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Crockett, est� tudo bem.
O que aconteceu est� no passado.
Nem lembro o que foi.
S� temos que montar o ber��rio,
mas enquanto isso,
que tal um encontro?
Voc� n�o vai se entregar. N�o deixarei isso continuar.
Ed, achei que est�vamos entendidos.
Voc� nem imagina como �.
Todo dia eu digo que vou parar.
-Vou me entregar. -Posso ir com voc�.
�, eu gostaria.
Vem pra minha casa?
-Oi. -Oi.
Caf� da manh�?
Tem um lugar na esquina com um �timo prensado franc�s.
Que horas s�o?
N�o... Desculpe.
Tenho que trabalhar. Logo come�a meu turno.
Escute.
Sobre o que conversamos ontem � noite...
Isso n�o muda nada, n�?
Fala de eu me entregar?
Acha que dormi com voc� s� para escapar disso?
N�o.
S� quero ter certeza que ainda � o plano.
�.
S� preciso fechar com alguns pacientes
para poder encaminh�-los,
ent�o falarei com a sr.� Goodwin.
-Irei com voc�. -Quero que v�.
Hannah, voc� � t�o inteligente.
E durona.
Voc� � muito mais que esse v�cio.
Sei que vai tirar de letra isso.
-Oi, sr. Sher. -Por favor, me chame de Lewis.
Esta � minha ex-mulher, Elaine.
-Oi. -E minha filha, Harper.
Oi. Sou a dr.� Manning.
Vejo que est� sentindo uma dor abdominal.
A barriga dele come�ou a doer assim que saiu do avi�o hoje.
S�rio? E ele veio de onde?
Papai mora em Genebra.
L� s�o 14h20 agora.
Harper, meu bem,
-deixe a doutora trabalhar. -Est� tudo bem.
Estou impressionada com o quanto sabe de Genebra.
Meu pai trabalha l� em um laborat�rio.
Ele � cientista qu�mico.
Engenheiro de pol�meros.
-Me permite? -Harper, amor, venha aqui.
Seu trabalho exige que lide com materiais t�xicos?
Trabalho com muitos metais pesados,
mas tomo as precau��es devidas. Por qu�?
Estou ouvindo uma congest�o no seu peito.
E uma leve descolora��o nos olhos.
Pode ser devido a alguma exposi��o t�xica.
Vamos fazer um toxicol�gico, hemograma, PMB e urina.
Meu pai vai ficar bem?
Prometo que vou cuidar muito bem do seu pai.
Tudo bem?
Volto para te ver em breve.
S� um segundo.
-Dr.� Manning? -Sim?
Tem algo que ele n�o contou
e estou preocupada que se n�o souber,
possa ser um problema.
Com certeza. O que �?
Tudo o que ele acabou de dizer... n�o � verdade.
Como �?
Lewis n�o � engenheiro de pol�meros em Genebra.
O nome verdadeiro dele � Derek Jordan,
e ele � um ator de Nova Iorque.
-Ator? -Sim.
� uma longa hist�ria,
mas eu o contratei para desempenhar esse papel.
N�o entendi. Que papel?
De pai da minha filha.
CHICAGO MED - 5x15 I WILL DO NO HARM
Equipe Queens Of The Lab -Diabolicamente Majestosas-
Keila | TatuW Lura | LaryCarvalho
Tati Saaresto | Thales Talyta | AmandaMasc | BabyQueen
1, 2.
Harper, querida,
vamos pegar um lanche para a m�dica falar com seu pai.
-J� volto, pai. -Est� bem, querida.
Elaine me informou do acordo de voc�s.
Entendo que queira continuar fingindo pelo bem da Harper,
mas como estamos sozinhos,
preciso ter algumas informa��es verdadeiras de voc�.
Seu toxicol�gico inicial deu negativo,
mas sua hemoglobina est� baixa.
J� teve algum dist�rbio sangu�neo
ou defici�ncia de ferro no passado?
Acho que n�o.
