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Original subtitles

A SENDA DOS RENEGADOS (1941)

Eles n�o conseguiriam acertar...

Red. Red Haggerty.

- O que quer, xerife? - Voc� sabe o que quero.

Voc� est� interferindo com um oficial da lei.

Fique longe desse rancho e n�o interferirei.

Por que est� t�o nervoso? A propriedade n�o � sua.

Talvez n�o seja, mas pertence ao meu irm�o.

N�o mais, Red. Ela pertence ao banco.

- Tudo feito legalmente. - Tudo feito legalmente.

Est�o tentando roub�-la. N�o h� nenhum vigarista

pior que um banqueiro. A n�o ser um policial.

Voc�s est�o mancomunados.

Voc� fala demais para um ex-prisioneiro, Red.

Mas te darei uma �ltima chance para abaixar suas armas.

Isso n�o � generoso da sua parte, xerife?

Certo, rapazes. Est�o pedindo por isso.

Xerife Saunders veio com uma posse para nos expulsar, Tom.

Vejo que n�o podemos fazer muito para impedi-los, Whooper.

- Red os parou. - Eu disse ao Red

para n�o causar problema.

- Onde est�o? - Perto da cerca do sul.

Atr�s da pedreira.

Parem! Podemos resolver isso!

Cessar fogo. � o Tom Haggerty.

Guarde sua arma, Red.

Certo, xerife. N�o haver� mais nenhum problema.

Desculpe, xerife. Disse ao Red para n�o fazer nada.

Espero que saiba que tamb�m n�o gosto disso, Tom.

- Mas faz parte do dever. - Eu entendo.

J� que � tolo o suficiente para desistir do rancho sem lutar,

vejo que n�o imaginou que tentariam levar o gado.

Levar o gado?

A hipoteca n�o inclu�a nenhum animal.

Meu gado ainda me pertence, todas as cabe�as.

Voc� n�o pode levar tudo...

Algu�m o acertou.

- Foi um de voc�s. - Foi um acidente.

Me desculpe, Tom.

- Foi deliberado. - Isso � mentira, Red.

Eu digo que foi feito deliberadamente.

Red.

N�o h� culpado, Red.

Me prometa que n�o causar� mais problemas por causa disso.

Tudo bem.

Mas n�o esquecerei.

Red n�o � realmente mau, xerife.

Ele s� � selvagem, como todos os Haggertys.

Steve chegar� amanh�.

Voc� � tio dele.

Seu �nico parente.

Estou contando com voc� para que ele cuide das coisas

como eu quero.

Diga-o para ficar de olho naquela selvageria

da qual fal�vamos.

A� vem ela.

Obrigado, Chuck. Faz tempo que n�o conduzo.

N�o h� de que, Steve.

Ol�, Red. Ol�, rapazes.

Estou feliz em estar de volta.

Sei como se sente, foi dif�cil perder o Lazy H.

Especialmente para o papai.

Tentei pegar um empr�stimo com outro banco, mas sequer me escutaram.

Voc� esperava outra coisa de um banqueiro, Steve?

Mas o Lazy H � o melhor rancho no estado.

Eles n�o poderiam pedir por garantia melhor.

� por isso que os safados gananciosos o queriam,

por isso que colocaram cl�usulas abusivas na hipoteca,

para roubarem gado que n�o � deles.

� por isso que assassinaram seu pai.

- Quem foi? - Algu�m na posse do xerife.

Disseram que foi um acidente. O que pretende fazer sobre isso?

Se foi acidental, n�o posso fazer muita coisa.

Ent�o apanhar� deitado?

Houve uma �poca em que os Haggertys lutavam pelo que era deles.

O que restou para lutar? Primeiro, perdemos o rancho.

Agora, o papai.

E o gado que o banqueiro tomou usando truques de advogado?

N�o deixaremos ele se safar disso.

- O que podemos fazer sobre isso? - Faz�-lo pagar.

- Como? - Como voc� acha?

- Red pensou em tudo. - Com certeza.

Monte seu cavalo, rapaz. Vamos cavalgar.

Boa noite.

- Cubram o rosto com a bandana. - Espere um pouco, Red.

Achou que ir�amos pedir um favor ao Clemmons?

Achei que tentar�amos mostrar que ele n�o tem direito ao gado.

