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Original subtitles

Polícia!

Mãos no ar!

Vou mijar-me toda.

Aguenta.

Porra!

- Sai daqui, porra! - Foda-se!

No chão!

Mas que merda...? Foda-se!

Polícia!

Deitem-se! No chão!

No chão!

Limpo!

Alto! Polícia!

Pousa a arma devagar!

Mãos na cabeça!

Caramba!

Desculpe, bom dia. Miss Serafin?

Hubert Keller. Obrigado por ter ligado.

Disseram alguma coisa?

Não sou da família. Disseram que estavam a fazer o seu melhor.

- Pode ir para casa, eu ligo-lhe. - Eu espero.

Porquê?

A testemunha ouviu.

"Era só para o assustar."

Quem deu a ordem "só para o assustar"?

Porque chantageou Gerard Keller?

Para o calar?

- Onde estão as suas cópias? - Não as tenho.

Tem, porque não é idiota.

- Onde estão? - Meti-as no cu.

O universitário chateou-o, foi? Ele chateou-o? Como?

Tem uma pila maior? É melhor na cama?

Como é, Opat?

Artigo 191A, gravar uma pessoa nua sem consentimento.

São cinco anos. Mais chantagem, distribuição, droga no local.

Faça as contas.

Não é para distribuição, é por segurança.

De quem?

De que tem medo?

Porque mandou especificamente aquelas duas raparigas ao Gerard?

- Quem as matou? Ele? - Não tenho nada com isso.

Pronto, 1-0.

O suspeito foi informado dos seus direitos.

Exerceu o seu direito.

Não fez nenhuma declaração.

Posso fazer uma chamada?

- Para quem? - Para os meus filhos.

Se o Keller morrer, são mais 10 anos para si, mamã.

Conseguiste sacar-lhe alguma coisa?

Recusa-se a depor, mas daqui a nada ponho-o a falar.

Os discos rígidos estão numa garagem em Ligota, Rua St. Philomena.

Está lá em baixo um jornalista desesperado por te ver.

A segunda da direita.

Preciso de ver a Karolina Engel e não saio daqui enquanto não me ajudar.

O caso não é meu. Fale com o procurador.

A Karolina matou o pai por causa do seu marido.

O Żymła fez asneira na investigação!

Vi os ficheiros e nada bate certo!

Opiniões de peritos, relatórios laboratoriais, datas misturadas!

Veja!

Foi o Engel que matou a mulher.

O Pionek nada teve que ver com esse homicídio.

- Está? - Falei com o Keller.

- Sobre? - A Sabina Szyndzielorz.

Sobre o que encontrou nas obras.

Que obras? Do que fala?

Estava lá, não estava? Foi o Keller que encontrou o corpo.

Mas disse-lhe para se calar.

Leia os ficheiros.

Sabe o número do caso ou quer que lhe diga?

Se tivesse prendido o Engel naquela altura,

a Karolina não teria esta merda na cabeça.

Isto pesará tudo na sua consciência, ele, a filha dela

e, em breve, o seu filho.

Uma esposa que, se descobrir o que eu descobri,

e estou tentado a contar-lhe...

Meio milhão.

E penso em não lhe dizer.

Tem duas horas para decidir, cabrão! Enviei um número.

Telemóvel.

Vire-se.

Parabéns.

Tem o dinheiro?

Tenho.

Está orgulhoso?

Tenho pena daquela rapariga. A sério.

Claro.

Como teve a ideia de transformar o Norman Pionek num vampiro?

Não fui eu, foram os jornais.

Pessoas como você.

Apenas nunca neguei.

"Nunca neguei."

As pessoas estavam assustadas.

As mulheres não saíam de casa de noite.

Eu estava sob pressão.

Pressão lá do alto todos os dias.

Tinha três homicídios por resolver e um rapaz que confessou ter matado a mãe.

Ele estava apavorado.

Apavorado com o que fizera.

Precisava que lhe explicassem o que acontecera.

- Então explicou-lhe. - Viu-se confrontado com as provas.

Todos o viam como o Vampiro.

Não faz ideia

de como é fácil e rápido

uma pessoa perder a sua identidade.

Caramba. Perdi essa parte do seu livro.

Vejam só.

Ou o facto de ter sido o Chabisz

que matou a Sabina Szyndzielorz.

Subestimei-o, rapaz.

