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Original subtitles

As almas mais escuras não são aquelas que escolhem existir no inferno do

abismo, mas aquelas que escolhem se libertar do abismo e circular

silenciosamente entre nós.

Dr. Samuel Loomis Halloween ou início

Distribuição Play Art Versão

Brasileira Sérgio Moreno At The Field, Illinois 31 de Outubro

Bom dia, Elvis.

Você é um lindo Elvis, não é?

É, é sim.

É sim.

Ô, Rony, você sabia que eu tinha que trabalhar hoje de noite?

Alguém tem que trabalhar nessa casa, sabia?

Eu tô todo quebrado, sua vadia. Não posso trabalhar.

Ah, é? E isso é culpa de quem? Vá pro inferno. Ai, para. Você é tão ridículo.

Sabia que a garçonete do Big Lounge anda me dando umas olhadas?

Ah, a vagabunda do peito grande caído até o joelho? Um dia desses eu pego

aquela vadia de jeito e quero ver você reclamar. Então vai, vai, se joga,

aproveita. Pode crer. Ela gosta de aleijado? Olha, eu vou subir lá e te

bater até te deixar toda arrebentada. E eu vou buscar as muletas pra você.

E o som que você fez, seu insensível?

Tudo que esse penteiro faz é chorar.

Chorar e cagar.

Chorar e cagar.

Igualzinho a você. Você faz a mesma coisa, sabia?

Senta aqui no meu colo agora, vadia.

Mãe.

Você não viu que eu tô fazendo ovo pra você?

Eu não quero.

Desde quando?

Desde agora.

São abortos de galinha e são muito nojentos.

Não são abortos de galinha.

Você sabe muito bem que são.

Vem cá, vai lá em cima e chama o seu irmão pra mim. Por que sempre eu tenho

que fazer isso? Vai agora!

E não olha pra mim desse jeito!

Essa menina tá ficando muito gostosinha.

O que foi que você disse?

Você me ouviu.

Não, fala de novo, Rony!

Fala isso na minha cara! O que foi? Tá com inveja da bunda da sua filhinha, tá?

Você é muito nojento!

Madrinha, desgraçada!

Agora limpa tudo isso aí!

Não, eu não aguento mais isso!

Michael!

Para de ficar enrolando aí dentro!

Me deixe em paz!

Eu vou te dizer uma coisa. Esse seu filho esquisito precisa de um sério

corretivo. Ele anda por aí como uma mulherzinha. Olha só, deixe ele em paz e

não encosta a mão nele. Vê se me ouve, mulher. Esse seu filho é fruta.

Ele vai crescer e acabar cortando o pênis e as bolas e mudar o nome pra

Michelle.

Aí vem ele.

Bom dia, Michelle, minha boneca. Vem cá, por que tanta demora, hein?

Elvis morreu e eu joguei ele na privada. Ai, filho, que pena.

Mas a gente compra outro depois da escola, tá?

Agora senta aí.

Fez o que com ele? Enforcou o coitadinho?

Elvis!

Elvis!

Olha, era só um rato. Quem gasta dinheiro com uma droga de rato? Aquilo

era só uma droga de rato!

Bom dia, Boo.

Bom dia, Boo.

Tira essa porcaria da cara.

Você tá começando a me irritar, garoto. Eu odeio você! Eu também odeio você! Tá

vendo isso?

Assim que estiver bom, eu vou quebrar sua cara no meio!

Já chega, tá? Será que eu posso ter um pouco de paz?

Mas que carinha frouxo, cara! Eu disse que ele não ia brigar. Ele veio com

aquele papinho.

A gente tava discutindo, né? Você tava lá. E ele, eu não vou brigar com você.

Eu disse, é!

Ah, eu sei onde ele mora. Quer jogar ovo na casa dele? A gente vai fazer isso.

Oh, ei, pirralhinho.

Tudo tranquilo? Eu soube que... Eu soube que pegaram a sua irmã fazendo uma

sacanagemzinha no banheiro.

Me contaram que pegaram ela transando com um cara.

Ai, Michael, como vai a sua mãe?

Sabe, o meu velho disse que por muito pouca grana ela ia esfregar os peitos na

cara dele. Cala a tua boca. O que você disse, pirralho?

Michael tá irritado. E ele tá bravinho.

É.

Aí, mané.

Dá só uma olhada.

Eu estou pensando em tirar cópias da sua mãe pra escola toda.

Vai se ferrar.

Ei, bebezão.

Você acha que a pistoleira da sua mãe transaria comigo por 20 centavos?

Cala a boca!

Cala... Vai se ferrar, mariquinha! Para com isso, ô babaca!

Desgraçado! O que está acontecendo aqui?

Parem com isso!

Você pra lá! E você pra cá!

Foi ele que começou!

Cala a boca!

Vai se ferrar!

O que você disse?

Eu disse vai se ferrar!

Eu me ferrar?

Vem comigo!

Meus pais!

Cala a boca!

De novo? De novo?

Vem cá, qual é o seu problema com essa escola, hein? Eu não tenho condição de

ficar vindo aqui toda hora.

Escute, senhora Myers.

A senhora acha que eu gosto de ligar pra senhora a cada cinco minutos?

Ah, é? A impressão que dá é que o senhor adora isso. Será que não consegue

controlar a sua própria escola?

Sim, eu posso controlar, sim. Eu posso controlar a minha escola.

Tem... tem uma coisa que a senhora precisa saber.

Tente se acalmar um pouco.

Vamos ter uma conversinha.

Por favor.

Não, não. O que é?

Por favor, sente-se. Sente-se, por favor.

Graças a Deus.

Oi, Jim. Como está?

É ela?

Senhora Myers, esse é o Dr. Lomis. Eu tomei a liberdade de chamá-lo aqui. Ele

é o psicólogo infantil. Obrigado, Jim.

Psicólogo? Eu preciso saber.

Por acaso, seu filho já fez algum tipo de avaliação psiquiátrica? Ah, já chega.

Eu já entendi. Isso é loucura, tá? Chega. Por favor, senhora Myers. Eu

tenho que trabalhar e eu preciso ir. Por favor, por favor, não se ofenda. Nós só

queremos o melhor para o menino. Por favor, sente-se, sente-se.

