All language subtitles for War 2026 S01E03 1080p WEB H264-CAKES

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew Download
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Oi.

Oi.

Como você está? E a vida? A escola?

Alguma garota na sua vida?

Ou... garoto?

Eu estou num trisal. Com dois caras do time de rúgbi.

É muito sério.

Tudo bem se estivesse.

Começou a se barbear.

É, já tem um ano.

Vem cá, por que é que você não me conta o que veio aqui pra me contar?

Tudo bem, ninguém tá ouvindo.

Carla Duval!

A Carla Duval está aqui!

Ninguém liga.

Tá certo.

É o Morgan.

E ele... está doente?

Não.

Escuta, eu sei que vocês são muito amigos. Você e seu padrasto.

- E isso nunca vai mudar... - Vão se divorciar.

Nada mudará pra você.

Eu e o Morgan vamos continuar amigos.

E ele te traiu.

- Eu nunca disse isso. - Também não está negando.

Sempre vou amá-lo e respeitá-lo.

Foi tão ruim assim?

Esses são os valores em questão.

Trinta milhões no primeiro ano. Chegando a 340 milhões no quinto ano.

Após uma década de casamento, estimamos o patrimônio do Henderson,

empresas, bens, etc. Em torno de um bilhão de libras.

Isso se qualifica como mudança de circunstâncias?

Se mostrar pra um árbitro, ele concordará que o pré-nupcial não se sustenta.

Consegue provar?

Sim. Me dá umas duas semanas com o perito contábil e...

Duas semanas? Temos dias.

Precisamos de extratos, registros das empresas...

é urgente, faremos isso juntos.

Precisamos de uma história. Pessoal. Emotiva.

Pra dar vida a esses números.

Quem quer que seja o árbitro precisa entender

que o acordo pré-nupcial não é só injusto, é um erro judiciário.

- Tipo... - Um Sonho de Liberdade.

Ou Erin Brockovich.

Por que não ouve atrás da porta com um copo, bebê?

- A Serena não o colocou no caso? - Colocou.

Ainda assim, ele está aqui fora com a ralé.

Você quem disse "ralé".

Cleo, ligue pra Carla e fala que eu vou convidar parte da equipe pra almoçar.

- Certo. - Johnny, você também vem.

Traz um caderno.

Que azar.

- Até mais, putada! - Tchau.

Você não precisa fingir que seu voo atrasou

se quiser ficar mais uma noite, Jefferson.

Claro que pode pedir. Claro que pode.

Então, por que pergunta se sabe que não?

Quê? Que tom? Tenho que desligar. Eu também te amo.

Se todo casamento fosse harmonioso como o seu...

Não.

...nos divertiríamos bem menos.

- Nós estaríamos bem. - Não que seja da minha conta.

Se o seu espião for pego, é a gente que se fode.

Ele não vai. Ele se tornou útil pra eles. Toda a sensação de engodo está em pausa.

- Não gosto disso. - Eu sei.

- Mesmo tendo concordado. - E concordou.

- Não pode chegar na gente. - Olha.

Se o David Schill paga um garoto qualquer de um escritório rival,

não temos nada com isso.

- Saint John... - Se é isso mesmo que está acontecendo.

Isso é sério.

Vamos pra arbitragem,

nós protegemos o pré-nupcial e fechamos um acordo o mais rápido possível.

Aí tudo isso acaba.

Ninguém precisa descobrir sobre o garoto.

Ou que o Morgan não consegue mais seduzir mocinhas de 25 anos.

- Muito menos o Morgan. - Exatamente.

A vítima inocente de um golpe baixo. Coitado.

Olha, não temos a palavra final sobre quem vai ser o árbitro.

Entramos com o processo e fazemos a lista com cinco opções. Mas eles escolhem.

Então, mandamos essas cinco opções.

- Eles pesquisam essas opções. - Sim.

Descobrem que quatro delas parecem estar do nosso lado...

E escolhem o quinto. O advogado que fica com eles.

Só que esse é o árbitro que nós queríamos.

É por isso que gosto de trabalhar com você.

