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Legado.
Ferimento de bala.
�bito ocorreu no hospital.
- Cavanaugh. - Nick, ol�.
- Quais as novidades? - Sinto muito. Eles viram seu depoimento.
Mas a condicional j� chegou a um acordo. Parece que ele era um informante importante.
O cara mata 2 policiais e tem a senten�a reduzida ao meio por denunciar traficantes de pequeno porte.
Eu sei.
- Ent�o,ele sai hoje? - Dentro de uma hora.
Nick, eu gostaria de poder fazer alguma coisa.
Nick? Voc� est� a�?
Eu sabia que seria dif�cil. Obrigado pela ajuda.
- De nada. - Bem,nos falamos mais tarde.
Est� bem.
- Voc� est� bem, Malcolm? - Estou bem,pastor. Muito bem.
-N�o vi voc� aqui ontem? - Vim hoje para falar com a irm� Bailey
para as aulas de Ver�o da B�blia. Tirei uns dias no trabalho para dar uma ajuda.
- Deve ser dif�cil estar de volta ao banco. - Pelo menos aqui posso ser �til.
Alice, me chamaram.
Fel�cia? Ol�.
Desculpe. Me sinto como uma perseguidora. Talvez eu deva te ligar mais tarde.
N�o, est� tudo bem?
As vis�es de que te falei? Aquelas com o Lucas?
Tive mais.
- Onde voc� esteve? Estava ligando pro seu celular. - Eu te deixei uma mensagem.
- N�o ouvi o telefone. - Ol�, querido.
N�o queria estar aqui agora. Queria estar com os meus amigos.
Mas voc� n�o tem escolha. A Franny fez planos e n�s temos que aceitar.
- O que foi que voc� disse a ele? - Eu disse que a sua m�e que te deixou h� 20 anos
est� de volta. E vamos almo�ar como se nada tivesse acontecido.
- E voc� falou assim?! - N�o vou mentir para ele.
J� h� mentiras suficientes na nossa fam�lia.
Bem vinda ao posto de comando.
Ol�. Entre.
Quando a Andrea me disse que a equipe era praticamente de volunt�rios
pensei que seriam 3 velhinhas que n�o conseguiram entrar num j�ri.
�. Essas est�o ali, mas n�o entre.
Os outros, fazem o trabalho pesado.
Ol�.
Como est�, Nick?
- Soube que voc� tem filhos. - Sim, a Lauren e o Andrew.
- Ele � parecido com voc�. - � parecido com o meu pai.
- O Stan foi solto hoje. - J� soube.
Fiquei supreso por n�o te ver na audi�ncia da condicional.
- Foi no dia seguinte ao que eu sai do banco. - Tamb�m soube disso.
Havia d�vidas quanto � minha credibilidade. N�o teria sido uma boa testemunha.
Quero que voc� saiba que eu vou continuar atr�s dele.
Vou botar meus homens atr�s dele. Se ele fizer uma �nica coisa errada,vai voltar l� pra dentro.
Voc� acha mesmo que isso � suficiente?
Cada dia que esse cara caminha na terra � um insulto �s suas mem�rias.
N�o preguei olho esta semana, Nick! Temos de fazer alguma coisa.
Como o qu�?
O que voc� acha que os nossos pais fariam?
Ambos sabemos que isso nos vai assombrar at� acabarmos com isso com as nossas pr�prias m�os.
- Pense no que est� dizendo, Mike. - N�o consigo pensar em outra coisa.
Seja como for, eu acabo com isso.
E acho que voc� deve isso ao seu pai, ao meu pai, e a mim.
Nick? O que est� fazendo aqui?
- Precisava de um lugar quieto para pensar. - Est� acontecendo alguma coisa?
O homem que matou o meu pai saiu da pris�o hoje.
- N�o sabia que seu pai tinha sido assassinado. - H� 13 anos.
- O parceiro dele tamb�m. - Sinto muito.
Aconteceu na porta de um bar onde eles costumavam ir.
