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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

PAL�CIO DE BUCKINGHAM, 1947

Com vista � naturaliza��o brit�nica, Sua Alteza Real

o pr�ncipe Philip da Gr�cia e da Dinamarca

renuncia � nacionalidade grega

e a todos os t�tulos estrangeiros.

E doravante

ser� conhecido como tenente Philip Mountbatten, da Marinha Real.

E aqui.

Philip Mountbatten...

Eu...

Eu...

Eu...

Concedo-lhe a si e aos seus herdeiros var�es,

filhos leg�timos,

os t�tulos de bar�o de Greenwich,

conde de Merioneth

e duque de Edimburgo

e cavaleiro-companheiro

da mui nobre Ordem da Jarreteira.

- Parab�ns. - Obrigado.

- Muito bem. - Obrigado.

Sim.

E?

Eles sobreviveram. Eu sobrevivi.

Acho que preferiam um marqu�s de faces rosadas

com um terreno na fronteira escocesa.

N�o preferes algu�m assim?

Algu�m com um grande t�tulo, em vez de um z�-ningu�m?

N�o.

Isso n�o teria a menor gra�a.

Precisas mesmo de fumar? Sabes como odeio que o fa�as.

� uma pena, porque eu adoro.

Mas, como muitas outras coisas, vou abdicar disso por ti.

Ainda tens 24 horas para mudar de ideias.

Achas que posso mudar de ideias depois daquilo?

N�o. � demasiado tarde.

- J� me vendi. - Ou ganhaste o maior pr�mio do mundo.

Isso � o que eles pensam.

E eu tamb�m.

� agora.

At� amanh�.

Tenta dormir.

Tu tamb�m.

Na despedida de solteiro de um oficial da Marinha? Deve ser!

Obrigado.

Tenho uma pergunta para os dois.

Ontem de manh�, vi um laivo de sangue ao cuspir.

- Devo preocupar-me? - Eu n�o sou m�dico.

- Se forem apenas laivos... - Eram.

� capaz de ser do frio. Ataca logo a garganta.

Do frio. Foi o que pensei.

O coche tamb�m vai estar frio, Peter.

Providenciei botijas de �gua quente.

Muito bem.

Por amor de Deus, James!

Vou ver-me aflito para abrir este colarinho!

- Perd�o. J� estou a acabar. - Est� a fazer de prop�sito!

N�o vamos deixar que algo �nfimo como um colarinho nos perturbe, pois n�o?

Obrigado, James. Olhe em frente. Levante o queixo.

Havia uma jovem chamada Maria

Maior santa n�o se conhecia

Um senhor encantou Quando no seu colo se sentou

E exclamou "Cavalheiro! Era mesmo o que eu queria!"

Muito bem.

Havia uma velha condessa de Zurro

E...

... isto conto em tom de sussurro

Pois apesar da posi��o, Do estatuto e da educa��o...

Vossa Majestade.

Zurrava na cama como um burro

Vamos?

Est�s linda.

Vai correr tudo bem.

� agora.

Vamos a isto.

Devagar.

Somos os �ltimos?

- Sim. - �ptimo.

- Vamos, Winston. - Espera.

Agora!

Aquele Winston n�o tem vergonha?

� um casamento real, n�o uma campanha eleitoral.

Ele � ultrajante,

mas h� que admir�-lo.

Ali est� o pobre Attlee, o nosso primeiro-ministro.

- Ningu�m se levantou por ele. - Sim.

N�o...

Winston ainda pensa que � o pai da na��o.

Isto � tudo obra do Mountbatten. Ele engendrou tudo.

O homem que abriu m�o da �ndia.

Caros irm�os,

estamos aqui reunidos na presen�a de Deus

e diante desta congrega��o

para unir este homem e esta mulher

no sagrado matrim�nio.

Quem entrega esta mulher a este homem?

- Eu, Philip... - Eu, Philip...

... aceito-te, Elizabeth Alexandra Mary...

... aceito-te, Elizabeth Alexandra Mary...

Sabes porque n�o vieram as tr�s irm�s dele?

- Porque s�o casadas com nazis. - Est� calado.

Nazis famosos!

Eu, Elizabeth Alexandra Mary...

Eu, Elizabeth Alexandra Mary...

- ... aceito-te, Philip... - ... aceito-te, Philip...

- ... como meu leg�timo esposo... - ... como meu leg�timo esposo...

... para ter e preservar...

Para ter e preservar...

... para ter e preservar...

... de hoje em diante...

... de hoje em diante...

