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ACEITEI FAZER UM BISCATE.
Ji-yoon, como assim? Merda!
Espera aí.
BYEON JI-YOON
Ji-yoon?
Não.
Porra! Onde estou?
Merda.
Está aí alguém?
Esta aí alguém?
Onde raio estou?
Aqui!
- Damos-lhe boleia? - Preciso de boleia!
- Esquece. Vai. Mas somos algum táxi? - Por favor! Não!
Porra.
É APENAS O MEU DESTINO
É apenas o meu destino
Voo alto Cavalgo as boas vibrações
- E rio para escapar da realidade - Ji-yoon.
Vá lá, liga. Por favor.
- Este número está… - Merda.
Deixe mensagem…
AGÊNCIA DE RECRUTAMENTO ARANHA
Fechado?
FECHADO
Senhor!
Senhor!
Estou fora do escritório.
Não tenho trabalhos disponíveis de momento.
A Mna. Ji-yoon deve estar bem por agora.
Também tenho muitas perguntas para si, Sr. Hyeok-jun.
Vemo-nos em breve.
Vá lá.
ASSOCIAÇÃO DE VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRABALHO
INVESTIGADORA EUM YEON-JOO
Fui um idiota ao enviar aquela mensagem
a dizer-lhe para ir à Agência de Recrutamento Aranha.
Então, vá procurá-la.
Se a Mna. Ji-yoon estiver segura,
deve estar no local do trabalho de hoje.
O local de hoje é uma clínica.
Como vou lá se não me dão trabalho?
Não atendem e o escritório está vazio.
Se não oferecem, roube-o.
O quê?
Acha que é o único cliente da Agência Aranha?
Estas pessoas estão um passo à sua frente, com determinação inabalável.
Entre elas, o Sr. Seon Gyeong-min.
Têm a mesma idade e constituição.
Devia tentar ficar com o lugar dele.
Mas qual é o plano?
- A menos que roubemos o telemóvel… - Não me chamou para ajudar?
Já preparei tudo. Vamos levar o telemóvel dele emprestado.
Envie "Aceito" e torne-se o Seon Gyeong-min.
UM EMPREGO SEM FUTURO
EPISÓDIO 5 - ENSAIO CLÍNICO
Que sítio é este?
O cinema.
Foda-se.
Byeon Hyeok-jun?
Um minimercado?
Mas que raio é isto?
O que se passa?
Merda.
Mas que raio de sítio é este?
BIOCLÍNICA YANGCHEON
Céus, parece que veio a correr.
Sr. Seon Gyeong-min?
Sim, sou o Seon Gyeong-min.
Sim, então é o Sr. Seon Gyeong-min.
- Sente-se bem? - Sim, estou bem.
- Tem a certeza? - Sim.
Muito bem, estão cá os 16.
Vou levá-los lá para cima.
Sigam-me.
ENSAIO CLÍNICO - VALOR DIÁRIO DESCONHECIDO DAS 22 HORAS ÀS 6 HORAS
Este é o comprimido que vão tomar hoje.
Não é prejudicial, não se preocupem.
É uma cópia de um medicamento anti-stress.
Só têm de tomar este comprimido e tirar sangue uma hora depois.
Sim, fiquem aí.
Vamos começar. Tiram sangue e tomam o comprimido.
Venham.
Venham por aqui.
- Por aqui. - Sentem-se.
O seu nome?
Seon Gyeong-min.
Como é que…
Vi a tua mensagem e fui à agência.
Porra.
A Agência Aranha arranja-te biscates que pagam bem.
- Mudaste de nome? - Merda.
O que é isso de "Gyeong-min"?
Falamos depois.
Porque vieste? Nem te sentes bem.
Não tomes aquele comprimido, está bem?
Pode ser algo estranho.
Tenho de o tomar.
- Faz o que digo. Não tomes… - Silêncio.
Desculpe.
Feche a mão, por favor.
Já pode relaxar.
Parece muito interessado.
Tome isto.
Pode ficar preso na garganta, beba muita água.
Abra a boca.
Engoliu-o, certo?