Eles estavam de servi�o. O parceiro se meteu numa briga, o meu pai saiu do bar.
Ele exagera e puxa da arma. Na luta, o cara consegue agarrar a mi... a arma dele.
Mata os dois. A aut�psia diz que estavam alcoolizados.
Esta situa��o o desgra�ou.
N�o conseguiu segurar a arma.
O filho do paceiro dele, o Mike, �ramos amigos. Crescemos e estudamos juntos.
N�o � mais da pol�cia. Raramente nos vemos.
� um fardo muito pesado.
O que voc� faria...
se encontrasse o Randall Reese sozinho, num beco?
O livro dos Romanos cap�tulo 12, vers�culo 19 diz...
"A vingan�a ser� minha, diz o Senhor." E eu acredito nisso.
- Viraria as costas? - Sim.
Pro cara que matou a Eva? Que atirou nela na frente da sua filha?
E que humilhou a todos n�s, voc� viraria as costas?
Espere, Nick. N�o v�, Nick.
Onde est� indo?
Faz todo sentido que voc� veja o Lucas como uma esp�cie de her�i estranho.
Ele foi simp�tico com voc�. E te protegeu.
De qu�, exatamente?
J� conversou com o seu pai?
- Felicia? - Falei com ele, sim, mas...
N�o sobre isso.
Quero te ajudar a entender, quero mesmo, mas
Acho que n�o sou a pessoa certa para fazer isso.
Droga! Ricky!
- O que � que ele fez agora, Franny? - Nada, v�. N�o foi nada, est� tudo bem.
Sempre achei que me ia acontecer alguma coisa ruim...
Desde quando er�mos pequenas.
Desde que a mam�e foi embora e o papai era o papai.
Eles eram idiotas.
Ela nem queria me ter. Fui um erro.
- E da�? - E da� que...
Talvez seja isso que deva acontecer comigo.
Eu n�o deveria estar aqui, e Deus est� me dizendo isso.
- Este � o seu lugar. - Sempre dei problemas.
Olhe para mim.
As pessoas diziam que voc� dava problemas e eu era a santinha, e voc� acreditava nisso?
- N�o sei. - Quem era boa na escola?
- N�o a acabei. - Quem arranjou um trabalho,uma casa, uma vida?
E quem � a m�e solteira com o namorado preso, dormindo no seu sof� ?
Voc� sempre foi a lutadora, Franny. Sempre me ajudou.
Vamos trabalhar com a m�dia local, Com as r�dios, os editoriais dos jornais.
Pedimos 3 debates � concorr�ncia, devemos conseguir um.
E estamos preparando uma reuni�o com o Presidente da C�mara e outras pessoas
Bom. E quando come�o a falar com os eleitores?
� disso que estamos falando. Alcan�ar os eleitores.
N�o � alcan�ar, � falar. Beijar crian�as, cumprimentar, pol�tica a retalho.
Kathryn, voc� me disse que n�o deixaria de trabalhar por causa da campanha.
O que torna precioso o seu tempo dispon�vel.
E n�o vamos gast�-lo convencendo eleitores um a um.
A concorr�ncia vai dizer que ca� de p�ra-quedas com o apoio do Presidente.
Sem experi�ncia pol�tica e s� h� 6 anos no M.P...
Tenho que provar que sou mais do que isso e que farei por merecer o voto.
Pol�tica n�o � assim t�o simples.
Ora, vamos. S� quero estender a m�o, sorrir e pedir uns votos.
N�o pode ir sozinha e est�o todos muito ocupados.
- Eu n�o. Posso ir. - �timo.
Est� bem...
- Ol�, m�e. - O que est� fazendo aqui?
- Est� tudo bem? - Sim. Estava aqui perto.
- Um dos seus inquilinos me deixou entrar. - N�o trouxe flores para mim hoje?
Est� ficando mimada. Como est� o quadril?
Dizem que cada dia est� melhor. E cada vez acredito mais neles.
- Quer um sandu�che? - N�o.
Lembra desse dia?
Claro. Voc� bateu com a bicicleta No meio-fio.