Esse � o �nico jeito de termos o que merecemos.

N�o podemos fazer isso, Red.

Isso � algo que os Haggertys nunca fizeram, se acovardarem.

Ou�a, Steve. Clemmons nos pagar� o valor do gado.

Voc� vem comigo ou farei isso sozinho?

O velho Clemmons n�o me conhece, ent�o deixa que eu falo.

- Quem est� a�? - Xerife Saunders.

M�os ao alto. Agora, vire-se.

- O que voc� quer? - $20.000.

O pre�o das 1.000 cabe�as de gado que roubou.

N�o sei do que est� falando. Nunca roubei nenhum gado.

Cale-se e comece a contar o dinheiro.

Xerife, est�o roubando o banco.

Venham, homens. Podemos precisar de ajuda.

- Eles n�o s�o lentos. - Talvez possamos despist�-los.

Conhe�o um lugar.

Essa foi por pouco.

Ol�, pessoal.

- Procurando algu�m? - Sabe, estranho, � o seguinte...

- S� est�vamos cavalgando... - Talvez estejamos aqui

pelo mesmo motivo que voc�s...

- Idaho. - Faz tempo que n�o ou�o esse nome.

- Quase 15 anos. - Onde?

Na penitenci�ria de Yuma.

- Ei, voc� n�o �... - Sou.

- Red Haggerty. - Qual � o problema?

- Est� fugindo de novo? - Estou.

N�s tamb�m.

- Para onde v�o? - Para os campos de ouro.

Vai come�ar a garimpar?

No momento, eu gostaria de garimpar comida.

Pare de tagarelar. O que tem em mente?

O novo banco de Remington est� cheio de ouro e dinheiro.

O suficiente para todos n�s deixarmos o pa�s para sempre.

Bem, somos contr�rios a todos os banqueiros

e n�o perder�amos a chance de dar uma li��o neles.

Aqui est� o dinheiro.

Leve ao banco e diga que quer investi-lo.

Os banqueiros cair�o nessa e voc� poder� dar uma olhada nas coisas.

Quando descobrir que o banco est� cheio de dinheiro,

voc� nos avisa. Entendeu?

Estaremos te esperando no lugar que o Idaho nos mostrou.

- Eu trarei comida esta noite. - E n�o perca esse dinheiro de vista.

Lembre-se que parte dele pertence a n�s.

Eu entendo. Vamos, Whooper.

Bem, l� est� o banco.

Enquanto se passa por um jovem rico, deixarei meu est�mago saber

que h� coisas no mundo al�m de �gua alcalina.

Talvez seja melhor agirmos como se n�o nos conhec�ssemos.

Pode ser uma boa ideia. Bem, at� mais, estranho.

Maldi��o. Ele n�o me deu nenhum dinheiro.

- Gostaria de fazer um dep�sito. - Quanto gostaria de depositar, Sr...

- Sr... - Haggerty.

Me chamo Steve Haggerty.

- Tenho cerca de $20.000. - Meu pai cuida dos clientes novos.

Pode me acompanhar?

Esse � o valor, John.

- Com licen�a, pai. - Sim, Ellen?

Esse � o Sr. Haggerty. Ele quer abrir uma conta.

Um conta um tanto grande.

- Prazer em conhec�-lo, Sr. Haggerty. - Como vai?

Sr. Haggerty, este � o Sr. Davis.

- Pode me dar licen�a, John? - � claro.

- O valor do dep�sito? $20.000.

Bem, essa � uma quantia e tanto. Sua heran�a, talvez?

Pode-se dizer que sim.

Recebi pelos bens do meu pai.

Bem, se procura um investimento, talvez eu possa aconselh�-lo.

Quero dar uma olhada na cidade primeiro.

� claro.

Ficarei feliz em receb�-lo a qualquer momento, Sr. Haggerty.

Obrigado. Devo aparecer amanh�.

Pai, o baile.

Sr. Haggerty.

Faremos um baile na minha casa esta noite.

- Gostar�amos que viesse. - Obrigado, tentarei aparecer.

O Sr. Haggerty parece ser um �timo jovem.

Sim, parece mesmo.

Estava come�ando a achar que nunca apareceria.

Ol�, estranho.

L� est� o jovem de quem eu falava.

- Olhando a cidade, Haggerty? - Oh, sim.

