All language subtitles for The Pet Cemetery Murders_ A Ghost Story - 01x01 - Episode 1.THEGAME.Portuguese (Brazilian).C.updated.Addic7ed.com

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Original subtitles

Em 1985,

uma mulher foi encontrada estrangulada, asfixiada,

acorrentada e desovada no rio Mississippi.

Ela teve uma morte horr�vel.

Ela foi identificada como a dona do Cemit�rio Para Animais Azalea,

em Toca, Louisiana.

No seu auge, o Cemit�rio era um lugar encantador,

muito tranquilo e sereno.

Como um para�so bot�nico.

Um destino popular para o enterro de animais.

Mas o que come�ou como um lugar de paz para os donos de animais,

acabou virando um ambiente macabro.

O caso encontrava-se como homic�dio n�o resolvido,

quando comecei no gabinete do Xerife.

Alguma coisa me dizia para ir atr�s da verdade...

e descobrir o que houve com ela.

Aquilo me assombrou.

Havia muitos mist�rios rondando aquele cemit�rio.

Muitas coisas ruins aconteceram naquela propriedade.

E todos que ouvimos tinham hist�rias estranhas pra contar.

Coisas inexplic�veis.

Diziam ver o fantasma dela.

Aquela velha est� vagando por aqui.

Acho que ela est� buscando justi�a.

CEMIT�RIO DE ANIMAIS: ASSASSINATOS E ASSOMBRA��O

N�s estamos no sul de Nova Orleans.

N�o d� para ir mais a sul, do que aqui.

Se for uns 2km rua abaixo,

voc� ver� uma placa dizendo "fim do mundo",

em Delacroix Island.

FIM DO MUNDO

O nome dessa cidade � Toca.

Ent�o, de um lado da placa voc� est� em Toca

e do outro lado j� est� fora. Ela � pequena desse jeito.

Ela vai da igreja at� ali. Isso � Toca.

Nos mudamos para c� em 1974.

J� est�vamos aqui quando o cemit�rio funcionava.

No port�o ficava escrito "Cemit�rio para Animais Azalea".

N�o havia outro cemit�rio assim.

Eles tinham t�mulos com animais sobre eles.

Num deles tinha um cachorr�o. E tinha uma casa vitoriana nos fundos.

Todos t�m direito a um animal.

E voc� n�o vai querer jog�-lo pela janela quando ele morrer,

ent�o precisar� dar um fim nele.

Ent�o um cemit�rio para animais

acaba sendo o lugar que vai cuidar deles.

Eu vivia bem perto do cemit�rio, na �poca.

E o Cemit�rio para Animais tinha essa fama.

As hist�rias diziam:

"Se quiser ir a um lugar mal-assombrado em St. Bernard Parish,

o Cemit�rio de Animais � o lugar."

Ele era assustador.

Havia hist�rias de fantasmas.

As crian�as sempre queriam ir e caminhar pelo cemit�rio

para ver como ele era.

Eu sempre rezava,

se eu estivesse indo da minha casa para a da minha sogra.

Caso eu tivesse uma sensa��o sinistra, no momento.

N�s ouv�amos falar das hist�rias, dos rumores... dos fantasmas.

� aquilo, seja verdade ou n�o, � o que diziam.

Bem-vindo � Louisiana.

Era assustador porque a mulher que morava l�

ficava sozinha, na maioria das vezes.

Dorothy Thompson, a dona da propriedade,

interagia muito pouco com as pessoas daqui.

Porque se abordasse qualquer um dos vizinhos dela

voc� saberia quem eles eram, voc� os conheceria.

Mas sobre o Cemit�rio, nada.

O lugar era sempre misterioso, isolado.

Pouco se sabia, e poucas pessoas falavam sobre ele.

Eu a via de passagem.

Ela era uma senhora idosa, mas n�o falava muito.

Ela era reservada, e gostava de se preservar.

A Dorothy era uma pessoa ador�vel.

Ela era muito soci�vel, extrovertida, risonha, se ela te conhecesse.

Se ela n�o te conhecia, ela era reservada.

Fal�vamos por telefone todos os dias.

Fal�vamos sobre o que ela fez, o que ela planejava fazer.

Que cachorro ou gato ela enterrou.

Ela era uma segunda m�e pra mim.

E ela amava os animais.

Ela dizia que eles sempre ficavam ao seu lado

nas horas felizes e tristes.

