All language subtitles for Confissões de um Necrófilo (Deranged - 1974 - 1080p - Inglês)

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Original subtitles

O filme que você verá é absolutamente "verdadeiro".

Apenas os nomes e as locações foram mudados.

CONFISSÕES DE UM NECRÓFILO

Meu nome é Tom Sims.

Sou colunista de um jornal.

Há muitos anos atrás eu cobri em primeira mão

a incrível estória que você verá recriada neste filme.

É uma estória de horror com proporções grotescas...

e profundas consequências.

Mas porque é humana, talvez possamos aprender algo com ela...

Algo sobre nós mesmos...

Sobre nossos medos e necessidades.

Mas deixe-me avisá-lo...

Os acontecimentos serão recriados em detalhes.

Nada foi deixado para se imaginar.

Não é uma estória para os fracos...

ou com problemas cardíacos.

Agora que você foi avisado, podemos continuar com nossa estória.

Essa é a estória de Ezra Cobb:

assassino, violador de sepulturas,

necrófilo talvez...

ou, como você pode lembrar-se dele com essas estórias que se passaram...

O açougueiro de Woodside.

Quando Ez tinha 10 anos, seu pai morreu.

Por 15 anos...

Ez e sua mãe trabalharam a fazenda sozinhos...

Tornando-se mais independentes um do outro com o tempo.

Então Amanda Cobb sofreu uma parada cardíaca...

Que a deixou sem movimentos da cintura para baixo...

o que a deixou de cama.

Ez a trouxe para baixo...

trancando o quarto de cima para que pudesse ficar com ela.

Por 12 anos, ele dormiu em sua porta...

tomando conta, alimentando-a, dando banho...

lendo pra ela, confortando-a.

Para os vizinhos, era um filho devoto.

Mas essa devoção mascarava crescentes psicoses...

que vieram à tona quando sua mãe morreu.

Mãe?

Trouxe sopa pra você.

É um belo e ensolarado dia.

Ez?

Segure minha mão.

Está segurando?

Sim.

Não sinto você.

Frio. Deve ser o vento.

É só esperar a circulação voltar. Só isso.

Então vai ser agora, não?

Não consigo te ver muito bem, Ez.

Está embaçado.

Você está cansada, mãe. É só.

- Olha, trouxe um pouco de sopa... - Não.

- Boa e quente... - Não.

Não estou cansada. Não quero sopa.

- Estou morrendo. - Não, Mãe.

Estou morrendo e é isso que está havendo.

Não. Você só precisa descansar um pouco.

Fique quieta e ouça o que eu digo.

Se eu entrar em coma, não me leve a nenhum hospital,

Quero morrer em minha cama, em meu próprio quarto...

com você aqui.

Se precisar de ajuda depois, quando eu for embora...

chame Maureen Selby.

Diga agora, Ez. Maureen Selby.

Mau...

Maureen... Selby.

Maureen é a única mulher em quem eu confio.

Porque ela é gorda. Uma grande vitela...

mas ela é a única mulher de bom coração que conheço.

Quanto ao resto...

são um bando de putas sujas...

feridas cheias de pus...

Ez?

Ez!

Eu...

Não posso respirar.

Você vai ficar bem.

Só precisa comer alguma coisa. É só.

Verdade.

Eu sei que... Estou indo agora...

isso é certo.

Não quero ir preocupada com você.

Você é um bebê na floresta, uma criança.

Acho que te protegi demais.

Mas eu sei que alguma vagabunda usurpadora...

virá e tentará te passar a perna.

Lembre-se do que eu sempre digo.

O preço do pecado é a gonorreia, a sífilis e a morte.

Elas usarão seus corpos para roubar de você.

Roubarão sua alma e sua vida.

Deixe-as em paz.

A maioria delas é cheia de doenças.

Deus vai cuidar delas...

Como ele fez na época de Noé.

