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Original subtitles

ANIMAÇÃO

AGORA EM EXIBIÇÃO

Olá. Sou a Katy Perry.

NESTE EPISÓDIO

Vim gravar o "American Idol" no Disney Aulani Resort.

Vão adorar.

"Stargirl" é sobre uma rapariga diferente que chega a um meio

em que todos têm de se adaptar. Percebo-a.

Sou a Kori Rae, produtora de "Bora Lá". Bem-vindos à Pixar.

EM EXIBIÇÃO

DISNEY NOS BASTIDORES

Isto são os bastidores.

Quando dizemos: "Corta", e vamos comer.

AULANI IDOL COM KATY PERRY

Olá. Sou a Katy Perry.

Vamos, em exclusivo, aos bastidores

do "American Idol".

É um prazer ter-vos comigo,

porque vejam bem quão bonito é.

É no Havai. E acho que vão adorar.

Bela altura, não?

Estava a pensar nisso.

Se pensarmos no duro que trabalhamos o ano todo.

-Sim. -Isto é ótimo.

-Manga curta. -É o "American Idol".

Isto é ótimo.

É tão bonito.

Levantei-me cedo para ver o sol nascer

e sentir a humidade do ar, e isso animou-me.

Foste à água?

-Molhei-me até aqui. -Certo.

-Tenho medo das rochas. -Tens?

-São assustadoras. -Podem saltar-te em cima.

Olá, querido!

Este é o meu colega Luke Bryan. Um artista country com muito sucesso.

Boa, tenho "muito sucesso".

Querida!

Outro colega incrível, o Lionel Richie.

Sim, o único Lionel Richie.

Pois, mas a verdadeira estrela está mesmo aqui ao meu lado.

Adoro esta miúda. Fazes-me sentir especial.

Tu és especial. És o Lionel Richie, céus.

Este episódio é um desafio brutal.

DAN MARTIN COPRODUTOR EXECUTIVO

Dirijo a equipa que está no terreno.

Sou responsável por tudo o que não é gravado no palco.

GRAVAÇÃO NA PRAIA 13H30

Câmaras. Estamos prontos, Norm. Silêncio, por favor!

Prontos? E ação.

Não se esqueçam de ver o "American Idol". A 16 de fevereiro.

Ser subterrâneo é que é.

A Katy é a profissional mais pragmática, divertida e acessível.

Isto é um sonho.

Para trás.

E corta!

Isto vai diretamente para o Instagram.

Vê-se que adoro este trabalho.

Adoro estabelecer ligações com pessoas.

Adoro dar poder às pessoas.

-Muito obrigado. -Obrigada.

Ajudá-las a verem para fora de si.

"Não importa se vais longe na competição, tu tens valor."

Três visuais, um dia, na boa.

Dar às pessoas o que querem.

Agora, é hora do visual final.

Queremos despachar-nos, desfrutar do programa

e ver se aparecem verdadeiros talentos no "American Idol".

Conseguimos. Chegámos.

FALTA UMA HORA

Como podem ver, estou de robe às bolas,

em honra dos meus KatyCats, o meu clube de fãs.

Conhecem este robe, porque o tive a carreira toda.

De qualquer modo, aqui a responsável pelo programa está em cima de mim.

-Olá. Esta é a Trish. -Olá.

É a mulher que manda nisto tudo...

TRISH KINANE RESPONSÁVEL

... e dirige o "American Idol" desde que passa na ABC,

que é o mais importante.

Há mesmo muito tempo, e ela sabe tudo.

-É Escorpião, como eu. -Sou.

Conseguimos ler a mente uma da outra um pouco.

-Como estás? -Ótima, obrigada.

É ótimo trabalhar com ela.

Ela é exatamente como a veem na televisão.

Ela tem paixão, importa-se mesmo com os concorrentes

e é mesmo muito divertida.

-Está tudo bem. -Uns contratempos.

-Pois. -Superamo-los.

HORA DO PROGRAMA

A banda é incrível.

Palmas para a nossa incrível banda.

São músicos incríveis.

Agora, façam barulho para o júri do "American Idol", Luke Bryan,

Katy Perry e Lionel Richie.

É incrível conseguir plantar a semente da confiança

nas vidas de alguns destes miúdos e orientá-los.

Acreditaram em mim e a minha vida mudou.

Tive uma ou duas pessoas a dizerem: "Eu vou apoiar-te."

Tudo dependia de mim.