Por que n�o me passa os dados do seu m�dico
e pe�o para vir seu hist�rico de Nova Iorque?
Como minha filha te disse, eu moro em Genebra.
Sr. Jordan, se eu for trat�-lo adequadamente,
precisarei do seu hist�rico m�dico,
n�o do seu personagem.
Meu nome � Lewis Sher,
e n�o sei sobre o que est� falando.
Ei, Doris, pode adicionar um hepatograma
para meu paciente na 3?
E chame o dr. Charles. Esse cara � maluco.
Obrigada.
Como vai a sua terapia de horm�nios?
Parece que minha pele est� cheia de formigas.
Mas fora isso, estou levando.
Aguente firme.
Esperamos que seus n�meros subam logo.
-Sim. -Preciso de ajuda aqui.
Certo. Segure isso.
Siana Fredericks, 7 meses de gravidez.
Chamei a obstetra dela.
Certo, vamos para o Tratamento 4.
Sou o dr. Halstead. Essa � a enfermeira Lockwood.
Est� tendo contra��es?
N�o estou em trabalho de parto. Estou numa crise.
-Fala de uma crise falciforme? -Sim.
-Teve algum epis�dio? -N�o desde que engravidei.
Minha obstetra passou uma dieta que tem ajudado.
Tem algu�m que possamos chamar?
J� falei com meu marido.
Ele est� preso em Minneapolis.
-Quando a dor come�ou? -Ontem de manh�.
Vamos dar oxig�nio, 1l de solu��o salina,
-e aplique 2mg de morfina. -N�o. Nada de morfina.
Siana, 24h � muito tempo.
Temos que deixar sua crise sob controle.
Voc� n�o entende.
J� passei por 3 tentativas de FIV.
Estou carregando um embri�o
que n�o tem essa doen�a horr�vel.
Vou me certificar de que tudo esteja perfeito para o beb�.
Por favor, ligue para minha obstetra, dr.� Asher.
Hannah Asher?
Sim. Ela tem ajudado com o planejamento.
-Saber� o que fazer. -Certo.
Contataremos a dr.� Asher,
pe�a alguns exames, e voltarei logo para chec�-la.
Certo.
Ligando para a obstetr�cia?
Tentarei o celular da Asher.
Somos amigos.
Direto na caixa postal.
A obstetr�cia deve estar entupida.
-Irei l� em cima para ach�-la. -Tudo bem.
Como foi?
Ele n�o saiu do personagem comigo tamb�m.
Saiu do personagem? Isso n�o � uma pe�a.
�, digo, fa�o isso h� 30 anos.
Isso � novo.
E essa garotinha crescendo com essa mentira?
Certo, mas ela n�o est� doente. Ele est�.
E o que fazemos?
-Me diverti ontem � noite. -Eu tamb�m.
E que tal fazermos de novo hoje?
Com certeza.
April. Comigo.
Noah.
Os param�dicos acabaram de ligar.
Tenho um cara na Avenida Chicago
com algum incidente card�aco. Todos os m�dicos est�o ocupados.
Esperava que pudessem resolver isso.
-Quanto tempo at� chegarem? -N�o v�o.
Preciso que voc�s v�o para l�.
O cara se recusa a entrar na ambul�ncia.
E acha que ele est� mesmo doente?
Sim, os sintomas est�o muito acentuados.
-Mas ele se recusa a cooperar. -Deus.
N�o podemos diagnosticar sem um hist�rico preciso.
Acha que poderia falar com ele?
Faz�-lo largar a performance?
Gostaria de poder,
mas � assim que ele �.
Quando conheci Derek,
ele interpretava um parapl�gico na Broadway.
Ele ia embora toda noite na cadeira de rodas.
Certo, acho que est� saindo do controle.
Sinto muito, mas teremos que chamar o servi�o social.
-N�o. -Desculpe, mas estamos
muito preocupados com a Harper.
N�o, n�o, n�o. N�o fa�a isso.
