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Outras 9 Semanas e 1/2
Director de fotografia:
Baseado em personagens criados por Elizabeth McNeil
N�o te mexas.
John, posso descansar agora?
Est� aberto.
Sinto muito.
- Pedi-te o pequeno almo�o. - Tenho de ir.
Pagas com dinheiro ou cart�o?
Deixo-te o meu n�mero?
J� agora, quem � a Elizabeth?
Ontem � noite chamaste-me Elizabeth.
Por favor volta at� contar at� 50.
Um ...
Dois ...
Tr�s ...
Quatro ...
Cinco ...
Seis ...
Sr. Gray. Sir.
Sr. Gray.
Sr. Gray, aterramos em breve em Paris.
Sr. Gray, alegramo-nos que volte ao Hotel Raphael.
- Obrigado Pierre, Est�s muito bem. - Obrigado, senhor.
- Oh Sr. Gray. - Ol�, "bonjour" Carlos.
A sua suite.
- N�o quer receber chamadas? - Ningu�m sabe que estou aqui.
Estou confundida. Desculpe. Muito obrigado.
Ele est� aqui.
Ningu�m sabe que estou aqui.
Elizabeth.
E agora no lote 12, apresentamos o "L'Attente"
uma das melhores obras da Colec��o Elizabeth McGraw.
Para este lote o pre�o inicial � de 600.000.
600.000 ... 650.000.
650.000 no lado direito, 650. 700,000!
Ainda 700.000 ao fundo, 700.000. Sobe a 800, sim 800.000.
Algu�m cobre 800.000 Uma. Duas...
Vendido! Ao Senhor no fundo da sala.
Lote 13, "Personagem de m�o levantada" de Recondo,
tamb�m da colec��o McGraw.
Pre�o inicial � de 400 mil francos, 400 000
Tenho 450.000. 500.000.
500.000, 550.000. Tenho 6? Tenho 600?
Tenho 600.000 ... 650.
700.000, 750.000. Vendido!
"A personagem em York", Tamb�m de Recondo.
O pre�o inicial � de 600.000 ... Tenho um 700, 800 .. 900.
1 milh�es de francos.
Uma, duas. Vendido! 1 milh�es de francos.
Agora lote 15: "Mulher de Branco", tamb�m de Recondo.
Tenho 600,000.
Terei 7? Tenho 7.
8? 801,000.
9? 700,000.
Vendido! 50,000.
1 Milh�o e cem.
750,000. 800,000.
Ainda nos 600,000.
Feito. Vendido!
Este foi o quinto e �ltimo pastel Recondo
da colec��o McGraw vendido ao senhor, l� atr�s.
Parab�ns Sr., conseguiu-os todos.
Desculpe-me, n�o quero ser grosseiro,
mas o len�o que traz � exactamente igual
a um que ofereci a um amigo h� muito tempo em Nova York.
Elizabeth McGraw?
Tem raz�o, � o len�o dela. Qual � o seu nome?
John Gray.
A Elizabeth deu-mo quando nos conhecemos.
Sabia que gostava dele. e deu-mo. A Elizabeth era t�o impulsiva.
John Gray. Imaginava-te muito diferente, John Gray.
Chama-me John, � mais f�cil.
Le. Calot.
Lea Calot.
A minha assistente, Claire. "Bom dia", ok?
Bem. "Bom dia".
Que fazes em Paris?
Estava curioso por saber porque a Elizabeth vendia a colec��o..
Vir at� Paris, � um pouco mais que curiosidade.
- Esperava que estivesse aqui. - Por qu�?
Queria falar com ela.
Ela n�o me disse que eras coleccionador.
- Compras muita arte ? -Tenho de falar com ela.
- Podes ajudar-me? - A Elizabeth tem olhinhos.
Liga-me de manh�, encontramo-nos.
Pensava que as pessoas n�o vendiam aquilo que mais prezam.
Tu deves saber.
�s um homem com muita sorte John Gray.
S�o quadros fabulosos.
- Al� ,Bom dia. - Posso falar com Lea Calot?
Um momento, por favor.
Al�?
Sim, Lea Calot, por favor.
- O seu nome Sr.? - John Gray.
Pode dizer-lhe que ...
... que estou no "Rafael". � Gray. John Gray.
Com certeza.
� tarde. Tenho de ir.
Procura a Lea.
Este � o Charlie. � o John.
Vem comigo? Estava numa refei��o r�pida.
