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por favor,
>> eu não quero voltar para os Estados
Unidos. Eu não quero ir embora e te
deixar.
>> Nessem não faz isso.
>> Honor, por favor, ninguém vai saber. Me
para agora.
>> Não, Onur não vai.
>> Por favor, não me deixa assim.
>> Você não entende que isso não é certo?
>> Ai daí, Onur.
Não vai embora. Não vai embora.
>> [roncando]
>> Ficou comprida,
mas no corpo ficou bem. Eu posso fazer a
barra e pronto.
>> Mãe, é muito bonito.
>> Ah, você gostou, meu lindo, meu filho
querido.
Acabou. Agora vá pro seu quarto e
coloque o pijama. Pronto. Vai, vai.
Eu acho que já foi mais que suficiente.
Você quer ficar chateada? Então pode
ficar chateada.
>> Amanhã pode levar na costureira.
>> Eh, sim, eu levo.
>> Aham. Eh, foi o senor Onur quem ligou.
>> Quem mais poderia ser a essa hora?
Não fique brava, mas você é muito dura,
Xirazad [música] vai ficar chateada com
ele para sempre.
Claro que a gente vai se entender. Não
vamos ficar assim. Mas eu quero que eles
sofram um pouco mais por tomar vinho com
a Yasemin, em vez de querer ficar
comigo, entendeu?
>> Calma, amanhã eu ligo.
>> Amanhã?
>> Uhum. Amanhã.
Não quer que ele sofra mais? Hum, hum.
[risadas][suspirando]
O quer não vem mais porque agora está
casado. Se você também não vier, depois
que casar, eu fecho o negócio. Não
desapareça.
>> De onde tirou isso?
>> Olha quem tá aqui.
>> Mert.
>> Hum. Pode vir aqui. Com licença.
>> Sim, deu tudo certo.
>> Ah, dá licença um pouquinho.
>> À vontade.
>> Tugba. [risadas]
>> Oi.
>> Que surpresa te ver, querido.
>> Igualmente.
>> Senta aí.
>> Mas me fala, você não tava em Ancara? E
o projeto da comunidade europeia?
>> Bem, sim, eu continuo envolvida. Vim
para Istambul para uma reunião de
trabalho. Vou ficar a semana toda.
>> E o que mais tem feito? Como é que vai a
vida?
>> Bem, intensa, sem trégua. E você?
>> Bem, como sempre. E o que faz aqui?
>> Ia jantar com umas pessoas de bruxelas,
mas percebi que não estou de bom astral.
Fugi e vim parar aqui. E foi uma ótima
ideia. Você está aqui. Fazia tempo que
eu não via.
>> Verdade.
>> Então você já decidiu, não vai contar.
>> Não posso fazer isso, Ferid. Não
insista. Vou morrer de tristeza se ele
souber.
>> Mas
>> quero alguma coisa, dona Cival.
>> Não, Fertifiz. Obrigada.
Bom, eu já vou.
Por favor, fique. Ainda é cedo. Fique
mais um pouco. A Ferdivis nos prepara um
bom café e colocaremos um pouco de
conhaque.
Mas acabamos de tomar chá.
>> E daí? Você não vai conseguir dormir.
>> E você vai conseguir?
É, é verdade.
>> Onde está ficando? Aqui em Istambul.
>> Na minha casa.
>> Na sua casa? Não tinha vendido. Então
fica um pouco aqui e um pouco em Ancara.
>> Passa metade do tempo aqui. Onur a gente
não se vê. Mas eu venho para Istambul
com frequência.
>> Bom, da próxima vez me ligue e aí saímos
para jantar.
>> Hum. Ótimo. Então me conta de você o que
tem feito.
>> Nada de novo. O mesmo de sempre, só
trabalho.
>> Uhum.
E vai ficar por aqui?
>> Já é tarde, eu tenho que ir.
>> Quer uma carona?
>> Não, eu vou sozinha. Não se preocupe.
>> É claro que eu me preocupo.
>> Você deveria ficar mais um pouco.
>> Ferid. Já são mais de 11 horas. É melhor
eu ir. Além disso, você tem que dormir.
>> Você não quer dormir aqui?
>> Não posso. Boa noite.
>> Boa noite, dona Cival.
>> [roncando]
>> Isso.
Vai embora.
Podem ir embora. Me deixem sozinha.
>> Dona Ferid, dona Ferid, por favor,
>> saiam. Vão embora. Deixem-me sozinha.
>> Dona Ferid,
>> você também vai embora. Me deixe.
Saia daqui,
>> dona Ferid. Eu já disse,
já disse.
>> Está bem.
>> Então, boa noite.
>> Não quer entrar mesmo?
Não, já é muito tarde para incomodar.
>> De onde tirou que vai incomodar? Vamos,
entre. Eu tenho um vinho espetacular.
Venha. Eu vou congelar esperando que
você se decida.
Venha.
>> Tá bom. Tudo bem, mas eu vou querer um
café.
>> Tá bom. Só um café.
O número chamado encontra-se desligado
ou fora da área de cobertura. O número
chamado encontra-se desligado ou fora da
área. Ja.
Por favor, fique à vontade. Como que é
seu café?
>> Quer saber? Vou tomar vinho.
>> Ah, melhor para mim. Eu não gosto de
beber sozinha.
>> Você pintou as paredes?
>> É, faz uns três anos. Pois é. Você não
vem aqui faz um tempo, não é?
Obrigado.
>> A sua saúde.
>> A sua.
>> Tenho pensado em você.
Tantos bons momentos juntos.
Já faz tempo.
Que delícia esse vinho.
>> Você gostou? Que bom.
[música]
Alô.
Dona Sherazad,
é a Ferdivis. Oi, Ferdives. O que foi?
Tá tudo bem? Desculpe incomodar a essa
hora, mas aconteceu alguma coisa com a
dona Felipe.
>> Como assim?
>> O que aconteceu?
>> Na verdade, eu não sei. Ela se trancou
no quarto.
Parece que teve um surto.
>> Poderia avisar seu Onur. Eu não sei o
que fazer.
