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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

O Gandía era um animal.

Poderia muito bem ter se escondido depois de ferir duas presas...

mas isso não estava em sua natureza.

Ele era um predador.

E não pararia até acabar com todo o rebanho.

Nairóbi.

Caralho!

Rio, Denver, venham comigo.

Isso dá no banheiro de baixo.

Denver, consegue entrar?

-Claro. -Também vou.

Matem aquele filho da puta.

Vamos.

Parados, ou ela morre!

-Parados! Ninguém atira! -Onde ele atirou?

Na minha mão.

O próximo vai ser na cabeça!

Feliz Natal!

Por quê?

Parece a ceia, não?

Estamos colocando a mesa,

a família está chegando...

Família? O grupo de apoio, a Manila, os fundidores...

-Mas é bom que todos se conheçam. -É claro.

São tipo primos distantes.

Sabe por que aceitei este assalto?

Antes de você nos espalhar pelo mundo,

estas pessoas foram a coisa mais parecida com uma família

que já tive na vida.

Nunca tive um Natal como os que vemos na televisão,

com a vovó, as comidas típicas e tudo mais.

-Não comemorou com o pai do Axel... -Não.

Eu...

já tinha desistido...

de ter uma família.

Completamente.

Mas agora acho que há outra maneira de fazer as coisas.

Quero muito ser mãe.

E fazer diferente desta vez. Ter muitos filhos,

um cachorro e tudo mais.

O que está dizendo é lindo, Nairóbi.

Você...

Você seria o pai do meu filho?

-Escute. -Como?

A combinação genética é muito importante.

Vejo você na aula

e penso:

"Que homem tão brilhante!

Tão honrado.

Tão sensível. Tão bonito.

E com princípios."

Acredito no que você quer fazer.

Isso é muito lisonjeiro.

E quanto ao honrado...

São seus olhos. Mas...

-o que me pede é impossível. -Impossível é assaltar o Banco da Espanha.

Não peço que banque o pai, só se quiser.

Estou pedindo uma doação pra que eu possa fazer tudo diferente.

-Sem vínculos. -Nairóbi.

Planejei o assalto da Casa da Moeda

em homenagem ao meu pai.

Este aqui, em homenagem ao meu irmão.

Não sou uma pessoa sem vínculos.

Eu só conseguiria pensar

que tenho um filho em algum lugar do mundo.

-Certo. -Sinto muito.

Você construiu esta família e nos ensinou

a fazer qualquer coisa um pelo outro.

-Mas o que está pedindo... -É exatamente a mesma coisa.

Familiares ajudam uns aos outros sem pestanejar.

Porque faz você feliz, e sua vida depende disso.

Sei que você tem um plano.

Só que eu também.

Você me ensinou que uma família se ajuda.

É assim que somos.

Ágata.

Já pedi que fizesse coisas difíceis.

Um pouco.

E...

entrei na boca do lobo sem hesitar.

Eu sei. Pedi que você fizesse coisas muito arriscadas.

Muito.

Muito mais do que está me pedindo.

Isso é um sim?

Isso é um sim.

Meu Deus!

Venha aqui.

Obrigada.

Juro que nunca vai se arrepender.

Será na melhor clínica de fertilização existente.

Ou podemos fazer do jeito natural.

-Que está totalmente descartado. -Certo.

-Deixemos na mão de profissionais. -Certo.

E só depois do assalto.

Certo.

Vai ser incrível.

Você está indo muito bem, vira-lata.

Parece Jesus Cristo.

Como está a mão? Está doendo?

Estou entupida de morfina.

Acharam a Tóquio?

Ainda está na sala de pânico.

Estamos fazendo muito barulho.

Vamos tirar as botas.

O que foi isso?

Não.

Merda.

Corra!

Rio, Denver, estão bem?

Temos cobertura.

Você não tem escapatória.

Quem disse que quero fugir, bicha de um olho só?

Toda a diversão está aqui.