- Era uma �rvore. - �rvore? Voc� bateu numa �rvore?
Me disseram para te dizer que foi no meio-fio para n�o parecer t�o mau.
- No que estavam pensando? - Sabe que estava sem rodinhas?
Isso eu sabia. Estava furiosa com ele.
- A culpa n�o foi dele. A id�ia foi minha. - Sua id�ia?
N�o queria me humilhar na frente das outras crian�as da vizinhan�a.
Voc�s estavam sempre tramando alguma coisa sem eu saber.
- Ele n�o te contou que a id�ia foi minha? - Claro que n�o.
Ele se deitaria na frente de um �nibus em movimento por voc�.
Voc� sabe disso, n�o sabe?
Aceito o sandu�che agora. Se a oferta ainda estiver de p�.
Claro.
Tenho uma .45 e uma .38.
J� faz muito tempo que n�o toco numa dessas.
A Adina n�o me deixa ter uma em casa.
- Ainda lembra de como se usa? - Sim.
- Posso deixar? - S�o completamente limpas.
Ent�o, como vamos fazer isso, afinal?
Quando ele sair, o seguimos e escolhemos o lugar.
N�o acredito que est� atrasada, ainda por cima hoje. Como pode estar atrasada?
- S�o 20 minutos. Deve estar presa no tr�nsito. - Mas podia telefonar.
Ser� que ela n�o entende que este dia � importante para ela e para a minha av�?
Deixa eu te ajudar.
- Obrigada por ter me trazido o vestido. - Sem problemas.
Investiguei o local, Temos uma boa �rea demogr�fica.
- E as pessoas parecem simp�ticas. - Vai ser f�cil.
Vim prevenido, trouxe �gua, comida, fruta e...
Desinfetante para as m�os. A Andrea disse para voc� usar frequentemente
- mas discretamente. - Obrigada pela informa��o.
- Pronto quando voc� estiver. - Vou arranjar pessoas para falarem com voc�.
�timo, muito bem. Pronto, vamos l�.
Ol�, sou Kathryn Hale, sou candidata � Procuradoria... Se me desse 2 minu...
Hale, candidata � Procuradoria est� aqui para responder �s suas quest�es sobre...
Ol�, me chamo Kathryn Hale, sou candidata � Procuradoria...
Quer falar com Kathryn Hale? � candidata � Procuradoria...
Ol�, sou candidata � Procuradoria, me chamo Kathryn Hale...
� inteligente e dura e vai proteg�-lo. � a Kathryn Hale.
Quer levar um panfleto de Kathryn Hale?
- � uma excelente candidata. - Por que n�o leva um destes...
� muito informativo.
Kathryn Hale, candidata � Procuradoria. Se tiver alguma pergunta...
Quer falar com Kathryn Hale? � candidata � Procuradoria.
Disse que era amarelo, com 10 rodas.
- Acho que est� ali. - �timo. Obrigado.
Voc� � muito bom com o Ricky. Eu soube que vai ser pai em breve.
Ent�o... como � que tudo isso vai se resolver?
Estamos vivendo um dia de cada vez. Somos adultos, vai correr tudo bem.
Voc� � inteligente, Doutor. Tenho certeza que resolver� tudo sem mago�-la.
Que bom que encontrou o caminh�o.
- Do que estavam falando? - Nada.
Est� bem, vov�. Acredito.
Desculpem pelo atraso.
Ol�, me chamo Kathryn Hale. Poderia me dar um...
Sabe de uma coisa? N�o est� funcionando.
Parece dif�cil convocar os eleitores interessados.
Ajudaria se voc� sorrisse um pouco mais. Estou s� comentando...
Parece que estou falando com um buraco negro.
O meu pai diria que estamos com um problema para nos relacionarmos com o cliente.
Era caixeiro-viajante. Vendia artigos para o lar e seguros por uns tempos.
N�o quero ofender mas n�o estou vendendo artigos para o lar.
Eu sei, mas voc� quer a aten��o das pessoas.
Os votos delas. � um tipo de venda.