Porra.
Merda.
Este medicamento funciona mesmo.
Sinto-me muito calmo.
A sério.
O que comemos?
- A Byeon Ji-yoon está aqui? - Carne de porco picante.
Do que estás a falar?
Anda comigo.
Volte para a cama.
- Preciso de ir ao WC. - Volte para a cama!
Sr. Seon Gyeong-min, aonde vai?
Vou só ao WC.
O WC
poderá ser usado dentro de uma hora, aguente.
Como assim? Tenho mesmo de ir!
Sr. Seon Gyeong-min!
Se não voltar para a cama, será posto de quarentena.
PERIGO NÃO RETIRAR O FATO DE PROTEÇÃO
Sim, diretora, sou eu.
Está tudo bem?
Sim, os 17 pacientes estão bem.
Dezassete?
Não eram 16 pessoas no total?
Há mais uma pessoa, mas será transferida em breve.
Parece-me bem, mas o doutor deve estar muito ocupado.
Sim.
Confio que tratará de tudo na perfeição.
Claro.
Despacha-te.
O que estás a fazer?
Depois leva o carrinho para a cave.
Parem-na!
Merda.
Então, a tua irmã pode estar aqui?
Mas, se a tua irmã está aqui,
não podes perguntar ao pessoal?
Olha lá. Não ouviste nada do que eu disse?
Este sítio é perigoso, idiota.
Ajuda-me só desta vez, está bem?
Bem…
… o meu corpo já está na merda, posso interpretar bem o papel.
Isto salda a dívida da conta do hospital que tu pagaste?
Está bem.
Na verdade,
pagas a dívida da barriga de porco quando sairmos daqui.
Adoras barriga de porco, não é?
Vamos a isto.
Byeong-cheol, prepara-te.
Ação.
A minha barriga!
Depressa.
- Dói tanto! - Para dentro.
Voltem todos para dentro!
O que se passa com ele?
Sr. Kwak Byeong-cheol, acalme-se.
Abra a boca, por favor.
- Os ouvidos. - Dói-me a barriga!
- Porque examina tudo? - Os olhos estão bem.
O seu nariz também.
Não tem nada de errado, por isso, não se preocupe e…
- Doutor, ele está a fugir! - Ajudem.
Merda.
Apanhem-no!
- Byeon Ji-yoon? - Mas que…
Ouve lá!
Para!
- Porra. - Para!
Apanha-o!
Larguem-me!
Byeon Ji-yoon!
Seus cabrões!
Estão malucos? Larguem-me!
O que se passa convosco?
O que estão a fazer?
Socorro!
Alguém me ajude! Socorro!
Ji-yoon.
Ji-yoon.
Ji-yoon!
Socorro!
- Ji-yoon! - Larguem-me!
Fica quieto!
Segurem-no!
- Agarrem-no. Não te mexas! - Ji-yoon!
Ouve.
Acorda!
Levanta-te!
Byeon Hyeok-jun!
Byeon Hyeok-jun.
Que susto!
- Estás bem, Hyeok-jun? - Ji-yoon, o que fazes aqui?
Por que raio estás aqui?
Não importa.
Desata-me primeiro. Rápido.
Vem cá.
- Assim. Não, eu vou até ti. -Raios.
Não se mexe.
- Dá-me a mão. - Toma.
- Não. Dá-me o pé. - Está bem.
- Raios. - Já está?
A meia.
- Boa. Espera. - Desata isto.
Puxa, idiota.
Espera.
Conseguimos!
Porra!
Rápido. Aqui.
- O teu… - O quê?
O teu nariz!
- O quê? - O nariz!
O meu nariz?
Mas que merda é esta? Porra!
- Tira-me isto! - Não tires!
- O que é? - Rápido!
Não podes! Ainda não!
Porque saiu tão depressa?
Não te aproximes!
Mas que raio…
Não eram os comprimidos?
Não eram os comprimidos,
mas a água?
O que se passa? Byeon Hyeok-jun, controla-te!
Corre!
O que se passa?
Não, espera!
- Ouve! - Há um monstro atrás de nós!
