All language subtitles for E1 The Impressionists_ Pissarro (paintingsplace)

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Original subtitles

Entre 1874 e 1886...

Paris foi palco de uma revolu��o art�stica:

As oito exposi��es de trabalhos dos artistas...

que se tornaram conhecidos como os Impressionistas.

Monet, Renoir e Degas...

estavam entre os nomes famosos que se apresentaram nessas exposi��es...

mas o �nico artista que se apresentou em todas foi Camille Pissarro.

Hoje, os trabalhos de Pissarro valem milh�es...

mas enquanto estava vivo, o sucesso sempre foi irreal.

Levou tempo para sua genialidade ser reconhecida...

mas, sem d�vida, era genial.

Como homem, ele foi um radical...

um crente apaixonado na import�ncia do indiv�duo.

Tamb�m levou uma abordagem radical � sua arte.

Pioneiro do lmpressionismo, mais tarde abandonou totalmente o estilo...

antes de retornar a ele e produzir...

algumas das melhores imagens de toda a era Impressionista.

� por esta jornada art�stica...

que hoje Pissarro continua celebrado.

Camille Pissarro era o mais velho dos Impressionistas.

Ele nasceu em julho de 1830...

em St. Thomas, uma ilha da �ndia Ocidental...

onde seu pai judeu franc�s dirigia uma loja pr�spera.

Aos 11 anos, Pissarro foi mandado a um internato em Paris...

onde demonstrou, pela primeira vez, entusiasmo pela arte.

Retornando ao lar, aos 17 anos de idade...

trabalhou como balconista no neg�cio da fam�lia...

mas sem grande entusiasmo pelo emprego...

e relegou sua verdadeira paix�o, que era a pintura...

para uma atividade de tempo livre.

Pissarro foi se frustrando e quando chegou a chance para escapar...

ele aproveitou o momento.

Em 1852, se relacionou com um artista dinamarqu�s viajante, Fritz Melbye.

Quando Melbye preferiu se mudar para a Venezuela...

Pissarro decidiu deixar o emprego e partir com ele.

Anos mais tarde, ele explicou seus motivos.

"Em 1852, eu era um balconista bem pago em St. Thomas...

mas n�o podia mais suportar.

Sem pensar muito, desisti e fui para Caracas."

Foi a primeira decis�o corajosa da vida de Pissarro.

N�o seria a �ltima.

Pissarro passou dois anos na capital venezuelana.

Ele sobrevivia de pintar retratos...

e se convenceu ainda mais de seu destino como pintor.

Quando finalmente retornou a St. Thomas, em 1854...

convenceu o pai de que seu futuro estava na arte.

Isso significava que o jovem teria que deixar o Caribe mais uma vez...

para voltar ao centro da vida art�stica francesa: Paris.

Quando foi para a Fran�a, levou consigo...

seu amor pela zona rural, ent�o ele come�ou a pint�-la.

E mais tarde ele quis incluir pessoas...

porque era um socialista e queria colocar pessoas trabalhando...

para retratar adequadamente a zona rural.

Basicamente ele era um pintor de paisagens...

e foi assim que sua educa��o o influenciou.

Ele nunca deixou esse amor para tr�s.

Como ele nasceu muito longe do cora��o da Fran�a...

teve um desenvolvimento mais lento que os outros Impressionistas.

Suas id�ias eram mais afinadas com os pintores da Escola de Barbizon...

artistas como Millet e Courbet, o que forneceu de certo modo...

uma for�a imediata entre a pintura Barbizon na fase inicial...

dos anos de 1850 ao in�cio dos anos de 1860...

ao lmpressionismo, do final dos anos de 1860 at� os anos 70.

Aos 25 anos, Pissarro...

voltou � capital francesa, no outono de 1855...

ajudado por uma pequena mesada de seu pai.

Como artista aspirante, o momento de sua chegada foi excelente.

Ele p�de visitar os �ltimos dias da Feira Mundial...

uma das muitas exposi��es da �poca.

Ela inclu�a uma grande exposi��o de pinturas...

de grandes artistas franceses.

Pissarro ficou muito impressionado com as telas...

e admirou o trabalho de alguns dos artistas mais inovadores...

que inclu�am os realistas Gustave Courbet e Jean-Fran�oise Millet...

famosos por suas imagens de camponeses em cen�rios rurais.

Tamb�m interessou a Pissarro o trabalho de Camille Corot...

um entusiasta da ent�o antiquada arte da pintura de paisagem.

Courbet, um artista de base urbana...

que desenhava para a Escola de Barbizon com Corot e Millet...

se preocupava com o contempor�neo e o normal.

Essa foi uma influ�ncia profunda sobre a abordagem de Pissarro...

sobre o tema e sobre o prop�sito de pintar.

Corot estava entre os primeiros paisagistas franceses...

a pintar paisagens ao ar livre.

Antes, uma paisagem s� era esbo�ada ao ar livre.

As telas finais eram executadas no est�dio.

Mas na metade do S�culo XIX...

Camille Corot e os pintores da chamada Escola de Barbizon...

reagiram contra a antiga tradi��o.

