All language subtitles for O Beijo da Borboleta (Butterfly Kiss - 1995 - 1080p - Inglês)

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Original subtitles

Curioso, mas verdadeiro...

o que pode fazer a solidão.

BEIJO DE BORBOLETA

Ele tem te querido cada dia mais

De volta à felicidade

Dizer adeus à solidão

Nunca pensei que te quereria menos

Agora sei o que devo fazer

Voltar à felicidade e compartilhar com você

Quiero compensar-te pelo que disse

E pelos erros que isso provocou

Não tinha que ter ido, por isso volto

Volto à felicidade que desperdicei

Votando à felicidade com você

Dizendo adeus à solidão que conheci

Deixe de orgulhos absurdos.

Saiba da verdade, pelas minhas lágrimas.

Vá comentando que já vou

Toda minha tristeza já desapareceu

Te trago um amor muito sincero

Porque é isso que te devo

Voltando à felicidade que compartilho

Olha quem é essa.

Sou eu.

Olha quem é. Sou eu. Estou aqui.

Olha quem é.

Olha quem é... sou eu.

Sou eu. Estou aqui.

Estou aqui.

Olha quem é.

- Posso te ajudar? - Não.

Pode deixar. Estou procurando um disco.

Só temos fitas. Não temos discos.

É sobre o amor. Mas não me lembro como se chama.

Tudo que temos está aqui.

Em todo caso era de amor. Não me lembro quem cantava.

Temos o "Classic Love Songs" e o "Songs of Love".

Os dois estão aí.

Tem que se lembrar. Tem um piano que faz...

É muito conhecida. Não era só eu que gostava.

Eu não entendo muito de música.

Não somos especializados.

- Você faz o que pode, não? - Exatamente.

Você é Judith, não?

Eu? Não, eu sou Wendy.

Sem essa, você é a Judith. - Não sou, não.

Se não quer saber de nada, diga.

Nem sequer conheço alguma Judith.

Wendy. Está vendo?

Olha quem é essa. Sou eu.

Seu chá.

Salsicha, ovo e feijão.

Tem salsicha, feijão e fritas?

Olha quem está aqui.

Em que posso te ajudar?

Nada. Não. Ou melhor...

procurava um disco. O som é melhor.

Temos só fitas. Não temos discos.

Este era de amor.

Não me lembro como se chamava.

Tudo que temos está aí.

Era ligada ao amor. Não me lembro quem cantava.

Temos o "Classic Love Songs" e o "Songs of Love".

Os dois estão aí.

Havia um piano que fazia assim...

Isso me faz lembrar de algo.

Não é exatamente uma canção de amor, mas...

uma canção sobre o amor. Sobre como é o amor.

Sim, parece boa.

É boa. Boa mesmo.

Não temos.

Embora realmente não sei.

Procure você mesma e se encontrar...

a coloco para tocar para ver se é ela. Se quiser.

Poderia?

Claro, eu também gostaria de ouvi-la.

- Faria isso? - Sim, se quiser.

Mas se você quiser. Espero não estar sendo inconveniente.

Você se chama Judith, certo?

Eu? Não. Desculpe.

Miriam. Eu me chamo Miriam.

Ou seja, Mimi. Minha mãe me chama de Mi.

- E você? - E onde está seu crachá?

Não usamos por razão de segurança.

Ela fazia coisas, tipo...

quando estava feliz, estava e você sabia que estava feliz.

Sabia como estava ela.

Mas quando estava brava...

ela sabia que estava brava.

E...

ela gostava de cantar e não se importava que eu cantasse, também.

Como no colégio, que te diziam para ficar quieta como um livro.

Eunice não se importava que eu cantasse.

Eh, como se chama?

- Eu? - Sim.

Danielle. Você está bem?

Feche a bomba.

Meu Deus, o que está fazendo?

Merda.

Olhe. Veja isso tudo.

Eu li um por um dúzias de vezes.

Algumas já sei de cor.

Eu sabia o tempo todo que não estava falando deles.

Então, eram da Judith, não?

Era para eu encontrá-la aqui.

Ela não está aqui, infelizmente.

Eu devia ter imaginado. Não a merecia.

Eu sei que merece.

Se a merecesse, ela teria vindo.

Bem, não há nem sinal dela. Quer dizer...

talvez seja melhor você ir para casa.

Eu teria que ir para a sua, não?

Se ela não vier, para onde eu vou?

Ela ia me deixar ficar no sofá-cama.

Temos colchonetes.

As vezes os usamos quando estamos em obras.

A gente os pega aqui, com os vales.

Não há muito o que dizer sobre mim.

Morei com minha mãe até conhecer a Eunice e...

foi gozado. Você pode morar com alguém a vida toda e daí...

eu nem me recordo mais da sua cara.

Não recebo muitas visitas.

Ela pode ficar confusa.

Olá, Hammie.

Na realidade não é minha mãe. É minha avó.

Ela esquece e eu não gosto de enganá-la. O dormitório fica ali.

- Não quero que fique confusa. - Não, isto não está certo.

Não, fique onde está. Fique onde está.

Nunca vou a lugar nenhum.

Ésse é meu rádio.

