Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Hoje, fiz um favor a mim mesmo e deixei de beber.
Comecei a fazer exerc�cio. Estou feliz porque estou saud�vel.
O meu cora��o est� a palpitar. Espero n�o ter um ataque card�aco.
Posso ter uma dessas mortes. Cala-te, Selim.
Porque � que aconteceu? Ainda agora eu estava feliz.
� como ser-se castigado quando estamos felizes.
Por amor de Deus, que raio de justi�a � esta?
A minha pobre m�e. Ela percebe quando n�o estou bem.
Nesse caso, fa�o sempre isto.
Se a rapariga � bonita, as pessoas ficam a ver. Prova A.
Mas eu nunca olho, fa�o de conta que ela n�o existe.
O que est�s a fazer? Pensei que eras civilizado!
Lembra-te, na civiliza��o, n�o podes aproveitar-te das fraquezas alheias.
Mas era t�o bom.
N�o sou civilizado. Agora, � �bvio.
Beijar � um ato natural nas sociedades civilizadas.
Ali�s, � uma forma de demonstrar afeto.
Ser� que as partes �ntimas dela est�o � vista?
Tenho de intervir. Este tipo tem m�s inten��es.
Devo mudar de canal? E se ela disser algo?
"N�o � da sua conta. Quem �, guardi�o da nossa honra?"
Ela pode bem dizer isso. � melhor eu perguntar.
Desculpe...
Desculpe, com licen�a.
O senhor est� bem? Socorro! Sente-se bem? Responda, est� tudo bem?
Porque h� uma parede atr�s da passadeira?
Admito, sou um idiota.
Pai, sabes o que isto significa?
O pior � que a rapariga tamb�m sabe.
Enfim, acho que ser idiota nos d� alguma liberdade.
Se fosse na Bulg�ria, fechavam j� aquele s�tio. Vou dar em doida.
Pai, acho que cheg�mos. Ligo-te depois, sim?
Beijinhos.
- � estrangeira? - Sim. O senhor est� bem?
Sim, estou, muito bem.
Ent�o, ele caiu. Devias t�-lo amarrado.
Bem-vinda a Istambul.
Ele vai sentir-se melhor, dentro de 72 horas.
A minha querida m�e... voltou a senti-lo.
- Sente-se bem? - Sim, estou, obrigado.
Deu uma pancada forte com a cabe�a.
Acho que devia process�-los. Se fosse a si, processava-os.
N�o. Isto acontece. N�o preciso de nada disto.
N�o. O m�dico disse que as primeiras 72 horas s�o cr�ticas. N�o!
- Aqui est� a sua papelada. - Certo.
- Adeus. - Adeus.
Os factos contam sempre a verdade.
Facto um: tenho barriga e n�o sou bonito. N�o sou nada como o Ahmet Kaymtu.
Facto dois: estou a ficar velho, tenho 42 anos.
O Sener Sen ficou famoso depois dos 40.
Gosto de me consolar.
Filho, tenho-te ligado. Porque n�o atendeste?
Estava ocupado, m�e, n�o podia atender.
Porqu�? Onde estavas?
Tenho boas not�cias para ti. Pronta? Deixei de beber.
- A s�rio? - Sim!
E a hero�na?
M�e, alguma vez consumi hero�na? Por amor de Deus!
Selim, tu enrolavas e fumavas umas coisas.
Deixei-me disso h� muito tempo. Deixei-me disso tudo.
Quando c� vieres, ver�s uma pessoa totalmente diferente.
- Devias dedicar-te � religi�o. - M�e, que conversa � essa?
Quando vens c�?
O voo � �s 3h00. Espero chegar a tempo da ora��o da manh�.
Est� bem, l� estarei. Ylmaz, deixei de beber!
- Outra vez? - A s�rio!
Tenho o f�gado gordo. Se piorar, posso entrar em fal�ncia hep�tica.
Comecei a fazer exerc�cio, sinto-me bem.
Cem liras chegam.
Obrigado. Tem um bom dia.
Chamo-me Selim. Escrevo gui�es para a televis�o.
N�o � um emprego de que possa gabar-me. Apenas escrevo.
Na verdade, quero escrever um gui�o para um filme.
Chama-se A Voz Interior. Mas n�o sei por onde come�ar.
Akn.
- Bem-vindo, Sr. Selim. - Ol�. Podes tratar disto?
- Obrigado. - Obrigado.
Anda c�. O patr�o n�o te quer ver.
- O que aconteceu? - O epis�dio � muito fatela.
Tem lacunas de enredo. Nos primeiros 10 minutos, topa-se logo o assassino.
O que posso fazer? O epis�dio dura 200 minutos.
Isso j� n�o sei.
Est� fulo contigo, desde esta manh�. Diz que vai demitir-se. � s� para saberes.
- Quem est� ao lado dele? - Hamdi. O duplo dele.
E � tamb�m o melhor amigo dele. Agora, convivem os dois.
- Interessante. Porqu�? - Diz que se sente s�.
As pessoas dizem que pare�o o Ylmaz Erdogan.
Mas se me perguntar se somos parentes, n�o somos.
Ele � do leste. Hakkari, creio eu. Eu nasci e cresci em Haymana, Ancara.
O meu pai � diretor pedag�gico. A minha m�e � professora.
O que se passa?
- Bem-vindo, caro irm�o. O que h�? - Nada de mais, e contigo?
- Ol�. - Ol�.
O que te aconteceu � cabe�a?
N�o foi nada de mais. Deixa-me tirar isto.
Dizem que o epis�dio n�o � bom.
Sim, caro Selim. Antigamente, escrevias melhor.
Qual foi? Rapazes C� Dentro ou isso?
A Voz. Bem... Vou escrever algo.
Sim, devias escrever essas coisas. N�o serve, se n�o ganha pr�mios.
Sabes disso, Selim. S� o trabalho de TV n�o chega.
Embora ter demasiados pr�mios tamb�m n�o seja bom.
J� te ningu�m te d� trabalho.
Esta senhora est� aqui para te falar disso mesmo.
Pode falar, menina.
Estamos a dar pr�mios �s pessoas, em troca de dinheiro.
Sobretudo a quem tem carreiras de pouco sucesso.
Atores, m�sicos, enfim. Aqui est�o as fotos.
Tratamos de tudo. Primeiro, fazemos um comunicado � imprensa.
Depois, divulgamo-lo � imprensa. E eles publicam-no.
O que faz � noite? Quer vir sair comigo? Pod�amos ir beber um copo.
Pode decidir o que quer fazer, o que quer beber.
Dizem que o f�gado recupera em 21 dias.
Faltam-me 20 dias. Como hei de passar o tempo?
- Depende do pr�mio. - Tal como?
Uns custam 10 000. Outros 15 000 d�lares.
- O qu�? N�o, obrigado, � demais. - Olha, caro Hamdi.
Posso estar zangado. Ou preocupado com algo.
Nessas alturas, dizes que ele tem um problema.
Calas-te, se tiver de ser. Se isso n�o resultar, faz-me a vontade.
- Porqu� sempre eu? - Irm�o, faz o que eu digo, n�o abuses.
Escuta, irm�o. Sim, fui teu duplo. Agora, sou teu amigo. Esses dias acabaram.
