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Legendas: Jo�o Ahrens Teixeira
400 anos de riquezas se acumulavam em
Sodoma e Gomorra, cidades de pecado e v�cio.
A sede pelo poder chegara �s tribos do deserto,
cujo chefe mais poderoso era o rei dos Helamitas.
Mesmo que os soldados lhe sejam leais, o ataque
a Sodoma deve esperar a volta da minha cavalaria.
Diga ao pr�ncipe que anseio pela morte dos nossos inimigos.
Obrigada, Alteza.
Cuidado com as patrulhas Sodomitas.
L� est� ela!
Des�a!
Quem a enviou aos Helamitas?
Tamor, mensageira do pr�ncipe. Ela pode falar.
Temos de avisar Sua Alteza.
Enquanto a trai��o e intriga se alastrava em Sodoma e Gomorra,
no deserto, os pac�ficos Hebreus,
buscavam pasto para seus animais,
e planta��es para si mesmos.
Entre os Hebreus, havia a tribo de Abra�o.
A terra n�o conseguia sustent�-la, pois eram muitos.
Abra�o disse a Lot:
''Se for pela esquerda,''
''irei pela direita, se for pela direita, irei � esquerda''.
Lot escolheu ir para leste com seu povo,
para o vale do Jord�o.
Volte para Lot. Talvez ele o leve.
Senhor, se � o Seu desejo,
que meu povo caminhe dist�ncias sem fim,
por favor, poupe-os da fadiga.
D�-nos for�a para superar a mis�ria dos nossos corpos.
A secura das nossas gargantas.
Ajude-nos a suportar o medo que devora nossos cora��es.
A jornada era longa e dura.
Sede, fome e exaust�o atacavam o povo de Lot.
Havia poucas esperan�as e o sol abrasava.
Lot disse que s� os doentes devem beber. Est� doente?
Sente-se bem? Abra-a.
Deixe a �gua escorrer entre os dedos, o rosto.
Molhe os l�bios, encha a boca.
N�o, n�o, por favor!
Quando Lot se zangar, dir�: ''Mas senhor,
estou doente. Preciso de �gua''.
- Pegue. Vamos, pegue. - N�o, n�o!
- Pegue! Vamos! - N�o, n�o!
Problemas.
Espere, lsaac!
Quero beber. Estou doente, Lot.
lsto � para os doentes.
Ajude-o.
Quem o deixou doente? Quem o guiou?
Foi Lot. Devemos voltar.
Voltar? Quando estamos a alguns dias,
algumas horas do nosso destino?
Lot n�o nos deve liderar! Sofremos demais!
Nunca usamos armas numa discuss�o.
Mande-os voltar.
O Conselho escolheu Lot como nosso l�der, Melchior.
Tem de obedecer.
O cajado pertence-me. Eu devo liderar.
Como Melchior quer ac��o, sugiro que venha comigo.
Descobriremos at� onde teremos de ir.
Vamos.
- �gua. - Vamos beber.
Espere.
Onde h� �gua, tamb�m h� perigo.
- Para tr�s. - Deixem que se aproximem.
- O que fazem aqui? - Procuramos �gua.
N�o h� �gua aqui desde a seca, h� 3 anos.
- S�o Hebreus, n�o? - Sim.
As nossas patrulhas j� nos haviam alertado.
Disseram que usavam barba. Mas voc� n�o usa barba.
N�s a tiramos quando estamos de luto.
Verdade? Porqu�? Uma favorita, talvez.
Uma esposa.
Uma esposa. Sempre h� algu�m para tomar o seu lugar.
A �gua est� longe? O meu povo tem sede.
Al�m de �gua, talvez precisem de sal.
Sal? Mas sal gera sede.
� um segredo antigo, como a minha cidade.
Quando o calor do sol afecta algu�m, ele precisa de sal.
lnfelizmente, eu o troquei por aqueles escravos.
Comprei-os para a rainha. Valem 4 vezes o seu peso em sal.
Pobres criaturas.
Tamb�m sou uma pobre criatura? Seu cora��o chora por mim?
Tamb�m sou escrava. Chefe dos escravos da rainha.
Algu�m ser dono de outro � errado. Diab�lico.
Diab�lico? Como voc� � estranho.
De onde venho, nada � diab�lico.
Tudo que d� prazer � bom.
De onde vem?
Al�m! N�o � longe. Mesmo em frente.
Sodoma e Gomorra.
Cidad�os de Sodoma e Gomorra, aten��o!
Os vossos pecados clamam pela destrui��o!
Compram seres humanos como se fossem objectos de pedra!
Tratam- nos como instrumentos de prazer
ou m�quinas para o trabalho.
Voc�s os for�am a retirar vossos dep�sitos de puro sal,
para aumentar o poder da vossa cidade infame.
O vosso poder e riqueza dependem do sal.
E o vosso sal � comprado com o sangue dos escravos.
Ou�am-me, povo de Sodoma!
� Alabias, o velho palha�o.
Fa�a-o calar. Vou avisar o pr�ncipe.
Um dia, ir�o destru�- los assim como,
o vosso pr�ncipe ir� se destruir a si mesmo.
Sil�ncio! Ousa blasfemar contra o irm�o da rainha?
Quem � ele para exigir lealdade e voc� para falar nela?
Voc�s, que monopolizam a mercadoria,
mais valiosa que ouro na �frica: sal!
Que o usam para manter os vossos dedos cru�is,
controlando todo o nosso pa�s.
Que trocam sal por j�ias, perfumes,
ou escravos para saciar o apetite da rainha,
e vosso pr�ncipe infame!
Cavalg�mos r�pido para avis�-lo. Espero termos chegado a tempo.
Ela ainda n�o chegou.
Fez bem em vir depressa. Ser� recompensado.
N�o basta chamar outros homens.
Trai��o. Uma derrota em batalha. lsso a desgra�aria.
Sua morte seria considerada um acto supremo de patriotismo.
E seu assassino, o pr�ximo rei de Sodoma e Gomorra.
Minha irm�!
Ela se considera uma l�der mais forte que um homem.
Mas tem a mente curta das mulheres.
Posso criar uma na��o, um imp�rio!
Ela s� quer conservar o que tem: as nossas duas cidades.
Solte-me!
A� est� ela, criatura infame.
Tamor, Tamor. Aqui em cima.
N�o se preocupe. Eu a protegerei, Tamor.
Sil�ncio!
Qual � a mensagem dele para mim?
Que a chegada dos Hebreus altera os planos.
Ainda n�o � o momento.
Eu disse, sil�ncio!
Respire fundo.
Mandei respirar!
Ele � cego.
Cego? Que ideia maravilhosa.
T�o criativo.
Torna tudo mais interessante.
Um excelente refinamento,
que dever� fazer essa vadia falar.
Diga os nomes que minha irm� quer saber,
e suas irm�s morrer�o.
Se me as deixar ver, eu direi tudo.
Era a minha escrava favorita.
N�o era feliz comigo?
Nem mesmo grata?
O que disse aos Helamitas?
Desde quando assassinos s�o ju�zes?
Desde quando traidores t�m o direito de questionar?
Quem a mandou l�?
Prefiro que eles continuem vivos.
A minha heran�a para Sua Majestade em Sodoma!
Tranque.
Tamor. Tamor! A escrava!
Tutiamo! Depressa. � melhor assim.
N�o! N�o!
Eu lhe imploro! N�o sentirei dor.
- N�o! - Me abrace!
- O nome, Tamor! - Tutiamo, por favor! Por favor!