>> Mas o Onur não está aqui. O que eu vou
fazer? O celular dele está desligado,
não consigo localizá-lo.
>> Eh, tenta ligar na casa dele.
>> Eu já liguei na casa e não está. Não sei
o que fazer, Sherazad. Estou angustiada.
>> [risadas]
>> Tudo bem, tudo bem. Fica calma, tenta
relaxar, fica calma. Eu estou indo para
ir.
>> Está bem, [choro] mas venha rápido,
Sherazad, por favor.
Ai, meu Deus.
Dona Ferite,
a senhora está aí?
>> Deixe-me sozinha,
[risadas]
>> dona Ferid.
[risadas][choro]
>> [risadas]
>> Então é uma grande história de amor. É
verdade isso?
>> Como você sabe?
>> Todos em Istambul sabem?
>> Hum.
>> Toda vez que seu nome é mencionado,
dizem que está vivendo um conto de
fadas.
>> É isso que dizem?
>> Hum. Contam que seu casamento foi bem
complicado.
Hum. O que aconteceu conta?
>> Para com isso, Tug. Para de fazer
gênero. É impossível que não saiba
disso.
>> Quando muitas pessoas falam, não dá para
saber se é verdade ou não. Onor dizem
que sua noiva te abandonou no dia do
casamento
porque uma mulher saiu falando na
televisão. Foi isso mesmo que aconteceu?
>> Hum. É, foi assim mesmo.
Sazad saiu correndo bem no dia do nosso
casamento. É, foi assim.
>> Hum.
Estão separados.
>> Até ontem estava tudo bem. Tínhamos nos
ser conciliado.
Mas aí aconteceram outras coisas.
Desejo alguma coisa, senhora?
>> Não, Fátima, eu já vou deitar.
>> [risadas]
>> Aqui não. Minha mãe vai escutar.
>> Não esquenta. Fala para ela voltar pro
Chipre. Para com isso, Bora. Acha que
ela vai embora só porque você quer.
>> Mas assim não dá pra gente continuar,
né?
>> Ela queria ir embora para Boston de
repente, mas deu trabalho fazer ela
ficar.
>> Por que fez ela ficar? Devia ter
deixado.
>> Eu não quero que ela brigue com meu pai
e eles não estão se dando nada bem.
>> Tá bom.
>> E cuidado com essas mãos quando minha
mãe estiver lá.
Mãe,
mãe,
>> mãe.
>> Fala baixo. E se ela tiver dormindo?
>> Minha mãe não dorme essa hora. Hum.
>> Mãe, onde ela foi?
>> Melec,
Melec, vem cá.
>> Quê?
>> Sabe onde sua mãe tá?
>> Aonde?
>> Foi pra Boston. Não tá vendo?
>> Ficou louca. Juro. Ficou louca. Que
cabeça dura.
>> Por que ela precisa tanto falar com o
seu pai?
>> Há 30 anos que não se falam. Que falem
de uma vez por todas. Que se divorciem
ou que se matem. Que façam o que eles
quiserem, mas que deixem a gente em paz.
>> A situação é tão crítica assim?
>> Claro que é crítica. Meu pai trai minha
mãe, acha isso pouco. Ele tem um
relacionamento com a assistente. Como
pode fazer isso com a minha mãe?
>> Bom, então seu pai é um cara esperto.
>> Como disse? Então você apoia.
>> A gente pode ter uma aventura de vez em
quando, né?
>> Uma aventura? Eu estou dizendo que tem
um relacionamento. Relacionamento de
anos.
>> Eles são adultos, podem resolver os
problemas. Por que se preocupa tanto?
Relaxa, Melec.
>> O que você tá fazendo? Não ouviu o que
eu falei?
>> Tá. E você se comporta como? Hã? Quando
eu quero te beijar, você fica me
regulando, Meleque.
>> Acha que é hora de me beijar? Minha mãe
saiu no meio da madrugada e eu não sei
onde ela tá nesse momento.
>> Nesse momento a sua mãe tá num avião
voando tranquilamente com um esquinho na
mão.
>> Ai, você vai me perdoar, mas eu não vou
discutir isso com você. Eu também não
quero discutir com você, Melec. Eu vou
embora.
>> Pra onde? Aonde você pensa que vai,
Borek?
>> Olha, eu não tô nem um pouco afim de
aguentar suas birras, nem o seu mau
humor.
>> Que birra? Como fala assim comigo?
Ah, que ótimo. Eu não tô nem aí. Ai, se
daná egocêntrico que falta de apoio. A
gente devia ter jantado lá.
>> Beno, eu não ia deixar você comer essas
porcarias na
>> Ai, mas eu tô com fome.
>> Você nem sabe como é feito. Muita fome.
>> Tá bom, eu peço alguma coisa aqui, tá?
Ai, eu vou morrer de fome.
Mas eu quero comer um kebab da rua.
>> Mas que insistência, por acaso tá
grávida? É,
>> não, não é um desejo de gravidez,
querem? Eu só quero um kebab. [risadas]
Ai,
>> os desejos de gravidez são só uma
desculpa.
Eles não existem.
>> Como assim não existem? Para seu
governo, minha mãe insistia em comer
melancia em pleno inverno quando estava
grávida.
>> Ai, a mamãe mentiu para ele.
>> Mentiu nada. Para que que ela ia mentir?
Ah, é a tua irmã. Ih,
>> deixei meu celular desligado.
>> Melec.
>> Oi, senor Querem. Espera não atrapalhar.
>> Não, tudo bem. A gente foi num conserto.
Ô Melec, até quando vai me chamar de
senhor, hein? Já somos da família.
>> Então, como eu te chamo, cunhado? Que
tal?
>> Quer falar com a Ben? Sim, se ela não
estiver dormindo,
>> tá aqui do meu lado. Boa noite.
>> Boa noite.
>> Alô, Melec.
>> Venu. A mamãe foi para Boston.
>> O quê? Quando ela foi?
>> Não sei. Ela deixou um bilhete dizendo
que vai falar com o papai em Boston.
>> Ai, ou seja, ela foi mesmo.
>> Vai saber que problemas ela vai deixar
por lá.
>> Vai fazer um escândalo.