- Ent�o, arranjo outro duplo. - Vais deixar-me?
Arranja-me outro whisky?
- Queres beber? - Deixei de beber.
Podes deixar amanh�. O que tem hoje de t�o especial?
Ahmet Kaymtu.
Raios. O homem que mais odeio acabou de entrar.
A s�rio, n�o entendo. Onde � que o cromo arranja estas mi�das?
Est� bem, querida.
- Selim, como est�s? - Bem. E tu?
Ent�o, deixaste de beber?
O meu corpo j� n�o aguentava. At� comecei a fazer exerc�cio.
Pois, tens mais de 45 anos, n�o �?
- Desculpa, que idade tens? - Como se fosses muito novo! Cromo.
Est� a armar-se por causa da mi�da.
- Idiota. - Atrevido.
Parvalh�o!
Escapou-me. Veio mesmo c� do fundo.
- Porque � que ela me acenou? - Talvez me reconhe�a.
N�o, n�o acenou.
- Mi�da, onde estavas? - Aqui, onde mais estaria?
�s incr�vel!
Sim, estes s�o os factos.
Admito. Estou infeliz.
Minha senhora, estamos a voar. Pode desligar o seu telefone?
- Mas ele n�o atende. - Por favor, desligue o telefone.
Santo Deus, j� lhe disse que ele n�o atende!
- � atrasada mental ou qu�? - Ou�a, o avi�o pode cair por sua causa.
Por causa duma coisa t�o pequena?
- Santo Deus. - Santo Deus.
Minha senhora.
Pronto, est� desligado.
Estamos a iniciar a nossa descida. Por favor, apertem os cintos.
J� estamos a descer.
O que vou fazer sozinha no aeroporto?
Podemos ir para minha casa, n�o te preocupes.
Gra�as a Deus.
- Fica de olho na hospedeira. Ela vem a�? - J� vi, n�o vem.
- M�e? - Gra�as a Deus, atendeu.
- Filho, estamos a aterrar! - Pronto, vou a caminho.
Minha senhora, est� outra vez ao telefone.
Desligou.
Maldito sejas, Selim.
Ou�a, n�o se esqueceu de nada?
Se me perguntassem qual � a maior d�diva do mundo,
diria que foi o meu filho deixar de beber.
Estou t�o feliz que podia chorar!
Muito bem, querido! Muito bem, meu menino esperto!
- Todos querem estas bochechas! - M�e, por favor...
Muito bem, bochechinhas!
M�e, por favor, depois ficam desca�das! N�o fa�as isso.
Antigamente, envergonhavas-me, Selim.
Podes perguntar porqu�. Todos me perguntavam:
"Porque � que o teu filho bebe?"
Eu dizia que eram ordens do m�dico. Tive de mentir.
E tamb�m consumia hero�na.
Para com isso, m�e, nunca consumi hero�na, nunca.
E tinha sonhos er�ticos todas as noites.
- Quando era jovem, claro. - M�e, por favor.
Mas est� t�o limpo. Parece roupa acabada de lavar.
Estou t�o feliz com o meu filho.
Meu querido, minhas bochechinhas, olha para isto.
- Bochechas. - Por favor, n�o!
V�o ficar desca�das.
- Devias tornar-te devoto? - Por favor, n�o fales mais no mesmo.
Podemos fazer a peregrina��o a Meca juntos.
Fazem grandes descontos para m�e e filhos que v�o juntos.
M�e, podemos falar disto depois?
Se pensam que est�o infelizes, o meu conselho � mudarem logo de rumo.
Foi o que eu fiz. A solid�o apoderava-se de mim, dia ap�s dia.
A minha querida m�e podia salvar-me desta doen�a.
M�e, estive a pensar...
Decidi entrar nos eixos.
Isto assim n�o funciona.
Estive a pensar uns tempos, e tomei uma decis�o.
Queres vir morar comigo?
Vamos viver juntos daqui para a frente. Tomar o pequeno-almo�o juntos.
Fa�amos as refei��es juntos.
Estou farto desta solid�o. Podes ficar com o meu quarto, se quiseres,
fica mais perto da casa de banho. Posso p�r uns suportes na sanita.
E posso fazer algo para facilitar as ablu��es.
Posso fazer isso, se quiseres... O que achas?
- At� comia essas bochechas! - M�e...
Quem n�o adora estas bochechas?
Pergunto-me se tomei a decis�o certa.
M�e.
A minha m�e come�ou a fazer tudo � sua maneira, desde o in�cio.
Tu bebes isto todos os dias.
� como �cido, �cido que te queima por dentro.
Tenho c� isto para os convidados.
Borbulha e borbulha, e murcha-te por dentro.
As inten��es dela eram claras. Queria o filho dos seus sonhos.
A sua primeira a��o foi mudar-me.
Decidi ser o tipo saud�vel dos filmes americanos.
O que bebe sumo de laranja e vai correr de manh�.
Tenho de encontrar uma floresta.
Onde vais? Selim!
Tenho problemas de personalidade, e foi f�cil encontrar uma nova.
N�o estava a suar, mas levei uma toalha, na mesma.
Estava tudo bem. Agora, era hora de treinar.
Passa, irm�.
De onde vieram estes? Se me assaltarem aqui, ningu�m saber�.
Feioso!
Estou a falar contigo, bochechas. Anda c�, n�o te fa�o mal.
Estamos fartos desta imagem e desta vida.
Quase saiu.
Espero que n�o me roubem a mota. Gra�as a Deus, tenho as chaves.
Que pensam que est�o a fazer? Isto � bullying!
Se fizessem isto na Europa, seriam presos.
Aquela voz... acho que a reconhe�o.
- N�o me toques! - S� pe�o um beijo.
S� um beijinho.
� a mi�da do gin�sio.
Ela ajudou-me l�. Agora, devia ajud�-la.
- Socorro! - Estes tipos s�o o Hulk.
Decerto que me far�o mal. Ainda me mutilam. O que fa�o?
Selim...
Eu ajudo-a... mas e se eu ficar cego?
Como me meti nesta situa��o? Vou-me embora. N�o, n�o vou.
Devia ir embora... N�o.
Socorro!
Socorro!
Deveria libertar o monstro dentro de mim? J� sei! Zeki M�ren!
Meu amor!
Desculpa o atraso.
N�o me disseste que trazias amigos.
Sou um cavalheiro de Istambul, como os que Zeki M�ren interpreta.
Aquele que n�o percebe a gravidade da situa��o.
N�o s�o meus amigos, meu amor.
Nem sei quantos pesos levantei nestas horas.
Sabes que perco a no��o do tempo quando treino.
Eu sei, meu querido.
Malta, o que desejam?
Sempre adorei esta personagem. Interpret�-la resulta sempre.
O meu narizinho?
Que cena � esta?
Ol�.
Bacano.
H� algum problema?
N�o. Obrigado. Mas agrade�o a preocupa��o.
Estes senhores j� estavam de sa�da.
- Anda. - Vamos!
Obrigado pela vossa companhia, muito obrigado.
- Esperem a�... - Andor!
Olha para isto, este pa�s est� uma desgra�a.
Gra�as a Deus, n�o viram o monstro dentro de mim.
Nem perguntem como �.
E esta mi�da � t�o querida.
Obrigada.