E por isso que o Jefferson está sempre se comportando tão bem.

Como foi com o Gabriel?

Tudo é culpa minha. Óbvio. Porque tudo é sempre culpa minha.

Ele não faz ideia do que abri mão por ele.

Devia tê-lo levado pra casa da Normandia e contado lá.

Com a brisa do mar.

Ele vai entender. É só esperar. Ele puxou a você.

- Mimado. - Teimoso.

E precisamos dessa determinação.

E achar uma mudança de circunstâncias no seu casamento pra romper pré-nupcial

e ter o que merece.

E sobre ele ter transado com outra pessoa?

- Já falamos sobre isso. - Isso não estava nos votos de casamento.

Falamos sobre isso no sentido jurídico.

Não falamos sobre o fato de que isso faz dele um babaca.

É melhor atacar os termos do pré-nupcial original.

Argumentar que você foi mal orientada. Que não sabia o que estava assinando.

Processar os advogados por negligência,

por aceitarem termos tão desfavoráveis.

- Eu faria isso em Nova York. - Ele tem razão.

O Nicholas foi esse advogado.

É. Por isso, essa estratégia é tão boa.

Então, quer processar o Nicholas?

Não pessoalmente, não.

O escritório onde ele trabalhava. Antes do Taylor & Byrne sequer existir.

Nunca vão imaginar isso.

Não, não vão, porque nem eles acham que somos tão burros.

Preciso de um cigarro.

Tá, eu pego pra você.

Carla, disse que o Gabriel não fazia ideia do que teve que abrir mão.

- O que quis dizer com isso? - Projetos que recusei.

Lucrativos?

Filmes de super-heróis. Enfim, tela verde. Muito tempo à toa.

- E agora você faz teatro experimental? - É.

- É uma comparação. - Ah, é.

- Redução da capacidade de ganho. - É. Pode dar certo.

Se provar que sacrificou oportunidades profissionais

pela sua família, pelo Morgan,

essa pode ser a mudança de circunstâncias que queremos.

Argumentos que as coisas meio que, sabe como é...

Eu estou tentando achar a palavra...

que seus rendimentos, eles...

- O que é que tem eles? - Bem...

Despencaram.

Ela quer que eu vá.

Ou seja, ela o quer lá,

pois todos levarão um parceiro.

Nossa, eu passei esse tempo todo surtando pra ganhar a confiança dela

e agora que consegui, é ainda mais assustador.

Olha. Isso é bom.

- Farei o possível pra estar lá. - Você vai estar lá.

Não estaria sendo escrota

se não fosse absurdamente importante.

Não posso falar. Estou no trabalho.

Deveria me dizer que não estou sendo escrota.

- Eu jurei não mentir pra você. - Vai se foder.

Vou estar lá. Prometo.

- O traje é black-tie. - Eu não tenho black-tie.

Então arranja, Johnny, por favor. Faz isso por mim.

Desculpa por isso.

- Qual é o nome dela? - Bella.

Ela quer exibir você.

De black-tie. Que você nem tem, né?

É.

Isso.

Pego seu número e dou o contato do alfaiate do Morgan.

Diz que eu te indiquei.

Eu...

Tem certeza?

O dinheiro dele é nosso dinheiro. Lembra disso?

Te vejo lá em cima.

É, até já.

ADAPTAÇÃO REVISÃO SINCRONIA: E-MAIL loschulosteam@gmail.com

Eu preciso de remédios de alta qualidade.

Quer um analgésico e uma xícara de chá.

Você não pode fazer chá pra mim, se lembra? Não no escritório.

Nesse caso, você pode ficar com os cinco árbitros que a Cathcarts mandou pra nós.

Vem cá, Bisonho, você adora isso, lembra?

OK. Essas são as regras do jogo.

Vamos descobrir qual desses cinco árbitros supostamente neutros

querem que a gente escolha, e escolhemos um outro.

Alguém que vai limpar a bunda com o pré-nupcial

assim que começarmos a primeira sessão.

O Taverner já está fora porque estudou com o Henderson.

ÁRBITROS

O Grann é inexperiente. O Foster é inteligente demais.