Isso � pela Harper. Por isso fiz isso.
Cresci sem um pai.
N�o suportava o pensamento disso acontecendo com ela.
Mas contratar um ator?
Voc� n�o tinha nenhum amigo?
Ou parentes que servissem como modelos?
N�o.
Quando o pai da Harper nos abandonou,
n�o tinha ningu�m.
E quando contratei Lewis,
deveria ter sido por uma vez, certo?
Era o dia pai e filha na pr�-escola,
e o problema � que ela se apaixonou por ele.
E isso a fez t�o feliz.
-Ent�o voc� fez de novo. -E de novo.
E de novo.
Sei que o que fiz foi errado,
mas vou p�r um fim nisso.
Eu disse ao Derek que era a �ltima vez.
Lewis vai voltar para a Europa.
Ele vai ficar ocupado com o trabalho.
Perder� o contato com a Harper e, ap�s alguns meses,
direi a ela que morreu em um acidente de trabalho.
-E ser� o fim de tudo. -Mas Harper tem 8 anos.
N�o acha que matar o pai dela
seria muito traum�tico?
N�o t�o traum�tico quanto a verdade.
O pai verdadeiro da Harper n�o tem o menor interesse
em fazer parte da vida dela.
Por favor, s� tentem descobrir o que o Derek tem, certo?
Ent�o voltamos aonde come�amos?
Talvez n�o.
Se Derek sabe
que o personagem dele vai morrer,
� realmente s� uma coincid�ncia
ele ter acabado em um hospital?
Hannah?
-Posso ajud�-lo? -Sim.
-Procuro a dr.� Asher. -Ela ainda n�o veio.
Cancelamos a primeira consulta.
Certo. Obrigado.
Courtney. O que est� acontecendo?
Cheguei aqui h� meia hora.
Ele se recusou a ir na ambul�ncia.
O nome dele � Larry Simpson.
O cardiologista prescreveu Digoxina.
Ele misturou os rem�dios de manh�.
Tomou uma dose tripla.
N�s assumimos daqui. Aguarde.
Oi, Larry. Sou a April.
Esse � o dr. Saxton.
Gra�as a Deus. Por favor, me ajudem.
Conte o que aconteceu.
Comecei a sentir tontura a caminho do trabalho.
Liguei para o meu cardiologista.
Ele me mandou manter a frequ�ncia card�aca alta
-e ligar para a emerg�ncia. -Certo.
Est� pensando o mesmo que eu?
Epinefrina.
Pessoal.
Certo, Larry, vamos te dar medica��o
para manter a frequ�ncia enquanto vamos para o hospital.
Fa�am o que for. N�o consigo continuar.
Certo. Vamos resolver.
Certo. Vai sentir uma picadinha.
-Certo. -Bom.
Agora desacelere.
-Espere. -Noah!
-A frequ�ncia deve estar caindo. -Larry. Larry, Larry.
Continue se mexendo.
-Certo. -Continue se mexendo.
Ser�o 8 horas at� o corpo metabolizar a Digoxina.
At� isso acontecer, ter� que continuar correndo.
-Temos que controlar o cora��o. -Enquanto ele corre.
Gente, voc�s t�m que fazer algo.
Tenho uma ideia.
Aqui vamos n�s.
-O que temos? -O nome dele � Walter Hobbs.
Prisioneiro, 50 anos, de Indiana.
Vitais est�veis, com problema no bra�o.
-O que houve? -N�o sei.
-Aguente a�, Walter. -Estagi�rio, pegue uma IV.
Coloque-o nos monitores. Calma, amigo.
Faremos a transfer�ncia na minha contagem.
Com cuidado e devagar, gente!
Cuidado com as correntes, pessoal.
Certo, pronto? 1, 2, 3.
Calma, amigo, calma.
Voc� est� bem.
Tesouras. Comece o O2.
Abd�men macio.
Pulm�es limpos.
Walter, pode dizer o que aconteceu?
O bra�o est� duro como pedra.