Agradeceu-me muito. Disse que lhe salvei a vida.
Depois, ofereceu-me comida. Eu comi tudo.
Eu comi...
- Qual � o seu apelido? - Akarcal. Selim Akarcal.
- E em que trabalha? - Sou escritor.
- � escritor? - N�o. N�o � nada importante.
Como assim? Escrever � importante.
Gosto que seja escritor. Estou empolgada.
Deve ser do ar puro. H� aqui muito oxig�nio.
Gostava que ela fosse minha namorada, mas n�o � poss�vel.
� t�o doce a falar. Curiosamente, n�o me lembro do que ela disse.
"Por vezes, coloco-me na pris�o da mente. A�, encontro ju�zes e procuradores.
E julgo-me. Depois, castigo-me a mim mesmo.
E tranco-me na pris�o da mente,
e vivo feliz na pris�o que eu criei."
Voc� escreveu isto?
Bem...
Onde encontrou isso?
Garatujas de �ltima hora. Autor: Selim Akarcal.
Escreveu o �ltimo post h� tr�s anos.
Gosto do que voc� escreve.
Obrigado. S�o coisas casuais.
- Sente-se bem? - Voc� mexe comigo.
Eu?
Nem pensar, n�o � poss�vel.
Como posso mexer consigo? A sua pulsa��o...
Se calhar, bebeu demasiado caf�. Pode ser isso, acontece-me.
Selim.
Acho que gosto de si.
Nem pensar, n�o � poss�vel... eu...
Deve ser do... caf� turco.
Est� sozinho?
Sim, eu... vivo sozinho.
- Que malandro, santo Deus! - Sempre estive sozinho...
E j� me habituei.
O mundo de um escritor � assim. Devemos estar sozinhos.
E quando estamos sozinhos...
Desligou.
Interessante.
Interessante.
Mas que coisa...
Interessante.
� rid�culo.
Interessante.
Uma mi�da t�o gira... e t�o nova.
O que te disse ela exatamente?
Disse: "Acho que gosto de si."
- Assim do nada? - Disse: "Voc� mexe comigo."
Tu? Interessante. E que mais?
Estava ofegante.
- Com falta de ar? - Ou tipo doen�a pulmonar?
Era �bvio que estava muito entusiasmada.
Ouve, uma mi�da assim t�o gira n�o est� interessada em ti.
Porque n�s estamos na categoria das pessoas feias.
� o nosso destino.
- Tens propriedades l� na terra? - N�o, n�o tenho nada.
- Poupan�as? Uma casa em Ala�at? - Gado?
� como se ela tivesse cheirado algo. Sabes, h� mi�das assim.
E sobretudo as mi�das desta idade costumam vigarizar homens ricos.
Engravidam logo. E divorciam-se ao fim de dois anos.
Pens�o de alimentos, 10 000 liras. V�rias casas. D� logo para a reforma.
Cheira-me a isso.
Pois.
Somos t�o diferentes.
Antes de mais, sou velho. E ela � nova e linda.
Eu sou velho e tenho cabelos brancos. Tenho barriga.
At� tenho ancas. Os homens t�m ancas?
Porque � que ela gostaria de mim? � contra as leis da natureza.
- Infelizmente. - Infelizmente.
Infelizmente.
"Ol�. � o Selim.
Sente-se melhor? Sente-se bem?"
S�o palavras de m�dico. Como Dr. Selim.
"Sabe, quando estiver dispon�vel..."
N�o, isso soa a velho. Preciso de palavras jovens.
Livre.
Isso, livre.
"Podemos encontrar-nos, quando estiver livre?" Ponto de interroga��o.
N�o.
"Sinto que estou mesmo em cima da hora, agora."
Vai-te lixar mais ao teu orgulho.
"Ol�. Daqui � Selim, o Cromo."
"Ol�."
Ol�.
E agora?
- Ylmaz. - Ela sabe que escreves gui�es?
Sim. Ylmaz, podemos falar depois?
Pronto, ent�o est� tudo esclarecido.
A mi�da quer um papel na s�rie. Meu caro Selim,
eu fa�o uma s�rie policial e tenho uma intui��o de detetive.
- Est�s a ver? - Podemos falar depois?
Est� bem, adeus.
Voc� � o grande Ylmaz Erdogan. N�o tem vergonha de estar a espreitar?
Velhota, n�o sou o Ylmaz Erdogan. Ele � de Hakkari, fique sabendo.
Caramba, � a casa de banho das senhoras.
Encontramo-nos amanh�?
Vivi em Berlim, at� aos meus cinco anos.
A minha m�e era alem�. Morreu, quando me deu � luz.
Nunca a conheci.
Depois, o meu pai casou com uma americana. E fui viver para os EUA.
Faz ideia do que � n�o conhecer a pr�pria m�e?
N�o sabemos quem somos. � como n�o conhecer o nosso passado.
Ser� que tenho o sorriso da minha m�e?
Com quem me pare�o, quando choro? � o meu grande problema.
Os l�bios dela s�o t�o lindos.
Gosto muito do 25. Hora.
"J� viveu na 25. hora? Gosto de viver na 25. hora.
Se se pergunta onde � a 25. hora... eu posso dizer-lhe.
Quando passar por uma multid�o, pare de repente.
V� para um local onde possa ver a multid�o. Vamos.
E a� est� ela, a 25. hora.
Bem-vindo aos novos pensamentos."
E � inteligente tamb�m.
O que mais me afetou foi O Prisioneiro da Mente.
Sabe o que aconteceu?
Parece que estou numa pris�o. E nem me tinha apercebido.
Pensava que estava a sair-me bem. Mas afinal, parece que n�o.
Hoje, libertei-me.
Gra�as a si. Tudo gra�as a si.
Espero que n�o se apaixone por mim. N�o sou digno dela.
N�o tenho muito dinheiro. N�o tenho muitas roupas.
Eu largar-me-ia numa semana.
As pessoas v�o falar. Terei de lhes responder.
A ela n�o lhe far�o nada. Mas a mim, vir�o bater-me.
Quer dar-me a m�o?
Perguntei se quer dar-me a m�o. N�o me ouviu?
Tem m�os femininas.
Em tempos, tive uma namorada. As m�os dela eram como as do meu tio.
Meu Deus, estou t�o feliz. Vou mesmo meter-me em sarilhos.
� sempre isso que acontece.
M�e... Esqueci-me da minha m�e.
Filho, h� outro pacote l� em baixo.
- Bem-vindo, filho. - Ol�.
- J� me mudei para c�. - Que r�pida.
N�o est�s contente?
Claro que estou, mas n�o � cedo demais?
Anda, vou-te mostrar uma coisa, anda. Anda, filho.
O que achas? Gostas?
Queria fazer-te uma surpresa, n�o te disse nada.
Lembras-te disto?
Costumava dar-te grandes sovas com isto! Por isso � que ficaste um idiota.
- �s feliz, n�o �s? - Claro que sim, m�e. Claro.
Bem-vinda � nossa casa.
Aconteceu tudo t�o depressa.
A minha m�e mudou-se logo. A Ayysl tornou-se minha namorada.
Santo Deus.
Comprei isto em Umrah. Gostas?
Al� � grande.
Ele casou com uma russa. Ela chama-se Nadia, acho eu.