Aperte a m�o do Joel Nesbitt, ele � dono deste lugar.

- Como vai? - Ol�.

Conhe�a o Kurt Halliday.

Veio tentar a sorte nos novos campos de ouro?

- N�o conhe�o muito sobre minera��o. - Gado parece mais seu neg�cio.

- Talvez. - N�o quero ser pessoal.

Voc� � bem-vindo em Remington, de qualquer forma.

Ei, senhor. Pode me dar...

Por que est� se metendo na conversa?

Desculpe, Haggerty. Sempre que algu�m novo

chega a cidade, a not�cia viaja r�pido entre esses ratos do deserto.

Todos tentar�o te vender um buraco no solo.

N�o sou nenhum rato do deserto. Sou um especialista em minera��o

e quero falar com o Sr. Haggerty sobre uma mina que tenho.

Ela �... Ela �...

"Bonana".

- N�o quis dizer "bonanza"? - Sim, foi isso que eu disse.

O Sr. Haggerty n�o est� interessado no seu tipo de bonanza.

Espere um pouco. Vamos ouvir o que ele tem a dizer.

Tudo bem. Mas te aviso,

- ele s� quer dinheiro. - Sim, � isso.

- Preciso de um investidor. - Investidor?

- Voc� n�o me parece faminto. - N�o estou pensando em mim, senhor.

S�o aqueles burros que est�o passando fome na colina.

- Eles n�o tem nada o que comer. - Quantos burros voc� tem?

- Bem, h� o Red... - Red?

- Nunca vi um burro vermelho. - Esse � um burro irland�s.

- Ent�o h� o Smokey, Idaho e o Al. - Nomes engra�ados para burros.

Bem, eles s�o burros engra�ados.

Sr. Haggerty, pense naqueles burros famintos, morrendo na colina.

Eles n�o gostam de palha. Se, ao menos, visse seus olhares.

Especialmente o do Red. Se n�o aliment�-los em breve,

algo terr�vel pode acontecer.

Estranho, voc� me fez sentir pena de voc�.

Aposto que ele n�o tem nenhum burro.

Pode ser que ele tenha. E n�o gosto de pensar

em ningu�m passando fome. Nem mesmo, um burro.

Senhor, um homem que se sente assim tem um cora��o grande.

- Aqui est�, estranho. - Os burros ficar�o agradecidos.

Bem, at� mais, e obrigado. Voc� � um verdadeiro cavalheiro.

J� que o Haggerty � t�o livre com seu dinheiro,

talvez possamos jogar esta noite.

Obrigado, cavalheiros, mas tenho outros planos.

Belo casal, Andrew.

Conhece algo sobre o jovem?

Ningu�m conhece muito sobre seus vizinhos neste lugar novo, Sr. Prefeito.

Aceitamos o pessoal pelo que aparentam.

O jovem Haggerty parece ter vindo de uma boa fam�lia.

Obrigado.

Que encontre sua sorte em Hemington, Sr. Haggerty.

Obrigado. Talvez encontre.

Sr. Prefeito, este � Steve Haggerty, nosso novo cidad�o.

Haggerty, conhe�a o prefeito Blake.

Sempre fico feliz em receber gente nova em Hemington.

- O que achou da nossa cidade? - � uma cidade e tanto, pelo que vi.

Ele gosta o suficiente para investir no futuro dela.

Falando em investimento, pensei em algo que pode interess�-lo.

N�o, nada de neg�cios esta noite, pai.

Te aviso para ter cuidado com banqueiros, Sr. Haggerty.

- Tentarei ser cuidadoso. - Bem, � mais tarde do que pensava.

Tenho que ir. Boa noite.

- Boa noite. - Boa noite, senhor.

Boa noite, Andrew.

Est� tarde.

Amanh� ser� um dia ocupado no banco.

Pela primeira vez, a mina pagar� com cheque.

Estamos todos nervosos. H� mais dinheiro no banco do que nunca.

S� a folha de pagamento da mina Mother Load � mais de $30.000.

- Isso � muito dinheiro. - N�o devia dizer tais coisas.

- E se um ladr�o de banco te ouvir? - Todos na cidade sabem.

Al�m do mais, parte daquele dinheiro pertence ao Sr. Haggerty.

Ele nos ajudar� a vigi�-lo.