Sabe, vivo aqui e trabalho, aqui.
Sinto muito. N�o a queria interromper e ao Charlie.
N�o tem problema.
- Ol� Claire. - Ol� Natalie, tudo bem?
- Essa cor fica-te �ptima. - Como sempre escolhes-me os melhores.
O melhor para ti meu amor. Vamos l�.
Desculpe-me. Onde v�o?
- Vamos l� dentro. - Ok.
- Obrigado - Adeus.
- Ok, parem a m�sica um segundo. - Parem a m�sica.
- Quem se segue ? - Natasha, mas est� atrasada.
Nunca gostei dela, o caminhar a passada.
� vulgar, parece um cavalo,
um cavalo de trabalho, n�o de corrida, querida.
Mesmo assim � o que precisamos para o espect�culo.
- Ok, Greta vamos l�. - Como est�s, bem?
- Oh, Fran�oise! - Obrigado.
Est�s �ptima, querida. Como sei? Bem sou telep�tico.
V� se n�o o rodas demasiado, est�.
Bem. Cinco minutos?
Ok, cinco minutos, toda a gente.
Lea, as mangas n�o est�o boas. Olha.
E assim?
Obrigado, Marcel.
V� vem ao meu escrit�rio.
John Gray.
Porque levaste tanto tempo?
Devias ter telefonado primeiro.
Agora estou com o dia preenchido a preparar o espect�culo.
� de loucos.
Quando voltas para os Estados Unidos?
N�o vou voltar.
At� falar contigo.
Ent�o, devo depreender
que os teus futuros movimentos est�o nas minhas m�os?
� c� grande responsabilidade.
Que..n�o sei se estou � altura.
A Fran�oise pede que vejas a colec��o.
Espuma da boca. Na verdade, transpira de todos os orif�cios.
Jura que n�o abre o bico.
J� te disse, Vittorio, sem estranhos, ou visitas. Sem excep��es.
Sem visitantes?
Este � o amigo da Elizabeth, John Gray. Vit�rio da Silva, o meu s�cio.
Amigo da Elizabeth?
Fico feliz, por ser amigo da Elisabeth.
Mas este espect�culo � privado.
Adoro esse casaco.
Armani ou Versace? Talvez Yamamoto?
Ou Gap? Estou a brincar, claro.
E que tal pequeno-almo�o?
- Eu escolho o lugar. - Sim, encantado.
Portanto, � este?
Obrigado, Daniel, at� amanh�.
N�o demoro nada, vou s� estar uns minutos com a Lea, espera.
Ol� querida, cheguei.
N�o te apresses a vestir. J� estamos atrasados.
Talvez cheguemos a tempo da pr�xima...festa.
A Fran�oise foi f�cil,
mas tive de suportar a quantidade de lixo que lhe sai da boca.
Sa�de, querida.
Esta noite n�o, Vittorio N�o estou para isso.
E j� tive o suficiente de humores da moda para um dia.
Agora o que preciso � de um longo banho quente.
A evitar-me? Chateia-me!
P�e-me...fulo!
S�o emo��es com as quais n�o sei viver.
Est�s a jogar a um jogo perigoso, mi�da.
Nem tudo � um jogo, Vittorio A tua m�e n�o te explicou isso?
O que me deixa chateado � tu n�o me tentares deixar zangado.
Tu simplesmente n�o te importas.
Sabes,
� exactamente o que costumas gostar.
Costumas dizer-me: "N�o vamos deixar nada pessoal."
Toma.
Obrigado.
Espl�ndido edif�cio. Ela est� l�?
- Sim. - Vamos.
Ent�o trabalhas h� muito para a Lea?
H� quase um ano. Mas n�o me contratou para a moda.
Sou uma artista.
Fa�o desenhos loucos, para jantares e ocasi�es especiais.
A Lea gostou de uma das minhas esculturas,
uma futurista esp�cie de colis�o de mundos, sabes?
Sim claro eu sei.
Quer dizer vejo uma coisa dessas todos dias.
Era suposto ter, sabes, uma pequena vida art�stica parisiense.
Mas, sabes, n�o h� pequenas vidas com a Lea.
- Vida pequena? - Sim, sabes.
Nasces, comes, choras, dormes, dormes ... escutas,
escutas, fazes, fazes, fazes e morres.
E a Lea?
� a melhor. Ela � a minha professora e amiga.
Ela diz que n�o h� limite para chegar � lua.