Ele trouxe-a e ela beijaria a minha m�o.
E come�ou a disparar contra mim!
- Bom dia. - Bom dia.
Sabes, vou contar-te uma coisa.
- Arranjei um homem pobre. - Parab�ns.
Tem as roupas todas remendadas. E tem sapatos de borracha negra.
Que pobrezinho!
� t�o dif�cil encontrar um homem pobre decente, hoje em dia.
Claro, querida, e eu disse:
"De agora em diante, eu dou-te as esmolas."
- Dev�amos arranjar pobres tamb�m. - Sim.
- Ol�. - O meu filho est� aqui.
- Anda comer qualquer coisa. - Bem-vindo.
V�, come esse. � t�o bom. Tem queijo.
- Ele j� � velho. - N�o � nada.
Tem cabelo grisalho.
Lembro-me da tua inf�ncia como se fosse ontem.
- Lembras-te como lhe batiam! - Quem? Por favor!
Ele nem falava.
- Ele j� fez 50? - Cinquenta? Por amor de Deus!
- O meu filho s� tem 40. - Que Deus o aben�oe.
Olha estas bochechas. N�o h� quem n�o as queira.
A Fatoos est� aqui. Olha.
Ela vivia na casa da esquina, lembras-te?
Olha a tia Ayyse. A do terreno de cima.
Gra�as a Deus que temos isso. Assim, podemos encontrar-nos.
- Como se chamava? - Facebook.
J� carregaram as fotos de Umrah no Facebook. Venham ver!
- Depressa. - Santo Deus.
Acho que a internet � uma revolu��o civil da humanidade.
Imagino que consequ�ncias isso ter�. Ser� que criar� pa�ses novos?
Por exemplo, o Facebook. Como seria, se formasse um pa�s?
O Facebook. Como se me pagassem. Porqu� preocupar-me com o Facebook?
Vamos encontrar-nos?
Est� lua cheia. Pod�amos ir at� ao mar.
At� Moda. E que tal bebermos vinho?
- Pode ser. - Est� bem.
- Em Moda, daqui a meia hora. - Est� bem.
Beijos.
"Est� bem." Pensei que tinhas deixado de beber.
- E deixei. - Uma ova � que deixaste.
- Vais beber? - N�o.
Minto � minha m�e desde que era crian�a.
E ela sabe disso, por isso, n�o confia em mim.
Tenho 40 anos. N�o quero mentir � minha m�e.
Quero conhecer a tua m�e.
Criou uma pessoa fant�stica. Por isso, deve ser boa pessoa.
Quem inventou as bebidas? Que chatice.
Porque � que a vida est� sempre a p�r-nos � prova?
- Sa�de. - Vi um programa na TV.
S�o duas pessoas que bebem vinho em simult�neo.
Uma bebe realmente o vinho. A outra s� gargareja e cospe.
Mas embebedam-se ao mesmo tempo.
- Interessante, n�o? - Sim.
- Vou experimentar. - Eu tamb�m.
Vamos!
Est� a resultar?
- Parece que sim. - Ent�o, v�, mais uma vez.
Vamos!
Foi por pouco, Selim.
�s t�o lindo.
- Eu disse isso? - Eu � que disse.
Acerca de mim?
Est�s a gozar comigo?
Isso � um disparate.
- A s�rio, est�s a gozar comigo? - N�o!
Mas � t�o rid�culo.
Quero dizer... Nunca ningu�m gostou de mim. Nunca na minha vida.
N�o me lembro disso. N�o h� registo disso. N�o sou um homem de quem se goste.
Por exemplo, as tuas pestanas.
S�o s� pestanas. Que t�m de especial?
S�o t�o lindas.
E as tuas bochechas...
As minhas bochechas?
S�o bochechas de alco�lico.
H� muitas bochechas assim, em Izmir.
N�o me sinto bem agora. Sabes o que pod�amos fazer?
Devias arranjar um homem alto, bonito, de bigode.
Porque eu n�o te mere�o.
D�s-me um beijo?
N�o. Porqu�? Podes parar com isso?
- Porque n�o me queres beijar? - Estou com palpita��es, percebes?
N�o quero ser o idiota que morreu de ataque card�aco junto ao mar.
� uma forma tola de morrer.
- N�o gostas de mim. - N�o, porque dizes isso?
Acho que �s lind�ssima.
Achas-me feia.
N�o. O mundo enlouqueceu?
Ent�o, beija-me.
Sinto-me em brasa.
Chega-te a mim.
O meu pai morreu de ataque card�aco. Sabiam disso?
O que est�o a fazer aqui?
Eis o que eu mais receio. V�o matar-me e viol�-la.
Prefiro que me violem a mim. � melhor do que morrer.
Querida, estamos aqui para fazer amor.
- O qu�? - Quer�amos fazer amor.
Os meus medos concretizaram-se.
Escolheste um local recatado. Se gritares, ningu�m ouve.
Ent�o, pens�mos na viola��o.
De qual de n�s?
Isto � um disparate, � uma �rea urbana. E eu tenho spray pimenta.
N�o sejam tolos, vamos j� embora. Quero dizer...
Podia ser o nosso segredo. N�o conto a ningu�m, sim?
Tenho tanto medo de libertar o meu monstro interior.
Se o fizer, a Ayysl deixa-me num piscar de olhos.
N�o, n�o quero ser violento.
N�o. Por favor, n�o. N�o saias.
N�o me obriguem a dar-vos uma sova!
N�o me fa�am comer as vossas m�es!
N�o me obriguem a lixar-vos!
N�o me obriguem a dar-vos uma sova!
N�o me fa�am comer as vossas m�es! Bazem daqui!
Bazem!
Fora daqui!
Meu amor, meu her�i.
Meu her�i!
- Para. - Era capaz de te comer.
Tenho um cretino dentro de mim. Quando me zango, ele aparece.
Qual deles eu serei? Quem sou eu?
�s o meu l�rio do vale Que enfeita o meu jardim do amor?
�s o meu l�rio do vale Que enfeita o meu jardim do amor?
�s o pirilampo que me ilumina a noite?
�s o pirilampo que me ilumina a noite?
Tenho a cabe�a nas nuvens Meu primeiro amor, meu primeiro fogo
Tenho a cabe�a nas nuvens Meu primeiro amor, meu primeiro fogo
�s o meu pirilampo Que foge quando eu fujo?
�s o meu pirilampo Que foge quando eu fujo?
Boa, anda c�. Muito bem, rapaz.
- Fizeram amor? - N�o.
- Beijaram-se? - N�o.
Ela atacou-me.
- Interessante. Atacou-te como? - Quero dizer...
- Saltou-me para cima. - Como?
Beijou-te nalgum s�tio?
- Sim. - Onde?
Aqui e ali.
- Onde exatamente? - Obrigado, irm�o.
- No pesco�o, nas bochechas. - Nos l�bios?
N�o.
Depois...
Desequilibrei-me e ca�.
Os meus medos tornaram-se realidade. Isto � um desastre.
- Quem ficou por cima? Tu ou ela? - Ca�mos, n�o se passou nada.
- N�o sentiste nada estranho? - N�o.
- Zero? - Zero.
- Deram as m�os? - Sim.