Ele transformará isso num argumento intelectual,

o que é perigoso pros dois escritórios e interessante só pra ele.

Eles querem que escolhamos a Daphne Jones-Johnson.

Divorciada. Já derrubou pré-nupciais no passado.

Histórico de favorecer esposas nas decisões.

Estamos procurando a pegadinha.

- Tem que ter uma. - Não colocariam na lista se não tivesse.

- Quem é a Mary Chebet? - É a pergunta do momento.

Investigamos tanto

que achamos que foi incluída só pra perdermos tempo.

É uma xarope, doida varrida que nunca aceitaria isso.

Então, eles estão nos empurrando pra Jones-Johnson, Foster ou Grann.

De novo, ninguém quer a Foster. E a Jones-Johnson é a isca.

Sobra a Grann.

Inexperiente em arbitragem, mas com muita experiência como advogada.

Se investigar a fundo,

ela começa a parecer a candidata perfeita.

Mas o que esperam que não descubramos

é que ela trabalhou pra Beatrice quando começou na profissão.

A Grann é a armadilha.

Isso. Ou deveria ser...

- Tenha dó, Michael! - O que foi?

É uma entrevista que ela deu a um grupo feminista em 2009.

E ela disse que acordos pré-nupciais são:

"Quase sem exceção...

moral e inerentemente injustos."

Eu acho que eles deram um puta tiro no próprio pé.

- Concordo. - São burros, esses idiotas!

Peguei o metrô hoje pela primeira vez em anos.

E, enquanto vinha andando pra cá percebi que estava sendo seguido.

Perseguido por um ônibus com um cartaz do filme horroroso da Carla.

Ela está me provocando com o transporte público!

É, e te conheço.

Você prefere ser provocado do jeito tradicional.

- Isso. - Numa plataforma de mídia social.

Isso. De preferência na minha. Qual é o problema com a velha e boa pichação?

Ela sabe que, na arbitragem, você vai bancar o cara calmo.

Deixa a gente berrar, se espernear.

Faz ela parecer a descontrolada, aquela que gasta...

trezentas libras em gelo norueguês cortado à mão.

- Ela só fez isso uma vez. - Uma vez já foi vezes demais.

- Quero que isso acabe. - Vai acabar.

Tudo deve terminar em alguns dias.

Entre.

Sr. Henderson, me desculpa. Ele insistiu muito.

Gabe.

Eu vou deixar vocês a sós.

Morgan, conversamos depois.

Oi, Gabriel.

Isso é sério? Vão se divorciar?

- Sua mãe sabe que está aqui? - Responde.

Íamos contar isso pra você juntos.

- Por quê? - Por que do divórcio?

É.

Ah, o motivo é horrível.

Sua mãe peida na cama, e eu simplesmente não aguento mais.

Manda a real.

As pessoas deixam de se amar.

É a triste verdade, Gabe. E já tem idade pra ouvir isso.

Os pais de ninguém são apaixonados.

Mas eles fazem dar certo. Ou fazem o melhor que podem.

Por que não fazem isso?

Quanto mais velho você fica,

mais difícil é responder essas perguntas.

Olha...

Vá pro meu hotel. Vê um pouco de TV.

Pede a comida que quiser, tá?

Tem hambúrguer.

Ah, que bela merda.

Por favor. Eu volto à noite. A gente conversa. Prometo.

Você a traiu, né?

- Ela deu a entender. - O quê?

- Ou ela traiu você. - Ninguém traiu ninguém.

Mentira.

Eu sabia. Ela traiu você. Eu sabia que ia ser um de vocês.

- Já chega. - Ela mentiu pra nós dois.

Não, ela não mentiu! Fui eu. Eu tive um caso sem importância.

Não é por isso que estamos nos separando.

Espere, só me dê um segundo, tá?

Gillian? Tá. Que horas?

- Te vejo no hotel. - Vá se foder.

Tá, tá, tá, eu posso fazer isso, tá.

- Vamos começar... - Está conectado?

Sim.

- Acho que está. Alô! - Olha ele aí. Oi!

