equipa de h�quei, querem ver-nos lutar.
O Rick Mahorn ensinou-me a usar o cotovelo e disse-me:
"Se vais bater em algu�m, f�-lo de prop�sito.
N�o apanhes falta por pouco. � est�pido. Se � para bater, bate."
Ficaram com a alcunha "Os Maus Rapazes".
Tinham um jogo duro, intimidante e muitas pessoas n�o gostavam,
porque se afastava da beleza do basquetebol.
O Bird e o Laimbeer � luta.
N�o �ramos "os favoritos da liga".
N�o �ramos a equipa bonita convidada para a festa dos Lakers e dos Celtics.
Quando aparec�amos, mais parec�amos penetras.
Era como se jogava basquetebol na altura.
Os tipos do outro lado podem n�o ter tanto talento,
mas quando jogam contra os Detroit, levam uma sova.
Temos luta. O Laimbeer e o Daugherty est�o mesmo a s�rio.
N�s simplesmente... "Somos os maus rapazes."
E aliment�mos isso. E come��mos a ganhar.
CAMPE�ES DA CONFER�NCIA ESTE 1988
Os Pistons tinham superado os Celtics como reis da Confer�ncia Este
e continuavam em for�a, ao mesmo tempo que os Bulls aparecem.
Em 1986-87, quando o Jerry Krause contratou um treinador principal,
todos ach�mos que precis�vamos de algo diferente.
SAI ALBECK DOS BULLS, ENTRA COLLINS
Mostra a capacidade do Jerry.
Identificou um jovem, o Doug Collins,
como algu�m que traria a energia e o entusiasmo que a equipa precisava.
BASE DOS BULLS - 1985-94
� um jogo em que temos de ter alta energia.
Temos um n�vel alto de energia. Ganhamos hoje, temos folga amanh�,
podem passar a noite toda em LA. N�o quero saber.
Sen�o, temos treino amanh�...
O Dougie era uma lufada de ar fresco.
Acreditava em tudo que eu acreditava. Queria ganhar.
Ele era descontra�do, um �timo tipo para se jogar.
Bem-vindos, amantes do desporto, este � o casino desportivo de Chicago.
Ele faz batota.
- Meu! - Toma!
- Pois. - Apostem.
- J� sabemos porque ganha, tem reis. - Reis, � isso.
A energia do Doug na lateral era inigual�vel.
Ele saia de um jogo e vinha encharcado em suor.
Ele parecia... Parecia que tinha jogado.
Mas n�o se esque�am, descansem.
Estamos um para... quatro contra aqueles... in�teis.
Vai dar na televis�o. Quero derrotar esses tipos no domingo. Vamos a isso.
O ano antes de eu chegar,
os Bulls tinham sido derrotados pelos Boston nas eliminat�rias.
O jogo acabou. Boston ganha com tr�s seguidos.
PRIMEIRA ELIMINAT�RIA CONFER�NCIA ESTE 1986
O resultado final, 122-104, Celtics.
A equipa estava um pouco fraca.
Tinha visto o Michael jogar, mas nunca tinha estado com ele.
N�mero 34, Charles Oakley.
O segundo melhor jogador era o Charles Oakley.
Era um ressaltador feroz, trouxe muita robustez.
O John Paxson estava na equipa, o Dave Corzine.
E o treinador principal, o Doug Collins.
O primeiro jogo que treinei foi no Madison Square Garden.
Os Knicks tinham o Patrick Ewing, o Bill Cartwright, eram bons.
Hubie Brown, o treinador.
Faltam dois minutos. O jogo est� empatado.
Estou a suar em bica.
Mordi a gengiva toda, sinto-a na boca.
E vi esta m�o a aparecer... com um copo de �gua,
era o Michael Jordan. Olhou para mim e disse:
"Treinador, beba esta �gua, tire isso da boca.
N�o o deixo perder o primeiro jogo."
Eis o Jordan outra vez.
Sozinho, volta-se, cesto � tabela.
Quarenta e dois pontos para Michael Jordan.
Dez segundos do tempo de posse. Rory Sparrow a tentar.