Deus olhou para a terra e percebeu que estava corrompida...

toda aquela carne corrompeu seu caminho para a Terra.

Então Deus disse a Noé...

"O fim de toda a carne virá para mim"

Sabe o que Deus fez, Ez?

Sim. O dilúvio.

Sim, senhor. O dilúvio.

Oh, gostaria de estar aqui para ver.

Você continua um rapaz bonito e jovem, Ez.

Você terá muita atração pelo sexo oposto.

Por isso deve ser atento.

Oh, Ez... dói.

Dói.

Coma.

Você vai ficar bem, sério.

Não. Você não vai morrer. Verdade.

Por favor, Mãe.

Não, mãe. Não me deixe.

Mãe. Não. Por favor.

Não. Por favor. Não.

Mãe. Mãe.

Mãe...

Como está passando, Ez?

Sentimos muito, Ez.

Ela era uma ótima pessoa, Ez.

Muito...

Muito... certa.

Muito religiosa.

Os garotos queriam vir, Ez, mas...

Bem, não achei que devessem vir.

Mas mandaram seus pêsames.

Ela parece bem, Ez.

Bem natural.

Parece que está apenas dormindo.

Ela está bem.

E é isso.

Só dormindo.

Um mês passou; 6 meses; 1 ano.

Ezra ainda não aceitava a morte da mãe.

Ele a visitava sempre que podia. 4 ou 5 vezes por semana.

E em casa...

ele continuava como se ela estivesse apenas viajado.

Ele mantinha seu quarto quente e limpo.

E se assegurava que o aquecedor estava sempre aceso...

para que estivesse quente quando ela chegasse.

Ele sonhava com ela.

E, desesperado, até escreveu cartas para ela.

Para o mundo exterior, Ez era um excêntrico talvez.

Mas basicamente um cara decente e normal.

Ele parou de trabalhar na fazenda...

e passou a contratar pessoas para o serviço...

em especial seu bom amigo Harlan Kootz.

Bobby, vamos. É hora de ir.

Tá, mãe. Tchau.

Mas sua solidão fez crescer um vasto abismo...

e a dor da perda o empurrou para o precipício...

e para a loucura.

Mãe...

Quando você voltará?

Estou muito só, mãe.

Só existe neve, neve e neve...

e o vento soprando e soprando.

E está tão frio.

Sinto sua falta com todo o meu amor.

Amém.

Se você sente a minha falta por que não vem e me leva pra casa?

Mãe?!

Você deveria ter vergonha disso...

me deixar sozinha por mais de um ano.

Estou só aqui no escuro.

Vergonha, Ez!

Mãe, eu te escrevi.

Não chegam cartas aqui.

Agora, por que você não vem e me leva pra casa?

Leve-me pra casa...

Leve-me pra casa...

Estou indo, mãe!

Então ele foi buscá-la.

Talvez, em sua mente perturbada...

ela estaria com aparência de viva.

Mãe. Mãe.

Estou te levando pra casa, mãe.

Casa.

Ela é a garota dos meus sonhos

Mas seu rosto me revela

Que ela é a namorada de Sigma Chi I...

Que diabos pensa que está fazendo, Ez?

Nada, senhor. O quer dizer?

Ora, vamos. Sabe o que quero dizer.

Bem, ela quis vir, xerife.

- Ela disse que queria. Senão eu... - Olha, Ez

A velocidade máxima é de 56 quilômetros...

e você estava a 80, se é que estava.

Deixe-me sentir o seu hálito.

Meu deus! Que diabos é isso?

O que você bebeu, Ez? Puta merda!

Nada, senhor. Ah. É só um porco que eu matei.

Eu me esqueci de tirar da caminhonete. Ficou meio fedorento.

Jesus! Você está falando sério!

Vou te liberar dessa vez, Ez, mas não repita isso, ouviu?

E pelo amor de deus, enterre isso, ok?

Sim, senhor.

Eu vou com certeza.

