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Eu avisei.
Nunca fui pego e nunca vou ser.
Parece que a polícia montou uma barreira.
Segura firme!
Uhu!
Eu e o Sr. Urso não vamos pra cadeia.
Não, senhora.
Uhu!
Papai, mais rápido!
QUARTO ANO DA GRANDE DEPRESSÃO
Isso!
Oi, Sra. Akers. Oi, Florence.
Ora, olá, Penny. O que está acontecendo ali?
Papai está pondo o carro em cavaletes,
pra gente economizar gasolina.
Ah! Que esperto, não é?
Sr. Murphy... Faz tempo que quero perguntar.
Nosso carro anda meio estranho e...
pensei que, se tivesse um tempinho, poderia dar uma olhada.
O Ed diz que você entende mais que qualquer mecânico da cidade...
Eu agradeceria muito. E, claro, vamos pagar
pelo seu tempo.
Ela te pagou bem?
Não.
Por quê?
Porque o carro dela não tinha defeito.
Você podia ter quebrado alguma coisa e depois consertado.
Pensei nisso.
Você sabe fazer isso?
Talvez devesse pedir ajuda pra Sra. Akers, aqui ao lado.
Está brincando?
Está falando com seu pai.
Como se eu precisasse da Sra. Akers!
Menina, já fiz aviões voarem.
Sei reconstruir motores e construir uma casa.
Ora, até você eu fiz.
Acha que eu não sei... remendar uma meia?
Não parece.
Vamos passar por provações.
Mas, como escreveu o salmista Davi,
"Espera no Senhor,
tem bom ânimo, e ele fortalecerá teu coração."
Espera, pois, no Senhor.
Oremos.
Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
Venha o teu reino, seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dá hoje,
e perdoa as nossas dívidas,
assim como perdoamos nossos devedores.
E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.
Pois teu é o reino, o poder e a glória...
para todo o sempre.
- Amém. - Amém.
Mas por que precisa ser tão chato?
Acho que querem entediar o diabo
até ele sair das menininhas.
Sua mãe dormia durante o culto todo.
Dizia que o pastor era como leite morno.
Ei!
AVISO DE DESPEJO
Quando os outros alunos estão brincando...
Vou tirar essas coisas do caminho.
Isso é terrível, Sam.
Despejar um homem enquanto ele está na igreja.
Isso é terrível.
- Tem algum lugar pra ir? - Sim, temos um plano.
Se quiser alguma coisa, pode pegar.
Se não se importar e não for levar o rádio,
gostaríamos muito de comprá-lo.
Faz tempo que quero um portátil,
e aquele é perfeito.
Sim, obrigado. Ótimo. Claro.
Não, filho. É o urso da Penny. Não está à venda.
- Está, sim. - Não está.
Tudo bem, papai.
Não preciso mais dele.
Quero que fique com ele.
Para de chutar.
Eu já disse.
Vou comprar ele de volta.
Vou lá agora comprar ele de volta.
Foi... foi o que você disse que queria.
Você disse que queria vender o rádio da mamãe.
Olha.
Acho que encontrei o lugar perfeito pra gente.
É bem perto da sua escola.
Você ainda vai pra escola, não vai?
Não vai fugir pra entrar no circo
e trabalhar com elefantes, vai?
Não.
A escola é legal.
Eu nem gostava tanto daquele apartamento velho.
Podíamos experimentar esse lugar.
Ficar uma semana e ver se a gente gosta.
Quer dizer, o bairro é bom.
Bata bem forte na porta.
Isso, muito bem.
Olá?
Cuidado com o vidro, tá?
Certo, senta aqui.
Procura aquele outro endereço que você achou, tá?
Fica bem arrumadinha.
Olá?
Olá?
Ei. O que está fazendo aí embaixo?
Minha filha e eu estamos procurando um apartamento pra alugar.
- Parece que está espiando a janela. - Estamos procurando o dono.
Já fomos lá na frente.
Está tentando invadir?
- Não. - O que seu pai está aprontando?
Ei, não encoste nela!
Ei!
Ei, ei!
- Agora você está fodido. - Tudo bem.
Certo, senhor.
Fique aí, por favor, mocinha.
Agora me escuta. Não tenha medo.
Nunca tenha medo.
Quando eu sair daqui, vou buscar você,
e vamos ficar juntos pra nunca mais nos separar.
Está bem? Eu prometo.
Me desculpa, Penny.
Não sei quanto tempo vai levar,
mas, quando tudo se resolver,
vou buscar você.
Eu te amo.
Como assim? Me buscar onde?
Certo, vamos. Vamos lá.
Espera, não, por favor! Não posso deixar meu pai!
Papai, não, por favor!
- Não, papai, por favor! - Está tudo bem. Ei, ei.
- Não, por favor! - Não chora. Me escuta.
- Papai, não! - Escuta. Não tenha...
Não tenha medo.
- Não, papai, não! - Temos que ir.
Papai, não, não!
Vamos, mocinha. Venha. Isso, vamos.