Obrigado.

Senhora Myers, nós achamos isto na mochila do Michael.

Ai, ai, para.

O que é? Ele achou um gato morto. E daí?

E isto?

O que é isso?

Espero que não fique impressionada, Sra. Myers.

Ai, que horror.

Gente, isso é horrível.

Peraí, está me dizendo que foi o Michael que fez isso?

O Michael adora animais. Ele... Por que ele faria isso? Sra. Myers, o

impulso de causar dor ou machucar pequenas criaturas é...

Quase sempre um sinal de alerta. Um sinal de alerta? Mas de que?

Bom, de problemas mais profundos e mais sérios.

Como assim problemas?

O que você está querendo dizer com isso? Não estou entendendo.

Você não tem certeza de que foi ele que fez isso.

Droga, se eu pegar suspensão mais uma vez, eu vou ser expulso da escola.

O meu velho vai acabar comigo.

A gente pega ele no fim de semana, senão estamos encrencados. Cara, se eu

encontrar aquele imbecil, eu mato ele.

É seu?

Ei, quer de volta?

Você tá morto na minha mão!

Ô palhaço.

Ei.

Menino doido.

Matador de gato.

Você tortura e mata esses bichos inúteis mesmo?

Aposto que se sente um matador de verdade com isso.

Você é um maluco doente, garoto. E além de tudo, é um mariquinha.

Judite, eu vou me atrasar.

Judith, eu vou me atrasar.

Você é um bebê chorão, sabia?

Ai, Rony, dá um tempo.

Mãe, a Judith tá me fazendo perder tempo.

Eu não devia deixar você aí depois do papelão que você fez na escola.

Ah, mãe, por favor.

Tá bem, Michael, calma, sem choro.

Olha, amanhã as coisas vão mudar por aqui, então é melhor você se comportar

hoje, tá?

Judith!

Toma. Quer?

Pode me fazer um favor e levar seu irmão para pedir doces?

Manda esse aleijado nojento que vive deitado no sofá levar. Se eu pudesse

tirar esse bêbado daqui, com certeza eu tiraria.

Olha aqui, não pense que eu não estou fazendo uma lista de todas as suas

ofensas.

Filho, olha só.

Eu sei que as coisas estão ruins, mas amanhã tudo vai começar a melhorar. Eu

prometo, tá legal?

Tá bom.

Gosto do seu cabelo enrolado. Fica bonito.

Obrigada, meu amor.

Vai lá, filho. Vai se divertir. Mas não come muito doce, tá?

Oi, senhora Myers.

E você vai embora às onze.

O que eu fiz?

Eu sei bem o que você fez.

Ah, tá bom.

Não vamos lá pra rua?

Ah, fala sério, Michael. Você já tá grande. Pode ir sozinho.

Aí, Michael.

Não leva a gente a mal, não, tá? Divirta-se.

Aprenda com os erros dos seus pais. Faça controle de natalidade.

Amor, e se seu pai ouvir a gente?

Não fala besteira.

Aquele bêbado, vagabundo e safado do Rony não é meu pai.

Calma, eu não sabia.

Meu pai tá no céu, valeu?

Beleza.

Me desculpa.

Então feche os olhos.

Fica com os olhos fechados.

Tem uma surpresinha.

Pode abrir.

Que medo.

Tira essa porcaria.

Ah, qual é, amor? Eu quero fazer com a máscara.

Anda! A gente tem que pegar mais, vai!

Anda logo, vem!

A gente ainda não foi naquela casa.

O que?

UAU!

Steve, para com isso.

Para! Uma transa por noite tá bom. Para!

Michael?

Michael, tá fazendo o que aqui?

Me responde! Michael!

Michael!

Me responde!

Que droga! Michael!

Feliz dia das bruxas, Boo.

Meu Deus, o que foi agora?

Filho, está fazendo o que aqui fora?

Está muito frio.

Michael, o que foi?

Michael, me responde.

Me dá ele, vai.

Michael, fala, o que foi?

Me responde.

Detido no presente momento e acusado dos assassinatos brutais desta noite, o

massacre do dia das bruxas... A família Myers foi comparado pela polícia ao caso

Mason por sua crueldade.

E mais terrível do que qualquer filme de Hollywood poderia retratar.

O corpo de Judith Myers foi encontrado de bruxos em uma poça de sangue em

corredor da casa.

Aparentemente, ela levou 17 facadas.

O corpo do namorado dela, Stephen Haley, foi encontrado na cozinha no andar de

baixo. Aparentemente, foi vítima de fortes golpes com um taco de beisebol de

alumínio. Junto com a moça e o namorado, uma terceira vítima, Ronnie White, foi

encontrada presa a uma poltrona. O pescoço de White foi cortado com uma

faca de cozinha.

E ele foi esfaqueado várias vezes no rosto e no tórax. Teremos em breve mais

notícias sobre esse terrível acontecimento. Mas por hora temos três

pessoas brutalmente assassinadas e um menino de 10 anos de idade, Michael

Myers, sob custódia da polícia.

Onze meses depois.

Eu estou aqui em frente ao sanatório Smith's Grove, para onde na noite

passada Michael Myers, de dez anos de idade, foi transferido depois de ser

condenado por homicídio doloso. O veredito foi dado após um dos mais

longos e mais caros julgamentos da história do Estado.

Presente ao julgamento estava o doutor Samuel Loomis.

Loomis foi indicado pelo juiz Masterson como responsável por Myers durante a sua

estadia aqui em Smith's Grove.

Alô, alô, alô. Fala um pouquinho aí.

Oi, eu sou o Michael Myers. Ok, tudo bem. Tá ótimo. Muito bom. Excelente.

Como você se sente hoje?

Bem.

Eu posso te perguntar uma coisa?

Você pode me perguntar tudo o que você quiser. É por isso que eu estou aqui. O

que você tiver na sua cabeça, pode falar. Qualquer coisa.

Tá bom.

Por que você fala esquisito?

Eu falo esquisito? Me diz, Michael.

O que você lembra sobre aquela noite de Halloween?

Como assim? Tipo, minha fantasia e os doces?

Então não se lembra de nada sobre as mortes?

Você não se lembra de pegar a faca?

