All language subtitles for Furious - 1x01 - Episode 1.WEB.playWEB.pt

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Original subtitles

Olha, está ali um gatinho. Anda.

- O que se diz? - Doçura ou travessura?

Estás tão giro.

Deixa-me ir buscar uma coisa.

Tenho chocolates enormes lá dentro.

Onde estão?

Amor, sim.

Aonde vais?

Volto já.

Não tenho chocolates, mas podes ficar com estes.

Só podemos aceitar doces embrulhados. Peço desculpa.

É muito inteligente.

A tua mãe cuida muito bem de ti.

Vão com cuidado.

Que estás a fazer?

Bem, isso é parvo.

Por favor.

Já deve estar na hora, não?

Gosto muito de te ouvir.

Não gosto dos sons que estás a fazer.

Mas adoro o teu sorriso.

É como...

Olá. Fala a agente Alice Black. Em que posso ajudar?

Não é do FBI. Está a mentir.

- Sou mesmo agente do FBI. - Então, porque está ao telefone?

Fala a agente Alice Black, do FBI de Nova Iorque.

- Há algo que queira relatar? - Lamba-me o rabo.

Não posso fazer isso, mas obrigada por ter ligado.

Sou novata, sou agente de serviço. Há algo que queira relatar?

Agente de serviço? Sim. Quero falar com um supervisor.

Não há mais ninguém, vai ter de me aturar.

Fala a agente Alice Black.

Tem algo que relatar?

- Parece ser inteligente e bonita. - Obrigada.

É casada? O meu filho é solteiro e é um bom partido. Mets ou Yankees?

- Mets. Isso é um problema? - Ele vai adorá-la.

É ela. Venham.

A Casa Branca está a piratear todas as minhas máquinas, toda a minha Internet.

Toda a sua Internet. Isso é mau.

Sim. Pode ajudar-me?

Vai ter de cobrir tudo com papel de alumínio...

Em que linha está ela?

- Ela ligou cinco vezes... - Que linha?

Dois.

- Olá. Fala a agente Alice Black. Como... - O que disse ele sobre papel de alumínio?

Esqueça isso.

Conte-me tudo o que aconteceu e não tenha pressa.

URGENTE: Reunião

O AES Adkins pede que compareça no gabinete quanto antes.

Queria falar comigo?

Foque-se no seu trabalho.

Ouvi dizer que um detetive de Brooklyn

quer o seu conselho sobre uma morte.

Trabalhava na brigada de homicídios quando era da polícia.

Não me interessa. O seu trabalho agora

é manter-se na lista de candidatos e atender o telefone

quando os doidos pesquisarem o FBI e ligarem para o número no ecrã.

Sei que queria ser destacada para os crimes sexuais,

mas terá uma equipa operacional quando estiver pronta.

- Eu sei. - Conhece um detetive

chamado Danny Kelly? Ele pediu a sua ajuda.

Conheço.

Trabalhámos juntos na brigada de homicídios.

Foi este o agente com quem disse que tinha uma relação doméstica?

Não era ele, era outra pessoa.

O que aconteceu?

Uma separação difícil e fugiu para cá?

Gosto de saber com antecedência.

Sim, e acabei de lhe dizer.

Como devo proceder?

Ouça a informação, conduza até ao local do crime, faça um relatório

e depois volte aqui e faça o seu trabalho.

E passe pelo supermercado no regresso.

É a sua vez de tratar do lanche.

Chegou a merda do FBI.

O que estás a fazer? Tinhas deixado.

Não durante a semana. Só fumo de segunda a sexta.

Sim, isso deve dar resultado.

Que queres? Ando ocupada.

A fazer verificações de antecedentes?

Não.

- Isso não dói? - Sim.

Não sei porque fiz aquilo.

- O que é isto? O que queres de mim? - O que quero de ti?

Se querias falar, podias ter fingido um enfarte.

Não terias vindo.

Tens razão. Teria mandado flores.

Não terias mandado flores.

O meu divórcio já é oficial.

Desde ontem.

Ontem?

Voltaste?

Não voltei. Agora, sou do FBI.

Voltaste, porra! O Marshall manda beijinhos.

Vai-te lixar, Mikey.

- Tu também, Danny. - Vai levar no cu.

Cabrão.

