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Original subtitles

Eh! Eh, voc�, parado!

Pequeno contrabandista.

-Aaron, atrasado outra vez. -Desculpe professora,

tive que limpar o p�tio. -Aposto que voltou ao...

bairro crist�o, para roubar.

-Ladr�o, ladr�o! -Chega! Aaron, venha c�.

J� avisei que n�o atravesse o muro. Sua m�e n�o vai querer...

que seja um contrabandista e um ladr�o.

N�o se preocupe senhora, mudarei quando crescer.

Pegue, quer um ovo?

N�o Aaron, obrigado. Voc� roubou, fique com ele.

Muito bem, crian�as.

Mais uma vez. Desde o in�cio. N�o permitimos visitas...

durante os ensaios. -Desculpe interromper.

Aaron Felman est� aqui? -Aaron?

Josef, algum problema? -Nada s�rio.

Voc� sabe quem eu sou, Aaron? -Sim, o marido da professora,

o senhor � do Conselho, como me conhece?

Quem n�o conhece o famoso Aaron Felman? Rato de esgoto,

pr�ncipe dos contrabandistas. -N�o sou um contrabandista.

Vamos Aaron, o policial do gueto j� viu voc� tr�s vezes.

Na pr�xima vez vai prend�-lo. -Ele n�o vai fazer isso,...

eu sempre dou um ovo para ele.

Voc� n�o poder� comprar os nazistas com ovos..

-Antes eles ter�o que me pegar. -Voc� n�o tem medo?

Sim, mas fa�o assim mesmo. N�o vai me denunciar, vai?

Claro que n�o. Mas fa�a isso de novo.

Eu digo que temos que dar prioridade para os produtivos, saud�veis.

Eu digo que temos que alimentar a todos.

Antes os contrabandistas nos ajudavam, mas agora...

s�o eliminados pelos alem�es. -Est�o amea�ando fuzilar...

vinte judeus por cada contrabandista que for preso.

Os garotos que passam pelos esgotos podem ser...

nossa salva��o. -Bobagens, Matar�o todos n�s.

-Nos matar�o assim mesmo. -Como voc� disse?

-Que nos matar�o de qualquer jeito. -Como sabe?

J� come�ou. Os nazistas come�aram pela R�ssia. Sem guetos.

-O que voc� est� dizendo? -Fuzilamentos, assassinatos em...

massa. Tencionam acabar com os judeus da Europa.

-Rid�culo. -Como se chama, jovem?

Anslavitz. E digo ao Conselho que devemos continuar fazendo...

contrabando de comida, e tamb�m de armas e granadas.

Isso nos garantir� a morte. Parece que estou vendo,

judeus famintos contra o ex�rcito alem�o. Anslavitz,

os alem�es venceram o ex�rcito polon�s em um m�s e est�o...

passeando pela Uni�o Sovi�tica aniquilando as divis�es...

Por que prenderam uma de minhas enfermeiras?

Por uma boa raz�o. Sara Olnich � uma contrabandista.

Sara Olnich cruzou o muro para comprar comida para as crian�as.

Sabia das normas. Nada de contrabando.

-Quero que a soltem. -Ah, quer?

� a melhor enfermeira da ala das crian�as.

Tem preocupa��es profissionais? Estaria t�o ansioso para...

libert�-la se fosse uma dona de casa ou uma mendiga?

-� claro. -Ent�o voc� pode...

apelar pelos outros. -Outros?

Que diabos pensa que sou, um monstro? Essa pequena mendiga,

tem dezesseis anos.

-Que crime ela cometeu? -O mesmo que os outros, contrabando.

Comida para o filho. -Oh, meu Deus! voc� � judeu.

Era judeu. Sou convertido. por isso tenho este trabalho.

Tento conserv�-lo, obedecer a ordens e sobreviver.

Use sua influ�ncia com os alem�es.

E quem d� direito de falar a voc�? Voc� e seu irm�o Moses,

t�o poderosos nesse sujo Conselho. Que fazem, se n�o...

seguir as ordens dos alem�es? Fazem listas de nomes,...

facilitam as tarefas deles. Voc�s querem ser her�is?

Ent�o tentem doutor, tentem.

O Conselho Judeu voltou a apelar aos alem�es, mas...

-N�o precisava vir. -Eu queria.

Aaron.

Ritka, a mendiga.

-Sara, a enfermeira. -Josef, Josef, Por que...

n�o pudemos salv�-las?

-Imposs�vel Berta. -Deus! Como eu gostaria...

de v�-lo mortos, cobertos de sangue.

-Vamos embora, Berta. -N�o, n�o. � o m�nimo que...

podemos fazer, ser testemunhas.

Pode nos seguir?

Meu irm�o e eu esquecemos as ora��es.

As ora��es n�o servem de nada, Weiss.

-N�s estamos ficando sem tinta. -Eu sou farmac�utico.

Consiga o que faz falta no hospital e n�s fabricaremos.

Carv�o, azeite de linha�a.

V�o imprimir um panfleto de resist�ncia?

Espalharemos pelas ruas ainda hoje.

Mas se eu trouxer os produtos qu�micos para a tinta,

terei me misturado a voc�s. -Melhor conosco...

que com o conselho. -Os membros do Conselho est�o...

vivos, os que n�o cumprem as leis s�o fuzilados.

N�o quero ser fuzilado. -Vai morrer de qualquer forma.

-Ent�o � melhor morrer protestando. -Escutem, ainda n�o estou...

convencido de que queiram matar todos n�s. E de que...

serviriam-lhes os judeus mortos? -Deixem, n�o precisamos dele.

O mestre artes�o trabalhando, mas com que ferramentas.

Veja, veja, me compreenda. A l�gica diz que todos n�s...

A l�gica j� n�o demonstra nada, senhor Weiss.