Não, eu não fiz aquilo.

Tudo bem. Mas de quem era o sangue? Você estava coberto de sangue.

O menino Michael Myers, aos olhos de um leigo, parece ser uma figura

angelical que não oferece qualquer perigo.

Mas devemos ter cuidado para não nos enganarmos com sua calma e olhar de

criança.

Posso ir para casa hoje?

Não. Hoje não, tá?

Amanhã?

Eu não sei, filho. Tenho que falar com o doutor primeiro.

Ei, mamãe. O que é?

O pessoal lá de casa tá bem?

Tá tudo bem em casa, amor.

Tá legal.

Ei, Mike.

Como você está?

Olha, não deixe essas paredes te deprimirem.

Acredite, eu sei.

Eu passei muito tempo atrás das paredes.

Eu sei que isso enlouquece a gente.

Tem que olhar além das paredes.

Aprender a viver dentro da sua cabeça.

É, lá nenhuma parede pode segurar você.

Tá certo? Eu tenho que voltar para o trabalho.

Fique tranquilo, Mike.

Olha a minha máscara.

Olha, que linda.

É.

E por que ela é toda preta?

Porque é uma das minhas cores favoritas.

Bom, na verdade, o preto não é uma cor. É a ausência de cor. No espectro...

De cores, você vai do preto, que não é uma cor, até chegar no branco, que é a

junção de todas as cores.

Então, tecnicamente, não que isso importe, mas o preto não é uma cor.

Por que fez ela?

Eu tenho meus segredos.

Ah, espera um pouco.

Eu pensei que nós não tínhamos segredos, você e eu.

Porque ninguém me vê.

Bom, eu te vejo todos os dias.

Sua mãe vem toda semana.

E tem mais alguém?

Não.

Michael começou a ficar obcecado pela construção de máscaras primitivas.

Em raras ocasiões, ele deixa que o vejam sem uma delas.

Só quando a mãe dele vem visitá-lo no sanatório é que mostra a face do menino.

Gosta da minha máscara?

Gosto.

Quando você fez essa?

Foi ontem.

Eu gosto da máscara porque esconde meu rosto.

Ah, eu não gosto quando esconde o seu rosto.

Tira ela.

Ela esconde minha feiura.

Oh, filho, não fala assim. Tira ela. Você não é nada feio.

Nunca mais fala assim, tá?

Tá.

Eu sinto muito a sua falta.

Também sinto a sua.

Os momentos de normalidade do Michael têm ocorrido com menos frequência.

Estou preocupado com isso.

Eu acredito que estas máscaras criaram uma imagem central na mente dele que

podem esconder dentro de si mesmo e de si mesmo.

Dane-se!

Dane-se, mundo!

Eu odeio você! Punha pra fora!

Infelizmente, não pode ir para casa. Por quê?

Porque fez coisas terríveis.

Vem cá. Tudo bem.

Está tudo bem. Tudo bem, Michael.

Infelizmente, Michael Myers está mergulhando nesse abismo infernal.

Temo que ele esteja prestes a se fechar completamente.

Eu consegui persuadir os diretores a deixar você sair e se sentar no jardim.

Ou nos jardins.

Não que seja um lugar bonito, mas pelo menos tem um pouco de verde.

Mas, por favor, se você não se comunicar comigo, como eu vou poder ajudá-lo?

Eu estou aqui para ajudá-lo. Me sinto um fracassado no momento. Eu não consigo me

aproximar de você.

E eles vão ver no meu relatório que não está respondendo e poderão me tirar do

seu caso.

Eu não sei e espero que não.

Eu preciso sair. desse lugar.

É, mas isso não vai acontecer agora, Michael.

Michael, tira essa máscara.

Filho, você não está bem. Você tem que comer. Você ajuda.

Põe a minha máscara de volta. Michael.

Por favor, põe a minha máscara de volta.

Vem. Vamos aproveitar o dia.

Filho, antes de eu ir, eu quero te dar uma coisa.

Olha.

Eu achei, e talvez você queira pendurar no seu quarto.

Achei que ia gostar.

Então tá bem. A gente se vê na semana que vem.

Vou levá-la até o carro.

Tchau, filho.

Enfermeira, fique com o Michael. Vou levar a senhora Myers até o carro.

Sim, senhor. Obrigado.

Que bebê lindo.

Não pode ser seu parente.

Ele está mudo agora, há pelo menos duas semanas.

Acho que devemos considerar um tratamento de choque, eu não sei.

Me parece que... O que aconteceu?

O que aconteceu?

O que está havendo?

Ei!

Você não é muito de falar não, né, meu irmão?

Aí, eu quero deixar uma coisa bem clara. Eu não trabalho pra você.

Você pode ter trabalhado aqui muitos anos.

Fez as coisas do seu jeito. Eu sei que você é trabalhador.

A maioria da sua gente é, né? Suas mulheres mantêm os seus barracos

limpinhos, varrem o chão sujo, mantêm a casa toda organizada e cheirosa. Só que

ninguém manda em mim, sacou?

Eu vou me aposentar daqui a três meses.

E você ainda vai ficar aqui por muito tempo.

Agora abra a porta.

Não recebe ordens de ninguém.

Levanta aí, maluco. Está na hora de ir.

Ei, ei, não toque nelas.

O quê?

Ele não gosta que mexam nas máscaras.

Ih, meu irmãozinho, eu não vou querer despertar essa fera aí.

Desculpe essas correntes, Mike.

Tá pedindo desculpas pelas correntes? Você gosta desse maluco? Foi isso que eu

ouvi? O que você tira a cabeça, Ismael? Qual é a tua, cara?

Olha, eu cuido desse garoto aqui há quase 20 anos.

E ele e eu... Quer saber? Deixa pra lá e cala a boca. Só fique longe das coisas

dele.

Não olha pra mim, não. Eu vou transformar a tua vida num inferno,

maluco. Eu vou acabar com essa palhaçada toda aqui a qualquer hora. Espera!

Eu realmente não sei mais o que dizer, Michael.

Você não diz uma palavra há 15 anos.

Meu Deus.

É uma vida inteira.

É quase duas vezes mais tempo que o meu primeiro casamento.

Nossa.

Estranho, Michael.