- Oi, senhor Marshall! - Oi.

Antes de começarmos,

eu e a Nora queríamos dizer que somos grandes fãs dos seus filmes.

- Vocês são? - Claro.

Quais filmes?

- Estou brincando. - Ai, graças a Deus.

Vocês representam a Carla no divórcio?

- Confidencialmente. - Sim.

E querem saber sobre o filme que ela quase fez pra mim?

- É. - É, especificamente,

se não tivesse recusado o papel, quanto ela teria ganhado.

Então, pelo que entendemos, não é só o cachê de atriz,

também seria uma participação dos lucros futuros?

Se ela tivesse aceitado o papel, eu teria ganhado na casa dos milhões.

A participação na bilheteria mais 50%.

- Certo. - Mas é o seguinte:

Ela não aceitou o papel.

- Nós sabemos, mas se ela... - Não, espere.

Ela não aceitou porque ela não recebeu a oferta.

Cachê caro, diva demais...

- Só que famosa de menos. - Tá bom.

Dissemos que ela recusou pra passar tempo com a família.

- Ele disse que isso era mentira. - Deslavada de merda.

- Com “M” maiúsculo. - Tá bom.

Depois, ele disse algo ainda mais inútil.

Disse que achava que ela queria se afastar da família.

Disse que ela não faz o tipo maternal.

Perdão. Achei que ia dar certo.

Acho que pode dar certo.

A ideia é genial.

Cleo? Manda buscar a Carla.

- Diga que é urgente. - Tá bom.

- Vou fazer um chá. Quer? - Quero. Valeu.

- Saeed? - Não, não. Valeu.

Olha só, minha personagem é uma aristocrata prestes a perder tudo.

Acho que entendo isso muito melhor do que uma alemã poliamorosa da Geração Z.

Por que me chamou?

Eu tive uma ideia pra apresentar ao árbitro amanhã.

- Outra ideia? - Ah, mas essa aí é boa.

Não vai gostar.

Você me contou sobre a relação do Morgan com o Gabriel.

Eles passaram tempo juntos quando você estava fora, filmando.

O pré-nupcial, feito quando o Gabe era pequeno, não o contempla

porque o Morgan não era pai dele naquela época.

Mas agora, na verdade, dá pra dizer, se quisermos,

que ele foi mais pai pro Gabriel do que...

qualquer um poderia ter imaginado, né?

O Gabriel depende dele.

E não há mudança de circunstâncias maior do que a paternidade.

Tem razão.

Não gostei disso.

Vai funcionar. Você vai ver. Isso vai ganhar a discussão.

E, olha, você já disse que o Morgan e o Gabriel são...

muito próximos.

Essa não é a parte que não gostei.

O seu argumento, aquele que não está admitindo,

é que o Morgan é um bom pai. E eu não sou.

É.

Não é o trabalho mais fácil do mundo. Só pra você saber.

Eu não estou dizendo que isso é verdade.

Só digo que é assim que o mundo vê.

Porque mulheres como nós são julgadas como os homens nunca são.

Sei que isso não é justo. Mas vamos usar essa injustiça.

Acha que sou uma mãe ruim?

Quantas vezes um pai se fez essa pergunta?

A ironia é que eu queria manter esse processo amigável, pelo bem do Gabe.

Mas acho que eu só quero ganhar, sabe?

Fazê-lo sofrer como sofri?

Transar com alguém e mandar fotos pra ele.

Melhor não fazer isso.

Acha mesmo que podemos ganhar com esse argumento amanhã?

Acho.

Então, tá bom.

EM LONDRES. QUEM QUER FICAR CHAPADO!

Ai, meu Deus.

Casa da hora, mano.

É, é até legalzinha.

Meus pais nunca ficam aqui.

Meu irmão está em Boston fazendo MBA, e aí...

- E aí...? - E aí, que eu estou cagando.

Desculpa!

Ah, otárias do caralho.

- Relaxa, tá boa! - É, exatamente!

Dinheiro é a única merda que não é um problema.

Eles foderam o planeta inteiro.