Mas não foi homicídio.

Foi um acidente.

Um acidente infeliz.

O Chabisz...

O Chabisz empurrou-a.

E ela caiu de tal maneira,

que bateu com a nuca em algo rijo e...

E acabou.

Foi assim que explicou ao Keller?

Garanti-lhe que o Chabisz tratava de tudo.

Ele era o rei.

Era tudo dele. A mina, as casas, as pessoas.

E o Keller era o seu menino de ouro.

Ele confiou em mim e eu acreditei nele.

Não faz ideia de como uma pessoa quer acreditar numa história

que lhe salve o couro.

E acha que vou salvar o seu?

Caramba!

Que raio estás a fazer?

Ordens do patrão.

Não foi esse o acordo com o Chabisz!

Deixa-o em paz!

Polícia! Larga a arma!

A escuta.

Não tem de quê.

Não sei por que esperas.

Então?!

Está a fazer-me perder tempo.

Foram encontrados vestígios dos seus sapatos junto à Bernadetta Słowik.

Os sapatos são seus! Matou-a?

Não precisa de estar aqui.

Mas eu quero.

Se fosse a si, falava.

É a única hipótese de ter uma sentença mais leve.

Matou-a?

Matou-a? Fale!

Damian.

Foi o Damian.

Sim, mas foi um acidente.

Discutiu comigo na manifestação.

Lutou.

Só a empurrei.

Bateu com a cabeça no passeio.

Quando vi o sangue, assustei-me.

Liguei a Mr. Chabisz.

Ele disse-me...

... para fazer com que parecesse que tinha sido o Pionek.

Levei o corpo para aquele poço.

Depois disso, ele fez de mim o que quis.

Tinha de fazer o que ele queria.

Tive de assustar aquela professora.

Michalina Badura. O nome diz-lhe alguma coisa?

Não, não tenho nada com isso.

A cirurgia correu bem. mas tiveram de induzir o coma.

Ele perdeu muito sangue.

Hubert Keller?

- Sim, sou eu. - Acompanhe-nos.

O Chabisz empurrou-a.

E ela caiu de tal maneira,

que bateu com a nuca em algo rijo e...

E acabou.

Pela primeira vez, lamento ser polícia.

Tudo isto a cair em cima de nós, da Dagmara.

Karlik, por favor.

Tenho de falar com a minha mulher.

- Por favor. - E vais falar.

Mas tens de cooperar.

Encontrou a Sabina na manhã após a morte dela?

- Sim. - Quem a matou?

Isso não é segredo.

Nem para si nem para o Chabisz.

Ele não a matou.

Estava em Istebna nessa altura.

Está no livro do seu marido. Não o leu?

Sabemos que ele não estava lá, estava nas obras.

O que fazia ele lá com ela?

Karlik.

Conheci-o a vida toda.

Desde miúdo. Como tu.

Nunca o achei capaz de tal coisa.

Ou de matar aquele jornalista.

E as alunas?

Não sei nada sobre a primeira.

E a segunda foi morta por aquele homem do Chabisz.

O guarda-costas dele.

Ele matou-a?

Não sei.

E porque o fez?

A Sabina não sabia ficar calada.

Porque não foi à Polícia naquela altura?

O Chabisz proibiu-o?

Não, não foi ele.

Não foi ele que inventou o Vampiro.

Tenho de falar com a minha mulher, Karlik.

A Dagmara não quer falar contigo.

Foi ela que te disse isso?

Foi?

- Deste-me a tua palavra. - Menti-te.

Tal como nos mentiste a todos.

Deixa-me em paz!

Deixa-me em paz, já disse! Raios partam!

Devia ir para casa, tem de descansar.

Não sabemos quanto tempo vai ficar em coma.

Pelo menos, coma qualquer coisa, menina, ou beba um café.

No dia de Santa Bárbara, dizemos: "Que Santa Bárbara nos proteja."

Mas quase ninguém se lembra

que a sua vida e a sua morte como mártir

são um símbolo de força face à perseguição.

Não somos contra os mineiros!

Somos contra as mentiras!

Vão dizer que acabou, que a mina é uma coisa do passado.

Vais dizer-lhes isto. A mina é uma honra.

É tradição, é...

São as nossas raízes! A mina é a nossa casa, a nossa família, a nossa mãe!

Se o governo disser que as minas irão funcionar durante mais 20 anos,

isso significa que não vão!

