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Stress pós-traumático.
Vais à reunião?
Bem. Não. Eu só...
Aqui está o Tom! Tom Björklund ...
Nisse! Mando dinheiro para comprares piza.
Liv, este é o Dino. Dino, Liv.
Ele não é fantástico?
Atira!
Acho que não sabes com quem estamos a lidar.
Recebemos alertas sobre uma criança desaparecida.
Ele devia mesmo estar aqui?
Percebo que queira procurar pelo filho, mas...
Meu Deus. E se acontecer o pior?
Como vai isso?
O terreno é acidentado e não vamos conseguir um helicóptero.
Os interrogatórios das testemunhas deram em algo?
Não, ainda não. Mas vou interrogar os amigos dele, na escola, hoje.
Ótimo! Temos mais informações sobre o Tom?
Não, também estou a tratar disso.
Ótimo. Mantém-me informado. Obrigado.
Sim. Boa sorte! Tchau.
Vamos lá, pessoal! Espalhem-se. Pelo menos três metros entre vocês.
Lembrem-se das vossas instruções. Eu disse, três metros. Espalhem-se!
- São oito horas e eis as notícias. - Simon, come.
A Polícia ainda não tem pistas sobre o desaparecimento de Nils Björklund.
- A área de busca está a aumentar... - Simon, estamos com pressa!
- Já vou! - Liv, queres boleia?
- O quê? - Queres boleia?
- Vou de bicicleta. - Está bem, mas liga quando...
Sebastian, estamos a fazer tudo o que podemos para encontrar o Nils.
Mas tenho de te fazer umas perguntas que nos podem ajudar.
Tu e o Nils, estavam juntos na competição, certo?
Sim, o pai do Nils é piloto da Rospiggarna, então costumamos ir.
Muito bem. E o que fizeram depois da competição?
Fomos embora porque disseram que já não podíamos ficar.
- E para onde foram? - Para casa.
Foram diretos para casa?
Parámos na pizaria porque o Nils tinha fome.
E onde é que se separaram?
Onde disseste que se despediram um do outro?
À porta da pizaria.
E aconteceu alguma coisa a caminho de lá?
Encontraste alguém que te tenha chamado a atenção?
Pensa bem, Sebastian.
Não, nada que me lembre.
Olá.
Olá, Rasmus. É a Veronika.
Ouvi dizer que te interessas pelas corridas de speedway. Certo?
Sim, claro. O que tem?
Tenho umas perguntas com as quais me podes ajudar.
Sim, claro... Podes vir a uma corrida comigo um dia destes, se quiseres?
Não, não. Não é preciso.
Mas o que sabes sobre o Tom e a equipa dele?
Bom, ele é uma lenda do desporto.
Começaram a falar dele quando tinha cerca de 15 anos.
- Foi piloto da... - Podemos avançar para os últimos anos?
Ele foi uma estrela. Mas, nos últimos anos tem descaído.
- Olá. - Olá.
Chamo-me Veronika Gren. Sou da Polícia.
- Podemos falar um pouco? - Isso é...
Sim, tudo bem.
É sobre o desaparecimento de Nils Björklund.
É terrível o que aconteceu ao Nisse. Conheço-o desde pequeno.
Estava sempre aqui.
Estamos a tentar perceber melhor o que aconteceu na noite anterior.
O que pode dizer sobre o Tom durante a competição?
O que posso dizer?
O Tom é... o Tom.
O que quer dizer com isso?
Digamos assim, a maioria dos tipos que aqui andam
são ordeiros e muito motivados.
Mas há caos à volta do Tom.
Ouvi dizer que andou à bulha depois da corrida.
- Sabe com quem? Foi com a outra equipa? - Não, foi com a equipa dele.
Os irmãos Lindquist. Ganhámos pela primeira vez há séculos.
Mas aquele homem ainda causa problemas em vez de celebrar.
Sabe do que se tratou?