- ... na alegria e na tristeza... - ... na alegria e na tristeza...

- ... na riqueza e na pobreza... - ... na riqueza e na pobreza...

- ... na sa�de e na doen�a... - ... na sa�de e na doen�a...

... para amar, respeitar

e obedecer...

- "Obedecer"? - Foi ela que insistiu.

Foi discutido.

E obedecer.

... para amar, respeitar e obedecer...

- ... at� que a morte nos separe. - ... at� que a morte nos separe.

Perfeito. Obrigado.

- Vossa Alteza. - H� que reconhecer isso nela.

� uma grande vit�ria.

Ningu�m apoiava esta uni�o.

N�o havia um �nico aliado na corte ou no governo.

Mas c� estamos.

Divinal. A fam�lia do noivo, por favor.

Ela mudou tudo.

E mal abriu a boca durante o processo.

- A m�e sobrestima-a. - E tu subestima-la.

Nas �ltimas 48 horas, a realidade fez-se sentir

com a fam�lia de Philip.

J� viu a m�e dele?

- Acaba de sair de um manic�mio. - E veio vestida de freira.

- Prontos? - Uma freira alem�.

Olhem para mim, por favor. Todos prontos?

Magn�fico. Obrigado.

Vossas Majestades?

Encantador. Est�o todos prontos?

Obrigado.

- O que � isso? - Este presente � meu.

Posso abri-lo?

Pai!

Se o teu casamento

for t�o feliz quanto o meu tem sido,

quero que captes cada momento.

Lilibet? Est�o � tua espera.

Obrigada.

P�e a� dentro.

- Bertie? - Est�o prontos?

Est�o todos prontos? Margaret?

- Majestade. - Obrigado.

Obrigado.

Queremos o rei!

DOZE MESES DEPOIS

Gr�vida de Oito Meses, Seacliffe Beach

Philip e Charles, Ilha de Lindisfarne

Baptizado de Anne

Imagens da Fam�lia, Balmoral

Equipa da Regata, Malta, 1951

Final da Regata da Marinha Real, Malta

Remem! Remem, malditos!

Todos para dentro. Vamos come�ar.

Muito obrigada por virem. Que bom, chegaram!

Voc�s dois, venham para dentro. N�o come�o sem voc�s.

- Venham, rapazes. - A senhora � que manda.

Obrigada.

Pe�o sil�ncio para Sua Alteza Real, a princesa Elizabeth.

Obrigada, Martin.

Como todos devem saber,

o meu querido marido

n�o tarda a deixar de ser o tenente Mountbatten

para se tornar comandante Mountbatten.

Muito obrigado.

Presumo que envolva mais um anel de ouro para eu costurar na platina da farda.

Meio anel de ouro, querida. Meio anel, meus senhores.

Pedi �s duas pessoas mais importantes que aqui est�o

que fizessem a entrega.

Est� l�? Charteris. Sim?

Muito bem.

Lindo menino, Charles. Muito bem.

Obrigado, muito obrigado.

Tem uma chamada importante de Londres.

Charles! Anne!

Meninos, esperem.

Aguardam-na na sala de visitas.

- Onde est� o av�? - L� em cima, com os m�dicos.

Esperem com a ama que n�s j� voltamos.

Charles, espera aqui. Est� bem?

- M�e. - Ainda bem que vieste.

- Viemos assim que pudemos. - Eu sei.

- Lamento imenso. - Av�.

Est�o a oper�-lo.

J� passaram duas horas.

Vem a� o m�dico.

Com prazer anuncio que a cirurgia correu bem

e que o estado de Sua Majestade no p�s-operat�rio � satisfat�rio.

Ele est� bem.

Obrigado, doutor.

� uma boa not�cia, n�o �? A av� est� bem?

Eu sei.

Ap�s a contagem dos votos, Winston Churchill � novamente

primeiro-ministro da Gr�-Bretanha e da Irlanda do Norte.

Ap�s o Partido Conservador...

Sem bacon.

Um pouco de bacon n�o mata, Gerald. Faz cinco semanas.

Vamos arrefecer isto.

Vejam se os ovos est�o bem descascados. As cascas podem causar irrita��o.

E desliguem essa porcaria. Amanh� ainda ser� primeiro-ministro.

- Pronto? - Pronto.

Vamos l� recuperar o homem.

...que assumiu o cargo aos 83 anos.

Aguardamos, nos pr�ximos dias, o an�ncio da nova administra��o.

Bom dia, Majestade.