Nada de correr, ouviu?

Sim, senhor.

Quero dizer não, senhor.

Tá bom.

Desculpe por ter te chamado de porco, mãe.

Colocarei você na cama.

Você precisa deitar.

Vou te arrumar.

Você nem vai se reconhecer.

Vê o seu quarto?

Do jeito que era antes.

Nossa, mãe.

Você está com uma aparência terrível.

Terei que recompô-la.

Como aquele velho ovo, na estorinha.

Estou feliz que esteja aqui.

Sua bíblia.

Seu sino.

Então, ele a trouxe pra casa.

E agora?

Agora ele pretendia restaurá-la.

E para isso ele começou a ler tudo

sobre embalsamar... taxidermia.

Mas não seria fácil.

Sua mãe foi enterrada há um ano.

Havia vários reparos a fazer.

Ele tentou remendá-la com pele de peixe e cera...

e qualquer substância que parecesse com carne humana.

Foi então que...

a ideia de usar carne de verdade veio a sua mente.

Ironicamente, foi o seu amigo e vizinho...

que acidentalmente lhe deu inspiração.

Deus é grande, deus é bom...

Vamos agradecer-lhe por esta comida.

Amém.

E por favor, tome conta da Senhora Johnson.

Passe o pão para Ezra, tá bom, Brad?

Qual o problema com a velha Miss Johnson?

Bateu as botas.

Não bateu as botas. Ela faleceu.

Minha Senhora Johnson? Minha velha professora?

- A própria. - Não creio.

Está bem aqui no jornal de hoje.

Aqui está. O funeral foi à tarde.

Aquela moça me deu aula muitos domingos...

e na sexta série.

Ensinou Ez, também.

Lembra-se, Ez, da sexta série?

Costumava chamá-la de "Velha cara de flanela".

- Lembra, Ez? - Não, senhor.

Sim, é ela mesma.

Aqui. Lembra-se dela, Ez?

Ah. É a velha Sra. Johnson aqui.

O que ela faz no jornal?

Nossa, Ez! Ela acabou de morrer.

Quer dizer que colocaram ela no jornal por que ela morreu?

Qual é o seu problema, Ez? Esse é o seu obituário.

Seu o quê?

Não diga que não sabe o que é obituário?

Essa é dureza.

Quando alguém morre, eles pegam suas informações...

e colocam no jornal, na parte de obituário.

Diz quando será o funeral...

onde serão enterrados e coisas do tipo.

Quer dizer que eu posso descobrir...

onde e quando alguém foi enterrado...

no mesmo dia?

Há luz no fim do túnel, sim, senhor.

Isso mesmo, Ez.

Bem, vou dar uma olhada nisso.

Pessoalmente, prefiro ver os esportes.

Eu não. Essa informação pode ser muito valiosa.

Por quê? O que pensa em fazer? Desenterrá-la?

Não, senhor. Não precisarei desenterrá-la.

Fico feliz de ouvir isso.

Claro. Por que desenterrar tudo, se posso pegar só as partes que preciso?

Claro, talvez...

se precisar da cabeça, para reparos ou algo assim...

bem, então é só tirar a cabeça.

Nossa, Ez, você é um cara maluco.

Oi, Sra. Johnson. Lembra-se de mim?

Eu fui seu aluno.

Isso vem agora. Fácil.

A próxima coisa a fazer é pegar o cabelo.

Vê, Mãe?

O que tenho de fazer é pregar em você.

Olha, mãe.

Trouxe uma visita.

Shh. Não demore muito.

Aposto que vocês têm muito o que conversar.

Depois disso, Ezra fez muitas visitas ao cemitério...

levando corpos... e partes de corpos...

para fazer companhia à sua mãe e a ele mesmo.

Ele era um ladrão de túmulos, um necromaníaco...

mas ainda não havia se manifestado para uma vítima viva.

Era apenas uma questão de tempo.