-Quantos cartuchos restaram, soldadinho? -Por que você não vem aqui e conta?

Tragam as furadeiras, furem a parede.

Pra cada furo na parede, faço outro em você.

Ele não vai tocar em mim.

Se me matar, ele morre.

E ele sabe disso.

Ela está certa. Temos uma chance.

Ele vai atirar nela, é muito arriscado.

Gandía!

Sabe de uma coisa?

Você vai morrer na mão de duas bichas.

O que seria pior? Morrer na mão do sérvio ou do argentino caolho?

Helsinki, prometa matar esse desgraçado.

Eu prometo, Nairóbi.

O que diriam seus amigos do clube de tiro, Gandía?

Vai acabar morrendo na mão de um ursinho.

Nairóbi, poupe forças.

Estão deixando a refém nervosa. Eu a quero calma.

Então vamos cantar.

Quero ouvir todos pra saber onde estão.

Pra cada pessoa que não cantar, um tiro.

Legal, Nairóbi? Vamos, comece você.

Conhece "Pescador de Homens"?

Pare de me chutar, porra!

Cante!

Cante.

Você

Veio à beira da praia

Vamos!

-Não procurou -Não procurou

-Por sábios -Por sábios

-Nem ricos -Nem ricos

Falei pra cantar! Quem não souber a letra, cantarola.

-E somente deseja -E somente deseja

-Que eu siga a Ti -Que eu siga a Ti

-Senhor -Senhor

-Com os olhos postos em mim -Com os olhos postos em mim

Não estou ouvindo o coral!

Nesta praia

-Deixei meu barco -Deixei meu barco

-Junto a Ti -Junto a Ti

-Buscarei outro mar -Buscarei outro mar

Buscarei outro mar

Aquela música tinha cara de funeral.

O funeral de todos nós.

E aquele tapa de realidade

fez o Professor reagir.

Estamos contra as cordas.

Nairóbi, nocaute técnico.

Tóquio, nocaute técnico.

Lisboa, nocaute técnico.

Professor.

Não estou pensando com clareza, são muitos vínculos emocionais.

Antes eram apenas nomes de cidade.

Agora eu poderia ter filho não com uma, mas com duas integrantes da equipe.

Misturar profissional e pessoal nunca dá certo.

A Tóquio está na sala de pânico.

E é exatamente lá

que o Gandía

quer chegar.

Temos que achar a sala e deixá-la sem saída.

Onde colocaria uma sala de pânico?

Onde é preciso proteger: a sala do ouro.

Não.

Essas salas servem pra proteger vidas.

E a vida mais importante do banco?

-O governador. -Exatamente.

Deve ficar perto do escritório dele.

Mas por que não aparece nas plantas?

-Talvez tenham reformado. -Não.

Palermo, não responda.

A sala de pânico fica atrás do banheiro do governador.

Não aparece nas plantas oficiais.

Devem ter falsificado as medidas do cômodo, mas confie em mim.

Tenho certeza.

Estão cantando hinos.

É um mau presságio, certo?

Esse tipo de gente adora excentricidades.

Mas os tiros de antes...

podem significar que estão em apuros. Não acha, governador?

Como saber?

Não sei. Os gritos, as granadas...

Além disso, aquele cara ali...

Não sei quem é, mas não combina com a quadrilha.

Deveríamos aproveitar este momento

e virar a mesa a nosso favor.

Um simples empurrão poderia significar a nossa vitória.

Se me permite, governador,

acho que esse empurrão é responsabilidade nossa, sua e minha.

Temos que salvar todas essas pessoas.

O que devemos fazer

é manter a calma e esperar.

Calados! Nem mais um pio, ou começo a atirar.

Desculpe discordar de você, governador,

mas a responsabilidade é sua.

Você é o governador do Banco da Espanha.

É sua responsabilidade como homem, porra!

Tome decisões, enfrente os problemas.

E, como sempre digo,

às vezes é melhor morrer de pé

do que viver pra sempre de joelhos.