Ela morrer� calada.
Mate os demais.
Fale! D�-me o nome!
Quem a enviou aos Helamitas?
Fale antes que seja tarde! Fale!
Este animal � a maior prova do seu bom gosto.
Obrigada, Majestade.
E orgulhosa.
A primeira coisa que aprende � suprimir o orgulho.
- Admiro o orgulho. - N�o deve ter sido agrad�vel,
tomar Tamor como exemplo.
A expectativa de vida das favoritas da rainha,
� incomodamente curta.
Encontrou os Hebreus?
� mais do que meu irm�o fez.
Ele me alerta contra eles h� semanas.
Porque ser�?
Os Hebreus n�o s�o confi�veis! S�o fan�ticos!
Far�o de tudo para propagar a sua f�. E voc�,
diz-me que n�o s�o perigosos.
Perigosos? Perigosos para quem?
Para n�s.
- N�o estavam desarmados? - Os que vi, sim.
Gostaria de ver porque os considera uma amea�a..
Ap�s completar meus planos, vamos visit�- los.
Eu vivo, minha cara irm�,
apenas para obedecer �s suas ordens.
Como sempre, seu pensamento � est�pido.
Ele os considera uma amea�a.
De uma certa maneira, sua presen�a pode ser �til.
No caso de um ataque dos Helamitas.
Em tempos de paz, vivem para o trabalho.
Escravos da terra.
N�o s�o escravos. Seu l�der, Lot, disse
que um ser humano possuir outro � errado.
Se n�o t�m escravos, devem ser muito pobres.
Pobres? Sim, � claro.
Mas n�o parecem ter consci�ncia disso.
Se ele n�o quer ter escravos, � problema dele.
Mas nem sempre � poss�vel evitar ser escravo.
Principalmente quando tentados por trapaceiros,
t�o velhos como Sodoma e Gomorra.
Quantas vezes?
At� no nosso mercado temos,
mas os Hebreus mant�m a sua palavra. Podemos confiar neles.
Entre n�s e o grande imp�rio com o qual meu irm�o sonha.
Est�o os Hebreus, com a sua nova religi�o.
E entre os Hebreus e o mundo, Sodoma.
E voc�, lldith? Tem medo de ser a minha favorita?
O Jord�o.
Onde passaremos pelo mais duro teste.
Nenhum Hebreu deve entrar nestas cidades ou aproximar-se.
Ningu�m deve cruzar o rio.
Ningu�m deve cruzar o rio.
Minhas duas corajosas filhas.
A nossa longa jornada chegou ao fim.
N�o deixe que bebam demais.
Obrigado, Senhor, pela nossa liberta��o.
lmploro para que mostre o que devemos fazer agora.
O velho Alabias ainda vive.
Que odioso lugar � este!
Que terr�vel blasf�mia!
Mortos e moribundos. Ossos alvos sob o c�u do Senhor
e seu doce sol.
N�o se mexa. Vai ficar bom. Cuidaremos de si.
Beba.
Devagar.
Que lugar � este?
O cemit�rio dos escravos de Sodoma e Gomorra.
A carne desses ossos,
� a argila que erguem essas cidades in�quas.
Vamos!
Mexam- se!
Mais r�pido!
O Povo Eleito. � assim que se auto-denominam.
Eleitos por quem?
Parem.
Voc� tinha raz�o. Quem se veste em trajes grosseiros,
tende a prezar a brutalidade como virtude.
Desde que ningu�m confunda isso com fraqueza.
Baixe.
Necor.
Ningu�m deve cruzar o rio. Ningu�m.
Excepto voc�, Lot. Deve negociar com eles.
Tome cuidado, Lot.
N�o se preocupe.
Meu filho e eu somos escravos da rainha. Devemos carreg�- lo.
- Tenho minhas pernas. - Por favor, assim conversamos.
N�o t�m escravos?
Somos nossos pr�prios servos. Servos de Jeov�.
Se eu e meu filho os procur�ssemos, abrigar-nos-ia?
Sim.
Obrigado.
Majestade.
Lot, l�der dos Hebreus.
De tantos lugares para escolher,
porque cruzou o deserto para vir aqui?
Soube que a terra era f�rtil.
Para as suas planta��es ou sua religi�o?
Para ambos, talvez...
Se as terras fossem suas, voc�s a defenderiam?
As tribos n�madas s�o hostis.
N�o somos guerreiros,
mas lutaremos para defender o que � nosso.
Ent�o, torne-a sua. Todo este vale
por 100 mil talentos de gr�os por ano, digamos
Dez anos?
� bom que saiba que a terra � est�ril e seca.
O pre�o � alto demais.
75 mil talentos por ano e nada mais.
- 50. - Concordo.
- Por, digamos, 7 anos. - De acordo.
Minha filha, Shuah, traz-lhe um presente,
para selar o acordo.
Para secar suas pernas.
Vou lhe dar um presente em troca.
Minha escrava, lldith.
N�o irei.
Prefiro morrer.
Para isso fui educada? Para viver com pastores?
Em banheiras de couro fedido?
Foi educada para me obedecer.
Majestade, � contra nossos princ�pios ter escravos.
� tamb�m contra seus princ�pios libert�-los?
Adeus.
Boa sorte.
Mais r�pido. Vamos.
Teremos problemas, Necor.
- Maleb. - Pai.
As mulheres, em especial, as esposas, a rejeitam.
Ela � uma ex-escrava de Sodoma.
Mas devo lembr�-los, no altar do sacr�rio,
da necessidade da hospitabilidade.
Obrigado, Necor.
Vestimo-la como ordenou, Lot.
Ela queixou-se da roupa, mas disse-lhe que se acostumaria.
Como o resto de n�s. - Obrigado, Ruth.
Como ordenou, Lot.
N�o vai olhar para mim?
Delicada, n�o? E suave para a pele.
Acha mais adequado do que a seda que eu usava?
- Para o seu prop�sito, sim. - Que prop�sito?
Um ninho de p�ssaros? Plumas brilhantes para atrair p�ssaros?
Veja isto!
N�o concorda comigo?
N�o. Mulheres usam roupas para proteg�- las,
do sol e do frio.
lsso explica a roupa.
O Hebreus confundem roupas com tendas.
S�o folgadas, assim deixam os membros livres para o trabalho.
- Que trabalho? - O trabalho da mulher.
Cozinhar, tecer seguir os plantadores.
A escravid�o � contra os seus princ�pios?
Sim, �.
E quer que fa�a algo que uma escrava como eu nunca fez.
Trabalho � o pre�o da liberdade. Auto sustentar-se.
Ser capaz de determinar como e onde trabalhar�.
Ser dona de si mesma.
Se isto significa rosto queimado de sol,
roupas sujas e grosseiras como esta.
Ent�o, quero ser escrava.
Eu tamb�m, pai. Se isto significar perfumes e sedas.
Sinta, pai. Como asas dos anjos.
E os sapatos. Que lindos sapatos.
Precisar� deles quando secarem.
Como ousa? O que sua m�e diria?
O que ela diria ao ver,
a dona destas roupas na nossa tenda?
Sabemos porque a abrigou.
Um vi�vo n�o se deve envergonhar disso.
lnsolente!
Esqueceu- se de que seu pai � o l�der.
Aprendi, como escrava,
que um l�der n�o erra.
As redes! As redes!
Vamos! Vamos!
Devolvam os nossos escravos!
Estas terras s�o nossas. Aqui est�o livres.
Devolva-os!
N�o!
Esperem!