Jordan, ao cesto, marca.
Ele marcou os �ltimos 10 pontos do jogo e acabou com 50.
Michael Jordan a bater um novo recorde em Madison Square Garden
para uma equipa advers�ria, marcando 50 pontos.
E os Bulls fazem com que Doug Collins ven�a o seu primeiro jogo,
v�-se um Doug Collins feliz ali ao fundo.
Lembro-me de estar no avi�o de volta e dizer:
"Nunca vi ningu�m como este tipo."
Eu e o Doug somos unha com carne.
Ele planeou a ofensiva
para apoiar o meu modo de jogar e a maneira como ele queria treinar.
Est� tudo bem, Michael.
Adorava a minha competitividade.
Ele compreende que o maior respeito que se pode mostrar a um grande jogador
� trein�-lo e puxar por ele.
A m�xima do Michael era:
"Cai-me em cima no treino e ganho na mesma."
O Doug sempre tentou ter uma vantagem competitiva no treino.
Eu estava nos primeiros cinco.
Quando dou por isso,
estava a ganhar e ele punha-me na segunda equipa.
Um dia, chateou-se. Achou que eu estava a aldrabar a marca��o.
Chateou-se e saiu do treino e quando volt�mos no dia a seguir,
perguntaram-me: "Falou com o Michael depois do treino?"
Respondi: "N�o tive oportunidade." Entretanto, o Michael chegou.
Fui l�, agarrei-o, dei-lhe um beijo na cara.
Disse que o adorava. Adora-me.
- Podes vir aqui para nos beijarmos na TV? - Aqui est�.
Podes dizer-lhes que est� tudo bem?
Beij�mo-nos e fizemos as pazes.
Treinei-o durante tr�s anos, desde a temporada 1986-87 at� � de 1988-89.
Quando o treinei, ele era o Jogador Mais Valioso da liga.
... dentro da �rea, encesta!
Ele foi o JMV do jogo All-Star.
Ganhou a competi��o de afundan�o...
... e foi o jogador defesa do ano.
Passe do meio-campo roubado pelo Jordan. Atravessa o campo todo.
Isso � grandeza.
Ele era agora o melhor jogador.
BASQUETEBOL PROFISSIONAL BULLS EM ALTA QUANDO � PRECISO
Com o Doug Collins, os Bulls melhoravam rapidamente,
tornando-se verdadeiros advers�rios na Confer�ncia Este.
Os Detroit eram na altura, a equipa a vencer no este,
mas quem iam ser os seus advers�rios?
Quem ia subir tanto para desafiar os Detroit?
Ia ser uma de duas equipas.
Os Bulls estavam obviamente em ascens�o,
com os seus jogadores jovens, o Jordan, o Pippen e o Horace Grant.
Mas os Cleveland eram na altura, uma grande equipa.
Estas s�o as duas equipas em ascens�o no este.
CONFER�NCIA ESTE 1989 PRIMEIRA VOLTA - JOGO 1
Os Bulls v�o jogar com os Clevs em 1989, o melhor tr�s de cinco.
Muitos observadores achavam os Cleveland melhores.
Ningu�m escolheu os Bulls.
Os media escolheram os Cavs. Todos os escolheram, o pa�s todo.
Na altura, na nossa divis�o, as equipas jogavam seis vezes.
Ganharam-nos seis vezes, 6-0.
N�o t�nhamos nada a perder.
CONFER�NCIA ESTE 1989 PRIMEIRA VOLTA - JOGO 1
Os Bulls ganham o primeiro jogo, os Cavs ganham o segundo em casa.
Empate com a vit�ria dos Cavs.
Em Chicago, os Bulls ganham o terceiro.
Chicago vence, 101-94.
Quarto jogo, Jordan tem um lan�amento extra no prolongamento, falha.
Falhou. Os Cavaliers mant�m a esperan�a.
O quinto jogo � em Cleveland.
NBA - ELIMINAT�RIAS 1989
Bem-vindos ao Richfield Coliseum para o quinto jogo
entre os Chicago Bulls e os Cleveland Cavaliers.