Suas imagens externas eram mais frescas, mais leves...

e frequentemente caracterizadas por um realismo maior...

do que os trabalhos hist�ricos de tons escuros...

favorecidos pela exposi��o oficial anual do Salon de arte francesa.

Foram estes os artistas que influenciaram o jovem Pissarro...

como influenciariam todos os grandes Impressionistas.

O primeiro mestre escolhido por Pissarro foi Corot...

que era, � claro, um pintor de paisagens...

que sa�a para pintar...

e isto foi algo que Pissarro come�ou a fazer.

Depois de alguns anos, dos anos 50 ao in�cio dos 60...

de estar alinhado a Corot...

Pissarro mudou sua fidelidade para Courbet...

e come�ou a incluir mais figuras em seu trabalho...

at� mesmo algumas composi��es de figuras bastante grandes.

Mas o que ele pegou de Courbet foi a aplica��o da tinta...

a pincelada livre...

e o que o atraiu, assim como em Courbet...

foi a postura pol�tica de Courbet, que era socialista.

Courbet causou uma revolu��o nos temas.

Em vez de pintar a aristocracia, menos ainda ninfas gregas...

ele pintou os camponeses que conheceu por crescer na �rea rural...

e isto causou um enorme esc�ndalo porque...

havia camponeses dominando toda a pintura...

e isso era considerado inadequado, mas isto atraiu Pissarro...

que era um socialista.

Inspirado por Corot, Pissarro come�ou a pintar ao ar livre...

continuando seu treinamento na Escola de Belas Artes...

e na famosa Academia Su��a.

Em 1859, ele conseguiu seu primeiro sucesso p�blico...

quando o Salon aceitou uma de suas paisagens...

mas o dinheiro sempre foi um problema neste est�gio de sua carreira...

apesar do apoio de sua fam�lia...

que tamb�m havia retornado a Paris.

�s vezes Pissarro era novamente compelido...

a trabalhar no neg�cio familiar...

mas conseguiu continuar a pintar, principalmente ao ar livre.

Infelizmente, poucos desses antigos trabalhos sobreviveram.

Um deles data de 1864...

uma representa��o das margens do Rio Marne.

Esta tela foi outro lan�amento bem-sucedido no Salon...

mas � uma imagem desapontadoramente contida.

Significativamente � uma tela pintada no est�dio...

quase executada tendo em mente o gosto conservador do Salon.

Como muitos de sua �poca, Pissarro foi preparado para comprometer sua arte...

pelo bem do sucesso comercial.

Durante os anos 60, o Salon foi certamente...

e, � claro, mais tarde tamb�m...

muito importante para a maioria dos artistas.

Nos anos 60, os Impressionistas consideravam-no importante...

porque n�o havia nenhum outro mercado comprador para eles.

Se n�o mostrassem suas pinturas no Salon...

eles teriam grande dificuldade em encontrar compradores...

e estabelecerem uma reputa��o por si mesmos.

No in�cio da carreira de Pissarro...

expor no Salon era quase essencial...

era o �nico modo que um artista poderia esperar...

tornar-se um profissional.

Era o �nico local de exposi��o que ele tinha.

Ele queria pintar camponeses.

Agora havia um nicho para esse tipo de artista no Salon...

apesar do fato de que a maioria das telas...

fosse de pinturas cl�ssicas da Gr�cia e Roma.

Isso o introduziu no Salon, mas n�o permitiu a ele...

realmente construir uma carreira...

ent�o ele olhou para fora desse sistema.

Em 1864, seu desejo pelo sucesso comercial era compreens�vel.

Ele agora era o chefe de sua pr�pria fam�lia.

Quatro anos antes, ele se apaixonou pela empregada da m�e, Julie Vellay.

Em 1863, o casal ainda n�o casado teve um filho, Lucien...

o primeiro dos seis filhos que atingiriam a idade adulta.

O dinheiro tornou-se ainda mais apertado...

mas, de alguma forma, a jovem fam�lia sobreviveu.

Em 1866, a fam�lia Pissarro mudou-se para Pontoise...

a nordeste de Paris. Era barata...

e deu a Camille Pissarro a chance de pintar ao ar livre.

Ele agora estava com mais de 30 anos e sua arte continuava evoluindo.

As influ�ncias de Pissarro revelaram-se em seu trabalho.

Em Barcos em La Roche-Guyon de 1865...

ele usou a esp�tula do mesmo modo que Gustave Courbet.

A cont�nua influ�ncia de Corot tamb�m se fez sentir...

em telas, como esta imagem de Quai du Pontoise, de 1868...

apesar de que o contraste entre luz e sombra de Pissarro seja mais not�vel...

que o do artista mais velho.

O final dos anos de 1860 tamb�m viu Pissarro...

influenciado por pintores mais jovens que ele.

Na �poca em que estas telas foram pintadas...

Pissarro j� estava em contato com um grupo de artistas...

com o qual ficaria associado para sempre:

Os pintores conhecidos pela posteridade como Os Impressionistas.

Ele desenvolveu um estilo caracter�stico separado dos outros Impressionistas.

Com as telas de Pissarro, vemos uma pintura mais suave...

mais tranquila.

Suas pinceladas tendem a ser menores...

mais salpicadas que as dos outros artistas.

E suas pinturas eram bem caracter�sticas.