Foderam a política. E tudo mais.

É o fim dos tempos, caralho.

Daqui a dez anos, estaremos brigando por água enquanto as bombas nucleares caem.

É, mas eu não. Meu pai está usando IA pra projetar um bunker na Nova Zelândia.

Espera. Essa é a única garrafa que não podemos pegar.

Quem quer uísque?

Essa garrafa custa dez mil libras, seu maluco!

MÃE

É forte pra porra, cara!

Quero combinar esse com uma camisa branca de algodão Marcella.

O que o senhor pensou?

Estou pensando no que meu pai dizia pra mim.

Que qualquer imbecil pode usar um terno. Mas ele está errado, né?

Nem todos podem usar um desses.

- Na conta do Sr. Henderson, é? - Isso. Perfeito.

Então?

Dirão que o Morgan já é o pai do Gabriel.

Quando assinaram o pré-nupcial, a Carla era mãe solteira.

Agora, como o Morgan fez a coisa certa e se envolveu,

seria como o Gabriel perder um pai.

E perder um pai nessa idade, dói muito.

O pré-nupcial tá desatualizado.

- Essa é a ideia. - Obrigado, Simon.

De nada.

Meu enteado de 16 está comigo, então terá que resmungar um "oi".

Fingir curtir as referências musicais dele. Esse tipo de coisa.

Gabe?

Gabe?

Deve ter ido ver a mãe. Uísque, cerveja, água?

- Não, obrigado. - Pra mim, nada, obrigada.

O Steven tem ideias interessantes

pra impedir que a Carla fique com qualquer ação da Zephyr.

Interessantes tipo fraudulentas?

Totalmente legais. Só depende de você confiar na Gillian aqui.

Morgan.

Podemos conversar outra hora.

- Não, pode falar. - Certo.

Então, tudo que teria que fazer

é transferir a totalidade das suas ações da Zephyr pro nome da Gillian.

Dar pra ela. Temporariamente.

E a Carla e os advogados dela não podem tocar nelas.

- É genial, não acha? - Ah, é inteligente.

Impedir a Carla de ganhar algo dando tudo pra outra pessoa antes.

Por que eu não pensei nisso?

- Ele vai cobrar de nós por isso? - É uma boa jogada.

- É mesmo? - Então você não confia nela.

Tem hipoteca? Escola particular? Uma casa na Cornualha que não banca?

Quanto precisaria pra quitar? Um milhão? Dois?

Mais ou menos.

Aqui.

Isso vale um milhão.

Ou quase isso. É seu. Sem compromisso.

Se tirar a roupa. Ficar só de meias. Agora mesmo.

Estou falando sério.

Meu Deus!

Por quê?

Chama de capricho de um rico entediado.

Tem cinco segundos pra decidir.

- Cinco, quatro... - Morgan.

...três, dois, um.

Chega, chega, chega.

Não é que eu não confie na Gillian.

Ou na minha futura ex-esposa. Ou em qualquer pessoa.

É que, pra pessoas como eu, a palavra confiança perde todo o sentido.

É isso que acontece depois dos primeiros cem milhões.

E nós ganhamos uma percepção.

De que não existe limite pro que as pessoas fazem.

Não existe nada que elas não façam pra se rebaixar a si mesmas,

pra humilhar a si mesmas, e a gente, se acharem que podem ganhar uma fatia.

Deixaria com você, mas a Carla me deu.

Ela provavelmente vai pedir de volta.

Estou interrompendo?

Não. Não, Saint John.

Na verdade, é o contrário. Vamos deixar vocês à vontade.

- Boa noite, Gillian. - Boa noite.

- Boa noite. - É o Gabe, deixe uma mensagem.

- Merda! - Problema?

O Gabriel saiu pra beber numa cidade que acha que conhece pelo Instagram,

mas que quase nunca esteve.

- Quantos anos ele tem agora? - Dezesseis.

Bem. A gente lembra como era nessa idade, não é mesmo?

É isso que me preocupa.

Morgan. Eles vão usar o Gabriel como uma mudança de circunstâncias.

Vão argumentar que você virou um pai pra ele.