Mas, faz-me motivar.
- E o Vittorio? - O Vittorio � s�cio da Lea.
Gere todo o neg�cio. S�o muito chegados,
h� muito tempo.
Tu fazes muitas perguntas.
�s vezes sim.
Falo demais. O Vittorio diz que sim.
� a Lea ali. Mas ela � mais reservada.
- Posso fazer uma ultima pergunta? - Claro.
- Encontraste-te com a Elizabeth? - N�o.
Merda. Ol�, sim? Dois minutos.
A Lea � muito... vais ver. Ligam-me o dia todo.
Sim. Vittorio, sim.
Lea?
N�o, n�o sei onde est�.
De certeza que deve estar a chegar
� simp�tico da tua parte encontrares-te comigo.
E aqui temos.
Espero que n�o te importes, j� fiz o pedido. Estou atrasada.
N�o, eu apenas quero um caf�.
Lea, onde est� a Elizabeth?
Este � um dos meus s�tios favoritos em Paris.
Adoro aqui de cima.
�, consigo ver porqu�.
� como se o antigo e moderno,
corressem um para o outro, sem apresenta��es.
- Lugares como este d�o-te ... - Onde est� ela, Lea?
Em T�nger.
- T�nger? - Ela est� em T�nger.
Com o marido, claro.
Com que tipo de homem � que se ...
Casou?
Um homem simp�tico, mais velho, mas muito influente.
A sua fam�lia vive em T�nger, por isso foram para l�.
N�o parece...
N�o parece da Elizabeth ir para um sitio como T�nger.
Talvez n�o conhe�as a Elizabeth como pensavas.
Ainda te mant�ns em contacto com ela?
Desculpa-me John, mas tenho de ir.
N�o fa�as joguinhos comigo.
Como � que podes saber tanto sobre mim e a Elizabeth?
Vais-mo dizer?
Estamos num bordel em Chicago 1952 e h� um homem com um problema.
"N�o se consegue excitar a menos que veja algu�m a rolar-se pelo ch�o".
A Elizabeth era a minha melhor amiga.
Queres dizer-me o que raio se est� a passar?
- Isto � mais que uma coincid�ncia. - Esquece John.
N�o me respondes?
A Elizabeth gostaria que ficasses com isto.
Senhor Gray?
Que merda � esta? Credo, odeio museus.
Encontra-me �s 2 na recep��o.
Sabes mesmo escolher s�tios.
Aqui foi onde prenderam Maria Antonieta at� morrer.
Espero que isto nos leve a algum lado.
Hist�ria.
Sabes Lea, o meu forte n�o s�o excurs�es
ou esse tipo de merdas.
Depende do teu guia.
Ando � procura de um guia...
h� muito tempo.
N�o me parece que estejas preparado para isso.
Para qu�?
N�o! N�o!
Ei!
N�o! N�o!
Ei, ei, ei. Lea.
Ei! Ei, J� chega, p�ra.
Oh!
Amigo, � s� um jogo.
Chama aterrorizar uma senhora um jogo?
- Est� bem? -Sim, estou bem.
- �s vezes ele deixa-se levar. - Srta. quer que o leve?
N�o, est� tudo bem.
Voc� americano. Devia comportar-se melhor.
Foi c� um cena.
H� algo que n�o me sai da cabe�a,
desde ontem. Disseste-me.
O qu�?
Uma coisa acerca de um bordel em Chicago.
Como sabes disso?
Li sobre isso.
A Elizabeth foi a Moscovo h� um ano,
para comprar um "spree" para a galeria.
E esqueceu-se aqui de um di�rio,
chamado "Nove semanas e meia", era a hist�ria do vosso romance.
Quando voltou ficou comigo uns dias.
Precisava falar daqueles;
sentimentos que tinha no interior.
Disse que n�o havia um dia
que n�o fosse afectada pelo tempo que passaram juntos.
E tamb�m queria ter a certeza de ter feito bem em deixar-te.
Sim, fez bem.
Gosto de ti John.
�s um bocado doce e mau.
Pareces duro.
Mas se calhar n�o suficientemente duro.
N�o mais.
Suficientemente duro para qu�?
Para aquilo de que te afastaste.
Para a vida.
Vida, vida!
Idiota vagabundo!
Charles!
Tira-me as m�os de cima dela.
Peda�o de merda.
Olha para ti.
Credo.
Parem-no!
Aonde est� ele?