THE WEIGHT
CAMPO DE TRABALHO DE PRESOS DO CONDADO DE DESCHUTES
QUATRO MESES DEPOIS
Espere.
Quero conhecer meus novos homens.
- Joga beisebol, filho? - Bem, eu...
Certo. E você? Joga?
- Sim, senhor. - "Sim, senhor." Muito bem.
Não sei o que vocês, seus merdas, fizeram, mas têm sorte de estar aqui.
Queremos tornar os presos responsáveis
com trabalho duro e os frutos dele.
Terão um dia a menos de pena a cada dois dias trabalhados.
Com bom comportamento, conseguem condicional e saem ainda mais cedo.
Vão trabalhar duro, mas vão receber uma diária.
Descontadas as despesas.
Red...
você está chegando bem perto do osso.
Continue roendo pra ver o que encontra.
Chefe.
Agora, se fizerem merda...
E isso vale pra todos vocês.
Se fizerem merda, vão acabar
de volta à penitenciária, com a pena aumentada
e a marca da minha bota tatuada pra sempre na bunda.
Entendido?
Sim, senhor.
Vamos construir a estrada.
Ei, os guardas não vão mudar, porra.
Pode encarar quanto quiser,
mas caga logo ou desocupa a privada.
Não está vendo, Singh?
Você... você não tem como ganhar, tá?
Não nesse jogo, Singh.
Aliás... Não neste país.
Como é que não puseram você
no alojamento dos negros, que é o seu lugar?
São só brancos ignorantes.
Os brancos... os brancos não são ignorantes.
Bom, segundo os brancos que mandam aqui,
tecnicamente, sou caucasiano.
Igual a você, Rankin.
Desisto.
Que azar, camarada.
Você não é como eu.
Porque sou branco e continuo no jogo.
Essa é a diferença. Ei, o que acha, Murphy?
Acha que os brancos são ignorantes?
Vamos, o Singh está aqui chamando os brancos de ignorantes.
Não vai se defender?
- Sim? - Sim, dá as cartas.
Ah, ah, ah. Essa é... a mão do morto.
A mão do morto?
Diz a história
que o velho Wild Bill Hickok levou um tiro
bem na nuca. Pá!
- Assim. - É?
quando jogava com essa mão.
Ah, isso...
- Isso não tem graça. - Não.
Faz o que quiser, Big Country, mas...
Aposto tudo.
- Blefe. - O quê?
Ele fala. Nossa!
O que entende disso, vovô? Você joga pôquer?
Não. Só precisa saber quando alguém está falando merda.
Talvez o Murphy tenha razão.
Pago pra ver.
Certo, o que você tem?
Eu... eu tenho isto aqui.
Porra!
Eu ganhei?
Achei que tivesse dito que ele blefava.
Só disse que precisa saber quando alguém está falando merda.
Achei que fosse a mesma coisa, mas...
Bom, tinha muita galinha na minha fazenda.
E, sabe, com as ovelhas,
não tinha cerca em volta da propriedade,
então, basicamente, a gente...
a gente ensinava pra onde elas deviam ir.
Se uma ovelha saísse de onde devia...
- Já era a ovelha. - É, a gente atirava nela.
É, como numa fazenda normal.
Achei que a história fosse sobre galinhas.
O quê? Não.
Atenção, todo mundo!
Vocês gostam de folga, não gostam?
É? Claro que gostam. Podem descansar, tomar banho.
E, o mais importante, jogar beisebol.
A decisão é amanhã.
Os times estão empatados. Falta um jogo pra glória.
Vamos, Pirates!
Porém...
temos um problema.
Vou explicar como vai ser esta tarde.
Bob diz que tem uma pedra lá em cima que precisa ser explodida.
Mas a dinamite só chega na segunda.
O paiol está vazio.
Mas eu digo... aquela pedra...
tem que sair dali hoje.
E, se não sair,
voltarão todos amanhã. Não haverá jogo,
e os Pirates perderão por W.O.
- Entenderam? - Sim, senhor.
Então vão tirar aquela maldita pedra.
Vamos, mexam isso. Mais força!
Jesus Cristo, olha esses babacas!
Não têm a menor chance.
Nem Hércules moveria aquela pedra.
Qual é o seu problema, Murphy? Não trabalha em equipe?
Depende da equipe.
Não se importa de trabalhar amanhã?
Não gosto muito de domingos.
Prefiro descontar uns dias da pena.
Sair mais cedo. Gosto de trabalhar.
É? Bom, eu...
gosto de beisebol.
E adoro os domingos.
É o dia do Senhor.
Se tivermos que trabalhar aqui amanhã,
não vai ser nada agradável, já vou avisando.
Ei, até que enfim!
Vai fazer o quê? Pôr pneus nela?
Quieto, Rankin. Cala a boca e cava!
Certo, me escutem.
Singh, preciso de um buraco de 15 cm ali. Olson, vem cá.
Está vendo? Bem ali.
Certo.