Certo, certo.
� s�ndrome compartimental.
Uma fasciotomia libera a press�o.
-Preparem a SO h�brida. -Alguma ideia da causa?
Amigos.
Drogas, briga... com o que estamos lidando?
Indiana o mandou para um centro de trauma,
porque era grave. N�o o trataremos
se n�o disserem o que houve.
Walter est� no corredor da morte h� 10 anos.
Matou uma fam�lia de 5 pessoas numa invas�o.
A execu��o dele era hoje.
mas algo deu errado... n�o o matou.
Quer dizer que deram uma inje��o letal para ele?
�, s� que n�o foi letal.
Consegui abrir o bra�o dele
e aliviar a press�o, mas ele ainda est� grave.
E os agentes correcionais alegam n�o saber
-o que havia no coquetel. -N�o estou surpresa.
Os laborat�rios farmac�uticos n�o permitem mais
o uso das medica��es em execu��es.
Devem estar usando alguma coisa sem autoriza��o.
Ele n�o chegaram perto da veia.
A droga ficou presa no m�sculo, entrando devagar no sangue.
Precisamos saber o que usaram.
Ligarei para o diretor
e verei se posso convenc�-lo a contar o que usaram.
Enquanto isso, fa�a o que puder para limpar o sistema dele.
Sim, senhora.
Eles realmente acabaram com ele.
Vamos s� tratar esse cara e tir�-lo daqui.
Am�m por isso.
Cad� a dr.� Asher?
Infelizmente, ela n�o est� dispon�vel agora.
O bom � que chamei a dr.� Patchefsky...
N�o quero outra m�dica.
-Ela � �tima. -Sem chance.
Fui a v�rios m�dicos que me acusaram
de usar minha dor para ficar doidona.
Dr.� Asher � a �nica que entendeu a situa��o.
Siana, seus exames mostraram que est� an�mica.
Se n�o quer outra OB, deixe-me te dar sangue.
-Uma transfus�o? -Sim.
-N�o sei. -Siana,
a �ltima coisa que a dr.� Asher quer
� que isso evolua para algo que possa prejudicar o beb�.
Deixe-nos ajud�-la. Voc� precisa da transfus�o.
Tudo bem.
Fa�a tipagem e prova cruzada e inicie assim que sa�rem.
-Entendido. -Aguente firme.
Vai se sentir melhor logo.
Hannah, onde voc� est�?
Devia ter chegado h� horas.
Sua paciente que precisa de voc�!
Veja, qualquer... que seja a situa��o, s� me ligue.
Por favor.
S� me avise que est� bem.
N�o posso continuar nisso por muito tempo.
Est� quase tudo pronto.
-O que � isso? -Desfibrilador.
Agora que o instalamos,
ele mandar� cargas cont�nuas ao seu cora��o.
Manter� seu ritmo card�aco
-at� te levarmos ao hospital. -Tudo pronto.
Certo, Larry. Aqui vamos n�s.
Tudo bem.
Ligando...
Me ajude aqui!
-O que houve? -Precisa voltar para a esteira.
-O qu�? N�o. -Sim.
Seus batimentos est�o muito baixos.
-Precisa correr para mant�-la. -N�o posso.
Larry. Voc� n�o tem escolha.
-Larry, vamos! -Certo, certo.
-S� pare de me bater. -Certo, vamos, me ajudem.
Tudo bem. Ajude-me aqui. Isso mesmo.
-Aumente para cinco. -Cinco?
As p�s n�o se prenderam � pele por causa do suor.
N�o foi culpa sua.
Preciso ligar para o Med... Chamar um m�dico.
"Derek Jordan n�o interpretou, simplesmente, Richard III,
ele se transformou em um rei psicopata
com cada mol�cula do seu ser."
N�o menos que o "The New York Times".
Ent�o, para um ator que se dedica ao trabalho...
em um n�vel molecular,
imagino que cada aspecto do Lewis
foi cuidadosamente pesquisado, estudado,
para dar a Harper um pai incrivelmente real e amoroso.