Mas precisamos dessas pessoas a apoiar se queremos passar por isto.

Vejo muito de mim nos concorrentes.

Nas suas origens, eu não nasci num berço de ouro.

Assinei contrato e cancelaram-mo três vezes, devolvi dois carros,

dormi em sofás e sobrevivi a nuggets de frango.

Dizem que, no fim, parece que tudo passou num piscar de olhos.

Para mim, estes últimos 12 anos passaram num piscar de olhos.

-Como te chamas? -Morris.

-Morris? -Sim.

Meu Deus. Sou a Katy. Prazer.

-Estás a divertir-te aqui? -Sim!

Saber, agora, que todo o dinheiro do mundo,

toda a roupa do mundo,

tudo o que há no mundo que não faz parte de mim não me fará feliz.

Adoro-vos...

E a forma como posso ajudar a passar essa mensagem a outras pessoas

para que encontrem a felicidade interior,

isso motiva-me.

Só tenho 35 anos e já sou uma estrela da pop.

Tipo, que mais posso fazer?

Que mais? Porque tenho de ser uma coisa?

As mulheres não são uma coisa. Eu não sou.

Por isso, toca a descobrir novos sonhos.

DE ESTRELA A "STARGIRL"

O filme "Stargirl" foi adaptado do livro "A Menina das Estrelas".

É sobre uma miúda que teve aulas em casa.

A história clássica de uma rapariga diferente que chega a um meio

em que todos têm de se adaptar,

e o filme segue o percurso dela.

MELISSA DOUGHERTY GUITARRISTA

-É a tal. -Certo.

-Pronta? -Sim. Comi uns bagels.

Mostra-me os dentes.

"Thirteen" é a música principal de "Stargirl".

A letra é muito inocente, querida e doce,

o que se adequa ao tema de "Stargirl".

Ouvi "Thirteen" pela primeira vez quando estava no secundário

ou no início da universidade.

JULIA HART REALIZADORA

É a música mais romântica.

É tão simples e bonita.

Senti que o Alex Chilton a podia ter escrito para a Stargirl e o Leo.

A Grace é tão talentosa, em tantos aspetos,

mas tem mesmo um dom inato para representar.

Foi uma experiência divertida fazer um musical a sério.

E, quando se tem a Grace como protagonista,

podemos ir ao limite, porque ela canta, dança, toca uquelele.

Ela faz tudo.

Não sei como combinar coisas contigo.

Queres combinar coisas comigo?

A Stargirl é muito humana e tem muitas inseguranças.

A sensação de nos destacarmos dos outros, claro que enfrentei isso ao crescer.

Não era muito popular na escola,

onde provavelmente enfrentei a maior pressão para me adaptar.

Desde então, tudo o resto tem crescido

e todos os dias têm sido diferentes, melhores.

Acho que os jovens são muito mais complexos,

dedicados e estão mais preparados do que, muitas vezes, julgamos.

Fizemos um filme para jovens

e espero que se sintam amados e respeitados quando o virem.

-Foi divertido. -Mesmo.

Foi bom.

ESTÚDIOS PIXAR

Começar é o mais difícil.

Num filme original, começamos sem nada.

Temos ideias

e discutimos as diferentes formas de como podemos desenvolvê-las.

Essas conversas acontecem ao longo de vários anos.

É demorado e muito divertido.

E assustador.

KORI RAE PRODUTORA

"BORA LÁ" COM KORI RAE

Aqui, têm algum código.

Vão ver pessoas a desenhar, a criar arte,

vão ver animadores nas suas secretárias,

mas é como fazemos filmes de animação digitais.

A escrever em código.

Hoje, vou mostrar-vos a Pixar,

apresentar-vos ao pessoal que me ajudou a fazer o filme

e dizer-vos como o fizemos.

Ao levar cinco, seis anos a fazer,

é difícil manter o filme em segredo e só para nós.

E estou empolgada por partilhá-lo com o mundo, finalmente.

"Bora Lá" é a história de dois irmãos duendes

cujo pai morreu quando eram crianças.

Ian e Barley Lightfoot usam magia

para tentarem passar mais um dia com o pai.

Este feitiço trá-lo de volta.

-Olá, Dan. Como estás? -Olá. Bem.

Queres vir conversar?

-Claro. -Fixe.

DAN SCANLON REALIZADOR, ARGUMENTISTA

Há seis anos, quando começámos este projeto,

já tínhamos um filme feito,

por isso, pudemos começar já com um entendimento prévio.