- Seguraste na m�o dela ou...? - Ela segurou na minha.
�s como o Ahmet Kaymtu.
Que disparate. N�o sou bonito como ele.
Do que � que ela gosta em ti?
Das minhas pestanas.
O Ahmet Kaymtu tamb�m tem pestanas bonitas.
- Meu, acalma-te. - Cala-te, Hamdi.
N�o sei porqu�, mas sinto-me tra�do. �ramos uma equipa, entendes?
Como naquele filme do Ibrahim Tatlses.
O H�lya Avvsar chega e separa um grupo de amigos.
T�o cruel! � isso que me aborrece.
Idiota! Tolo!
MELHOR ATOR KAYIMTU
Tem umas pestanas lindas.
Pois tenho. Toda a gente gosta delas. Tem algum produto para as fortalecer?
- Volto j�. - Muito obrigado.
Olha s�, que lindas!
Que raio est� a fazer? Quase magoei as minhas pestanas.
Maricas.
- Fizeste algo �s pestanas? - N�o...
- � tudo natural, mas... - Parecem mais longas.
Nem pensar.
N�o fa�o nada especial...
- Onde mora a tua m�e? - A minha m�e?
Para j�, est� em minha casa. Ela regressou de Umrah.
- Ela foi a Umrah? - Sim.
Que querida!
Posso ir a tua casa amanh�? Podia conhecer a tua m�e.
- Claro. - Claro.
Como �s t�o sexy?
Eu?
Quero dizer...
N�o fa�o nada especial, mas...
Tenho de mudar esta gargalhada.
Tens os ombros desiguais?
- Que est�s a fazer aos ombros? - Est�o desiguais? N�o sei.
- Sei l� quando ficaram assim. - "Est�o desiguais? Sei l� quando..."
A minha boca est� desigual? Assim como a do Daghan K�lege�?
Mas que raio?
Desculpem. Pensei que era um gato.
Desculpa.
Toma.
- O qu�? - Toma.
N�o estou a usar cuecas.
Bem...
Nojento!
Ent�o, estar apaixonado � assim. Achamos que tudo est� bem.
Como se n�o houvesse problemas no mundo.
As nuvens dispersam e a luz entra-nos na alma.
Temos sempre um sorriso no rosto.
Eu gostava disso. Fiz logo planos.
Primeiro, revi o meu emprego. O meu trabalho tinha de ser melhor.
E decidi escrever um filme baseado nas minhas experi�ncias.
Estava na hora de escrever o gui�o que negligenciara por muito tempo.
A Voz Interior.
- Bem-vinda, Ayysl. - Bem-vinda, querida.
Ol�.
- Ela parece uma fada. - A roupa � muito reveladora.
- Vamos celebrar. - Ela � crist�?
- N�o fique � porta, entre. - Sim, Ayysl, n�o fiques a�, entra.
Muito bem, cuidado, minhas senhoras.
Entornou. Vou buscar um pano.
- M�e, deixe estar, eu limpo. - M�e? Ela disse m�e?
Ayysl, porque disseste isso?
As coisas que tu dizes...
Feia.
Este � um dia muito importante para mim.
� o mais importante.
E estou muito empolgada.
Podem perguntar porqu�.
Porque conheci a m�e do homem por quem me apaixonei.
Finalmente algu�m se apaixonou por mim.
Que amorosa, n�o?
� este o filho que eu dei � luz?
Se o seu filho me pedir em casamento, serei sua nora.
Ayysl, querida, o que � isso? Mal nos conhecemos.
Por favor, casa comigo. Imploro-te.
Ayysl, querida, as decis�es da nossa fam�lia s�o mais importantes.
- Brindemos. - Sim.
- N�o serviste a tua m�e? - Ela n�o bebe.
Mas isto n�o tem �lcool. � tipo gasosa.
Sim, m�e, � um refrigerante chique. N�o quer provar um pouco?
N�o, bebe tu. Eu n�o quero, obrigada.
Tudo bem.
- Ao nosso amor. - Ao nosso amor.
- A tua m�e n�o gosta de mim. - Porque pensas isso?
Ela � apenas um pouco distante com as pessoas que n�o conhece bem.
Eu percebi, ela n�o gosta de mim.
- N�o digas isso. - Porque � que isto acontece?
Eu gosto muito da tua m�e.
J� sei!
Quero que descubras porque n�o gostou de mim.
Do que n�o gostou? Posso ter cometido um erro sem saber.
Disse algo que a tua m�e n�o gostou?
Sim, quero que descubras o que foi.
- Por favor, ajuda-me. - Claro, vou descobrir.
- Liga-me quando souberes, sim? - Ligo-te logo.
- Podes ligar, mesmo � noite. - Eu ligo-te.
Beija-me.
A tua m�e est� a ver.
- Liga-me, sim? - Claro que sim.
- Beijos. - Para ti tamb�m.
- Primeiro, entrou cal�ada. - Sapatos.
- Segundo, bebe �lcool. - �lcool.
Tr�s, usa roupa muito reveladora.
Mas � querida, n�o �?
- Quer salada de batata? - Obrigada.
As sand�lias s�o bonitas. E o vestido � comprido.
Olha s�, parece s� uma lutadora. Est� desequilibrada, Z�beyde.
Mas ela ouve-te, isso � o mais importante.
Disse-lhe para usar um vestido largo. Olha para aquilo, t�o justo.
- O que est� ela a beber? - Chamam-lhe gasosa chique.
- � �lcool? - Acho que n�o. � um refrigerante.
Os ricos bebem muito isso. Por isso, ela est� habituada.
- Devo provar? - �s t�o curiosa, Z�beyde.
- M�e, quer mais ch�? - N�o, minha querida. Obrigada.
- E a senhora? - N�o, querida, obrigada.
- Ela tem uma boca enorme. - Pensei que ia comer-me.
- Feia. - Ela � vesga?
Ele podia ter arranjado uma mo�a anafada e com bochechas rosadas.
Se a abra�ar pela cintura, meio bra�o fica vazio.
- Mehpare, posso provar isto? - Diverte-te, Z�beyde.
Ent�o? Olha.
- Parece xarope. - Por amor de Deus.
- � um pouco �cido. - Ela enlouqueceu.
- Mas tamb�m � doce. Deixa ver. - Olha s�!
- Calma a�. - Isto � bom!
Temos ch� acabado de fazer. Algu�m quer?
- Est� ligado, despachem-se. - M�es, tias, irm�s.
Ol� a todas. Chamo-me Alptekin G�ven. Com o servi�o de qualidade da G�ven Tours,
viajaremos aos melhores locais do nosso pa�s, este ano.
Espero que sim, sim.
Primeiro, se me d�o licen�a,
quero recordar as nossas amigas falecidas este ano.
Paz �s suas almas.
A professora reformada Saliha Karadeniz. Faleceu a 11 de janeiro.
- Descanse em paz. - Ela era t�o alegre.
Ela faleceu recentemente.
Tia Mualla.
Mas vejo que est�o bem de sa�de. Aben�oadas.
Maravilhoso!
S�o eternas ou qu�? Estou capaz de vos beliscar.
Falemos de neg�cios, agora.
Em Yalova, uma das melhores cidades do nosso pa�s,
h� uma nascente termal maravilhosa.