Sabe, seus animais sempre te amam, nunca te julgam,

nunca reclamam de voc�, e com certeza nunca fofocam sobre voc�.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com

Um dia, ouvimos dizer que a Dorothy havia desaparecido.

Foi assustador.

Desconhec�amos as circunst�ncias.

Acontece que a Dorothy fraturou o quadril.

Ent�o ela ficou na minha casa e eu cuidei dela.

Alguns meses depois, os m�dicos disseram que ela podia ir pra casa.

Eu a levei em casa

e disse que voltaria na manh� seguinte para pegar roupas,

ou o que precisasse ser lavado, e iria no mercado pra ela.

Ent�o ela foi pra casa.

E, no dia seguinte, eu fui at� l�.

A casa estava trancada.

Eu batia, batia e batia.

Depois de um bom tempo,

eu estranhei ela n�o atender a porta.

Meu medo era de ela ter ca�do,

ou batido a cabe�a no banheiro.

Alguma coisa assim.

Ent�o eu chamei a pol�cia.

Quando recebemos a chamada,

Pat Newman nos disse que a Dorothy estava esperando por ela.

Elas tinham um compromisso agendado.

E isso era algo rotineiro para elas,

e ela n�o sairia sem comentar nada com a Pat.

Aonde ela iria de noite? Ela n�o dirige.

Ela n�o disse que iria para algum lugar.

Ent�o eu sabia que algo estava errado.

Pat Newman era uma participante ativa na comunidade,

ent�o ela n�o era uma estranha. Ela era bem atuante.

Ela participava na ajuda a cidad�os idosos.

Ela disse que a Dorothy n�o tinha fam�lia ou amigos.

Ent�o ela n�o sumiria assim.

Por isso suspeitamos que pudesse se tratar de uma situa��o mais s�ria.

N�o era comum casos de desaparecidos em St. Bernard Parish.

Ent�o, quando recebi a ocorr�ncia, fomos direto para a resid�ncia dela.

Da entrada, olhando para frente, voc� v� o cemit�rio para animais.

� nossa direita, ficava a resid�ncia da Sra. Thompson.

Era uma mans�o grande e hist�rica.

Era um pouco assustadora.

Dava para sentir o passado e a hist�ria...

na resid�ncia de Dorothy Thompson.

Estava tudo trancado por dentro.

A Dorothy tinha um h�bito:

Quando ela estava em casa sozinha, ela trancava uma fechadura.

Aquela fechadura n�o foi for�ada.

Ao inv�s de entrarmos pela frente da casa,

decidimos entrar pelos fundos.

N�o havia sinais de luta corporal.

Mas dava para ouvir algu�m falando.

Quem era?

E... era a TV que estava ligada.

Era muito estranho.

Havia uma ta�a de vinho...

mas ningu�m estava l�.

Nada estava bagun�ado, ent�o ela n�o tinha lutado com ningu�m.

Ent�o o que houve da hora que eu a deixei at� a manh� seguinte?

O que estava acontecendo?

Sei l�, eu sentia que algo tinha acontecido.

Olha, as pessoas n�o desaparecem.

Elas n�o...

somem da face da Terra.

N�s fizemos cartazes com uma foto da sua apar�ncia atual

e os colocamos em com�rcios variados,

em St. Bernard Parish.

Restaurantes, mercadinhos, bancos,

farm�cias.

Mas...

n�o recebemos nenhuma pista.

Nenhuma.

Ent�o fomos at� um dos lugares mais frequentados pela Sra. Thompson,

que era o People's Bank de Poydras, Louisiana.

Descobrimos que a �ltima vez em que ela foi vista pelos funcion�rios do banco

foi em 13 de abril, tr�s dias antes do seu desaparecimento.

E ela estava com um senhor chamado Kenneth Pommier.

E ela sacou cem d�lares em dinheiro

para dar ao Sr. Pommier.

Isso te faz pensar.

� possivelmente um suspeito, mas sem provas.

N�o havia evid�ncia substancial �quela altura.

Poderia ser algo inocente.

Quando realizamos a oitiva de Kenny Pommier,

ele disse que respondeu a um an�ncio da Sra. Thompson no jornal.

Ela o contratou para trabalhar na propriedade.

Cortar a grama, manter o local limpo, essas coisas.