Continuem, continuem, continuem.
Continuem, continuem.
- Certo, fizeram os buracos? - Sim, sim.
Me escutem, me escutem.
Olson, pega uma pá. Enfia bem aí.
A picareta. Bem aí. Certo?
Só eles empurram. Senão os cabos vão quebrar.
Quando começar a se mover, não deixem parar.
- Vamos, vamos. - Prontos?
- Sim. - Firme. Continuem.
Empurrem, empurrem, empurrem.
Não parem. Não parem.
- Continuem! - Vamos, vamos! Empurrem!
- Vamos! - Vamos!
Não parem! Não parem! Isso, vamos!
Empurrem! Vamos!
Isso! Isso!
Vamos! Vamos! Vamos!
Vamos!
Vamos!
Isso!
Vamos, vamos!
Bom trabalho.
Entre.
Estou aqui atrás.
APREENSÃO RECORDE DE BEBIDA
- Aí está ele. - É.
Hércules.
Foi divertido, Murphy.
Ver a cara daqueles rapazes.
Você lá, movendo montanhas,
e eles sem entender como.
Dr. Pepper?
Fica à vontade.
Lança!
Lança!
Caramba, Murphy.
Nunca vi isso antes, Murphy.
Normalmente, a gente deixa voar um pouco
pra dar alguma chance.
Achei que era pra matar.
Bom, isso você fez.
Vamos limpar essas belezinhas,
e depois vamos comer.
Não sei se gosta de carros.
Este é o modelo mais novo. O melhor. Modelo 18.
Não está funcionando, mas é bonito.
- Posso dar uma olhada? - À vontade.
Qual é o problema?
Puxa pra esquerda e superaquece.
Não gosta de subida e o freio não presta.
Posso consertar.
É? Que parte?
Tudo.
Passamos o tempo todo vigiando um puteiro em Paris.
Eu era da polícia de Portland, a PPB,
então me mandaram direto pra polícia do Exército.
Nosso trabalho era impedir que soldados como você
pegassem doença venérea.
Fomos bem por um tempo.
Até os policiais pegarem as doenças.
E você? Como ganhou essas cicatrizes?
Os alemães estavam tentando tomar uma posição atrás de nós.
Minha unidade estava temporariamente sob comando britânico e francês.
Os batedores acharam que melhoraríamos nossa posição
se eu chegasse lá primeiro. E cheguei.
E fiquei com estas de lembrança.
Isso faz de você um herói de guerra, não?
Só tive sorte, eu acho.
Os rolamentos novos já estão engraxados.
O metal dos mancais deve aguentar um tempo.
Não vai mais puxar pro lado.
É, estava bem acabado.
O sujeito que me vendeu judiou dele.
Agora está aposentado.
Cumprindo de 15 a 20 anos em Joliet.
Contrabandista de bebida aposentado?
Interruptores no painel, suspensão modificada,
protetor de cárter, motor todo envenenado.
Feito nas coxas. Por isso esquentava tanto.
Ora, ora! Você sabe reconhecer um carro de contrabandista.
Acho que vou acabar gostando de você, Murphy.
Tem família?
Sim. Tenho uma filha.
Tem gente boa cuidando dela?
Um problema compartilhado pesa menos, então...
Qual é o problema, filho?
Estou aqui preso.
Ela está num abrigo, a Casa do Bom Pastor.
Daqui a um mês, fica sob tutela do Estado e pode ser adotada.
Mesmo com bom comportamento, ainda fico aqui seis meses.
Esse é meu problema.
Obrigado.
Ei, Murphy!
Fez um bom trabalho. Eu agradeço.
Agora está andando muito bem.
Pra falar a verdade,
não vim aqui só pelo passeio.
Estive pensando em você e na sua situação.
Se eu tirar você daqui antes do fim do mês,
o que me diz?
Pode fazer isso?
Filho, aqui eu faço o que quero.
Se eu assinar os papéis dizendo que cumpriu a pena,
você cumpriu a pena.
Vai funcionar assim.
Tenho um amigo que precisa de uma ajudinha.
Ele também está numa situação complicada.
Vai precisar de quatro homens fortes.
Homens de confiança.
Não confio em nenhum deles, mas você os conhece melhor que eu,
e eu confio em você.
Então vai ter que comandar.
Agora, não vai ser moleza como aqui.
Pode ficar feio.
Mas tem um bom dinheiro envolvido.
Só não pode dar merda.
Não vai ter.
Certo.
Se fizer isso,
assino seus papéis e os dos homens que escolher.
Temos um acordo?
Seja lá qual for o serviço, deve ser ilegal.
Olha, ele só pediu três homens de confiança.
Só achei dois, e vocês parecem gostar dele.
Graças a Deus não vamos nessa merda.
Duas horas até a mina, mais ou menos.
Não quero ouvir um pio de nenhum de vocês.
- Entenderam? - Nunca andei de avião.
Que porra eu acabei de dizer?
MINA DE OURO BLACK HAWK, CONCESSÃO 7
Pode passar, Sr. Amis.