De uma maneira estranha, você se tornou... Se tornou meu melhor amigo.

Isso mostra como minha vida é complicada.

Eu fiz tudo o que podia por você.

Então... Eu lamento ter que dizer, mas... Este vai ser o meu último dia.

Michael, eu... Eu tenho que seguir em frente.

Me desculpe.

Estes olhos enganarão vocês.

Eles irão destruí-los.

Eles vão tirar sua consciência.

E por fim, a sua alma.

Estes olhos não veem o que vocês e eu vemos.

Por trás destes olhos apenas podemos encontrar a escuridão.

A ausência de luz.

Estes são os olhos de um psicopata.

Michael foi criado pelo alinhamento perfeito de fatores interiores e

exteriores que estavam violentamente errados.

Uma tempestade perfeita, se preferirem.

Com isso criou-se...

Um psicopata que não conhece nenhum limite.

Que não tem nenhum limite.

Cara, eu não gosto de ser chamado no meio da noite pra acalmar o fogo de uma

doida de hospícios, tá? Se me ferrar dessa vez, cara, eu vou usar isso contra

você. Quer saber?

Entre ferrar você e ferrar ela, eu ferro ela. É aqui.

Mike, Mike, Mike.

Vem conhecer o Primo Nora, mozinho.

Só queremos ver se está tudo bem com você.

Opa, opa. Olha só os peitinhos dela. Nossa, olha só que maconha que você tem

aí. Não, não, não, não. A mulher está cheia de fogo. Ela está prontinha, é só

aproveitar.

Eu tive uma ideia.

Eu tive uma grande ideia. Você vai gostar.

Essa ideia é do caramba. Você vai adorar, quer ver?

A gente trouxe companhia pra você. A gente trouxe carne fresca.

É uma vagabunda. Quer experimentar? É, vamos nessa.

Eu não sou seu amiguinho, irmão.

Você sabe o que é mulher? Isso.

Há quanto tempo você não sabe o que é mulher, hein?

Coisa gostosa. Quer um pouquinho, matador?

Não, ele não vai querer. Deixa que eu cuido dela.

Vem cá, tua vagabunda.

Fica na tua eu, vagabunda!

Segura a onda! Fica aqui, desgraçada!

Você quer?

Agora sou eu!

Vem cá!

Eu sei que você também quer, Mike! Vem!

Não quero mais!

Vem pegar ela, doente mental!

O que é isso?

Para com esse desgraçado!

Solta ele!

Solta ele!

Para, Mike!

Glória!

Oh, meu Deus, o que aconteceu aqui?

Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo.

Mike!

Por que está fora do quarto?

Ok.

Olha, não faça nada.

Que a gente se arrependa depois, tá bem, Mike?

Eu vou ter que te colocar de volta no quarto, está bem?

Eu vou pegar isto.

Eu vou pegar essas algemas.

E vou colocar essas algemas em você agora, Mike. E você vai voltar para o

seu próprio quarto, está bem?

Olhe para mim, Mike.

Eu era bom para você, Mike.

Alô? Sam?

Sam,

aqui é o Coplisson.

Quem? O Dr. Coplisson, de Smith's Grove.

Ele fugiu.

O Michael fugiu.

O quê?

Ele escapou. Ele escapou há algumas horas.

Sam, foi um massacre.

Eu já estou indo para aí.

Até logo.

Ah, droga.

Lavagem de caminhões.

Ah,

droga! Que dor nas pernas!

E aí, pessoal?

Grizzly está de volta. Alguém tem comida aí?

Ô, Mac!

Barry!

Olha aqui, hein?

Acabou de ser pintado, hein? Não estraguem nada.

Não arranhem, hein?

E aí?

O que é isso?

Menina safadinha.

Safadinha.

Aí, meu irmão, só pra te avisar.

Eu tô com um probleminha particular aqui, então eu vou demorar.

Acho que você vai ter que esperar em outro lugar e deixar eu me concentrar

aqui em paz.

Se está procurando encrenca, é melhor esperar lá fora até que eu solte toda

essa carga aqui.

Não vai se arrepender de ter nascido.

Eu já entendi.

O que nós temos aqui, hein?

Uma falha de comunicação.

Fica quietinho aí, florzinha.

Eu tenho uma coisinha aqui.

Deixa eu me apresentar para você.

Eu sou Joe Grizzly, imbecil.

Eu vou arrancar essa sua máscara ridícula.

Haddonfield, Illinois.

31 de outubro.

Maison! Laurie!

Bom dia.

Onde eu botei os óculos?

Droga, eu vou chegar atrasado. Na sua cabeça.

Estou perdendo a cabeça.

Dá licença.

Só pode ser brincadeira.

O que foi?

Ah, aqui diz que a Ferragens Nichols está fechando as portas. 42 anos e

pronto. Estão quebrados.

Ah, é muito bom, porque eles são os ladrões.

O Sr. Nichols é um velhinho tarado.

Tá legal.

Eu nem quero saber.

Adivinha só, mãe.

O Sr. Nichols me tocou daquele jeito.

Ai, mãe!

Laurie, isso não tem graça nenhuma. Você quer uma chave de fenda? Você quer um

martelo? Olha pra isso, mãe.

Laurie!

E você vai comer?

Não, eu como alguma coisa na escola.

Ah, meu Deus! Ah, claro. Vamos deixar que as grandes corporações sem rosto dos

Estados Unidos destruam tudo que é bonito nesta cidade.

Corporações sem rosto ou não, o Epic Marte é mais barato. Ah, droga, eu tenho

que ir embora.

Obrigado por enviar por mim.

Tudo bem, pai. É só enfiar o envelope na caixa.

Tá. Papai, eu sei. Mas eles vão passar pra eu pegar mais tarde, filho. Isso é

muito importante. Papai, papai, eu sei. Eu já entendi. Isso é super importante.

Eu também te amo. Bom dia.

Mason, você esqueceu sua pasta, amor.

Ah, droga.

Mas que cabeça. Eu sempre faço isso.

Tchau.

Ah, você pode botar os braços daquele... Tenha um bom dia, querida. Tá.

Está na minha lista de prioridades.

Não me deixe em paz, Tommy. Espera aí, quero falar com você.

Para de andar.