Teremos que desplugar isso também e levá-los à cidade...

ou mandar limpar ou comprar novos.

- Ez? - Senhor?

Eu e a mãe estivemos conversando e...

bem, pensamos que...

Senhor?

Bem, que se dane, em primeiro lugar pare de me chamar de senhor.

Você é da minha idade.

E segundo, pare de chamar Jenny de "moça".

Você é um homem crescido, Ez.

Era isso que eu queria... Falar com você.

Quero falar com você de homem pra homem.

Bem... eu e Jenny estamos preocupados com você...

sozinho naquela casa...

e... nós pensamos que... bem...

Diabos, Jennifer diz que você deveria se casar...

e é o que ela diz, então...

Ezra, o que o meu marido quer dizer é...

bem, estamos preocupados contigo. É só...

e pensamos que seria bom se você conhecesse alguém...

e eu ficaria feliz em lhe apresentar se eu pudesse...

sabe... alguém legal que pudesse ser uma companhia pra você.

Não. Não, moça.

Não confio nelas.

Não confia em quem, Ez?

Você sabe, garotas e tal.

Certo.

Não conhece nenhuma garota que possa confiar, Ezra?

Não.

Só minha mãe e Maureen Selby.

Posso confiar nela.

Eu sei que posso.

Porque acha isso, Ez?

Bem, porque ela é gorda.

Sei que posso. Ela é gorda.

Bem, então por que não liga pra ela?

- Acha que eu devo? - Claro.

Vá em frente, Ez. Por que não?

Talvez a ajude a perder alguns quilos.

Sim?

- Senhora Selby? - Sim?

Sou Ezra Cobb.

Sim?

Filho de Amanda Cobb.

Filho de Amanda Cobb? Oh, entre, entre.

Nossa... Amanda Cobb.

Sinto muito sobre a sua morte.

Sabia que nós fomos tão próximas quanto unha e carne?

E aí... algo aconteceu.

Não sei... ela teve algum tipo de ressentimento...

Ela sempre tinha ressentimento de alguém.

Sente.

Não sei o que era. Não gosto de difamar os mortos...

Mas Amanda carregava rancor como um coelho preso numa armadilha.

Então, sempre que tentava vê-la Não me deixava nem entrar.

Ora, sente aqui.

É maior. Mais confortável.

Então...

Então não a vejo desde... nossa... muitos anos...

E...

Gostaria de algo para beber?

Não, senhora.

Só tenho licor para oferecer.

Mas eu nunca bebi na minha vida...

E nunca irei.

Que tal um pouco de chocolate?

É o meu único vício, maldito seja.

Bem, Sr. Cobb, o que faz?

Moça?

- O que você faz? - Hum.

Só tomo conta de mamãe...

e mantenho a casa em ordem, eu acho.

Toma conta de mamãe? Você quer dizer... a sua mãe?

Sim.

- Hoje no almoço ela disse que... - Sr. Cobb...

Fala com sua mãe?

Sim.

Sr. Cobb... Está me gozando?

Não.

Certeza?

Sim.

Juro que sim.

Pensei que estivesse.

Muitos por aqui fazem isso, sabia?

Gozam de mim porque...

porque...

Eu falo com Herbert.

Herbert?

Meu último marido. Falo sempre com ele.

Essa é sua foto, vê?

Ele foi morto há 4 anos...

Queimou num acidente na rodovia 7.

Éramos felizes.

Ainda somos. Ao menos ele diz que é.

Falei com ele noite passada.

Sabe o que devemos fazer?

- Posso te chamar de Ezra? - Sim.

Por que nós todos não nos juntamos uma noite...

E fazemos uma sessão espírita a 4. Eu você, Herbert e Amanda?

Isso é, se Amanda estiver falando comigo agora.

O que diz?

Quer dizer, juntarmos e conversarmos?

Sim, será muito divertido.

Herbert nunca conheceu Amanda. Por favor?