� o trabalho de uma vida. Certo?
Digo, entendo porque � t�o dif�cil deix�-lo.
O personagem morre, est� bem?
Mas n�o assim.
O que quer dizer?
Elaine quer que o Lewis desapare�a.
Ele nunca faria isso.
-N�o? -Sem chance.
Perder o contato com a filha?
Lewis a ama demais.
Ent�o voc�... tem um final diferente em mente?
Vou ser fiel ao personagem.
Certo. E como planeja fazer isso?
Espere, voc� n�o est�...
N�o est� planejando morrer na frente de Harper, est�?
Meu Deus.
O que acha que isso far�?
Dar o desfecho que ela merece.
Voc� se envenenou, n�o foi?
Faria isso com essa garotinha?
O que voc� tomou?
Nos diga o que tomou agora
ou diremos a Harper quem voc� realmente �
-e acabamos com isso. -Dr.� Manning.
Voc� n�o tem permiss�o para fazer isso.
Isso � informa��o protegida, doutora.
Dr.� Manning, um momento.
Qual o problema dele?
Olha, eu pesquisei ele, est� bem?
N�o trabalha h� seis anos, a esposa morreu de c�ncer.
Ele � suicida, coloque-o na psiquiatria.
N�o podemos contrari�-lo.
Se vamos salv�-lo, ele precisa nos dizer
que veneno tomou.
Temos que convencer Elaine a dizer a verdade � filha.
Onde estou?
Chicago Med. Operamos o seu bra�o.
Estamos o medicando para limpar seu sistema.
N�o. Me deixem morrer.
Calma, amigo.
Eu podia sentir tudo.
Meu corpo inteiro estava pegando fogo.
N�o conseguia me mexer, n�o conseguia falar.
Calma.
Sei que mere�o morrer, mas n�o assim.
-Como est� o paciente? -Est�vel e em recupera��o.
Neste caso, o diretor gostaria de transferi-lo
-o mais r�pido poss�vel. -Devemos monitor�-lo
no p�s-operat�rio.
A unidade m�dica da pris�o vai assumir.
A senten�a de morte foi prorrogada.
Acabaram de remarcar a execu��o dele.
Que tal isso?
Primeira vez que salvo um cara
para outros o matarem.
Walter Hobbs � cust�dia do estado, estando est�vel,
cumprimos exig�ncias.
N�o me preocupo com pena de morte,
mas aqueles idiotas n�o sabem o que fazem.
N�o � problema nosso.
Nosso trabalho � tratar, o que for que aconte�a.
Sabe uma coisa?
Acho que � isso que chamam de compartimentalizar.
Sim, liguei h� 10 minutos.
Quando eles v�o chegar?
Tente apressar.
Vai demorar uma hora at� chegarem aqui.
E se voc� passar internamente?
Enfiar um fio no cora��o de um homem
enquanto ele corre na esteira?
Est� doida?
-Est� falando s�rio? -Tem uma ideia melhor?
Se empurrar muito longe, vai perfurar o cora��o.
Vai mat�-lo no local. N�o.
N�o, a melhor op��o � esperar ajuda.
Noah, olhe para ele. N�o temos tempo.
-Voc� precisa fazer. -April...
Vamos, voc� consegue. Eu te ajudo.
Oxig�nio est� em 88.
Pare a transfus�o, coloque-a na m�scara.
-Entendido. -O que aconteceu?
� uma rea��o inflamat�ria ao sangue.
O qu�? Por qu�?
Sempre h� um risco de complica��es.
Oxig�nio caiu para 79.
Falta oxig�nio para o beb�.
Siana, voc� precisa de uma cesariana de emerg�ncia.
Ela s� tem sete meses!
-� muito cedo. -Eu sei e sinto muito.
N�o temos escolha. Precisa confiar em mim.
Eu te disse que queria a dr.� Asher!
Siana, ela n�o est� aqui.