Posso te perguntar uma coisa?

Beleza, pergunta.

Já ouviu falar do lobisomem mexicano?

Não. É de verdade, ouvi ele na TV ontem à noite. Ah, é? O nome dele é Danny, o

rosto dele é coberto de pelos.

Ele gosta de futebol. Eu juro que eles mostraram o lobisomem. Tommy, eu não

faço ideia do que você tá falando.

Para de ver filme de terror, garoto. Para de falar que eu sou maluco. É

verdade. Tommy, eu sou só babá. Eu sei que você é doido, muito doido, doidinho.

Ai, eu vou dar uma paradinha aqui.

Ei, ei!

Você tá ficando doida? Ah, fala sério, Tommy. Eu não vou escutar você. É melhor

você escutar.

Para! Tá ficando doida? Não pode entrar aí.

Claro que eu posso.

Segura os livros pra mim.

Esta é a casa do diabo. O bicho papão mora aí.

Ai, não, Tommy. Não faz brincadeira com isso. Isso é sério. Ai, eu tô morrendo

de medo.

Talvez o bicho papão venha me pegar, ou dele, o lobisomem.

Não, Tommy!

Não!

Não! Tommy! Ele tá me puxando, Tommy!

Tommy!

Socorro!

É brincadeira. Você é maluca.

Vamos, anda logo!

Deixa de bobeira, garoto.

Valeu.

Vamos, vai dar tudo certo.

E se acontecer alguma coisa? Laurie, o que pode acontecer?

Eu não sei.

Vai dar tudo certo.

Peraí, o que vai dar certo?

A Annie quer que eu tome conta da Lindsay Wallace.

A garota vai ficar comigo pra ela poder ficar sozinha com o Paul. Ah, isso tá

parecendo uma das minhas ideias. É, eu gostei.

Eu pensei que o Paul estivesse de castigo depois que bateu a moto do pai.

Ah, é? Não, ele tava, mas ele já saiu. Ai, gente, por favor.

E se eles chegarem mais cedo? Eles não vão chegar mais cedo, tá bom?

A senhora Wallace adora beber. Eles vão ficar na rua a noite toda enchendo a

cara.

Ai, Annie, eu odeio mentir. Você sabe disso.

Minha nossa, quem é você? É a Madre Teresa?

Não, ela é sim. Olha só, parece um anjinho. É a Madre Teresa de Calcutá.

Eu não sou nada.

Por favor.

Tá legal, eu tomo. Legal. Mas você vai ficar me devendo. Eu te amo. Ah, eu te

amo, eu te amo. Eu te amo.

Sabiam que o álcool ferve a 78.8 graus Celsius?

Eu não sabia.

Pois é, super legal, né?

Pode parar.

Isso é tudo culpa sua.

Olha, você é o responsável.

Eu não posso ser responsável por tudo que causou a fuga dele.

E quanto a você? Não, não, não. Não vai jogar pra cima de mim.

Ele é seu paciente, doutor. Era meu paciente.

Vocês só precisam fazer como o diretor de um zoológico.

Manter a jaula do macaco fechada até o macaco morrer de velhice. Que

dificuldade tem nisso?

Olha, a maior parte do tempo nem dá pra perceber se ele está respirando. É como

se ele estivesse em estado de coma há 15 anos.

Se nossa segurança não era suficiente, doutor, devia nos avisar.

Entendi. Então vocês vão simplesmente lavar as mãos nesse caso.

Quer saber, vocês dois me dão nojo.

Esse rapaz é feroz e selvagem, como um lobo.

Nós demos às autoridades o perfil completo dele.

Até uma criança de cinco anos passa pelo bloqueio da polícia.

O que você quer que a gente faça? Essa, o que quer que a gente faça?

Eu quero que peguem o telefone e eu quero que contem a eles quem fugiu daqui

ontem à noite.

Eu quero que contem exatamente para onde ele está indo.

Doutor, não sabemos para onde ele está indo.

Deve ser ótimo poder lavar as mãos. Eu tenho que fazer isso qualquer hora.

Escutem, vocês e esse exército de torturadores sabem muito bem para onde

ele vai.

E para onde ele vai, doutor?

Hardenfeld!

Radenfeld fica a 160 quilômetros.

Isso é ridículo.

Eu? Suspensa da equipe?

Eu não quero parecer convencida, mas eu sou a líder de torcida mais gostosa do

grupo. É, linda, você não tá sendo convencida. Agora ninguém mais aceita

brincadeira. O que você disse?

Escuta isso. A chefe da torcida trouxe três novatas pra gente treinar. Aí eu

disse, por que a gente não faz a rotina, mostra a calcinha e talvez ninguém note

que estamos fazendo a mesma coisa de sempre?

Eu não acredito. É, eu disse sim. Ah, é? Você disse? É. E sabe o que aquela velha

nojenta fez? O quê?

Ligou pro meu pai, contou tudo que eu disse.

Aquela V-A-C-A.

Tá precisando? É de um homem. O que o seu pai disse?

Ah, não importa.

Eu vou fazer aquele meu jeitinho de sempre, de filhinha do papai. A

princesinha do papai nunca diria uma coisa dessas.

Ai, amiga, desde que seus pais se separaram, você faz o que quer do seu

pai. Faço ele de gato e sapato.

Ei, meninas!

Oi, Annie!

Anda depressa, gente. Vamos embora.

Ai, eu soube da sua suspensão da equipe de torcida. É, eu tô ficando famosa.

É,

você tá virando uma peranha. É.

Olha, eu tava na aula de francês, aí o professor tava dando umas olhadinhas pra

mim. Nossa!

Você tá brincando? Eu vou buscar o verbo querer.

Ah, é que ele tá querendo você. Eu quero, você me quer, vem!

Que safado. Eu sei bem o que ele quer. Ele quer você.

Quem é aquele cara olhando pra gente?

O quê? Que cara? Aquele cara ali.

Ele tava na escola mais cedo. Ah, como é? Deve ser algum tarado atrás de

menininhas, tá? Ei, eu tô assustada. Peraí, peraí, olha só isso.

Ô, ô, maluco! Ô, maluco, você gosta de garotinhas? Então vem aqui me pegar!