Parem a luta!
lsmael! Mataria um homem indefeso?
Mataria?
Ent�o?
Ajude- o.
E voc�!
Diga � rainha que cuidaremos dele at� poder cavalgar.
Shuah, leve- o � nossa tenda.
Diga a ela que eles est�o livres!
N�s lhe daremos abrigo.
Saiam das nossas terras.
Voltemos a Sodoma.
Os Sodomitas nunca vos perdoar�o.
N�o tememos os Sodomitas. Somos servos de Deus.
Deus nos guia. S�o eles que devem nos temer.
Os anci�es e Lot oferecem uma prece a Jeov�,
e rogam que Ele nos ajude na nova empreitada.
� melhor pedir espadas e lan�as.
Eles n�o entendem. Os Sodomitas s�o seus inimigos.
Cuidado com Astaroth e a sua conversa macia.
Cuidado com ele.
Est� sempre pensando em mim, n�o?
N�o.
- Nem � noite? - Nem um pouco.
Diga.
Pensa muito em mim?
Minha pele ainda � suave?
Meu cabelo ainda tem um belo aroma?
E sua m�o ainda treme.
Meu pai mandou cuidar de si. � tudo o que fa�o.
Nem mesmo � noite?
As paredes da tenda s�o finas e voc� dorme t�o perto.
Eu a ou�o.
As suas palavras s�o muito interessantes.
Que palavras?
Que palavras?
Devo-lhe contar?
Devo?
Porque age assim? O que acontece?
A sua pele.
O aroma dos seus cabelos.
Eu tento. Porque n�o consigo deixar de sentir?
Nada sentir � morrer. � jovem demais para isso.
Lembre- se do seu sonho de ontem.
A resposta,
A resposta est� aqui.
Ele nem lhe disse que estava partindo.
N�o.
Porque deveria? Ele s� ficou para se divertir.
Lembra-se de como lldith o olhou quando chegou?
Assim s�o as mulheres dele.
Essa largura � suficiente. Resistir� � press�o.
Quanto tempo levar�?
Se trabalharmos como Eber, estar� pronta na primavera.
Um presente para a rainha de Sodoma.
Ela se alegrar� ao ver isto se tornar verdejante.
A terra prometida dos escravos de Sodoma.
V� esta raiz? Ela � muito comum nas colinas daqui.
Quando voc� a corta, ela sangra.
Usamos o sumo para pintar as unhas.
V�?
Quanto mais voc� usar, mais escura ela fica.
O que est� havendo?
Estou ensinando-a a cuidar dos p�s.
Estou vendo. Shuah.
� tarde. Os animais precisam de �gua.
Papai n�o quer que eu seja atraente.
Maleb n�o pode cuidar dos animais?
Ela deve trabalhar por duas? V�.
Minhas filhas s�o bonitas por natureza.
N�o precisam de adornos.
Talvez at� as mais belas precisem de ajuda.
Deve haver um certo charme sobre a carne e a pele
queimadas pelo sol e ressequidas pelo vento.
N�o percebemos isso em Sodoma.
� mesmo?
Este ch�o tem suas vantagens. No m�rmore, isto quebraria.
Que estranho.
Deixe- me ver a outra m�o.
Perto da luz poderei ver melhor.
N�o tem as m�os de um fazendeiro.
N�o?
Tem as m�os de um homem importante.
A linha da vida � longa e clara.
A minha � curta. lsso significa que morrerei jovem.
Acredita nessas coisas?
Voc� n�o?
S� Deus conhece o nosso destino.
Essa cren�a d�-nos uma f� que remove montanhas.
Logo ver� que esta f� criar� algo,
que transformar� estas terras.
E quando vir esta cria��o,
a�, talvez, compartilhe da nossa f�.
Ap�s esse belo discurso, vai dormir ao relento?
N�o, na tenda de lsmael.
Eu devia ter-me lembrado.
Aqui � quente e confort�vel. Talvez confort�vel demais.
Tem de dar um bom exemplo aos homens.
Mesmo que quisesse ficar, voc� n�o ousaria.
Boa noite.
� mais escravo da sua f� do que um escravo em Sodoma!
Embora sua visita nos tenha surpreendido,
fizemos, em sua homenagem,
esta primitiva mostra de habilidade dos nossos homens.
Realmente primitiva.
O poder de 12 tribos do deserto.
Que marchem mais uma hora.
N�o entendo porque n�o ataca.
Paci�ncia. Soube que sua irm� tem novos aliados.
Os campos dos Hebreus s�o desprotegidos. N�o usam armas.
Soube que o irm�o da rainha foi derrubado por eles.
Foi um acidente.
Eles s�o um povo pac�fico.
Prefiro avaliar com meus pr�prios olhos esse
povo pac�fico. Tudo deve esperar o momento certo.
Treinei leopardos para ca�ar.
Sei, pela tens�o da corrente, quando o animal vai saltar.
Ainda n�o chegou o momento.
Esperarei sua majestade.
J� chega.
- Viu meu irm�o? - N�o, majestade.
Em resumo, devemos estar em alerta constante.
E procurar ganhar aliados.
No ataque, devemos usar for�a total contra a rainha.
Senhores.
Que prazer ver tantos dos meus leais oficiais.
T�o seguros est�o das nossas defesas,
que podem passar seu tempo,
jogando o jogo favorito de meu pai.
Jogando aqui, ante seus restos mortais.
D�-lhe a ele e aos outros ancestrais,
uma homenagem que eles recusariam.
Saiam!
N�o somos t�o in�teis como pensa.
N�o? Mais importante.
Seus oficiais descobriram o que os Hebreus fazem?
Antes de entrar, eu sugeri a teoria,
de que os blocos de granito que nos intrigam
s�o para um templo para o voraz Deus deles.
� melhor se certificar. Eis o primeiro pedido de sal deles.
Eles devem pagar todo o sal que usarem.
lldith pode ser �til para si.
Pergunte- lhe o que constroem.
Uma visita aos Hebreus, mas que prazer.
A filha mais nova de Lot.
�s vezes invejo a liberdade dos homens.
- Nada mais? - Muitas coisas.
Como voc�, talvez, est� consciente...
querido irm�o.
O mais velho e mais querido inimigo de todos.
- Voc� fez sangrar. - Eu sei.
lsso j� n�o lhe d� prazer?
Nem mesmo dor.
V�. Obede�a �s minhas ordens.
Como quiser, minha cara irm�.
Ent�o Sodoma acha que erguemos um templo para Jeov�.
N�o para Jeov�.
Um templo pag�o, creio eu, para a fertilidade.
Os bons vizinhos chegaram.
Trouxemos presentes. Lindos presentes. Perfumes.
- Ouro e prata! - Tudo para voc�s!
Venham! Venham!
Ouro para o seu l�der!
Trouxemos outras coisas!
Bom dia.
N�o est� feliz em ver-me?
Diga-me.
Este homem, Lot, sente-se atra�do por si?
- Acredito que sim. - �ptimo.
O que os Hebreus erguem no c�nion?
- N�o fa�o ideia. - Seu trabalho � descobrir.
Porqu�?
Diga-me.
Minha cara, est� aqui para nos manter informados.
Para converter Lot aos nossos costumes,
como Malek atrai suas mulheres.
Diga a sua irm� que nada sei e que se soubesse, me calaria.
Ora, minha cara.
Sabe que minha irm� odeia rispidez.
E da�? Ela me deu de presente. N�o � mais dona de mim.
Sou livre. Posso fazer o que quiser. Sou dona de mim mesma.