No final da oitiva, n�s perguntamos...

"Voc� teve alguma coisa a ver

com o desaparecimento da Sra. Thompson?"

Ele respondeu: "N�o."

Ele havia encontrado a Sra. Thompson no dia anterior e n�o tinha motivo.

Ent�o era um beco sem sa�da.

N�o t�nhamos nada.

Todo dia, quando eu acordava, eu pensava: "Cad� a Dorothy?"

A Dorothy n�o iria sair vagando pela estrada.

Se ela fosse para algum lugar, ela me ligaria.

Como se perde uma pessoa?

Como se perde uma pessoa?

Como ela desaparece da face da Terra?

Aquilo me consumiu de um jeito que voc� nem imagina.

Porque ela era uma amiga pr�xima.

Ent�o eu fui a v�rios m�diuns.

Ningu�m me deu uma resposta.

Mas um deles disse...

"Se ela atravessou a �gua, ela morreu."

A Guarda Costeira alertou o gabinete do Xerife

no dia 2 de maio de 1985,

reportando que um corpo havia sido encontrado.

N�s t�nhamos notificado eles de que procur�vamos uma pessoa,

e, se vai desovar um corpo, o rio Mississippi costuma ser o local.

H� muitos animais carniceiros que habitam essa �rea.

Animais marinhos e mam�feros.

Esse � o local onde ele foi encontrado.

Se olhar o mapa, ver� que essa � a nossa jurisdi��o.

E o corpo foi encontrado aqui embaixo.

Ele foi descoberto duas semanas depois do alerta, talvez.

Isso n�o significa que ele n�o apareceu antes.

Ele podia estar flutuando e veio parar nessa margem.

Horr�vel descobrir algo assim numa �rea basicamente de pesca recreativa.

Pensando que dois caras pescando encontraram algo assim,

com certeza foi traum�tico pra eles.

Ela foi envolta em alguns quilos de corrente, cordas e coisas assim.

Algu�m queria que o corpo nunca fosse encontrado.

Ent�o classificamos isso imediatamente como homic�dio.

Um corpo em decomposi��o cheira como algo que voc� nunca cheirou.

H� cenas de crime que o obriga a jogar suas roupas fora,

porque o cheiro impregna nelas de uma forma irrevers�vel.

A primeira coisa que eu penso quando lidamos com um homic�dio

� no medo e terror absoluto que a v�tima passou, antes de morrer.

E essa foi uma morte horr�vel.

Notificamos Patricia Newman.

N�o achamos que ela seria capaz de reconhecer o corpo,

por conta do estado de decomposi��o, mas ela compareceu.

Eu pensei e decidi...

"Vamos l�." Ent�o fui ao necrot�rio.

Me levaram a uma sala com o corpo numa...

maca, seja l� o que for.

Eu estava bem calma.

Aquele era um corpo que ficou na �gua, ent�o estava inchado.

Ent�o voc� est� vendo um corpo muito largo,

e voc� o diminui para o tamanho da pessoa que voc� conhece.

Depois voc� pensa:

"O cabelo est� molhado. O cabelo dela molhado fica liso."

Aquele tinha curvas.

Acho que isso me deixou em d�vida.

Ela n�o acreditou que era o corpo da Dorothy.

Talvez fosse um bloqueio.

Ela n�o queria ver a Dorothy naquele estado.

Poderia ser a Dorothy? Sim, poderia.

"Aut�psia realizada pelo Dr. Monroe S. Samuels

no dia 3 de maio de 1985.

O corpo mede 1,65m de altura. Peso estimado entre 59 e 64kg."

Mas os resultados da aut�psia confirmaram que era a Dorothy Thompson.

Ele identificou tratamentos dent�rios que ela havia feito

e um pino no quadril.

E identificou a causa da morte como prov�vel asfixia.

N�o � um jeito f�cil de morrer.

Quando fiquei sabendo da morte de Dorothy...

eu fiquei muito triste.

Mesmo n�o sentindo que ela era a minha m�e,

j� que eu cresci com os meus av�s,

ela era a minha m�e biol�gica.

Eu senti por ela.

FILHA DA DOROTHY

Pensar que,

no final de uma vida t�o incr�vel e dif�cil,

ela teve que passar por uma experi�ncia t�o violenta.

Eu convivi com a minha m�e por um per�odo curto da minha inf�ncia.