Ela veio buscar meus pés?

Ela acha que veio por seus pés.

É melhor cair o fora daqui.

Sou uma bomba humana cheia de gasolina.

Ela é uma visita, mãe.

Muito prazer.

Eu nunca costumo sair.

É que, se você nunca sai...

nunca fará nenhum mal, não?

O mal está no coração. Se não sai, não se afasta dele nunca.

Ela vai me levar para sair?

Não quero que fique confusa.

Jesus morreu na cruz por você. E morreu na cruz por mim.

Morreu para que todo mundo...

pudesse ver que só o amor é verdade.

Varas e pedras quebraram seus ossos.

Vai ficar sangrando e deixado no desespero.

Mas Ele cantará em seus tons de mel...

e levará embora toda sua angústia.

Amém.

Este é meu quarto. É aqui onde nós...

E esse é o da mamãe.

- Ficaremos na cama grande. - Bem, é da mamãe.

Posso ficar no colchonete e você fica na minha cama.

A gente fica com a cama grande.

O que você está fazendo? Oh, não me deixe cair.

Ela... ela...

Cale-se.

Aqui está.

Isso é bondade sua.

Sei que sou uma pessoa má.

Não seja boba. As pessoas más não existem.

Aqui você está bastante alta, não?

A gente pode subir no telhado?

Sim, consegue.

Essa é a A588.

E por ali está a A6...

a auto-estrada que vai até a Escócia.

E lá está Southport.

E se olhar para lá, dá para ver Blackpool Tower.

Está vendo?

E lá, onde está escuro como breu, está o mar.

O mar! Como sabe?

Eu já fui e vim por todas essas estradas.

Procurando o quê?

Não sei.

Alguém que me ame, suponho.

Você precisa achar alguém que a ame, não é?

- Não sei. - Claro que sim.

Pessoas que ninguém ama,

sempre acabam matando alguém.

Ainda que seja só a si mesmos.

Ah, entendo.

Me sentirei diferente no trabalho amanhã.

Não serão apenas carros e clientes.

Haverá pessoas indo a algum lugar e vindo de algum lugar.

Isso é bonito.

- Está me ouvindo? - Sim.

E se desligar?

Mais ou menos. Não realmente.

Se eu tivesse um aparelho auditivo, ficaria sempre desligado.

Assim, quando as pessoas falassem comigo...

eu imaginaria que estão dizendo algo bom.

Nunca pensei nisso.

Pode tocá-los, se quiser.

Não, tudo bem.

Ela tinha 17 tatuagens.

Todas significavam algo... para ela.

Mas eu gostava das formas.

Escroque, oh.

Alguém vê através de você?

É um escroque, oh, um animal.

Mas você está tão feliz.

Mi.

Mi.

Miriam!

Eu!

- Mi! - Eu!

- Veja quem está aqui. - Eh?

Você não é Judith, certo?

- Eu? - Que tem eu?

- Meu nome não é Judith. - E qual é?

- Isso não te interessa. - Onde ela está então?

Escute, nunca ouvi falar dela.

Posso pedir que se afaste, por favor?

Procuro minha revista.

Você e eu ainda não terminamos.

Este senhor é cliente do posto.

E os clientes têm prioridade.

Não queremos que o posto fique congestionado, certo?

- Onde está seu crachá? - Olhe...

meu nome não é Judith, OK?

Judith não trabalha aqui, OK?

Sei que parecerá meio gozado, mas...

mas você não está tinindo?

Deve ser eu. As minha correntes.

Olha. Olha.

Não machucam?

Pra burro. Mas não ligo, eu mereço sofrer.

Eu tive um caso. Mas já terminou.

Meu marido está sabendo.

Obrigada, amor. Ela era muito diferente.

Achei que ia me bater. Quase bati nela.

Em todo caso, ela foi com aquele cara.

Que cara?

Não sei o que teria acontecido se eu não seguisse...

mas não se pode pensar demais nestas coisas.

Eu suponho que se pode dizer...

que foi a pior coisa que já fiz.

Porém não me arrependo. De nada.

- Olá, Miriam. - Olá, senhor McDermott.

Fomos até o fim, eu e esse idiota.

A gente foi fundo. Não só carícias ousadas.

Não quis dizer isso. Fomos fundo.

Sabe, ofegando e suando e todo o resto.

Como se chama? Penetração.

Não só uma vez. Muitas vezes.

Entrando e saindo, se me entende.

Não parávamos de foder e foder e foder...

e foder. Eu adorava.

Eu não me cansava dele, nem ele de mim.

Nós dois sabíamos que estava errado, mas não demos bola.

Estávamos demasiado ocupados, se me entende.

Essa é a única música que tem?

- Não pode por outra fita? - Bem...

Sabe aquela que faz...?

Não? Chama-se Amor ou coisa assim.

Não é uma canção de amor. É mais uma canção...

- sobre o amor, entende? - Sim.

Bem, temos uma boa coleção, mas...

vou ver o que posso fazer. Quer pedir já?

Não sei onde começar.

Qual é a sua favorita?

O Knickerbocker Glory é legal, mas engorda.

Eu não sabia.