Não sabia que tinham tantas saudades.

Teria voltado antes.

Agora, também não gostam de mim.

Por minha causa?

O morto chama-se Caleb Easton.

Sim, o filho do Jay Easton.

O pai é multimilionário.

E vive neste pardieiro?

Eu sei, é uma espelunca.

Não quis trabalhar no fundo do pai?

O pai nomeou-o juiz. Ele abandonou a posição.

Overdoses do nada, segundo a irmã.

Se há algo sobre a qual todos

são sinceros, é o consumo de drogas.

Aprendi isso em Quântico.

- Tiveste boa nota? - Nota máxima.

Não tens saudades disto?

Do cheiro a cadáver no corredor?

Lacerações nos dedos. Lividez na lateral do braço.

As marcas estão perfeitinhas.

Isto não foi uma overdose.

É uma encenação.

Não me digas.

Não queres ser tu a dizer ao tenente que há outro corpo?

Já disse ao Marty.

Ele disse: "É melhor encontrares uma forma

de não termos de apanhar o tipo que matou o filho do Jay Easton."

E atiras-me com isto?

Podíamos fazê-lo juntos.

Lixívia.

Alguém queria mesmo este quarto limpo.

Nada bom acontece na casa de banho.

É a única coisa neste mundo que sei que é verdade.

Ele não via muita gente.

Tinha uma namorada há pouco tempo. A irmã ainda não a tinha conhecido.

Nem sabia o nome dela.

Um traficante?

Sim. Pode ser um traficante.

Estamos a ver as imagens das câmaras de segurança.

Estás bem?

O que estás a fazer?

Estou sentada no chão um segundo. O que achas?

Desculpa por te ter trazido cá.

Não pensei em como seria veres toda a gente outra vez.

Olha.

Lacerações nos dedos.

Caraças, tenho de ligar ao Marty.

- Vai ligar-lhe. - Raios partam!

Certo.

Vamos ver quem temos aqui.

Jinny, podes soprar o balão?

Não, vamos fazer assim.

Dás uma volta ao quarteirão, voltas

e eu guardo-te a cama, está bem?

Vai correr tudo bem, querida. Isso passa a andar.

Olá, Vera.

Vai lá, sim?

Todos os outros, estamos lotados. O Centro Familiar talvez tenha camas.

Estiveste aqui ontem, não foi?

Tens de chegar mais cedo.

Ouve lá, Jinny.

Queres?

Bate-me e eu dou-ta.

Vai-te lixar.

Bate-me!

Bate-me!

Bate-me, porra!

Bate-me!

Cabra estúpida!

Vai-te foder.

Jinny, larga-a!

- Essa mala é minha! - Volta aqui!

Ela levou a minha mala.

Estou? Fala da...

Apoio à Violência Doméstica. Está num sítio seguro?

Não. Por favor, ajude-me.

- Sim, vamos ajudar. - Por favor...

- Ajudem-me. - Está tudo bem...

Estou muito assustada.

- Estou muito assustada. - Eu compreendo.

Voltei para ele.

Deixe-me enviar-lhe a morada do abrigo mais próximo.

Só preciso de saber onde está para o encontrar.

A sério? Obrigada.

Obrigada.

Tem identificação?

Saí a correr. Não consegui...

Tudo o que tenho é esta mala que trouxe.

Céus! Isso significa que não posso...

Não. Está tudo bem.

- Acontece. - Acho que...

Quero dizer, tenho...

- Tenho o cartão SNAP. - Sim, serve.

Serve. Tem o seu nome. Isso serve.

Se ficar aqui tempo suficiente, enviamos uma carta

a provar a residência e arranja nova identificação.

- A sério? - Sim.

- Está bem. - Este abrigo é completamente anónimo.

A morada não é pública.

Ninguém pode dar a morada, não haverá registo da sua presença.

Está tudo bem, agora está a salvo.

Chamo-me Jinny.

Bem-vinda, Jinny.

Caleb Easton, Filho de Investidor Multimilionário, Encontrado Morto em Casa.

- Alice. - Sim.

- Olá. - Olá. Lamento o atraso.

- Sim. Sou a Alice. - Ainda bem que vieste. Pronto.

Estas são as minhas madrinhas.

Esta é a Kayla.