Fa�a bom proveito.
Shuah!
O p�ssaro que procura abrigou-se na mata.
Obrigado.
Sua lealdade a Lot � tocante.
Porque se esconde de mim?
Agora me evita? Zangou-se por eu partir sem avisar?
N�o vai mostrar onde est�?
�ptimo.
lsso melhora o jogo. Terei de achar seu rastro.
Deixou rastro. Deixou-o de prop�sito.
Fez isso para que eu a seguisse,
e a achasse. Mesmo para um ca�ador indiferente,
� f�cil seguir rastros num canavial, como bem sabe.
Logo os acharei. Descobrirei onde est�.
Porqu� tanto, Melchior? Porqu� tanto?
- N�o! - Queria que a achasse, admita!
- Voc� me queria! Admita! - N�o!
O sal � para todos! � de todos! Como �gua! Como o ar!
O que o conselho decidir vale para todos n�s.
- Porqu�? N�o somos escravos. - Sil�ncio! Sil�ncio!
Agora, voc� v�!
V�!
Lot! Lot! Lot!
Astaroth e Shuah. Eu n�o pensei. Me perdoe.
No canavial.
Por favor. Deixe- me.
Que jovem estranha. Quer que eu seja mais duro?
Seu c�o!
Deixe- me ao meu prazer ou morra!
Vamos, mate- me. Mas nunca voltar� a Sodoma vivo.
N�o!
Voc� o quer vivo?
Uma vez me poupou. Agora, o poupo.
Agora estamos quites. Na pr�xima vez n�o haver� perd�o.
Nenhum favor dado, nenhum favor pedido.
Se tocar minha filha mais uma vez, uma �nica vez
por Jeov�, eu o matarei.
Lot, veja!
- Quem s�o eles? - N��madss. Helemitas.
Agora concordar�. � mais s�bio se retirar.
Reunamos o conselho para planear a nossa defesa.
- Acab�mos de deixar o posto. - Muito bem.
As sentinelas est�o a postos?
Como ordenou.
Em pontos altos, onde se pode ouvir a voz do outro.
- �timo. - Mas h� dias n�o vemos nada.
Ela trabalhou como n�s a semana toda.
O que uma semana prova?
Est�o nos olhando. � melhor eu ir.
Espere.
Olhe para ele. Logo ela o ter� de joelhos.
Deixe-os em paz.
Lot.
Lot, espere.
Quero falar consigo. � sobre Maleb e eu.
- Queremo-nos casar. - Casar?
Naturalmente, n�o agora. Dentro de seis meses.
Quando um homem e uma mulher se amam,
n�o devem ficar longe um do outro.
H� motivos para esperar. Minha parte na colheita.
- Uma casa para arranjar. - Seja quando for,
ter�o minha ben��o. V� beij�- la.
- N�o me devia ter seguido. - N�o.
Na minha pr�pria tenda, � luz do dia?
� justamente isso.
As mulheres no rio em 10 minutos todos saber�o.
Um esc�ndalo.
N�o tem boa opini�o sobre mim.
N�o?
Confunde- me com meu trabalho.
Lot, o l�der da tribo, nunca faria isso ou aquilo.
Ent�o, Lot, o homem, tamb�m n�o.
Agora, aqui est� Lot, o homem.
Seu cora��o bate como o de um menino.
Ele n�o foi � sua tenda, suas pernas o levaram.
Deixe que todos saibam.
Devo negar a mim mesmo o que os outros acham natural?
Deve, porque seu povo precisa crer que � um bom homem.
Bom? Porque n�o ins�pido? Grisalho?
Velho? Entediante?
N�o foi o que eu disse.
O que um bom homem tem a ver com estar aqui consigo?
Por favor, Lot, por favor.
Pensa que sou um bom homem e voc� n�o � uma boa mulher?
� isso? Porque voc� j� viveu em Sodoma?
Nunca poder� imaginar a vida que levei em Sodoma.
lsso � passado. N�o tem mais rela��o consigo.
Veja estas m�os. Com rachaduras, vermelhas.
N�o s�o as m�os da escrava que me deram.
S�o as m�os de uma nova mulher.
Voc� n�o tem certeza. Nem eu.
As m�os da mulher de agora.
A mulher que quero para mim.
Est� bem. Porque n�o?
Fui treinada para a submiss�o.
Posso lhe dar prazeres nunca sonhados.
Em Sodoma t�nhamos nossos banhos.
Me perdoar� se eu n�o estiver perfumada?
Pena que tomou o meu lindo vestido.
Gostaria de ficar linda para si.
N�o importa. Voc� � t�o devotado
N�o sentiria falta de certos requintes.
N�o � prazer que quero.
Quero seu amor. Eu lhe dou o meu.
N�o me ame.
- Quero- a como esposa. - N�o me ame.
N�o sou mulher para ser amada.
- Porqu�? - N�o sei. Mas n�o deve.
- Minha boa esposa. - N�o � pelo que fiz
mas pelo que posso fazer.
Talvez eu nunca chegue a crer em Jeov�.
- Voc� ir� crer. - Talvez nunca seja feliz
- nestas roupas. - Voc� ser�.
Talvez. Talvez algo dentro de mim o traia
e eu queira voltar para Sodoma.
Assumirei esse risco.
Porque me pertuba?
O que n�o podia dizer aos guardas?
Um favor n�o chama outro?
N�o foi Melchior que disse onde estava a filha de Lot?
Posso fazer outros favores.
Mas talvez n�o se interesse pelos primeiros Hebreus,
que queiram ser cidad�os de Sodoma.
Favores passados s�o lembrados com prazer.
Favores futuros ser�o recompensados.
Voc� � bem- vindo aqui.
Abram! Abram!
- Melchior nos traiu. - O que mais tem a dizer?
Aos Sodomitas, nada
mas a Hebreus traidores, muito!
Voc�s est�o mortos!
Palavras in�cuas de uma religi�o vazia.
Eu diria que est�o loucos se n�o tivesse visto o dique.
Socorro! Socorro, pai!
N�o o levem!
N�o! N�o!
Tem sido t�o s�bia.
Cai no buraco que cavou para eles.
Vendeu uma terra inf�rtil por um pre�o exorbitante.
Agora, com o dique, aquela terra sem valor
pagou o seu pre�o em 2 anos.
Agora, o tempo est� do lado deles,
minha graciosa irm�.
Mas Melchior disse algo mais.
� verdade,
que Lot se vai casar com lldith?
N�o acha isso importante? lsso prova para mim,
que o l�der daquele povo inabal�vel,
n�o � t�o inabal�vel.
O tempo est� do meu lado.
Fale.
Majestade.
O l�der dos Hebreus, Lot
espera com alguns conselheiros. Querem falar-lhe.
Diga que s� falarei com ele.
lsso � �ptimo. Ele se colocou nas nossas m�os.
Com um golpe destru�mos Lot e deixamos os Hebreus sem l�der.
E Sodoma sem aliados?
Sua vol�pia em servir me toca.
Guarde a espada e espere l� fora.
Porque sou tratado como uma crian�a?
Disse que queria falar a s�s com Lot.
Meu irm�o sofre de um ataque de orgulho ferido.
N�o lhe d� aten��o.
- Veio buscar Melchior? - N�o me importo com traidores.
Onde est�o os ex-escravos que levaram?
Controle- se e tenha calma, Lot.
Onde est�o? Quero-os de volta.
� nosso prazer lhe dar prazer.
Vamos acomodar-nos.