Parem-no!
Parem-no!
Apanhem-no!
N�o! Apanhem-no!
Ent�o, para onde vamos?
Foi c� um espect�culo.
Achas que o teu amiguinho fica bem?
Claire, sim fica bem.
Vira aqui.
Aonde vamos ?
V� l�, John, n�o confias em mim?
Claro.
Vamos, Vira � esquerda, esquerda, esquerda...
N�o te preocupes, ainda n�o te perdeste.
Ainda n�o.
Boa noite, Servi.
Boa noite, Lea.
- Cavalheiro. - Viva.
H� quanto tempo n�o vos vens ver. Marota.
Est�s linda esta noite,
est�s sempre, claro.
Apresenta-me o teu amigo?
- John Gray. - Viva.
- Michelle. - Prazer em conhec�-lo.
- Queres a tua mesa especial? - Adorava a minha mesa especial.
V�o para l�.
Queres jogar ?
Qual � o jogo?
� um jogo de sorte. Que interessa.
- O que � isto? - A bebida da sorte.
Absinto.
Alimentos para as almas perdidas.
- D�-me dinheiro. - O meu dinheiro?
Vou perder o teu dinheiro todo.
N�o podes perder todo o meu dinheiro.
Observa-me.
Perdi o teu dinheiro.
Ei! Agarrem-nos!
Agarrem-nos!
Que se passa? Que se passa? D�-me c� isso.
- Agora, tem cuidado com os bolsos. - Vamos, John.
- N�o v�o. - Vamos l� John.
Eu vou ver-te de novo.
Vem, filho da m�e, vem.
Chega aqui.
At� eu contar at� 50?
Um.
V� l�, John!
Vem c�!
V� l�, John.
Vem c�!
Oh, credo.
Est�o todos loucos no show. O Vittorio berra.
As modelos nunca sabem o que fazer.
A Lea pediu que o viesse buscar,
mas temos um bocadinho antes do show.
- Gostava de ver um pouco de Paris? - N�o sei.
Confie em mim, vou lev�-lo a um sitio muito fixe, vai adorar.
S� se te livrares desse chap�u.
Ainda bem que apareceste.
A encena��o � para o teatro, Vittorio.
Aqui temos um vestido de noite �nico pela mademoiselle Calot,
com o seu g�nio usual,
com o seu olho incomum para os detalhes.
Ent�o diz-me porque parece uma saca sa�da da lavandaria?
Obrigado.
Lea, estamos a desmoronar-nos.
Vai tudo correr bem, Vittorio. Tem f�.
F�? Os m�dicos e curandeiros t�m f�,
a moda tem prazos limites!
Voltem para o trabalho!
- Quero agradecer-te por ontem � noite. - De nada.
- Est�s com medo ? - Um pouco, acho eu.
Estava s� a brincar com ele.
N�o percebo porque esse tipo se passou.
Talvez soubesse o que ia suceder.
N�o.
Bem, quando fazes jogos, algu�m sai magoado.
� assim que se passa. � complicado.
Complicado. Complicado.
Desta forma?
O barco pode afundar-se.
O barco est� a adornar.
O barco talvez se afunde.
Est� frio. Queres tomar um caf�?
- Vamos p�r o teu chap�u.... - N�o, n�o fa�as isso. N�o.
Gosto disto aqui.
Gosto de s�tios onde deixam os c�es entrar.
N�o podemos chegar atrasados ao espect�culo.
Convite, por favor. O seu convite, o convite senhora.
Fui convidada.
Esqueci-me do convite, mas estou na lista.
Desculpe Madame, n�o a posso deixar entrar.
Sou editora da maior revista de moda da Am�rica,
- e lixo-lhe a vida se n�o entrar. - Fran�oise!
- Sou eu, a Claire. - Claire.
- Estou com um problema terr�vel. - Tudo bem est� connosco.
- Obrigado. - Queriam barrar-me!
Quem � esta gente? Quer dizer...
Em primeiro lugar Natasha, Adrien M�nica, Erika, vamos l�.
O John est� aqui. Ele est� aqui.
Sim, �ptimo, Excelente.
Mant�m isso em cima.
Vamos l� meninas, Mantenham-se compostas.
N�o, espera, espera, espera.
Mantenham-se compostas, vejam se se mant�m compostas.
Vamos l�.
Lea, Lea.
Vamos l�, Aisha.
Aten��o a isto.
Esta!