- O primeiro dia de volta ao trabalho. - Quem ganhou?

Quem ganhou?

O Sr. Churchill, Majestade. Por 17 votos.

� assim mesmo! N�o me ouviu a dizer isto.

Sr. Winston Churchill.

Est�o sempre a tentar correr com ele,

mas ele continua a voltar em for�a.

... � com grande alegria que sou eleito pela segunda vez

como vosso primeiro-ministro.

O que esta na��o precisa

� de v�rios anos de administra��o forte,

firme e experiente.

Parab�ns. O Dr. Moran veio v�-lo.

Sim, ganhou as elei��es, mas...

155/90. Consegue melhor, Winston.

D� uma olhadela a este documento.

Na guerra, us�mos matem�ticos para decodificar o indecifr�vel.

Preciso de um especialista para decifrar o jarg�o.

Est�o a esconder-me alguma coisa?

Os pulm�es est�o como se esperaria,

dada a idade e o facto de ser fumador.

Uma inflama��o catarral n�o � assim t�o invulgar.

O que me preocuparia � a broncoscopia.

N�o a teriam feito, se n�o procurassem algo mais grave.

E os resultados foram claramente deixados de fora.

Em vez disso, falam da extrac��o do pulm�o.

Que ter� sido feita devido a "altera��es estruturais".

O que s�o altera��es estruturais?

� o que os m�dicos dizem para evitar a palavra

que quase inevitavelmente descreve.

Quem � este homem?

S� um pouco.

- N�o queira exagerar. - Tamb�m n�o quero parecer doente.

Um rei... doente n�o � bom para ningu�m.

N�o pode haver fraqueza.

Nem vulnerabilidade.

Obrigado.

Evening Chronicle!

NA��O REJUBILA

- O que � isso? - Uma poltrona.

- Imaginei que um homem da idade dele... - Este nunca se senta. Tire-a daqui.

O Sr. Churchill, Majestade.

Majestade.

O povo falou.

O seu partido venceu a elei��o

e, como seu soberano,

convido-o a formar um governo em meu nome.

Uma honra que aceito com gratid�o.

Meu caro Winston, parab�ns.

Seria muito inconstitucional dizer como estou feliz?

Senti falta das nossas conversas semanais.

O seu antecessor � um bom membro do parlamento,

um bom homem,

mas como companhia ou como companheiro...

Um t�xi vazio parou na C�mara dos Comuns e saiu o Sr. Attlee.

� verdade.

- � a sua vez de me dar os parab�ns. - Porqu�?

Pela minha recupera��o r�pida! Sim.

Pare�o ter-me restabelecido mais depressa do que esperavam.

Sim.

Nunca imaginei como seria respirar com um s� pulm�o.

Afinal, mal se nota a diferen�a.

Que bom.

Mas talvez seja prudente

deixar que a princesa Elizabeth se encarregue das visitas oficiais.

O que me diz?

- Ela aceitaria? - Eu diria que sim.

Al�m disso, temos de come�ar a inici�-la aos poucos, n�o �?

Temos?

Temos de pensar no futuro.

No futuro distante.

- Seja novamente bem-vindo. - O que � isto?

- � o teleimpressor. - Ponham-no l� em cima.

- Quer tudo como dantes? - Sim. Exactamente como dantes.

Minhas senhoras, minhas senhoras. E quem � esta menina?

- Menina Venetia Scott. - Uma nova contrata��o.

- Das boas, diria eu. - Obrigado.

Eu esperava n�o voltar a este lugar.

D�-nos um minuto a s�s, Jock.

Obrigada.

Como estava o rei?

Falou muito sobre a recupera��o, insistiu que est� "restabelecido".

A pessoa teme logo o pior. J� para n�o falar da maquilhagem.

Estava a usar rouge.

Pobre coitado.

� cancro.

O qu�?

- Quem sabe? - Ningu�m.

Muito menos ele.

- Posso servir o almo�o? - Vamos comer aqui.

Vejamos o que andaram a servir nos �ltimos cinco anos.

- Ent�o, est� a morrer? - Todos estamos a morrer.

� o que define a condi��o da vida.

Se vai morrer amanh�? N�o.

E depois de amanh�? E no dia seguinte?

O pa�s precisa de ser liderado por uma pessoa forte.

- Eu sou forte! - Tamb�m est�s cansado, Winston.

Ambos estamos.

Uma situa��o dessas exigiria imensa energia.

E n�o vou mentir.

Pensei em demitir-me, pelo Anthony e por ti.