Hum, não sei

Bem, vou ver com ela.

Marque pra quinta. Toca aqui, ok?

Ela é gorda, mãe. Como você disse.

Mas gosto daquela gordura.

Braços grandes, carne sobrando...

Gosto disso.

As pernas também... grandes e robustas.

Ela é um chuchuzinho... Um docinho de coco.

É claro que eu não gostaria de ficar preso naquela gordura toda.

Posso não sair mais.

Tão natural que levarei uma proteção comigo caso precise.

Sabe o que me incomoda?

Não acho que ela seja...

você sabe, boa da cabeça.

Entende?

Herbert quer falar comigo hoje à noite.

Posso sentir. O que temos de fazer é nos concentrar.

Pode fazer isso, Ez?

Sim.

Então feche os olhos e concentre-se.

Herbert.

Herbert.

Herbert, possua-me.

Oh, possua-me, Herbert, possua-me.

Possua-me! Possua-me!

Ó, sim!

Oh, Herbert, posso te ouvir.

Sim. Pode me ouvir?

Pode? Ótimo.

Ouça, Herbert.

Tenho um novo amigo hoje comigo.

Seu nome é Ezra Cobb...

e ele é... muito atraente, Herbert.

É alto, forte e homem...

e... está na idade certa.

O que, Herbert?

Oh, oh...

Herbert, Não posso perguntar isso a ele.

Perguntar o quê?

Nossa, isso é tão meigo e sem egoísmo de sua parte.

O que ele quer?

Oh, bem, Ez...

Ele diz que sente falta...

da parte carnal do nosso casamento.

Carnaval?

Hum... não...

você sabe... a vida sexual.

Bem, sim, era linda, Herbert.

Que tipo... Que favor ele quer?

Oh, Ez, Herbert quer...

ele mesmo dirá a você.

Ezra...

Ezra Cobb?

Sim, senhor? Sim, senhora?

Ezra, aqui é o Herbert.

Faça-me o favor, Ezra?

Se eu puder, senhor.

Faça a minha esposa mulher de novo.

Como assim, senhor?

Ela precisa de amor, Ezra.

Físico...

O tipo que eu não posso mais dar.

Toque nela, Ezra.

Sinta como ela é delicada.

Faz tanto tempo.

Venha, Ezra.

Vá com ela.

Faça esse favor a ela.

Faça amor com ela.

Faz muito tempo.

Ela precisa, Ezra.

Ezra, ela precisa!

Ela precisa, Ezra.

Vá para a cama.

Oh, venha. Oh, venha.

Vamos. Vamos...

Oh, sim, venha.

Oh, sim.

Faça amor comigo, querido.

A recompensa do pecado é a gonorreia, a sífilis e a morte.

Faz muito tempo, meu amor.

Sabe o que Deus fez com eles, não sabe?

Sim, mãe. A inundação.

Ó... tire as calças, querido.

Verme.

Aí está, querido. Aí está!

Imundice.

Morte!

Morte! Morte!

Ezra... o que é isso?

Ezra?

A morte de Maureen Selby não parecia afetar Ez.

Ele continuou como se nada houvesse.

A menos por uma coisa...

agora ele começou a procurar por uma companhia feminina.

Começou em lugares estranhos, tão estranhos como a Taberna Goldie.

Seu nome era Mary Ransom.

Ela tinha 34 e, verdade fosse dita, um pouco acabada.

Mas Ezra não havia visto mulher como ela antes:

bonita, promíscua...

com a promessa de estar disponível...

até mesmo para ele.

Oi. O que posso fazer por você?

Só um copo de leite.

Isso é um bar, baby, não um hospital.

Não temos leite. Só bebidas alcoólicas.

Eu não bebo.

Sei. Você veio para respirar ar puro.

Vim te ver.

Por que não se comporta direitinho?

Tem que consumir algo, ok? Peça alguma coisa.

Tá. Você me diz o que devo pedir.