Eu e a Kori estávamos empolgados

quanto a fazer algo honesto

e, por isso, tinha de ser algo pessoal.

Certo.

Lembrámo-nos da minha relação com o meu irmão

e das nossas questões com o nosso pai que faleceu

quando éramos bastante novos.

Assim que o Dan começou a falar desse aspeto da sua vida e história,

lembrou-me a minha irmã e o papel que ela teve na minha vida.

Se era um tema que nos interessava tanto

e algo que nos empolgava, tendo tanta emoção subjacente,

achámos que o público também lhe responderia.

Mas, sozinhos, não somos capazes de deslindar a história.

Uma grande parte do que a Kori fez nos bastidores

foi encontrar pessoas que nos ajudassem.

SALA DAS HISTÓRIAS

Esta é a sala das histórias. Não é empolgante.

Não. E, como podem ver, está vazia.

Vimos, literalmente, para aqui sem nada

e tentamos ter ideias.

Como se vê, resumia-se a conversas entre nós,

em que lançávamos ideias, nos levantávamos e íamos escrevê-las no quadro.

-Percebem? -Sim.

-Ideia. -Ideia.

Certo.

A energia que é criada nesta sala

quando vêm mais pessoas,

quando temos os artistas aqui, o argumentista, e todos disparam ideias...

Para mim, é a melhor altura do filme.

Sinto falta disto.

Sim, vir sem nada para este pesadelo sem janelas

-e sair daqui com algo é mágico. -Sim, é.

Quando vejo a equipa a trabalhar bem em conjunto,

vemos quanto gostam disto e se esforçam naquele momento

para se superarem e fazerem algo que talvez nunca tenham feito.

-É o nosso realizador Dan. -Acho que sim.

MICHAEL STOCKER ANIMADOR

-As calças do pai. -As calças, sim.

Animar calças foi interessante. Nunca tínhamos feito nada assim.

A única coisa que temos da personagem do pai são as calças.

Que não veem. Assim, como seria se não víssemos nada?

Sem braços nem mãos e a precisar das pernas para andar.

Levámos a equipa a um estúdio com um ecrã verde,

vestimos uns fatos e agimos como se só tivéssemos pernas.

Tentámos fazer coisas, falar

-e experienciar o que sentimos. -Sim.

Para podermos animá-lo.

Aquele sou eu.

Estou a tentar zangar-me.

-E vou embora. -Sim.

Já tive que chegue.

Basta. Vai-te embora.

Seu calçudo.

É o meu primeiro projeto com a Kori.

CATHERINE APPLE EDITORA

Vim para a Pixar para trabalhar neste filme.

Como editora, deves manter o ritmo dos cortes dos storyboards

ao longo dos vários tipos de planos que te entregam.

O mais difícil é passar dos "storyboards" para o "layout".

Agora, temos uma câmara incrível.

Temos os modelos, que se mexem e isso...

E fazem tantas maravilhas

que é difícil não prolongar o filme.

Lembras-te? Isso foi difícil.

"De que é que precisamos mesmo e como contamos a história?"

E acrescentámos pessoas a reparar naquilo.

A minha cena preferida é o fim.

Pusemos tudo nele.

Foi o fim da nossa jornada.

Foi como se fosse a contenda do filme, a contenda da animação.

A última cena, com o dragão, foi mesmo divertida.

Adoro que não seja só uma coisa.

É uma espécie de dança entre a ação e a emoção.

SALA DE EXIBIÇÃO

O filme tem vários temas,

mas o principal é o sacrifício.

Pensar nas pessoas da nossa vida que fizeram o impossível,

que foram ao limite, por nós.

O que sacrificaram?

É um sacrifício, e vemos isso com o Ian e o Barley.

Eu tive uma pessoa assim.

A minha irmã.

A minha família atravessava uma má fase

e ela tinha saído de casa.

Vivia a uma hora de distância

e ia buscar-me, todos os fins de semana,

levava-me para a sua casa e eu passava o fim de semana com ela.

Eu ficava sentada em casa, à espera, aos sábados de manhã,

à janela, para a ver aparecer.

Porque sabia que esse fim de semana ia ser melhor do que a semana fora.

Ela não tinha de o fazer.

Não tinha de passar o fim de semana todo

com a irmã mais nova atrás.

Mas fê-lo.

Fê-lo por mim, e isso mudou a minha vida.

Anda, maninho. O nosso destino espera-nos.

Tradução: Vânia Cristina

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