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Bill, quero o roteiro de Tudo Real com Bill McNeal.
Não precisa. Está tudo aqui.
Não pode ir ao ar e improvisar o editorial.
Lisa, todo dia eu digo isto para mim...
e todo dia eu consigo tirar outro da minha cueca.
Bill, sempre que você decide...
improvisar seus editoriais, ele vira uma divagação...
das impropriedades de objetos casuais na cabine de som.
E eu acho que o editorial de ontem...
"Microfones: Por Que Têm Que Ficar Tão Perto da Sua Cara"...
foi um êxito rompante.
- Lisa está pedindo... - Dave, sei o que estou fazendo.
Obrigada. Bill, no meu escritório, agora!
Por que você tem de ser tão difícil?
Estou tentando endurecer a pequena mocinha.
A Lisa não é uma pequena mocinha.
Bill, o que está fazendo? Eu disse no meu escritório.
O Dave me contou do seu problema de peso.
- O meu o quê? - Seu peso.
Disse que você era pequena, e Dave me desmentiu.
Ele ainda a ama. Está um pouco preocupado.
- Dave, no meu escritório, agora! - Quê?
Bom dia.
Continuem trabalhando assim.
Quisera eu trabalhar. Não alcanço a minha mesa daqui.
E por quê, Matthew?
Não quero ultrapassar a linha.
- A linha. Que linha seria? - Joe está de greve.
I NJ USTA COM FUNCIONÁRIOS
- Você também não. - Desculpe, Sr. James.
O Matthew conseguiu ser readmitido.
- Pode deixá-lo passar, por favor? - Ele pode fazer o que quiser.
- Só não garanto a sua segurança. - Certo.
NO AR
NÃO ATRAVESSAR
Ele chamou você de pequena mocinha, e eu o corrigi.
Não foi tanto a parte "pequena". Mas a parte de "mocinha".
Está dizendo que sou máscula?
Sim, acho que você é um homem grande, gordo.
"Imediatamente." O que significa?
Ela disse para escrever imediatamente, escrevi "imediatamente".
- Saiam. - Olhe.
Tenho um amigo especialista em obesidade mórbida.
- Você não é a única. - Saiam!
- Não se deixe irritar com ele. - Sei o que estou fazendo.
Muito bem. Muito bem.
Por que continua me tratando como inimigo?
Desde que assumiu meu cargo, tenho dado todo apoio.
Eu sei. Você tem razão. É que este emprego. Este emprego!
- Não sabia que seria assim... - "Bill-intensivo"?
- Bem, não. - "Bill-excêntrico"?
- "Bill-delicioso"? "Bill-esco"? - Não.
- É "Bill-bástico". - Não entendo.
- Dave, ele está me deixando louca. - O que ele fez agora?
- Piano na sala de café? - Não.
- Rede para dormir no elevador? - Não.
Câmera oculta no banheiro feminino?
- Ele fez isto? - O homem não bate bem.
Ás vezes, não tem vontade de aprontar com ele...
para dar uma lição nele?
Como o quê?
Espere. Antes podemos falar da câmera oculta no banheiro?
Bill tinha uma teoria...
que o Matthew ia ao banheiro feminino por acaso.
- Ele ia? - Sim.
Joe, acho que o Sr. James tratou você muito bem.
Claro. Pensa que quero ficar de greve? É outro sindicato.
Local Industrial 238. A negócio carnudo é com eles.
Está fazendo greve porque quer carne também?
Quê? Não.
O seu sindicato e o meu são aliados, como irmãos.
Se eles entram em greve, eu também.
São como duas meias-irmãs que se odeiam dividindo um pedaço de carne.
Lisa e eu temos dificuldades neste cargo há algum tempo.
- Mas chega uma hora. - A chega uma hora...
É preciso encarar os fatos.
- Não somos bons. - A rádio merece um chefe melhor.
E esse chefe é você.
Bem, a sua lógica é impecável, mas...
este é um plano macabro para me dar uma lição?
- Quê? - Um plano macabro...
para me ensinar como é duro ser chefe...
assim respeitarei mais o trabalho de vocês?