"Essa � uma foto da minha m�e Dorothy Lou.

Nessa foto, ela deve ter uns 16 anos de idade.

O cabelo dela � castanho escuro, quase preto.

A boca � grande e triste,

com leve sorriso para a c�mera.

Ela � muito linda."

Eu comecei a escrever sobre a minha m�e quando eu estava na faculdade.

Essa � a minha m�e, Dorothy Lou.

Essa parece minha irm�, esse meu irm�o e essa sou eu.

Dorothy Lou era pra mim, quando eu era pequena,

uma mulher lind�ssima.

Ela parecia a Marilyn Monroe.

Ela usava batom, maquiagem. Ela era linda.

Eu sou fascinada por essa foto.

Eu amo v�-la sorrindo.

Eu desconhecia essa parte dela.

Meu pai, Charles Robert Wood,

estava no ex�rcito,

e eu n�o tinha a menor ideia

de como esses dois se conheceram.

Talvez ele tenha sido destacado para Nova Orleans.

Mas, em algum momento dos anos 40, esses dois se apaixonaram

e eu acho que eles formaram uma esp�cie de combina��o perigosa.

Meu pai lutou no pac�fico.

E, em algum momento, desenvolveu um v�cio em drogas.

Eu acho que ele provavelmente foi a pessoa

que apresentou minha m�e �s drogas.

Eu sei que as drogas foram parte constante da vida deles.

Eles dois foram presos por roubo.

Minha m�e trabalhava em um lugar...

ent�o meu pai apareceu e roubou o lugar.

Ent�o eu fui viver com os meus av�s paternos.

Eles tinham uma fazenda em Grizzly Island, na Calif�rnia.

Eu estava cercada pela natureza.

Bel�ssimos p�ntanos.

Eu recebi a d�diva da paz.

Mas depois a Dorothy foi solta

e ela foi viver conosco por um tempo.

E aquele per�odo foi...

bem terr�vel.

O v�cio dela era profundo.

Mesmo minha av� tendo ajudado ela a se livrar da hero�na,

minha m�e continuava bebendo sem parar.

O que talvez seja o motivo

de eu ter pouca conex�o afetiva com ela.

Por volta de 1961,

ela partiu e voltou para Louisiana,

para viver com a m�e dela, Grace Thompson,

que morava no Cemit�rio para Animais.

E essa foi a �ltima vez que eu a vi.

A m�e dela era a Grace e ela administrava o Cemit�rio.

A Dorothy amava seus filhos.

Mas quando ela veio morar com a m�e, ela estava um caos.

E a Grace disse que o Cemit�rio n�o era um lugar parar criar filhos.

Ent�o ela achou que a vida deles seria melhor com os parentes.

� por isso que ela n�o ficou com as crian�as.

Essa � a Dorothy e essa � a Grace. Veja s�.

S�o id�nticas.

Eu s� soube que era a Grace por causa da arara.

Ela sempre estava no ombro.

A Grace era muito talentosa.

Ela tocava piano, administrava o Cemit�rio.

Ela era uma pessoa excepcional, sabe?

Sra. Thompson, os donos dos animais se esquecem deles ap�s enterr�-los?

Eles v�m aqui...

A maioria delas v�m aos domingos e trazem flores...

e cortam a grama ao redor das l�pides,

e compram esculturas.

E elas tratam os animais como se fossem crian�as enterradas.

Que tipo de pessoas elas s�o, Sra. Thompson?

Bom, eu as considero mais do que especiais.

Porque elas amam seus animais

e elas sentem por eles.

E claro, pensando bem,

as �nicas coisas que ficam ao seu lado durante sua vida,

e nunca fazem nada esperando algo em troca,

s�o os animais como cachorros e gatos.

A Grace amava animais.

A Dorothy gostava, mas a Grace amava animais.

Ela odiava v�-los mortos na rua.

Por isso ela abriu o Cemit�rio para Animais.

Voc� j� chegou a pensar que...

animais s�o melhores que pessoas?

Sim, eu penso isso.

Olha, n�o quero parecer rude, mas n�o gosto muito de pessoas.

Gosto dos animais.

E l� era lindo.

Flores lindas.

Ela podia plantar qualquer coisa.

Eu me lembro que l� tinha umas glic�nias.

Que d�o grandes flores roxas.

E, por serem trepadeiras, elas crescem pro alto

e em determinada �poca elas florescem e ficam lindas.