Tenho certeza de que n�o teremos problema.

- Acho melhor eu me despedir. - Dan�arei at� a porta com voc�.

- Obrigado pela noite agrad�vel. - Fico feliz que tenha vindo.

- Boa noite. - Boa noite.

Isso n�o � engra�ado.

- O que descobriu? - Nada.

Nada? Como assim?

Whooper nos disse que amanh� � dia de pagamento dos mineiros.

- Aquele banco est� cheio de dinheiro. - Sim, e atacaremos cedo,

depois que abrirem o cofre.

- O que est� te incomodando, Steve? - Quero que me prometam uma coisa.

- Ningu�m naquele banco ser� ferido. - Ningu�m ser� ferido

- se fizerem o que mandarmos. - Eu disse que ningu�m ser� ferido.

- Valente, n�o? - Sim, �.

Aqueles coiotes ladr�es.

Aquele � nosso dinheiro e o pegaremos.

Vamos. Est�o indo para o sul.

- Certo, delegado. - Vamos, homens!

L� v�o eles.

Parece que os perdemos, delegado.

O que � isso?

Ei, olhem quem est� vindo.

� o delegado da cidade. N�o podemos ser vistos juntos.

Saia daqui com os rapazes. Eu e o Whooper cuidaremos disso.

Certo, rapaz. At� mais.

O que est� havendo aqui?

Eu e o Steve encurralamos os ladr�es de banco.

Me aproximarei deles. Algu�m me acompanhar�?

- Eu vou. - Tudo bem.

O restante nos cobre.

Steve.

Ele ficar� bem.

Se eu sair dessa, o pedirei para ser meu ajudante.

Isso � muito r�pido, senhor. Esperando problema?

N�o exatamente.

- Ainda estou um pouco dolorido. - Afinal de contas,

foi um ferimento feio e s� faz duas semanas.

Voc� e seu pai foram muitos gentis em aceitar um estranho em casa

- e cuidar dele. - Por que n�o far�amos isso?

Odeio pensar no que aconteceria se n�o fosse por voc�.

Tudo que meu pai tem est� investido no banco.

- Aonde vai? - Vou dar uma volta.

Voc� ficar� aqui.

Voc� tem visitas a caminho para tratar de um assunto importante.

Visitas? � melhor eu tirar esse avental.

Voc� ficar� surpreso como nunca. Isso te colocar� por dentro de tudo.

- � a coisa mais engra�ada que j� ouvi. - Qual � o problema com voc�?

- Enlouqueceu? - Espere at� o Red e a gangue

saberem disso. Eles morrer�o de rir.

A� vem eles. Aja naturalmente.

Entre, Sr. Prefeito. Steve, voc� parece �timo.

- Se lembra do prefeito Wade? - Como vai, senhor?

Queria visit�-lo antes, mas...

Sua enfermeira era um c�o de ca�a.

- Ol�, Srta. Ellen. - Boa tarde.

- Ol�, pai. - J� contou a ele?

- N�o disse nada. - Ent�o � com voc�, Sr. Prefeito.

Como sabe, perdemos nosso delegado na semana passada e...

Bem, pensamos que talvez aceitasse o trabalho.

- Ol�, delegado. - Obrigado, Sr. Prefeito,

mas n�o acho que sou o homem certo.

Claro que �. Voc� n�o pode recusar uma chance dessas.

Isso �... � uma honra ser o delegado.

Voc� conhece muitas pessoas, passa a saber v�rias coisas

sobre v�rias coisas. Bem, voc� tem que aceitar.

- Agrade�o pela honraria, mas... - Claro que agradece.

Pense em como seu tio ficaria orgulhoso se estivesse aqui hoje.

Voc� sabe, seu tio favorito. O ruivo.

O irm�o do seu pai. Aquele que espera tanto de voc�.

- Espero que aceite, Steve. - A� est�.

Se recusar uma dama, voc� n�o � um cavalheiro.

Est� decidido, Excel�ncia. Ele aceitou.

Voc� ver� que o trabalho n�o � f�cil. Remington � uma cidade dif�cil.

Voc� precisar� de ajuda. Ent�o lhe daremos um ajudante

em quem possa confiar.

Isso � a lei falando, voc� est� preso.

N�o h� lugar em Remington para vigaristas como voc�.