Não, mas há muitas pessoas teimosas e muita adrenalina neste desporto...
Se se lembrar de algo, por favor, contacte-me.
- Claro. - Obrigada.
Parece que houve uma luta entre o Tom e a equipa dele
depois da competição de segunda.
- Sim! - Não vais contar?
Hoje ele vendeu o carro e está a tentar vender a mota.
Achas que a briga foi por dinheiro?
Algo deve ter acontecido. Mas não consigo perceber o quê.
Acho que não podemos excluir a ligação ao Nils.
Muito bem, vou pôr o Tom sob vigilância.
Nassir!
Que raio fazes aqui?
- Há quanto tempo. - É verdade.
Onde raio está o helicóptero?
É sempre a mesma coisa.
Então, tens sorte em ter-nos. Onde nos queres?
- Vemo-nos logo à noite? - O que achas?
O Dino disse que vinha.
Achas que ele gosta de mim? Ou o que achaste depois da corrida?
- Pareceu-me que sim. - Achas?
Ele não parava de olhar para ti.
- Senta-te. - Certo.
- Quanto conseguiste? - Devem ser 250.
Isso é bom.
- Ótimo. - Como vais conseguir o resto?
Consigo mais 50 se vender a mota.
Cinquenta?
Nós também contribuímos.
Como empréstimo.
- Não sabes como estou grato. - Claro.
Querias dizer alguma coisa?
Claro que não. O que poderia ser?
Não sei.
Ele que se foda!
Ele sempre foi assim.
Certo...
GRANDES BUSCAS EM ÄLVSBRUK
- Olá, Veronika. Tudo bem? - Sim. E contigo?
Tudo bem.
Liguei por causa da diária especial para levar.
Vou verificar.
É sempre a mesma coisa.
- Não é? Deve estar viciado. - De certeza que está.
- São só mais uns minutos. - Está bem.
Mais um.
- Olá. - Hoje não é o teu dia, pois não?
Não é a minha década.
Bem...
Há forma de saber se um jogo está viciado?
- Tipo fraude de apostas? - Sim.
Bem, depende. Fizeram-no bem ou foram gananciosos. Que desporto?
- Corridas de speedway. - Muito bem, até onde devo recuar?
Acho que um ano é suficiente.
Vou enviar-te a informação sobre a equipa e o piloto.
Está bem, entrarei em contacto assim que verificar.
Ótimo. Obrigada. Adeus.
- Olá. - Olá.
- Como está ela? - Bem, eles...
- Vou-me embora. Não suporto este sítio. - Robin...
Bom, ela ainda não acordou, mas dizem que está a fazer progressos.
- É bom saber. - Sim, dizem que ela teve sorte.
Tenta descansar também.
- Olá - A Jasmin está ocupada.
É só um minuto.
Olá! Desculpa, não me demoro.
- Olá, Veronika. - Desligaram o rádio outra vez.
Está bem, vou lembrar o pessoal.
Acho que não é pedir muito.
- Não. - Está bem.
Veronika, posso ser franca contigo?
Queres sentar-te?
Como sabes, a nossa avaliação é que o Tomas nunca acordará.
É importante que tu e a tua família
estejam a pensar numa forma de avançar.
Viver com alguém em coma
pode ser mais difícil do que perder alguém.
Podes garantir que ele não acorda amanhã?
Não, não posso garantir isso.
Mas ele não mostrou sinais positivos durante um ano inteiro.
Veronika, só quero que penses no que ele quereria.
Sabias que ele é dador de órgãos?
Veronika.
Fica acordado!
Estou?
É surpreendente como têm sido tão óbvios.
- Refiro-me às corridas de speedway. - Certo. E então?
Sempre que Rospiggarna perde,
as empresas de apostas pagam, muito mais em média.
A probabilidade de manipularem os resultados é de 95 %.
Não prova nada, mas é provável que a tua teoria esteja correta.