Por favor, escute o dr. Halstead.
Precisa da cirurgia agora.
N�o encoste outro dedo em mim!
Tudo bem.
Comece com epinefrina, 1g de tylenol,
e 50mg de benadril. Deve nos dar um tempo.
Aonde voc� vai?
Acho que sei onde encontrar a dr.� Asher.
Por que est� demorando tanto?
Ele est� enfiando um fio no seu cora��o.
-� um processo delicado. -Deus.
Tente n�o ficar tenso.
Algo est� se movendo no meu bra�o.
-Quer dizer, no peito? -N�o, meu bra�o esquerdo.
Deve ter ultrapassado a veia cava.
Voc� precisa retrair o fio e recome�ar.
O qu�? Recome�ar?
N�o, n�o. N�o posso mais fazer isso.
Larry, aguente firme, certo?
-N�o posso, n�o posso. -Continue correndo, Larry.
Larry, aguente um minuto.
Larry, Larry. N�o fa�a isso, Larry!
-Finalmente! -Me ajude, cara.
-Ventile-o. -Farei as compress�es.
FC � de 30 bpm. Sem circula��o sangu�nea.
Retraia os fios e recomece.
Ele se envenenou?
Os sintomas e exames dele indicam que sim.
Ele acredita que Lewis
precisa morrer na presen�a da pr�pria filha,
para que Harper se despe�a e feche esse ciclo.
Olha, voc� precisa dizer a verdade para sua filha.
N�o, n�o posso.
Se voc� contar agora,
Derek n�o ter� motivos para fazer tudo isso.
Mas se Harper descobrir que eu menti para ela,
ela nunca mais confiar� em mim.
Elaine, se n�o parar com isso, Derek vai morrer.
Harper aguenta a verdade, confie em mim.
N�o digo que ser� f�cil,
mas com o tempo ela vai entender e te perdoar.
Tudo bem, mas s� se ele concordar.
Harper n�o acreditar� nisso a menos que ele conte.
Tudo bem, v� falar com ele. Por favor.
Pediremos a enfermeira que leve Harper na cantina.
Tudo bem.
Connie.
N�o consegui falar com o Sean pelo celular.
Ele n�o est� aqui hoje. Posso ajudar?
Estou procurando uma mulher.
Ela vem regularmente e se chama Val.
Sei quem �.
-Voc� a viu hoje? -N�o.
Est� tudo bem?
Ele est� inconsciente h� muito tempo. Depressa!
Estou empacado no pesco�o dele,
e n�o consigo avan�ar o fio at� o cora��o dele.
Frequ�ncia card�aca diminuiu para 20 bpm.
Steve, me substitua.
Consigo sentir o fio. Est� preso.
Vou virar a cabe�a dele, quem sabe expande a abertura.
Quando eu virar, tente avan�ar o fio, certo?
-Certo -Vamos l�.
1, 2, 3.
Pare as compress�es.
Temos CVP. Conseguimos. Ajustando o marca-passo.
Vamos.
-Nada. -Ajuste para 100 bpm.
100 bpm.
Eu n�o entendo.
-N�o est� capturando. -Vamos! Vamos.
Tudo bem.
-Tudo bem. -A PA est� subindo.
-O que aconteceu? -Apenas respire, Larry.
-Levaremos voc� ao hospital. -Vamos coloc�-lo na maca.
Transporte prisional no aguardo.
Avisarei ao diretor que ele est� a caminho.
Dr. Choi, dr. Marcel.
Meu bra�o!
Aplique 50 mcg de fentanil e coloque-o no respirador.
Certo, certo. Est� tudo bem.
Tudo bem.
O bra�o est� morto e necr�tico.
Drogas injet�veis letais cortaram a circula��o.
Precisamos amputar. Preparem a SO h�brida.
Dr. Choi, um minuto?
N�o faz sentido amputar o bra�o de quem ser� executado.
Olha, estamos aqui para trat�-lo,
e no momento isso significa amputar o bra�o dele.