Não, para! Ei! Para! Ei, esquisitão! Meu pai é o xerife, tá? Por que não volta

pro buraco de onde saiu?

Eu disse, ele era só um imbecil tarado. Tarado safado. Vocês são loucas? Esse

cara pode ser perigoso. Ah, relaxa. O que ele pode fazer?

Eu não sei.

Se liga só.

Você devia sair com ele.

Devia sim.

E olha só.

Olá, senhor policial. Oi, pai.

Oi, senhor Brackett.

Lindo gorro peludo, senhor Brackett.

Obrigado. O que foi, pai?

Eu estou indo pra casa. Alguém quer uma carona? Tá, eu quero uma carona. Não.

Não querem? Carro de polícia me deixou nervosa. É.

Legal.

Até mais. Tchau, meninas.

Tchau, meninas. Tchau.

Deve ser horrível ter um pai nojento desse.

Eu gosto dele.

Ah, é? Acha que ele tava me paquerando?

Você é uma tarada. Sou mesmo. É.

Tchau. Tchau.

Ai, eu odeio você!

Porcaria!

Oh, que gracinha!

Pode me ajudar com essa coisa ridícula? Tá bem, tá bem.

Mãe, por que colocou isso aqui?

Porque, por algum motivo desconhecido, seu pai gosta disso.

Não parece que as mãos... Não tá encaixando.

Não parece que o pino aí... Pronto. Eu não consigo botar o negócio no buraco.

Eu não consigo colocar no buraco. Calma, mamãe, eu consegui.

Quero ajuda. Você pode tentar encaixar isso? Eu vou... Droga, eu já estou

aqui há duas horas fazendo isso.

Você tá bem, mãe?

Não. Se quer saber, ainda estou irritada com o que você fez na cozinha hoje.

Mãe, aquilo foi uma brincadeira. Só uma brincadeira. Tem coisas que não se faz

em casa. Você ainda tem 17 anos. Ah, eu sei disso, mãe. Mas foi só uma

brincadeira, tá?

Porra, não sei.

Pare bem aqui.

Alô? Alô? Ah, senhor... Xerife Brackett, por favor.

Doutor Samuel Lumes.

Tá, alô? Alô?

Ah, mas que porcaria.

Pode me emprestar o seu celular?

O meu não está funcionando, sei lá. Não está pegando em lugar nenhum.

Não, não, eu não tenho celular. Causou um câncer no cérebro.

É, está certo.

Sabe, eu me lembro disso como se tivesse acontecido ontem.

Uma tragédia.

Pobre mulher, eu acho que ela não conseguiu aguentar ser chamada de mãe de

Satã. Eu acho que ela deu um tiro na cabeça.

Eu ainda não acredito.

Um menino pequeno daquele, matando todas aquelas pessoas.

E o médico do caso... Acho que ele escreveu um livro sobre isso. Um

dinheiro maldito.

Ah, eu li esse livro. É uma obra de arte.

Chegamos? Sim, sim. Já. Ele fica aqui.

Desgraçados filhos da mãe! O que foi? Crianças malditas! Mas que droga! Eles

acham que eu não tenho nada pra fazer a não ser limpar essa porcaria aqui!

Pirralhos desgraçados!

Que porcaria! Ei, para onde o senhor está indo?

Quem faria uma porcaria dessas?

Eu acho que sei de quem é esse túmulo.

Olha, é uma pena esses caras estarem vendendo essa casa.

Se eles baixarem, talvez eu possa comprar.

Ah, tá. Com os 10 dólares que você tem na poupança.

Isso aqui é um buraco.

Eu vou sentir saudade.

Não se preocupe, amor.

A gente acha uma casa pra gente se encontrar.

Além do mais, eu vou comprar um carro maior. Você vai acabar querendo ficar

nele.

Fica assim.

Fica assim. Fica assim.

Vai, amor.

Vai, amor.

Vai. Vai. Fica assim.

Aguenta aí. Segura.

Para, para, para. Deu câimbra. Deu câimbra. Espera.

Espera.

Tá em merda.

Seria bom se você me avisasse, Bob. Que droga. Foi mal.

Droga.

Pega outra cerveja. Pega você.

Fui eu que fiz o trabalho todo mesmo.

Tá legal, eu vou.

Fala sério.

Se fosse numa escala de 1 a 10, 7,5?

Que tal... Zero!

Zero! Que tal um zero mais 11?

Alô? Oi, gata.

E aí, amiga?

Ah, nada demais.

Ah, o que foi?

Eu tava pensando no que a Annie falou hoje à tarde.

Sobre o problema que eu tive na equipe, sei lá.

Acho que eu tô meio chateada.

Que merda, sua lata vazia.

Você não acha isso, né?

Linda, eu não te acho uma piranha. Qual é? Deixa de ser boba. Eu não ligo a

mínima pro que a Annie tá pensando.

Só pro que você pensa.

Tchau.

Bob, você pode ser um pouquinho mais lento da próxima vez?

E aí, dá pra ser?

Ai, que legal.

Você gosta do que tá vendo?

Aí, já chega.

A brincadeira acabou.

Me dá a cerveja.

Ô, Gasparzinho, fantasma e camarada, me dá a minha cerveja.

Dá na minha mão, seu lesado.

Ai, por que você tem que dar uma de idiota toda vez que a gente transa? Você

deveria me agradecer de eu deixar você encostar em mim. Eu vou te dizer, você

não é zero. Você é um ridículo menos cinco, sei lá.

O que você fez com essa cerveja?

Deixa eu ver aquela grande ali. Ela é perfeita. Qual? Essa?

É, essa daí mesmo. Essa. Isso. Um Smith Wesson 22.

Tá bom, tá bom.

Essa é boa se você quiser só espantar.

Mas se você quiser estourar os miolos dele, essa é perfeita. Uma Magno 357.

Mola principal ou ferraiamento poligonal. Beleza, beleza.

Poli o quê? Ela atinge uma velocidade de 442 metros por segundo. Ótimo, ótimo.

Pode brulhar, por favor? Eu acho linda. Tá bom, tá bom. Fica calmo, tranquilo.

Muito obrigado.

Não é que eu tô com um pouco de pressa. Podia embrulhar tudo pra mim, por favor?

Vai caçar o quê?