Algu�m reconhece um Pissarro, como sendo diferente de um Monet ou Renoir.

Pissarro tinha conhecido Claude Monet j� em 1859...

e no final dos anos 60, tinha come�ado uma amizade...

com o jovem e autoconfiante artista de Le Havre.

Eles se encontravam regularmente no Caf� Guerbois de Paris...

junto com outros jovens pintores, incluindo Auguste Renoir...

Alfred Sisley...

- e Fr�d�ric Bazille. - Quando os Impressionistas...

come�aram a discutir seus trabalhos...

eles tendiam a relembrar artistas...

cujos trabalhos eram similares aos seus.

Howles era um pintor que pintava livremente...

do modo como faziam os Impressionistas.

Frequentemente os retratos de Howles eram feitos em 2 ou 3 horas.

Ele era o �nico pintor no S�culo XVII que fazia isso...

e suas pinturas tinham a espontaneidade dos Impressionistas.

Mas ao mesmo tempo, eles descobriram Jan Vermeer.

Vermeer era um artista desconhecido na �poca.

Quando morreu, em 1675...

ele quase desapareceu na obscuridade...

at� a metade do S�culo XIX.

Os impressionistas viam como Vermeer tinha usado o azul e o p�rpura...

nas sombras, quando nenhum outro artista tinha usado...

ent�o ele entendia como as cores operavam...

na mesma forma que os Impressionistas trabalhavam.

Os holandeses do S�culo XVII se preocupavam com...

o contempor�neo e o normal.

Havia artistas produzindo trabalhos bem diretos e bem simples...

concentrando-se na qualidade da luz...

figuras e interiores vistos em rela��o � luz.

Com pinceladas amplas, amplas �reas de cor...

sem grandes quantidades de detalhes...

isto fazia parte do pensamento...

de pessoas como Pissarro e alguns dos outros Impressionistas.

Embora n�o haja registros dessas conversas no Guerbois...

� conhecido que era o mais afiado para falar de pol�tica.

Talvez incitado por suas dificuldades financeiras...

Pissarro tornou-se um pol�tico radical...

um republicano com uma cren�a forte nos direitos do indiv�duo.

Esta cren�a levou-o a abra�ar o anarquismo...

e ele abandonou sua educa��o judia para se tornar um militante ateu.

Al�m da pol�tica, os jovens artistas no Caf� Guerbois...

frequentemente discutiam seus pr�prios trabalhos.

Estimuladas por essas discuss�es, as pinturas de Monet, Renoir...

Pissarro e outros come�aram a mostrar semelhan�as de abordagem...

que inclu�am uma �nfase na pintura de paisagem ao ar livre...

no uso irregular do pincel que obscurecia os detalhes...

e na convic��o de temas contempor�neos.

Come�aram a rejeitar os tons escuros das pinturas t�picas do Salon...

e decidiram que a luz era mais importante que a forma.

Nos final dos anos de 1860, esses temas se estabeleceram...

entre os artistas no Caf� Guerbois.

Estas eram as doutrinas b�sicas do que seria conhecido como lmpressionismo.

� medida que o lmpressionismo se desenvolvia...

as t�cnicas que eram empregadas acompanhavam...

o caminho que cada artista tomava.

Vemos a diferen�a, por exemplo, entre Monet e Degas.

Havia mais consist�ncia no trabalho de Pissarro, at� onde posso ver...

do que em qualquer dos outros Impressionistas.

H� um interesse crescente na cor...

h� uma consist�ncia nos seus temas.

Ele estava preocupado com cidadezinhas comuns...

e ele procurou ent�o um caminho mais l�gico e racional.

Os artistas do Caf� Guerbois tamb�m discutiam novas teorias de cor...

notavelmente o trabalho de Eug�ne Chevreul...

um qu�mico que descobriu que uma cor isolada...

n�o � absoluta em seu efeito...

mas dependente das cores que a cercam.

No ver�o de 1869, Claude Monet e Auguste Renoir...

incorporaram essas teorias em suas famosas pinturas de La Grenouill�re...

um balne�rio do sub�rbio parisiense de Bougival.

Para muitos, o trabalho que eles produziram nesse ver�o...

marca o nascimento da pintura Impressionista...

mas n�o foram apenas Monet e Renoir que pintaram em Bougival.

Camille Pissarro tamb�m esteve l�.

Na primavera de 1869, ele se mudou para perto de Louveciennes.

Naquele ver�o, ele tamb�m pintou em La Grenouill�re.

Havia um grande n�mero de lugares pr�ximos a Paris...

ou nos limites de Paris...

onde muitos Impressionistas foram em busca de seus temas.

Seurat preocupava-se com as pessoas, assim como Renoir.

Monet e Pissarro pareciam mais preocupados...

com outros tipos de efeitos naturais dentro de um ambiente urbano.

Era com a qualidade da luz refletindo na �gua...

que, por exemplo, Monet, e, at� certo ponto, Pissarro...

estavam preocupados. Eram reflexos de luz e cor...

quase um sentido abstrato.

Os indiv�duos ou as constru��es...

�rvores, pessoas...

n�o eram t�o relevantes quanto o efeito visual.