Que tal um whisky?

Tem cereja.

Você gosta deles com cereja?

Então é um whisky.

São $75.

É pra você.

Olha...

Bem, tem certeza que pode pagar por isso?

Bem, obrigada.

Vou guardar aqui, só por segurança.

- Qual é o seu nome? - Mary.

Ei, bem que você gostaria de morder ali, hein?

Cara, se eu pudesse, comeria muito ela.

Olha esse rabo...

E essas tetas... as duas.

Já vi peitos desde Portugal a Yokohama.

Esses peitos são com "P" maiúsculo.

Ah, se eu não fosse um velhote...

Estaria dentro de suas calças tão rápido que afundaria a sua cabeça.

Esse é o problema quando fica velho. Não sobe mais.

Só fica olhando pra isso com o pescoço virando.

Oh, que se foda.

A vida é dor e deus é sádico.

Lá vem ela.

Aqui está, baby.

Boa noite, querida.

Vá à merda.

Vamos. Beba e me diga se gostou.

Sim. Muito bom...

Vamos lá. Beba.

Mary, Mary

Mary

Mary?

Fechando.

Pegue o seu rumo. Deixe-me ajudar você.

Vamos.

Vamos. Isso garoto.

Por aqui, vamos.

Nunca bebi...

Não adivinharia isso, Ez. OK, segure-se. Isso.

OK, isso aí. Só um instante.

Agora acerte esse chapéu. Isso. Sim, vamos.

Mary, posso te fazer uma pergunta?

Sim, claro.

Oh, eu resolvo isso.

Poderia me dar um beijo de boa noite, por favor?

- Me beije. - Venha aqui.

Tudo bem agora? OK.

Noite após noite, Ezra ficava de plantão no bar...

Esperando para ficar a sós com Mary.

Então, uma noite.

Olá.

- Qual é o problema? - Oh, olá, Ez.

Algum maldito furou os meus pneus...

Foi isso. Dá pra acreditar?

Nossa! Fizeram um bom trabalho neles, não?

Sabe como é a juventude hoje.

Vagabundos como só eles.

Sempre fazendo esse tipo de coisa e escapando.

Simplesmente vagabundos, isso sim.

Olha, Ez, pode me dar uma carona até a estação ou algo assim, hum?

- Claro, se você quiser. - Muito obrigada. Agradeço muito.

Claro, Mary. Qualquer coisa que eu possa fazer.

Ei, você pegou o caminho errado. Aquele é o caminho pra cidade.

Sim, era.

Então dê a volta e vamos pra lá.

- Como assim? - Como assim?

Porque é para onde eu devo ir.

Olha, pra onde pensa que está indo afinal?

- Minha casa. - De jeito nenhum!

Dê a volta e pare esse carro.

Eu só ia pegar uns pneus que tenho.

Colocarei no seu carro de graça.

Por que você iria a um mecânico...

quando posso resolver pra você de graça?

Ele cobrará uma perna e um braço e eu não cobrarei nada.

Ok, mas olha...

Você é legal e eu gosto de você...

mas não vá tentar nenhuma bobagem.

Mantenha suas mãos quietas, OK?

Sim, senhora. Juro pra você.

Quer entrar?

Quanto pretende demorar?

Uns minutos.

Espero aqui. Pode se apressar?

Sim.

Cristo! Que pé no saco.

Vamos.

Merda...

Ezra?

Ez?

Olha, Ezra, Preciso muito ir pra casa. É...

Ezra, você está aí?

Ezra?

Ezra?

Ez, é você?

Oh!

Mary!

Mary!

Mary?

Mary.

Mary, está acordada?

Desculpe ter te trancado no closet, Mary.

Estou arrumando o lugar.

Preparando todos pra te conhecer.

Eles estão muito felizes.

Acham você uma ótima garota.

Acham que dará uma ótima esposa.

Mary?

Querem te conhecer agora.