Meninas, vocês estão tão bonitas. Ah, duas princesinhas.

Aqui, doces pra vocês. Ah, feliz dia das bruxas. Tchau, meninas. Tchau.

Tão lindinhas.

Eu não acredito que você vai se formar esse ano. Se lembra quando ia pedir

doces vestida assim? Mãe, eu nunca me vesti de princesa. A última que eu me

lembro foi chapeuzinho vermelho. Você usou uma roupa de bailarina. Não, você

comprou o sangue e fez os cortes em mim. A fantasia está muito apertada. Não se

lembra disso? Eu nunca me vesti de bailarina.

Chegaram muitas crianças?

Só duas até agora.

Olha... Cuidado hoje à noite.

É, eu sei. Muita gente doida sai na noite de Halloween.

O que foi que você mandou dizer?

Noite dos amadores. Ah, isso mesmo. Noite dos amadores. Pai, eu vou

trabalhar de babá hoje. O que pode ser pior do que isso?

Está bem, se eu estou dizendo. Eu sei.

Ai, tá. Ai!

Ai! Para!

Tchau. Oi, senhores e senhoras. Oi, Ed.

Oi. Seu pai está bem?

Ah, ele está.

Como sempre.

Sabe o que significa?

Ah, tá.

Vamos, tchau.

Vai me dar uns beijinhos?

Eu vou te dar uns beijinhos depois. Primeiro vamos conversar sobre as

férias. Ah, poxa. Amor, eu vou acender a larinha.

É, tenho férias. Vamos ficar em casa.

Prontinho, Tommy. O seu sanduíche com manteiga de amendoim.

Obrigado. Olha, se tivesse me ouvido da primeira vez, não tinha feito duas

vezes.

Lori. O quê?

Existe mesmo o Bicho Papão?

Por que é tão obcecado pelo Bicho Papão?

Bem, escuto coisas na escola.

Me conta.

Bom, escutei que na noite do Halloween, o Bicho Papão sai de casa e ataca as

crianças que não acreditam.

Coloque isso na mesa.

Quer saber, Tommy?

É verdade.

Ele gosta de pegar garotinhos como você.

Ai, meu Deus! É o bicho papau! Ele tá aqui! A gente vai morrer! A gente vai

morrer!

Peraí.

Isso não é comportamento de uma babá, Lori!

Hum, cala a boca.

Alô? Sou eu. Oi.

Os Wallace finalmente saíram de casa. Eu falei com o Paul e ele tá vindo pra cá.

Então, depois que eu terminar de fazer a pipoca, eu tô livre.

Eu tenho ótimas notícias pra você, então eu te vejo daqui uns minutinhos, tá bom?

Tchau.

Adivinha só, Tommy. O quê?

Lindsay Wallace tá vindo aqui.

O quê? Ela não pode vir aqui.

Isso caga a pegarela. E daí?

Um, ela é menina.

Dois, ela não é o menino.

Três, ela tem o seu cheiro.

Essa noite vai ser bem longa.

Para nós dois.

Qual o seu problema?

A gente vai visitar o Tommy Doyle. Está bem.

Ué, o que você está fazendo?

Nada. É, exatamente. Eu mandei colocar o seu casaco. Nós vamos ver o seu

queridinho na casa do Tommy Doyle. Não, não mandou.

Eu mandei sim. Não, não mandou.

Doutor, desculpe se não pareço muito preocupado, mas um coiote morto e uma

lápide sumida não provam nada.

Acho que está errado, xerife. Acho que provam que ele está aqui em Radenfeld.

Foi uma travessura de Halloween.

A garota faz isso o tempo todo.

A lápide vai ser devolvida amanhã e depois pesa mais de meia tonelada. Essa

é exatamente a questão.

Está dizendo que um homem sozinho pegou e levou ela embora?

Isso. Doutor, eu posso ser burro, mas eu não nasci ontem. Me desculpe, xerife,

mas por favor, me escute, por favor.

Pode ser uma questão de vida ou morte.

Tá, eu vou dizer o que vou fazer.

Vá à delegacia amanhã. Amanhã será tarde demais.

O mal está aqui.

Está andando entre nós.

Doutor, parece que o senhor está falando do anticristo.

Pois talvez eu esteja.

Não acredito que está fazendo eu carregar isso até a casa dele.

Eu não acredito que você acha que eu não vou contar.

Você quer dar uma pipoquinha pro seu namoradinho?

Não, não quero.

Você quer sim.

Eu sei que você vai se encontrar com seu namorado. Sabia que você é irritante?

Ah, você acha?

É dia das bruxas, cheiro meu pé, me tenho que comer.

Se não der, não vou morrer. A calça da Annie, eu vou descer. Ai, juro por Deus,

se não parar de cantar essa música, eu vou amassar essa abóbora na sua cabeça

aqui no meio da rua.

Tommy? Cadê sua namorada, Laurie?

Ela não é minha namorada. Eu odeio meninas. Por que ninguém entende isso?

Ah, olha, a Lindsay tá aqui.

Vai brincar com seu amigo.

Tá legal.

Te trouxe um presente.

Valeu.

Amiga, você vai adorar saber o que eu falei com o Paul sobre o amigo dele, Ben

Tremor. Ah, não disse que Ben Tremor era retardado? É, mas por incrível que

pareça, ele não é retardado de verdade.

É, ele é legal. Olha, você precisa de um namorado. Annie, eu não preciso de um

namorado. Eu tô legal. Não, não foi isso que eu disse. Você precisa de... Assim?

Assim?

Tudo bem.

Tá legal. Você tá certa. Eu preciso de um namorado. E aí?

O que ele disse?

Ele disse... Exatamente.

Cara, ela é muito gostosa.

Sério?

Ah, droga. É o Paul. Tenho que

ir. Aproveita.

Obrigada. Tchau, gostosa.

Como é que você está?

Bem. Vamos nessa.

Vamos.

Você tem que parar de pensar que estamos lidando com um homem normal. Estamos

lidando com uma máquina de matar sem alma, guiado por puro instinto animal.

Doutor Loomis, eu vou ser sincero com o senhor.

Eu li o seu livro. Eu sei quem você é e, francamente, não gosto de você. E vou

dizer mais.