At� �quela altura, a concess�o,
os Bulls estavam a perder a lideran�a.
"Meu Deus, vai acontecer outra vez.
N�o v�o conseguir. V�o perder a s�rie para os Cleveland."
O jogo estava prestes a come�ar e havia outros dois jornalistas.
A jornalista desportiva do Sun-Times, Lacy Banks,
o Kent McDill do Herald e eu.
E a Lacy escolheu os Cavs para um triplo.
O Kent escolheu os Cavs para ganharem em quatro e eu em cinco.
O Michael... O jogo ia come�ar
e o Michael veio ter com a Lacy, apontou e disse: "Trat�mos de si."
Olhou para o Kent e disse: "Trat�mos de si."
E olha para mim e disse: "E hoje, vamos tratar de si."
CONFER�NCIA ESTE 1989 PRIMEIRA VOLTA - JOGO 5
Mark Price e Ron Harper no meio-campo defensivo. Cleveland tem a bola.
�amos sempre para tr�s e para a frente.
Jordan contra Harper, grande reviravolta.
E foi um jogo muito dif�cil.
S�o as eliminat�rias,
duas grandes equipas que d�o tudo por tudo.
Uma luta constante.
Houve drama nos minutos finais do jogo. Faltam 11 segundos.
- No meio do campo. - Jordan tem a bola,
salta e acerta, a seis segundos do fim.
Jordan acerta no cesto e soma 42 pontos
e os Cavaliers pedem para parar o rel�gio.
Ehlo vai fazer uma reposi��o. Leva-a a Nance, recupera-a,
vai at� ao cesto, p�e-na l� dentro a tr�s segundos do fim.
� a nossa hist�ria, aqui no Richfield Coliseum.
Uma destas equipas vai passar. Tem sido um jogo emocionante.
Os Bulls t�m tr�s segundos para tentarem um lan�amento e ganharem o jogo.
Toda a gente sabia para onde ia a bola.
Puseram o Craig Ehlo atr�s de mim, que,
sinceramente, foi um erro,
porque o tipo que me podia parar era o Ron Harper.
Est�vamos a ganhar por um.
Eu disse: "Treinador, eu trato do MJ."
BASE DOS CAVALIERS - 1986-89
E o treinador diz-me: "Vou p�r o Ehlo atr�s do MJ."
E eu disse: "Tudo bem, que se lixe esta merda."
Defesa!
Elabor�mos uma jogada, eu ia ter com a bola.
Mas s� tinha tempo para um drible e um lan�amento em suspens�o.
Com este cen�rio, era ou vai ou racha.
Estava a fazer tudo para chegar � bola.
A reposi��o chega ao Jordan.
O Michael na linha de lan�amento livre, atinge o Ehlo, boa!
Os Bulls ganham!
E Chicago vence aos Cavs, 101-100.
Michael, conseguiste!
- Michael, conseguiste. - Pois!
Eu tinha raz�o, desde o in�cio das eliminat�rias,
depois dos olhares que receb�amos,
at� eu perguntei nos balne�rios:
"Foi assim que nos sentimos em Chicago? J� nos descartaram?"
Disse-me: "Alguns deles, sim."
Disse-lhe: "Que fiquem em casa."
Algu�m escreveu ou disse: "Os Bulls v�o para casa,
mandem-nos para casa."
Quando ele acerta o lan�amento, "V�o para casa, sacanas."
Saiam daqui, v�o para onde quiserem, mas saiam daqui.
Quem n�o est� connosco, v� para o inferno.
Jordan, venceu-os com um lan�amento em suspens�o no c�rculo.
Foi t�o dram�tico e era t�pico
das jogadas que vimos o Michael fazer no resto da sua carreira.
Esse lan�amento permitiu que os Bulls come�assem a crescer
e a acreditar que algo especial os aguardava.
T�nhamos finalmente ultrapassado a mentalidade de derrotados.
Est�vamos prestes a ser uma concess�o vencedora
e o c�u era o limite.