Est� bem. Vou entrar nessa. Como � que o seu pai resolveria este problema?
1� diria para n�o dar tiros no escuro. Escolher as pessoas.
N�o entrar com discurso feito. Se apresentar, ouvir e depois...
- Fechar neg�cio. - Est� bem.
- Ol�, o meu nome � Kathryn Hale. - Como est�?
Prazer em conhec�-la.
Ser� que pod�amos conversar um minuto
- sobre o M.P. e como funciona... - N�o, muito obrigada.
Quer levar um panfleto?
- Ol�. - Sim?
Sou Kathryn Hale. Sou candidata. E estou tentando conhecer pessoas desta vizinhan�a.
- Qual � o cargo? - Procuradoria.
- Est� bem. Me chamo Edgar Demirchian. - Prazer em conhec�-lo.
- Qual � a sua profiss�o? - Sou encanador.
- Por favor. - Obrigada.
Posso te perguntar quais s�o as suas preocupa��es em rela��o a regi�o?
Vi aquele neg�cio do banco. Deve ter sido intenso.
- Foi. - Mas te deram uma medalha.
Voc� sabe como �. Algu�m tinha que sair bem visto.
Deve ser dif�cil trabalhar com essa hist�ria atr�s de voc�. Tem que ser dif�cil.
- Eu parei de beber. - Voc� nunca teve esse problema.
N�o, mas n�o quero que pensem nisso.
Isso tamb�m seria brincar com fogo.
- Sente saudade... do trabalho? - N�o importa.
A Adina n�o suportava a id�ia de que talvez eu n�o voltasse para casa, ent�o...
Mas onde diabos ele est�, afinal?
- Ol�, querida. O que est� fazendo aqui? - Estava no hospital. A Lizzie me deixou aqui.
No hospital? Aconteceu alguma coisa?
Desculpe por fazer isso... Perguntar isso...
- Perguntar o qu�? - Sobre o Lucas.
- Voc� est� bem? - Estou.
A Adina est� me esperando em casa daqui a pouco e...
... quero acabar logo com isso.
- Como sabe que ele est� aqui? - N�o vai violar a condicional no 1� dia.
- Cedo ou tarde ele ter� que entrar ou sair dali. - J� estamos aqui h� muito tempo.
Talvez fosse melhor irmos dar uma volta ou estacionar em outro lugar.
L� est� ele. Guarde isto. Ainda n�o precisa dela.
Est� bem... vamos fazer isso. Vamos fazer isso.
V�, vamos. Vai me deixar na m�o, agora?
- Saia do carro, Mike. - O que foi?
- Voc� n�o pode fazer isto. - Do que voc� est� falando? N�s temos que fazer isso.
Volte para sua fam�lia. Est� tudo bem. Me d� a arma e v� para casa.
- O que vai fazer? - Est� tudo bem.
Voc� tem muito a perder. V�.
N�o faz mal, pai, se for dif�cil falar disso.
Foi na primeira noite depois que o Tom foi morto...
os atiradores do FBI tinham atirado no Lucas.
Todos estavam assustados, nervosos e...
o Randall decidiu descarregar em algu�m.
Ent�o escolheu a Kathryn.
Voc� estava com medo, todos est�vamos. E parecia que ele ia fazer alguma coisa ruim...
E achei que tinha de fazer alguma coisa.
Voc� n�o queria que eu me metesse.
De qualquer forma...
Disse ao Randall para agredir a mim.
E ele o fez.
Onde entra o Lucas no meio disso tudo?
Eu achei que estava distraindo o Randall e que ele ficaria satisfeito
mas... eu estava enganado.
Chega, grandalh�o? Grande her�i?
- Mas para mim n�o chega. - N�o.
E ent�o o Randall foi pegar voc�.
Queria te levar para longe de mim... para longe de n�s.
Todos gritavam por voc� e diziam "n�o, n�o".
Eu estava gritando e tentando me levantar quando...
Deixe-a ir. Agora.
- N�o consegue atirar em mim. - Tem raz�o, n�o consigo.