- É possível localizar os pagamentos? - Infelizmente, não.
Já tentámos antes, mas todas as suas transações estão encriptadas.
Talvez porque não querem que se saiba de escândalos destes.
- Olá, tudo bem? - Olá, Klara!
Viste o material da Marie?
O Tom pode estar envolvido em algum tipo de apostas
e devia ter perdido ontem. - OK.
Isso explicaria porque precisa de dinheiro rapidamente.
Então, achas que pode ser um rapto?
Sim, alguém pode ter o Nils preso até a dívida estar paga.
Ótimo! Continua a investigar.
- Olá! Onde vais? - Vou a casa da Molly, esta noite.
Mas fui às compras. Podias ter dito alguma coisa.
E disse. Mas está bem.
Ao menos ajuda-me a levar as coisas para dentro.
- O que vão fazer, tu e a Molly? - Talvez ver um filme.
- Vá lá. - O que foi?
Vejo que estás toda aperaltada.
Sim, vamos a uma festa.
Cancelaste a formatura, por isso, tivemos de planear a nossa.
- Sabes porque foi cancelada. - Sim e é horrível.
Mas temos mesmo de ficar em casa por causa disso?
- Tens o telemóvel carregado? - Sim.
Não o ponhas em silêncio. Deixa-o ligado, atende quando eu te ligar.
- Sim. - Prometes? Ótimo.
- Adeus! - Está em casa até à uma.
Vá lá! Sei que estão cansados e que está a ficar tarde.
Vamos lutar até ao fim e cobrir esta zona hoje. Está bem?
Ótimo. Vamos lá! Continuem.
Vamos lá. Continuem. Concentrem-se.
O lado sul. Espalhem-se. Três metros, pelo menos.
- Ups. - Vou buscar um pano.
Não te preocupes.
Não é assim tão mau. Está bem?
Onde sequer está o Dino? Mando-lhe uma mensagem?
- Manda. - Estou a escrever.
Raios. Tens rede?
- Não. - Raios.
- Mas ele vai aparecer, certo? - Não consigo lidar com isto.
Olá, ligou para a Liv. Deixe mensagem...
- Olá! Como estás? - Bem.
- As pessoas estão a passar-se. - É não, é?
Sabes onde posso encontrar a Molly?
- Ela está atrás de ti. - Certo. Não, eu tenho...
Tenho cetamina. Pensei que podíamos animar um pouco as coisas.
- Queres? - Não, estou bem.
Ei! Onde vais?
- Viram a Molly? - Não.
O que fazes aqui?
Estava com a Molly, mas perdi-a.
Queres boleia?
Não, tudo bem. Posso ir a pé.
Sabes sequer onde estás?
Tenho um capacete a mais. Vá lá!
Sim, ótimo.
- Obrigada pela boleia. - De nada.
Liv. O que fazes amanhã?
Vou ver uma amiga.
Alguns de nós estávamos a pensar em continuar a busca.
- Se tu e a tua amiga quiserem vir... - Talvez.
Boa noite.
Sabes quantas vezes te liguei?
Onde raio estiveste? Disse-te que o telemóvel tinha de ficar ligado.
- Estava ligado. - Porque não te consegui contactar?
Não havia rede. Era suposto eu saber isso?
Sabes que horas são, Liv? Isto é inaceitável.
- Está bem. Então, tranca-me. - Sabes como fiquei preocupada?
Há um rapaz desaparecido e tu...
Falamos sobre isto amanhã.
Estou?
Preciso de falar contigo. Tens tempo?
- Sim. Fala. - Acho que preciso de um cão localizador.
Acho que sei onde ele está, mas acho que... ele está morto.
Raios.
Isso.
Ouvi dizer que o Nils entrou na conta dele, num jogo que ele joga.
Que queres dizer?
Pode estar a jogar enquanto metade da cidade anda à procura dele.
- Quem te disse isso? - Não me lembro.