A todos os judeus de Vars�via: Coloquemos fim a apatia,

acabou a submiss�o ao inimigo, a apatia pode causar nosso...

colapso moral e tirar de nossos cora��es o �dio pelo invasor

Pode acabar com nossos desejos de luta.

Concordo, estou com voc�s. -Que Deus o aben�oe, Weiss.

Esperamos que o doutor tamb�m concorde. -Pode enfraquecer a decis�o.

E como nossa situa��o � desesperadora, nosso desejo de...

renunciar a nossas vidas por algo mais sublime que nossa...

exist�ncia cotidiana deve se fortalece. Nossos jovens...

devem caminhar de cabe�a erguida.

Os que fizeram este panfleto s�o mais valentes do que eu.

� curioso, eu estava pensando em nosso filho, Rudi.

-Por qu�? -Se Rudi estivesse aqui...

faria parte da resist�ncia. Pegaria em armas, n�o se entregaria.

Tenho certeza que est� a salvo. Tenho f� em Rudi.

Eu tamb�m, Josef.

Confisquei todos os filmes que pude encontrar.

S�o de p�ssima qualidade. Quem filmou?

Blobel disse que eram para os arquivos do batalh�o.

Eu penso que eram para seu acervo pessoal.

-Suponho que devemos guard�-los -Ah, sim?

Nosso trabalho deve estar documentado. N�o mostraria...

isto em p�blico, mas eu gostaria que Himmler assistisse.

Inclusive at� convidaria o F�hrer para uma sess�o privada.

Vejam como v�o tranquilos, nem sequer choram.

Incrivelmente quietos, quase um rito religioso.

KIEV

Descarregamos o carro por uma bisnaga de p�o.

N�o falo com civis. Fora daqui os dois.

-Por favor, uma bisnaga. -Eu disse que n�o falo com civis.

N�o sabem que este hotel � um quartel general alem�o?

Est�pidos, idiotas!

-S� uma bisnaga. -Tire a m�o! fora daqui!

Espero que cortem as suas cabe�as.

Est�o em todas as partes. Onde est� o ex�rcito vermelho?

Venha.

Rudi, n�o posso comer. Meu est�mago est� embrulhado.

Imagine que � uma torta de ma��, doce e gostosa.

-Voc� � um monstro. -Obrigado. Consigo comida...

e voc� fica se lamentando. Quando estivermos casados, n�o vou aguentar.

Quieta, n�o se mova. -O que foi?

SS.

-N�o posso acreditar. -O que?

-Eu conhe�o aquele soldado. -Voc� o conhece?

Os russos est�o nos bombardeando, protejam-se

Voltem para o quartel Pedirei que enviem o batalh�o de engenharia.

-O que aconteceu com Helms? -Deve ter morrido.

Helms.

Rudi Weiss? Como chegou aqui?

N�o importa.

� quase um parente, acredita? Sua irm� � casada com...

meu irm�o Karl. A �ltima vez que o vi jog�vamos futebol,

antes que me tirassem da equipe.

N�o tive culpa, Rudi. N�o tenho nada contra voc�.

�gua, por favor. -Helms escute.

J� voltou a Berlim? Tem visto sua irm�?

-Fazem seis meses. -O que houve com minha fam�lia?

Com meus pais?

-Seu irm�o est� em Buchenwald. -E meu pai e minha m�e?

Na Pol�nia. Inga me falou que est�o bem.

-Onde? -N�o me lembro. Em Vars�via, eu acho.

Como vou saber? Rudi, solte-me. O que mais posso dizer?

Kristallnacht? Fazem tr�s anos? Voc� e o canalha do Muller...

pegaram meu av�? -Voc� est� enganado. Soltamos ele, lembra?

Deixamos voc� ir.

-Minha irm� Anna? -Ela...

-Continue. -Ela morreu.

Que? Como ela morreu?

N�o sei. Faz um ano e meio. Eu n�o estava em Berlim.

Ficou doente, pneumonia ou algo parecido. Inga foi v�-la.

Morreu em um hospital.

-Tinha dezesseis anos, Helena. -Eu sei, Rudi. Eu sei.

E sei que a amava muito.

-Deveria mat�-lo. -N�o, n�o Rudi. Isso n�o...

vai traz�-la de volta. -N�s tamb�m, escondemos sua m�e e ...

Anna, por amor de Deus. O doutor e sua mulher est�o bem.

Mentiroso! Esse uniforme o faz t�o culpado como os...

que prenderam Karl e voc� teria matado Anna.

Obede�o a ordens. Escuta, tire-me daqui, leve-me para a rua.

Para um posto de socorro. -Talvez eu enterre voc�...

embaixo dos escombros, como voc�s fazem com os judeus.

Eu consigo trabalho para voc�s, posso tir�-los daqui.

N�o � seguro para os judeus, em Kiev.

Rudi, ele tem raz�o. Acho que podemos confiar nele.

Temos muitas baixas. Tomaram a metade de Kiev. Protejam-se!

-Sou o cabo Helms, divis�o 22. -E eles, quem s�o?

S�o judeus.

Coloquem os dois no caminh�o, junto com os outros judeus.

Mentiroso, bastardo. Salvamos a sua vida.

-O que vai acontecer conosco? -N�o sei. S� sei que quero viver...

para poder acertar contas com Helms.

N�o sabia que os russos minaram a cidade de Kiev?

O que fazem durante o dia? Bebem vodka e perseguem bailarinas?

Os russos est�o varrendo Kiev, metade da cidade est� em chamas.

Perdemos centenas de homens.

Pelo visto nossa intelig�ncia falhou.

Atualmente, nos dedicamos a matar judeus. O que faremos agora?

J� vejo Himmler gritando, reclamando da contra-espionagem.

-Colocaremos a culpa nos judeus. -Voc� viu os judeus de Kiev.