Shari, Lily, Natalie e Kayla.

- Esperem, são ambas "Kayla"? - Sim.

E adoramo-nos muito.

Meu Deus! Não acredito que vieste mesmo.

Elas nem criam que eu tinha uma irmã,

porque ainda não te conheciam.

- Pois. - Por isso, é um momento especial.

- Então, és agente do FBI? - Sim.

- E tens uma arma contigo neste momento? - Sim.

Duas. Tenho uma Glock à cintura e uma mini-Glock na perna.

E podia magoar toda a gente nesta mesa.

- Que engraçado. - Céus!

Na verdade, não vou poder ficar muito tempo,

porque tenho um encontro. Um primeiro encontro.

- Está bem. - Que bom.

Sim, ele parece muito simpático.

- Isso é bom. - Que bom.

- Ótimo. - Brinde aos simpáticos.

- Um brinde a eles. - Aos tipos simpáticos.

- Aos simpáticos. - Aos simpáticos.

Desculpa. Foi de mais?

Não, mas...

Acho que estou farta.

Não queres foder?

- Esta noite, não. Desculpa. - Bolas!

Dizia no teu perfil que querias foder.

- Olá. - Lembras-te do Adrian Murado?

Onde estás? Parece que estás no bosque a tentar acender uma fogueira.

Não estou a fazer nada.

Estou a comer petiscos.

O Adrian Murado teve uma overdose que surgiu mesmo antes de eu sair.

Foi igual.

Tinha uma namorada que ninguém conhecia. O local foi limpo.

- Pesquisa. - É meia-noite.

Que tipo de petisco tens aí?

Dos de queijo.

Esqueci-me de que gostas de fotocópias.

Gosto de ter as coisas nas mãos.

- Porque te mudaram para aqui? - Sabes como é este sítio.

Quando te foste embora, andavam a falar mal.

O tenente perguntou-me porque faltaste ao trabalho, eu disse-lhe a verdade.

Que a culpa era do Marshall.

Tudo bem. É só uma secretária.

- Vais comer isso? - Por favor, não me comas a sandes.

Comes como um animal.

Engole-a, por amor de Deus. Toma um guardanapo.

- É a namorada? - Sim.

Das câmaras de segurança de uns vizinhos. Está sempre a esconder a cara.

- Alguém falou com ela? - Sim.

Sim, olha.

É o filho do vizinho.

E é ela.

- Quero falar com o miúdo. - É óbvio que estou a tratar disso.

Ela parece tão pequena.

Sim, disse ao tenente que podia ser uma mulher.

Ele disse que era parvoíce.

Disse que, como me divorciei, devia odiar mulheres.

Que devia andar nas aplicações, reaprender a amar.

Claro que odeias mulheres. O que tem isso que ver?

Adrian Murado.

Foi preso em 2012 por uma acusação de droga.

Traficava droga em bares na baixa.

Parece que encontrou Deus na prisão,

ficou sóbrio e não arranjou sarilhos durante uns anos.

Os vizinhos viram uma mulher?

Antes de ele morrer.

Os vizinhos viram uma mulher a entrar e a sair.

As descrições variam, porque nunca ninguém a conheceu.

Não há fotos nem vídeos.

Ele teve uma overdose

- e ninguém questionou. - E...

Olha, marcas de arranhões.

- Vá lá... - Vá lá?

Não, não pode ser a mesma mulher.

Mata um ex-presidiário

e, um ano depois, mata o filho do Jay Easton?

Qual é a ligação deles? Vivem em mundos diferentes.

Juízes do Tribunal Juíz Caleb Easton

filho único do magnata financeiro Jay Easton.

Dinastia de NI de 12 mil milhões de dólares

Dou tudo a Nova Iorque, porque Nova Iorque significa muito para mim

e é por isso que a educação será

o foco central do Fundo da Família Easton.

Uma salva de palmas para as beneficiárias da primeira

Bolsa de Dotação da Família Easton para a educação contínua.

Vivica e Tenise, levantem-se.

casos conhecidos + Adrain Murado

Data da entrada 04/04/2010 AE Nora Washington

Olá.

Olá. Sabe onde está a Nora Washington?

- Está a rever o CSAM. - Posso esperar.

Ela está a rever pornografia infantil.

Eu escolhia outra altura para cá vir.