Qu�o alto pode voar este homem? O Michael Jordan est� em alta
e os Chicago Bulls acompanham-no.
Mas agora, o Super-homem enfrenta o teste mais duro.
FINAL ESTE - JOGO 1
E trazemos-lhe o primeiro jogo do Campeonato da Confer�ncia Este,
entre os desfavorecidos Chicago Bulls e os favoritos Detroit Pistons.
A NBA estava determinada em fazer do Michael a sua estrela.
Os Pistons estavam... a retardar o processo.
Sab�amos como era importante para a NBA levar o Michael ao pr�ximo n�vel.
Era como tinha sido com o Larry, com o Magic e agora com o Michael.
E de repente, apareceu esta pequena equipa de Detroit
que deu cabo do esquema.
Ador�mos.
Qu�o justificado era o �dio entre os Bulls e os Pistons?
Eu odiava-os.
Sim, odeio-os at� hoje.
Tornaram-no em algo pessoal. Deram cabo de n�s fisicamente.
Quando jog�mos contra os Pistons naquela s�rie, foi um combate f�sico.
Mas nunca recu�mos. Enfrent�mo-los.
Os Bulls ganharam o primeiro jogo.
T�nhamos o primeiro jogo.
Eles ganharam o segundo.
Volt�mos para Chicago,
o Michael teve um dos jogos mais incr�veis.
Jordan. Rouba a bola, mant�m-na nos limites, ei-la outra vez.
Boa!
V�o v�-lo a elevar-se, uma rota��o a 360� e lan�a-a.
Pippen, encontra o Jordan, ali est�.
O Rodman atr�s dele, um a um. Faltam cinco segundos.
Jordan, � tabela. Boa!
Terminou. Chicago ganha.
FINAIS DA CONFER�NCIA ESTE 1989 - JOGO 3
BULLS LIDERAM A S�RIE 2-1
Qual foi a sua estrat�gia?
Foi: "Deem a bola ao Michael e saiam do caminho...
... e v�o para o cesto."
O Jordan controlou o jogo,
fez todos os lan�amentos de campo na parte final,
jogou como... Como a superestrela que �.
Chuck, como podem recuperar?
Sab�amos que o Michael era o melhor jogador
e tent�mos us�-lo como um fator de uni�o.
T�nhamos de fazer tudo fisicamente para o parar.
Eles tinham as Regras Jordan s� para o MJ.
SETE VEZES ALL-STAR DA NBA
N�o sei como saiu do jogo vivo.
As infames Regras Jordan
as t�ticas defensivas dos Pistons para pararem o Jordan,
s�o utilizadas sempre que o Michael est� em campo.
Quando estava no ar, n�o t�nhamos hip�tese.
Mas quando estamos no solo, t�nhamos hip�teses.
Temos de o parar antes que salte,
como sabem, ele n�o � humano.
Michael Jordan. Falta.
Jordan empurrado novamente.
Mais uma vez, as Regras Jordan em a��o.
JOGO 4
Os Pistons empatam dois a dois
e a hist�ria deste jogo, a defesa dos Detroit.
Estas eram as Regras Jordan:
Nas extremidades, empurramo-lo para o cotovelo
e n�o o deixamos aproximar da linha final.
N�mero dois: Quando est� no topo da �rea, mandamo-lo para a sua esquerda.
Quando tiver a bola no poste baixo, cercamo-lo do topo.
S�o as Regras Jordan, t�o simples como isso.
O que acontece quando ele chega � linha final?
� quando o Laimbeer e o Mahorn o mandam para o ch�o.
Logo que ele toque na �rea restritiva, batam-lhe.
O Chuck Daly disse: "Esta � a Regra Jordan:
sempre que ele v� ao cesto, ch�o com ele."
Chega ao cesto, n�o vai afundar.
Vamos acertar-te. Vais ficar no ch�o.
Jordan ainda no ch�o.
Tentamos magoar o Michael fisicamente.
O Jordan n�o tinha para onde ir, � cercado.
Quer mesmo isto?
Est� disposto a lesionar-se para marcar um cesto?