Velhas, anci�os com barba e crian�as. Eles tomaram Kiev?

Se dissermos que eles fizeram isso,

nossos espi�es ficar�o em sil�ncio e daremos a Heydrich o que ele deseja,

uma Ucr�nia sem judeus. -Fuzilamos mais de...

cem mil judeus. Dorf, voc� est� falando com o homem que...

limpou os guetos de Sitomir, Berdichev, Umman. Quer mais?

Lembre-se coronel, se matar dez judeus, fica mais f�cil matar...

cem. E ainda mais f�cil matar mil. E fac�limo matar dez mil.

Disse que est�o nos levando para um campo de trabalho.

Campo de trabalho, Conhe�o esses campos.

Muito bem, muito bem, em fila. Caminhem.

-Que lugar � este? -Babijar.

-O que quer dizer? -A lixeira da vov�.

N�o marcham direito, n�o �?

Ucranianos.

-E o que � aquilo ali? -O cemit�rio judeu de Kiev.

Muito apropriado, n�o � verdade?

Por enquanto, continua sendo uma opera��o de reassentamento.

Exatamente o que dizemos a eles e exatamente o que acreditam.

-� inacredit�vel como colaboram. -N�o merecem viver.

Ah! ai vem eles.

Estim�vamos uns seis mil. Mas os homens...

disseram-me que h� mais de trinta mil judeus ai embaixo.

Simplesmente assombroso.

N�o olhe.

Mulheres e crian�as.

Rudi, � horr�vel.

Nunca acreditar�o em n�s. Dir�o que � mentira.

Porque n�o � poss�vel que seres humanos fa�am isto.

Leve o comandante Dorf para seu alojamento.

Sou o engenheiro das constru��es das estradas...

na Ucr�nia. Este lugar deve ser avaliado hoje.

-Hoje n�o, zona de seguran�a. -Ent�o n�o posso passar...

porque est�o praticando tiro. -Talvez na semana que vem.

-Algum problema? -Este civil quer passar, diz...

que � engenheiro de estradas. -� verdade comandante, estou...

Erik! -Tio Kurt. Suba.

Obrigado.

Dorf!

Conversaremos no posto de comando. A conta final.

-Conta? -Sim. � um assunto burocr�tico.

N�o posso acreditar. Voc� j� � major.

Sobre Babijar, o que voc� estava fazendo l�?

-Execu��es. -Ah, sim. Faz tempo que voc� �...

respons�vel por isso. Algu�m tem que fazer.

Quem s�o as v�timas?

Os de sempre. Sabotadores, do tipo que minaram Kiev.

Criminosos, contrabandistas. -Judeus?

-Alguns. guerrilheiros. -Estou h� pouco tempo na Ucr�nia.

mas ouvi dizer que voc� � bastante duro no trato com os judeus.

Quando necess�rio. Estamos reassentando-os.

-Reassentando? -Retirando-os para que...

n�o sofram com a guerra.

A estrada est� cheia deles. Todos v�o para Babijar?

-E para outros lugares. -Para o reassentamento.

A maioria. Os criminosos e os espi�es ser�o executados.

-Uma tarefa muito cruel. -A guerra � assim.

Mas todos eles s�o civis.

Quero ver a minha fam�lia. Acredite-me tio, sem eles, sem Marta...

e as crian�as, eu n�o poderia continuar.

Mede a press�o melhor do que ningu�m.

Tenho muita pr�tica.

O seu velho truque para quem n�o est� frio.

N�s, os velhos m�dicos temos muitos truques.

O que voc� est� escutando, Josef?

Mozart.

N�o me provoque.

Respire fundo, abra a boca.

Mais uma vez.

Est� muito melhor. Se sente mais forte hoje?

Sim. Amanh� quero voltar para a escola. Se n�o vou � aula,

eles fogem.

Minha querida, dev�amos tirar estas fotos aqui.

Josef, me enchem de esperan�a. Quando vejo as crian�as...

pedindo p�o pelas ruas, quando vejo os corpos gelados e...

os velhos famintos, olho estas fotos e penso que...

nossos filhos est�o vivos e felizes.

Tenho certeza que sim. Karl � habilidoso, um bom artista.

Ser� util. Veja eu aqui no gueto: sou m�dico,

tenho utilidade. Todos que podem contribuir sobrevivem.

� cruel, mas � a verdade.

Josef, o dinheiro que escondemos no casaco quando parti.

Sim, o que tem ele?

Pegue-o. J� n�o nos serve. Para as crian�as do hospital.

Oh, Berta! Podemos precisar dele.

Entre.

Doutor Weiss, seu irm�o est� de volta com o homem de Billna.

Obrigado senhor Lowy, irei em seguida.

-Moses foi a Billna? -N�o, s� at� a esta��o.

Tinha que esperar esse homem -Existe algu�m que quer entrar...

no gueto? -� um mensageiro. Deve regressar...

esta noite. Voltarei logo. Reuni�o do Conselho.

N�o acreditem no discurso dos alem�es sobre os guetos ou...

sobre os campos de trabalho. -Aceitamos o que eles dizem...

com reservas. -Pensam em assassinar a todos...

os judeus da Europa. -Isto � imposs�vel.

Repres�lias, sim. Tamb�m tem havido por aqui.

Repres�lias n�o, assassinatos em massa, extermina��o de todos...

os judeus. Haviam uns oitenta mil no gueto de Billna,

hoje s�o menos de vinte mil. -Sessenta mil?

Fuzilados pela SS.

N�o podem fuzilar sessenta mil seres humanos.

N�o acredito em voc�, Kovel. -Como fizeram isso?

A SS pegou todos os homens que podiam trabalhar e...

levou ao campo para cavar valas.

A pol�cia lituana cercou o gueto, ningu�m podia sair ou entrar.