>> O que vai acontecer com eles, Benu?
>> Eu não sei, querida. Amanhã a gente se
fala.
>> Tudo bem. [música] Só liguei mesmo para
avisar. Tenho uma boa noite.
>> Tudo bem, Melec? Boa noite.
Eles nunca conseguiram ficar juntos, mas
também não podem se separar.
>> O que foi?
>> Ah, eu nunca te contei. São os meus
pais. O casamento deles nunca deu certo.
>> E qual o problema?
>> O meu pai sempre traiu a minha mãe e
ainda trai.
>> Hum. Ela tá certa. Tem que ficar brava.
Você tem medo que eu possa te trair
também?
Eu não vou fazer isso, Benu. Nem pensa
numa coisa dessas, tá bom?
>> Por favor, a gente não vai ser como
eles, né, querido?
>> Não vai acontecer,
eu prometo.
[risadas]
>> Ela está aí faz horas. Estou com medo
que tenha acontecido alguma coisa.
>> Tudo bem. Calma, F. Vê se está bem,
dona Ferid.
Dona Ferid, sou eu, Sherazad,
>> Gerassad.
>> Dona Ferid,
abre a porta para mim.
Geraz, bem-vinda.
>> Obrigada.
>> Eu te agradeço por ter vindo.
>> Não foi nada.
É melhor que esqueça isso. O amor não
existe. Depois de um tempo, ele acaba.
Eu jurava que um homem morria por mim.
Estávamos apaixonados, ficávamos nas
nuvens os dois.
>> Hum.
>> Mais uma vez ele foi para Estrasburgo,
uma semana ele voltou e tudo mudou.
>> Como assim
>> mudou?
Eu liguei para ele, perguntei quando
viria, ele me disse que tinha uma
reunião e que no dia seguinte também não
poderia me ver.
>> Ele conheceu outra.
>> Isso mesmo. Me pediu que o perdoasse,
que ele não tinha como evitar, que eles
tinham se conhecido em Estburgo. E
aquela velha história.
>> Por favor, não dá para ser assim tão
cara de pau. Isso não se faz. Hum.
>> Eu poderia dizer que todo homem é assim,
mas a gente nunca sabe.
>> Bom, talvez
>> o quê?
>> Talvez você não seja como os outros
homens.
>> Hum.
>> Tá. Então responda. Você faria a mesma
coisa?
>> Eu jamais faria isso.
>> Abro mais uma garrafa. Não, melhor não.
Ainda tenho que dirigir.
>> Não vá [limpando a garganta] agora.
Por que você tem que ir? Fique aqui.
>> Tome, dona Ferid. O chá verde vai fazer
bem, não é mesmo, Sherazard?
>> Claro.
>> Obrigada, Férbes.
>> De nada.
Passou a noite aí? Sim, seu Honor.
Graças a Deus. Fomos dormir às 3 da
manhã.
>> E já acordou?
>> Se levantou agora a pouco. Se quiser eu
a chamo, mas está no banheiro.
>> Não, não precisa. Eu já tô indo para aí.
Como é que vai minha mãe?
Agora sim, agora sim. Está bem. Sherazad
foi muito carinhosa e acalmou.
Seu precisava ver a dona Ferid quando
teve o surto.
>> Eu tô chegando, Ferd.
>> Estamos esperando.
>> Conseguiu se comunicar com a Nurfér.
>> Já está vindo, dona Ferid. Ele retornou
à ligação. Acabamos de falar. Bom dia.
>> Bom dia.
>> Bom dia.
>> Venha.
Fierdvis preparou um café delicioso.
Você dormiu bem?
De manhã passou um barco tocando a
sirene bem forte. Fez muito barulho.
Fiquei preocupada. Podia te acordar.
>> Não, não escutei. Mas a senhora dormiu
bem? Eu acordei muito cedo, mas pelo
menos dormi, graças a você.
>> Não me agradeça.
>> Muito obrigada.
Bom dia.
>> Hum. Até que enfim chegou. Bom dia.
>> Hum. Hum.
Meu amor, bom dia.
>> Bom dia.
>> Ah, bem na hora pro café.
>> E aí, mãe? Me conta o que aconteceu
ontem.
>> Não sei, filho. De repente fiquei
angustiada.
Mas já passou.
Deixei as cheiras de preocupada. Sinto
muito.
>> Não foi nada.
>> Ela veio ontem, era muito tarde. Estou
muito agradecida.
>> A senhora tá melhor agora?
>> Sim, sim, estou bem, mais animada.
Mas fiquei preocupada com você, filho.
Liguei umas 5 horas da manhã e seu
celular estava desligado. Onde estava?
>> Com o pessoal de Dubai. Eles queriam
conversar. E aí, fomos jantar
>> no domingo.
>> Bom, hoje eles devem viajar para Ancar,
não tinham mais tempo.
Mas eu também deixei um recado no
telefone de casa, Onur, por que não
ligou quando chegou? Fiquei preocupada.
>> Ah, nós fomos comer em si livre. Aí eu
bebi um pouco mais do que o normal e
fiquei num hotel.
>> Bom, eu já vou saindo.
>> Ah,
mas ainda não terminou seu café?
>> Obrigada. Tenho muitas coisas para
fazer.
Sirazate. Muito obrigada, minha filha.
>> Não foi nada.
>> Diga pro Can que eu mandei beijos.
>> É claro, eu digo sim.
Sirad,
Sirzad, você pode me ouvir?
Sazad,
escuta, por favor. Por favor, Sazad, por
que está fazendo isso? Vê se leva sua
mãe no médico. Ultimamente ela anda
muito nervosa.
>> Já baixou
>> 37. Já baixou, filho. Vá, está atrasado
para o trabalho.
>> Não, hoje eu não vou trabalhar, mãe.
>> Eu cuido do mult, filho. Vá trabalhar.
Vá.
>> Eu só vou quando ele melhorar.
>> Meu filho, seu pai ficava por acaso
quando você tinha febre. Isso é
absolutamente normal nos bebês. Você
precisa relaxar.
>> Ele passou a noite toda com febre.
Talvez seja preciso levá-lo ao médico.