No in�cio da carreira, as pinturas de Pissarro foram aceitas no Salon...

isso, no final dos anos 50, come�o dos 60.

E quando come�ou a pintar assim, na metade e final dos anos 60...

suas pinturas n�o foram aceitas pelo Salon.

Ele come�ou a ter um s�rio interesse na cor...

ao ler o livro de Chevreul sobre a teoria da cor...

e observando por si mesmo que a luz alterava a cor das coisas.

Tamb�m percebeu que as sombras n�o eram negras, mas de v�rias cores...

e que �s vezes havia cores complementares refletindo atrav�s delas.

Ent�o ele foi um dos principais defensores da id�ia...

de uma exposi��o alternativa para o grupo Impressionista...

e apoiou totalmente esta id�ia durante sua carreira.

A semelhan�a entre a abordagem de Monet, Renoir e Pissarro...

pode ser vista claramente em La diligence � Louveciennes...

uma tela de Pissarro de 1870...

que usa pequenas pinceladas de cor para criar uma luz bruxuleante...

e uma imagem profundamente Impressionista.

As inspira��es t�cnicas s�o id�nticas �quelas...

que formam o trabalho de Monet, em particular.

Mas logo ap�s esta tela ser terminada, Pissarro e Monet descobriram...

mais coisas em comum do que apenas suas t�cnicas.

Em julho de 1870, irrompeu a Guerra Franco-prussiana.

No final do ano, Monet e Pissarro estavam exilados...

na capital do Imp�rio Brit�nico, Londres.

O ex�lio de Pissarro talvez fosse surpreendente.

Como radical republicano, ele estava �vido por lutar...

assim que o Imperador Napole�o fosse deposto...

e uma nova rep�blica, declarada.

Mas sua m�e lembrou a ele de suas obriga��es familiares...

e Pissarro deixou Louveciennes.

Ele viajou primeiro para a Bretanha...

e depois, em dezembro de 1870, para Londres.

Pissarro tinha parentes em Londres...

e foi viver em Norwood, no sul de Londres.

Ele pintou lugares como a Esta��o Page...

Upper Norwood e a Faculdade Dulwich.

E muitas das suas mais caracter�sticas, mais conhecidas...

e, de certa forma, mais atmosf�ricas pinturas...

vieram desse curto per�odo quando ele trabalhava em Londres.

� muito evidente que elas s�o Inglaterra...

em vez do norte da Fran�a.

Isto se tornou um sinal de que...

ele podia criar imagens que davam uma sensa��o de lugar...

e n�o simplesmente uma sensa��o de efeitos de luz...

dentro da r�gida teoria de um Impressionista.

Foi uma �poca confusa para ele.

No lado positivo, ele foi capaz de estudar os grandes trabalhos...

de Turner e Constable, ao lado de seu colega de ex�lio, Monet.

Ele tamb�m continuou a pintar...

produzindo imagens memor�veis dos sub�rbios de Londres onde vivia...

incluindo esta tela, o famoso Palais de Cristal.

Conheceu Paul Durand-Ruel, o marchand que, mais que qualquer um...

apoiaria os Impressionistas com dinheiro.

Finalmente, Pissarro usou o ex�lio em Londres...

para legalizar sua rela��o com Julie.

Em junho de 1871, eles se casaram em Croydon.

Mas, na �poca, Pissarro estava desesperado para voltar � Fran�a.

Nesse m�s, ele escreveu a um amigo:

"Aqui n�o h� arte. Tudo � uma quest�o de neg�cios.

� longe de casa que voc� percebe o qu�o bonita...

e hospitaleira � a Fran�a."

Mas quando ele p�de retornar ao lar, no final de 1871...

encontrou uma cena desastrosa esperando por ele.

Os soldados prussianos haviam usado sua casa como alojamento...

com terr�veis consequ�ncias para as centenas de pinturas...

que o artista havia deixado para tr�s.

Pissarro estimou que mais de 1.200 pinturas e esbo�os...

haviam sido levados ou destru�dos.

Por isso, t�o pouco do seu trabalho dessa �poca ainda podem ser vistos.

Notavelmente, Pissarro parece n�o ter pensado muito tempo nesse desastre.

Assim que retornou a Louveciennes...

mais uma vez ele estava pintando na regi�o.

Estrada a Louveciennes d� uma id�ia de seu trabalho p�s-guerra...

assim como Wash-House at Bougival...

uma tela de 1872 com forte �nfase no trabalho f�sico das lavadeiras.

Muitas vezes, Pissarro voltou ao tema dos trabalhadores...

e as pessoas tendiam a ser mais enfatizadas em seus trabalhos...

do que nos dos outros grandes Impressionistas.

Mas nessa �poca, o termo lmpressionismo ainda era desconhecido...

assim como seus principais praticantes...

e virtualmente todos desistiram de submeter seus trabalhos ao Salon.

Camille Pissarro agora entrava na casa dos 40 e ainda lutava...

embora Paul Durand-Ruel tivesse comprado Palais de Cristal...

e outras telas por pequenas mas necess�rias quantias de dinheiro.

Em agosto de 1872...

Pissarro e fam�lia voltaram para Pontoise...

para o distrito de L'Hermitage onde continuou a pintar...

e a se expor a id�ias art�sticas.