- Não faz mal. - Está bem.

Temos salgadinhos de queijo.

Se tiver fome.

Não.

- Olá. Estava a pensar... - Seja o que for, manda-me um e-mail.

Na verdade, não quero mandar um e-mail,

porque isto pode ser relevante para uma investigação de homicídio em curso.

Certo, és a ex-polícia.

Ouvi dizer que pediste para trabalhar aqui.

Porque queres trabalhar aqui?

Porque queres trabalhar na cave em crimes sexuais e contra crianças?

Odeias-te?

Não respondas.

Tenho uma ideia.

Que tal crimes de colarinho branco e conheceres o teu futuro marido?

Não vim à procura de marido.

Só quero informações sobre o Adrian Murado.

Encontrei o seu 302 de 2010. Suspeitava de que ele traficava mulheres.

Acho que é possível que uma delas

o tenha matado.

Adrian Murado morreu de overdose há cerca de um ano,

mas os detalhes da sua morte são semelhantes ao homicídio de Caleb Easton.

Ambos com uma namorada que ninguém conhece

e, em ambas as vezes, a namorada desapareceu.

Achas que foi a namorada? E achas que ela é uma assassina em série?

Estás lixada.

Não vais passar do período probatório.

Somos agentes do FBI. Não somos detetives de homicídios.

Obrigada por teres vindo.

Trabalhou em 273 casos de homicídio ligados a tráfico desde que entrou aqui.

Um na semana passada.

Uma rapariga foi morta, levou com um cano na cara.

Queres ir dar uma volta? Pega numa caixa.

Pensei que o bebé o mudaria.

Pensei que ele mudaria. Que surpresa.

Não consigo fazer isto.

Está tudo bem.

Eu... não consigo fazê-lo.

- É que... - Então?

Podes fingir que ele não é real.

O meu namorado?

Sim.

Finges que nada daquilo aconteceu.

Podes ajudar-me com a identificação

para buscar trabalho?

Sim.

Quanto tempo demoraria?

Disseste algo sobre uma carta?

Sim...

Mas tens de ficar aqui 60 dias antes de eu...

Mas, se me disseres que planeias ficar tanto tempo,

posso arranjar forma, se quiseres.

Está bem.

Não te quero meter em sarilhos.

Salvaste-me a vida.

Tens um portátil?

Posso levá-lo emprestado?

Sim.

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO MADEIRA

- Ela chega sempre atrasada? - Sim. E eu sou sempre pontual.

Queres entrar nesta equipa? É isto.

Então, o que queres saber?

Sei que o Murado traficava droga, interrogaste-o sobre tráfico de mulheres.

Porque é que o caso não avançou?

Sabes como é difícil fazer valer um caso de tráfico?

O nosso sistema legal quer tudo por ordem cronológica.

Querem uma história que faça sentido.

Mas estas raparigas não fazem ideia de datas, horas e locais onde estiveram

num quarto de hotel ou num salão de massagens.

Não têm identificação e costumam estar pedradas.

Estão apaixonadas pelo homem que lhes fez isto,

o que é pior do que estar pedrada.

E, quando aceitamos dinheiro por sexo neste país,

mesmo adolescentes, somos criminosos, menos do que humanos.

Somos lixo.

Então, essas raparigas não querem falar comigo.

Não confiam em mim.

E não têm casa nem como ganhar dinheiro.

Por isso, adivinha. Voltam logo para os traficantes.

- E foi o que aconteceu com o Murado? - Não sei.

- Foi há 16 anos. - Não te lembras?

A rapariga que foi espancada até à morte na semana passada...

Se jogar bem as cartas, não me vou lembrar de nada.

Toda a minha vida Rezei por alguém como tu

Lembras-te se alguém...

Agradeço a Deus

Por finalmente te ter encontrado

O Adrian Murado estava morto. Era um homem mau.

Talvez de uma overdose ou de homicídio. Isso importa?

Sim, importa.

É nosso dever...

Quem é esta?

Olá. Sou a Alice Black. Sou agente do FBI.

Tina, já comeste hoje? Anda, tenho petiscos na bagageira.

Volto amanhã às 15 horas para te levar ao tribunal.

Que se lixe. Não vou. Já disse, pensei que o tinha visto.