Querem que o Jordan pague sempre que entra na �rea restritiva.
Na altura, os �rbitros n�o viam se o Michael estava lesionado.
Era apenas: "Garantam s� que o salvador est� bem", n�o era...
N�o era como agora.
Terminou no Palace. Os Pistons venceram os Bulls.
OS PISTONS LIDERAM 3-2 AOS BULLS COM VIT�RIA DE 94-85
N�o posso comparar o Michael com ningu�m, ele ter sobrevivido
e continuar a ser excelente, � incompar�vel.
N�o est�vamos prontos para os Detroit Pistons.
POSTE DOS BULLS - 1988-94
Eram mais f�sicos que n�s. Eram os agressores.
Os Detroit tinham-nos na mira.
Os Detroit Pistons, ap�s uma vit�ria de 103-94,
eliminaram os Bulls e avan�am para as finais.
Infelizmente para os Bulls, a hist�ria era igual.
"Controlem o Michael e o jogo � vosso."
Como unidade, n�o t�nhamos
a confian�a de que precis�vamos para derrotar os Detroit.
O jogo terminou, os Pistons venceram o campeonato mundial.
FINAIS NBA 1989 - DETROIT PISTONS DERROTAM LOS ANGELES LAKERS, 4-0
Ficam na hist�ria como uma das equipas mais defensivas
da hist�ria da liga.
No desporto, h� sempre aquela equipa...
... que t�m de superar
e preparam a vossa equipa para os derrotar,
sem d�vida, para os Bulls, essa equipa era os Pistons.
CAMPE�ES MUNDIAIS
JUNHO DE 1989
FEVEREIRO DE 1993
Um amigo do Dennis estava preocupado
em saber onde estavam os Pistons e chamou o 112 para iniciarem uma busca.
A Pol�cia encontrou o Rodman esta madrugada, no Palace em Auburn Hills.
Rodman tinha consigo a sua espingarda registada.
Estava com um ar desanimado.
O que aconteceu? Qual a preocupa��o?
11 DE FEVEREIRO DE 1993
T�m a resposta certa.
Estou aqui.
� o Dennis �s 8 da manh�, a assegurar os jornalistas de que est� bem,
que n�o est� � beira de um colapso emocional
e que n�o fez nada de extraordin�rio, na sua opini�o.
O relat�rio que temos diz-nos que tinha uma arma no carro.
TREINADOR PRINCIPAL DOS PISTONS - 1992-93
Sabia disso, confirma?
Sim, sabia. � tudo o que sei.
Tinha uma arma na minha m�o, no banco da frente.
Felizmente, adormeci e os pol�cias chegaram e apanharam-me.
Estava perdido na altura. S� isso.
Essa altura foi uma chamada de aten��o e um pedido de ajuda.
Ontem pode ter sido a �ltima vez que vimos o Dennis com a camisola dos Pistons.
O Dennis Rodman era dos Pistons. J� saiu.
O Worm agora � um Spur, trocado pelo Sean Elliott e pelo David Wood.
OUTUBRO DE 1993
O Dennis vai para San Antonio,
estreia o Homem Demolidor e ele muda a cor do cabelo.
Isto sou eu, o Dennis Rodman. N�o estou a tentar agradar a ningu�m.
E a Madonna diz: "Ele � giro."
E come�aram a sair juntos.
A Madonna explicou-lhe:
"Tens de decidir o que queres ser nesta vida.
N�o sejas quem te dizem para ser."
Ele percebeu que podia fazer o que quisesse
e isso � liberdade.
As pessoas que escrevem nos jornais n�o sabem quem � o Dennis Rodman.
N�o falam comigo. S� t�m de escrever algo louco e est�pido
para me fazer parecer um idiota.
S� quero fazer algo que me fa�a sentir livre,
que posso fazer tudo o que quiser.
O que querem dizer as roupas, as tatuagens,
os �culos, o chap�u de veludo, os an�is... Basta.
Porqu�?
Gosto de fazer o que fa�o.
Faz-me feliz. Sinto-me como se tivesse dez anos.