Legalmente, ele não é nada disso.

Então, precisa dizer ao árbitro que você não é pai dele.

Que ele é filho da Carla, tolerado por você porque era casado com a mãe dele.

Ela não me ligaria se não estivesse preocupada com ele.

Morgan, vai deixar cair na caixa postal. E vai deixar ela resolver isso.

OBRIGADO PELO TERNO

Oi. Tudo certo?

Oi.

Aí, sim! Lindo!

- Uau. Uau. - Que é isso, hein?

- Nervosa? - Jamais.

- Verdade? - Óbvio que não.

- Oi. Tudo bem? - Oi.

Ah, merda. Eu tenho que atender rapidinho.

- Johnny. - Dois minutos.

- Promete? - Claro. Eu te vejo lá dentro.

Tá bom.

- Alô? - Johnny, é a Carla.

A Serena não me atendeu, e eu preciso da sua ajuda.

É claro. Onde você está?

Eu estou no carro, acabei de sair de Holland Park.

Eu posso te buscar.

Caralho, mano!

De primeira!

Caramba!

Porra!

Caralho!

Então, eles vão se divorciar? Seus pais?

Meus pais ouviram falar que seu pai saiu de casa. Alugou outro lugar.

É, ele está fora por causa do trabalho.

Tá.

Então, ele traiu, né? É por isso que você está aqui destruindo a minha casa?

- Vá se foder. - Ah, olha só, grande merda, mano.

Humanos não foram feitos pra monogamia. É tudo uma grande farsa, todo mundo sabe.

Homens como o Morgan Henderson, eles, com certeza, não foram feitos pra isso.

Tipo, com o dinheiro dele,

ele podia ter mulheres do nível de modelos. Toda noite.

Você espera que ele fique com uma?

Nada a ver com sua mãe, tá? Ela é linda.

Mas ele deve fazer isso há anos.

- Cale a boca. - Olha, estou falando sério.

Podíamos aprender com ele. Casamento é uma farsa.

Homens como ele, como nós, não precisam disso.

Mandei calar a boca. Seu bosta do caralho.

Bosta?

Cara, só estou te contando a verdade.

Todo mundo trai!

Todos sabem que a sua mãe deu pra meia Hollywood.

- Filho da puta! - Para! Para! Para!

Tá bom.

Ligarei pro perito contábil, você tem videochamada com a doula.

O nome dela é Vanessa. Conversei bem com ela.

Disse que estava ocupada, mas animada pra conhecê-la.

- O que está fazendo? - Estou limpando a sua bagunça.

Eu quero falar com o perito contábil.

Sério?

- Gosto de peritos contábeis. - Eu sei.

Mas ele não vai responder perguntas sobre a síndrome do mamilo triste, né?

Eu espero.

Boa sorte. O nome dela é Vanessa.

- Serena? - Oi! Oi, Vanessa.

Consegui rastrear o celular dele até aqui. Mas ele desligou.

Então, ou ele fez uma besteira ou já vai fazer.

Quantos anos ele tem mesmo? Dezesseis?

- O que foi? - Nada.

Só pensei em como seria se minha mãe me procurasse à noite nessa idade.

Estou preocupada, Johnny.

- A culpa é minha... - Não é. Não é culpa sua. Desculpa.

Esse é o garoto que respondeu o post do Gabriel. Thibault.

- Thibault. - Thibault.

"Quem quer ficar doidão?" A resposta é Thibault Hürlimann.

Então, acha o Thibault Hürlimann, acha o Gabriel.

- Certo? Tá. - Certo.

Bom, posso ser mais do que só uma doula, posso ser sua babá.

Mas eu vou precisar de um dinheiro, cópia das chaves e acesso a um carro.

Podemos providenciar tudo isso.

Então, fechado. Tranquilo. Eu vou cuidar do seu bebê.

Banho. Sono. Passeio. Não precisa pensar em nada.

Não é que eu não queira pensar sobre isso.

Mas você é uma mulher de negócios.

Eu cuido da mamadeira, você, do laptop. Thelma e Louise.