- Desculpe, mais uma vez. - Não importa.
Estou pensando em um plano mais alto que vocês.
- Ótimo, então você aceita. - Não sei.
Estou feliz com a minha posição atual.
Onde estaríamos se Winston Churchill dissesse...
"Estou feliz com minha atual posição" na Segunda Guerra Mundial?
Acho que quis dizer a Guerra de 1812, mas entendo.
- Não quero ser chefe. - Desculpe, é uma pena.
Para o bem do escritório, como chefe, estou mandando que você seja o chefe.
Ótimo. Agora sou o chefe.
E como chefe, ordeno que eu não seja chefe para sempre.
Foi divertido enquanto durou.
Bill, por favor.
Está bem. Espero que os dois saibam o que estão fazendo.
Lisa e eu examinamos muito o assunto.
Eu não estou interessado em detalhes da sua vida sexual.
- Sabemos o que estamos fazendo. - Lisa, novamente...
Não estou interessado na sua vida sexual.
- Agora saiam do meu escritório. - Não falávamos da nossa vida sexual.
Eu, sim! Gente sexual fora!
Joe, esqueça a greve. Tudo bem.
Quero que você saiba, Beth, que a cafeteira elétrica quebrou.
- Joe, o que foi? - Ouviu o que ele disse?
- A cafeteira elétrica quebrou. - E?
A cafeteira elétrica é só a ponta do iceberg.
Este lugar está caindo aos pedaços. Eu sinto.
Isto realmente deixa você doido.
Claro. Você sabe o que mantém a rádio em pé?
Gravidade?
Não, o suor da minha testa...
a graça de Deus, e metros da fita adesiva que faço em casa.
Agora fico aqui vendo desintegrar-se diante de mim.
Se o incomoda tanto, por que conserta as coisas?
Não, fiz um juramento solene.
A copiadora emperrou.
MalditoJimmy Hoffa!
Na verdade, acho que é culpa minha.
Pense rápido.
Quente. Mais quente. Mais quente.
Joe, não pode ser mais específico?
Não sem transgredir quaisquer regulamentos do sindicato.
Quente. Mais quente.
Preciso de um café. Isso ainda não funciona?
- OJoe está me mostrando como arrumar. - Não estou.
Estou aqui lendo uma revista, "Frio, frio, quente".
- Nada a ver. - Faça isso logo.
Está bem.
Mais quente. Mais quente.
Quente. Quente. Muito quente.
Não, não. Frio. Gelado.
- Mulher, o que você fez? - Eu achei que podia...
Cafeteira quebrada! Não tem café!
Calma aí, baixinho.
Matthew, você toma o seu preto.
Sim. Tome este.
Obrigado por pegar o café. Bom trabalho.
Sim, realmente acertei com este.
- Tudo se encaixou. - Foi ótimo, eu sabia.
Refaça a formatação disto para mim e mande para contabilidade.
Não sou muito bom em reformatação.
- Então aprenda a ser. - Não sou muito bom para aprender.
Acredito em você. Sei que não me decepcionará.
Está olhando para a pequena locomotiva que poderia.
- Onde fica a contabilidade? - Sexto andar.
- Ao lado da cafeteria. - Bill?
Isto chegou agora. Ameaça de bomba na prefeitura.
- Vou já para lá. - Fique aqui. Temos falta de pessoal.
Faça desta a história principal.
Agora. Pré-comercial. Um chamado assim...
"Pânico terrorista em Manhattan. A história em 30 segundos".
Este é o telefone da secretária que trabalha no escritório do prefeito.
Passe-a para a Lisa. Diga que é um favor para Billy M.
- Pego a parte central da cidade... - Não, preciso que encontre a fita...
com cores e fundo que fizemos do esquadrão da bomba, 2%12%87.
- Caminhões três, quatro e cinco. - Sim, mas...
No armazém, terceira prateleira...
bem no fundo, em uma caixa escrito "1992 Promos Desportistas".
Agora ande!
- Ainda de greve? - Acho que sim.
A gerência se compadece da sua condição...
e espera que haja uma justa e rápida conclusão desta discordância.
Obrigado, cara.