>> Você é que sabe.
O M tá doente.
>> Não, Berk.
Ele só tem um pouco de febre.
>> Ah, coitado.
>> Fan pediu uma de nove. De nove?
>> Desculpa, mestre.
>> Precisa se concentrar ou não quer
aprender?
Olá,
bom dia.
Bom dia.
>> Peça uma de nove ao Mustafá. Vai,
>> vai.
>> Fale que eu estou pedindo porque aqui
não tem.
>> Tudo bem, mestre.
>> Isso é com infravermelho.
Dizem que consome menos.
>> É
em que posso ajudá-lo?
Sr. Gadir,
as pessoas civilizadas conversam.
>> Nós não temos o que falar, tudo já foi
dito.
>> Por que não quer me escutar?
Permite-me dizer algumas palavras?
Eu
sou daqueles que acreditam na decência e
na honra, mas na vida acontecem tantas
coisas que nem sempre nós temos o
controle de tudo.
Não vim aqui para defender meu filho.
Ele errou do princípio ao fim.
Isso nós sabemos.
>> Aqui está.
>> Isto é de seis, tem que ser de nove. Vai
trocar. Vai.
>> Tudo bem.
E peça dois chás. Vai.
Esse menino já tem um teto. Meu filho
considera como o filho dele eu, meu
neto. Que Deus os abençoe.
Vocês o aceitaram. Tenho certeza de que
será bem criado.
Mas, senhor, quer diir, esse neném tem
três irmãs.
Ele não tem o direito de crescer com
elas.
Afinal, é meu neto.
Meu neto
leva o meu sangue.
O senhor vai me negar o direito de
abraçar o meu sangue?
E a mã não foi trabalhar porque o Mute
tinha um pouco de febre. Ele está com
ele, fica medindo temperatura a cada
minuto.
Porque ele faz isso?
Eel deixou o M como lembrança,
a mulher que lhe amou com aquela que se
casou, apesar de tudo. O importante não
é o sangue, o importante é o amor.
Essa é uma grande verdade.
Mas e
a minha alma dói, senhor.
Eu não durmo às noites pensando em meu
neto.
Eu lhe peço que fique no meu lugar.
Não gostaria de poder abraçar o seu
neto?
Eu
lhe peço de avô para avô, por favor, não
faça isso.
>> 36.9.
Já baixou?
Claro que baixou. Eu te falei, filho.
>> Berk, Berk, atende a porta. Tá bom, tio.
Já vou. [choro]
[choro]
>> Olá.
>> O M está aqui?
>> Está sim.
>> Com licença.
[choro]
>> Ah,
o Mut.
>> O que está acontecendo aqui? [choro] Vem
buscar meu filho.
>> Não toca nele. [risadas]
>> Ele é meu filho. Eu sou o pai. Saia do
meu caminho. Eu vou levar meu filho. Eu
vou levar. Entregue por bem, senão vai
ser pior.
Eu vou te processar por ter se metido
comigo. Faz o que quiser.
>> Yam. Não, não faça isso, filho. E
>> não bastou tudo que fez com a Yansel. E
agora vem na minha casa tirar o meu
filho. Se encostar no meu filho, eu te
mato, entendeu? Eu te mato. Sai da minha
casa. Vai embora daqui. Sai logo.
>> Sai da minha casa. Você é um lixo.
>> Sem vergonha.
>> [choro]
>> Não chora, filho. Vem, [choro]
vem com o papai. Vem com o papai.
Calma.
É verdade, senhor Borran. Se for na
justiça, vão ganhar e nós ficaremos com
uma grande tristeza.
Mas imagino que seja a coisa certa. Mas
não é algo que eu possa decidir sozinho.
Vou falar com meu filho esta noite. Ele
é um bom rapaz e irá compreender. Não se
preocupe.
Obrigado, senor Katir.
Eu sabia que o senhor era um homem
razoável. Aqui está meu cartão.
Ligue quando quiser. Pode ligar.
Espero que seja para boas notícias.
Pode ir tranquilo.
Em breve seu neto estará com o senhor e
sua família.
Obrigado de coração.
>> Alô.
Alô, Shazad. Oi, é o Mert.
>> Mert? Ah, oi. Como está?
Tudo bem, com muito trabalho.
Eu trabalho até de madrugada e durante o
dia preciso trabalhar de novo.
>> Verdade.
>> Não vou tomar muito o seu tempo. Um
amigo meu comprou um terreno de 10
haares na Ilha Bjada
>> e quer construir uma mansão. Ele quer
falar com você, mas eu não quis dar seu
telefone sem antes perguntar a você.
>> Não, não tem problema. Ele pode ligar.
>> Ah, é? E quando ele pode ir ao seu
escritório ou prefere que ligue antes?
>> É melhor ligar primeiro.
>> Tá bom. Escuta. E você quando vem ao
bar? Faz tempo que eu não te vejo. Falei
o mesmo pro Nur ontem à noite.
>> Ontem à noite?
>> Uhum. Ele não te contou?
>> Tava cheio, tinha muito trabalho.
>> Ele saiu com a Túba. Eu nem consegui me
despedir deles.
>> Com quem?
>> A TJBA. Você deve conhecê-la. Ela
trabalha na chancelaria.
Nem consegui dar atenção a ela.
>> Fala pro Nur que eu peço mil desculpas.
Tá bom, eu falo
>> boa noite.
Igualmente.
Hoje de manhã você nem me deixou te
agradecer.
>> Por que deveria agradecer? por se
preocupar com a minha mãe. Ela disse que
ficaram até 3 horas da manhã
conversando.
Ela ficou muito feliz por você ter ido.
Sazad, por que que você não me escuta?
Sirazad, eu sei que está chateada.
Eu poderia não ter jantado com o pessoal
de Dubai, mas eu tava bravo com você.
>> Por quê?
Porque você sempre mistura tudo. Ficou
brava quando viu a mim, mas ela tinha
levado uns papéis importantes. Tinha
coisas que eu não sabia e ela me
explicou. Aí ela disse que tava com
fome. Queria que eu fizesse o quê?
Mandasse ela embora?
Serazad,
não seja infantil, por favor.