Sabem que as minas de carvão não têm hipótese de sobrevivência.

Queremos assegurar o vosso futuro.

A transição vai dar-se na mesma.

Convosco ou não! Estão a ouvir?

Quando o mundo se abater sobre ti,

não desvies o olhar.

Olha nos olhos daqueles que duvidam de ti.

- Porque a coragem para ir... - Senhor diretor.

A transformação vai dar-se na mesma.

Achas que o carvão cheira mal?

Como carregas o telemóvel?

Não estamos contra vocês, queremos ajudar-vos.

Queremos garantir o vosso futuro!

E vais salvar-nos, não é?

Se não gostas, vai plantar árvores no Parlamento.

E sai da Silésia!

- Estás bem? - Sim. E a professora?

O Gerard e eu fomos atacados.

Foi esfaqueado, está a lutar pela vida no hospital.

- Ele que morra. - O que estás para aí a dizer?

Aquele cabrão estragou a nossa relação. Quem vos atacou?

Fui ao clube a que me disseste para ir.

Estás a falar de que relação? Uma relação com a Miśka?

Kamila?

Estavas com a Miśka? Estavam juntas?

Deixe-me em paz.

Espera!

Então?

- Onde é...? - Desmaiaste.

- Não. - Estás a ouvir?

Deixe-me em paz. Deixe-me em paz!

Kamila.

- Espera! - Deixe-me em paz!

Kamila.

Ela andava a trair-me.

Não parava de me fazer mal.

Eu bati-lhe, mas não ajudou.

Bati-lhe uma e outra vez.

Para.

Não, não.

Cresci a ouvir falar do Pionek. Aconteceu tipo... sem mim.

Não fui eu. Tive de a magoar mais e mais.

Mas tentei ser carinhosa, porque ela estava tão rígida.

Senta-te, Daguś.

Senta-te.

Sinto muito.

Sinto mesmo muito.

Tu e a bebé são tudo para mim.

Amo-te, Daguś. Estás a ouvir?

Amo-te tanto.

O que devo fazer?

Cometi um erro.

Cometi um erro e não posso voltar atrás!

Eu sei que fiz...

Uma coisa errada.

E que...

... se descontrolou.

Eu era uma pessoa diferente há 20 anos.

O Chabisz era meu amigo, só queria protegê-lo.

E depois tudo...

O que devo fazer?

Diz-me o que devo fazer.

- Sente-se bem? - Sim.

- De certeza? - De certeza. Sim!

A correia de distribuição tem de ser mudada.

Olá, Karolina.

Podes...?

Como te sentes?

Há circunstâncias atenuantes.

Vamos pedir pena suspensa.

Vendi o carro.

Temos dinheiro para o melhor advogado.

Vou fazer tudo para te tirar daqui.

De volta para a Sandra.

E para mim.

A Sandra odeia-me.

Mas é melhor assim.

Não.

Não voltes a visitar-me.

Se estavam à espera do próximo episódio,

lamento, mas não haverá mais nenhum.

Não haverá material sobre o Vampiro e Norman Pionek.

Comecei a cooperar com a Polícia e entreguei-lhes os materiais.

Podem estar a perguntar porque o fiz.

Basicamente, se não me tivesse envolvido,

se não tivesse ido atrás de uma história,

a pessoa que confiava em mim não estaria acusada de homicídio.

E a filha dela não estaria agora num centro de acolhimento.

Sinto muito, Karolina.

Sinto muito, Sandra.

E não estaria um rapaz a lutar pela vida no hospital.

Força, Gerard.

Segura o telemóvel em condições, Anka.

Mas não vou fechar o canal. Hei de voltar.

Sem o Pionek.

Porque o Norman Pionek não era o Vampiro.

Na verdade, foi uma vítima.

Naquela altura, quiseram acusá-lo de todos os crimes.

E hoje, criar um imitador.

Era a saída mais conveniente.

Mas a verdade é mais simples.

Kamila matou a namorada por ciúmes.

E o guarda-costas do Chabisz adulterou o homicídio da Bernadetta.

Tal como fora feito com a Sabina.

Mirosława Engel foi morta pelo marido,

e Barbara Gawlik por Dawid Kraska, o marido da cabeleireira.

O mal não vem de fora.

Vem de dentro de nós.

Tradução: Sara Morna Gonçalves

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