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Xhosa
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Yoruba
Zulu
Certo.
- Um, dois… - Um, dois…
Em criança…
- Ganha dinheiro, pai! - … éramos uma família de classe média.
Uma família comum.
ARRESTADO
Com licença.
Não conseguimos saldar um empréstimo.
O meu pai, devastado por uma dívida que não diminuía,
desapareceu após arranjar "um bom emprego".
MÃE, HYEOK-JUN, JI-YOON
Restámos só nós os três,
em constante mudanças.
Em cada noite sem dormir, eu pensava no programa
onde entrou a minha família: O Milagre de um Pai.
Aí vem a família. Uma grande salva de palmas.
Sim.
O pai quase conseguiu no último treino.
Mas…
Ele vai conseguir?
… não era uma boa memória.
Sim, espero que ele consiga. Espero mesmo que sim!
O desafio de hoje é…
Fazer malabarismo num monociclo.
Conseguirá o pai fazer um milagre?
O pai monta o monociclo.
É um momento tenso.
- E lá vai ele. - Sim.
- E agora… - Tem de fazer malabarismo.
- O senhor consegue. - E agora…
Não!
Ele caiu.
Não, senhor!
Infelizmente, termina em fracasso.
Foi a partir daí…
Sim.
… que o meu pai…
Caiu de novo.
… começou a procurar biscates?
Se eu não lhe tivesse pedido para participar no programa…
… tudo teria sido diferente?
UM EMPREGO SEM FUTURO
EPISÓDIO 6 - AS PAREDES NÃO FALAM
Acha que é o único cliente da Agência Aranha?
Não encontrará biscate melhor.
Este trabalho
é dinheiro fácil.
OLHE PARA A DIREITA SE NÃO ESTIVER OCUPADO.
Mas que…
Porra.
Que surpresa vê-lo aqui.
O que faz aqui?
Estava a passar e vi-o, Sr. Hyeok-jun.
Estava a passar?
É bom vê-lo aqui.
Já conheci muitos trabalhadores a tempo parcial.
E, por vezes, neste ramo,
há pessoas como o senhor, que têm jeito para isto.
Normalmente, desistem ou desaparecem.
Como assim, desaparecem?
Estou a dizer que tem jeito para isto.
Como se lembrou de ir à Bioclínica Yangcheon?
O quê?
E como escapou da entrega de leite?
É como se alguém o tivesse ajudado.
Bem, como posso…
A multa!
Disse que havia uma multa se falasse dos trabalhos.
É por isso que está aqui?
Não, só estou muito intrigado.
Saiu da entrega de leite sem permissão
e aceitou o trabalho de outra pessoa na Bioclínica Yangcheon.
Tudo sem receber.
Não posso deixar escapar um talento como o seu.
- Certo? - Senhor.
Posso perguntar-lhe uma coisa?
Claro.
Por acaso
conhece alguém chamado…
… Byeon Min-su,
Byeon Min-su?
Byeon Min-su…
Byeon Min-su…
Byeon Min-su…
Acho que não.
Ora bem…
ESTALEIRO, DIURNO E NOTURNO 1600 VEZES A TAXA DIÁRIA, DAS 14H ÀS 22H
Sr. Hyeok-jun, vamos ver até onde consegue ir.
- Não quero mais biscates… - Pense bem.
Não precisa de decidir hoje.
Só tem de aguentar o dia. Tem de ganhar dinheiro.
TTEOKBOKKI PICANTE
Ouve.
O que fazem os dois aqui?
O Hyeok-jun queria ver-te.
- A sério? - Sim.
Podia ter ligado.
Deve ter ficado com vergonha.
Mãe, não digas nada e cuida dele durante uns dias.
Porquê?
Eu sabia que a entrevista não ia correr bem.
- Eu? - O quê?
- O Byeon Hyeok-jun teve uma entrevista? - Pois. Como correu a tua?
"Dívida?"
SANG-WOO: 190 MIL ATÉ ABRIL
MI-GYEONG: 320 MIL ATÉ DEZEMBRO
"Construção de túnel, 50 vezes o valor diário.
Pedreira, 100 vezes.
Estaleiro, 200 vezes o valor diário"?
"O último.
O último…"
"Estaleiro, turno da noite."
"Estaleiro. Turno diurno e noturno."
ACEITO
JI-YOON: ACEITASTE OUTRO BISCATE? VOLTA ANTES QUE EU…
CHAMADA PERDIDA JI-YOON
Sr. Byeon Hyeok-jun?
Sim, sou eu.
És jovem. Entra.
Então? Entra lá.
Está bem.
Pronto, vamos lá.
Porra.
As minhas costas!
- O que estás a fazer? Anda. - Espero que acabemos antes de anoitecer.
Hoje só vamos limpar. Perceberam?
- Sim, limpar! - Limpar!
Concentrem-se.
ESTALEIRO, TURNO DIURNO E NOTURNO 1600 VEZES O VALOR DIÁRIO, DAS 14H ÀS 22H.
Comecem por remover estes suportes.
Sim, senhor!
- Tragam-nos para aqui. - Sim, senhor.
- Despacha-te, novato. - Vá, despacha-te!
Sim, despacha-te!
- Está bem! - Que barulho é este?
- Tirem isto primeiro. - Agarrem nesse lado.
- Porra! Venham todos! - Despachem-se!
Estamos atrasados.
Mas que raio é isto?
- O que é isto? - O quê?
Porque estão a remover os suportes que instalámos ontem?
O que estás a dizer? Fala coreano!
"Fala coreano!"
Vais ser educado se eu falar?
Queres morrer, desgraçado?
Quem vos mandou fazer isto?
Só temos de tirar os suportes!
- Continuem! - Sacana!
Volta a pô-los, sacana! Assumes a responsabilidade?