Em 1877, pintou La C�te des Boeufs a L'Hermitage...

um trabalho que mostra a influ�ncia do artista e amigo...

que tamb�m se mudara para a regi�o, Paul C�zanne.

Eles trabalharam juntos em 74...

e ambos fizeram telas dos telhados vermelhos...

e C�zanne provavelmente aprendeu de Pissarro...

algo sobre construir uma pintura.

E C�zanne se p�s a fazer quadros profundamente planejados...

ap�s esse per�odo de trabalho com Pissarro...

e ele se referiria mais tarde a Pissarro...

como "o grande Pissarro, seu mestre."

Talvez Pissarro tenha aprendido com C�zanne algo sobre a cor...

uma certa confian�a na abordagem do motivo.

Na superf�cie, se olharmos para um t�pico C�zanne, por exemplo...

e um t�pico Pissarro, n�o parece haver muita conex�o.

Temos que olhar para o per�odo inicial de C�zanne...

vamos dizer, A Casa do Enforcado, de C�zanne.

Se olharmos para trabalhos de Pissarro, por exemplo, Telhados Vermelhos...

podemos ver claramente n�o apenas o uso da tinta...

porque � muito parecida, pintura grossa, curta...

que n�o tem muito �leo nela, muito opaca...

n�o h� camadas transparentes como vemos mais tarde em C�zanne...

provavelmente o uso da esp�tula e do pincel...

e o tema. � uma casa normal...

assim como Telhados Vermelhos era uma vila normal, que Pissarro pintou...

ambas s�o casas vistas atrav�s das �rvores.

C�zanne j� estava trabalhando em um m�todo de pintura.

Havia algumas pinceladas curtas...

para um lado e algumas pinceladas curtas para outro.

Isto � algo que Pissarro pareceu assumir.

Sua considera��o pelo amigo C�zanne foi demonstrada em 1874.

Nesse ano, trabalhos de ambos foram exibidos em um evento not�vel.

Era uma exposi��o de arte independente organizada pelos artistas...

cuja abordagem logo se tornaria conhecida como lmpressionismo.

Estavam inclu�dos Monet, Renoir, Degas e Pissarro...

que contribuiu na organiza��o do evento...

e que tamb�m insistiu pessoalmente...

que o trabalho de C�zanne fosse apresentado na mostra...

que aconteceu em Paris em abril de 1874.

Seu fracasso agora � um momento famoso na hist�ria da arte.

Os cr�ticos condenaram os trabalhos expostos...

incluindo o de Pissarro e as vendas foram m�nimas.

Mas o evento de 1874 gerou interesse...

mesmo que fosse negativo...

mas, pelo menos, deu um nome ao novo grupo de artistas.

Um dos trabalhos expostos era Impress�o, Sol Nascente, de Monet.

O cr�tico Louis Leroy emprestou o t�tulo da marinha...

e condenou todo o evento de 1874 como...

"A Exposi��o dos Impressionistas".

O nome pegou e exposi��es subsequentes foram anunciadas como...

"Eventos Impressionistas".

Ao todo, oito exposi��es aconteceram em Paris entre 1874 e 1886...

com a cr�tica e o p�blico apreciando cada vez mais os trabalhos expostos.

Dos grandes artistas que contribu�ram para as exposi��es...

apenas Pissarro esteve presente em todas elas...

um pintor Impressionista com sua pr�pria abordagem.

Nos anos 70, suas pinturas estavam mais estruturadas...

talvez fosse o legado de Corot.

Mas ele estava interessado em composi��o e volume, por exemplo...

de uma forma que Monet n�o estava.

As pinturas de Monet tornaram-se dominadas pelas pinceladas...

enquanto que as de Pissarro, embora as pinceladas fossem importantes...

tamb�m tinham uma certa firmeza sobre a composi��o...

que o diferenciava de Monet e Renoir.

Ele era um pintor mais estrutural nesse ponto da carreira.

Nos anos de 1870, suas contribui��es regulares �s mostras Impressionistas...

pouco melhoraram seu bem-estar financeiro.

Uma recess�o econ�mica pairava no ar.

Marchands como Paul Durand-Ruel, que admirava os Impressionistas...

estavam incapacitados de comprarem seus trabalhos.

Agora Camille Pissarro j� estava na casa dos 40...

e sentia-se deprimido com o aparente fracasso de sua carreira.

Em 1873, ele fez este auto-retrato...

que, talvez, capte algo da gravidade de sua vida na �poca.

Sabemos que, �s vezes, sua esposa implorava a ele...

que abandonasse a pintura e arrumasse um emprego fixo.

Que bom que isso n�o aconteceu.

Nos 30 anos seguintes...

ele criou algumas das melhores pinturas da era Impressionista...

e finalmente o sucesso seria dele.

Temas rurais continuam caracterizando fortemente seu trabalho.

Em 1873, Montes de Feno em Pontoise, mostra a habilidade do artista...

em captar a vida di�ria de uma zona rural.

Como em muitas imagens de Pissarro...

os trabalhadores tamb�m s�o inclu�dos nos cen�rios.

Como vimos, Pissarro sempre esteve interessado...

em incorporar homens e mulheres �s suas paisagens.