Obrigada pela carona, senhor McDermott. Muita gentileza.

De nada. Gostei da companhia.

Ei!

Está com o vestido da sua mãe. Caiu bem.

Eu trouxe suas roupas.

Vamos, menina.

- Então, não vamos para casa? - Para sua mãe, quer dizer?

Ela não deve ficar sozinha.

Ela vai ficar bem. Você se preocupa demais.

Eu sei disso.

- O que é isso? - Minha revista.

- E essa, quem é? - Judith.

Sua amiga Judith?

Não, a outra. A da Bíblia.

Ela cortou a cabeça de um cara.

Ela o levou à uma tenda e o decapitou...

para salvar os demais.

Ah, entendo.

Judith e Holofernes. Não sabe nada deles?

Não sei nada de nada.

Fique comigo. Aprenderá muito.

Sei que sim.

Nós vamos. Nós vamos, nós vamos no carro.

Nós vamos. Venha, você. Nós vamos, nós vamos...

nós vamos no carro.

Os 50 policiais estão atrás de nós.

Mas eles não sabem onde estamos.

E eles não sabem onde estamos.

Que bonito. Podíamos fazer un picnic.

Não consegui movê-lo. Já sabe o que acontece às vezes.

Me surpreendeu.

Mas não gostei, se é isso que acha.

- Ele está morto? - Claro que está.

Por que está chorando?

É tão triste.

Nunca vi ninguém morto antes.

Não é melhor contar à polícia?

- Para quê? - Não sabemos o que fazer.

Eu o matei.

Você não vai muito com minha cara, não?

Acha que sou má. Sacou isso na hora.

Está certa. Sou má.

Deve ter suas razões.

- Temos que nos livrar do corpo. - Não adianta.

Deviam prender-me. É o melhor para mim.

O castigo é a única coisa que entendo.

Vamos levar a van para o mato. Vamos.

Eu o farei, sei dirigir um pouco. Você está abalada com o que aconteceu.

Como você sabe o que aconteceu?

Sei que ele fez algo terrível com você. Mereceu morrer.

Todo mundo merece morrer.

O que dá no mesmo, porque todos vão morrer.

- Temos que escondê-lo. - Não consigo tocar nele.

Então faço isso sozinha. Faço isso por você.

Por quê?

Para salvá-la.

Aqui.

Use isto.

É muito pequena. Deve haver algo na van.

Aonde está indo?

O tempo todo que estive com Eunice...

e todas essas coisas terríveis aconteceram.

Nunca deixei de procurar algo bom nela.

Deve-se buscar bondade nas pessoas.

Há bondade e maldade em todo mundo, não?

Eu.

Eu!

Eu!

- Desculpe. - Por nada.

Eh, venha aqui.

Venha, olhe.

Venha, venha um momento.

Angela.

É um nome lindo.

- Obrigada. - É como seu rosto.

O rosto de um anjo.

Pode sentar... Tem tempo para ficar um pouco comigo?

Tem um cigarro?

Toma.

Adoro ver as outras pessoas trabalhando.

Obrigada. Obrigada. Obrigada.

- Por quê? - Por voltar.

Agora tudo vai ficar bem. Olhe, cavei um buraco e...

Nunca lhe pedi que o fizesse.

- Não, eu sei, é que... - Queria deixar onde vissem.

Não te disse?

- Não, não disse, mas eu... - Você estragou tudo, agora.

Tenho que fazer tudo de novo.

Sinto muito. Realmente sinto muito. Eu só queria ajudar.

- Eu só queria te mostrar... - Mostrar-me? O quê?

Que gosto de você. Que gosto de fazer coisas para você.

Era como ensinasse a nadar.

E Eunice...

Essas são todas as pessoas que me beijaram.

Ele era muito legal, na verdade.

Muita consideração.

Cara comprensivo, como você.

Isso é legal.

Você reza antes de ir para a cama?

Normalmente sim.

Não deixe de fazer por mim.

Deus, abençõe minha mãe, a Rainha e os dirigentes do país.

E ao tio Harold. Proteja-nos da escuridão da noite, Senhor. Amém.

E a Eunice.

Separe-se.

Separe-se de mim.

De mim.

E eu rogo...

sim, rogo por ti.

Por ti. Por ti.

Outro mundo...

Eu!

Eu!

Eu!

Eu!

Eu! Eu! Eu!

Eu! Eunice!

Sim, rogo por ti.

Por ti. Por ti.

Vim correndo lá de baixo.

Separe-se.

Separe-se de mim.

De mim.

E eu rogo...

sim, rogo por ti.

Eixo.

Eixo, eixo...

- Mãos. - Não.

Eixo, eixo: Freio de mão...

Não.

- Aparelho auditivo. - Holofernes!

- Você não ouve? - Ah, claro.

Eu espio com meu olhinho algo que começa com "N".

Nariz. Nojento. - Não.

Necessitado. Neve.

- Nefasto. - Não.

- Está rindo? - Não. Naftalina.

- Desiste? - OK, me rendo.

- Tem certeza? - Tenho. Desisto.

A resposta é "nós".

Sua vez.

Também sabia qual era seu signo: Aries.