Ah, Miriban, bom dia. Bom dia.
>> Eu estava te esperando faz um tempinho.
>> Preciso sair o momento. Fique aqui. Tudo
bem?
>> Uhum.
>> Se o Warh de Arc Arquitetos ligar, anote
tudo que depois eu ligo.
>> Uhum.
>> Até mais.
>> Sassad,
já chega. Por favor, você por acaso não
percebe que me machuca ficando desse
jeito?
>> Aliás, o Mert ligou. Ele disse que não
pode atender direito você e a sua amiga
porque estava ocupado.
Me pediu para te dizer isso.
Por que eu tenho que ir num hospital sem
motivo, mãe? Eu não tenho nada.
É um simples exame de sangue, Burak. Não
precisa estar doente.
>> Mas por que eu tenho que ir lá se eu tô
saudável? Mãe,
>> você me cansa, filho.
>> Mãe, eu não gosto de hospital. Passei a
minha infância toda num hospital. Eu tô
muito bem. Meu coração é um reloginho,
um verdadeiro relógio.
>> Filho, você chegou dos Estados Unidos,
não se ofenda. Pode ter se contagiado
com alguma coisa. Você não se cuida. Eu
te conheço muito bem.
Por que acha que eu tenho?
Acha que eu sou idiota e não percebi,
mãe. Ai,
>> pelo amor de Deus, não diga bobagens. Eu
não quis dizer isso. Só estou pedindo
para fazer uns exames de sangue. Só
isso. Vá ver o Dr. Taifun. É só um exame
de sangue.
>> Ah, meu Deus, de novo.
>> Por favor, filho, faça isso por mim.
>> Tá tudo bem, eu vou. Então,
>> o Dr. Taifun está te esperando.
>> Quando você encana com uma coisa, não
sossega, né?
Tá legal, então, mãe, eu vou. Hum.
>> Combinado. Conseguiu me convencer?
>> Uhum.
>> Vamos processar no mesmo tribunal?
>> Faça isso a onde for, Sol,
mas que seja rápido.
>> E os dois entraram num acordo.
Se ela concordasse, era apenas uma
audiência. Sim, eu já sei disso, mas eu
não quero vê-lo.
>> Vamos ver o que eu consigo com isso. De
qualquer forma, o juiz vai querer que
compareça, mas aí a gente vê o que faz.
O que vai acontecer com a custódia das
meninas?
>> A custódia da Bursin é da Fusum. Eu vou
ficar com a Bursu e a Bu, as mais
velhas.
>> Vai separar suas filhas?
>> Bursinha ainda é pequena. As outras
meninas já vão pra escola.
Vão poder visitá-la nas férias.
>> Tudo bem. Hoje eu entro com o processo.
Vou lhe avisando do andamento.
Aliás, o que aconteceu com seu olho?
>> Ah, não foi nada. Bati numa máquina da
fábrica.
>> Ah, puxa. Coloca gelo.
>> Tá bom.
Obrigado. Bom dia.
Entra,
>> mãe. Mãe, chegamos
>> para não grita, Caan.
>> Mãe, onde você tá?
Mamãe, você tá dormindo?
Ah, filho,
você chegou.
Você tá doente?
>> Eu estou me sentindo um pouco mal.
>> Você tá resfriada?
>> Só com dor de cabeça.
>> A tia Miriban toma chá quando fica com
dor de cabeça.
>> Sabe o que me faz bem quando eu estou
com dor? Hum.
Ah,
isso tira minha dor de cabeça.
>> Agora já passou. Já estou melhor.
Mas
com um beijinho aqui vou ficar bem
melhor.
>> A senhora tomou os remédios?
>> É claro que eu tomei.
>> Não se esqueça, hein? E logo vou te
levar ao médico.
>> Por que não me escuta? Amanhã à tarde eu
os espero para jantar em casa. Venha com
a Sherazad e tragam o Caan também.
>> Mãe, olha
>> também virão a Ceval, o Queré, Benu,
Burak e Melec. Vão estar todos aqui.
>> Mãe, de onde saiu essa ideia de jantar?
Por que faz as coisas sem me avisar?
>> Faz tempo que eu queria fazer. Quero
comemorar o casamento do Querenco Abenu.
>> Ah, eu também quero agradecer a Sherazad
pelo gesto. Não sabe como [música] estou
agradecida a ela.
>> Tá bom, mãe. Já entendi. Mas acredite,
não precisa de um jantar. Por favor,
cancele
>> cancelar, filho? A Ceval já confirmou.
Eu não posso cancelar.
>> Mãe, é sério, não precisa do jantar.
Além disso, eu não tô bem com a
Sherazad.
>> O quê?
Ah, então aproveitem para se
reconciliar.
Por favor, Honor, não faça isso.
>> Mamãe, eu já falei uma vez e não vou
repetir. Será amanhã à noite. Eu vou
desligar. Tenho que ligar para Sherazad.
Finalmente acharam uma dona.
>> Hum. São para Sherazad.
>> Presente do meu pai. Que descanse em
paz. Ele me deu quando o Onur nasceu. Eu
vou dar para Sazade amanhã à noite. Vão
ficar belíssimos na minha filha.
>> Lindos.
>> Não fica aí, entra.
>> Não, eu tô bem aqui. A Sherazad pode
chegar. Eu não quero continuar causando
problemas.
>> Esse é mim, por favor.
Não quero te chatear, Honor.
Eu já consegui entender que entre a
gente só amizade.
Eu acho melhor que a gente não se veja
por algum tempo.
>> O quê?
>> Não se preocupe, não vai ser para
sempre.
>> Nur, eu não consegui conquistar seu
coração, mas eu não posso perder a sua
amizade.
>> Olha só, eu não quero discutir isso
agora. Esse é mim, eu tô mal com a
Sherazad.
>> É por minha causa, não é?
>> Não, não é. É porque eu menti para ela.
>> Não vai me contar o que aconteceu?
>> Mim, por favor. Quando eu estiver
melhor, eu te ligo.
>> Você quer que eu saia? Tá me mandando
embora?
>> Dá para parar, Yasemin?