Mas se a levar daqui, Deixo todos sairem.
Isso, eu consigo fazer. Agora, deixe-a ir.
Ent�o... por que estava discutindo com o Lucas... no cofre?
Eu tive outra vis�o. Vi voc� com ele no cofre.
N�o consegui ouvir o que diziam
mas sei que estavam discutindo.
N�o sei... N�o sei.
- Como voc� viu isso? - Voc� disse que n�o estava comigo O tempo todo.
Mas de algum jeito eu os vi.
Deve ter sido na 2� noite.
Estava tentando convenc�-lo a acabar com aquilo.
Para que ele se entregasse antes que as coisas piorassem.
Mas � claro que n�o adiantou.
Onde � que um homem pode encontrar uma mulher por aqui?
Depende do que voc� procura.
Algo doce e sexy.
Acabei de sair e pensei que voc� pudesse me ajudar.
- H� umas massagistas ali. - Serve. Quanto me vai custar?
Tudo inclu�do, uns 100 d�lares.
100 d�lares? Caramba, como as coisas mudaram!
- Quanto tempo ficou preso? - Digamos que muito mais do que deveria. Vamos dizer assim.
Ei, cara, o que acha de eu lhe pagar uma bebida? Vamos. � um grande dia para mim, deixe eu lhe pagar uma.
O que vai ser?
- Um u�sque duplo. - � isso a�. E me d� outra cerveja.
- O frango est� muito bom. - Obrigada.
Eu estava vestindo ele mais cedo. Tive um probleminha com o molho.
Est� tudo como eu me lembrava. Tudo muito bonito.
- H� quanto tempo voc� est� em LA? - H� pouco mais de um ano.
A sua filha morre e voc� n�o vem ao funeral...?
Achei que n�o era uma boa hora para para aparecer, mama.
- Agora sou "mama". - Vov�, por favor...
Ela chamou-me mama, s� uma filha pode me chamar assim.
Vov�,por favor!
O que voc� quer que eu fa�a? Que eu d� pulinhos e a abrace?
Me abra�ar? Voc� nunca me abra�ou.
Nunca... Voc� nem sabe, n�o �? Por que eu fui embora?
- Parem. - Foi por sua causa.
Porque voc� me fez sentir como se eu n�o soubesse fazer nada. Como se eu n�o soubesse tomar conta delas.
Quantas vezes voc� me disse que elas estariam melhor sem mim? Quantas?
Talvez n�o tivesse que dizer isso se voc� n�o tivesse...
Vov�!... Vov�! Vov�?
Eu n�o bebia h� 13 anos.
Isso � bom.
- Homem u�sque h�? - O meu pai era.
Era? J� morreu?
- H� pouco tempo? - Foi h� pouco tempo, sim.
Lamento. N�o conheci muito bem o meu pai.
Isto ainda te mata, sabe? Porque esteve preso?
Um trabalho que correu mal. 2 policiais corruptos.
� t�pico de LA.
Mas agora estou aqui fora. Ainda tenho muitas coisas para fazer. Muitas.
Outro.
- Sim? - � o Malcolm. Tenho tentado falar com voc� O dia todo.
- Eu sei. - Onde voc� est�?
Estou num bar.
- Posso ir a� encontrar voc�? - Acho que n�o � uma boa id�ia.
Ou�a, Nick, pode falar comigo.
Pode me contar se estiver pensando em fazer alguma coisa...
...da qual possa se arrepender.
- Ele tem a vida toda pela frente. - Lembra daquilo que me perguntou mais cedo? Sobre escapar de alguma coisa?
Deixe-me dizer isso. Mesmo que voc� n�o seja pego
n�o vai escapar disso. N�o aos olhos de Deus.
Nem quando voc� se olhar no espelho. Acredite em mim, Nick.
At� � pr�xima,homem do u�sque.
J� te ligo.
Que diabos � isso? Veio me roubar ou o qu�?
- N�o me reconhece? - � o cara do bar.
- Voc� matou meu pai. - N�o matei...