Larga-me!
Merda!
Socorro!
- Levanta-te. - Ajuda-me!
Atina! Temos de ir!
Vamos!
Ajudem-me.
Rápido, entra!
- Não dá? Primeiro andar. - Anda lá!
Vá lá.
Merda.
Olha.
Mas que raio?
Onde estão todos?
Vamos pelas escadas.
- Espera. - O quê? Porquê?
Tenho de ver uma coisa. Cinco segundos.
Ouve.
Vou arrepender-me se não fizer isto.
Já volto. Espera aqui, sim?
Byeon Hyeok-jun!
Porra.
A sério.
Porra.
Byeong-cheol, anda. Temos de ir.
Levanta-te! Temos de ir.
Já acabou?
Não. Levanta-te.
- E os outros? - Espera.
O que tens?
- Certo. - Sangue.
- Levanta-te. Vamos. - Estás a sangrar.
O que estás a fazer? Queres que morramos todos?
- Tenta recompor-te. Vamos! - Não percebo.
Despacha-te. Então?
- Força. - Depressa.
- Atina! - Estou cansado.
- É por aqui? - Sim.
Mais devagar.
- Vou vomitar. - Não, temos de sair!
- Vomitas lá fora. - Vou vomitar.
Para onde vamos?
- Mas que raio? - Não abre. Calma.
Olá!
Querem sair?
Essa porta não abre.
Esperem um segundo.
- Quem é aquela? - Sei lá. Porra.
Usar isso contra mim não vai abrir a porta.
Só abre se eu a abrir.
Desculpe, doutora, mas eu não sou o Seon Gyeong-min.
Esqueça o dinheiro. Deixe-nos ir.
Ela não veio trabalhar
e é a primeira vez dele, ele não sabe nada.
- O quê? Não, eu vim pelo dinheiro… - Cala-te!
Quem são vocês?
Devem ter uma razão para fazerem isto às pessoas!
Dinheiro, claro.
E manter o equilíbrio do mundo.
É difícil de entender,
mas as criaturas que viram
sugam a força vital e os nutrientes dos corpos humanos.
Mas extraímo-los antes de estarem totalmente crescidos
e sacrificamo-los em vez dos humanos.
Vou abrir uma exceção e deixar-vos ir.
Vocês nem estão na lista
e, com o sacrifício dos funcionários, cumprimos a quota.
Por razões humanitárias.
Vamos.
- E o Sr. Byeong-cheol? - Desculpe?
Quer terminar e ser pago?
- Bem… - Atina.
Vamos.
Anda, vamos.
Não, espera.
Espera.
- Desculpa. - O que estás a fazer?
Não digas isso, maluco. Vamos!
Não, ouve-me. Porra.
Se sair daqui sem um tostão, vou morrer na mesma.
Tenho de ganhar dinheiro!
Kwak Byeong-cheol.
Desculpe!
Aqui.
Aonde vais, seu maluco?
- Ouve! - Não, espera. Larga-me!
Calma.
Basta. Por favor, vamos.
Pensa na mãe.
Temos de voltar.
Não é culpa tua.
Esquece tudo.
A tua dívida…
Ainda falta muito?
Já paguei uma boa parte.
Hyeok-jun.
Sim?
Não voltes a desaparecer.
Como o pai.
Não desapareças como ele.
Anda cá.
Meu filho.
Que lugar é este?
É uma casa modelo.
APARTAMENTOS À VENDA
O que fazemos aqui?
Viemos ver a nossa casa.
Caramba!
É gira.
Mas, pai,
não somos pobres?
O quê?
Ouve, filho.
Arranjei um emprego muito bom.
Vais ver.
- Vou ganhar muito dinheiro. - A sério?
- Vais ganhar muito dinheiro? - Vou.
Vou ganhar muito dinheiro.
Só tenho de acabar um trabalho.
A sério?
Claro. Sim.
Claro.
Este trabalho
é dinheiro fácil.
Dinheiro fácil?
É dinheiro fácil.
E o pai desapareceu depois disso.
Legendas: Nuno Oliveira
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