O bra�o j� est� morto.
Daqui a pouco ele ficar� s�ptico.
Eu daria analg�sicos e deixaria a natureza cuidar dele.
N�s somos m�dicos, n�o assassinos.
A SO h�brida est� pronta.
Tudo bem.
Vamos lev�-lo.
Siana?
Voc� e o beb� n�o est�o oxigenando o suficiente.
Precisamos fazer uma cesariana agora.
Voc� s� vai piorar as coisas.
Sei que n�o confia em mim, e entendo.
Mas tamb�m n�o pode confiar na dr.� Asher.
-Ela n�o vem. -N�o. N�o!
Siana, escute. Em minutos entrar� em falha respirat�ria.
Voc� vai sufocar e morrer,
nesse momento, vamos lev�-la para uma cesariana
-e retirar sua filha. -Siana,
voc� disse que queria tudo perfeito para o seu beb�.
Isso significa garantir que ela cres�a com a m�e.
Por favor.
Vai nos deixar ajud�-la?
Abra a bandeja de intuba��o.
Ligue pra OB, diga que estamos indo.
Quase l�.
Certo, osso est� cortado.
S� preciso liberar o m�sculo posterior.
Certo.
Aqui est�.
Certo, vamos suturar os vasos.
Espere um pouco.
A pele no ombro dele est� escura.
Me passe um bisturi.
Desculpe, dr.
A necrose se espalhou pelos ombros e peito.
Temos que continuar.
Certo, vou buscar ajuda.
Ele n�o vai fazer isso!
Ele nem discutiu e agora est� ficando muito doente.
Ele est� com broncoespasmo.
D� 0,3 mg de epinefrina.
Diga-nos o que voc� tomou.
Satura��o est� subindo.
Seus rins est�o come�ando a parar.
Diga-nos o que voc� tomou.
Voc� tem alguma ideia
de como � quando h� fal�ncia de �rg�os?
� horr�vel. Horrivelmente doloroso, � violento.
Voc� tem certeza que...
esse � o tipo de conclus�o que quer dar a Harper?
E se descobrirmos uma maneira,
de dar o que voc� quer e salvar sua vida?
Como?
Encenando sua morte.
Certo? Voc� se despede da sua filha
e depois adormece.
O qu�? N�o.
Tem que ser perfeito.
Tem que ser real para Harper.
Real, mas pac�fico.
Voc� vai dormir, ela sai do quarto.
Est� bem?
Diga-nos o que tomou.
Eu vou.
Mais tarde.
Dr. Charles.
-Voc� n�o pode fazer isso. -Qual a alternativa?
Sentar enquanto o cara morre? Fazer nada enquanto se mata?
Tem que haver outra op��o.
Infelizmente, de uma forma ou de outra,
Harper vai experimentar a morte do pai. Certo?
Mas assim, espero, que seja menos traum�tico para ela
e talvez possamos salvar a vida do sujeito.
A decomposi��o est� infiltrada na cavidade tor�cica.
Press�o caindo.
A art�ria axilar est� rasgada e retra�da no peito.
N�o posso pin�a-la.
Press�o caiu para 80mmHg.
Vamos l�. Preciso prend�-lo.
-N�o consigo alcan��-la. -Est� quase em parada card�aca.
N�o consigo controlar o vaso.
Ele est� em bradicardia. Frequ�ncia card�aca � 20bpm.
Fazendo o melhor que posso.
Ele est� parando. Perdeu o pulso.
Precisa iniciar as compress�es.
E circular o qu�?
Ele tem raz�o.
O sangue dele j� est� na mesa.
Hora da morte, 16h22.
Papai?
Oi, querida.
Papai est� realmente doente.
Mas voc� vai melhorar, certo?
Acho que n�o podem me curar, querida.
Mas quero que saiba
que estou muito orgulhoso de voc�.
E lembre-se,
papai te ama mais do que tudo.
Tamb�m te amo, papai.