Desculpe, tive que tirar as suas roupas...

mas eu não queria que você tentasse...

Consegue ficar em pé ou quer ajuda?

Não tenha medo, vamos.

Não vou te machucar, sério.

Agora vamos, por aqui.

Todos querem te conhecer. Coma alguma coisa.

Mamãe diz que conhecemos muito da pessoa...

pelo jeito que ela come.

Aqui estamos.

Vá. Vá.

Arrumei tudo pra você.

Aquele é o seu lugar, vá.

Vá.

Vá.

Pode sentar-se por favor, senhora?

Mãe, essa é Mary Ransom.

Acho que ela gosta de você.

Não há nada a temer, Mary.

Diabos, fazemos tudo o que costumávamos fazer.

Por que as damas aqui...

jogam cartas na varanda.

Nós comemos e rimos.

Tem considerações praticas também.

Ajudam com a manutenção.

Vê isso?

Isso não é tripa de carneiro.

Uma parte vem daqui de baixo.

Vê o tambor?

É um tambor de entranhas.

Estou tentando mostrar que tenho talentos também.

Posso não ser bonito como outros que você conheceu por lá...

Sabe, muitos dizem que se você comer se sentirá muito melhor.

Eu comeria, mas não consigo.

- Como assim? - Minhas mãos.

Oh.

É sério, não?

Mas se eu desamarrar você, tentará algo, não?

Não...

Prometo.

Bem...

Ez, não é assim que se trata a sua esposa, não é?

Ez, é?

Porcaria.

Não, decerto que não.

Te amo muito, Mary.

Eu também, Ez.

Eu sabia, no fundo eu sabia.

Farei tudo.

Você só... precisa descansar.

Durma.

Chame quando quiser algo.

Sempre estará protegida.

Colocarei você no pedestal.

Rápido, Ez. Ez, desamarre-me para que eu possa tocá-lo.

Mary.

Não.

Não!

Mãe! Mãe!

A única pista deixada para polícia

no desaparecimento de Mary Ransom

era o seu carro estacionado com dois pneus rasgados.

Impressionante que ninguém pensou em Ezra Cobb

como suspeito no desaparecimento da garçonete.

Se ao menos eles tivessem.

Bem, bem, bem. Bem, bem, bem, bem.

Acho que nunca pararão de falar sobre isso.

Falar do quê?

Aquela garçonetezinha... Mary não sei o que...

Não sabem que nunca vão encontrar aquela garota agora?

Sumida há tanto tempo, eles deveriam saber.

- Ela não está sumida. - Você tem uma teoria também.

Ela não sumiu.

- Eu estou com ela. - Está com ela?

Estou.

Ez, como assim?

Lá em casa.

Mamãe, Senhora Johnson e muitas outras.

Ez, pare com essa conversa esquisita!

Só não queria que se preocupasse com ela. Era só isso.

Não estou preocupado com ela.

Além do mais, não tenho nada com que me preocupar mesmo...

se você estivesse com ela. Isso é certo.

Você não saberia o que fazer nem se ela sentasse em seu colo.

Agora, pare com esse papo de maluco.

- Estava brincando. - Não tem muita graça.

Vai acabar preso no sanatório.

Oi, pai. Cheguei.

- Oi, filho. Boa tarde, Sally. - Olá, Sr. Kootz.

Olá, Ezra. Conhece Sally?

Não, senhor. Com certeza, não. Olá, Sally.

- Oi. - Volto já.

Sally trabalha na loja de ferramentas do Anderson.

Vai nos arrumar umas pás grátis, hein Sally?

Não, senhor. Não posso fazer isso.

Mas pode nos dar um desconto, não?

- Desculpe, não posso fazer isso também. - Bem, o que posso fazer?

A temporada de caça começa semana que vem.

Ez, o que farei?

Preciso de umas pás, e umas armadilhas...

preciso de muitos equipamentos...

Gostaria que eles não vendessem essas coisas lá.