Perde seu tempo. N�o vim beber vinho e sentar em almofadas.
Sou o l�der dos Hebreus.
Vim conversar com a l�der dos Sodomitas.
Deixe- nos.
Devo falar n�o como mulher, mas como l�der de Sodoma?
Ent�o, fale como l�der dos Hebreus.
E n�o como auto- proclamado profeta de uma seita imagin�ria.
Deixemos de lado a camuflagem.
Quer ver os escravos que recaptur�mos?
Venha.
Aonde ele vai com ar t�o silencioso?
Aonde quer que seja, de nada lhe servir�.
A ira do nosso general ir� liquidar todos os perversos.
Um homem numa terra livre � livre.
Se n�o �, n�o somos donos daquelas terras.
Neste caso, partiremos.
Quem disse que me importaria com a vossa partida?
- lldith? - Ningu�m me disse nada.
Um dia me perguntou se eu lutaria pelas terras.
Presumi que nossa presen�a lhe era conveniente.
Mas talvez tenha me enganado.
Um momento.
Eu posso ser generosa.
Os tr�s escravos recapturados ser�o devolvidos aos Hebreus.
Sim, majestade.
E o direito de asilo?
Como insiste que seja parte da sua terra, isso tamb�m.
Recusou- se a beber comigo antes.
Beba agora para comemorar um acordo,
entre dois inimigos cordiais.
Somos inimigos, n�o?
Nossos povos, n�o. Nossas filosofias, sim.
V� algum des�nimo? Vislumbra alguma fraqueza?
Nada a n�o ser impetuosidade e �nimo.
Curvo- me ao seu bom julgamento.
Mas se isto tem de ser feito, tem de ser agora.
Nunca perguntou o meu pre�o.
Presumi que haveria um.
Durante anos n�s pag�mos caro pelo sal da sua cidade.
Agora, a nossa vez chegou.
Metade da produ��o anual de sal de Sodoma.
Eu concordo.
O leopardo estica a correia. Quando eu o soltar,
cuidar� da presa dentro das muralhas.
Minha irm�?
Sim, minha irm�.
H� muito espero por essa ca�ada.
Alegra- me v�- la como esposa de meu pai.
Obrigado, Shuah.
Posso ser o primeiro a lhes oferecer p�o?
O sal da vida.
Maleb.
- Parab�ns, Lot. - Obrigado, lsmael.
Os pr�ximos ser�o voc�s.
- Seja feliz. - Obrigado.
Longa vida.
Obrigada.
Meu pente da sorte.
Usei- o como isca para atra�- lo.
Nunca o perca.
Leve as mulheres e crian�as para Sodoma. Exija abrigo.
Acalmem- se! Tenham calma!
Sab�amos desta possibilidade. Mas jur�mos defender esta terra.
Nossa terra. Estamos preparados.
Agora, armem-se! Tomem suas posi��es!
Calma. N�o � t�o ruim. Estamos bem preparados.
Calma. Eles passar�o pelo c�nion antes de chegarem aqui.
Eles chegar�o em uma hora. Tenham f�. Acalmem-se.
As sentinelas nos alertaram. Lot previu tudo.
Trein�mos tudo isso. Tenham calma.
Enfrentem o inimigo com f�.
Lamento. No dia do nosso casamento.
Sil�ncio, Maleb. O que as outras mulheres pensar�o?
Ele voltar�. Shuah.
Voc� e sua irm�. Ajudem lldith com as mulheres.
Sim, pai.
Minhas filhas a obedecer�o como se fosse a m�e delas.
Vamos agir agora.
Os Helamitas est�o a 8 km daqui.
Voc� ficar� sob comando de Lot. Ataque.
Devemos escolher nossos oficiais mais confi�veis
para ficar na cidade como seu corpo de guarda.
Como queira. Escolha-os.
Deixem- nas entrar!
Os que escolhi est�o na frente!
Como os guerreiros mais confi�veis da rainha
receberam esta honra.
Quero a honra de lider�- los.
Servir� melhor perto de mim.
Aqui, ao meu lado.
Meu protector.
Ataquem o acampamento hebreu!
Morte aos Hebreus! Destruam o acampamento!
Nossos aliados nem defenderam seu pr�prio acampamento.
Os Hebreus se foram! Eles fugiram! Escaparam!
N�s os acharemos!
A cavalaria sodomita � considerada trai�oeira.
Espero que eles n�o sejam vitais.
Ser�o uma for�a reserva. Com sorte, eles nem lutar�o.
Lot! Lot!
Os Helamitas destru�ram o acampamento.
Tendas, gr�os, tudo queimado.
Todos est�o em posi��o.
Prontos, Lot!
E se os Helamitas n�o lutarem onde os queremos?
Para isso servem as iscas. Sinalizem para avan�arem.
Os Hebreus!
N�o faremos prisioneiros!
A palavra de ordem � matar!
�leo!
Escondam- se!
Escondam- se!
Como v�, capit�o, eles est�o preparados.
Matem! Matem!
Os aliados do pr�ncipe est�o encurralados.
O segredo da armadilha est� l�.
Destruindo- a, mudaremos o curso da batalha.
Cuide daquele tanque, eu cuido do outro.
Ataquem!
Ataquem!
lsmael!
Retirar!
Retirar! Retirar!
O fogo est� a apagar-se!
Veja o que foi.
Detenham- no! Volte! Traidor!
Socorro! Socorro!
Socorro!
N�o ou�o nada. Os mortos n�o falam.
Socorro!
Seremos massacrados! Ordene a retirada!
Nossos homens os deter�o enquanto destru�mos o dique.
- O dique? - N�o! N�o!
N�o � a �nica esperan�a do nosso povo para o futuro.
Acha que n�o sei? N�o h� alternativa.
Demos a nossa palavra. Eles lutar�o at� ouvir o sinal.
Os Sodomitas tamb�m se retirar�o ao sinal.
Eber, volte para o dique.
Helemitas, ataquem!
Atacar!
Defenda aquele lado. Eu defenderei o outro.
Protejam os Hebreus!
Ex�rcito ao meu comando, agora! Recuar. Recuar.
Atr�s deles! Est�o indo para o dique! Atr�s deles!
Ataquem!
Nebor, destrua o dique. � nossa �nica esperan�a.
Tentaremos ret�- los.
Agora!
Por ali! Subam!
Mandou-os esperarem meu sinal?
Est�o � espera.
Querem afogar-nos. Mande desmontarem.
Desmontar!
Ataquem!
Esperem! Esperem!
Ataque o lado sul do dique com metade dos homens.
Ataque ao lado sul.
A outra metade atacar� o norte.
lnfantaria, avan�ar!
Atacar!
Cortem as cordas! Cortem as cordas!
Cortem!
Vamos! Subam a encosta do c�nion! Depressa!
Recuar!
Quais as not�cias?
Vict�ria! Vict�ria total!
Perigosos! N�o tinha dito que os Hebreus eram perigosos?
Meu caro protetor, que n�o teve chance,
de proteger a sua soberana.
Traga �gua e ligaduras para os feridos.
Entre Sodoma,
e o mundo,
s� os Hebreus.
Ou�am sua majestade.
- Esperem! Esperem! - Esperem!
Hebreus e Sodomitas, parab�ns.
Oferecemos nossa hospitalidade da cidade ao corajoso Lot,
e a todo o seu povo.
Dentro, h� comida e bebida
e tudo com que seus guerreiros sonham.
Caridade? Caridade dos Sodomitas?
Tomemos Sodoma! Libertemos os escravos!