Os lituanos entraram nas casas gritando e batendo e...

os judeus sa�ram rapidamente. Os poucos que tentaram...

reagir foram fuzilados. Os judeus foram levados em caminh�es....

para as valas, sem nada, nus, alinhados em frente �s valas,

rajadas de metralhadoras.

Morreram ali mesmo, sem l�grimas, sem resist�ncia.

Talvez Billna seja uma exce��o.

Est�o limpando todos os guetos, um atr�s do outro.

Mas no ex�rcito alem�o existem oficiais honrados...

devem estar contra isso. -Abram os olhos.

Vars�via tem a maior concentra��o de judeus...

na Pol�nia. Logo chegar� a vez de voc�s.

N�o haver�o valas, armas, balas para matar todos n�s.

S�o gente en�rgica e engenhosa. Talvez consigam.

Diga-nos o que devemos fazer Kovel.

Resistir. Podem come�ar com isto.

A todos os judeus do gueto. N�o iremos para a morte como...

cordeiros ao matadouro. Jovens judeus, apelo a voc�s para...

que n�o creiam naqueles que os querem mal. Hitler tem...

pensado aniquilar os judeus. somos os primeiros. � certo...

que somos fracos e estamos sozinhos, mas a �nica resposta v�lida....

ao inimigo � a resist�ncia. Mais vale morrer lutando que...

viver pelo favor do carniceiro. Defendamo-nos at�...

o �ltimo suspiro. Gueto de Billna.

Mas, para que serve? Diz que morrer�o de qualquer forma.

-Eles n�o, doutor Kohn? N�s. -M�os vazias contra...

tanques e artilharia. -Voc�s tem armas?

Ainda n�o. Ensinaremos os jovens sionistas a obedecer a ordens e...

a serem soldados. Logo conseguiremos armas.

Isso � muito judeu. N�o existem armas mas formamos um ex�rcito.

Podemos subornar os alem�es, compr�-los. Sabem que...

est�o perdendo a guerra. Sa�ram da �frica.

A Am�rica logo invadir� a Europa. -Quando chegarem estaremos mortos.

Berta, n�o deveria ter levantado.

-Eu ouvi tudo, Josef. -S� s�o palavras,

ningu�m sabe bem o que fazer. -Eu descosturei o casaco.

Devem comprar armas.

-Quantos? -Nos primeiros dias,

mais de trinta e tr�s mil. Liquidaremos mais de...

cem mil antes que acabemos. -Melhorou a seguran�a?

-Sim, senhor. -E as roupas?

S�o distribu�das entre os ucranianos, eles n�o se importam.

N�o fazem perguntas.

-Papai, podemos abrir os presentes? -� mesmo, os presentes.

Depois do concerto, crian�as. E j� sabem as regras, cantar,

recolher tudo e depois os presentes. Os presentes depois do dever.

Como no ex�rcito. O pai de voc�s tirou f�rias...

somente depois de ter cumprido com seu dever na frente russa.

E a m�e de voc�s ganhou este piano por ter sido valente em minha aus�ncia.

� magn�fico. Um desses maravilhosos e velhos Bexter.

Fiquei surpresa quando me trouxeram. N�o pude acreditar.

-E n�o me custou um centavo. -Verdade?

Estava abandonado na cl�nica da esquina. Ningu�m usava,

estava cheio de poeira e o m�dico que administra a cl�nica...

me ofereceu. -Ofereceu a voc�?

Sim, por indica��o da unidade do partido.

-Temos que afin�-lo. -Afinar um piano n�o � .....

um problema. Conseguirei um afinador. -N�o ser� dif�cil...

para voc�, sobrinho. De quem era? -Eu j� disse, da cl�nica.

Ou de uns judeus que moravam l�, mas foram embora.

Ah! Foram embora?

Vamos fazer um intervalo. Que tal abrir os presentes?

Sem bagun�a, crian�as. -Marta deixe-os, � s�...

uma vez por ano. -Dois ratinhos brancos!

-Mam�e, eu tamb�m queria um ratinho. -Papai, s�o bonitos. Vou chamar um..

de Sigfrido e o outro de Botan.

Melhor trocar um dos nomes porque o vendedor...

me garantiu que um � f�mea. -Um macho e uma f�mea?

V�o viver juntos e ter�o filhotes.

Que bom, filhotes. Talvez eu d� os doentes.

Peter!

Erik, as crian�as est�o cansadas. Vamos cantar "Noite Feliz"...

para que durmam logo. Podemos escutar a missa do galo...

pelo r�dio. -Tio Kurt, viu como depois do casamento...

nossa vida fica bem administrada.

Creio que poderia ser ao contr�rio. A efici�ncia de Marta...

contagiou voc�. -Vamos, crian�as, vamos.

Prontos?

Parece que tem algo nas cordas. Podem olhar?

Isto estava atrapalhando as cordas. Fotografias, vejam

Fotos? Deixe-me ver.

Posso? -Sim.

-Quem s�o? -O doutor Weiss.

E seus filhos, suponho. Sabe onde est�o, Erik?

N�o tenho a menor id�ia.

Creio que foram deportados faz alguns anos.

Laura, livre-se das fotos.

N�o terminamos de cantar "Noite Feliz".

Como est� a arvore geneal�gica de Muller?

Mentiras e mentiras. Nos transformaram em prostitutas.

-Vamos sobrevivendo. -Quer que eu inclua Carlos Magno...

e Frederico o Grande. -Nos invejam por que...

somos descendentes de Abra�o.

Muito bom. N�o esque�a dos cruzados?

Est�o ali e ali.

Weiss, voc� e eu ficaremos amigos antes que a guerra acabe.

Com os americanos na guerra talvez eu precise de um amigo...

judeu para que falem bem de mim. -N�o conte comigo.

Depois do que fiz por voc�. Sua mulher veio trazer,

sua carta mensal.