Porque torna isso mais difícil? Eu tô
dizendo que eu não tô bem, você não
entende.
>> Uhum.
Boa noite.
>> No três. Tá bom.
>> Tá bom.
>> Vai.
>> 1 2 3. Tr.
>> Ai, muito bem. Tesoura.
>> Um, dois três.
>> Ah. Um, dois, três.
>> É o meu pai. Não, filho.
>> Como está? Está melhor?
>> Estou melhor, Sherzad. Muito obrigada.
>> Eu fico feliz.
>> Isso graças a você.
>> Não agradeça.
>> Amanhã à noite espero você para jantar.
Vamos estar todos
>> juntos. Venha com o Can também.
>> Eu sinto muito, dona Ferid.
E tem uma reunião muito importante nesse
horário.
>> É uma pena. Mas eu queria tanto te
agradecer. Vai estar todo mundo. A Cval,
a Benu, a Melec.
>> Pode ser outro dia.
>> Como você não vai vir? Eu até contratei
o bifet.
Se tivesse ligado antes, eu teria dado
um jeito.
>> Eu tinha tanta certeza que viria. Sim,
mas
>> venha assim que a reunião terminar,
porque eu acredito que não vai terminar
muito tarde.
>> Obrigado.
Meus pais estão lá em cima,
>> estão na sala e as meninas estão no
quarto fazendo a lição.
>> Que bom.
Ali mal, por que não vem pra sala,
filho?
>> Vou comer alguma coisa e depois vou
dormir.
>> Que aconteceu com seu olho?
>> Ah, nada demais.
Foi um acidente.
>> Filho, ele já está dormindo e deve estar
sem gases.
>> Vamos, filho. Senta para comer.
>> Deixa ele comigo.
>> Ele vai acordar.
>> [risadas]
[suspirando]
>> Vem comigo. Vamos com a vovozinha. Agora
você vai pro berço. Ai, que lindo.
E filho,
falei com o avô de um hoje à tarde.
>> Eu achava que o senhor era o avô.
>> Escute. Eu não sou o avô desse menino.
>> O senhor já não tinha aceitado, papai.
Não. O que aconteceu agora?
>> Hoje à tarde eu falei com um avô. Dá
para ver que é um bom homem, um homem de
família, um homem decente.
>> Papai, não se incomode.
Não pretendo entregar meu filho.
>> E a mãe, escute, filho.
>> Papai, por favor.
>> Ele estava na minha frente chorando como
uma criança. As lágrimas caíam.
>> Ah, é mesmo? Enquanto o coitado chorava
com o senhor, o filho dele chegou em
casa tentando tirar meu filho. O que o
senhor acha disso?
>> Que ele fez o quê?
>> É isso. O senhor se amolece por um homem
que chora.
Mas para mim essas lágrimas são de
mentira. Yamã, filho, o que foi que
aconteceu? Me conta.
>> Por que ele deitou tão cedo?
>> Não sei. Trabalhou muito na fábrica.
Bateu o rosto numa máquina. Eu passei
uma pomada.
>> Ele não faz nada direito.
>> Eu preparei fruta, tio Burhan, para
doçar a vida. Hum. Que bela
apresentação.
>> Arzu é muito caprichosa. Você não acha,
Boran?
>> Sim, toda sua família é assim.
>> Arzu, sente-se. Filha,
>> eu estou ajudando as meninas com a
lição. Já falei para elas começarem a
fazer.
>> Muito bem, filha. Muito bem.
Ai, se a outra fosse agradável metade do
que ela é, as coisas seriam bem
diferentes.
>> Alô,
>> alô, senhor Burhan.
>> Oh, senor Cadir, boa noite.
Espero que tenha boas notícias.
>> Não tenho boas notícias. Quem o senhor
acha que é?
Senor Cadir, calma. Tudo bem? Não
precisa gritar assim comigo. O que
aconteceu? Diga.
>> Que classe de pessoa? Que classe de
pessoa?
>> Achei que fosse um homem bom. Achei que
fosse um homem decente, respeitoso.
>> O que foi, Burra?
>> Eu sentei com o senhor como pessoas
civilizadas,
mas enquanto o senhor chorava na minha
frente, seu filho entrou na minha casa e
tentou pegar o mute.
>> Hã? O que foi? O meu filho entrou na sua
casa, foi isso?
>> Vá para os tribunais, vá para as cortes
celestiais, se quiser. Eu não vou
entregar o Vai ter que brigar.
Moran, por favor.
>> Realmente eu sinto vontade de matar o
Alemal. Vou cometer um crime por causa
daquele idiota. Apesar de estar só
amanhecendo o trânsito,
>> que foi?
Você me faz passar por tudo isso na
minha idade. Não bastou o que você já
fez? Agora mancha a minha honra.
>> O que eu vou fazer com você? Vou te
chutar pra rua como um cachorro. É isso?
Por que se meteu na casa daquelas
pessoas?
>> E o que queria que eu deixasse meu filho
com aquelas pessoas? Pai.
>> E adiantou? Adiantou para alguma coisa?
Diga.
>> Não grite.
>> Tudo que eu construo, você destrói.
>> Eu arrumo e você desarruma. Já chega.
Estou cansado de você.
>> Eu tinha falado com o sogro da Yanel.
Chegamos a um acordo e entregar o bebê.
E você estragou tudo, imbecil.
Qué me ouviu, mas o Onur não deu a
mínima.
>> Do que tá falando? O que foi?
>> Ele veio aqui ontem. Eu falei que ele
quase nunca vem, que antes vinha até com
a Sherazad.
A Sherazad não estava com ele,
>> não. O Honor estava com a TJBA. Tinha
muita gente ontem.
>> Eu vou ligar para Sheraz para ver se
eles querem vir para cá.
>> Uhum. Que bom,
>> amigo. Melhor desistir. A Melec tá
acabando com você. E sabe quem tá
ensinando ela? O Burk.
>> E onde ele está?
>> Não faço ideia.
>> Não posso ir, Benu. Por favor, não
insista. Por que, Sherazad? Olha só, eu
vou ligar pro Onur e perguntar para ele.
>> Ah, [suspirando]
não, Benu, por favor.