Vais, sim. E é isto que vais vestir.

Não vou vestir esta merda.

Tudo bem. Vou dizer-lhes que és menor.

Queres que perca o emprego?

Queres isto?

Experimenta. Anda cá.

FBI. Mãos no ar.

Eu disse: "FBI. Mãos no ar, porra!"

- Apanhei-te. - Pois foi.

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Viemos falar do seu vizinho Caleb Easton.

Há aqui uma mulher...

O meu filho mal falou com ela, ela tinha uma máscara.

Para quê falar com a polícia?

Na verdade, sou do FBI.

Não fiz nada, pai.

Não te preocupes. Vamos só conversar.

Sei que estavas a fumar erva na entrada...

Não vamos conversar.

O meu pai era polícia. Nem acreditarias nos sítios onde me escondi a fumar erva.

Estavas sentado na entrada

e viste uma mulher entrar na casa do vizinho

a meio da noite, mas não lhe viste a cara.

Mas, na verdade, tudo o que nos possas dizer ajudaria.

Lembras-te de algo?

Sim. Bem, não quis dizer isto antes, mas ela levantou a roupa.

Eu estava sentado na entrada e ela andou às voltas,

levantou a saia e mostrou-me a vulva.

- A quê? - É a terminologia correta.

O exterior é a vulva, o interior é a vagina.

Vou avisar o teu pai.

Não acho que isto seja...

Tenho dois pais.

Lembras-te de alguma coisa sobre ela?

Não lhe vi bem a cara, por isso, não reparei como era,

porque estava a olhar-lhe para a vulva.

Faz sentido.

Mas ela tinha uma tatuagem.

Era tipo... uma florzinha vermelha.

Consegues desenhá-la?

Sim.

Aquilo é uma papoila?

Não percebo nada de flores.

Porque disseste que o teu pai era polícia?

Ele tinha de sentir que estávamos do mesmo lado.

O FBI ensinou-te a mentir.

Sempre menti bem.

Onde estiveste?

Ainda estou a ajudar a polícia no homicídio do Caleb Easton.

Não te preocupes com isso.

Falei com a direção e achamos que o teu tempo

é mais bem-aproveitado no call center. Não vamos investigar o Caleb Easton.

Com quem falou?

O que interessa?

Foca-te no teu trabalho. Faz aquilo de que o FBI precisar.

Chamada para o jantar.

Se ainda estiver alguém na zona de dormir.

Última chamada para o jantar no refeitório.

O que fazes aqui?

Porque tens isso?

Tive de confiscar as drogas que estavam no saco.

É uma instalação sem drogas.

Além disso...

Desculpa, tenho de perguntar.

Quem é o Oliver Charles?

No meu computador, à procura de um tipo. A procurar muito.

Um advogado rico e chique a tentar engatar.

Fiquei curiosa.

- Estás com ciúmes. - Não.

Só estou a tentar cuidar da tua saúde mental.

É o meu trabalho.

Acho que podes precisar disto.

Obrigada.

Os chuveiros estão outra vez quentes hoje.

Oxalá não estejas zangada comigo.

Não, eu...

És tão linda.

Achas?

Tenho namorada.

Isso é bom.

Está bem.

W4.

Está bem.

Jinny, tens problemas com carne crua?

Não, adoro.

O que é isto?

Esqueci-me do nome.

Aceito um.

Sou a Jinny.

Sou o Oliver.

Estou? Quem fala?

Sim, é a própria.

Quem te ligou?

O meu cartão estava no bolso do blazer que lhe dei.

Como está ela?

Não respira sozinha.

Não sabia que ela tinha 15 anos.

Era traficante.

Cada rapariga nova que trazia significava que ela trabalhava menos.

Foi assim que a convenci a falar. Disse que a íamos acusar.

Que cheiro é este?

Tequila.

Estou bêbeda.

Fiquei com esta casa depois do divórcio.

Estive casado com a minha mulher durante 14 anos

e depois pensei: "Tenho de me ir embora."

Porque ela estava sempre a falar.

Cheguei a pensar que, se ouvisse

mais uma palavra daquela boca, rebentava.

Era como se ouvi-la falar me fosse literalmente matar.

E, pronto, eu era viciado em sexo,

mas ela já sabia disso desde o início.