Posso pedir-lhe uma coisa antes de terminarmos?
- Tire o chap�u. - Porque me pedem sempre isso?
- Deixe-me ver a cor do cabelo. - N�o � uma cor.
Tenho sido muito pregui�oso: "Que se lixe."
Estou a pensar rap�-lo todo.
N�o queria saber do Dennis.
N�o queria nada com ele.
O Jimmy Stack, que era o meu assistente na altura,
disse-me: "Vamos falar do Rodman."
Eu disse-lhe: "N�o quero falar sobre ele."
E ele disse: "Jerry, fiz uma pesquisa."
Eu tinha uma perspetiva diferente do Dennis.
DG ASSISTENTE DOS BULLS - 1988-2000
O Dennis, que j� tem uma falta t�cnica, apanha outra e rua com ele.
O Dennis estava a meter-se em sarilhos em San Antonio.
Mas com a estrutura que t�nhamos, com o Michael e o Scottie e a lideran�a,
o Dennis ia respeit�-los, jogar e progredir.
Se n�o tiv�ssemos o Michael, o Scottie e os outros no balne�rio,
n�o o ter�amos contratado.
Se o Phil n�o fosse o treinador, tamb�m n�o.
Porque o Phil conseguia lidar com ele.
Lembra-se do primeiro encontro com o Rodman?
Foi horr�vel.
Entrei em casa do Jerry Krause,
Ele est� sentado no sof�. Tem um bon� a esconder os olhos.
Tem argolas no nariz e nos l�bios
e n�o se levanta para me cumprimentar Disse-lhe: "Levanta-te, Dennis.
Tira o bon�, cumprimenta-me. Vamos l� fora falar."
T�nhamos de estabelecer uma base de confian�a.
Ele disse: "Queres jogar pelos Bulls?"
Eu disse: "�-me indiferente. Pode ser."
Na semana passada, os Bulls adquiriram
um jogador que muitos consideram
o jogador mais controverso da NBA.
� o Dennis Rodman, um dos melhores ressaltadores de sempre da NBA.
Foi uma das jogadas mais inteligentes ou uma grande asneira?
Havia esta rea��o visceral ao Rodman.
O Rodman fazia parte
da equipa mais odiada da hist�ria de Chicago.
Pens�mos todos: "� imposs�vel aceitarem-no.
Mesmo que o contratem, n�o o v�o aceitar."
E justi�a seja feita,
o Jordan e o Pippen disseram: "Pode ajudar-nos a ganhar.
Sabemos que ele � rijo."
Como � que ele se adaptou quando chegou?
Que nem gingas.
O Dennis era um defesa dominante
e era exatamente o que precis�vamos...
BASE DOS BULLS - 1993-98
... que fizesse a diferen�a na linha da frente.
Se ele conseguisse, �amos ador�-lo.
Jogar basquetebol e ganhar. � isso.
Foi isso que ele fez.
Era um dos jogadores mais espertos com quem joguei.
Compreendia a estrat�gia de defesa, com todas as rota��es.
Para ele n�o havia limites.
Controlava m�ltiplos jogadores.
EXTREMO DOS BULLS - 1994-98
Estudava cada jogador. Sabia os seus pontos fortes e fracos.
Rodman com uma interce��o...
O Dennis sabe bem o seu papel.
Sabe bem o que � preciso para ganhar.
Grande respons�vel pelo nosso sucesso.
JANEIRO DE 1998
NO IN�CIO DE JANEIRO DE 1998,
OS BULLS LIDERAM A CONFER�NCIA ESTE COM UM RECORDE DE 24-11.
MAS AS D�VIDAS PERSISTEM QUANTO AOS PLANOS DE JORDAN AP�S 1997-98.
- Era a brincar. - Sei das tatuagens.
Eu sei. Escreveu-me um bom artigo.
- Agrade�o-lhe. - Qual foi?
Disse: "N�o se preocupem com o que vai fazer
e vivam o presente. Esque�am o pr�ximo ano.
Deixem-no em paz. Parem de fazer perguntas est�pidas."