Era o aroma natural da esta��o.

- A Sra. Quer ser enterrada aqui? - Com certeza, j� tenho o lugar.

L� em cima, na colina.

Eu n�o quero uma cerim�nia elaborada,

n�o quero monumentos, nem nada. Eu quero estar com os animais.

A Dorothy ouvia tudo o que sua m�e dizia.

Ela amava sua m�e e suas hist�rias.

E ela vivia pela sua m�e.

Ent�o, quando a Grace morreu, ela ficou arrasada.

Ela ficou arrasada.

Eu tentei ajud�-la a se recompor,

dizendo: "Olha, ela se foi, mas voc� precisa continuar aqui."

Mas ela n�o sabia o que fazer, o que n�o fazer...

porque a m�e dela fazia tudo.

O Cemit�rio n�o tinha mais o aspecto de quando a Grace estava viva.

Quando a Sra. Thompson faleceu,

a Dorothy virou a propriet�ria.

E ela teve alguns problemas.

Ela n�o tinha ningu�m para ajud�-la.

- Acho que ela n�o dirigia. - Eu nunca a vi dirigindo.

Acho que ela nem tinha um carro, ent�o ela precisava de algu�m

para pegar os animais.

E, � claro, ela n�o podia cavar as covas.

Se ela precisasse de algu�m pra cortar a grama,

eu recomendava uma pessoa.

Ent�o essa pessoa combinava o pre�o com ela para cortar a grama.

E era assim que ela geria o neg�cio dela.

A Dorothy sempre confiava nas pessoas.

E, � claro, elas n�o faziam as coisas como deveriam fazer.

A Dorothy conheceu um homem chamado Elkin Childress, e viraram amigos.

Ela o levou at� o Cemit�rio

e o contratou como uma esp�cie de zelador meio per�odo.

Ent�o abordamos o sujeito.

N�s o associamos ao crime porque ele j� era um condenado.

Ele foi condenado por assalto � m�o armada.

E eu penso que qualquer um que use uma arma � capaz de matar algu�m.

Ele era perigoso.

Come�amos a interrog�-lo sobre suas atividades l�.

E ele nos disse que havia uma hist�ria

de que ela tinha enterrado 500 mil d�lares em um dos t�mulos.

E ele admitiu ter aberto alguns t�mulos

para tentar achar os 500 mil d�lares.

Bom, quando come�aram a falar que essa senhora tinha meio milh�o

enterrado em um dos t�mulos, n�s pensamos:

"Isso � lenda urbana."

Mas conforme investigamos,

descobrimos que alguns t�mulos haviam sido abertos.

Ent�o isso refor�ou a nossa suspeita sobre ele.

Mas ele negou veementemente

ter algo a ver com o desaparecimento dela.

Parte de sua defesa foi a de que ele n�o estava atr�s do dinheiro da Dorothy,

mas de que a Pat Newman estava atr�s do dinheiro dela.

Como � que �?

Como a Pat Newman iria se beneficiar do desaparecimento da Dorothy?

Depois disso, n�s interrogamos a Sra. Newman.

E...

n�s descobrimos que ela era a inventariante e...

a procuradora da Sra. Thompson.

A SRA. THOMPSON FOI QUEM ME PEDIU PARA ASSUMIR A PROPRIEDADE

Acho que a Dorothy confiava em mim. Por isso ela fez isso.

ELA ME PEDIU PARA SER PROCURADORA.

EU CONCORDEI.

Ela queria ter certeza de que, se algo acontecesse,

algu�m administraria o cemit�rio igual a elas.

Eu at� disse a ela: "Eu n�o quero morar no cemit�rio,

porque os esp�ritos e eu ter�amos problemas."

Descobrimos que a Sra. Newman avaliou a propriedade

em 150 mil d�lares.

Ela estaria fazendo isso para ganhos financeiros futuros,

ap�s a morte da Sra. Thompson, ou ela s� queria saber

o valor da propriedade?

O advogado fez isso.

Acho que ele queria saber quanto seria a comiss�o dele,

quanto ele valia, quanto cobrar, essas coisas.

Quando soubemos dos poss�veis ganhos dela,

ficamos pensativos.

Ela tinha um motivo?

Sim, mas n�o t�nhamos evid�ncia.

VOC� MATOU A SRA. THOMPSON?