- Tirem tudo! - Não, para!
Agarrem-nos!
Larga-me, cabrão!
És maluco!
Chefe, não. Pare!
Quem és tu? Sai!
Vai matá-lo!
Larga-me!
Acalmem-se!
Vamos parar.
Levantem-se. Vamos!
Malditos.
Vão pagar por isto.
Estão todos bem?
Cabrões.
Cuidado com o teu chefe.
Vamos retirar a faixa ilegal lá fora.
- Quer fazer isso também? - Mas não há andaimes.
Nunca tivemos andaimes. Vamos despachar isto.
Kim.
Trata daquele lado, sim?
Aquela faixa maldita…
Novato.
Sim?
- Gostas de escalar? - Como?
Caramba, isto é muito alto.
Merda.
Calma, os mosquetões seguram-te.
Prende o mosquetão de segurança por fora.
Isso.
Merda.
Sim, corta isso.
O PREÇO DE 30 VIDAS ENTERRADAS SERÁ PAGO COM A MORTE
"O preço de 30 vidas enterradas…
… será pago com a morte."
Kim! Porra!
O que estão a fazer? Desçam!
Depressa!
Merda.
Aguenta. A ambulância está a caminho.
Está quase a chegar.
- Aguenta. - Espera. Mas que…
- O que foi? - O sacana mandou a ambulância embora.
Não, aqui!
O que estás a fazer?
Porque a mandaste embora, idiota?
- Quem és tu? - O quê?
Ele mandou a ambulância embora!
És doido!
Ele está ferido, não vês?
Disseram-me para não deixar a ambulância entrar.
Transportem os feridos.
O que deu a este idiota?
- És coreano da ex-URSS? - Vai trabalhar.
Porra!
Ouve lá, meu cabrão.
Não vês que ele está a morrer?
Poupa-me. Não finjas que não sabes, porra!
Sempre soubeste.
Eu sei que sempre soubeste.
Dizes que não sabes, mas sabes.
Pare.
- Calma. - Como é que vamos trabalhar assim?
Como assim?
A ambulância foi-se embora.
Quer que morramos todos?
Eu mandei-a embora? Porque estão a reclamar?
- Não foi isto que nos prometeu! - O que foi que eu prometi?
Ouçam!
Alguém aqui não sabia o quanto isto era perigoso?
Foda-se!
Não é isso!
Pode enganar os outros, mas não a nós, porra!
Não tencionamos morrer aqui, por isso, arranje outro para morrer.
Vão buscar a carrinha!
- Ouve. - Sim?
E tu?
Tenho de ficar até ao fim…
Foda-se.
Ouçam lá!
Bando de fracotes! Nunca mais vos contrato!
Novato, vais ficar?
Sim.
Está bem.
Nós os dois acabamos isto.
Merda.
Despacha-te.
- Vamos descansar um pouco. - Sim.
Há sempre
muitos acidentes na obra?
É mesmo assim.
Os prédios são construídos com sangue e ossos.
Especialmente este.
Prédio…
Estás interessado neste trabalho? Queres juntar-te à equipa?
Não és muito bom, mas pareces desesperado.
É o suficiente.
Agradeço a oferta, mas eu…
Até pessoas com problemas físicos fazem isto.
Há sempre alguns assim nas obras.
Tínhamos um na nossa equipa, o Byeon.
Byeon?
Apesar do problema físico e das repreensões, ele não desistia.
Ele era um inconveniente.
Teve um mau fim na obra.
O homem que acabou de mencionar, Byeon,
ele tinha…
… os dez dedos?
Bem…
Acho que lhe faltavam alguns.
Senão, não seria tão mau no trabalho.
Vamos para a cave. Estamos quase a acabar.
Temos de ganhar dinheiro para as nossas famílias.
Segue-me com isto.
- Cuidado. - Está bem.
Desliga a luz!
O pó pode causar uma explosão.
Se usares a lanterna.
Certo.
Deixa isso aí. Eu depois guardo tudo lá dentro.
- Está bem. - Certo.
Vamos parar.
Certo.
Muito bem. Parece que está na hora.
Vamos.
Mas…
Ficaste curioso?
Porque fazemos um trabalho que não faz sentido?
Porque têm de haver acidentes.
Este prédio devora pessoas.
Dizem que um xamã lhes disse para fazerem uma torre de ossos humanos.
Que precisam de cem sacrifícios humanos para serem ricos.
Não quero fazer isto.
Mas pagam-me muito bem.
Também vieste por isso.
Seja como for, sobrevivemos hoje.
Só precisamos de receber.
Não fizemos nada.
Certo?
Só os tolos acabam mortos.
Ganhar a vida é crime?
Sobreviver é crime?
- Fizeste isto a todos? - Não!
A pessoas como o Byeon.
Fizeste isto a todos?
Byeon? Do que estás a falar?
O Byeon de quem falámos. Como se chamava?
Não sei. Toda a gente lhe chamava Byeon.
Não te lembras?
Não te lembras do nome dele depois do que disseste?
Byeon Min-su!
Byeon.
Byeon Min-su.
Mataste-o?
Não.
- Mataste-o e… - Não!
Não, o Byeon não está ali. Tenho a certeza.
O quê?
O Byeon não está morto.
Ele desapareceu
enquanto trabalhava.
Para onde foi?
Para onde foi?
Não sei…
… para onde foi.
Ele entrou por uma porta
e nunca mais voltou.
Deve estar em algum lado.
A SUA FAMÍLIA TAMBÉM REZA PELA SUA SEGURANÇA
A máquina de costura gira sem parar Não para de girar
Flores vermelhas, flores amarelas Como nas aguarelas
Borboletas brancas, borboletas das flores A voar pelos arredores
Legendas: Nuno Oliveira
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