Depois percebi que uma situa��o destas tamb�m exige capacidade pol�tica.

O partido precisa de mim. O pa�s precisa de mim.

Ela precisa de mim.

- Quem? - Ela!

Ela!

Sala de jantar para cozinha da Clarence House.

Sala de jantar para cozinha.

- Sala de jantar para cozinha! - Sim, sala de jantar para cozinha. Bolas.

Verifique os circuitos e aumente a amperagem do fio do fus�vel.

Vou andando.

- Pequeno-almo�o com a tua m�e? - E a Margaret.

Quem diria. E eu vou ver tecidos para cortinas daqui a uma hora.

Sim.

Vamos escolher as cortinas.

- Para onde, minha senhora? - Para o Pal�cio de Buckingham.

Para o Pal�cio de Buckingham.

- Compreendo. - A rainha pediu para v�-lo.

Sim, ficaremos � espera do doutor.

- Obrigado. Com licen�a. - Sala de visitas!

- Agora? - Sim.

Adoramos morar na Clarence House

e ele est� cheio de ideias para moderniz�-la.

Por acaso, � muito engenhoso.

- Agora n�s, Peter. - Vossa Majestade, Vossas Altezas.

Tenho de decidir como vai ser o Natal.

Acha que o rei estar� bem para ir a Sandringham?

Acho. Na verdade, seria bom para ele.

- Ent�o, est� decidido. - Tamb�m vir� connosco?

- Eu? - Claro que n�o.

O Peter passar� o Natal em casa, com a fam�lia.

S� estava a pensar no pai.

Se pudesse, nunca o perderia de vista.

L� isso � verdade.

- Ele gosta muito de si. - Deixe-me falar com a Rosemary.

N�o. Est� fora de quest�o.

Porqu�, m�e? Deixe que o Peter fale com a esposa.

- Bem, ele ofereceu-se. - Est� bem.

Mas, como esposa, eu sei qual seria a minha resposta.

Quereria o meu marido em casa no Natal, com os filhos.

Com licen�a.

Eu vi aquilo.

- O qu�? Ainda n�o acabei. - Aquela troca de olhares.

- Margaret! - N�o contes a ningu�m.

A imprensa pensa que gosto do Johnny Dalkeith ou do Billy Wallace.

Os nossos pais tamb�m.

N�o passam de crian�as, enquanto o Peter...

Eu percebo o encanto do Peter, mas ele � casado.

Chegou o Dr. Weir, Majestade.

Disse que, ap�s a cirurgia,

seria de esperar algumas dores

e uma certa dificuldade em respirar,

mas n�o me falou disto.

- A tosse voltou? - Sim.

- Com que frequ�ncia? - Constantemente.

Durante a opera��o, como sabe, foram descobertas altera��es estruturais.

Certo, o tal bloqueio no pulm�o.

Est� na hora de darmos um nome ao bloqueio.

Era um tumor.

Um tumor maligno.

Compreendo.

- Mas removeram-no. - Removemos.

Ent�o, o que � isto?

Retir�mos o pulm�o esquerdo, mas o direito...

Tem menos "bloqueios", mas ainda s�o significativos.

E agora?

Agora?

Eu defendi, na altura, que Vossa Majestade fosse informado.

O doente tem o direito de saber tudo.

Mas recusaram porque, segundo eles,

Vossa Alteza retomaria o trabalho sem tens�o e preocupa��o indevidas.

Tenho duas perguntas.

Quem sabe de tudo?

Al�m dos cirurgi�es?

Talvez o primeiro-ministro.

Claro.

Mas n�o a rainha?

- Nem ningu�m da minha fam�lia? - N�o, Majestade.

E a segunda pergunta?

N�o h� como saber.

No meu entender, os cirurgi�es fizeram os poss�veis.

E?

Pode ter anos de vida,

mas o mais prov�vel � ter meses.

Obrigado.

ESTA��O DE NORTH WOOTTON

Feliz Natal.

Entrem.

Ora vejam.

Encantador.

Obrigado.

Obrigado, muito obrigado.

Muito bem. Charles, vem.

Majestade.

O rei solicita a sua presen�a no gabinete dele.

Com urg�ncia.

Est� bem.

Pode lev�-los? Eu j� volto.

Vamos l�!

Caso estejas a perguntar-te, n�o tenho nada espec�fico para dizer.

S� queria passar algum tempo contigo.

Se quiseres perguntar-me alguma coisa, est�s � vontade.

S�o uma ma�ada?

As caixas.