Tamb�m estou farto.
Estou mesmo farto. Vou deixar de falar com voc�s.
Diz s�: "Seguinte."
J� n�o o fazem, mas � fora de casa.
- � isso que me lixa. - Sim.
Deve ser cansativo, em todas as cidades perguntam:
"� o �ltimo jogo do Michael?" Tudo isso.
Desgasta-o um pouco?
Sim, as perguntas n�o mudam e a resposta � sempre a mesma.
N�o era bom os f�s dos Bulls gozarem esta temporada,
sem se preocuparem se vai ser a �ltima?
Mais perguntas destas para o Michael.
Disse que era o seu �ltimo ano.
� a sua �ltima vez em Bay Area?
� a sua �ltima temporada?
A �ltima como jogador dos Bulls?
� a sua �ltima vez em Atlanta?
- Deve reformar-se? - A decis�o � dele.
Pedem-nos para perguntar isso em todos os jogos.
E v�o ter a mesma resposta.
Talvez sejam as mesmas respostas, mas treino-as antes.
N�o sei.
Nunca se sabe.
Sabe-se l�.
Pode ser a �ltima vez, a �ltima dan�a, mas...
N�o me foco nisso, foco-me no momento.
Gozem o momento, gozem o jogo.
E o que acontecer a esta organiza��o
no fim da �poca, acontece.
Seja o que for.
Acho que as pessoas, principalmente os media, tentam mudar
a �nfase da pergunta, para ver se a resposta muda,
mas a resposta n�o muda.
E no pr�ximo ano, Michael?
Voc�s s�o... Adoro-vos. S�o fant�sticos. Com licen�a.
RESTRITO A PESSOAL AUTORIZADO
Ol� a todos, vamos conhecer os Irm�os Sniff.
Estes s�o os Irm�os Sniff.
Temos o Gus Sniff, o CT Sniff,
o Calvin Sniff, o Tom Sniff.
- O John Michael Sniff. - � ele.
- O George Sniff. - Os Irm�os Sniff.
Tomam conta do Michael.
Eles s�o os seguran�as do Michael.
GESTOR DE EQUIPAMENTO DOS BULLS
Um irm�o snifador � um venerador de atletas.
Costum�vamos dizer que todos snifavam o Michael.
Estavam sempre todos por perto.
Ele � o principal. Brigadeiro-general Gus Sniff.
Brigadeiro-general.
Muito bem.
Saiam todos daqui. Temos um debate intenso.
Um debate intenso sobre o presidente. Saiam todos daqui.
- Vai governar o pa�s para a semana. - O Gus vai governar o pa�s.
Se o presidente tivesse irm�os snifadores, n�o tinha este problema.
Vai pagar a tua multa.
A� sim? Vai pagar a minha multa, est�o a ver?
Ouviram o que eu disse?
Neste ramo s�o todos desonestos. Para que saibam.
Era o Craig Sager, deu-me 20 d�lares para pagar a multa.
- Cheira-me a suborno. Denuncia-o. - Isso.
Deve querer entrevistar-me. Deve querer alguma coisa.
S� est� a dizer ol�.
Muito obrigado.
Adoram-no mesmo.
... o entretenimento.
Aqui tens, meu.
Meu Deus! Obrigado!
S� uma assinatura!
Por favor, Sr. Rodman. Muito obrigada.
Gostam de Chicago?
- Sim, � incr�vel. - Adoramos.
- T�m de ir a Nashville. - Nem pensar.
J� fui a Nashville, mano. N�o.
H� dois meses, o Scottie Pippen disse que nunca mais jogava com os Bulls.
10 DE JANEIRO DE 1998
Mudou de ideias, disse que estava ansioso por jogar com a equipa.
A quest�o agora era, quando voltava?
O que o fez mudar de ideias?
- Por decidir jogar? - Sim.
Eu sabia que ia ser
um confronto entre mim e a equipa
e eu ia perder,
porque provavelmente iam multar-me, por isso...
... n�o os ia deixar sair beneficiados.
Estava preparado para aceitar um acordo, se eles o propusessem.