Eu acho que o senhor criou a obra-prima de um monstro às custas do sangue dessa

cidade, porque os monstros vendem livros.

Por favor, olha esta fotografia na capa do livro, por favor.

Está bem.

Eu vi o Michael pela primeira vez há 17 anos.

Quando eu o conheci, ele era um garotinho bonito e meigo.

Ele não tinha...

Não tinha nada dentro dele. Faltava alguma coisa.

Tinha um vazio. Não havia consciência nem razão. Nem mesmo um sentido

rudimentar de vida ou morte, certo ou errado.

É.

Ele veio atrás dela.

E quem é ela?

Ele veio atrás da irmãzinha dele.

Eu tenho certeza absoluta disso.

Para quê?

Eu não sei, xerife.

Mas isso não é bom.

Se eu quebrar uma promessa que fiz há muito tempo, vai ter que me garantir que

o senhor vai jogar limpo. E eu digo jogar limpo comigo.

Chegou para a residência dos Stroud.

Não podemos atender o telefone agora.

Deixe o seu recado e tenha um feliz dia das bruxas.

Aqui é o xerife Brackett. Alô, se estão me ouvindo, atendam.

Por favor, se estão me ouvindo, eu preciso falar com vocês imediatamente.

Vamos. Lori?

O que é, Tommy?

Eu quero continuar o assunto que a gente estava falando mais cedo.

O quê? Que você odeia manteiga de amendoim?

Não, o bicho papão.

Eu preciso encerrar esse assunto.

Eu sei tudo sobre isso.

O que você quer saber, Tommy?

Por que ele só ataca crianças que não acreditam? Quer dizer, isso não faz

sentido. É porque se você acreditar nele, fica protegido pelos poderes?

Olha, Tommy, chega de falar no bicho papão. Isso é besteira.

Eu concordo com Tommy nessa.

É. Por que você fica evitando esse assunto, Lori?

Ela... Ela tá com medo?

Ah, é.

Ela tá com medo!

Parem, parem. Me deixem em paz por cinco segundos, por favor.

Cinco, quatro, três, dois,

um.

Não puxa desse jeito. Você vai estragar minha blusa.

Ah, qual é?

Para! Isso aqui é caro, seu chato.

Você quer transar comigo?

Você é tão gostosa. Você quer transar comigo?

Então diz pra mim.

Eu quero transar com você.

Então diz.

Você tá tão quentinha.

Acho que tá na hora de ir pra casa. O filme ainda não acabou.

Você pode terminar de ver o filme em casa.

E se a gente for no comercial?

Nem pensar.

Vai pegar o seu casaco.

Você ouviu, garota? Pega o seu casaco!

Eu sou a Rainha Shiva, tá legal?

Ajoelhe-se e me venere. Vai pegar o seu casaco!

Tem certeza de que vai ficar bem sozinho aqui? Claro. Eu vou deixar o Tommy

sozinho em casa. Eu vou ficar legal! Para de perguntar!

Tem certeza?

Tenho. Tá com medo.

Não estou, não. Você está assim.

Fica quieta. Tá bem, crianças.

Parem.

Se comporta espertinho.

Há 17 anos, eu atendi a um chamado de emergência feito por causa do suicídio

da senhora Maia. Lá, eu vi um bebê lindo e inocente no meio de todo aquele

sangue. Eu não podia deixar aquela criança crescer com esse estigma, então

eu não botei ela no relatório.

Levei ela para outra cidade e a deixei no pronto-socorro mais próximo. Eu

pensei que aquilo ia acabar ali.

Uns três meses depois, eu descobri que um amigo meu, Mason Strode, tinha

adotado a menina. Ah, meu Deus.

Está com frio? Estou.

Vem cá.

Se divertiu?

Muito. Tem certeza?

Tenho.

Onde está a luz? Aqui.

Eu vou chamar o fulano

Atenção, xerife. Nós temos uma emergência aqui.

Aqui é Brackett. Qual é o motivo do chamado de emergência?

Há vítimas de esfaqueamento, segundo chamada de Laurie Strode. Ele a

encontrou! Ele a encontrou, pelo amor de Deus! Quanto tempo demora para nós

chegarmos? Uns dez minutos.

Eu fico aqui. Você vai lá pra cima. Certo.

Agora espere pra fazermos a troca.

É a polícia. Vocês

estão bem?

Ele está aí! Ajude a gente!

Não dá. A porta está trancada. Vocês podem se trancar a porta?

Você precisa abrir a porta.

Ele vai ajudar a gente?

Ele foi embora.

Calma, não tem ninguém aqui.

Não precisa usar o traje de sobrevivência na aterrissagem.

Por favor, abra a porta.

Tá, espera aí.

Atenção, viatura se aproximando do local da ocorrência.

Todas as viaturas... Fique atrás de mim.

Atenção.

Atenção ao perímetro. Alerta máximo.

N.

Filha.

N.

N. Minha filha.

Fique comigo.

Aguente firme. Eles vão chegar logo. Calma, filha.

Meu Deus.

Estamos aqui! Aqui!

Lá dentro!

Socorro!

Socorro!

Crianças, venham para cá!

O que foi?

O bicho babau! O bicho babau! O quê? O quê? Ele levou a Laurie!

Ele levou a Laurie! Tudo bem, calma. Vão e fiquem perto da ambulância. Esperem lá

e não se mexam!

Quem é você?

O que você quer?

Não, não, por favor.

Por favor, não machuque a gente, por favor!

Por favor, me dêem paz!

Eu não conheço eles, por favor!

Eu quero ajudar você.

Mas eu não entendo.

Eu quero ajudar você.

Mas eu não sei como.

Eu quero ajudar você.

Mas eu não ent...

Michael, por favor, pare! Não!

Tudo bem, está segura.

Para falar a verdade, eu acho que era ele, sim.

Ah! Minha nossa!

O que é isso?

Michael!

Michael!

Michael!

Por favor!

Michael, pare!

Michael! Michael, deixe ela!

Escuta.

Ela não tem culpa.

Michael, a culpa é minha. Eu fracassei com você.

Por favor, deixe ela ir.

Por favor.

Obrigado.

Obrigado.

MÚSICA

E aí

E aí

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