N�o quer?

Ela pagou o pre�o de sempre?

Veio sem dinheiro, assim pagou de outro modo.

Voc� permite? -Vamos, Muller. Saia daqui.

N�o quero que ela volte. -N�o voltar�. V�o transferir voc�s.

Voc� e Felscher. Solicitaram dois de artistas de alto n�vel.

-Seremos transferidos? -Ficaram muito famosos.

G�nios de campos de concentra��o. Voc�s ir�o para Theresienstadt na...

Tchecoslov�quia. Um gueto paradis�aco.

Vou sentir falta de ser carteiro.

N�o, Weiss. Escuta, as coisas j� n�o s�o como antes.

Leia, seja tolerante com ela.

Meu querido Karl, amado esposo, sinto sua falta cada vez mais e...

rezo para que chegue o dia em que voltemos a estar juntos.

Sempre estarei esperando. Continuo visitando pessoas importantes...

mas parece que n�o querem soltar voc�. Esperemos que..

seus pais se encontrem bem. Milagrosamente chegou uma carta...

de Vars�via fazem dois meses,

seu pai est� trabalhando em um hospital e sua m�e d� aulas...

em um col�gio. Quisera ter not�cias de Rudi,

mas ele desapareceu.

Eu amo voc�, Karl e o desejo muito. tente me compreender, querido.

Tive que fazer coisas para que receba minhas cartas,

mas meu amor por voc� � eterno. Sua amada, Inga.

Amada.

�nimo Weiss, dizem que Theresienstadt n�o � t�o ruim.

Sempre quis conhecer a Tchecoslov�quia.

BERL�N

Bom dia Heydrich, Dorf.

Que dupla! Um meio judeu, o outro um padeiro berlinense.

Estimamos que hajam onze milh�es de judeus no mundo e a solu��o..

final acabar� com todos eles. -Todos.

O F�hrer ordenou o exterm�nio f�sico dos judeus.

Olhe as palavras Heydrich, cuidado.

A pol�tica com os judeus ter� os seguintes pontos: devem ser...

enviados a campos de trabalho na Pol�nia, onde as condi��es,

a fome, a desnutri��o e as doen�as dar�o conta...

deles. Os sobreviventes ser�o tratados adequadamente.

Continuaremos com os comandos de a��o?

-E outros m�todos. -Podemos saber quais s�o?

-Estamos pensando em utilizar g�s. -G�s?

� uma possibilidade.

General, sabe o que aconteceu com as Matan�as Piedosas..

anos atr�s? -Como?

Estou me referindo � elimina��o dos doentes mentais, doidos.

-Sim, e o que voc� quer dizer? -Sabe muito bem o que quero dizer.

O Vaticano, as igrejas protestaram em coro.

Voltamos atr�s e o g�s foi abandonado.

-Bem? -Vai acontecer a mesma coisa agora.

N�o podemos enfrentar as igrejas. Heydrich,

este maldito assunto n�o � nosso. Escute, represento o...

bra�o civil do Reich e estou muito preocupado.

-Ser�o somente os judeus -Sim, que controlam a imprensa...

estrangeira, os bancos, que sussurram ao ouvido de Roosevelt.

Ningu�m levantar� um s� dedo para proteger os judeus.

E faremos tudo dentro da lei. Eliminaremos os inimigos...

do estado: espi�es, terroristas. Que diferen�a faz: balas, gases ou...

trabalho at� a morte? -N�o gosto disso.

Maldito seja, sou advogado e quero que me escutem.

A no��o convencional de direito acabou, Frank. N�o lembra...

uma vez o que disse o F�hrer sobre suas maravilhosas leis?

-N�o me lembro. -Dorf, diga a ele.

Creio que o F�hrer disse "aqui estou com minhas baionetas e ai...

est�o voc�s com a lei. Veremos quem prevalece"

Se desejam a extermina��o, estou com voc�s.

Hoje tomamos decis�es necess�rias.

-Decis�es inevit�veis. -Voc� estava fascinado.

-Tem algo contra? -Claro que n�o. Voc� e eu...

obedecemos a uma realidade, a realidade do F�hrer.

N�o uma abstra��o. Como estava falando Frank.

-Consci�ncia tranquila? -Obede�o a ordens.

Quem sou eu para julgar meus superiores?

E por que deveria julg�-los?

Diga-me Dorf, como est�o sua encantadora mulher e...

suas queridas crian�as? -Muito bem.

Lembro-me o dia em passamos no parque de Viena, quando foi?

Fazem tr�s anos. Fui lhe pedir conselhos, a pedido de Heydrich.

-Ah, sim! Um jovem inexperiente. -E sua fam�lia, Eichmann?

Muito bem. Considerando a situa��o, racionamentos e outras coisas.

Nossas fam�lias Eichmann, as mulheres e as crian�as da Alemanha,

nos d�o valor e determina��o. -Sim. Uma esposa amante,

crian�as felizes. -Devemos a eles um mundo melhor.

Como as decis�es que tomamos hoje.

Uma necessidade para garantir o futuro da nossa ra�a.

Exatamente.

As gera��es futuras n�o ter�o o valor e a for�a...

para completar esta tarefa.

Olho meus filhos e sei que estou fazendo o correto.

-Rudi, estou com frio. -Chegue mais perto.

N�o adianta nada. Acho que nunca voltarei a sentir calor.

Me d� suas m�os.

Rudi, n�o podemos viver assim. N�o podemos continuar fugindo.

Acha que dev�amos ter ficado em Praga?

N�o sei, mas l� pelo menos t�nhamos minha casa, comida,

meus amigos. -Seus amigos est�o em...

campos de concentra��o.

Sou um estorvo para voc�, vivo chorando.

Helena.

Eu tamb�m quero chorar, mas aprendi uma coisa quando crian�a...

em Berlim. Quando lutamos nunca devemos chorar, mesmo que doa.