Vamos. Depressa.
Entrem, rapazes, e calem a boca.
Boa noite, senhores.
George Taggert.
Qual de vocês é o Murphy?
Sou eu.
O Clancy só fez elogios ao senhor, Sr. Murphy.
Disse que é o homem certo pro serviço.
Ótimo, porque este serviço precisa do homem certo.
Dos homens certos. Venham.
Tem uma coisa que quero que saibam,
e é muito importante.
Estão vendo isto?
Isso aqui só dá problema.
Encontrar, extrair
e, principalmente, guardar é uma dor de cabeça.
As pessoas mudam com ouro por perto. Já vi. Mentem.
Trapaceiam.
Matam por ele.
Ouviram?
Ouviram?
- Sim, senhor. - Sim, senhor.
Ótimo.
Daqui a duas semanas,
todas as minas deste país serão fechadas,
e todo o ouro, confiscado. Cortesia de Roosevelt.
É, tempos desesperadores.
Tem muita gente desesperada
que acha que este ouro deveria pertencer a ela,
e não ao governo americano.
Duas minas neste condado já foram saqueadas pelos próprios guardas.
Quem tentou proteger o cofre...
levou um tiro.
Confio em dois homens aqui.
E eles ouviram rumores...
de que somos os próximos.
Isso não vai acontecer enquanto eu mandar.
Não nesta mina.
Porque não vai ter ouro aqui.
Porque o ouro vai estar com vocês.
E amanhã bem cedo,
vão carregá-lo por essa porra de mata,
na direção oposta àqueles animais lá fora,
antes que alguém perceba que sumiu.
A uns oitenta e poucos quilômetros,
a estrada por onde vieram
faz a volta e se encontra de novo...
do outro lado do lago.
É lá que vamos nos encontrar.
Daqui a exatamente seis dias.
Os senhores Amis e Letender vão com vocês
pra garantir que não se percam.
Entenderam?
Entenderam?
- Sim, senhor. - Sim, senhor.
Vejam, o ouro não é meu. Queria que fosse, mas não é.
Pertence aos donos desta mina.
Só sou pago pra protegê-lo.
Quando vamos receber?
Na entrega.
Cumpram sua parte, e eu cumpro a minha.
Todo este ouro, até a última grama,
tem que chegar ao destino.
Mas, se sumir alguma coisa, por qualquer motivo...
aí vocês vão ter problemas.
Entenderam?
- Sim, senhor. - Sim, senhor.
Ótimo. Caiam fora.
Quem levar ouro daqui
não pode parecer um de nós dois. Então, se nos pegarem...
Vocês levam um tiro.
Certo.
CINCO DIAS ATÉ A ENTREGA
Aqui.
Não. Espera. Espera.
- Olson. - Sim.
Singh.
Eu ajudo. Certo.
Vamos. Andem.
Tem mais alguém aqui.
Acho que não.
Se tiver, isso acaba antes mesmo de começar.
Está com eles? Me dê sua faca.
Me dê sua mochila.
Com prazer.
Que porra é essa?
- O que essa garota tá fazendo aqui? - Fala baixo, cara.
Me dê essa porra de faca.
Tem alguém com você?
Não. Estou sozinha.
É melhor dizer logo o que está fazendo aqui.
O mesmo que vocês. Tirando a parte de roubar ouro.
Não estamos roubando nada. Só estamos tentando...
Olha, eu só vi gente saindo escondida.
Vi as mochilas. Precisava sair daquele lugar.
Então resolvi ir junto.
Posso ajudar. Sou tão forte quanto qualquer homem aqui.
Certo, calma.
Não podemos ficar conversando. Temos que ir.
Quem perguntou? Eu mando aqui.
Não me interessa o que estão fazendo,
nem o que levaram...
Mas não vou voltar.
Tá, vamos deixá-la aqui. Ela não pode vir com a gente.
Se eu voltar, podem me pegar.
Temos que ir.
Vamos. Temos que ir.
Não, chega.
Esse silêncio é pior que o peso dessas mochilas.
E aí, vovô? Tem alguma...
Tem alguma história dos bons e velhos tempos?
Sério? Nossa, isso é...
Que interessante. Eu não sabia. Isso é...
Fascinante. Muito fascinante.
Devia contar mais pra gente.
Singh, eu até...
Eu até ouviria uma das suas palestras sobre...
Como se chama? A...
A história dos trabalhadores cules...
Talvez depois.
Ou os males do capitalismo. Não quer...
- Singh, ei! - O quê?
Conte pra eles como foi preso.
- É. - É uma boa história.
O Singh foi preso por ser socialista.
Preciso como sempre.
É.
Por que não conta? Vamos, Singh.
Vamos, Singh, vamos!
Vamos ouvir.
Primeiro, Rankin, você não... não pode ser preso
por ser socialista.
- Pode, sim. - Não, não.
Fui condenado por resistir à prisão.
Liderava um protesto do Conselho dos Desempregados.