� CLARO QUE N�O. DOROTHY � COMO MINHA FILHA.

Durante a investiga��o,

descobrimos que outra pessoa trabalhava para a Sra. Thompson

no cemit�rio dela.

Era um cavalheiro chamado Brandon Nodier.

Ele era outro zelador que mantinha a manuten��o do cemit�rio e...

era uma esp�cie de faz-tudo na resid�ncia.

Das pessoas que interrogamos,

ele foi o �nico que apareceu com um advogado.

Isso sempre gera um alerta.

N�o digo que ele seja culpado. Algumas pessoas aparecem

e preferem estar com um advogado

para que n�o se autoincriminem.

Perguntamos:

"Voc� est� ligado com o desaparecimento da Sra. Thompson?"

O advogado dele disse:

"N�o."

No fim, n�o t�nhamos motivo para acreditar que Nodier

tivesse algo a ver com o desaparecimento da Sra. Thompson.

Bem, n�s nunca chegamos a descartar Elkin Childress.

Ele j� n�o parecia ser mais aquele potencial suspeito,

porque a hist�ria dele come�ava a fazer sentido.

Mas ele morreu pouco tempo depois disso,

sob circunst�ncias muito suspeitas.

Foi tratado como afogamento.

Acredito que nunca houve uma evid�ncia que apontasse a presen�a de crime,

embora fosse dif�cil crer no contr�rio.

Obviamente, a pergunta mais importante era:

Isso estaria ligado ao desaparecimento e a morte de Dorothy?

N�s nunca solucionamos isso. O caso foi arquivado.

N�s fizemos todo o poss�vel,

mas n�o encontramos mais ningu�m para interrogar.

Quando voc� � detetive, isso acaba sendo um peso a mais.

Existe uma pessoa a solta

que cometeu um homic�dio.

A preocupa��o quando voc� n�o consegue resolver um caso de homic�dio �:

Quem ser� a pr�xima v�tima?

Voc� chega em um ponto da investiga��o em que parece n�o haver sa�da.

O que podemos fazer? H� outro caminho?

H� outra pessoa para interrogar, outra evid�ncia que precisamos ver?

E todos ficamos perdidos, sem saber o que fazer.

J� vimos tudo, ouvimos todos. � um beco sem sa�da.

Comecei a trabalhar aos 20 anos, como oficial de patrulha.

E, depois de uns quatro anos fui promovido a investigador,

e foi quando comecei...

XERIFE-ADJUNTO

...no Departamento de Investiga��es.

Eu fui jogado direto na fogueira.

Eu trabalhei no meu primeiro homic�dio aos 24 anos de idade.

E aqui estou eu, 40 anos depois,

ainda fazendo a mesma coisa.

GABINETE DO XERIFE DIVIS�O DE INVESTIGA��ES ESPECIAIS

Eu conhecia o hist�rico do John.

Ele era motivado. E, na verdade, foi por causa dele

que esses casos foram reabertos.

A tecnologia estava mudando.

Por volta de 2004, casos arquivados ficaram populares por conta do DNA.

E pensei na nossa situa��o, t�nhamos homic�dios arquivados

que poder�amos rever.

EVID�NCIA

Olha, em qualquer crime, mas em homic�dios particularmente,

quanto mais tempo se passa do acontecimento,

mais dif�cil ele ficar� de ser solucionado.

E o John disse: "Olha, Xerife,

n�s n�o vamos conseguir solucionar todos os crimes,

mas daremos o nosso melhor."

N�s t�nhamos muitos assassinatos arquivados,

n�s t�nhamos menos de uma d�zia.

E o caso do Cemit�rio para Animais era um desses arquivados.

E ele j� tinha sido esquecido h� muito tempo.

E depois de ler sobre ele, eu fiquei intrigado.

E a�, quando eu vi essa foto...

eu pensei: "Eu me lembro dessa mulher.

Eu cortei a grama l�, quando eu tinha 15 anos de idade."

Eu me lembro do lugar, me lembro do cheiro dele,

me lembro como tudo era.

Desse casar�o velho.

Mas quando conheci a Dorothy, ela era muito gentil.

Ela nos deixou entrar, ofereceu bebida e assinou um cheque.

Eu cheguei em casa e minha m�e perguntou aonde eu estava.

Quando eu disse, ela ficou em choque.