O fio terra do temporizador deu curto no elemento aquecedor.
- Beth, o que está fazendo? - Meu Deus! Estou datilografando.
- Estou datilografando! - Está datilografando o quê?
Material importante. Sinto-me tão vital, Dave.
Matthew, o que está fazendo?
Parece que os anunciantes não pagam se não enviarmos a conta.
- Matthew, endereçou isto corretamente. - É. Não é demais?
Eu que o diga!
Acorde, Nova York. Se o aumento proposto pelo prefeito passar...
uma receita adicional de.085% antes do imposto...
será perdida este trimestre e isso já mostra tudo.
E isto é...
- Tudo Real com Lisa Miller. - Voltamos em breve.
Você ouviu? Que tal? Sensacionalista demais?
- Talvez não o bastante. - Não você.
- Você ouviu? - O quê?
O meu editorial pede reformas drásticas nos municípios.
Lisa, está tão excitada de estar de volta ao ar...
que caiu completamente na onda do Bill.
Não tenho idéia do que esteja falando.
Eu só estou indo ao ar...
esclarecendo para as pessoas...
o imposto comercial de negócios não-incorporados.
A revolução será transmitida.
Vou deixar você com sua rádio pirata bacana.
Espere. O que está fazendo?
- O maestro está trabalhando. - O maestro?
Sim. É como o chamamos agora.
É por respeito. Você sabe...
- Oi, Dave. - Ei, Bill.
Atento, Matthew. Volte ao seu posto. Bom rapaz.
- Como trouxe o piano aqui? - Foi durante o almoço.
Penso muito melhor ao piano. Como Beethoven.
Ou Steve Allen.
Por que Matthew enviou as contas aos anunciantes?
Lembro de quando você foi chefe.
Um dia disse, "Matthew, envie as contas aos anunciantes".
Soou como um verdadeiro chefe, e quis tentar.
- Mas essas contas saíram há semanas. - E daí? Pelo menos ele está trabalhando.
E Beth parece datilografar transcrições...
do informe do trânsito dos anos 80.
Ela é uma boa funcionária.
E não houve nenhuma ameaça de bomba, não é?
Não, não houve. Mas foi um grande momento do rádio.
Bill, ser bom chefe exige mais...
que inventar trabalho para a gente para fazer.
Dave, não tem um relatório de análise de valor para datilografar?
Não, porque tal coisa não existe.
Então, por que não datilografa outra coisa?
E quero em cima do meu piano até o fim do dia.
Como vai o grevista solitário por aqui?
- Numa boa. - Que bom.
É bom ouvir isso.
- Tem de ser gentil. - Gentil?
Eu não queria tocar nessa coisa.
Assusta a gente. Sempre me deixam nervoso.
- E você, Joe? - Estou bem.
Está bem? Que bom. É bom ouvir isso.
Agora, estou pensando, para que entrei aqui?
Batatas fritas! Batatas fritas deliciosas!
Onde estão as batatas fritas?
Não, não ali. Cuidado, Joe.
Não pise nisso.
Isto é um perigo. Não, não vejo nenhuma ali.
Não tem batatinha ali, Joe. Talvez...
Sopa. Sopa!
Tem sopa. É bom e saudável.
Coloco aqui. Depois a gente liga.
Essas greves, que coisa, estão me deixando doido.
Elas podem durar semanas, meses.
Elas podem durar anos.
- Não me incomoda. - Não se incomoda.
Não é legal? Que bom ouvir isso.
Veja só!
Ora.
Você me avisa quando a sopa estiver pronta?
Obrigado.
A sopa está pronta!
- Matthew, pare. - Tenho que trabalhar, Dave. Trabalhar.
- Matthew, pare. - Trabalhar, Dave.
- Bill disse... - Matthew, pare.
Têm de sair esta tarde. O Bill disse.
- O Bill mentiu. - O maestro?
Ele não faria isto.
Sim, essas contas saíram há duas semanas.
Então, por que ele me...
Bill lhe deu um serviço para se passar de bom chefe.
E fez o mesmo com você, Beth.
Verdade? Não estou mandando contas que já foram pagas.