Os ânimos se exaltaram.
A polícia veio acabar com o protesto,
e uma coisa levou a outra.
Mas recebi um tratamento bem especial
pela cor da minha pele.
O Singh foi preso por ser vermelho e ter a pele marrom.
- É. - Não culpo eles.
Por mim, mandavam todos vocês embora, porra.
- Meu Deus. - Desacatando a polícia.
Opa, ei!
Temos um verdadeiro fora da lei, senhoras e senhores.
Um verdadeiro fora da lei!
Sério, como virou tão comunista, porra?
Se está mesmo tão interessado,
que tal eu citar uns aforismos que vêm bem a calhar?
- Ninguém quer ouvir essa merda. - Talvez você aprenda alguma coisa.
Uma ordem social que permite a um homem,
que não faz absolutamente nada de útil,
acumular uma fortuna,
enquanto milhões trabalham todo dia por uma miséria,
não é base para uma civilização.
Sou a favor do socialismo porque sou a favor da humanidade...
É melhor tomar cuidado com essa boca, moleque.
É, cala a boca, Singh.
Você não me dá ouvidos, mas dá ouvidos
um homem com uma arma na mão, não é?
Os velhos mineiros que fizeram isto sabiam o que estavam fazendo.
Transportavam equipamento e animais...
Caralho!
Achei que já era.
Minhas bolas foram parar no estômago.
É, aguenta um homem, mas não com essas mochilas.
Estou pronto. Vamos.
Ufa!
- Pode ir. - Certo.
- Certo, peguei. - Pronto?
Estou pronto.
- Vamos, Singh. - Vamos.
Ufa!
Boa pegada.
- Tudo bem? - Sim.
Certo, lá vai.
- Faltam duas. - Merda.
- Tudo bem? - Vamos.
Dois, três... Ah!
Pegou?
Murphy, se deixar uma cair, melhor cair junto.
Porque estaremos todos fodidos.
Isso deve animar ele.
Cala essa boca.
Murph?
Porra.
Certo.
Cuidado com o pé.
Ótimo. Pega isso.
Certo.
A última. Lá vai.
- Não, espere. - Ah, merda.
Ei.
Merda.
Isso é loucura pra caralho.
Você está bem?
Está brincando comigo?
Qual é seu problema?
Desculpe.
Certo.
- É tudo? - É tudo.
Certo.
Bom, foi fácil.
Aqui serve.
Ponham as mochilas bem aqui.
Anna, vá cozinhar, garota.
Vou buscar água.
- Quer ajuda? - Não.
Eu disse que não preciso de ajuda.
É, estou vendo.
Não deixe ninguém te pegar com a faca.
Não vão pegar.
Cuidado. Algumas dessas plantas são venenosas.
Amis.
Caralho! Que porra é essa?
Que porra você quer?
Aqui cada um cuida da própria vida.
Mas divide a comida quando tem.
Está cheirando bem.
Devia ter feito algum barulho.
Eu fiz.
Mas vocês não me ouviram.
Quando eu estava descendo,
vi a fogueira.
Senti o cheiro da comida.
Não trouxeram bebida, por acaso?
Faz tempo que só bebo água de riacho.
Não recebo muita visita aqui.
Tem uns caçadores por aí, lenhadores.
Mineiros.
É mais terra de mineiro, sabe?
Hum.
Uhu!
Ei.
Vocês têm os dois tipos de índio.
Quem diria.
Não quisemos acampar perto demais de você.
Vamos embora de manhã.
Não me incomoda.
Todos aqui sabem qual terreno é de quem.
E, se não sabem, bem...
Aprendem.
Então mora aqui sozinho?
Bom... às vezes.
Já rodei por todas essas montanhas. Conheço cada canto.
Mas esta área aqui é a melhor.
É um jogo curioso.
Tem ouro de sobra, mas você não consegue pôr a mão nele.
Hum.
Cara!
Essas mochilas parecem pesadas.
Vocês não viajam leves, hein?
Temos muito chão pela frente amanhã, então é melhor...
- Vão descer o rio? - Não.
Então vão pra onde?
Só tem uns dois caminhos. Posso mostrar...
Ei, você!
Espera, espera.
Já comeu. Vá embora.
Se eu vir você de novo, você morre.
Tá. Calma.
Calma aí, grandalhão.
Já estou indo.
É.
Não sabemos quantos estão com ele.
Somos lentos. É fácil seguir a gente.
Acho melhor atravessar o rio e apagar nossos rastros.
Eu prefiro seguir a porra do mapa.
Eu também, mas ele não é burro.
Escuta, Amis. Ele sabia.
Você é um covarde de merda?
Tem diferença entre covardia e bom senso.
Velhos mineiros passam seis meses vivendo de sobras de minério.
O que acha que fariam pelo que estamos carregando?
- Não estou preocupado. - Devia estar.
Vamos, andem.
Ah!
Talvez sejam lenhadores.
Soltando troncos presos.
Vamos.