Ordene, general, e reduziremos a cidade de Sodoma a cinzas!
N�o.
Eu vou aceitar.
N�o temos escolha.
Majestade, aceitamos a sua oferta de comida e abrigo,
at� que nossa aldeia seja reconstru�da.
Vou cuidar dos feridos.
Jeov�, me d� algum sinal que agi correctamernte.
Que fiz a escolha certa.
Mas mostre o que devo fazer em seguida para o Senhor.
Onde podemos arranjar �gua? Ali, r�pido.
Ali. Eu verei ali.
Maleb.
Todo o trabalho destru�do.
Pelas �guas que consider�vamos uma ben��o.
A �gua continua aqui pronta para ser usada.
Lot! A �gua!
Esta terra � amaldi�oada!
N�o estou convencido. N�o estou nem um pouco convencido.
Toda ela.
A �gua ou o deslizamento levou a terra embora.
Nunca plantaremos nada. N�o haver� colheita.
E tudo isso na nossa terra.
De que adianta uma terra envenenada?
- Voltemos � nossa terra de origem. - N�o.
N�o. Aceitaremos o convite da rainha.
Viveremos em Sodoma, mas separados deles.
- Viver em Sodoma? - N�o, Lot. N�o!
Era o sinal esperado.
Jeov� escolheu-me para tirar meu povo dos campos.
Abriremos lojas. Usaremos pesos corretos.
A tirania sodomita chegou ao fim!
Mercadores que n�o vinham a Sodoma comprar�o de n�s!
Pagaremos a terra em 1 ano.
O que venderemos?
Sal!
Os Hebreus passaram a viver em Sodoma e Gomorra.
Deixaram sua vida de agricultores e pastores,
para venderem sal.
O dinheiro � para nossa terra ou � para si?
� para libertar os escravos.
- Sil�ncio! Sil�ncio! - O juiz Lot vai almo�ar.
Voltem amanh� e Lot ouvir� as vossas queixas e far� justi�a.
Antes, Lot n�o parava para comer.
Ele comia enquanto trabalhava. O suor temperava a sua comida.
Antes, Lot dizia que o sal devia ser livre, como o ar e a �gua.
Agora, ele o troca por ouro. Eis o que ganh�mos num dia.
lsto � para comprar as nossas terras.
Vendemos mais porque nosso pre�o � justo.
Diga isso aos escravos Sodomitas.
Os Sodomitas os exploram ainda mais para terem um bom pre�o.
Lot saiu-se victorioso e trouxe riqueza para voc�s e n�s.
Ser� que n�s, Sodomitas, somos mais generosos que voc�s?
- Admiramos o seu Lot. - Um grande homem.
N�s o amamos e sabemos que ele � um servo de Jeov�.
O servo n�o deve esquecer o mestre.
- Est� criando revolta. - Como deve ser a raiva?
O que ganha agindo dessa maneira?
Voc� n�o entende. N�s temos de det�- los.
Quer violar o acordo?
lria parecer ideia dos escravos.
O que h�?
Ao fugirem, temos a palavra da rainha,
que numa casa hebraica eles s�o livres.
Roubar a propriedade da rainha � abusar da palavra dela.
Propriedade?
Seres humanos s�o mera propriedade?
Como voc� mudou.
Sou um homem de paz. Respeito a opini�o dos meus vizinhos.
Aceitamos sua hospitalidade, dividimos o p�o.
N�o podemos roubar o que compraram.
N�o poder�amos continuar aqui.
Estamos aqui para libertar escravos.
Estamos aqui para trazer decoro aos Sulamitas.
Enquanto escravos morrem?
De todos aqui, voc� sabe o que � ser escrava.
Diga- lhe!
Um escravo das minas?
Como vou saber? Nunca fui um deles.
Sua liberdade importa menos que a paz com Sodoma.
Ordeno que n�o fa�a mais nada sem meu consentimento.
Porque vivemos aqui?
Voc� n�o entende.
Ao ganharmos o respeito dos sodomitas,
obteremos pela lei o que desejamos.
Por lei?
E tudo voc� destruiria num �nico acto!
Mas eles nos mudam mais a n�s do que n�s a eles!
Veja. Suas roupas, esta comida! Esta casa!
Vivemos aqui por decis�o dos anci�es.
Lot � l�der de um povo pr�spero.
E Shuah, que se maqueia e nunca est� em casa.
E Maleb, que evita meu olhar.
� verdade?
Shuah passa o tempo com mo�as da sua idade.
Quanto a Maleb, se pensasse nela como pensa nos escravos,
n�o haveria problemas entre v�s.
Como julga pureza se n�o a tem?
Se tem queixas contra mim ou minha esposa,
fale com os anci�es.
Os anci�es.
Perdoe-o. Sua raiva � comigo, n�o com voc�.
Ele n�o percebe o quanto estamos perto,
de alcan�ar o nosso objetivo.
Lot n�o o ouviu?
Ouvir? Sim. � o que ele melhor faz. Mas se recusa a agir.
Uma vez, a rainha disse que entre os Hebreus e o mundo,
existe apenas Sodoma. Acredita nisso?
Sim, acredito.
De todos os Hebreus, quem acha que � o mais poderoso?
Meu tio Abra�o.
E se voc� converter Sodoma?
Ent�o, seria o mais poderoso.
Lot! Como eu ficaria orgulhosa.
Orgulhosa?
Se isso acontecer, ser� por vontade de Jeov�.
Sou apenas seu instrumento.
Seu instrumento? N�o.
� pelo que fez como Lot, o homem.
Voc� ainda n�o entende. Ainda n�o acredita.
Que seus grandes feitos n�o se devem a si?
Mas s�o obra deste grande e invis�vel Jeov�? N�o.
H� momentos em que sabe quem merece todo o cr�dito.
Mas...
quer que a escravid�o o ensine?
N�o.
Preocupo- me com o seu bem.
N�o quero que passe por prova��o ou perigo de novo.
Sem f�, voc� se perder�.
Ent�o, que eu me perca!
N�o acredito no que n�o vejo.
Sei que n�o serei capaz,
de suportar prova��es novamente.
Mas isso n�o acontecer�, pois voc� me proteger�.
N�o lhe basta, por enquanto,
que eu acredite em si?
Sua irm�, Maleb.
N�o.
N�o.
- N�o acredito nisso. - Porque isso a deixa zangada?
Maleb � jovem demais, inocente demais,
sens�vel demais para ser depravada como eu.
Mais jovem? Sim.
E talvez...
e talvez mais doce.
Est� mentindo!
Se voc� se deitou com ela,
- porque me contaria? - E porque n�o?
N�o consegui deix�- la com ci�mes?
Eu tinha raz�o.
Voc� � ciumenta.
Gostaria de ter sabido! Gostaria de ter sabido.
- Que diferen�a isso faz? - Ela � minha irm�.
E da�? N�o t�m mais nada em comum?
Mais em comum com o hebreu que v� Sodoma t�o boa, seu pai.
Meu pai � bom.
- � perfeito. - Eu disse que n�o?
N�o se casou com uma das nossas?
N�o trouxe a sua tribo para a cidade?
Como � diferente dele?
Ou Maleb?
Ou eu?
Lembro o seu pai?
Capit�o.
Entre.
Prefere o capit�o?
Ele � lindo.
N�o?
Quer beij�- lo?
Vamos.
N�o tenha medo.
Venha.
Beije- o.
Vamos.
- Ela n�o � ador�vel? Responda.
Tome- a em seus bra�os.
Responda.