-Devo dizer o que penso? -Por favor.

Você é um palhaço.

Você nos colocou em risco com toda essa andação

e essa mania de querer vender areia no deserto.

Nos deixe em paz.

Se quiser morrer de pé,

levante e morra.

Granadas, tiros...

Tudo em seis minutos.

E você tão calmo. O que estou perdendo, Tamayo?

-Sei o mesmo que você, Alicia. -Mentiroso.

-O que está acontecendo? -Falei que não sei.

Por que não intervimos?

Ouvindo disparos, o protocolo é intervenção imediata.

É o Gandía,

-o chefe de segurança. -Caralho!

Está livre, armado e agindo por vontade própria.

Espere um pouco. Falou com ele?

Deu sinal verde pra que ele mate todo mundo?

Eu ordenei que não fizesse isso.

Mas ele disse que seria em legítima defesa.

Se ele quiser se defender, não posso impedir.

Você é um lixo, Tamayo.

Aqui fora é um santo,

preocupado com sua imagem aos olhos do público,

mantendo uma trégua absurda,

enquanto manda um maluco fazer o trabalho sujo.

Se der certo, leva o crédito. Se não, diz:

"Droga, avisei. Mas ele era um maluco."

Quem faz seu trabalho sujo é sempre maluco.

Tem algum problema com o Gandía começar uma guerra?

Com o fato de sabotar, ferir ou matar os bandidos?

Não, né?

Então fique de bico fechado.

-Está pensando, Professor? -Sim, estou pensando.

-No quê? -Quando foi a primeira perda de controle?

Quando o Denver saiu com as caixas vermelhas.

-E a segunda? -Estou com um problema.

Quando a Lisboa não conseguiu subir na árvore.

Esses dois erros nos trouxeram até aqui.

Então precisamos voltar atrás...

e revertê-los.

Preciso de exercício pra ativar o cérebro.

Palermo.

Aguente firme, está bem?

Aguente firme.

Puta merda!

Sr. Arturo.

Tenho algo que pode ajudar com esse empurrão.

O quê?

-Um celular. -Esconda.

É da Nairóbi. Aquele que a polícia mandou.

Achei enquanto faxinava.

Vai saber o que fazer com ele.

O que está acontecendo aí atrás?

Nem mais um pio, ou atiro.

Senhor, preciso ir ao banheiro.

Agora não dá.

Ninguém vai sair daqui, então pode sentar e ficar fria.

Depois de você.

-Obrigada. -De nada.

-O que foi, Daniel? Eu estava comendo... -Daniel, não. Aqui, sou o Denver.

Certo? Denver.

Desculpe, não me acostumei ainda.

Bem, sobre isso...

Tem certas coisas...

que gostaria de entender, que não são nada fáceis.

Pergunte. Sou a mesma pessoa.

Não exatamente, agora você tem peitos.

-Bem... -Sim, tem peitos.

-Sim, tenho. -Você é uma mulher, eu entendo essa parte.

Você também é gay? Ou como funciona?

Então você quer saber se eu gosto de homem, é isso?

Sim.

Gosto de homem, pra ser sincera.

Gosto muito.

Mas, veja bem, não é qualquer tipo de homem.

Gosto dos fortões, sabe? Daqueles que vivem na academia.

Durões, mas cultos e que possam me ensinar algo.

Precisa gostar de ver futebol. Meio machão, sabe?

Cerveja na mão, pernas abertas,

mão na virilha.

Certo, entendi. Ficou claro.

Mas...

sempre gostou de homem?

Ou foi resultado de se tornar mulher?

Em primeiro lugar,

sempre fui mulher.

Não.

Que nada...

Assaltamos juntos, e você não era mulher.

E como uma mulher assalta? Puxando cabelo?

Não sou machista.

Mas, no fim das contas, uma mulher não passa batido.

Meu parceiro era o Juanito, não uma mulher.