Eu sou Peixes.

E Aries é um sigono de fogo...

e Peixes de água. Você tem que tentar algum equilíbrio.

E quando o consegue, é realmente bom,

Mas, Aries, se você tem muito fogo...

ele seca toda água e se há água demais, ela apaga o fogo.

Bem, você tem que dar duro, mas...

se funcionar, será realmente forte.

O que faremos?

Como vamos cruzar o rio?

Damos uma volta. Tem que haver uma ponte em algum lugar.

Vamos nos perder.

Podemos conseguir um mapa e você será a navegadora.

Eu sempre me perco e sempre paro no mato.

Sempre no mato, montes e montes de vezes.

É como um "déjá vu".

Mas uma e outra vez.

Entendo.

Se tens pensado em deixar-me...

diga-me e acabaremos.

Lastimo, mas acabaremos.

Se tens pensado em deixar-me.

Se há um novo amor em teu coração...

diga-me e acabaremos.

Lastimo, mas acabaremos.

Espere aqui.

- Então, você não é Judith? - Não.

- E seu nome do meio? - Não tenho nome do meio.

- E tem alguma comida? - O que gostaria?

Não sou uma chef. Comida. Algo gostoso.

Eu.

Eu te amo.

Eu te amo e quero te ajudar.

Me ajudar? O quê?

Você quer dizer, com ela?

Voce sabe... A ser melhor pessoa.

Como?

Matar gente não é nada. Já fiz coisas piores...

que matar gente.

Fique aqui. Não me siga.

- Quero ir com você. - Não sabe aonde vou.

- Me espere. - Vá para casa!

Quer dizer, ela sempre fazia a coisa errada.

E ela costumava me fazer chorar. Era brava e horrível.

Mas, ela não queria ser horrível, era só a Eunice.

Se você quer só coisa boa, tem que aceitar coisas ruins.

- Onde está indo? - A Morecambe.

Se nos levar até a A6, será brilhante.

Não, não, também estamos indo para Morecambe.

- Está certa? É na direção contrária. - Passa para trás, Mi.

Eu não quero.

- Não se incomode. - Mova-se!

Ela está sendo educada. Prefere ir no banco de trás.

Vamos ver os golfinhos. Eles falam, você sabe?

- Mas vão falar comigo? - Os peixes não falam.

- Não são peixes, são mamíferos. - Ah, mamíferos.

Ah, mamíferos! Então falam. Como as vacas.

Se soubesse que eram mamíferos, não teria sido tão rude.

Sendo mamíferos, me casaria com um.

Não se preocupem com o que ela diz.

Eles são surpreendentes. São como gente, sabiam?

Há um em Kerry que cura as pessoas o tempo todo.

Acho que os golfinhos são uma espécie superior.

Como podem ser superiores se estão sendo exterminados?

Os humanos matam os golfinhos, não o contrário.

- Exatamente. - Como assim, exatamente?

Se somos nós que matamos, nós que somos a espécie superior.

É isso que a espécie superior faz.

En eso consiste ser la especie superior.

Mosquitos.

Ah! Estava pensando.

Os mosquitos matam as pessoas e não são superiores, ou são?

Ao final não fomos ver os golfinhos, fomos a Camelot.

É um grande parque de atrações.

Eunice o viu ao passar e pensou que seria uma boa ideia.

Acho que Gary se cansou mas Katie estava emocionada.

Onde estão indo?

Aonde nos levam nossos narizes.

Podíamos ir para a Espanha.

Aprendi um pouco de espanhol.

Você parece espanhola.

- Pareço? - Bem, quero dizer,

as mulheres espanholas têm uma modéstia misteriosa...

e sensual. Você é um pouco assim.

- Você tem certeza? - Claro.

Ficaria linda de xale.

- Parecem muito à vontade. - Tudo bem?

Meu estômago está roncando.

- Vamos comer. - Quero ver os cavaleiros.

Têm muito tempo para vê-los, não?

Sim, mas precisamos chegar hoje a Morecambe.

Certo, nós os levamos depois.

- Mi põe as malas no carro. - Não quero abusar.

Não é nenhum abuso, ela as levará, não, Mi?

- Não, honestamente... - Eu disse que ela pode fazê-lo.

- Ela não é uma doida de hospício. É? - Não, eu.

Tentava não pensar no que ela fazia com os outros.

Tento pensar no que fez para mim.

- Preciso lhe falar. - Açúcar que dissolve rápido.

- Não pode esperar... - Quero falar-lhe!

Que o açúcar se dissolva?

- Podemos ir ver os cavaleiros? - Sim, vamos.

Oh, não tinha espaço no por... Desculpe.

Não acho que podemos levá-los, agora.

Até logo.

- O que foi agora? - Tem alguém morto no carro.

Não tenho nada com isso.

Não se faça de estúpida!

Não é certo ficar espionando outras pessoas. Isso é mal.

- Não fiz isso. - Olhou no porta-malas.

Se não confia em mim, o problema é seu.

Eu confio em você.

E agora meteu na cabeça que eu quero que partam.

É isso, não é? Você é doente.

Ela é só uma criança. Eu nunca faria mal a uma criança.