- Ele é tão estranho. - Quem?
O Dino, é claro.
DINO: QUERES ENCONTRAR-TE COMIGO?
Ele não me responde.
Primeiro, pensei que fosse por ele não ter rede lá.
Mas, por esta altura, já deve ter visto as minhas mensagens.
Desculpa, o que disseste?
- Devo ir-me embora? Ou vais-me ouvir? - Estou a ouvir.
Não. Ele é que estava interessado em mim desde o início.
Toda a gente percebe isso e temos escrito um ao outro.
E, agora, parece que ele está a tentar armar-se em bom ou isso.
Mas percebo que esteja interessado.
Eu diria que ele está aqui há dois ou três dias.
Não vejo vestígios de agressão ou de violência.
A areia toda dificulta ter uma imagem clara, mas...
Se queres uma causa de morte, tens de esperar pela autópsia.
Como...?
Como é que ele morreu?
Ainda não sabemos.
Há algo que nos possa dizer,
que nos ajude a perceber quem fez isto?
Não faço ideia.
Mas se se lembrar de algo, seja o que for, tem de nos dizer.
E teremos de revistar a sua casa para ver se encontramos algo,
que nos possa ajudar nesta investigação.
Pode fazer o que quiser.
É verdade que tem uma grande dívida com alguém?
Tom.
Pergunto porque estamos do seu lado.
Queremos descobrir quem fez isto, para isso, temos de saber tudo.
Não sei do que está a falar.
- Já acabaram - Sim.
Ouve...
Quando a Klara perguntar, recebeste uma chamada anónima de alguém,
que viu algo suspeito na pedreira.
Desculpa se te meti em sarilhos.
Encontraste-o. Isso é bom.
Vai para casa. Eu trato disto.
É mesmo escuro.
- Desculpa? - O café. É como um café expresso.
Ainda bem que voltaste.
Mais alguém quer falar sobre algum evento ou situação?
Ou outra coisa que os esteja a afetar no vosso dia-a-dia?
Tive de desligar as colunas do carro,
porque não suporto o som que começa quando não se tem o cinto posto.
Já tínhamos conduzido mais de quatro horas,
quando ela tirou o cinto de segurança, só por uns segundos,
para chegar a algo no banco de trás.
Desculpe, isto pode ser um pouco insensível,
mas o que aconteceu depois do acidente?
Desmaiou ou teve de esperar até a ambulância chegar?
Não, Frank, não tem de falar disso.
Também acho que é importante que todos pensem e se lembrem,
que somos atenciosos quando fazemos perguntas nesta sala.
Sem dúvida. Mas não é um problema. Está tudo bem.
Estávamos no meio do nada. A ambulância não vinha.
E o carro estava destruído, mas ainda podia ser conduzido.
Então, teve de conduzir até ao hospital com a sua falecida mulher ao lado?
Sim, era a única coisa que podia fazer, por isso...
E aquele som estava a tocar o tempo todo
Obrigado, Frank.
Há mais alguém que tenha algo que queira partilhar?
Não consigo lidar...
Não há nenhuma caixa de piza em lado nenhum. Procurei em todo o lado.
- Os caixotes não foram esvaziados? - Não, acredita.
Então, talvez ele nunca tenha voltado a casa da pizaria?
Não. Teremos de procurar na área entre a pizaria e a casa dele amanhã.
Está bem. Ótimo.
- Adeus. - Sim, adeus.
- Olá. - Olá.
Adoro-te.
- Sabes disso, não sabes? - Sim.
Também te adoro.
Estás triste?
Não, estou só cansada.
Quando é que ele vai parar?
Não sei, querido.
Mas ouve. Ele não nos quer fazer mal.
Só tens de tentar pensar nas memórias boas que tens do Nils.
- Mas ele não era muito boa pessoa. - Como assim?
Muitos miúdos na escola tinham medo dele.
Ele era um rufia.
Tradução: Dina Guimarães
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