Agia como se eu fosse um monstro.

De onde és?

- Adivinha. - Não sei, Ohio ou assim.

Como é que adivinhaste?

És mesmo genuína.

O que queres fazer?

Acho que quero ser enfermeira.

A minha mulher nunca teve de lutar por nada.

Eu tive de trabalhar, por isso, esforcei-me.

Sinto que estou a construir algo.

Mas depois sinto que sou só parte desta máquina e...

Sei lá, quero voltar a sentir-me vivo.

Espera.

Então, deixei-a e comecei a fazer mais trabalho pro bono.

Faço muitos projetos internacionais de educação para raparigas.

Isso ajudou-me a voltar a sentir-me humano.

Porque a verdade é que não...

É como se já não sentisse nada.

Eu sinto tudo.

Quero tocar-te e foder-te.

- Tudo bem? Posso dizer isso? - Sim.

Dá-me... Eu já... Dá-me só um segundo.

Vou só... Vou buscar um acordo de confidencialidade.

Pronto.

Aqui tens.

Dá uma vista de olhos.

Sinceramente, é boa ideia. Também vais ficar contente.

Querida, compreendes-me agora

Às vezes, sinto-me um pouco louco

O que diz?

Que consentes em fazer sexo comigo.

Consentes, certo?

Sim.

Obrigado.

Sou apenas uma alma com boas intenções

Senhor Por favor, não me interpretes mal

Esta parte.

Toma.

Era isto que tinha sobre o Adrian Murado.

As assassinas em série, na maior parte das vezes, conhecem as vítimas.

Normalmente, matam por poder, controlo, dinheiro.

É evolução.

- Estás nervosa? - Como descobriste?

Sinto que te percebo.

Não consigo despir-me contigo a ver.

Podes fechar os olhos?

Está bem.

O teu quarto é enorme.

Obviamente, qualquer mulher que se torne assassina em série é vítima de algo.

Mas muitas mulheres têm vidas terríveis e nem todas começam a matar.

Então, porque é que alguém começa a matar pessoas?

Aonde foste?

Jinny?

Estou aqui.

Quero-te.

Tanto.

Diz... Foda-se! Olha.

Não voltes a fazer isso.

Desculpa.

Estou muito nervosa.

Conheces a história da Medusa?

A das cobras no cabelo?

O cabelo dela é feito de cobras.

É tão feia, que mata homens com um olhar.

E sabes como ficou assim?

Foi violada por Poseidon.

Como sabes isso?

Porque não sou ex-polícia.

Andei numa escola chique e sou muito inteligente.

Está bem. Vai-te foder.

O deus do oceano viola-a no templo de Atena,

mas Atena decide que a culpa é da Medusa

e transforma o lindo cabelo dourado dela em cobras.

Ela é uma vítima, mas isso não faz dela boa pessoa.

Desculpa.

Transforma-a num monstro.

Não.

Eu gostei.

Faz outra vez.

Faz o que quiseres comigo.

O júri quer crer que as mulheres

que são vítimas de violência são boas pessoas.

Mas, pela minha experiência, ser vítima de violência

torna-nos mais frios, mais calculistas.

As vítimas de violência são as mais violentas.

Não achas?

Eu pesquisei-te.

Estiveste neste hospital há um ano.

O teu namorado polícia bateu-te?

Saíste da polícia por isso? Para curar a dor?

Caramba.

Desculpa.

Cedo de mais.

Sim, bem, todos temos algo.

É o que eu estou a dizer. É o mundo que faz sentido.

As mulheres devem ser agredidas, violadas, desaparecer e morrer em silêncio,

não começar a matar pessoas.

Toda a gente gosta quando há uma doce mulher

deitada no chão, nua e cortada em pedaços.

Fico tão zangada, porra.

Não importa.

Faças o que fizeres,

os verdadeiros culpados não são apanhados.

Nunca.

Nunca.

Achas que algum dia vais apanhar alguém que importe.

Ficheiros Adrian Murado

Georgie Porgie, de pudim e tarte

Beijava as raparigas e fazia-as chorar

CÂMARA 1

Onde estás?

Quando os rapazes saíam para brincar

CÂMARA 2

O Georgie Porgie fugia

CÂMARA 1

Apanhei-te.

Tradução: Daniela Mira

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