Não gosto disso.

Não gosta? Como pode?

Você sabe, não gosto da ideia de atirar nos animais...

e prendê-los em armadilhas...

Ah, Sally tem o coração mole.

- Igual ao Erza. Não é, Ez? - Sim, senhor.

Sabe, querida, se eu não atirar neles eles morrerão de fome.

Tem que haver um equilíbrio, sabia?

Não se preocupe com eles querida, Sally. Eles não sentem nada.

Nunca acreditarei nisso.

Vamos, Sal. Vamos nessa.

OK, Sr. Kootz.

Tchau, Sal. Vejo você mais tarde, filho.

- Até mais, pai. - Tchau.

- Bom dia, Ezra. - Olá, Ezra.

Vem caçar conosco hoje, Ez?

Oh, não, eu não...

Só vim comprar um aquecedor.

Todos nós precisaremos se ficarmos parados aqui.

- Bom dia, Sally. - Oh, bom dia.

Tem troco pra mim ou tenho de pagar por isso também?

Desculpe. Obrigada.

Por que faz isso, Brad?

Isso é uma beleza. Ei, Ez, venha aqui. Dê uma olhada.

Isso é uma beleza ou aquilo é a beleza?

Oh, Ez.

Sinta isso.

Agarre essa beleza, Ez.

O cara pode acertar quase qualquer coisa que se mova com essa coisa, não pode?

É.

É bom, sim.

Deve ser um elogio, eu acho.

Seu único problema é que não sabe nada sobre armas.

Porque se soubesse, veria que...

beleza é essa arma.

Sim, senhor. Com certeza é ótima...

Ah, sim.

Bem, eu e Brad temos de dar o fora daqui.

Ou os malditos cervos irão para a Flórida.

- Ok, pode por esses na conta, Sal? - Tudo bem.

- Pegou o que precisa, filho? - Sim.

- Ei, Ez? - Huh?

Tem certeza que não quer vir conosco?

- Aonde vão? - Ao leste da velha Landridge Road.

Ah, não. Obrigado.

Sempre tenho sorte por lá, Ez.

Não. Não gosto disso.

OK. Até.

Voltaremos mais tarde para encher as térmicas.

- Te vejo depois. - Ok. Tchau.

Hum. Só o aquecedor? Gostaria de algo mais, Ezra?

Darei uma olhada.

Oh, tudo bem. Fique a vontade.

O que faz, Ez?

Pare.

Brad!

Brad, socorro, por favor!

Brad! Brad!

Brad, socorro.

Brad.

Brad, socorro.

Não! Não!

Não!

Não! Não!

Oh, não. Por favor, não!

Por favor, não!

Ei, pai! Venha rápido!

Compramos algumas coisas...

e fomos para a velha Landridge Road.

Bem, de acordo com o caixa vocês foram os últimos clientes.

- Nós? - Sim.

- Ezra comprou algo. - Sim!

- Disse que iria levar para o seu... - Quem, Ezra Cobb?

Ele ainda estava aqui quando saímos.

Sabe, pai, aposto que ele fez algo.

- Aposto que fez. - Quem, Ez? Ele não faria nada.

Você sabe que ele não faria nada disso.

Ele é doido para fazer qualquer coisa.

Eu o conheço há 25 anos, e digo que ele não faria nada...

Que tal irmos a sua casa e darmos uma olhada?

- Sim, vamos. - Vamos.

Ezra!

Ezra!

O preço do pecado é a morte.

Sabe o que Deus fez com eles, não sabe, garoto?

Queimou-os no inferno!

Morte! Morte! Morte!

Oh, não!

Uma vingança exigida...

De quem é a voz que escuto?

Docemente, as canções me chamam...

Abra a porta para mim...

Algumas noites depois, um grupo de moradores da cidade

supostamente liderado por Harlan Kootz, no meio da noite,

queimaram a fazenda do Cobb.

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