>> Aconteceu alguma coisa? O que foi?
>> Não aconteceu nada. Eu estou cansada.
Você tá falando com meu pai?
>> Poxa, Gerazard, já faz um tempão que a
gente não se vê.
>> Eu também quero falar com ele.
>> Cal, para com isso. Não é o seu pai.
>> Seraad.
Alô,
>> Benu. Depois eu falo com você. Ah. Tá
legal,
>> K. Filho, vem aqui.
>> Gritou comigo. Não gosto mais de você,
>> lindo. Por favor, não faz isso.
>> Eles não vêm.
>> Hum. Não.
>> Oi,
>> boa noite.
>> Oi,
>> como vai, Burek?
>> Nem me pergunte
>> doi.
>> É que a minha mãe insistiu para eu fazer
um exame. Eu acabei de receber o
resultado. Eu tô um pouco preocupado com
isso.
>> Mas por quê? Me conta.
>> É uma coisa chamada talacemia menor. E o
que é isso? É uma doença do sangue. É
muito comum em Chipre, por isso eu sei.
Você deve ser só portador, senão teria
aparecido quando era criança.
>> É isso mesmo. Eu sou portador. Eu herdei
da minha mãe. O médico me explicou tudo
direitinho.
>> Bom, e o que acontece sendo portador?
>> Se eu casar com uma mulher que tem
talacemia, nosso filho teria doença.
Sinto muito, Melec. Se você tiver
talacemia, a gente não pode se casar.
>> E quem disse que a gente vai se casar?
>> Ué, você não quer?
>> Não fala bobagem.
>> [risadas]
>> Que cara chato. Volta aqui, Meleque.
>> Você não tem com o que se preocupar, meu
amor. É só portador, não vai ficar
doente.
>> Não tô triste por isso.
>> Então, por quê?
>> Por que minha mãe não pediu exame para
mim? Porque só pensou no Burak.
Por que ela faz essa diferença, Benu?
Por que minha mãe me trata assim?
Não vai me perdoar?
E se eu contar uma bela história?
Não importa a hora, tá? Nat
consulta com o Dr. Taifon. Tá bom,
obrigado.
>> Querem, você tá exagerando. Eu tô
falando que mesmo tendo talacemia não
tem importância, porque você não
entende. Eu não sou portadora, não se
preocupe,
>> por favor.
>> Meu amor, o nosso filho vai ser
saudável. Não se preocupe.
>> Tomara que eu também tenha. Tomara.
>> Ai, você ficou louco. Como pode falar
uma coisa dessas?
>> Eu vou jogar esse exame na cara da minha
mãe. Eu vou falar. Tá aí. Olha só,
também tem mais um filho, sabia? Mas ama
tanto o Burak que nem pensou em me pedir
o exame.
>> O que você tá falando não tem sentido.
Se você quer dizer que a sua mãe prefere
o Burak, isso é uma completa bobagem.
>> Olha, o nome desse AT é Sureia, tá
vendo? Não é Cval. Sureia é o nome da
minha avó. Quando eu era criança, eu
vivia nos braços dela, nunca nos dam.
>> É porque o Burak tava muito doente
naquela época. Você tinha que ficar com
a tua avó. Isso é normal.
>> É, ele não tava bem naquele tempo, mas
melhorou faz muitos anos. Agora nós dois
somos adultos. Mas minha mãe ainda
prefere ele. Sou eu quem se casou. Sou
eu que quero ter filhos. Mas minha mãe
pediu os exames para ele, não para mim.
>> O Gan não foi para Caieri.
>> Que me importa o Gani? Nadid.
Tanto faz se ele foi para caier ou
juntar lixo na Líbia. Para mim na mesma.
>> Não diga isso. E se ele tiver
influências ruins? Hã? Amigos com maus
costumes? E se ele seguir pelo mau
caminho, Burhan?
>> Essa foi a decisão dele. Eu ofereci lhe
dei todas as oportunidades que ele quis.
Abri a porta da minha casa.
Mesmo assim, tenho pena dele. Ele ainda
é muito jovem e qualquer um comete um
erro.
>> Um erro?
>> Não comece, né? Did esse parasita, desde
que entrou nesta casa, cometeu erros até
cansar.
>> Mas ele é o tio das meninas.
>> Não me fale mais do Gan, querida.
Eu não vou gastar as minhas palavras com
um parasita.
>> Sim, tudo bem, tudo bem.
Mas eu vou ligar para ele.
>> Vou descobrir onde ele está e o que está
fazendo.
>> E eu o que faço? Basta eu dizer uma
coisa para você fazer justamente o
contrário.
>> Dona Nadid
>> Gan,
>> bom dia. Tudo bem?
Nós estamos bem, filho. E você como
está?
Você não foi para Caier? Onde está? O
que está fazendo?
>> Estou em Istambul. Eu fiquei.
>> Ah, foi o que eu imaginei. Mas onde você
está ficando?
>> Eu estou em
A Sherazad me autorizou. Eu tô dormindo
no escritório por enquanto.
>> Ah, mas como você pode dormir num
escritório?
>> É melhor do que nada.
Mas não diga nada pro tio Burhan, certo?
Seraat vai falar com ele quando puder.
>> Tudo bem, eu não vou dizer nada.
Gan,
você tem falado com a sua irmã
ultimamente? Ela está bem?
>> Sim, nos falamos, mas ela continua
chorando. Eu não entendo nada. Eu não
sei se está bem ou mal.
>> Parece que o Aliemal já entrou com um
processo. O advogado ligou pra minha
irmã. Ora, o destino é assim mesmo, Gan.
>> E você cuide-se
>> e já sabe, se precisar de qualquer
coisa, ligue para mim.
>> Obrigado, dona Nad, pode deixar.
>> Está bem.
Tenho um bom dia. Igualmente.
>> Oi, mamãe.
>> Lembre de comprar as gotinhas do Umut.
Eu esqueci.
>> Precisa delas agora?
>> Não, mas traga pela tarde. Não se
esqueça.
>> Está bem.
Mamãe, aquele homem não voltou, não é?
>> Não, não voltou mais. Não se preocupe.