Sempre tem algu�m que quer nos ver chorar.

E quando isso acontece, nos matam.

-N�o tem nada, nem uma cenoura. -Rudi, o que vamos fazer?

Voc� me fala tanto dessa na��o judia que deseja. Onde est�o os...

seus amigos sionistas?. No deserto, cercados por �rabes? Esse tio de...

de barbicha, como se chama? -Herzchel. N�o tente me fazer...

rir outra vez. -O que quero � que veja...

as coisas como s�o, nada mais. Acredita mesmo que v�o...

conseguir sem lutar, eh? Sem matar ou morrer?

Tenho frio. E quando tenho frio n�o penso em Herzchel.

Vou ver se consigo alguma comida.

-Feche os olhos, tenho um presente. -Rudi, chega.

-Vamos, feche. -Muito bem.

Agora abra a boca.

-O que �? -Batata crua. Vitaminas.

-Vai me deixar doente. -Imagine que � um pastel, ou...

um brioche tirado do forno -Quer calar a boca?

Quer um caf�? Gosto do meu com creme.

-Voc� � um bobo. -Aqui estamos, uma fam�lia....

berlinense. Com muita comida. Mas nunca viveremos em Berlim.

E nunca viveremos em Praga. -Onde ent�o? Em sua...

imagin�ria terra de Israel?

N�o sei, mas onde for, seremos felizes.

Eu tamb�m.

Saiam, coloquem as m�os na cabe�a!

Somos cinquenta guerrilheiros!

N�o Rudi, n�o vai adiantar. S�o muitos.

Saiam, r�pido!

Viu? Eu devia ter reagido.

Onde est�o os cinquenta guerrilheiros?

Aparecer�o quando for necess�rio.

Quem s�o voc�s?

Somos checos. Escapamos de Kiev.

-Por qu�? -Isso importa?

S�o judeus.

Tamb�m somos judeus.

-Shalom. -Shalom.

-Shalom. Judeus com armas? -Muito poucas.

-E os cinquenta guerrilheiros? -Imagina��o do Tio Sasha.

Eu sou Sasha. Comandante da brigada guerrilheira de Sitomir.

Sorte que encontramos voc�s e n�o os guerrilheiros ucranianos.

Eles teriam matado voc�s como...

se fossem alem�es. -Tem uma arma para mim?

No momento, temos mais judeus do que armas. Vamos lev�-los...

ao acampamento. Parecem famintos.

Weiss? Karl Weiss est� aqui? E Felscher? Weiss e Felscher?

Aqui!

-Weiss e Felscher? -Eu sou Karl Weiss.

Como nos conhece? -As not�cias correm. Sou Maria Kalova,

uma das artistas de Theresienstadt. Vamos...

juntar aos outros.

-Lojas. -E um banco.

Tudo fachada. Tudo aqui � falso. No caf� n�o podemos...

beber uma ta�a de �gua mineral. Nem comprar uma maleta...

na loja de artigos de couro. -Mas, e o banco?

Fazem circular moedas sem nenhum valor.

-Ent�o tudo � um jogo. -Nada � um jogo para...

os alem�es.

-Mas tratam voc�s bem? -Os barrac�es est�o cheios de...

velhos e doentes. S�o levados para a morte todos os dias.

A entrada � s� uma pequena fortaleza. Tortura,

assassinatos, execu��es. Karl, n�o � diferente de...

Buchenwald, exceto pelo exterior.

-Por que a encena��o? -Theresienstadt � um passaporte...

para conseguir respeito. -N�o posso acreditar.

Ver� quando chegar a Cruz Vermelha e decidir que os...

nazistas tratam os judeus com amabilidade. Os suecos, os su��os,

todos os neutros nos visitam. Ah! um banco e uma padaria.

Um cinema. Por que os judeus reclamam tanto?

E n�o descobrem nada? As pessoas acreditam neles?

-Talvez queiram acreditar. -Venham.

Suponho que estejam felizes por terem sa�do de Buchenwald.

Isto parece muito melhor.

As apar�ncias enganam, Weiss. Um artista deve ver...

o que existe por baixo.

Sim, obrigado. Maria j� havia me dito.

Aqui � um inferno. Viu os velhos no trem,,

aqueles de casacos bem feitos e chap�us fungo?

Alguns eram de minha cidade, de Berlim.

Os �ltimos burgueses judeus. Entregam os �ltimos centavos...

e obras de arte para serem trazidos para c�.

-E morrem de fome diariamente. -Somos os afortunados.

Seu trabalho e dos seus colegas?

-De todos n�s. -E est�o orgulhosos disso?

N�o vi crian�as com este aspecto. Por favor, me desculpe Frey.

N�o estou criticando mas, crian�as brincando...

no gueto e as comidas do s�bado. realmente...

Fique vigiando.

Somos um grupo ecl�tico, utilizamos v�rios estilos.

-Verdade? -Por exemplo, este:.

"G�tico do campo de concentra��o".

-S�o seus? -Todos pintamos iguais.

Temos visitas.

Obrigado.

E como j� havia dito, permita-me que eu lhe mostre os...

artistas que patrocinamos.

-Como est�o os meus artistas hoje? -Bem, senhor comandante.

Bem, bem. Meu convidado � o senhor Bargsein da...

Comiss�o Sueca de Inspe��o. Ouviram falar de nosso...

programa de artes e quis v�-lo pessoalmente.

Tudo um est�dio eh, Bargsein? N�o uma c�mara de tortura.

Frey, mostre ao senhor Bargsein os desenhos das crian�as judias, por favor.

Encantadores.

Outra prova de como tratamos bem aos judeus.

Quem j� ouviu falar de uma pris�o com um est�dio de...

Belas Artes? -Encantadores.