Um exemplo disto foi The Threshing Machine, de 1876...

uma pintura cujo tema inclui a nobreza da labuta...

e os benef�cios duvidosos da era industrial...

tudo unificado pelas t�picas pinceladas Impressionistas.

No in�cio dos anos de 1880, a representa��o do trabalho rural...

tornou-se tema dominante na arte de Pissarro.

Nessa �poca, sua sorte come�ava a mudar.

O fim da recess�o significou que Durand-Ruel e outros...

podiam voltar a comprar pinturas Impressionistas...

mas nessa �poca, Camille Pissarro come�ou a se afastar...

de algumas das principais doutrinas do lmpressionismo.

Significativamente, come�ou a deixar paisagens...

em favor de figuras.

Seus temas eram os camponeses da Fran�a.

Muitas vezes pintou mulheres jovens cuidando de animais no campo...

um tema tamb�m escolhido, no in�cio do S�culo...

por Jean Fran�oise Millet.

O trabalho de Millet era visto por muitos como "abertamente pol�tico"...

e � poss�vel ver uma mensagem pol�tica no trabalho de Pissarro...

especialmente nas imagens de trabalho rural.

Na metade dos anos 80...

tornou-se seguidor do anarquismo.

Com isto em mente, � dif�cil acreditar...

que suas muitas imagens de camponeses...

eram totalmente destitu�das de subtexto pol�tico.

Pissarro era socialista.

Ele achava que o trabalho era uma atividade honrosa...

trabalho feito com as m�os era um trabalho de verdade...

ent�o suas pinturas tendiam a mostrar empregadas...

pessoas trabalhando nos campos, e elas tendem a retratar...

as pessoas mais distintamente que algu�m como Monet.

Para Pissarro, � uma pintura espec�fica de uma pessoa...

geralmente fazendo um trabalho em particular.

Ent�o, h� um senso de sua filosofia pol�tica...

surgindo atrav�s de suas pinturas.

A filosofia com a qual se preocupava, com a qual dever�amos nos preocupar...

no sentido de que todos s�o iguais...

e que h� estruturas que atrapalham...

e precisam ser desmanteladas. Estruturas como...

a aristocracia e tamb�m o sistema capitalista.

Mas a anarquia n�o � algo necessariamente destrutivo.

Ela trata do que podemos chamar de ala esquerda do socialismo.

Ela discordava da ordem contempor�nea da sociedade...

particularmente em sua rela��o com as pessoas.

No final dos anos 80, o radicalismo pol�tico de Pissarro...

foi acompanhado de uma ousadia parecida na abordagem da pintura.

Se olharmos para o Gleaners, de 1889...

podemos ver isso dramaticamente.

No tema, � o t�pico Pissarro.

Ele descreve a tradi��o

onde os camponeses podiam recolher o milho deixado ap�s a colheita.

Em 1857, Millet descreveu o mesmo tema...

mas a pintura de Pissarro � totalmente diferente da de Millet.

Tamb�m � f�cil ver que ela difere de seus pr�prios antigos trabalhos.

Notavelmente, no final dos anos 80...

Pissarro abandonou completamente o lmpressionismo.

O est�mulo para esta mudan�a na t�cnica...

veio diretamente do artista George Seurat.

Em 1884, aos 24 anos de idade...

Seurat anunciou-se ao mundo com sua famosa pintura...

Banhistas em Asni�res. Foi uma tela revolucion�ria.

Utilizando o mais recente nas teorias das cores...

Seurat foi o pioneiro na t�cnica do divisionismo ou pontilhismo...

que envolvia o uso de pontos individuais de tintas n�o misturadas...

esmeradamente aplicados � tela.

Era uma abordagem complexa da pintura.

Como aplicado por Seurat, o pontilhismo resultou em imagens monumentais...

aparentemente congeladas no tempo.

Logo ap�s Os Banhistas...

outros artistas come�aram a empregar suas inova��es...

e a abordagem de Seurat tornou-se conhecida como Neo-Impressionismo.

O Neo-Impressionismo, de certa forma, era uma extens�o...

do lmpressionismo...

no uso de pinceladas min�sculas...

mas era disciplinado na forma de um ponto.

Ele estava interessado na teoria das cores...

que foi levada ao extremo.

E as pinturas resultantes de Seurat...

possuem uma calma disciplinada...

que n�o � algo em que os Impressionistas...

teriam pensado, ou se interessado...

porque o que eles queriam captar era o momento atual...

enquanto que as pinturas de Seurat eram constru�das no est�dio...

a partir de muitos esbo�os, belos esbo�os.

Mas ent�o, ele disciplinou-se a tal grau...

que sinto que n�o restou espontaneidade em suas pinturas.

A convers�o de Camille Pissarro ao Neo-Impressionismo foi dram�tica.

Em 1885, ele conheceu Seurat e seu amigo Neo-lmpressionista, Paul Signac.

No ano seguinte, Pissarro usou sua influ�ncia para que Seurat e Signac...

participassem da mostra Impressionista daquele ano.

Seurat exp�s La Grande Jatte...

uma pintura possivelmente ainda melhor que Banhistas.