Agora finalmente sabemos o que realmente pensa de mim, não?

Não sei o que pensar.

Tudo é tão novo para mim.

Eu não sei aonde vamos.

Eu lhe digo onde vamos. Vamos ver os golfinhos.

Veja isso. Ele a abandonou.

Como pode saber? Deve ter ido à toalete.

Que desgraça. Deveria se ocupar dela.

Poderia vir alguém e levá-la.

E não seria mais vista.

Que chance ela tem com um pai assim?

Você está pronta, Katie?

Eunice me mandou procurar Gary.

E quando voltei, Katie havia desaparecido.

- Onde ela está? - Foi embora.

Ela saiu para procurar você. Espero que ela esteja bem.

Tem gente esquisita por aqui.

Por onde ela foi?

Em direção ao Crusader's Court. Você não a viu?

Entre.

- O que aconteceu? - Pare de me espionar.

- Desculpe. - Merda.

Desculpe.

Matar crianças é mal.

É imperdoável.

Quer dizer... deve ser uma das piores coisas que se pode fazer.

Nem sequer suporto ver crianças se machucarem na TV.

No noticiário.

Pirou mesmo agora, não?

Acha que fui longe demais.

Não sou eu que tenho que dizer.

Faça o que deve ser feito.

- Não tem nada a ver comigo. - Claro que tem a ver.

Você é cúmplice.

- Fiz por você. - Fez por farra.

- O que está feito, está feito. - Onde está meu pai?

Olha, não vai acontecer nada. Fique aqui...

e alguém a levará de volta, OK?

E você estará bem, eu prometo.

Ela nunca decidia fazer coisa errada. As coisas davam errado.

Foi isso que a deixou brava muitas vezes.

Quer dizer, foi como que sempre lhe faltasse algo.

Ou alguém. Ou seja, Judith.

Ela só falava dessa Judith. Isso me deixava furiosa.

Qualquer um pode escrever uma carta. Mas eu fazia todo o trabalho.

Mas... agora vejo que não foi como...

faltasse alguém,

foi como faltasse algo dentro dela.

Se eu sumir da face da terra ou ficar invisível...

eu ia matá-la e ainda assim ela não olharia para mim.

Eu podia até atravessar paredes e não ligariam.

Se me tirassem daqui, acabaria voltando.

Eu fui esquecida. Deus me esqueceu.

Não diga isso. É horrível.

Deus me esqueceu!

Deus me esqueceu! Ele me esqueceu!

Eu mato gente! E nada acontece!

Era de se pensar que me estraçalharia ou me amarraria.

Mas não... Nada.

Posso fazer o que cismar.

Ele não me vê. Ele não me vê.

E a Judith?

Ela não te esqueceu. Ela te vê.

Mas o que adianta ela me ver, se não posso vê-la?

Eu a procuro por toda parte e não consigo achá-la.

Faz com que me sinta que sumi.

- Eu te vejo. - Eu sei que vê, Mi.

- Mas logo vai se encher de mim. - Não vou, não.

Ficarei ao seu lado, seja o que for que faça.

Para provar.

Acha que me fará boa?

Eu a farei ser má, antes que me faça ser boa.

"Todos os caminhos levam a Roma", eu ouvi dizer.

Mas nossas vidas não seriam melhores...

se todos os caminhos nos levassem para casa?

"Pois, se tivesse que atravessar as montanhas...

ou o mar, onde quer que suas pegadas a levem,

a trariam de volta a mim."

Você escreveu isso?

- Não, foi Judith. - Ah. Judith.

"Nos terríveis momentos da morte...

faça-me só sua."

Ah, vamos! Está de mau humor.

Dê-me um beijo.

Coisinha linda.

Vamos.

Venha!

Vamos, vovózinha.

Vamos nos colar na festa.

Isto a coloca aborrecida.

A vida é algo mais que isso.

Todavia é de madrugada.

Poderíamos ir até o porto...

e saltar entre as barcas.

E ver o nascer do sol.

A vida é...

algo mais que isto.

A vida é...

algo mais que isto.

Perfeito.

- Ninguém pensará em olhar aqui. - O que vamos fazer?

Estamos deixando isso aqui. Está contente agora?

É como se as coisas que ela fizesse, todos quisessem fazer.

Como a coisa da emergência do trem. Todo mundo quer puxar o alarme.

Todo mundo quer quebrar o vidro e disparar o alarme de incêndio.

Ou todos querem se mandar da oficina sem pagar.

A diferença é que ela fazia isso, sabe.

Ela não tinha medo.

Podemos sentar com você?

Claro, se quiserem.

- Se importa? - Não, fique à vontade.

Já comi demasiado.

- Tem um belo corpo. - Sem essa.

- Ele não tem um belo corpo, Mi? - Não sei.

Bem, não dá para ver com essa mesa enorme na frente.

E com esse colete de jersei.

Muito bem.

Puxa, você é corajoso!

É muito corajoso, eh, Mi?

Criatura do mar, que pica. Oito letras.

- Quantas letras? - Oito.

Água-viva.

- Como se chama? - Robert.

Água-viva, sim. Muito obrigada.