E agora cavalheiros, mostrarei nossa orquestra.

Temos grandes artistas aqui.

-Maldito filho de uma..! -Calma, Weiss.

-O que ele faz? -Sasha? � m�dico.

-M�dico? E o consult�rio? -N�o ria. Ainda pode...

cortar um ap�ndice. -Quem est� rezando?

-Samuel, � um rabino. -Um rabino guerrilheiro?

Gosto deste rabino. Talvez fa�a eu voltar para...

uma sinagoga. -Eh, rapaz! Talvez n�o pare�a,

mas isto � uma sinagoga.

E logo cuidarei de voc�s.

Igual a Berlim. Sempre me deram bronca por jogar...

futebol aos s�bados.

Como chegaram at� aqui? -O Tio Sasha nos tirou de Korach.

Os alem�es mataram sua mulher e filhas. Mais de dois mil...

judeus em uma tarde. Meus pais, meu irm�o.

Toda minha fam�lia.

Um dos pacientes de Sasha, ucraniano, um bom homem,

nos salvou e mais vinte pessoas. -Os demais se uniram a n�s...

desde Sitomir, Berdichev, todos os lugares onde matam judeus.

-E este acampamento? -Este � o quarto. Os alem�es...

est�o atr�s de n�s. Quando n�o s�o eles, s�o os guerrilheiros ucranianos.

-Resistir�o? -Resistiremos, mas precisamos de mais armas.

-E que est�o esperando? -N�o � f�cil. Existem mulheres,

velhos, crian�as. O Tio Sasha n�o quer abandon�-los.

-N�o reza como os outros? -Rasgou o seu caderno de ora��es...

quando mataram sua mulher. Diz a todos que vem aqui:

n�o mais ovelhas para o matadouro. -Mas voc�s s�o s� um punhado.

Milh�es de judeus foram levados para morte.

Foram deportados. Ningu�m poderia prever o que aconteceria.

Eh, Weiss! Voc� ficar� de guarda.

Sabe atirar? -Sim. Esta espingarda funciona?

Se n�o funcionar, use-a como um bast�o Vamos.

Por que sorri, rapaz? -Pensava no meu pai...

que tamb�m � m�dico. -Onde?

Tinha um consult�rio em Berlim, mas faz muito tempo que est�...

em Vars�via. Queria que eu fosse um m�dico.

-N�o pode ver sangue? -N�o, � que n�o sou bom aluno.

Tio Sasha. Tio Sasha, posso tirar guarda com ele?

Sim, Mothel vai dizer onde. N�o durmam e nada de romance, eh?

-Tio Sasha, Samuel � rabino -O que acontece com ele?

Ser� que ele pode nos casar quando terminarmos a guarda?

Por que n�o? E voc� nem precisar� pagar.

Queridos, venham ao encontro da noiva. Saldemos a princesa...

de Sabat. Venham ao Sabat com alegria, pois � fonte...

constante de ben��os e foi ordenado pelas escrituras.

Pensamento divino, o �ltimo criado,

o primeiro do pensamento.

Amedrontado clamei ao Senhor e Ele me respondeu.

Que vossos anos sejam santificados com alegria e crian�as.

E que exista amor eterno entre voc�s. Na f� de Abra�o, Isaac e ...

Jac�, os declaro marido e mulher.

Masulthov!

-Beije a noiva! -Agora que casamos,...

fiquei assustado.

Bravo!

Nadia, obrigado por me emprestar o anel.

-Era de minha irm�. -Bem, agora voc� tem novas...

responsabilidades. A casa, a mulher, os filhos.

Ter� que economizar. -Voc� parece com meu pai.

Brigava comigo porque eu gastava o dinheiro para ir ao futebol.

Sasha, nazistas. uma patrulha a tr�s quil�metros.

Um campon�s me falou que viu um caminh�o.

Todos, mexam-se! R�pido! Desmontem o acampamento!

R�pido! R�pido!

Rudi, Helena!

Podemos ir agora?

-Por aqui, Reichsf�hrer. -Cavalheiros.

-De quem foi a id�ia? -Do coronel Nebe.

-� um idiota. -Pensou que o Reichsf�hrer...

deveria ser o primeiro a ver. -Conhe�o Himmler melhor do que ele.

Aten��o!

R�pido, ponham as roupas amontoadas.

Aten��o!

-Quantas pessoas? -Uns cem, senhor. Normalmente...

s�o grupos mais numerosos. J� no ocupamos de uns...

quarenta e cinco mil judeus da zona de Minsk em cinco meses.

� pouco. Eliminamos trinta e tr�s mil em dois dias em Babijar.

Por aqui.

Aquele homem alto, o segundo, tem aspecto ariano. Tragam ele aqui.

Sargento, traga aquele alto.

-Seu pai e sua m�e s�o judeus? -Sim.

-Algum antepassado que n�o seja? -N�o.

� uma pena, n�o posso ajudar. Leve de volta!

Quando estiver pronto, Reichsf�hrer.

Pronto? -Sim, sim quando quiser coronel.

Fogo!

Na primeira fez, � mais dif�cil.

Miser�vel, covarde e galinha. N�s fuzilamos milhares deles.

Meu Deus, alguns ainda est�o vivos.

Sargento!

Heydrich, devemos encontrar outro modo.

Cavalheiros, nunca me senti t�o orgulhoso dos soldados...

alem�es. Suas consci�ncias podem ficar tranquilas.

Serei respons�vel pelos seus atos diante de Deus e diante de Hitler.

Os homens est�o agradecidos, Reichsf�hrer.

Aprendamos com a natureza. A luta est� em todo lugar.

O homem primitivo compreendeu que o cavalo era bom e que...

os insetos eram ruins. Poder�o argumentar que os insetos,

os ratos e os judeus tem direito a vida, e talvez eu...

d� raz�o, mas o homem tem direito de se defender...

contra as pragas. Heydrich teremos que encontrar...

m�todos mais eficazes.