Acho que dev�amos deixar o seu pai descansar.
Certo, querida. Vamos. Vamos.
Voc� vai melhorar! Voc� vai melhorar, est� bem?
N�s vamos fazer todas as coisas que voc� falou!
Voc� vai me levar para Genebra e Paris,
e vamos ver a Torre Eiffel e a Mona Lisa,
e aquele museu imenso!
Voc� n�o pode morrer, papai! Voc� n�o pode morrer!
Papai?
N�o posso fazer isso com voc�. Desculpa.
Voc� est� bem?
Eu estou, querida. Eu estou bem aqui.
N�o me deixem morrer, por ela. Foi cianeto.
Pegue um cianokit do sistema autom�tico
e d� uma bolsa de hidroxocobalamina agora.
Meu pai vai ficar bem mesmo?
Vai?
Sim. Sim, ele vai.
Vamos querida, vamos deixar os m�dicos cuidarem dele.
Est� bem, vamos l�.
-Vai ficar tudo bem, papai. -Sim.
Quase l�.
Menina. Prematura, mas saud�vel.
Tudo bem, vamos lev�-la para a UTI neonatal.
Como est� a m�e?
Satura��o e press�o est�veis. Ela deve ficar bem.
Oi. Como est�o Siana e o beb�?
Eles est�o bem.
-Gra�as a deus. -Agora.
� que meu celular estragou.
Tive que lev�-lo ao conserto e meu pneu furou...
Deu tudo errado. Simplesmente n�o consegui vir hoje.
Sua paciente e o beb� dela quase morreram hoje
enquanto voc� estava chapada.
Chapada?
Eu te falei, meu pneu furou.
Acha que vou acreditar nisso?
Ontem isso n�o pareceu ser um problema.
-Sim, aquilo foi um erro. -Um erro?
E foi um erro achar que voc� se entregaria hoje.
Quer saber? Pense o que voc� quiser.
Eu preciso ir verificar a Siana.
H� algumas horas voc�s iam dar alta para ele.
-E agora ele morreu? -Os m�dicos
enfrentaram complica��es na cirurgia.
Especificamente, sangramento.
Por fim, n�o fomos capazes de control�-lo.
Eles fizeram o que puderam.
Explique isso � Procuradoria-Geral.
O homem pertencia ao estado de Indiana
e ele morreu sob seus cuidados.
Vamos.
Existe algo que eu precise saber
sobre o que aconteceu l�?
Sr.� Goodwin.
Eu te garanto que o dr. Marcel e eu fizemos o que pod�amos.
Fico feliz em ouvir isso.
Como ele est�?
O dr. Latham conseguiu por um marcapasso permanente.
Ele deve se recuperar completamente.
Gra�as a Deus.
Ele tamb�m disse que, dadas as circunst�ncias,
foi um salvamento muito impressionante.
Eu n�o entendo.
Meu pai n�o � meu pai?
Mas ele �.
Sabe, Harper, realmente � meio confuso.
E pode demorar um pouco para voc� entender.
Mas tudo que voc� precisa saber
� que ele te ama muito, muito mesmo.
Eu sei disso.
Posso ir v�-lo agora?
Est� bem.
Sim, claro. N�s podemos ir v�-lo.
-Oi. Est� pronto? -Sim.
Escuta, sei que t�nhamos planos para hoje,
mas queria saber se talvez pud�ssemos
tomar uma bebida com Crockett primeiro.
Com Crockett?
Eu sei que voc� n�o � muito f� do cara,
mas tivemos um dia muito dif�cil por causa de um caso hoje.
Certo.
-Por que voc� n�o vai... -Esque�a.
Posso deixar para a pr�xima.
-Tem certeza? -Sim.
Vamos. Vamos para casa.
Temos um encontro hoje, certo?
Sim. Est� bem.
Earl. Voc� tem um minuto?
Sim. Do que voc� precisa, dr. Halstead?
Um favor.
Procure. Procure.
Voc� estava certo.
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