Pissarro tamb�m exp�s pinturas t�o parecidas com as de Seurat que...

os cr�ticos tinham que ver a assinatura para diferenci�-las.

Raramente na hist�ria da arte o trabalho de um grande pintor...

havia sido t�o dramaticamente influenciado por outro artista.

Pissarro sempre esteve interessado em novas id�ias.

Seurat apresentou-o a novas formas de pintura...

que eram conhecidas como Divisionismo ou Neo-Impressionismo.

O essencial eram as id�ias...

da teoria Impressionista.

Seurat empregou essas id�ias...

e sistematizou-as de uma forma muito mais...

cient�fica de se ver o mundo.

E porque Pissarro estava interessado...

em ver o mundo material de um ponto de vista quase cient�fico...

ele reverteu a este m�todo de pintura divisionista.

Somente mais tarde, por volta de 1886, foi que ele sentiu que...

isso era uma camisa de for�a em suas pr�prias id�ias...

e ent�o retornou ainda mais ao seu estilo antigo.

Seurat era muito mais jovem que Pissarro...

e este tendia a ajudar e apoiar jovens artistas...

e isto ele fez com Seurat.

Pissarro j� tinha formulado sua pr�pria teoria das cores...

sobre reflexo, cores locais e sombras.

O pequeno ponto fascinou-o porque...

sentiu que o permitiria retratar mais claramente...

a justaposi��o das cores...

que se supunha ent�o se misturar nos olhos dos espectadores...

retendo assim um brilho porque a cor refletia a luz.

A segunda metade dos anos de 1880...

viu Pissarro comprometido com a t�cnica Neo-lmpressionista.

The Gleaners fornece uma evid�ncia da not�vel convers�o do artista.

Woman in an Enclosure, pintada em 1887...

� outra tela do per�odo executada com a t�cnica de pontos.

E esta imagem de um dia nevoento em L'lle Lacroix, no porto de Rouen...

permanece como um estudo de atmosfera e luz...

composto usando o m�todo pontilhista.

Mas imagens como esta provaram ser impopulares.

Muitos dos amigos de Pissarro condenaram a velocidade...

com a qual ele adotou a t�cnica desbravada por Seurat.

Muitos de seus admiradores discutiram que seus quadros Neo-lmpressionistas...

n�o est�o na mesma categoria de grandeza...

das do artista mais jovem. Talvez Pissarro tamb�m tenha percebido isso.

Sabemos que no final dos anos 80, ele buscou retornar...

� abordagem mais espont�nea do in�cio de sua carreira.

Em 1890, ele abandonou o Neo-Impressionismo para sempre.

Ele agora estava com 60 anos e tinha mais seguran�a...

pelo menos, financeiramente.

Suas telas Impressionistas eram vendidas a bons pre�os...

e a fam�lia Pissarro p�de comprar uma casa grande em Eragny...

um vilarejo ao norte da cidade de Gisors.

O mercado de arte come�ava a mudar.

Exposi��es individuais come�avam a acontecer.

Marchands como Durand-Ruel cresciam cada vez mais em poder...

e a for�a do ent�o poderoso Salon come�ou a diminuir.

Cada vez mais, o p�blico e os cr�ticos...

percebiam a grandeza dos artistas Impressionistas...

inclusive de Pissarro.

Infelizmente, em 1889, o artista sofreu uma s�ria infec��o nos olhos...

e ficou incapacitado fisicamente de pintar ao ar livre.

Para algu�m que havia sempre acreditado na pintura ao ar livre...

isso era um desastre, mas sua rea��o foi admir�vel.

Ele come�ou a pintar cenas externas olhando atrav�s das janelas.

Um bom exemplo � esta imagem de 1897, da horta de sua casa...

uma das muitas belas telas dos anos 90 inspiradas em sua propriedade.

Mas o artista ficava inquieto em Eragny.

Sem poder pintar ao ar livre...

a frustra��o que ele deve ter sentido � f�cil de imaginar.

Como rea��o, ele come�ou a viajar mais.

Os anos 90 viram Pissarro mudando-se de lugar em lugar...

pintando em quartos de hot�is. Como seu amigo Claude Monet...

come�ou a produzir s�ries de pinturas...

retratando o mesmo cen�rio em diferentes horas do dia...

e em diferentes condi��es clim�ticas.

Os melhores trabalhos foram feitos durante duas viagens...

� cidade que j� o havia inspirado antes...

o lugar que tamb�m inspirara Monet:

A cidade de Rouen.

As pinturas de Pissarro em Rouen preocupavam-se principalmente...

por esse lado da cidade como uma sociedade urbana.

Vemos estes trabalhos complexos e acho que podemos entend�-lo.

Este � o contempor�neo e o real, sua filosofia anarquista...

no sentido de que isso � a realidade da vida em seu trabalho...

seja o porto ou as constru��es industriais...

que �, como eu sinto, sua principal preocupa��o.

Em Rouen, diferente das pinturas da catedral de Monet...

Pissarro foi e pintou as docas.

Isto, � claro, reflete seus pr�prios interesses pol�ticos...

e tend�ncias socialistas. Ele queria pintar trabalhadores...

queria pintar a vida real.