O que foi? N�o, pode ficar com seu dinheiro sujo.

N�o serei subornado e nada de truques enquanto coloco as algemas.

Dirty Dunkin, seus dias de crime acabaram.

Maldi��o. Deixei a chave na cadeia.

Certo, bonit�o. Vamos dar uma volta.

Ei!

Ei!

- Por que est� roubando meu manequim? - Manequim?

- Esse � seu nome? - � assim que o chamo.

� mesmo? Um velho amigo, heim?

Sim, ele � como se fosse da fam�lia. Mas o que isso tem a ver?

- Seu gatuno. - N�o estou roubando.

- Estou levando-o para a cadeia. - Cadeia?

O que ele fez? Ei, voc� � louco?

- Voc� n�o pode prender um manequim. - � claro que n�o.

Qual � o problema? Voc� � louco?

Ent�o, por que o est� levando para a cadeia?

- Por que a chave est� l�. - Chave? Que chave?

A chave das algemas, seu tolo.

Ei, est� falando comigo ou com ele?

Por que eu falaria com ele?

- Ei, fique parado, maldi��o. - Pare de empurr�-lo.

N�o o estou empurrando, ele est� me empurrando.

- Voc� come�ou. - Quer que eu termine?

Solte meu manequim ou te mostrarei, seu ladr�o.

N�o estava roubando.

- O que est� havendo aqui? - Ele tentou roubar meu manequim.

Mentira. N�o quero esse manequim.

- Queria nunca t�-lo visto. - Como isso aconteceu?

Eu estava caminhando, girando as algemas

quando isso pulou em cima de mim e acabei preso a ele.

Estava indo a cadeia buscar a chave.

Acho que conversarei com o novo delegado.

Manequim. Fala s�rio.

Nunca fui t�o humilhado. Metade da cidade me olhando.

Esque�a isso. Aqui.

Te encontro no esconderijo daqui a pouco.

Desta vez, fique longe de manequins.

Ol�.

Pensei em aparecer e prestar meu respeito ao novo delegado.

Obrigado.

Para um estranho, voc� fez de tudo para parar aqueles ladr�es, n�o?

Por que n�o faria? Parte daquele dinheiro era meu.

Verdade. Voc� tinha dinheiro no banco, n�o?

Bem, espero que goste daqui. A maioria dos nossos delegados

n�o ficaram tempo o suficiente para se sentirem em casa.

- Acho que ficarei um tempo. - Pode at� ser, se for esperto.

Um homem esperto pode sobreviver em qualquer lugar.

Me parece que voc� est� se saindo bem.

Talvez seja por que sei jogar o jogo.

Seu jogo ou dos outros?

Dos outros, se me derem uma parte.

Parece algo interessante,

se a porcentagem for grande o suficiente.

- O suficiente para se pensar nisso. - � mesmo?

Apare�a amanh�, talvez possamos nos entender melhor.

Voc�s se sa�ram bem ao serem apontados como delegados.

Bem, n�o ser� por muito tempo. Com esse novo esquema, faremos a limpa.

Parece que s� precisamos nos preocupar com esse tal de Nesbitt.

- Sim, e ele, Steve? - Eu cuidarei do Nesbitt.

Enrole-o at� conseguirmos o que queremos.

- O que acha que ele quer? - O Nesbitt s� quer controlar a lei.

Vendendo bebida aos mineiros e tomando seu dinheiro

em jogos desonestos.

Isso traz muito problemas. Por isso que quer a lei a seu lado.

Mas n�o o incomode tanto, Steve.

S� o incomodarei se ele me incomodar.

Ou�am o delegado da cidade falar, rapazes.

Parece que ele fala s�rio.

Est� tudo bem, rapaz. Voc� poderia at� me enganar.

Enganamos todos eles. Eles acham que limparemos a cidade.

Esperaremos not�cias sua, Steve, e estamos contando com voc�.

N�o gaste o nosso dinheiro que depositou no banco.

Eu n�o tocaria num centavo dele.

Eu s� estava brincando, rapaz.

At� mais, delegado.

Aumento $500.

Eu pago.

Eu passo.

Bem, acho que isso pede por uma bebida por minha conta.

J� que eu ganhei acho que devo pagar.

Tiny, o vencedor est� pagando.

- Parece que est� com sorte esta noite. - Voc� n�o pode ganhar sempre.