Mas elas não despencaram de um penhasco?

Gabe!

Gabe!

Gabe! Pare!

Gabe. Gabe!

- Quem é você, caralho? - O advogado da sua mãe.

O quê?

Eu vou pro hospital. E depois, pra polícia.

Polícia?

Tá, entendi.

Não sou mentiroso. Eu faço merda e assumo.

Cara, vão te acusar de tráfico. No mínimo, te expulsam da escola.

Lá é uma merda mesmo.

Estou falando sério. Isso é um problemão pra você e pros seus pais.

Eu estou cagando se eles vão se dar mal,

eles merecem.

Eu tinha a sua idade quando os meus pais se separaram.

E todo mundo fala que ganhamos dois Natais.

Mas eu odiava aquela merda.

Numa véspera de Natal, peguei o carro do meu pai sem pedir.

Era um Mondeo. Era o xodó ele.

E eu bati numas lixeiras de uma cooperativa.

Eu zoei o carro. E ele ficou muito puto.

Mas eu estava pouco me fodendo.

Só pensei...

agora, ele sabe como é.

Então. Vai pra polícia. Deixa te prenderem.

Seja expulso da escola. Faz o que quiser.

Não vai impedir que eles se separem.

Foderam a própria vida. Não fode a sua também.

Vamos.

Desculpa. Por estragar sua noite.

Ah, não, imagina. Não estragou. Eu te vejo amanhã, tá?

Ah, e ela gostou, por sinal.

Da beca...

do terno.

Ela está certíssima.

CHAMADA PERDIDA (12)

OBRIGADA, DE NOVO, BEIJOS

Desculpa!

Bella, me desculpa.

- Que porra foi essa? - Trabalho.

- Você me abandonou. - Foi coisa de trabalho.

- A culpa é toda minha. Vem cá. - Não, não é...

Você não merecia isso, desculpa.

- Você é tão cheirosa. - Que não se repita.

O quê?

Eu morri de vergonha.

Estou puta com você.

Também estou puto comigo.

Desculpa. Qual andar?

Vamos pra onde você for.

- O que foi? - Vão acusá-lo de se importar com o garoto.

- Já imaginou? - Não.

Ou ele admite que é verdade, ou quebra o pré-nupcial.

Ou tem que olhar pro garoto e dizer que não se importa.

Não é genial?

É por isso que são tão bons.

Porque mesmo com o inimigo do nosso lado, eles continuam trabalhando no caso.

O outro lado acabou de chegar. Então, retomamos isso depois.

Eu não estou nem aí pra isso. Agora, essa é a nossa prioridade.

Ouviu o que eu disse?

Meu Deus, não olha pra mim. Vão ver que estamos conversando.

Você acha que, quando o bebê nascer... Acha que a gente vai precisar de uma babá?

Ou um de nós devia ficar em casa? Eu devia ficar em casa?

- Você prefere ficar em casa? - Acabamos de abrir um escritório.

Você prefere ficar em casa?

Eu não sei como vou me sentir.

Nem sei se vou conseguir fazer isso, Nicky.

Calma, claro que vai. Eu também não sei.

A gente nunca fez isso. Não é trabalho. Não dá pra planejar.

Bem, nós não planejamos.

É por isso que é tão emocionante!

Vamos viver um dia de cada vez.

Além disso, sabe como é.

Se as pessoas soubessem de antemão como isso é maluco,

ninguém nunca teria filhos.

Que bom.

- Serena. - Tá.

Escuta! Você vai ser uma mãe incrível.

E nós somos incríveis. Então... tem que confiar nisso.

Agora, você pode fazer um favor para o seu maridão aqui?

Claro.

- Para de fofoca e volta ao trabalho. - Ah, vá se foder.

- Bom dia. - Bom dia.

Fiquem à vontade com os petiscos.

Que tranquilizante pro cliente

saber que vocês não desperdiçam dinheiro com coisas comestíveis.

- Menos, menos. - Que bom te ver.

- Igualmente. - Muito bem.

Como sabem, o processo de arbitragem evita que seja feita uma audiência,

mas qualquer decisão tomada aqui vai ter a mesma força jurídica.