Piscinas interiores e exteriores. Quartos enormes, at� 60 m2.
Ar condicionado em cada quarto.
E um frigor�fico. E televisores LCD de 50 cm.
Eles adorariam receb�-las como h�spedes.
Que bom!
Desculpem... Posso juntar-me a voc�s?
M�e?
Vou � nascente termal com a tua m�e.
N�o, nem penses, n�o te sentir�s � vontade.
N�o percebes? � uma oportunidade para mim.
- Posso conquistar a tua m�e. - Podes conquist�-la aqui.
Imploro-te, por favor, s�o s� dois dias.
A tua m�e n�o gosta de mim, isso n�o � bom para nenhum de n�s.
Por favor, meu amor.
Quando dizes "meu amor"...
- O que acontece? - Sinto-me bem.
Como? Conta-me.
� estranho, como posso dizer?
- Diz l�. - O que devo dizer-te?
Est�? Selim, est�s a ouvir?
- Puseste algo nas pestanas? - N�o. � natural.
Teste, teste...
O que vamos fazer?
N�o h� espa�o?
Ol�, sou Alptekin G�ven, dono da empresa.
Ol�.
A Sra. Mehpare � uma das nossas clientes mais antigas.
Gosta muito de mim, como de um filho. Eu chamo-lhe "docinho". � uma loucura.
Voc� escreve gui�es para s�ries de TV, certo?
- Sim, � verdade. - A s�rio?
Dizem que sou bom ator, sabe?
"Alptekin � t�o bom ator. Alptekin representa bem."
Porque sou mentiroso.
Posso come�ar a rir-me de repente. Que cara!
E choro logo a seguir.
M�e!
Mas quando me zango, fa�o-lhe a vida negra.
Cretinos!
Sou �timo a levar pancada.
Mesmo que tentem matar-me, nunca morrerei.
Juntem-se!
Querido, n�o h� lugar para a minha bagagem.
N�o se preocupe, jovem. A G�ven Tours resolve qualquer problema.
ARRENDA-SE
- N�o h� ar condicionado? - N�o, j� tinha dito.
- Mas est� tanto calor! - J� disse isso.
Alptekin, filho, liga o ar condicionado.
- N�o h�. - Da �ltima vez, ligaste.
- N�o liguei nada. - Ligaste, sim, filho.
- Tem a� daquela gasosa? - Sim, quer um pouco?
Sim, aqui. Vire-se para mim.
Caras m�es, tias e irm�s. E a jovem que � nova nestas andan�as.
Est� na hora de ouvir a pe�a de teatro na r�dio.
Com paix�o!
Vamos, Alptekin.
Agora, vamos chorar muito, Ayysl.
- M�e, tenho fome. - Eu tamb�m.
- Eu sei, meninos. - H� uma mercearia al�m!
- Podes comprar-me fruta, m�e? - Tamb�m quero.
V� l�, meninos, n�s os tr�s vamos jogar ao ceguinho.
Vamos correr nos carris do comboio. Quem ganhar a corrida, come a fruta.
Est� bem, m�e. Come�ou o jogo.
- N�o abram os olhos, vamos correr. - Est� bem, m�e.
Vem a� o comboio, vou abrir os olhos.
Se abrires os olhos, acaba o jogo e n�o comes a fruta.
- M�e, o comboio vem na nossa dire��o. - Corram, meninos. Para o lado.
Fujam, vem a� o comboio.
O que est� a fazer? N�o tem vergonha de p�r estas mulheres a chorar?
N�o se preocupe, elas gostam destas coisas.
Gostam? Est�o todas a chorar.
Voc� � linda e forte. Gosto disso.
- Posso desligar, se quiser. - Desligue.
- Alptekin, est�vamos a chorar, filho. - O que est�s a fazer?
- Faltou a energia? - Liga o r�dio.
Pronto, minhas queridas, vou j� ligar.
Meus filhos, n�o pudemos quebrar a cadeia do mal.
Somos uma pedra na cal�ada...
"Foi naquelas frias viagens de autocarro que desisti de ser crian�a.
O meu pai cheirava ao queijo na minha lancheira.
Adorava a possibilidade de comermos estufado em Veysel Karani.
Os anos de escola, a cheirar a borracha e manchado de giz..."
A sua voz � igual � do Ylmaz Erdogan.
- Exato. - Dizem-me isso muitas vezes.
Mas a voz dele � grave. Tipo baixo. A minha � de tenor.
Como a voz de um muezzin. Assim.
- Esta � de tenor. - Exato.
Anda, vamos.
Minhas queridas, jovem. Sigam-me.
Tomem aten��o � beleza deste lugar.
Vejam o candeeiro. Vejam este homem. Estava a brincar.
Venham.
Vejam as portas. H� natureza por toda a parte.
- Ol�, � para si. - Quem me ligou?
Desligue, n�o � ningu�m. Sim, venham.
Meu Deus!
D�i-me o est�mago.
Vamos ouvir m�sica.
N�o funciona. N�o faz mal.
Vejam as cadeiras. Minha senhoras, isto � Hist�ria.
Ouvir, escutar, testemunhar.
Por amor de Deus, olhem para estas paredes e para este teto alto.
Adoro, � uma d�diva da Hist�ria.
Obrigado, aceito. Agora, � vossa.
- Alptekin! - A Hist�ria manda cumprimentos.
- Sauda��es. - � t�o bom.
Maravilhoso.
Inspirem este aroma magn�fico! V�o passando.
Venham, vamos andando. Sigam-me. Isso, senhoras.
Vamos l�.
Cheira mal.
- Depressa. - Um, dois, maravilhoso.
Interessante, lindo.
Este lugar recorda-me o Sult�o S�leyman, minhas senhoras. Certo?
Venham.
Esta � a parede da mem�ria, podem arrancar um peda�o, se quiserem.
Que lindo.
M�e, isto cheira-me a esturro, n�o confio neste homem.
O Alptekin?
Sim � um vigarista, n�o � de fiar, mas � um rapaz alegre.
Estou cheia de calor. Que tal irmos beber um refresco?
- Vai beber chichi, Z�beyde. Sim? - Venham, minhas queridas.
Vamos ao jardim, para vos mostrar a piscina enorme.
N�o. N�o foi nada. Eu trato disto.
Tia M�nevver.
A Hist�ria absorveu-a.
Isto diz que � bem-vinda. O que me diz?
Que posso dizer? Obrigada.
V�, d�-me a sua m�o. Um aplauso.
Venham.
Eis a nossa piscina.
- Que linda. - T�o verdinha.
O que � isto? Parece um rio verde.
- Que piscina suja! - Verde.
O que � isso?
Est� a arrastar-me para a piscina.
Vejamos quem ganha esta guerra.
O que aconteceu?
Rende-te, sapinho! Rende-te! Ele est� assim.
Adoro a natureza e os animais.
E eu adoro-te. Deixa-me dar-te um beijo, Aladino.
Quem � o Aladino? Eu sou o Alptekin.
Ora bolas!
Chamo a vossa aten��o para a cor verde da �gua.
A �gua deve ser verde, tal como � na natureza.
- Sr. Alptekin. - Um momento, minha senhora.
Ainda n�o acabei a minha demonstra��o, estou a trabalhar.