As pinturas Rouen fazem parte da grande por��o de trabalho...

produzida por Pissarro durante os anos 90...

a �ltima d�cada de sua vida.

Com o passar dos anos, sua posi��o e riqueza cresceram...

mas ele continuou a se mudar...

passando cada vez menos tempo em sua casa em Eragny.

Cada vez mais, foi Paris que dividiu o artista com sua inspira��o...

e o pintor que devotara a vida �s pinturas rurais ao ar livre...

agora voltava sua m�o para a paisagem urbana executada em lugar fechado.

Os resultados foram not�veis.

A s�rie de pinturas parisienses representam o est�gio final...

do desenvolvimento art�stico de Pissarro...

e seu triunfo final como artista.

Pont Neuf forneceu a ele...

temas para muitos de seus �ltimos trabalhos.

Esta tela de 1902, batizada por causa da ponte...

prova que mesmo nos �ltimos anos de vida...

Pissarro foi capaz de executar uma obra de arte.

O trabalho do pincel capta a agita��o e o passo da vida da cidade...

no novo S�culo XX.

Mas a s�rie Pont Neuf tamb�m inclui imagens...

tais como o monumento a Henrique IV...

que � mais um estudo da atmosfera da cidade do que de seus habitantes.

O famoso Jardim das Tulherias tamb�m atraiu a aten��o de Pissarro.

Mas de toda a s�rie parisiense, s�o as que retratam o Bld. Montmartre...

que permanecem como as mais famosas.

Em 1897, Pissarro alugou um quarto no Hotel de Russie...

e come�ou a pintar imagens da rua.

Ao todo, ele pintou 14 telas do Boulevard Montmartre.

Aqui, vemos o agitado boulevard no sol da tarde.

H� movimento, h� vida e h� luz...

tudo executado com pinceladas irregulares...

que enfureceram as opini�es apenas 25 anos antes.

Agora, imagens como esta e desta outra tela...

mostrando o boulevard em uma tarde chuvosa...

eram melhor compreendidas pela cr�tica e pelo p�blico.

Muitos deles agora perceberam...

como apreciar o trabalho Impressionista...

afastando-se das telas e assimilando a imagem em sua totalidade...

para apreender o instante do mesmo modo como fazemos na vida real.

N�o h� raz�o para procurar por detalhes em telas como esta.

Na Galeria Nacional de Londres, os visitantes podem desfrutar...

talvez da melhor das pinturas de Pissarro do Boulevard Montmartre.

Esta tela, retratando a grande rua � noite...

� uma imagem eterna...

uma explora��o dram�tica dos efeitos da luz artificial.

� uma das mais belas pinturas, n�o s� de sua carreira...

mas de todo o lmpressionismo...

um movimento para o qual Pissarro contribuiu profundamente.

Sua contribui��o ao movimento Impressionista foi imensa.

Ele o apoiou do in�cio at� o fim...

ajudando pintores como C�zanne, que duvidavam de sua capacidade...

ajudando pintores como Monet, por exemplo...

quando eles dois pintaram juntos em La Grande Mer.

Ele nunca perdeu sua cren�a no movimento quando, nos anos 70...

muitos dos Impressionistas eram muito pobres...

ele encorajou-os a continuar...

e os manteve unidos.

Manet muitas vezes foi chamado "pai do lmpressionismo".

Acho que � um t�tulo muito mais adequado para Pissarro...

porque em termos pessoais, ele apoiou, encorajou...

deu conselhos pr�ticos e ajuda...

a gera��es inteiras de artistas...

at� a alguns que discordavam dele...

que o magoaram, mas, apesar disso, ele continuou a apoiar.

Acho que nesse sentido, estamos simplificando tudo.

Ele apoiava, era uma influ�ncia que encorajou...

desenvolveu e reuniu, seja individualmente...

ou na exposi��o Impressionista.

Acho que ele foi o �nico Impressionista...

que exp�s em todas as exposi��es Impressionistas.

Ele foi um fator estabilizador constante...

que permitiu a todos os outros a se aventurarem em diferentes caminhos.

Acho que o lmpressionismo precisava de algu�m...

que fosse sempre fiel. Ele era o artista que nunca desistiria...

que sentia que as id�ias dos Impressionistas...

deveriam ser levadas adiante.

Por isso todos o viam como um mentor, um professor.

Quase todos disseram que deviam suas vidas...

seus trabalhos ao que ele tinha feito, � forma como os apoiou...

como ele os havia encorajado e que sem isso...

eles n�o seriam capazes de continuar em seus pr�prios trabalhos.

De todos os grandes artistas da era Impressionista...

Pissarro �, sem d�vida, um dos maiores.

Na �poca de sua morte, em 1903...

sua arte havia permitido que triunfasse sobre a pobreza...

obscuridade e d�vida...

e apesar de seu filho Lucien ter sido tamb�m um artista conhecido...

� o trabalho de Camille Pissarro que permanece como seu melhor legado.

Suas paisagens rurais, suas imagens do trabalho...

suas grandes s�ries de pinturas, at� seu trabalho Neo-lmpressionista...

permanecem como uma realiza��o poderosa.

Uma resposta radical do artista �s id�ias e t�cnicas...

de uma das mais not�veis eras na hist�ria da arte.

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