Ah, merda. Vamos, vamos, vamos.
Mexe essa bunda!
Murphy, mexe isso!
Vamos!
Vamos, andem!
Solta a corda do corpo.
Certo, fiquem juntos.
- Peguei você. - Murph!
Faca!
Ei, cuidado com as mochilas!
Murph! Murphy!
Socorro!
- Socorro! Murph! - Calma, calma.
Segura firme. Me dá a mão!
Cadê a corda?
Certo, peguei você.
Amis! A mochila!
Aqui!
- Vamos! - Ele está ali!
Merda! Você está bem?
Ah, não.
Ei, Murphy, eu...
Ei, Murphy. Ei, ei!
Ei! Desculpa, cara. Não sei nadar.
- Não sei nadar. - Calma.
Não sei nadar.
Vamos, mais uma!
Você me pegou de jeito, hein, velho?
Quer dizer, foi uma bela surra.
Nem lembro a última vez que apanhei assim.
Foi até divertido, sabe?
Eu... eu brigava todo dia no reformatório.
Até sinto falta.
Mas...
Esses lugares...
são duros.
Muito duros.
Não queria estar num deles hoje.
Isso parece estar doendo.
Amis, ainda está com aquele alicate de corte?
Jesus, Murphy.
Talvez precise cortar esse dedo fora.
Certo, fique parado. Vai doer.
Agora pode ficar com o dedo e a aliança.
Obrigado.
Já são duas vezes.
Hoje.
Anna, chega de bancar a enfermeira. Prepara alguma coisa pra comer.
É, estou com fome.
- Não, nada de fogueira. - O quê?
Eu não faria uma fogueira.
Ah, ainda está com medo daquele velhote da mina.
Sim, estou.
Já atravessei esse seu rio idiota sem motivo nenhum.
Estou encharcado desde cedo, então vou fazer uma fogueira.
Não, eu não faria isso.
Sabe de uma coisa, Murphy?
Se é tão esperto, porra, o que está fazendo aqui?
É só um preso velho,
com a mão quebrada,
que não sabe porra nenhuma.
Vamos, Big Country. Contei a minha. O Singh também.
Por que não conta pra todos
como acabou carregando ouro nessa porra de mata?
Conte como enforcou aquele juiz.
- Não tem beisebol amanhã. - Rankin, não enforquei um juiz.
Deixa pra lá.
Acho que é uma boa história.
Vamos, Olson. Vamos ouvir.
Eu não cheguei a enforcar ele, mas...
ele quase foi enforcado.
O que aconteceu?
Tinha um juiz
que vivia tomando fazendas por dívidas
de famílias escandinavas, como se gostasse daquilo.
Outros juízes davam um jeito de evitar isso, mas...
esse não.
Tomou nossa fazenda e as dos outros...
E a gente não tinha como impedir aquilo.
Quando tiram de um homem o sustento da família,
ele fica desesperado.
E... um homem desesperado é um homem violento.
Então...
um grupo de nós foi ao tribunal,
levou ele pra fora, pôs uma corda no pescoço
e começou a enforcá-lo.
A maioria achou que ele merecia.
Mas não chegou a tanto.
É melhor tomar cuidado pra ele não dar o bote em você.
E levar o ouro sozinho
pra fazendinha miserável do tio dele.
Rankin, talvez você seja o sujeito mais irritante que já conheci.
Sabia?
Contou melhor da outra vez.
E você, Letender?
Quanto acha que vale esse ouro todo nas mochilas?
Eu diria que vale...
Não é da sua porra de conta.
Quer dizer...
vocês dois não estão nem um pouco preocupados
Com o quê?
De a gente pegar vocês de surpresa e levar tudo?
Depois de tanto tempo na polícia de Portland,
a gente não teme bandido de meia-tigela como você.
Acho que vale uns 100 mil dólares.
Nossa.
Claro, depois que Roosevelt recolher todo o ouro
dos Estados Unidos nas próximas duas semanas,
aí vai valer o que ele disser que vale.
Franklin Roosevelt, aquele merda, e seus banqueiros judeus.
É.
E quem tiver esse ouro vai especular com ele.
Vai ganhar uma bela bolada,
sem fazer nada, porque, bem, esse é o jeito americano.
- Cala a boca. - É, cala a boca, Singh.
O que você sabe disso?
Está no jornal, Rankin.
Tá? Eu leio.
Dívidas. Terror. Dor.
Um monte de besteira.
Ei, ei, acorde. Acorde.
Acho que temos um problema.
Tem barcos amarrados lá na margem. Estão vazios.
- Quantos? - Dois.
Vamos.
Todo mundo de pé. Peguem as mochilas.
Esses barcos podiam já estar lá.
Não. É ele.
Ótimo. Se for ele, ele e o amigo vão morrer.
Não, nós vamos morrer.
Se são dois barcos, são mais de dois homens.
Somos alvos fáceis aqui.
Singh, volte por onde veio. Letender, vá com ele.
Não. Por que vamos pro rio?