Ela disse: "Nunca mais volte l�. Aquele lugar � do mal."

Minha m�e estudou naquela regi�o

e sempre teve centenas de hist�rias sobre aquele lugar.

Esp�ritos malignos, apari��es de fantasmas.

Muitos habitantes de Toca acreditam que aquele terreno

� amaldi�oado.

Dizem que � solo maldito

e que uma entidade maligna habita aquele lugar.

Eu me lembro de estarmos dirigindo pela Estrada Bayou

e ver o Cemit�rio para Animais.

Por ser crian�a, eu nunca soube...

da hist�ria e dos traumas daquele lugar.

De que havia segredos enterrados

bem aqui onde eu moro.

Toca ganhou esse nome em homenagem ao Juiz Phillipe Toca.

Ele era conhecido como um escravizador cruel e impiedoso.

O Juiz Toca era dono da Planta��o Toca, onde havia pessoas escravizadas.

E ele tamb�m estava no centro do Massacre de St. Bernard Parish.

Em 1863 aconteceu a Proclama��o da Emancipa��o.

Pessoas escravizadas estavam livres.

E agora poderiam votar.

Durante esse per�odo, tivemos um grande n�mero de afro-americanos

que foram eleitos para cargos p�blicos.

Essas pessoas que antes eram escravizadas

come�am a perceber o poder delas quando est�o unidas.

Mas h� uma certa parte da popula��o,

pessoas brancas do sudeste,

n�o todos, mas uma boa parte,

que n�o querem ver afro-americanos em p� de igualdade.

Ent�o, em 1868,

durante o per�odo eleitoral,

para demonstrar dom�nio e superioridade branca,

Phillipe Toca, o Juiz,

ordena esse massacre.

Eles foram atr�s dessas pessoas livres...

e mataram elas.

Acreditamos que o n�mero gira em torno de 30 e 100 pessoas.

Foi uma ca�ada a pessoas...

patrocinada pelo Estado.

Esse massacre aconteceu...

no terreno onde hoje � o Cemit�rio para Animais.

Eu acredito que o terreno tenha absorvido o trauma.

E que as pessoas tamb�m.

O medo causado pelo Massacre de St. Bernard

permanece em alguns at� hoje.

Algumas pessoas nem querem entrar na cidade.

Ainda mais no Cemit�rio para Animais.

Quando comecei a trabalhar neste caso,

eu s� pensava que a Dorothy Thompson merecia alguma justi�a.

Ent�o n�s t�nhamos que voltar

para a estaca zero, come�ar tudo de novo,

estabelecer uma linha do tempo, um motivo.

Essas t�ticas cl�ssicas da pol�cia.

Havia quatro principais suspeitos nesse caso:

Kenny Pommier, contratado recentemente por ela.

Quando ele apresentou um �libi, ele deixou de ser o foco.

Meu segundo suspeito era Elkin Childress,

porque ele um cara mau.

Ele tinha hist�rico de viol�ncia.

Mas descobrimos que ele tinha se afogado misteriosamente

em um hangar para barcos.

Foi considerado afogamento acidental,

mas sob circunst�ncias suspeitas.

A terceira pessoa era Brandon Nodier,

porque ele tinha trabalhado l�, mas n�o puderam provar nada.

E t�nhamos Elkin Childress acusando Patricia Newman.

E, obviamente, os investigadores a consideraram uma suspeita vi�vel

porque ela herdou o terreno.

D� um tempo!

D� um tempo. Ele achou que fui eu?

Eu pare�o o tipo de pessoa que faria uma coisa dessas?

Eu nem aguento aquelas correntes pesadas.

Isso � rid�culo.

Mas essa mulher estava fazendo todo o poss�vel

para ajudar a Dorothy.

E tem mais, ela estaria chamando toda essa aten��o para ser pega?

N�o fazia sentido.

Quem tivesse cometido esse crime era uma pessoa m�.

Era um crime hediondo. S� um psicopata ou um sociopata

mataria essa mulher assim.

Eu estava determinado a resolver esse caso.

Uma tempestade categoria 3 se forma no sudoeste da Louisiana.

O Furac�o Katrina continua indo para oeste.

St. Bernard Parish est� em estado de alerta.

� grande e vai exigir o m�ximo de n�s.

Essa � a tempestade, e est� se movendo para oeste.