Talvez essa coisa de ser mulher...

tenha surgido depois.

Escute bem.

Quando o Juanito saía de um assalto,

chegava em casa, ia pro quarto...

Sei.

Colocava música pra tocar,

enrolava um baseado

e passava um batom vermelho maravilhoso.

Vermelho Ferrari.

Pegava o baseado

e se deitava na cama.

E ali, naqueles momentos,

sozinha, relaxada e lindíssima...

Naqueles momentos, eu era eu de verdade.

Você sempre foi mulher?

Sempre.

E eu nunca percebi?

Sabe quem me deixava com tesão naquela época?

-É claro que sei. -É mesmo?

Claro, David Beckham. Você falava dele o tempo todo.

O Beckham também me deixava com tesão.

Mas estou falando de você.

Não é verdade.

-Eu estava apaixonada. -Com o amor não se brinca.

Por que acha que eu vivia assaltando com você?

Queria você por perto.

-Está falando sério? -Sim.

Na moto, eu me segurava em você.

Você não percebia, mas eu agarrava a perna, as costas...

Seu cheiro me deixava louca.

Não percebe que isso é grave?

Estava se aproveitando de mim.

Estou zoando, imbecil.

Filha da puta!

Me dê um abraço.

Senhor, não posso esperar mais.

Parados! Não quero ouvir nem um pio!

Miguel, escute.

Precisamos estabelecer comunicação com o exterior.

Está bem?

Aqui, esconda.

Estão de olho em mim, não em você.

-O que faz aqui? -Que porra é essa?

O que está havendo? Cadê o Denver?

-Ele está bem. -Quem é?

-Uma refém. -Leve-a, Matías.

-Vamos. -Vou ficar.

Me dê uma arma.

-Você não veio pra isso. Volte. -A situação se complicou, me dê uma arma.

Saia daqui agora mesmo.

Vamos, droga.

Fique calma.

De agora em diante, seremos a espinha dorsal da resistência.

A boca seca só de ouvir isso.

Denver.

Quatro segundos no máximo.

Um avança, o outro dá cobertura.

-E salvamos a Nairóbi. -O que quer, Gandía? Vamos negociar.

Negociar? Vou explicar a situação.

Opção um:

saio com a arma na cabeça da Nairóbi.

Vocês ficam contra a parede à direita.

Eu a solto, ninguém morre.

Todo mundo sai ganhando. Empate, 0 a 0.

Opção dois:

eu não saio, vocês entram.

Explodo a cabeça da Nairóbi.

Vocês atiram em mim.

Mas eu ainda teria uma mão livre

e, juro por Deus, mato mais de um.

Faltou a opção três, amado: sai desarmado, fica de joelhos,

se rende e nos entrega a Nairóbi.

-Também seria empate, que tal? -Não fico de joelhos nem diante de Deus.

Um minuto, e começo a atirar.

Talvez eu ganhe de 6 a 0.

Que babaca!

Gandía, querido, você não é capaz disso.

Você é um idiota.

No outro dia, junto com minha amiga,

acabamos com você.

Cale a boca.

A Tóquio enganou você com o truque da água.

Nairóbi, cale a boca.

A maçaneta bateu na sua cara,

foi um nocaute.

Por que ela está fazendo isso?

Onde estava sua coragem naquela hora?

-Tão desajeitado! -Quer salvar a Tóquio.

Você é um inútil.

Sabe que, se a matar, ele morre.

Passou a vida toda esperando por este momento, não é?

Um soldadinho tão bem treinado...

Aí duas mulheres acabam com você.

-Devo atirar em você? -Me surpreenda.

Devo colocar uma bala na sua bunda?

Temos que a salvar agora.

Se o deixarmos livre,

ele vai fazer o que quiser, não confio nele.

-Temos que esperar. -Por quê?

A culpa disso é sua.

Você soltou esse carniceiro.

Temos que a salvar.

Todos concordam?

Certo, Gandía.

Vamos deixar você sair.