Pensei que anos de devo��o � sua pessoa,
merecessem ao menos respeito.
Respeitar um c�o submisso e traidor?
Ele pensa em me trair!
A rainha j� sabe de tudo.
Minha morte est� pr�xima.
Essas l�grimas...
- s�o por voc� ou por mim? - Por Maleb.
Eu devia dar-lhe uma grande alegria esta noite.
Aten��o! Aten��o!
Escutem, todos voc�s! Aten��o!
S�ditos leais,
antigos e novos cidad�os.
� rectid�o dos Hebreus, que hoje vemos,
reafirmada pelo pagamento final,
atrav�s de seu grande e ilustre l�der, Lot.
O primeiro contra os Helamitas.
O primeiro em justi�a.
Eu o nomeio, neste instante, meu conselheiro.
Primeiro- Ministro de Sodoma.
Minha eterna gratid�o, majestade.
� paz e boa vontade.
Que reinem para sempre sobre nossos povos,
enquanto sua majestade reina sobre n�s.
Os guardas...
Quantos guardas est�o a postos?
Apenas dois. Os escravos est�o prontos.
Detenham- nos!
Por ali!
Se eu lhe prestasse um grande servi�o,
teria de volta o posto que me � de direito?
� melhor recompensado quem primeiro serve e depois pede.
Houve uma �poca, Lot,
em que sua esposa podia dan�ar como elas.
Os escravos est�o fugindo!
Por ali!
Dentro, depressa!
Deixe- me entrar!
Por favor, deixe!
Ali, depressa!
Deixem- me entrar! D�em asilo!
Prenda- os!
Aten��o! Aten��o!
Sil�ncio!
Ex-escravos tentaram soltar alguns dos seus amigos.
Mas gra�as � lealdade dos novos cidad�os Hebreus
eles e seus benfeitores foram presos.
Tragam- nos!
Tragam o �leo, reacendam o fogo.
- N�o! N�o! - N�o!
Como l�der dos Hebreus,
invoco as leis de asilo!
Mas seu povo recusou- lhes asilo.
Fecharam as portas.
- N�o quero morrer! - Sil�ncio!
Este homem, ele � hebreu.
Se ele infringiu a lei, tenho o direito de puni- lo.
Muito bem. Para a pris�o, para ser julgado por Lot.
N�o! N�o! Quero ficar com eles!
Quero ficar com eles!
Soltem- me! Soltem- me!
Quanto ao resto, sua puni��o nos proporcionar� divers�o.
Nem eu nem meu povo assistiremos a tal espect�culo.
Talvez deva ouvir seu povo, Lot.
N�o ou�o protestos.
Eles acham a puni��o merecida.
- Leve-os! - Detenham-os, Hebreus!
Voc�s s�o em maior n�mero! Detenham-os!
Detenham-os! Salvem os escravos!
Salvem-os! Salvem-os!
Esteja � vontade, Lot.
Salve-os.
Salve-nos, Lot!
N�o nos deixe morrer! Hebreus, salvem-nos!
Hebreus! Hebreus!
Seu povo se tornou mais humano.
Como espera que defendam escravos,
se voc� n�o defende a virtude em sua casa?
Sua esposa!
Sua esposa.
Que era uma de n�s e ser� novamente.
Ela sabia, mas escondeu de si.
N�o o ou�a. Ele est� com ci�mes de voc�.
Ele quer engan�- lo.
Ela proteje a sua filha Shuah.
Shuah.
Jurou matar o homem que tirasse sua inoc�ncia.
E matarei.
Ent�o mate-me.
Veja a culpa no seu rosto.
E a outra, Maleb!
Que acha t�o virtuosa,
vingue- a tamb�m.
Esperem!
Uma luta igual � mais
divertida.
N�o, Lot!
Voc� n�o deve matar.
Poupe- me, Lot! Poupe- me!
Em nome do seu Deus, poupe- me!
N�o, pai! N�o! A culpa foi minha!
Deixe- o viver! Deixe- o viver!
N�o! Como p�de fazer isso?
Poderia t�- lo poupado por minha causa e n�o fez isso!
N�o fique triste.
Quero que me prometa o prazer de morrer,
nos seus bra�os.
Voc� n�o vai morrer. N�o permitirei.
Parab�ns.
Como � delicioso causar a morte.
Ver a vida escorrendo de um corpo e pensar, ''eu fiz isto''.
Por qu�? Por qu�?
Ele implorou por miseric�rdia!
Ele lhe mostrou miseric�rdia, ou a Maleb?
Em nome de Jeov� eu o puni!
Em Seu nome voc� nos guiou pelo deserto.
Voc� nos trouxe para dentro de Sodoma,
para alimentar a sua pr�pria vaidade!
Seu orgulho!
Ele pensou que Jeov� tornou a sua espada sagrada,
e que tinha o direito de matar um homem mau.
Ele tem o direito como primeiro-ministro.
Ele � a lei.
Como com os Helamitas?
J� tinha derrotado o seu ex�rcito.
mas abriu o dique para destru�-los.
Massacrou-os em nome do seu direito e seu Deus.
Abandonou-se � lux�ria do sangue.
� um verdadeiro Sodomita, Lot. Seja bem-vindo.
- N�o. - Olhe os seus Hebreus, Lot. Olhe!
O que mais se aproxima do prazer da morte,
� a excita��o de assisti-la.
Eles participaram de todos os momentos.
Voc� converteu o povo eleito,
em Sodomitas.
Eu matei.
O que a justi�a hebraica tem a dizer sobre isso?
N�o caia na armadilha dela. Cuidado.
Qual seria a senten�a, juiz Lot, para o assassino?
Fale, juiz Lot. Esperamos as suas palavras.
Eu o sentenciaria � pris�o
para ser julgado pela sua vida.
Levem- no.
N�o deixe que o levem. Lute.
Por favor, lute. Veja, seu povo. Ele o ajudar�.
Prometo que ajudar�o. Esta � a maneira deles.
N�o entende, Lot? Voc� tinha o direito de mat�-lo.
Se voc� me amasse! Eu lhe imploro! Lute!
Voc� n�o entende.
Voc� n�o entende
Lot.
Lot! Lot! Lot!
O que aconteceu? Porque est� aqui?
O que lhe fizeram? Lot Lot
Cubra- o de �leo.
Mais carv�o no fogo!
Parem!
Parem! Parem!
Meu Senhor Jeov�! Me ajude.
Como pude me iludir?
Como pude causar tanto mal? S� pensei em fazer o bem.
Expus meu povo a tenta��es irresist�veis.
Fiz isso com Seu nome nos meus l�bios,
e apenas com orgulho no cora��o.
Agora, � tarde demais.
A rainha falou a verdade.
Se somos t�o maus como ela diz,
destrua-nos, pois n�o merecemos salva��o.
Que sejamos varridos da Terra.
Meu Senhor.
Nada do Senhor restou em n�s?
Mate- me.
Se h� algo dentro de n�s,
que ainda luta pela vida diante da morte,
da dana��o, ent�o fale.
Fale por mim, Jeov�.
Para que eu saiba que merecemos salva��o.
Que temos direito de viver!
Trazemos uma mensagem, Lot.
A ira de Deus cobre esta terra
pois eles corromperam at� o povo escolhido.
Devido � sua inf�mia, Sodoma e Gomorra
e todas suas criaturas morrer�o.
Deve partir, Lot.
Guie seu povo a um lugar seguro.
Ao entardecer, a vingan�a de Deus
destruir� Sodoma e Gomorra e todos os que vivem aqui.