Vão para longe?

Estamos viajando. Não é, Mi?

Estamos procurando alguém.

E não estamos todos? Quem você está procurando?

É particular, se não se importa.

Não, não, claro.

Tem um desses rádios, de onda curta?

Imagine. A maioria fala demais.

Isso é porque elas tem medo do silêncio.

Ah, pois eu não tenho medo do silêncio, eh, Mi?

Eu posso ficar meses, sem falar uma palavra.

- Sem essa. - É verdade. Veja isso.

- Que tal? - Extraordinário.

Agora faça de novo.

Tem um bochechudo aqui, não, Mi? É bochechudo, não?

Faz calor, aqui.

A Eunice não teria gostado disso. A estas horas já estaria furiosa.

Coisinhas assim costumavam chateá-la de verdade.

Eh, o que você pensa nos seus grandes silêncios?

Em tudo. O que surgir.

À vezes você pensa em tudo e de repente...

algo acontece, quando você estiver dirigindo na curva.

É como se esse pensamento estivesse esperando...

que alguém o escutasse.

Isso é muito bonito.

Qual é seu melhor pensamento?

Como assim?

Teve todos esses pensamentos legais, OK?

Qual é o melhor?

É difícil de dizer.

Mas, se me perguntasse direto, eu diria...

que penso em toda dor e sofrimento do mundo.

- As crianças famintas. - Isso é uma merda.

- Não é. - Pensa nas mulheres,

não, Bobby?

Sim, sim. Claro que sim. Às vezes.

E todos sabemos o que pensa sobre elas, não?

Sim. Que são legais.

Sim, e espera que sejam legais com você.

Ele está pensando em você, Mi.

Ou não, Robert?

Eu dirijo há trinta anos e sabem de uma coisa?

Eu adoro a estrada agora, mais do que nunca.

Eu adoro.

Lá está ele, o meu lindo caminhão.

Nossa, é grande!

Gosto de homem que o tenha grande. E você, Mi?

- Podemos ir. - Sim.

Podíamos ir uma de cada vez. Vá você primeiro, Mi.

- Como assim? - Suba na cabine com Robert.

Vá. Eu quero que suba.

Não, se ela não quiser.

Fará o que eu lhe mandar. Não vai, Mi?

Sabe que vou.

Então vá. Pombinha.

Isso tudo é de outros países aqui por perto.

Tenho toneladas deles em casa. Não tive chance de pô-los aí.

Já esteve na Espanha?

Sim, já estive em tudo que é lugar.

Como é lá?

É demais. Muito bacana.

Olhe, eu tenho que dormir um pouco.

Se quer, é bom que façamos agora.

OK. Feche a cortina, certo?

Sim, feche a cortina.

- Tudo bem. - Sinto muito.

Em Sevilha...

você pode entrar na cidade pela rua principal...

E há laranjeiras por todas partes.

E você pode parar e colher laranjas frescas.

É maravilhoso.

É tão bonita.

Suas tetas são quenetes e...

Sua saia. Levante sua saia. Isso mesmo.

- É que... - Ai, minha perna!

Tire. Tire. Vamos!

Ai, meu cabelo!

Meu cabelo!

Tire-o de mim! Tire-o de mim!

Está me tocando.

Eu gostava de Robert. Era muito azarado.

Só que ele estava no lugar errado, na hora errada.

Sinto o que aconteceu.

E se ele não estiver morto?

E se estiver vivo?

Olhe, tem sangue na cabine toda! Por toda parte!

E se alguém descobrir?

¡Pedazo de chiflada, pobre idiota!

Ele queria um pouco de silêncio. Então eu lhe dei.

A menos que seja verdade, claro, os "Coros Celestiais".

O que você acha?

Não vai descobrir, vai?

Sair por aí matando gente que está com outras pessoas.

Fiz isso por você.

Fiz isso por você.

Eu não faço nada direito, não é?

Nunca faço nada direito.

Vi que ele estava te machucando e pensei que tinha ido longe demais.

Eu tinha que ter certeza. Não queria feri-la.

Só queria ter certeza.

E quando tive certeza, não aguentei que ele a machucasse.

Mas nunca faço nada direito.

Nunca faço nada direito.

Vou sair para comer alguma coisa.

Arranje uma carona aqui. Vá quando quiser.

Olhe quem está aqui.

- Posso ajudá-la? - Não.

Eu estava procurando um disco. Pode ser que conheça.

Nós temos fitas. Não temos discos.

Essa é uma canção de amor. Tem um piano que fazia assim...

OK. Vou dar uma procurada. Quem sabe eu me lembre.

Seu nome é Judith, certo?

Sim. Como você sabia?

Sabendo.

- Me largue! - Não fuja. Sou eu, Eu.

- Não tenha medo. - Quem pensa que é?

- Sou eu, tem que se lembrar. - Não te conheço.

- Lembra de mim, não negue. - Espere.

- Nunca vi você. - Há muito tempo que a procuro.

- Saia daqui, por favor. - O que está acontecendo aqui?

- Pode tirá-la daqui? - Não se lembra de mim.

Esta é a Judith e não se lembra de mim.

Nem sequer a conheço.