Bem Nebe, parece que escorregou.

Coronel Nebe para o senhor, Major Dorf.

Se n�o for rebaixado depois dessa falha. Quem...

autorizou a convidar o Reichsf�hrer a essa porcaria?

E n�o podia achar atiradores que matassem de primeira?

Maldito seja Dorf, n�o me critique.

-Voc� � um in�til. -Comandante Dorf, estamos...

fartos de suas intromiss�es -Ah, sim? Para sua...

informa��o Blobel, n�o estamos satisfeitos com Babijar.

Heydrich quer os cad�veres exumados e queimados.

-Que diabos � voc�? -Pegue suas coisas e volte a Ucr�nia.

Major Dorf, n�o tem direito de falar assim conosco.

Sim, ele tem, o mascote de Heydrich. Voc� e esse meio judeu.

Heydrich n�o tem sangue judeu. E quem espalhar essas...

mentiras responder� por elas.

V� para inferno! Vou beber.

Olhe major, tenho uma id�ia para satisfazer Himmler. Mais...

efic�cia, mortes a baixo custo. Talvez dinamite, inje��es, g�s.

V� para o inferno!

-Junte-se a n�s, Major. -Ele n�o. Quer estar s�brio...

para pensar. Igual um maldito judeu.

Temos que dar um jeito nesse canalha.

Mas o que? Ele � muito r�pido.

Simplesmente me ap�ie.

BERL�N

Viajar� a Pol�nia esta noite?

Sim, senhor. Analisaremos sistemas alternativos.

Leia isto.

O major Dorf da SS, foi de membro do Grupo de...

Jovens comunistas da Universidade. Seu pai era...

um l�der comunista que se suicidou por causa de um esc�ndalo.

A fam�lia da m�e de Dorf talvez tenha sangue judeu.

N�o est� assinada. -Nunca est�o.

O que me diz, Erik? -Mentiras, de cima a baixo.

Meu pai era uma esp�cie de socialista. Eu nunca...

fui do partido comunista. Uma vez fui a um encontro,

por curiosidade. -N�o tem descendentes judeus?

Absolutamente. Fui investigado em 1935...

quando me alistei.

Himmler recebeu uma c�pia e quer outra investiga��o.

-N�o me defendeu? -Voc� conhece o servi�o.

Himmler � meu rival e vai ficar de olho em voc�.

Tem id�ia de quem mandou a carta?

Uma pessoa que queira me atingir. -Mas voc� � o segundo homem.

Sim. Mas sou alvo de todos. Erik, sei tudo que...

preciso saber sobre eles, de cima a baixo.

Formam uma galeria de patifes.

G�ring, drogado e suborn�vel. Rosenberg, tenho suas cartas...

para a amante judia. Goebbels, um esc�ndalo atr�s do outro.

Himmler, esconde algo de sua mulher. Para n�o falar de Kaltenbrunner,

que n�o passa de um simples criminoso.

Creio que n�o fa�o parte da sua galeria de patifes.

E por que n�o? Esta carta pode ser verdadeira.

Esta muito lento, setenta � muita gente.

-Quanto tempo demora? -Dez ou doze minutos.

O motor pode n�o aguentar. O �nibus est� muito pesado.

-A estrutura deve ser melhorada. -N�o foram feitos para...

este tipo trabalho. -Como reagem dentro do �nibus?

Batem na lataria. Algumas vezes ouvimos as pancadas.

Agora n�o, tem muito barulho.

Me d� uma m�o.

Por aqui.

Nada mal, meia hora desde o campo. -Mas n�o era isso...

hav�amos planejado. -Concordo.

Usando este sistema arrebentaremos todos os motores da Pol�nia.

-Trabalhoso, lento. -Precisamos de instala��es fixas.

Alem�es? -N�o, mil�cias ucranianas.

-Amigos? -Matam mais judeus que os nazistas.

Rudi, mate-o!

Por favor! N�o, n�o!

Eu disse para mat�-lo. Se n�o fizer eu farei.

Se deix�-lo escapar, ele voltar� com os alem�es.

N�o, n�o! Por favor, n�o!

Era s� uma crian�a. Jury disse que era um dos que matavam...

judeus por dinheiro. -Rudi, por favor.

-Nunca matei ningu�m antes. Eu sei.

Aconteceu.

Eu pensei que era forte. Seu rosto ensanguentado.

N�o entendo nada, nem meus pais. Sasha talvez.

Queremos viver Rudi. Isso � tudo que temos que entender.

N�o � o bastante. Quando a guerra acabar, se acabar,

e continuarmos vivos, que vai acontecer?

Seremos papai e mam�e Weiss e iremos para a Palestina.

-Eu trabalhando como agricultor? -Voc�! Rudi, viveremos...

entre laranjeiras, cerejeiras, pequenos s�tios e mar azul.

Suponho que devo uma viagem at� sua p�tria sionista.

Uma vida nova, Rudi. Onde n�o poder�o nos prender,

ou nos violentar, ou nos matar.

Lembra da primeira vez que fizemos amor em Praga?

-N�o me deixe envergonhada. -Foi maravilhoso.

O melhor momento da minha vida. -E para mim.

Sempre que estamos juntos � maravilhoso. Duas pessoas...

que se conhecem t�o bem. N�o s� os corpos, os bra�os,

os l�bios. � como se Deus, a natureza ou algu�m...

tivesse decidido assim. -Rudi, voc� � um poeta.

N�o, � que te amo mais do que posso dizer.

Eu sei meu amor, eu sei.

Por isso n�o morreremos. Nunca.

HOLOCAUSTO - Fim da 3a. parte.

- LEGENDA REVISADA E SINCRONIZADA POR CASATLE -

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