Muito bem.

Vai ser o seguinte:

vão ver a Nairóbi o tempo todo.

Avançaremos com minha arma na cabeça dela

só quando ela confirmar que estão contra a parede à direita.

Começando com aqueles rapazes lá no alto.

Ouviram? Precisam descer.

Está bem.

Você me perguntou se meu marido tinha nojo de mim,

eu não respondi.

Não.

Não tinha.

Porque eu não era essa filha da puta.

Mas agora sou.

E, sim, transávamos.

Em todo lugar.

Com uma criatividade fascinante.

Você e o Professor devem fazer sexo uma vez a cada 30 dias.

E deve ser papai e mamãe. Embora sejam bilionários.

Esse veneno aí dentro está corroendo você, Alicia.

Dá pra ver na sua cara.

O que tem minha cara?

Isso é uma caricatura do que você era, só fala de sexo. O que houve?

São os hormônios? Baixe um aplicativo.

Há milhares de pervertidos querendo comer uma mulher grávida.

Gosto de conhecer a pessoa.

Não saio com o primeiro que aparece,

me dá o número e fala:

"Linda, por que não vem ao meu armazém

provar minha cidra? É uma delícia."

Sabe o seu problema?

Não, me fale.

Se sua máscara escorrega, você desmorona.

Você está prestes a colapsar, e entendo.

A mascarada não sou eu.

Tínhamos um acordo.

Você estava ao telefone

e desistiu.

O que aconteceu?

Fiz você perder tempo enquanto me interrogava.

Fingi que você estava me vencendo pelo cansaço,

que eu estava desistindo.

Enquanto isso, o Professor atravessou o cerco e fugiu.

O nome é "manobra de distração".

E funcionou.

Sabe o que eu acho?

Que seu pastorzinho, de algum jeito, chegou a tempo.

Vou descobrir.

Vou, sim.

-Pense. -Não era na Espanha.

Eu ouvia o chamado à oração.

Pense, você consegue.

Voe comigo.

Shakir.

Shakir, está ouvindo?

Shakir falando, Professor.

Rastreie o voo que levou o Rio à Espanha.

Beechcraft Air King 250, Força Aérea da Espanha.

Pousou às 16h30 do dia 4 de abril.

Verifique todos os satélites.

Quero o ponto de origem exato.

Tem bateria?

-Sim. -E sinal?

Sim, senhor.

Veja o registro de chamadas.

Miguel, precisa ficar calmo, está bem?

Eles não suspeitam de você.

-Meus dedos estão suando, senhor. -Calma.

Tem um número privado.

Vá aos contatos.

Tem um número.

Ligue.

Espero que ninguém atenda.

CHAMADA RECEBIDA

É o telefone da Nairóbi.

-O quê? -Não vou falar nada.

-Droga. -Desligaram.

São minhas digitais, não vou ligar pra polícia.

Escute.

Só precisa fazer a ligação

e conversar normalmente como um refém.

Eles saberão o que fazer.

Entendido?

Estão ligando de novo.

-Fale. -Então...

estamos aqui

na biblioteca.

Todos os reféns.

Sendo vigiados por um tal de Matías.

-Aumente o volume. -Acho que é o Arturo Román.

-Não tem ninguém no saguão. Certo, Miguel? -Não tem ninguém.

Perdi a voz, senhor.

E, com o Gandía solto,

seria a hora perfeita pra polícia entrar.

Porque, repito, não tem ninguém no saguão.

Além disso, estão sendo dizimados. Ouvimos tiros, granadas,

gritos, hinos, não é, Miguel?

Isso mesmo.

Desculpe.

Temos que entrar.

O presidente não quer outra batalha.

Eles estão distraídos.

Vamos pegá-los desprevenidos.

Não posso.

O que estão fazendo?

É o rapaz. Está muito nervoso, enlouqueceu.

Coitado, estava rezando.

Parecia... Não sei.

Venha comigo.