Mas sabia que n�o o iam propor.
Depois de assistir a 35 jogos no banco,
o extremo dos Bulls vestiu a camisola no United Center e entrou em campo.
Quanto ao Dennis Rodman, vejam o seu novo penteado.
Dizem que os 33 s�o um tributo ao regresso do Pippen.
O Pippen jogou durante 31 minutos,
marcou 14 pontos, fez quatro ressaltos, prestou cinco assist�ncias
e os Bulls t�m de se sentir animados por o terem de volta.
RECORDE DA TEMPORADA: 25-11
Quando o Scottie n�o estava,
o Dennis adorava que o Michael precisasse dele.
Dennis...
Diz-me quando o Oakley me bloquear pelas costas.
Est� a prepar�-lo para ti.
Queres que abra e o bloqueie?
Se tiveres de trocar, troca.
Consigo parar o Houston, o Oak tem de se voltar, paro-o at� chegares.
Quando estivermos sem tempo,
ele arma o bloqueio e desvia-se no topo...
... se for assim, troca.
Ele disse: "Michael, sou eu e tu. Tratamos disso."
E quando o Scottie voltou, foi quando o perderam.
Quando o Scottie voltou, eram os Tr�s Amigos outra vez
e eu n�o fazia parte desse grupo.
O decl�nio do Rodman tornou-se dram�tico, o �lcool, as festas,
a sua liga��o � realidade.
As pessoas n�o percebem,
n�o temos de lidar s� com basquetebol na equipa.
� a press�o de todas as tretas. Eu jogo de gra�a,
mas somos pagos por todas as tretas depois de sairmos do campo.
A press�o do p�blico, dos media.
Deixem-me em paz, acabou.
N�o vou falar, meu.
Sem coment�rios. Que tal?
O basquetebol � simples. � um jogo simples.
Mas depois de sairmos desta zona restrita, � dif�cil.
N�o tenho de provar nada �s pessoas deste pa�s.
Este assunto que se lixe. N�o me interessa o que acham de mim.
Todos perceberam o impacto do Dennis no grupo
e percebemos que ele tinha necessidades...
... diferentes das nossas na sua vida pessoal.
Vou p�r a grava��o do Michael.
Enquanto o Scottie n�o estava, o Dennis era um cidad�o exemplar,
ao ponto de o levar � loucura.
Quando o Scottie voltou, o Dennis queria ir de f�rias.
Vou treinar. O Phil liga-me e diz: "O Dennis quer dizer-te uma coisa."
Quando ele me quer dizer uma coisa, sei que n�o vou gostar.
Parece...
O Dennis diz: "Preciso de f�rias."
E eu olho para o Phil: "O que queres dizer, f�rias?"
Ele diz: "Precisa de f�rias. De descontrair."
Eu digo: "Phil, deixa-me dizer-te uma coisa.
Se algu�m precisa de f�rias, sou eu."
Ele diz... Olhamos para o Dennis: "Dennis, o que vais fazer?"
Ele diz: "Preciso de ir a Vegas."
"Phil, se deixas este tipo ir de f�rias, nunca mais o vemos.
Se o deixas ir para Vegas, nunca mais o vemos."
Ele olha para o Dennis e diz: "Dennis,
as tuas f�rias podem ser 48 horas?"
E o Dennis diz:
"N�o tenho escolha, se s� me d�o isso, aceito as 48 horas."
"Quarenta e oito horas. Tens 48 horas, Dennis."
E eu olho para o Phil: "Este tipo n�o volta daqui a 48 horas.
Diz o que quiseres. Acabou.
Est� bem. 48 horas."
Se ele sair daquele quarto, vai direto para o aeroporto...
N�o sabem do Dennis durante 48 horas.
Lembro-me disso.
Eu fui para Vegas.
O Dennis era bizarro, mas acho que o que resultou
foi o Phil e o Michael terem compreendido...
... que para conseguirem o melhor dele em campo,
t�nham de lhe dar espa�o.
E deram-lhe muito espa�o.
Legendas: Ulrica Husum
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