N�o se andares sempre em cima delas.

- At� no Natal. - At� no Natal.

O que cont�m?

Tudo o que querem que saiba, p�em em cima.

Tudo o que preferiam que n�o soubesse,

reuni�es da administra��o, instru��es do Minist�rio de Neg�cios Estrangeiros,

escondem por baixo.

� por isso que, quando ningu�m v�, a primeira coisa que fa�o � isto.

Podes segurar? Obrigado.

� isso.

Nunca te sentes farto?

Sinto.

E s�?

�s vezes.

Da� ser t�o importante ter a pessoa certa ao nosso lado.

Neste aspecto, tive muita sorte com a tua m�e.

- Como est� o teu companheiro? - O Philip?

Bem, ele...

Est� a tornar-se um "defeit�logo".

Um qu�?

Estamos a renovar a Clarence House para ser o nosso lar permanente.

Sim.

Desde que come�ou a supervisionar as obras

que p�e defeitos em tudo.

"Esse interruptor est� alto de mais e a ma�aneta dessa porta est� mal."

"N�o sejas tonto", digo eu. "� s� uma ma�aneta."

Devia esfor�ar-me mais com ele.

Leva-o a ca�ar.

- Achas que ele gostaria? - Sim! Ele adoraria.

Quando melhorares de sa�de, voltaremos para Malta,

ele voltar� a ter a sua Marinha e tudo ficar� bem.

Claro.

Mas, por enquanto, n�o estou bem para viajar.

N�o para dist�ncias longas.

A prop�sito, queria falar-te das visitas oficiais.

Estava a pensar se n�o querias ir no meu lugar.

A minha sa�de est� a melhorar, mas ainda n�o estou suficientemente bem.

- Se achas que estou apta. - Vais sair-te lindamente.

- Onde s�o? - Bem...

Ceil�o, Austr�lia.

Depois, Nova Zel�ndia. Bermudas. E fala-se em come�ar no Qu�nia.

Muito bem!

Bonito, vamos passar meses fora.

Sim, mas o meu pai ficaria muito feliz.

- E eu faria o qu� entretanto? - N�o te preocupes. Ter�s trabalho.

Charles, anda c�.

Sou um oficial da Marinha,

n�o um macaco demente que sorri enquanto cortas fitinhas.

- E as crian�as? - As crian�as ficar�o bem.

Sem os pais durante meses a fio?

- Pap�, podes vir brincar? - Vou j�, querido.

Vai brincar com o av�. O pai j� vai. Lindo menino.

- O pai est� ocupado. Vamos recome�ar. - O pap� diz que j� vem.

Eles n�o saber�o.

S�o demasiado pequenos para notar. Ajudaria tanto a recupera��o do meu pai.

Charles, volta j� aqui.

- Pap�, j� podes vir brincar? - Charles!

Sim.

Obrigada.

- A que est�o a brincar? - Ao macaquinho do chin�s.

Vamos a isso. Depois, para a cama.

Um, dois...

Majestade?

- Como est� o tempo hoje? - Neste momento, est� nevoeiro.

- Bom dia! - Desaparece!

N�o sei � assim que se fala com o rei de Inglaterra.

- Est� um belo dia para patos. - O qu�?

Pensei em irmos a Wolferton Splash.

Porra, que caga�o.

Um rouxinol. Est� a ver?

Uma marrequinha! Ali, por baixo do salgueiro.

Quando acordei, pensei em irmos a Babingley Flat ou Eleven Acres,

mas n�o h� nada como o Splash

com um punhado de cartuchos para animar a alma.

Vossa Majestade voltou ao que era.

Sim, voltei. Obrigado. Sinto-me novamente um jovem.

Ficaremos bem. O meu genro � da Marinha.

Sim, sei dar conta de uma fragata.

Sabes, os t�tulos, o ducado...

- Eles n�o s�o o trabalho. - Majestade?

Ela � o trabalho.

Ela � a ess�ncia do seu dever.

Am�-la.

Proteg�-la.

Claro que sentir�s falta da tua carreira,

mas fazer isso por ela, por mim...

N�o h� maior demonstra��o de patriotismo.

Ou de amor.

Eu compreendo.

Compreende? Ser� que compreende mesmo?

Acho que sim.

Bom, vamos l� ca�ar uns patos.

Tr�s vivas para Sua Majestade!

- Hip, hip! - Hurra!

- Hip, hip! - Hurra!

- Hip, hip! - Hurra!

S�o muito gentis. Obrigado.

O REI

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