- Espere a�. - Vejam.
Toquem na natureza, toquem. A natureza aguarda-vos.
Deixa-me tocar-te.
Vamos l� nadar, meninas.
Nem pensar, a �gua est� muito suja.
- Porque est� suja? Est� verde. - Est� tudo bem.
Podem tocar-lhe sem medo. At� podem beb�-la, for�a.
N�o aguento, segure aqui.
- O que est� a fazer? - N�o posso esperar.
N�o! Para!
� assim mesmo.
- M�e, ela sabe nadar? - N�o, n�o sabe.
Ent�o, porque saltou?
N�o sei. Z�beyde.
- Onde est� ela? - Onde?
Elas n�o saem.
Onde est�o?
- Vamos esperar um pouco mais. - Alptekin!
Boa. Muito bem.
H� algum problema?
Sim, quem � que ele pensa que �?
- Quero dizer... - Desculpa, � o meu amor a ligar.
Meu amor, o que est�s a fazer?
Amor, sabes o que fiz? Salvei a vida de duas pessoas.
- A minha m�e... Ela est� bem? - Sim, a m�e est� bem.
Amor, porque lhe chamas m�e?
Porque ela � minha m�e, docinho.
Eu sou um docinho? Porque falas assim?
Beijos, meu amor. O carro est� aqui, falamos depois.
Est� bem, amor, beijos.
Apara as pestanas, estragam a tua personagem.
Podem entrar.
- Aqui, venha. - Bem-vindas.
Pode ajudar as senhoras?
Couberam todas? Por favor, tenha cuidado.
- Claro. - Ponha-a ao alto. E essa...
- Tia, porque est� aqui? - N�o queria deixar-te sozinho.
Vamos l�, que posso eu fazer com uma pessoa?
Vai-te lixar.
Venha c�, M�nevver. Entre.
A m�e tamb�m. Entre.
Por amor de Deus...
- � a suite, certo? - Sim.
Filho, tenho metal na minha perna.
- Estou a ver. Bem-vinda. - Metais.
- Bem-vinda. - Ol�. Isto � refresco?
- N�o. Limonada. - Obrigada.
Tamb�m tenho metais.
- Como se chamava? - A Voz Interior.
- A Voz Interior. N�o. - Eu disse Rapazes no Interior.
Isso j� deve resultar.
N�o quero nada como o Recep Ivedik.
Ou o Vivien. Como se chamava o filme escrito por aquele ator idiota?
Quem era ele?
Quem era?
Erol G�naydn. Tamb�m n�o quero isso.
Quero algo interm�dio. Tipo Eyvah Eyvah.
Ylmaz Erdogan. Ata Demirer.
- Dizem que pare�o o Ylmaz... - N�o come?
N�o. Isso sai-me pelo suor. As mi�das n�o gostam.
- Dizem... - E voc�?
A minha namorada � vegetariana.
- E voc�? - Tamb�m sou vegetariano.
Ent�o, n�o tem personalidade.
A hist�ria � assim? H� uma mi�da gira.
- E um palerma como voc�. - N�o diria palerma.
Pronto, um camafeu. Ela apaixona-se por si. Voc� n�o acredita.
Voc� apresenta-a � sua m�e. Onde � que elas foram?
- �s nascentes termais. - Nascentes termais.
E voc� faz o papel masculino.
- Nem pensar. - Porque n�o?
- Este homem � muito feio. - Ent�o, faz voc� dele.
N�o quero ser mal-educado, mas papo uma data de mi�das.
Voc�?
Dizem que pare�o o Ylmaz Erdogan.
E aqui entre n�s, dizem que pare�o o Kevin Spacey.
Fez alguma coisa �s pestanas?
N�o, � tudo natural.
Est� a gozar comigo?
Expirem, inspirem.
Muito mau.
Como se eu n�o tivesse caracter�sticas.
Isto � um desastre.
S� tinha uma caracter�stica, e desapareceu.
Tudo por tua causa.
N�o querias que eu fosse lindo. Querias que eu fosse feio, como tu.
N�o suportavas que eu fosse o Ahmet Kaymtu! Mas enganas-te.
Um dia, ver�s como sou lindo.
Um dia, vais ver.
� mau demais.
Um pequeno trauma.
Quanto lhe devemos?
Olha para eles.
- Uma jovem perfeita. S� para ti. - Que Deus a aben�oe.
Exato.
Parecem fuzileiros.
- Salsa e outras coisas. Que bom! - Ayysl, olha para mim.
Pagaste isto tudo sozinha. N�o � justo.
M�e, eu fico feliz assim.
N�o, aceita isto. Devo ajudar. Com certeza.
- Ent�o... a minha nora � um tesouro. - � mesmo como tu gostas.
- Que joia! - Deus compensou-te.
A minha m�e encontrou uma filha.
E a Ayysl encontrou a m�e que nunca teve.
A Ayysl encontrou o seu novo amor: a minha m�e.
E a minha m�e estava muito feliz. Iam �s compras juntas, sa�am juntas.
Passavam quase todo o tempo juntas.
Vira.
M�e, o que acha?
Eu n�o tinha raz�o para me chatear.
Claro que podiam passar tempo juntas, mas e eu?
Ningu�m queria saber de mim.
Parecia que eu era a �nica coisa in�til em casa.
A minha m�e tinha a Ayysl cada vez mais perto dela.
� rid�culo, mas comecei a ficar com ci�mes.
Compr�mos coisas boas.
C�us...
Devias sair um pouco. Passas o dia inteiro em casa.
O meu medo concretizara-se. A Ayysl j� falava como a minha m�e.
As minhas pernas...
Ele � como o pai, passa o dia em casa. Nunca diz: "Vou dar um passeio."
Est� tanto calor.
Digam-me l�,
se a vossa namorada come�a a agir como a vossa m�e, o que fazem?
Imaginei muita coisa, mas nunca a Ayysl ficar como a minha m�e.
- Est� na hora das ora��es da tarde. - Ora��es da tarde?
Ou ser� da noite?
- N�o. - Ent�o, o que �?
O que fariam?
Gostavas de ter uma namorada que fosse como a tua m�e?
Diz-me, por favor.
- Claro que n�o. - Pois...
- Dormiste com ela? - Perguntas sempre o mesmo.
O que posso dizer? Sou curioso. Sinto que todos fazem amor menos eu.
Eu sinto-me assim.
Encontr�mos o Hamdi.
PR�MIOS SED MELHOR DUPLO DO ANO
Foi a gota de �gua.
"Foi naquelas viagens frias de autocarro que desisti de ser crian�a.
O meu pai cheirava ao queijo na minha lancheira.
Adorava a possibilidade de comermos estufado em Veysel Karani..."
"Aqueles anos de escola, a cheirar a borracha e manchado de giz.
Os outonos em Ancara eram s� mon�xido de carbono.
Eu estava na mais longa e na mais curta,
na mais velha e mais infantil estrada da minha vida,
porque, no final, estava a minha m�e, e, no fim, cheirava ao meu pai.
Adoro a possibilidade de me amares."
� assim que se declama um poema, caro Hamdi.
N�o � com imita��es, como tu fazes. Quanto pagaste por este pr�mio?
- Ele n�o pagou, foi gr�tis. - Ouve, Ylmaz. Est�s a ir longe demais.