Porque vamos pegar os barcos deles.
Peguei você.
Me ajude.
Ah!
Certo, amigo, preciso virar você.
Preciso olhar suas costas. Ver se a bala saiu.
Preciso ver o outro lado.
Certo. Ótimo, saiu. Tá tudo bem.
Certo, ela saiu do outro lado.
- Sim. - Isso é bom, tá?
Preciso fazer um torniquete.
Levante só um pouquinho. Vamos lá.
- Está tudo bem? - Sim.
- Conte até três. - Um...
Vamos ter que dar uma olhada nas suas costas também.
quando a gente parar.
Como está, grandalhão? Consegue andar?
- Sim. - Sim, ele está bem.
Ei, ei, me escute.
O que vai fazer quando sair?
Eu, é...
Eu, é...
Vou beijar minha mulher e meus filhos.
É.
- Quantos filhos tem? - Dois, senhor.
- Sente falta deles? - Hum...
- Sim. - Sinto falta da minha filha.
- Tem uma filha? - Sim.
Ela vai ficar feliz de ver você, Murphy.
Ela está com a mãe?
Está num...
Está num abrigo... Uma escola, sabe?
Por isso eu...
Escrevo pra ela todo dia, só pra...
ela saber que estou pensando nela.
Olha pra mim, olha pra mim.
- Vai ficar bem, tá? - Tá.
Talvez eu te dê uma bengala no Natal,
mas vai ficar bem.
- Tragam as mochilas aqui. - Certo.
Fica aqui embaixo. Já volto.
Tá, sim.
Maldição!
Ei, ei.
Ei, trouxe água pra você, tá?
Tá, tá.
Está tudo bem.
Vou ficar aqui com você, tá?
Me dê uma mão.
É, você levou uns chumbos de espingarda.
Mas ele estava bem longe, então...
não foi tão ruim.
É.
Rasgou a pele em alguns lugares.
É...
Pega isto.
Esfrega bem e deixa agir.
Pra que serve?
Pra infecção.
Assim?
Sim.
O que você disse da sua filha hoje...
Eu também cresci sozinho numa escola.
Era como uma escola militar.
Ensinavam a gente a trabalhar como criado nas casas dos brancos.
O lema deles era...
"Mate o índio. Salve o homem."
Não me interessava muito, então...
fugi.
E conseguiram?
O quê?
Matar o índio, quero dizer?
Não mataram nada em mim.
Também não salvaram nada.
Acho que vi uma coisa ontem à noite.
Não conseguia dormir, levantei os olhos
e eles estavam bem ao lado dele.
Acho que estavam...
Estavam estrangulando ele, sufocando, sei lá.
Deu pra ter certeza?
Não deu pra ver direito, mas... tinha algo errado.
Só sei...
que precisamos matar eles hoje.
Antes que acabemos como ele.
T... tá.
Não vamos fazer isso.
Se alguém tentar,
não vai precisar se preocupar com Amis ou Letender,
porque eu mato você.
Amis...
Sim?
Você viu alguma coisa...
notou algo ontem à noite, antes de o Olson morrer?
Bom, sim.
Ouvi ele chamar.
Fui ver como estava.
Estava bem mal.
Parecia que não conseguia respirar.
Tentava dizer alguma coisa.
Eu me abaixei e cheguei perto dele...
aí ele ficou quieto de novo e...
deixei ele descansar e rezei pra que ficasse bem.
Certo.
Larguem aqui.
Taggert deve chegar ao amanhecer.
Porra.
Bom, conseguimos, hein?
Vamos ver.
Uhu!
Caramba, que bom!
Uhu, uhu!
Esse uísque é dos bons.
Uhu!
É, tinha que ser. Era do Taggert.
É mesmo?
Um brinde a George Taggert.
Por uma distribuição mais justa dos bens.
Hum.
Ah!
Por que não vem pra casa comigo amanhã?
Você sabe cozinhar.
Vou sustentar você.
Você ia gostar, hein?
O que acha, garota?
É?
Acho que homem que se acha grande geralmente é pequeno.
Durmam bem, rapazes.
Papai.
Papai, papai...
Papai, papai...
Papai? Papai!
Papai!
Agora você está fodido.
Olha pra você.
Você não vale porra nenhuma.
Tá. Tá.
Filho da puta!
Veio aqui salvar sua namorada.
Só está me poupando o trabalho de te matar depois, junto com os outros.
Agora...
você é um homem morto.
Hein? Ei, ei, qual é o plano?
Não vai recuperar sua filha se estiver morto, porra.
Eu disse que era um acordo sujo.
Ei, precisamos pegar o ouro e ir embora, tá?
Ele disse que iam matar a gente,
e não vou morrer nesta mata.
Vamos, cara. Qual é o plano? Por favor.
Vamos.
Vamos lá. Vamos lá.
Ei! Acorde!
Amis! Levante!
- Maldição... - Cadê todo mundo, hein?
Ei!
Vamos, acorde, levante!