>> Olha, não abre a porta para ninguém.
Esse homem não vai descansar. Se não for
ele, ele vai mandar outra pessoa e que
ele não se atreva a tirar meu filho.
Depois eu ligo pra senhora.
>> Qual o problema? O que aconteceu?
Não foi nada, senhor.
>> Quem está querendo tirar o seu filho?
Não se preocupe, senhor. Eu já estou
resolvendo. É a família da sua esposa.
Eles querem ficar com a criança porque a
mãe faleceu. Meus advogados resolverão.
Obrigado, senhor. Lute pelo seu filho.
Ainda temos seis meses, mas não é muito
tempo. É melhor a gente se apressar.
>> Ah, com toda a certeza. Tem mais alguma
coisa que você queira falar?
>> Na verdade não. E sim, mas o nome do
projeto da Assia Towers foi mudado para
Torres da Ásia.
>> Até que enfim, eu não gostava, mas não
falei nada. Como era isso de Assia
Towers? Torres [risadas] da Ásia de
Deveria ter sido desde o começo.
>> Cheguei tarde.
>> Já terminamos. On.
>> Tá bom.
Bom dia.
>> Agora vamos trabalhar em nossas salas.
>> Boa sorte.
>> Tchau. Até mais.
>> O queren não veio?
>> Não, não veio. O Burek é portador de
talacemia. O Querem acha que ele também
é, então foi fazer o exame.
>> Talacemia?
>> Uhum.
>> É uma doença de sangue, não é? Eu acho
que é passada de pais para filhos, não é
verdade? Isso.
>> Bom, melhor fazer o exame.
>> Só que eu não tenho. Ele se preocupou à
toa. A minha mãe também se preocupava
muito. Como é muito comum em Chipre,
todos fizemos o exame.
>> É, mas ninguém morre por fazer um exame.
>> É verdade. Já vamos saber. E vocês vão
ao jantar?
>> Hum, iremos sim.
>> O Querem e a Benu querem ter um filho. A
Ceval me contou.
>> Sim. Tomara que engravide logo.
>> Tomara. E vocês também.
Seria muito bom se tivessem uma menina.
Seraedad, o Caan precisa de uma irmã.
Quando eu estava grávida do Onuro, o Mim
queria um menino e eu uma menina. E foi
o que o Mim queria. Eu fiquei um pouco
triste, mas o Mim dizia que a próxima
seria menina.
Bom, você conhece a história.
Essa filha nunca chegou.
>> Sei.
>> Você é essa filha que eu sempre quis.
Era,
eu estou tão arrependida. Te tratei
muito mal e não vi a filha que tinha na
frente.
>> Isso ficou no passado. Já é história.
>> Cheguei cedo pro jantar.
>> Mas eu disse pra senhora que tem uma
reunião.
>> Mas você não cancelou?
Tinha quase certeza que cancelaria.
Girazad, por favor, precisa ir.
Vou ficar te esperando.
>> Boa tarde.
>> Bem-vindo.
>> Eu tenho uma consulta com o Dr. Taifun.
>> Querem seu Glu? Eu mesma vou atendê-lo.
O Dr. Taifun foi chamado de urgência
para uma cirurgia, então farei isso.
>> Eu vim fazer um exame de sangue.
>> Ah, sim. Ele disse o que era.
>> Quando sai o resultado,
>> vou pedir ao laboratório para dar
prioridade para o seu exame.
>> Muito obrigado.
>> Uhum.
>> Ah, ali que mal. Arzu,
o que faz aqui?
>> Eu vim falar com meu tio, mas ele não
está.
Senta.
Meu pai está na fábrica hoje.
Por que veio? Foi alguma coisa?
>> Não, nada. Pensei que ele tinha
terminado e vim me encontrar com ele.
>> Boa ideia. Toma alguma coisa?
>> Por que não?
>> Uhum. Vem aqui, por favor. Um chá.
>> Uhum.
>> Um chá, por favor.
>> Ah, é lindo esse lugar. Meu instituto
fica bem perto, sabia?
>> É mesmo? Apareça depois das aulas que eu
te levo para casa.
>> Eu adoraria. Os ônibus passam lotados.
>> Uhum.
>> Obrigado.
>> Esses cçais não, Ftives. Aqueles que
estão no móvel, os de prata.
>> É claro, dona Ferid.
>> Está tudo muito bonito, querida Ferite.
>> Ah, eu quero que seja uma noite
inesquecível, Cval. Estou com saudades
dessas noites.
>> Por favor, daqui pra frente todas as
noites serão bonitas.
Ferv abrir.
>> Já vou, dona Ferid, já vou.
>> Ai, bem-vindos ainda.
>> Como está?
>> Bora aqui.
>> Olá. Olá.
Ô filho,
>> e o Querin? [roncando]
>> H
>> Quer não vem?
>> Ele tinha umas coisas para fazer. Já tá
vindo.
>> Que estranho.
>> O que foi? Eu também sou portador?
>> Não, mas
é estranho.
>> Pode me dizer o que é que tá
acontecendo?
>> Senr. Querem? Seu grupo sanguíneo é
certo? É,
>> mas dona Cval é AB.
>> É. E daí?
>> É que uma mulher a B não pode ter um
filho do grupo O.
Azad.
Sabia que você viria.
>> Eu não vim por sua causa.
Se estou aqui é porque não consegui
dizer não para sua mãe.
>> Meu amor, quando é que vai me escutar?
Não vou te escutar porque não quero
escutar um mentiroso.
>> [música]
>> E aí, a gente vai comer ou não? Tô
morrendo de fome.
>> Mas seu irmão ainda não chegou. Só pensa
em comer, Burak.
Que foi? Não atende o número chamado em
Não, o telefone dele tá desligado.
>> Será que aconteceu alguma coisa?
>> Seu Querém, seja bem-vindo.
>> Ai, graças a Deus, já estava tão
preocupada. Querem, onde você estava,
filho?
Filho, ficamos tão preocupados.
Aconteceu alguma coisa? O que você tem?
>> Aconteceu.
Me diz uma coisa.
Quem é a minha mãe?
>> [música]
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