Eu, sou eu. Está tudo bem.

Está tudo bem.

Está tudo bem.

Arrumei uma carona. Venha. Vem.

- Tire-a daqui. - Cala a boca.

Esse é o senhor McDermott.

Vai nos levar?

- Se quiser. - Os vidros já estão limpos.

Pague e vamos.

O senhor McDermott estava por ali.

Só estava ali, na garagem.

E sempre foi muito amável, muito educado.

Mas sempre achei que ele tinha uma coisa estranha. Não gostava dele.

E agora eu sei porquê: era um pervertido. Merecia morrer.

Como se chama seu cachorro?

Kelly, como Grace, sabe.

Tem um quarto livre?

Agora é sua vez.

E isso, o que é?

São os bonos de gasolina do senhor McDermott.

Dão uma viagem à Espanha, por isso está aprendendo espanhol.

Vendo aspiradores de pó.

Eu digo aspiradores de pó, mas...

na verdade é um sistema completo de limpeza.

Ei, o que está fazendo? Pare com isso.

Ei, eu te mato! Com as milhas...

Pare, está me envergonhando. Sinto muito, senhor McDermott.

Eu lhe darei outros vales quando voltar ao trabalho.

É bom mesmo.

E você, por que fez isso?

Tinha que castigá-lo. Por isso.

Já lhe disse que devolverei os vales. E vou devolver.

A troco de quê faz isso? Eu só estava lhes dando carona.

Ele está poupando por longos anos.

Não seria um castigo, se não doesse, não?

Não me diga como punir as pessoas. É no que sou boa.

Ele não merecia ser punido. Só nos está dando carona.

- Ele salvou nossas vidas. - Não.

Ela tem razão, Miriam.

Mereço que me castiguem.

Foi o que pensei.

Que barulho é esse?

É a parte elétrica. Tomara que não tenha se soltado.

Não, sou eu. Meu castigo.

Oh, certo. Agora chega. Vamos. Pegue.

Oh, merda. Sinto muito.

É um cliente. Tenho que virar à esquerda, na próxima.

Lamento isso. Ouça...

levo vocês até Granger depois, se não se importarem.

São bons mesmos esses limpadores?

São mágicos.

Isso é o que eu preciso.

Purificação. Isso é o que desejo.

Algo que elimine a merda.

Agora, Maureen e Ted, eu sei muito bem...

que acham que vim vender isso, não?

Não é isso. Fiquem sossegados.

Vim para uma demonstração. A máquina se vende sozinha.

Vou lhes mostrar alguns acessáorios. Este, por exemplo, é um Heineken.

E por que se chama Heineken?

Por que refresca partes que outras escovas não alcançam.

Não deveria estar aqui.

É demasiado grande.

Em uma nuvem...

foi baixado.

Ponho estrelas...

a teus pés.

Nunca estive num hotel antes. Quisera ter uma câmera.

- Não ia pegar dentro. - Claro que sim.

Não ia, senhor McDermott?

Depende da velocidade do filme.

Viu? Oh, uma piscina!

Vamos nos comportar aqui dentro. Com educação.

Boa noite, Sabrina.

Olá, senhor McDermott.

Hoje quero um quarto duplo, para variar.

E um simples.

Podemos compartilhar, não?

Ah, sim, claro. Que seja um triplo, se for possível.

Certo.

Sou um cara de sorte

Olha, eles têm uma chaleira. E sachês de chá e café.

Pode usar isso para lixar madeira?

Pode-se fazer cirurgia cardiovascular, amor.

Eu já lhe contei da minha operação?

- Podíamos fazer algo para comer. - Vocês ainda não comeram?

Não fale com ela quando fala comigo.

Tenho que ir numa reunião do Club de Caravanas de Dale.

Eu fui na quarta e era para voltar no sábado.

Mas quando eu cheguei em casa, era segunda.

- E eu não me sentia muito bem. - Olhe, lá está o banheiro.

- Tem toalhas. E shampoo. - E isso foi de mal a pior.

Me doía tudo. Ao final, tive que ir ao hospital...

para me examinarem. Fizeram de tudo, já sabe.

Tiraram radiografias e adivinhe.

Tiraram seu rim?

Eles o levaram a um hospital particular e tiraram seu rim.

Eu lhe disse isso?

Todo mundo conhece a história, Eric.

- Meu Deus! - Não, mas aconteceu comigo.

- Todo mundo diz isso. - Não, é verdade!

É um mentiroso, Eric.

Bem, aconteceu com alguém.

Ele me dá náuseas.

Limpe minhas botas.

Limpe-as!

Alguém se importa se eu ficar com a cama perto da janela?

Só temos nozes. Não podemos viver de nozes.

Não me toque. Não é permitido tocar.

Acho que vou comprar algo.

O que é isso?

Foi onde tiraram meu rim. Como eu disse.

Adoro feridas.

A gente só estava cantando antes, não, Mi?

"No mais profundo das feridas, o Senhor...

me defende e protege". Adoro quando São Tomé...

põe a mão na ferida de Jesus.

Não tem galinha chinesa?

Não, isso é tudo que temos.

Macarrão, olhe!