Nossa tarefa hoje é decidir a validade do acordo pré-nupcial.

Tenho os detalhes desse contrato, elaborado em maio de 2016.

Vamos apresentar fundamentos pra anulá-lo.

Imagino.

Radmacher contra Granatino definiu que pré-nupciais bem feitos,

devem ser mantidos.

Uma decisão que eu tendo a concordar.

Não acha que eles podem ser desvantajosos pra mulheres, de uma...

De uma perspectiva feminista.

Justiça. Transparência.

Autonomia no casamento. É isso que os acordos pré-nupciais garantem

e é isso que a perspectiva feminista também busca.

Não simplesmente quem fica com a maior bolada.

- Podemos começar? - Bosta.

Sim. Podemos.

A minha cliente, Carla Duval, não está presente em muitas dessas fotos.

O trabalho dela a levou pelo mundo, muitas vezes por meses seguidos.

Na festa de nono aniversário do Gabriel, a mãe dele estava em Los Angeles,

divulgando um filme.

O pai biológico dele também estava ausente.

Mas o verdadeiro pai do Gabriel estava lá.

Ele sempre esteve lá.

Ensinando ele a nadar. A andar de bicicleta. A construir uma cabana.

Ele está nessa sala.

O nome dele é Morgan Henderson.

Eles não têm nenhuma relação legal. O Sr. Henderson nunca o adotou.

O pré-nupcial não leva o Gabriel em consideração. Mas o acordo é injusto.

As circunstâncias deles mudaram. A família mudou.

Desafio qualquer pessoa a olhar pra essas fotos

e dizer que o Gabriel não é filho do Morgan agora.

Imagino que seu cliente queira responder?

Não, na verdade, a Sra. Duval vai responder por nós.

Isso foi ontem à noite, acredito.

Por que não me atende?

Ele foi procurar você sozinho, chateado, e você manda ele embora?

Você não vai atrás dele, não me liga.

Então, você está cagando pra mim e pro Gabriel, né?

Foi sempre assim. Você nunca foi pai dele.

Você nunca foi pai dele!

Porque a única pessoa com quem você se importa é mesmo Morgan Henderson.

Estava irritada, tá bom?

O que devia fazer, me reprimir, e aí, ficar doente?

É o que ensinam na escola particular.

- O que acham de fazer uma pausa? - Você deveria ter vergonha de si mesmo.

Eu devia ter vergonha?

Ele está arrasado. A vida dele tá desmoronando.

Usou ele como arma pra marcar pontos contra mim.

Combinamos de conversar com ele.

- E foi sozinha pra virá-lo contra mim! - Tudo que fiz foi ser honesta com ele.

- Ele tem 16 anos, sua narcisista. - Ah, sou uma narcisista?

- Ele não tem que saber das nossas merdas! - Então, para de gritar, porra!

Foi você que traiu, porra!

Você que nos traiu!

- O que ele faz aqui? - Ele quis me dar apoio.

Meu Deus do céu! Chega, tá legal?

Que horrível! E sinto muito por isso,

mas as pessoas se divorciam todo dia!

Não devia usá-lo como personagem coadjuvante...

- Que ousadia! - ...do seu psicodrama narcísico!

- E você... - Morgan!

Você não devia estar se aproveitando pra agir como um principezinho de merda,

achando que estamos distraídos demais pra ligar.

Quero você naquele trem de volta pra escola hoje à tarde,

vou ligar pro seu diretor todo dia pra garantir que você esteja lá

e se dedique aos estudos! Entendeu?

Gabe?

Gabe?

Se você não é o pai dele, está fazendo uma ótima imitação.

Oi, Morgan.

A arbitragem invalidou a porra do acordo pré-nupcial.

Que merda, Morgan.

- Eu sinto muito. - É.

Então, fiquei pensando no que você e seu consultor disseram.

E aí?

Ele tem razão.

Vamos movimentar o dinheiro.

Vou cuidar disso amanhã cedo.

Obrigado.

Tradução: Luiz Felipe Leite

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.