Vai ficar aqui, em silêncio e perto de mim.

Quero ver suas mãos.

Se abaixá-las, atiro em você.

Se sair do lugar, atiro em você.

Se der um pio...

-Atira em mim. -Isso mesmo.

-Talvez atire agora mesmo. -Qual é...

Se comporte.

Suárez! Unidade de intervenção.

Vamos entrar pelo saguão.

Coordene com o Gandía na sala de pânico.

Graças a Deus. Finalmente criou colhões.

Professor.

O Beechcraft Air King 250

que levou o Rio saiu da Argélia às 15h03

de uma cidade chamada Timimoun.

Fica na Cordilheira do Atlas.

Ótimo.

Minutos antes, devem tê-lo levado de carro até o avião.

Encontre esse carro.

É um deserto, não tem árvores.

Então vai conseguir ver as imagens

-e rastrear o carro. -Certo.

-Vamos usar os satélites meteorológicos. -Muito bem.

Quero você em Timimoun em quatro horas.

Não posso voar armado.

Eu sei, terá reforços quando pousar.

-O plano era não deixar você sozinho. -O plano mudou, Marselha.

Preciso dos sérvios e da equipe do Benjamín

pra atacar.

Serão tantos golpes fortes e rápidos

que eles verão estrelas.

Tudo bem?

Meus pontos...

abriram.

E cadê ele?

Não sei.

Cadê ele?

Denver...

Não sei.

Estamos aqui, desgraçado.

E o outro?

Estou aqui.

Muito bem, vou começar a soltar a Nairóbi.

Vira-lata.

Quer dizer alguma coisa primeiro?

Não? Bem...

-Hora da festa. -Hora da festa.

Nairóbi.

Dorminhoca.

É corajosa, viu?

Aqui dormindo com todo mundo esperando por você na mesa.

Vamos, acorde.

Oi.

O quê?

Ele disse que sim.

O Professor.

Ele disse que sim.

-Você vai ser tia! -Tia!

-Estou tão feliz por você. -Não acredito.

-Ei. -O quê?

Vai ser muito inteligente.

E o nome vai ser...

Qual?

Ibiza.

Meu Deus, amei. Ibiza.

Amei.

Com esse nome,

já sabe que vão se divertir muito.

Será tão popular na escola!

Mas não é cidade, é ilha.

Sabe que outra regra vamos quebrar?

A de não nos vermos.

Você será tia.

E quer saber?

Também será madrinha.

Sim, meu amor.

-Não vejo a hora. -Eu também não.

Eu também não.

Não acredito...

O quê?

-Ibiza, certo? -Claro.

Chega de passar o Natal sozinha com o Helsinki.

Ele não sabe nenhuma música natalina.

De agora em diante, o Natal será passado em família.

-O que é isso? -O que estão fazendo?

Despedida de mãe solteira.

Você está grávida?

-Sim! Não, depois do assalto. -Não sabia que tinha namorado.

Nem eu.

-O quê? -É uma amizade colorida.

Querem saber o nome do bebê?

-Ibiza! -Ibiza!

Vira-lata.

Todos contra a parede, abaixem as armas.

Eu pediria que as soltassem,

mas me conheço.

Se eu vir vocês desarmados, posso enlouquecer.

Então vamos demonstrar respeito mútuo.

Abaixem.

Vamos.

Estou mirando na cabeça dela.

Estou de colete, ela está amarrada.

Então vocês não vão atirar.

Vamos.

Abaixe a arma, idiota!

Não me ouviu?

É isso.

Devagar.

Vamos dançar?

Vamos dançar.

Está caindo, querida.

Perdão.

Veja o gordinho. Oi, gordinho.

Já chega.

É hora de soltá-la.

Com calma.

Calma.

Vou soltá-la. Calma.

Vou soltá-la.

Aqui vamos nós.

Pronto.

Vira-lata.

Não falei que mataria você?

-Não! -Não!

Legendas: Bruna Leôncio

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