Agrade�o a Jeov� por crer que mere�amos a salva��o.
Por ser Seu instrumento na Terra.
Mas ele matar� todos os sodomitas? Todos?
Culpados e inocentes?
Os inocentes tiveram a sua chance,
para falarem contra a culpa e nada fizeram.
Jeov� � justo. Se houver 50 homens de bem aqui,
Ele n�o pouparia o lugar por eles?
Procure os cinquenta.
Se houver 50 homens de bem em Sodoma.
Mesmo 40! Jeov� n�o destruiria gente de bem com os maus.
Nem mesmo 30! Nem 20, nem mesmo 10!
Se eu encontrar 10 homens justos antes do anoitecer,
ele n�o pouparia o resto?
Jeov� poupar� o resto por 10 homens justos.
Mas se n�o houver 10
Ele e Sua vingan�a destruir�o as cidades e suas criaturas.
Se entre os que partirem houver um que olhar para tr�s,
Jeov� saber� que eles lamentaram por Sodoma,
e Ele os eliminar�.
Que ningu�m olhe para tr�s!
Ningu�m!
Agrade�o a Jeov� por Sua clem�ncia.
Lot, onde voc� est�? Temos de falar consigo.
Lot, onde voc� est�?
Lot.
N�o permitiremos que abdique.
Ainda � nosso l�der. Comande- nos.
Um milagre. Fui libertado.
Vejam Minhas correntes ca�ram. Fui libertado.
Lot tamb�m viu o milagre.
Vejam seu rosto. Vejam seus olhos.
- Queremos nosso l�der. - Lot, n�o nos abandone.
Eu pequei e em meu orgulho pensei em me punir.
Mas agora sei que h� Outro que me punir� no Seu momento.
Necor devemos deixar estas cidades.
- N�o devemos ficar? - N�o.
E conquistar os Sodomitas?
Parem! Em nome da rainha!
Deixe-nos passar.
N�o seja tolo. Tenho as minhas ordens.
- Lot, n�o! - Em nome de Jeov�.
Um milagre! O raio os deixou cegos!
Outro milagre! Vamos avisar o nosso povo.
Dizer-lhes o que vimos.
Parem!
- Parem a roda! - Parem a roda!
Eles est�o mortos. A divers�o acabou.
Ou ser� que s� come�ou?
Hebreus!
Estas cidades est�o amaldi�oadas.
Temos de partir antes do p�r-do-sol.
Capit�o, leve este homem.
N�o. Deixe-o.
Deixe- o falar. Ele nos diverte.
Estas cidades ser�o varridas da Terra!
Ser�o reduzidas a p�!
Hebreus, ou�am-me.
Eu fui orgulhoso.
Trouxe- os aqui para serem corrompidos.
Mas o Senhor, na sua compaix�o, ofereceu a salva��o.
Venham, sigam-me.
Deixem este lugar monstruoso!
Um milagre!
Voc� deve acreditar!
Vejam o sol. J� est� baixo.
Est� cada vez mais baixo. Temos pouco tempo.
Por que n�o mat�-lo?
Ele � louco. lnsano.
N�o nos pode fazer mal.
Voc�s, cidad�os de Sodoma e Gomorra,
se 10 de voc�s vierem conosco,
apenas 10, ou�am bem
ent�o Jeov� poupar� suas cidades e quem vive aqui.
Apenas 10.
Dez que ainda acreditem na vida,
e n�o na morte.
N�o riam. Sigam- me, eu lhes imploro.
Juiz Lot, anjo da vingan�a,
e agora, mensageiro do pr�prio Jeov�!
Alegre-se por ele estar livre. Homens como Lot s�o diferentes.
Quem sabe o que ele realmente pensa e o que far�?
Voc�, venha antes que seja tarde.
Deixe-me, n�o v� que sou feliz aqui?
O Senhor lhe ofereceu uma �ltima chance.
Abandonem os vossos costumes perversos.
Venham comigo.
Voc� matou os Helamitas.
Matou o meu irm�o e agora quer partir?
E deixar Sodoma mais rica em sal do que ao chegar?
Claro que pode partir. V�!
E se dez sodomitas quiserem ir, que partam.
Pense em todo seu povo. Lidere- os ao nosso lado.
O que chama de pecado, considero virtude.
E toda poderosa morte que voc� odeia,
eu cultivo.
Dou as minhas costas para si, Lot.
Para voc� e seu Deus impotente!
Nuvens, raios. Ensina seu povo a temer pequenas coisas.
Eles n�o deixam Sodoma por medo,
mas por f�.
F� Naquele cuja sombra pode ser uma nuvem
Cuja voz � o trov�o.
Olhe para o sol,
que nunca mais ver�.
Sigam- me. Hebreus, tenham f�.
Orem. Escutem os anci�es. Ou�am.
Um vento quente do deserto. Teremos tempestade.
Ser� lindo.
Sigam- me.
Lot. � verdade que Sodoma ser� destru�da?
� o que me foi dito. E eu lhe disse, esta noite.
Obrigado. J� vivi o bastante para ver.
Vamos, sigam os vossos anci�es.
Adeus, Lot. Adeus.
Nosso povo espera. Devem-se unir logo a ele.
Maleb.
Maleb.
Shuah, sei que tenho muito do que me redimir.
Farei tudo para isso. Mas agora, me obede�a.
- V� com sua irm�. - Eu irei.
Eu irei. Pois eu orei para Jeov� ouvi-lo chorar,
como eu chorei. Para v�- lo jogado por terra.
Para v�- lo rastejar.
At� ver isso acontecer eu n�o o deixarei. Pai.
Eu n�o me libertei. Jeov� me libertou.
S� ele pode conquistar Sodoma e Gomorra. Venha.
S� para faz�-lo ver. Fazer com que todos vejam,
que Lot � forte. Lot � corajoso.
Venha.
Ou�am-me! Ou�am-me.
O que me foi dito agora lhes digo.
Ao deixarmos a cidade, se algum de n�s olhar para tr�s,
apenas olhar para tr�s, lembrem- se disso,
ent�o Jeov� saber� que lamentamos por Sodoma,
e Ele o aniquilar�.
Ningu�m deve olhar para tr�s! Ningu�m!
Passem a palavra!
Lot! Liberte- nos! Liberte- nos!
Para tr�s! Para tr�s!
Para tr�s!
Fechem os port�es!
Para tr�s! Para tr�s! Socorro!
S�o homens livres agora. Juntem- se aos demais.
Um milagre. Aberto por uma for�a invis�vel.
Outro milagre. Foi a m�o de Jeov�. Jeov� abriu os port�es.
Milagre? N�o. Foi o vento.
O vento abriu os port�es.
N�o olhem para tr�s! N�o olhem para tr�s! Continuem!
- O que h�? - N�o acredito em si.
- Voc� deve! - N�o consigo!
- Voc� deve! - Tentei, mas n�o consegui.
Acredite!
Maleb Ei!
� s� uma tempestade de ver�o. Nada mais.
� um terremoto! J� aconteceu antes.
Fiquem com a vossa rainha! Ordeno que fiquem!
Fiquem! Ordeno que fiquem!
Aonde vai? Aonde se abrigar�?
N�o olhem! Lembrem- se das palavras de Lot!
� o nome de Lot que deveria estar em seus l�bios.
Ele � respons�vel por tudo de bom.
Jeov� n�o existe.
lldith! N�o olhe para tr�s! N�o!
lldith!
lldith!
N�o, pai.
Venha.
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