Levante e ponha as mochilas no caminhão agora. Ande.
- Ande! - Senhor, senhor, senhor.
Ande logo! Vamos! Amis, cadê todo mundo?
Ah, merda.
- Cadê Letender? - O quê?
Que porra, Amis? Está perguntando pra mim?
Hein? Põe as mochilas na porra do caminhão!
Se isso der errado,
volta lá praquele vagão e segue rio acima.
Tenho quase certeza de que cruza a mesma estrada
por onde ele acabou de vir, mas não saia cedo demais.
Entendeu? Não saia cedo demais.
Não vão demorar com todo aquele ouro, mas vão procurar você.
Certo.
Fica na mata até escurecer.
Cala a boca. Tá me ouvindo?
Vamos, pegue isso!
Já vou.
Quer dar uma de esperto comigo, hein?
- São todas as mochilas. - Ei, Taggert!
Sim!
Disse que a caminhada ia ser difícil.
Bom, chegamos cedo.
É.
Como eu disse, Murphy, você é o homem certo pro serviço.
Obrigado. Fico grato. De verdade.
Cadê todo mundo?
Não sei.
Letender, ele... está cagando.
Você conhece ele. Vai demorar.
Mas ele estava dizendo... Não sei o que você acha.
Mas estava dizendo...
que talvez mereçamos um bônus.
Não sei o que acha disso.
Claro. Vamos conversar.
Murphy, parado aí!
Abaixa!
Certo, quando eu me mexer, vai.
Vai, vai, vai!
Taggert, que diabos?
Taggert!
Taggert!
Porra.
Merda.
Porra!
Vamos, vamos.
Vamos! Vamos, vamos.
Vamos.
Ah, merda!
Merda. Vamos.
Isso, linda.
Vamos, vamos, vamos, vamos. Isso.
Vamos!
Agora peguei você. Peguei você.
Peguei você. De verdade.
Vamos.
Vamos, eu seguro você.
Vamos.
Vamos. Vamos.
Murphy.
Clancy.
Tomei a liberdade.
Parece que você merece.
Achei que a coisa ia ficar feia. Está bem, filho?
Estou ótimo.
Disse ao Taggert que daria conta. Onde ele está?
Hum...
Ele não vem.
Bom...
Vamos entrar.
Tratar de negócios.
Arrumar uma bebida mais forte pra você.
Querem aquela bebida?
Não viemos pela hospitalidade.
E você, mocinha? Quer uma bebida?
Não.
O que precisarem.
O que é meu é de vocês.
Afinal...
somos todos do mesmo time.
Esta era a pistola do Taggert.
Aquela ali era do Amis.
É do mesmo modelo da sua.
Não sei em que time vocês jogam,
mas com certeza não é no meu.
Não sei o que aconteceu lá.
Mas, se isso for o que estou pensando...
é melhor me escutarem.
E escutarem bem.
Isso aí é ouro roubado do governo.
Não vão querer estar ligados a ele.
Nem a um assassinato.
Então deixem aqui.
Vamos trancar no escritório esta noite.
Amanhã, eu levo ao destino.
Depois assino os papéis,
providencio transporte pra saírem daqui,
e serão todos homens livres.
Esse era o acordo.
Não está vendo?
Suas cartas são ruins, Clancy.
Não, ele tem razão.
Tem razão. Não queremos ser ligados a isso.
Mas só você pode nos ligar a isso.
Os outros que nos viram na mina estão todos mortos.
Ninguém vai encontrá-los. Cuidamos disso.
Claro, eles sumiram, e o ouro também.
É suspeito.
É. Um bom policial...
iria atrás desse ouro até ele estar seguro
num cofre do governo, em algum lugar.
E levaria os ladrões à justiça.
Mas, é...
um policial ruim...
Talvez quisesse que esse ouro simplesmente...
sumisse, junto com o mistério
do que aconteceu ao Taggert e aos rapazes.
Sabe o que seu amigo Taggert me disse
pouco antes de morrer?
Perguntou se eu queria sua parte do ouro.
Ele não entendeu.
Não quero sua parte.
Quero minha filha.
Então...
o procedimento é o seguinte.
Rankin, Anna, Singh...
a família do Olson e eu.
E você.
Vamos dividir o ouro.
Em partes iguais.
Quando sair daqui, não quero me preocupar com você.
Sei que não quer se preocupar comigo.
Então assine os papéis...
e terá seu ouro.
E depois vou buscar minha filha.
Ah, sim, mais uma coisa.
Tem o documento daquele Ford 18?
Gostei daquele carro.
Está pronto?
Já revisei esses papéis cem vezes.
Sim, estou pronto.
Não se preocupe.
Sra. Akers?
Sr. Murphy?
Eu avisei.
Nunca fui pego.
E nunca vou ser.
Ah! Ah!
Uhu!
Segura o Sr. Urso. Vamos dar uma volta!
Ele vem vindo rápido. Está vendo?
Certo, vamos despistar ele.
Uhu!
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