- Terence Cavanaugh. - Quem, o parceiro do Moss?
- Exatamente. - Cara, por favor, n�o fa�a isso!
- Me d� um bom motivo para n�o fazer. - Aquilo foi um acidente.
O seu pai n�o devia estar l�. Eu s� me ia encontrar com o Moss.
- Conhecia o Moss? - Sim, eu conhecia o Moss.
Ele me dava endere�os e informa��es sobre traficantes de pequeno porte.
Eu roubava o dinheiro e a droga deles. E o Moss recebia uma porcentagem.
- Nem pensar, o Moss n�o era corrupto. - Era sim.
Nesse dia eu e o Moss brigamos por causa de dinheiro. Foi por isso que o seu pai se meteu.
A culpa foi do Moss. Moss veio pra cima de mim e eu roubei sua arma.
Disse ao seu pai, que tinha sa�do para ajud�-lo:
"Eu mato o Moss se voc� n�o largar sua arma".
- E atirou neles... a sangue frio. - N�o, eu estava tentando escapar.
O Moss veio para cima de mim e eu comecei a atirar. N�o era minha inten��o.
- Por que ningu�m nunca soube disso? - O meu advogado disse para n�o falar disso.
Me disse para aceitar o acordo colocar a culpa no b�bedo. Nunca me perguntaram sobre o Moss.
Sinto muito mesmo pelo seu pai.
- N�o minta para mim. - N�o estou mentindo. Tenho provas.
- Que tipo de provas? - O Moss me prendeu uma vez.
Foi h� muito tempo mas Voc� ainda pode encontrar.
- E da�? - Ele congelou a deten��o.
- Foi a� que fizemos o acordo. - Quando foi isso?
N�o sei. Talvez um ano antes do tiroteio.
- Voc� acha que isso compensa alguma coisa? - N�o fa�a isso. Por favor, n�o me mate.
N�o me mate.
Se eu descobrir que voc� est� mentindo, volto aqui e acabo com isso.
Ol�.
- Ela vai ficar boa. - Foi o qu�? Um ataque card�aco?
Foi press�o alta. Demos alguns medicamentos e a press�o estabilizou.
Vai passar a noite aqui por precau��o. Mas ela est� bem, t�?
- Posso v�-la? - Claro.
Se tiver alguma chance de uma de n�s sair daqui eu quero que seja voc�.
Voc� tem o Ricky e ele precisa de voc�. N�o quero que ele cres�a como n�s, sem m�e.
Quero que voc� fale com o policial, sabe que ele gosta de voc�.
Se voc� falar com ele sobre o Ricky ele pode te ajudar a sair daqui.
- N�o saio daqui sem voc�. - Por favor. Voc� nem devia estar aqui.
- Prometa que vai falar com o policial. - Est� bem.
Eu falo com ele. Mas fique sabendo que n�o saio daqui sem voc�.
Ol�, Anna.
- Est� indo embora? - Falei com os m�dicos e eles disseram que ela vai ficar bem.
N�o vai se despedir dela?
Pode tomar conta do Ricky por um instante?
Ent�o... m�e, o que tem a dizer?
Lamento que as coisas n�o tenham corrido bem hoje.
- Por isso vou s� dizer adeus agora. - Adeus agora.
- Vov� p�ra. - Qual o seu problema?
Ela deixou todas n�s, est� bem? N�o foi s� voc�.
E eu sinto muito por voc� ter tido que tomar conta de mim e da Eva.
Mas a minha m�e me deixou. A minha m�e!
Se eu posso aprender a perdo�-la, a consertar isso tudo, voc� tem que tentar.
E voc�... voc� tem que parar de fugir cada vez que as coisas se complicam.
Por mais duro que seja, voc� tem que enfrentar o que voc� fez.
Eu perdi a minha irm�. Mas tenho uma m�e e uma av�.
E um sobrinho. E isso � tudo o que sobrou da Eva.
E n�o vou perder nem mais um pedacinho dela.
Eu preciso... Eu preciso da minha fam�lia.