JOGO DE P�QUER ABERTO

Aqui est�.

Pode parar.

O jogo do Nesbitt � desonesto. Ele vem roubando a todos n�s.

E posso dizer como ele faz isso.

Obrigado, rapazes. Voc�s sacaram mais r�pido que ele.

N�o fiquem agitados. Era s� um mal perdedor

que bebeu al�m da conta.

Certo, Professor. Que tal uma m�sica?

Vamos, pessoal. A bebida � por conta da casa.

O que ser� que o novo delegado dir� sobre isso?

N�o acho que ele criar� problema. Foi homic�dio justificado.

Foi inteligente trazer o dinheiro alguns dias antes do prazo comum...

E durante a noite.

Foi ideia do delegado Haggerty.

Coloquem no balc�o enquanto abro o cofre, rapazes.

H� muito dinheiro nesta caixa.

- Seria uma grande tenta��o para algu�m. - � melhor vigiarmos a porta da frente.

Se importam em ficarem at� colocarmos o dinheiro no cofre?

Ficaremos de olho, sim.

Qual � o problema com voc�?

N�o h� nada para nos impedir de levar todo esse dinheiro.

Voc� quer que eles saibam sobre n�s?

J� que colocou assim.

Bem, vejo que n�o.

- Delegado, voc� est� a� dentro? - Parece o prefeito Blake.

- Deixe-o entrar, Steve. - Abra a porta, Whooper.

Est�vamos te procurando, delegado.

Houve outra morte no Golden Horseshoe.

Dois pistoleiros do Nesbitt mataram o Mel Foster � sangue frio.

Ele sequer estava armado.

Esse � o quinto assassinato desse tipo nas �ltimas semanas.

- Isso tem que parar. - Os assassinos ainda est�o no saloon.

- Ser� um trabalho dif�cil, Haggerty. - Podemos reunir o comit� de cidad�os

- para ir com voc�. - N�o v� sozinho, Steve.

N�o irei. Whooper, � melhor vir comigo.

Quem? Eu?

Ei, voc� est� agindo como se fosse prender algu�m.

Bem, houve uma morte e sou o delegado da cidade.

Por que se importar com isso? � lobo comendo lobo.

Mas n�o esque�a que no nosso caso, o Nesbitt � o outro lobo.

Entendi. Talvez pretenda coloc�-lo no seu lugar.

- Sim, talvez. - Estou come�ando a achar

que esqueceu o que viemos fazer.

- E se esqueci? - Odiaria trair o Red.

- Ei, est� pensando nisso, rapaz? - O que diria se estivesse?

Acho que sei. Ela � uma �tima garota,

mas ser� dif�cil fazer o Red entender.

Se est� com medo do Red, por que n�o o avisa que n�o seguirei seu plano?

- N�o, prefiro arriscar contra o Nesbitt. - Voc� � quem sabe.

Ficarei do seu lado, rapaz.

Boa noite, delegado. Pensou na proposta?

Sim, acho que jogarei uma m�o.

- Sabia que estava certo sobre voc�. - Mas h� mais de um jeito de se jogar.

S� h� um jeito que conta, o jeito esperto.

� assim que jogarei. Farei minha primeira jogada esta noite.

Quero os homens que mataram o Mel Foster.

Acho que n�o te entendi. Foster foi morto quando tentou

sacar uma arma contra mim.

Se a morte foi justificada, voc� n�o precisa se preocupar.

- Precisa? - Por que os quer?

Para satisfazer a opini�o p�blica. Eles podem estar mais seguros na cadeia.

E talvez n�o tenham que ficar presos por muito tempo.

N�o � uma m� ideia.

- Dar a chance da poeira abaixar. - Era o que eu tinha em mente.

Jess. Mack.

Parece que est�o presos.

Whooper, pegue as armas deles.

V�o com eles e n�o criem problema, rapazes.

Cuidarei de tudo.

Steve, eu...

- Est�vamos t�o preocupados com voc�. - N�o precisavam se preocupar.

Voc�s deviam ter visto como cuidamos das coisas.

Os assassinos se esconderam atr�s do bar e n�o dispararam um tiro sequer.

Parece que Remington finalmente encontrou um delegado.

Nossa, s� come�amos a limpar a cidade.