Em 29 de agosto de 2005,

o Furac�o Katrina atinge o solo.

A barragem rompeu e um dil�vio invadiu as ruas.

Virou carros e �nibus escolares.

Eu realmente achei que morreria naquele dia.

Achei que nos afogar�amos.

Eu me lembro de olhar para a TV e pensar:

"Nossa casa est� submersa?"

N�s que vivemos aquilo guardamos as mem�rias,

mas n�o podemos passar o que foi para os nossos filhos.

Meu filho nunca saber� como � andar sobre a casa da minha v�,

porque ela n�o existe mais, s� posso contar sobre.

Essa �rea toda corresponde a St. Bernard Parish.

Ela foi toda dizimada.

Podemos ver bem onde est� a linha d'�gua,

chegando aos telhados.

Ent�o, se houver sobreviventes, eles est�o nos telhados.

Eu perdi a minha av� durante a tempestade.

Foi devastador.

Foi a pior experi�ncia da minha vida.

Se tratando de terra natal,

essa era a minha terra natal.

O Katrina passou diretamente por cima de St. Bernard Parish.

E ele destruiu a �rea onde fica o Cemit�rio para Animais.

Ele demoliu o casar�o do Cemit�rio para Animais.

O matagal dominou tudo.

O Katrina mudou tudo para todos.

N�o apenas na nossa fam�lia, mas em toda St. Bernard Parish.

Tudo o que eu tinha...

eu perdi.

Com exce��o das roupas do corpo, eu perdi tudo.

Quando a tempestade caiu,

s� nos preocupamos em salvar nossas vidas.

Mas quando come�amos a reconstru��o,

percebemos que todos os arquivos estavam armazenados

na sede do Xerife.

O pr�dio ficou com uns 6m de �gua, ent�o tudo o que t�nhamos l� de valor

foi destru�do.

Incluindo os arquivos do Cemit�rio para Animais.

Perdemos as fotos da cena do crime,

fotos da Dorothy e todas as evid�ncias que t�nhamos.

N�s ficamos devastados.

�quela altura, consideram que o caso nunca mais teria solu��o.

Em 2009...

o departamento de investiga��es j� estava operante.

Um dos meus detetives disse: "Um cara ligou,

tem algo a ver com um cemit�rio para animais.

E ele disse que vai ligar."

E eu falei para ele me avisar.

- De qual est�o falando? - Do Cemit�rio para Animais.

Ele ligou de novo. Era uma voz masculina, um pouco sombria.

Ele n�o se identificou, mas ele disse que tinha informa��es

sobre o Cemit�rio, o assassinato, a mulher de l�.

Pedimos para ele se encontrar conosco.

Ele resistiu um pouco, mas eu o convenci.

Fomos at� ele, eu e Mark Jackson, um Tenente que trabalhava comigo.

Encontramos ele nos arredores de French Quarter, na regi�o de Marigny.

Ele estava na esquina.

Ele estava bem nervoso e ansioso.

DETETIVE

N�s o convencemos a vir � delegacia.

Ele estava quase chorando no nosso carro.

Dizia que tinha informa��es para aliviar a consci�ncia.

Eu comecei a considerar que, talvez, ele fosse o culpado.

Eu achei que ele ia confessar.

Come�amos, certo?

Por que n�o come�a nos contando por que veio aqui hoje

e qual a sua rela��o com essa situa��o?

Bem, ontem � noite...

eu estava deitado na cama e a porta que eu tinha trancado...

abriu com tudo.

N�o tinha vento.

Estava chovendo, n�o �?

� uma casa velha, voc� precisa sacudir a porta pra abrir.

Ela abriu com tudo.

A velha pediu ajuda.

T�nhamos um cara nos dizendo:

"Tenho visto o fantasma dela todas as noites desse m�s."

Eu acho que ela quer justi�a.

- E voc� a conhecia? - Nunca a vi.

- J� encontrou ela? N�o sabia o nome dela? - N�o, nunca.

Voc� s� sabia que era a dona do cemit�rio para animais?

A mulher do cemit�rio.

"Acorrentada na frente da minha cama."

Ela est� vagando pela Terra, procurando justi�a

e ela vai at� ele...

para chegar at� n�s.

Ele diz: "Eu sei que me acham louco,

mas foi o fantasma dela que eu vi, e isso est� me assombrando."

Tradu��o e Legendas: Tom Souza

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