Voc�s podem fazer isso?
Detetive: Ronald Moss
Data da deten��o: 19/01/1992
Eu tamb�m planejo fazer algo pela qualidade de vida em Los Angeles.
- Bom. Muito bom. - Obrigada.
- Eu gostei de falar com as pessoas. - Voc� far� mais vezes, j� que � boa nisso.
Bom, eu tenho um garotinho para botar na cama. Amanh� �s 6 temos aquela entrevista.
- Certo,estarei l�. - �timo. Boa noite.
Devo um agradecimento ao seu pai. Ele deve ter sido um excelente vendedor.
Sim. Era muito bom. Trabalhava duro.
Eu lembro que quando eu era adolescente, eu ficava t�o trsite por ele.
Andar de cidade em cidade ouvindo os outros se queixarem da vida.
Eu n�o percebia como ele era s�bio e como entendia as pessoas.
- Quantos anos tinha quando seu pai morreu? - 23.
- No 2� ano da Faculdade de Direito. - Seu pai ficaria bastante orgulhoso de voc�.
Sempre achou que este era o meu destino.
Como presente de formatura ele me deu as biografias da Margaret Tatcher e da Golda Meir.
- Muito sutil. - Pois �.
Eu lhe disse que queria ser uma defensora p�blica.
- E que nem queria saber de pol�tica. - Tamb�m disse ao meu que nunca seria vendedor.
Eles est�o nos olhando.
- O que � isso? - Um rob� c�o-vaca.
Um rob� c�o-vaca?
Ol�, Ricky.
- Soube que a sua av� vai ficar �tima. - Pode sentar.
Obrigada. Isso est� muito legal.
� um c�o-vaca Um rob� c�o-vaca.
Como se sente? Cansada, enjoada?
Estou sempre cansada. Sim.
Mas n�o tenho tido enj�os. Acho que tive sorte.
Est� mesmo muito legal.
Levei isso comigo, quando fui embora h� tantos anos.
Levava para todo o lado.
�s vezes ficava acordada e olhando pra elas.
Pensando em voc�... e na Eva. E me perguntava o que estariam fazendo.
Eu me lembro desta. Foi no teu 3� anivers�rio.
Voc� queria que o Big Bird fosse a sua festa.
E a sua m�e se vestiu toda de amarelo com muitas penas.
Mas a Eva era al�rgica. N�o parava de espirrar.
Ainda bem que ligou.
- Fui falar com ele. - E o que aconteceu, Nick?
Fiquei sabendo a verdade. E vindo logo dele.
- Nick... fiquei com medo que voc� fizesse alguma coisa... - Bati nele um pouco.
Mas ainda est� vivo.
Ent�o, qual � a verdade?
O meu pai estava bebendo em servi�o. Isso n�o � novidade, mas ele n�o perdeu a arma dele.
Foi uma situa��o sem sa�da.
E o parceiro dele era corrupto. Por isso que tudo deu errado.
- Assim voc� pode limpar o nome do seu pai. - Posso tentar.
Mas...
Ele devia saber que o Moss era sujo. Foram parceiros durante 8 anos.
Eram grandes amigos. N�o tinha como ele n�o saber.
As pessoas s�o muito boas para guardar segredos at� dos que s�o mais chegados.
Nos �ltimos dias no hospital, falou de montes de coisas, mas disso n�o.
- Podia ter nos contado e n�o o fez. - N�o sabia o que isso faria � sua reputa��o.
A verdade � que... a maioria dos que trabalharam com eles est�o aposentados ou quase.
Daqui a 5 anos serei o �nico a lembrar do nome dele.
Ent�o fa�a isso por voc� mesmo, Nick.
Se eu fizer isso, o filho do Moss vai passar pelo que eu passei.
Se � suficiente que voc� saiba...
Talvez... esteja na hora de esquecer.
Mas depois, quem � que eu vou culpar pelos meus problemas?
Tradu��o: Daniele Lucena Revis�o: Ghostmario www.islifecorp.com.br
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