"AVISO

Somente oficiais da lei poder�o portar arma de fogo,

sob pena de multa ou pris�o. Todos que entrarem nos

limites da cidade, checar�o suas armas. STEVE HAGGERTY, delegado. "

Isso � algo que precis�vamos h� muito tempo.

O que o Haggerty est� tentando fazer?

N�o sei, mas acho que o chefe precisa tomar conhecimento disso.

- Onde conseguiu isso? - Est� por toda a cidade.

Parece que ele fala s�rio.

- Cad� seu arm�rio de armas? - Por que?

- Estamos seguindo as novas ordens. - N�o sejam tolos.

Quem ir� aplicar uma ordem dessa?

Eu vou.

Certo, Tiny.

Cuide dessas armas at� eles decidirem deixar a cidade.

E isso quer dizer a arma de todos.

Pode ser uma boa ideia voc� e o Halliday darem o exemplo por aqui.

Claro, delegado.

Fico feliz em obedecer, se � assim que quer.

Halliday, seu tipo n�o � bem-vindo nesta cidade.

Te dou 3 minutos para partir. Cuide dele, Whooper.

Vamos, homem. Voc� est� de partida.

E se quiser ficar nesta cidade, Nesbitt, n�o contrate mais nenhum pistoleiro.

Na pr�xima vez que houver algum problema neste lugar, irei fech�-lo...

Por amea�a a lei e a ordem.

L� vai a maior cascavel do bando. N�o sobrar� muito o que fazer

depois que acabarmos com o bando do Nesbitt.

S� h� mais uma coisa que tenho a fazer.

�?

- Voltarei a Cedar Fork. - Voc� voltar� a Cedar Fork?

Vai se entregar por ter tomado o dinheiro que o banco te devia?

Talvez eles fiquem satisfeitos em receber o dinheiro de volta.

Voc� � um tolo maior do que pensei, Steve Haggerty.

Mas talvez n�o seja. Talvez tenha um bom motivo.

- Quando partir�, rapaz? - Hoje.

Ol�, rapazes.

- Ol�, Srta. Ellen. - Indo pelo meu caminho?

Sim, tenho um neg�cio a tratar no banco.

Seu neg�cio no banco � muito importante, Sr. Delegado?

Sim, sacarei meu dinheiro, Ellen.

- Sacar� seu dinheiro? - Sim, sairei da cidade

por alguns dias para cuidar de um neg�cio.

Steve, voc� � muito misterioso. Deve ser um neg�cio importante.

�.

N�o seja t�o s�rio. Voc� age como se seu futuro

- dependesse disso. - Talvez dependa.

ESCRIT�RIO DO DELEGADO

Ol�, Red.

- Cad� o Steve? - Ora...

Ele...

Ele est� por a�.

- Quando ele voltar�? - Eu n�o sei.

Isso �, ele pode n�o voltar hoje.

Por que nos deixaram naquele c�nion por tanto tempo sem dar not�cias?

- Bem, sabe... - O que est� havendo?

- Por que n�o deram not�cias? - Ou�a, Red.

N�o fique agitado. Eu e o Steve te respeitamos muito.

- Pare de enrolar. - Voc� n�o pode culp�-lo.

- Se voc� fosse jovem e apaixonado... - Ent�o � isso?

- Ele enlouqueceu por um rosto bonito. - Ent�o voc� entende, Red.

Entendo, sim. Ele est� gastando todo o dinheiro...

Ele n�o tocou num centavo. Ele devolver� ao banco de Cedar Fork.

- Onde ele est�? - Eu n�o sei.

- Eu juro que n�o sei. - Diga-me onde est� aquele traidor.

Ele foi ao banco.

Espero que invista esse dinheiro num lugar seguro.

- Onde far� o bem. - Tenho certeza disso.

- Voltar� logo? - Espero que sim.

- At� mais. - At� mais.

Boa sorte, Steve.

Ol�, Red.

Vejo que n�o h� por que desperdi�armos palavras.

Quero o dinheiro que lhe demos para depositar no banco.

Aquele dinheiro nunca foi nosso. Ele voltar� para onde veio.

N�o pense tanto de si s� por que � o delegado.

Voc� � t�o bandido quanto o restante de n�s.

E voc� � o primeiro Haggerty a trair um parente.