Não, está datilografando informes de trânsito dos anos 80.
Parece idiotice.
Sinto infelicidade. Como posso ajudar?
- Quero saber por que... - Silêncio!
Os funcionários estão revoltados. Preciso pensar sozinho um momento.
- Bill? - Admito que me senti pressionado.
- E deveria. - Não pelas mentiras que contou.
São fáceis de consertar. Senti-me pressionado...
pelo quebra-cabeças de o que fazer com um funcionário...
que intencionalmente espalha rumores falsos entre os colegas.
A minha solução: Perdoá-lo.
Por favor, não peça desculpa. Que sua consciência seja seu castigo.
Beth, Matthew, Dave pede desculpas pelas mentiras que disse.
- Podemos voltar a trabalhar então? - Sim.
Boa gente.
Você pode aprender algo com eles, Dave.
Que grande chefe.
- Eu sei. - Por favor.
Não estou falando com você, Dave.
- Mas ele é mau. - É, Dave? É?
Ou é só o reflexo do seu próprio coração obscuro e frio?
Bico fechado e ao trabalho! Dê no pé!
Hippie maldito.
- Oi, Joe. - Sr. James.
Então, quais são essas exigências que estão fazendo?
- Você desiste? - Não, é curiosidade.
- Curiosidade? - Sim.
Muito bem. Aqui está a lista das exigências do meu sindicato.
Por que você não me diz?
Acho que você deveria ler tudo.
- Senhor. - Sim, Joe?
- Sentou nos óculos novamente? - Sim.
Acho que sim.
Sr. James, só querem uma fatia maior no programa de participação nos lucros.
- Maior quanto? - Quanto têm agora?
Nada.
Bem, então acho que querem alguma coisa.
- Arruma meus óculos? - Negócio fechado.
Foi bom negociar com você.
Muito bem, Bill. É hora de terminar a farsa.
- Que farsa? - A farsa de você ser chefe.
Só lhe demos este emprego para provar um fato.
Eu tinha razão.
Vocês queriam ensinar uma lição ao Bill, não é?
- Sim. - Ser mais espertos que o cão de caça?
Mas o cão de caça...
provou ser mais raposa velha que a raposa.
- Pode ser sem o piano? - Não toquei o tema da morte ainda.
Você ganhou. Você ganhou.
Vamos terminar esta farsa e voltar para a cabine.
Você gosta de dizer a palavra "farsa", não é?
Farsa, farsa. Farsa, farsa, farsa.
Estou indo.
Lisa, o leme do navio é seu.
- Cuide bem dele. - Cuidarei.
- Não quero ser mais chefe! - Quê?
Não sei. Quando fui ao ar hoje...
fazendo aquela história sobre audiências para zoneamento, me senti viva!
Foi por isso que vim trabalhar na rádio.
Audiências para zoneamento, revisões do código tributal...
e as reuniões do comitê orçamentário da prefeitura.
É fascinante.
E triste. Não posso ficar aqui outro segundo.
Por que não tenta mais uma vez?
- Você é um bom chefe. - Não, não é.
Sou muitas coisas para muitas pessoas.
Mas Nova York precisa de mim naquela cabine.
Mais do que aqui atormentando o Dave.
Um dia você entenderá.
Dave, acho que é a sua grande chance.
Grande chance de quê?
- Ser chefe novamente. - Não quero ser chefe.
- Você não quer? - Não.
- Pensei que quisesse. - Queria. Mas agora percebo...
que gosto de trabalhar aqui quando não sou chefe.
Durmo à noite, minha úlcera sumiu, a minha pele anda limpa.
Está boa mesmo.
Então, desculpe.
Então você não seria chefe novamente para mim?
Você nem é mais minha namorada.
E se eu não fosse sua namorada...
mas dormisse com você?
- É que já tive você. - Entendo.
Sem ofender.
- Quer decidir na moeda? - Acho que não podemos...
decidir quem será chefe.
Desculpe. Além disso...
você realmente é muito melhor...
na produção do programa do Bill, portanto...
Porém, Cara, eu sou chefe, Coroa, você é chefe.
Certo?
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