Você nunca passará fome se tem uma chaleira.

Certa vez vi alguém na TV...

que cozinhava salsichas numa chaleira.

Por que se dar ao trabalho? Basta adicionar água quente.

Esse chá deve ficar com gosto de salsicha depois, não?

Agora, estamos as duas no inferno.

Ele era um pervertido.

Foi horrível o que ele fazia com a Eunice.

Ele recebeu o que merecia.

Você dirige. Pegue as chaves.

Feche o bico!

Tanto tempo tentando fazer-me boa e eu fiz você ficar má.

Eu soube disso o tempo todo.

Agora você sabe como é.

Não pode voltar lá e desfazer o que fez, pode?

Ninguém nunca vai te perdoar por isso. Está feito.

E você está acabada.

Descobri que música era aquela. A que estava tentando lembrar.

O quê?

Não é uma canção de amor. É de futebol.

Por isso ninguém sabia do que falava.

"O amor movimenta o mundo e sei o que posso fazer.

O amor movimenta o mundo...

e eu não acredito. É verdade.

Cantamos pela lnglaterra. Inglaterra.

Tocando nossa canção.

Cantando pela lnglaterra.

"Arrivederci", está um a um.

Cantando pela lnglaterra.

Lnglaterra. Tocando nossa canção.

- "Arrivederci..." - Lamento o que houve com a Judith.

Sei que ela era importante para você.

Mas eu posso fazer qualquer coisa que ela faria por você.

Eu sei.

Diga-me. Diga-me o que pensava fazer com ela.

Eu ia sacrificá-la.

Acredita que eu te amo, não?

- Não sei. - Deve acreditar.

- Depois de tudo que fiz. - Acha que fez o bastante?

Você saberá... quando for suficiente.

Mate-me.

Isso é o que eu quero, de verdade.

Que alguém me mate.

Está bem.

Fala sério?

Não falaria, se não fosse sério.

Tire minhas correntes.

Lndefesa.

Desamparada.

Sem pecados.

Você é linda.

E você disse que não a levaria ao Paraíso.

E que disse que irá?

Eu serei uma vítima. Uma vítima do sacrifício.

As vítimas de sacrifícios sempre vão para o Céu.

É a razão delas.

Elas são como presentes para Deus.

O que é isso?

É como os anjos se beijam.

- Como você sabe? - Minha mãe me disse.

Os anjos não beijam.

Claro que beijam. O que seria do céu se ninguém beijasse?

Borboletas.

As borboletas se beijam assim, por isso se chamam...

beijos de borboleta.

Borboletas não se beijam.

Não sabía se a acordava, ou não.

Não quereria perder isso.

- Quer o café da manhã? - Você tem?

Tenho bolachas. Do hotel.

Eu quero.

Pegue algumas depois.

Não posso.

Eu me perdi numa loja quando era pequena.

E comecei a chorar e muita gente apareceu.

Suponho que perguntaram meu nome e trataram de ser amáveis.

Não podia entender o que diziam por culpa de meu ouvido.

Era como estar numa caixa de vidro.

Isso era o bom na Eunice.

Sempre podia ouvir o que ela dizia.

Lembra como Elias derrotou os profetas de Baal?

Foi no Monte Carmel e os profetas de Baal...

puseram seu sacrifício no altar.

Logo O invocaram para vir pegar.

Mas Ele nunca veio.

Então Elias verteu água por cima do sacrifício.

O afogou em água. A água derramou por todo o altar.

Então caiu o fogo de Deus...

e o transformou todo em vapor.

O sacrifício se consumou e o altar foi com ele.

Então, veja. Nunca se sabe.

Você entrou nas fontes do mar...

ou andou pelas profundezas abissais?

Não.

Entrou nas minas de areia...

ou viu as minas de granizo?

Não estive em lugar algum.

Sabe como se vai ao lugar onde se distribui a luz...

ou de onde se lançam os ventos sobre a terra?

Não dei de nada.

Pode pescar o Leviathan com um anzol...

ou amarrar sua língua com uma corda?

Sou uma inútil.

Sou inútil, mas Ele pode fazer todas as coisas.

Eunice tentava facilitar as coisas para mim.

Mas ainda assim era difícil.

Quer dizer, nunca é fácil matar alguém, certo?

Principalmente se for alguém que se ama.

Agora.

Não há necessidade...

de continuar discutindo.

Eu dei tudo que podia...

mas eu fiquei ferida.

E me deixou furiosa...

é tudo que eu tinha.

Eu já sabia, já sabia...

que te perderia.

Sempre será especial para mim.

Especial para mim.

Para mim.

E me lembro de todas as coisas...

que uma vez compartilhamos.

Vendo a TV ou filmes...

no sofá do salão.

Mas eles dizem que tudo será maravilha.

Por acaso foi tudo uma perda de tempo?

Porque eu já sabia, já sabia...

que te perderia.

Sempre será especial para mim.

Especial para mim.

Para mim.

Esquecerei com o tempo...

que me disse o quanto pensava em mim?

Não há necessidade de discutir.

Não há necessidade de continuar discutindo.

Não há nenhuma necessidade...

de discutir mais.

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