- Agora, vai me dar o dinheiro ou n�o? - J� te respondi isso, Red.

L� est� um homem que podemos usar.

U�sque.

Fique � vontade, estranho. � por conta da casa.

Quando acabar, quero falar com voc�.

Espero que saiba o que est� fazendo, Steve.

N�o se preocupe comigo. Fique de olho nas coisas.

- Particularmente na Ellen. - E o Red?

Eu cuidarei dele quando voltar. At� mais, Whooper.

At� mais, rapaz.

ESCRIT�RIO DO XERIFE

- Ol�, xerife. - Ol�, Steve.

- O que faz com esse distintivo? - Sabe, eu...

Sim, eu sei. Soube que foi apontado

como delegado de Remington.

- Soube que tem feito um bom trabalho. - Obrigado, senhor.

Aquele � um lugar dif�cil. Merecia ser limpo h� muito tempo.

Soube que prendeu uma gangue de ladr�es de banco.

Bom trabalho

Tivemos um assalto a banco aqui na �poca em que seu pai morreu

e voc� partiu.

- S� que eles escaparam. - Sabe quem eram?

N�o, estavam mascarados.

Algumas pessoas tem suas suspeitas.

Especialmente, o banqueiro Clemmens.

Pensei que pudesse saber de algo agora que � o delegado.

Pode ter encontrado a mesma gangue no seu territ�rio.

Eu os encontrei.

- Os prendeu? - N�o, mas recuperei o dinheiro roubado.

Pensei em entreg�-lo para devolver ao banco.

A� est�, cada centavo.

Pensei em entreg�-lo como os ladr�es do banco.

Far�o algo assim.

Esperava que o Clemmons retirasse a queixa se recebesse o dinheiro de volta.

Talvez.

Steve, voc� tem um trabalho importante para finalizar em Remington.

Quando acabar, volte aqui.

Tenho certeza de que a reputa��o como delegado de Remington

pesar� no tribunal.

N�s voltaremos.

Steve.

� o Whooper.

- Deu tudo certo? - Sim.

Ele vir� procurar voc�s, rapazes. E quando fizer isso, o pegaremos.

- Como isso aconteceu? - Algu�m contrabandeou

armas para os prisioneiros.

Steve, voc� n�o pode enfrentar o Nesbitt sozinho.

Ele trouxe outro pistoleiro enquanto estava fora.

Ellen est� certa, Steve. Voc� n�o teria chance.

- O que est� havendo? - Voc� chegou na hora.

Seu amigo delegado voltou a cidade e preparamos uma recep��o para ele.

- Ele n�o ter� chance. - Essa � a ideia.

Me parece que est� tendo muito trabalho para pegar apenas um rapaz.

- Talvez tenha uma ideia melhor. - Talvez ache que n�o eu possa

peg�-lo sozinho.

A� vem ele. Ningu�m est� te impedindo.

- Aonde acha que vai? - Pegar o coiote que atirou no Whooper.

Whooper?

Voc� n�o ir� a lugar nenhum, nem pegar� ningu�m.

- Saia da minha frente, Red. - Fique parado.

Steve, ou�a-me.

Steve, cuidado!

Obrigado, Red.

Vou acabar com aquele bando. � melhor sair daqui.

Voc� n�o se livrar� de mim assim, t�o facilmente.

Temos algo para resolver depois.

Neste momento, os Haggertys ficar�o juntos.

Ningu�m pode derrotar os Haggertys, Steve.

Ningu�m, Red. Nem mesmo, n�s Haggertys.

Sinto muito por estarem partindo, rapazes.

- Tem certeza de que n�o podem ficar? - Gostar�amos disso,

mas prometi ao xerife Saunders que tratar�amos de um assunto importante.

Depois que resolver isso, talvez voltem para c�?

Sei de um que voltar�.

- Temos que ir. - Cad� o Whooper?

Ainda te acho tolo por ter ficado preso ao manequim daquela forma.

Bem, aconteceu o seguinte... Eu estava passando,

girando minhas algemas,

quando uma ficou presa no manequim, assim.

A outra parte fez isso,

e l� est�vamos n�s.

Whooper. Vamos, estamos esperando.

Tenho que ir. Cuide bem do manequim.

- Ei, como solto essa coisa? - Um de voc�s ter� que pensar nisso.

Ei, volte aqui, seu...

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