N�o me fa�as dizer palavr�es � frente da minha namorada.
- Meu amor, acalma-te. - Meu amor?
Pronto, mais um Ahmet Kaymtu.
- H� quanto tempo foi? - Um m�s, mais ou menos.
- Ent�o, tens o f�gado bem limpo. - Acho que sim.
E como j� limpaste o f�gado, eis um whisky de malte, de 18 anos.
Prova.
N�o, obrigado.
Ainda � cedo. O mais certo � eu continuar.
V�, d� l� um gole.
Certo.
� amargo. Como bebes isto?
"Not�cia de �ltima hora!
Argumentista famoso n�o v� bem por causa do �lcool.
Em breve!
Argumentista famoso que n�o se tem de p�,
s� com a ajuda dos amigos!"
M�e, juro, n�o o obriguei. Eu estava a demov�-lo.
Vou-me embora!
- As chaves da mota. - Espera, toma.
Boa noite.
Ele fez-te rir e rir, pegou na tua mota e foi-se embora.
Idiota.
M�e, queres beber algo?
Filho, n�o fizeste uma promessa? N�o disseste que nunca mais bebias?
Entendia que bebesses um ou dois copos. Mas porque bebeste tanto?
Mesmo um ou dois copos n�o � aceit�vel. Ele n�o deve beber.
- Um ou dois copos n�o � mau. - Tamb�m bebes, tu?
Quantos v�s?
- Juro, m�e, n�o bebo. - Mentirosa.
- Juro por Deus! - Muito bem. Selim.
Poder� um homem mudar quando diz: "Mudei"?
E as nossas experi�ncias e sentimentos anteriores?
Deitamo-los todos fora?
A Ayysl decidiu mudar. Agora, � a minha vez de mudar.
Selim, isto era do teu pai.
Paz � sua alma.
Isto tamb�m. V�, veste-o, est� frio.
Muito bem, fica-te bem.
E este � o meu presente para ti.
Menino, como resplandece o teu rosto.
Gra�as a Deus.
O meu novo papel era o do meu pai.
Esforcei-me toda a vida para n�o acabar como ele.
Trabalhei muito, estudei. S� para ser melhor do que o meu pai.
Mas, agora, eu era o meu pai, que tinha curiosidade por tudo.
N�o havia escapat�ria.
Estava a fazer tudo o que criticava no meu pai.
At� contava o dinheiro e punha-o no bolso novamente.
Estava a fazer tudo o que o meu pai fez � minha m�e.
At� conto piadas porcas.
- Diz: "Desisto." - Desisto.
Desiste.
- Desisto. - Di-lo.
- Diz que desistes! - Desisto.
- Diz que desistes! - Desisto.
Tr�s velas ou duas?
Agora, podia ser mal-educado. Era uma liberdade estranha.
At� fazia a tesoura que o meu pai fazia � minha m�e.
Selim, que est�s a fazer?
- Nada. - Tornaste-te um idiota!
�s um perfeito cretino.
A minha m�-educa��o era cada vez maior.
- Desiste! - Isso d�i, est�s a magoar-me.
- Desiste. - Larga-me.
Santo Deus, que parvo. Credo...
Ent�o, que est�s a dizer? Estou em choque.
Sabes, dev�amos encontrar-nos um destes dias.
Ylmaz, o Sener est� ao telefone.
- Ele manda-te cumprimentos. - Diz-lhe "ol�".
Era cada vez mais mal-educado.
Sim, ou sexta... s�bado. Que tal s�bado? Podemos encontrar-nos no s�bado.
N�o digas isso, faz-me rir.
Porque est�s a falar assim? Ent�o, dev�amos...
O que disseste � pobre rapariga? Ela zangou-se e saiu. Vai atr�s dela.
E assim acabou. Ela disse:
"Por vezes, o mal constr�i um imp�rio na nossa mente.
J� n�o conseguimos ver o lado positivo da vida.
Nessas alturas, faz o seguinte: 'Manda-o embora, eu estou l�.'"
Tamb�m escreveste isto.
Como te tornaste um homem t�o mau?
E assim acabou.
A vida deve continuar, e continua.
Como disse a Ayysl, a primeira tarefa era expulsar o mal dentro de mim.
Aquele imp�rio estava a incomodar-me.
N�o foi dif�cil esquecer a Ayysl. J� n�o estava a resultar.
Como se diz, �ramos de mundos diferentes. Era isso.
Pode encher.
Estava na hora de ver a vida de outra perspetiva.
Ia purificar-me do mal que havia dentro de mim.
N�o tinha vida suficiente sem a Ayysl.
N�o estava a resultar.
Quero dizer... somos de mundos diferentes.
T�nhamos diferentes perspetivas de vida.
Ent�o, acabou.
Obrigado.
N�o me interpretes mal.
S�o l�grimas de alegria. Porque acab�mos.
Estou a chorar de alegria.
Irm�o...
Est�s a pensar nela, certo?
N�o, a s�rio que n�o.
Agora, estou a pensar noutra pessoa.
Meu caro irm�o.
Imitador!
Kaymtu.
Kaymtu.
M�e, eu tenho cuidado com a alimenta��o.
A comida e a bebida s�o importantes, Selim. Mente s� em corpo s�o.
A partir de agora, ter�s cuidado com o que comes.
Para.
- M�e, que est�s a fazer? - O que foi?
Isto � processado, n�o � bom.
- Olha, este � natural e biol�gico. - Esquece.
Estes azedam em dois dias.
P�es este no frigor�fico, e aguenta tr�s meses.
Resolvemos o problema do iogurte, Selim.
Anda, temos muito que fazer.
A solid�o � como uma praga. Ser� que fui infetado?
Ayysl, se n�o voltares, acho que apanharei essa praga.
A beleza n�o � nada como a realidade.
� como um sonho. Na verdade, um conto de fadas.
Mas a vida � imperfeita. As imperfei��es tornam-nos reais.
N�o sou perfeito, admito. Isso significa que sou real.
Sim, vivi um conto de fadas. Que inclu�a uma linda fada.
E se o que eu vivi foi um conto? Tem de ter um final.
Queria tanto que o meu gui�o tivesse um final feliz. Mas n�o teve.
Os finais felizes n�o acontecem, no mundo real.
Isso s� acontece nos filmes.
O Selim era t�o t�mido quando era crian�a.
- N�o digas isso. - Batiam-lhe na cabe�a...
- J� est� pronto, filho? - J�.
Muito bem, deves estar aliviado.
- J� est� pronto, filho? - J�.
Que al�vio ele deve sentir.
- Selim, em que g�nero escreveste? - Com�dia.
N�o pareces um tipo c�mico.
A Ayysl n�o telefona h� nove dias e nove horas.
E isso � bom. Sou muito orgulhoso. Se ela n�o me ligar, nunca lhe ligarei.
Quem � que ela pensa que �?
Como pode chamar-me horr�vel? O que foi que eu lhe fiz?
A Ayysl est� a ligar.
N�o, n�o quero atender. Selim, por favor, n�o.
- Meu amor, tive tantas saudades tuas. - Eu tamb�m, meu amor.
- Vamos beber um copo de vinho? - Est� bem.
Bebe chichi, Selim!
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.