F�-lo.
Tens demasiada maquiagem.
Vamos l�.
Onde est� o camareiro dela?
Fabien!
Ajuda-a.
Senhora, senhora, o John est� � sua espera no palco.
- Lea aqui. Para a c�mara . - Este � um grande genial.
A beleza � uma express�o de g�nio, que n�o precisa de explica��o.
- Parab�ns. - N�o precisa dar-mos.
- Onde vais? - Sabes bem onde vou.
N�o pensas leva-lo � festa, pois n�o?
Pega na Claire e encontra-me l� � frente.
Vens comigo esta noite?
Tenho de ir com a Lea � festa. � trabalho.
- Trabalho? Vens comigo? - Merda!
Parab�ns. Fico feliz por ti, conseguiste o que querias.
Achas que sim?
�s muito inteligente, admiro isso numa mulher!
Ainda n�o percebeste, pois n�o?
Estou a ficar perto.
Vais comigo � festa.
N�o gosto de festas.
Gostas de surpresas?
S� das que v�em em pequenas doses.
Vamos.
Ol�?
Kahdijah.
Ol�, querida.
Kahdijah, John Gray.
Encantada. Bem-vindo. A Lea falou-nos muito de si.
Ah, querida, como est�s?
Vai tudo bem?
Esta era a minha surpresa?
Se n�o queres ser o pr�ximo vem comigo.
Isto � para ti.
Talvez seja uma coisa que j� n�o quero.
Bem, ent�o n�o descobres porque te trouxe aqui.
N�o te mexas.
Quem est� aqui?
John sabes tudo sobre isto. Subir a parada.
Inventar.
Reinventar.
Chega aqui.
- Que se passou com a Elizabeth ? - Eu disse-te.
Diz-me outra vez, porque n�o acredito em ti.
Ela deixou-te, John.
Conformismo � o ref�gio dos enfadonhos.
- J� lhe disseste? - N�o.
Ent�o digo eu.
Foi um funeral sublime. Centenas de l�rios brancos.
Apenas l�rios brancos. A Elizabeth teria adorado.
- Diz-me porqu�, Lea?
N�o te posso ajudar, John.
Devias ter pensado nisso antes de come�ares a mentir.
Diz-me como ela morreu.
N�o tive coragem para te dizer.
Pensei que era melhor, n�o o saberes.
Isso � agrad�vel.
N�o estou interessado nas tuas desculpas mesquinhas.
Quero que me digas.
Queres saber tudo John? Eu mostro-te.
Conheci a Elizabeth numa festa de uma exposi��o de arte.
Em que ela estava envolvida.
Gost�mos imediatamente uma da outra.
Uma noite por volta das duas o meu telefone tocou.
Ouvi uma mulher a chorar.
Levou-me um tempo a perceber que era a Elizabeth.
Pediu-me que a fosse buscar.
Estava agarrada �s drogas duras.
Os traficante conheciam-na bem. Eu odiava-os.
Estava bem meses seguidos, mas desaparecia por semanas.
Encontrei-a neste buraco. O fim.
A policia encontrou-a num hotel barato,
Mas eu sabia que foi este lugar que a matou.
Onde est� a tua linda irm� loura?
Porque n�o aparece mais aqui?
Temos de nos desenrascar com o teu lindo rabo.
-O que � isto ? - Rapazes, gostam de jogar?
O que queres? Mete-te na tua vida.
Ele tem uma arma?
Tem uma arma.
V�o.
V�o.
Vai-te lixar.
Sim.
Assustada?
N�o, n�o destes sacanas.
Aonde vais?
Para casa.
Nunca achei que fosse suficiente bom para ela.
S� o percebi quando me deixou.
Como era est�pido. Tive de esperar que fechasse a porta
para ter coragem de lhe dizer quanto a amava.
N�o quero ficar sozinho.
N�o agora.
Ah, bom dia, LEA.
Madeleine.
Come vais?
Vou bem.
Sim. John Gray.
Ol�.
Oh, � t�o bem estar de volta.
Costumava odiar vir a lugares como este.
T�o calmo, t�o parado.
Agora adoro-os.
Lembras-te da Torre Eiffel, a bola de vidro?
Sim.
Fui eu.
Olha vamos fazer um acordo.
Este fim-de-semana, somos s� n�s, mais nada.
Certo?
Sabe bem.
Est�s contente por me conhecer?
Porque que achas que tens de me perguntar isso?
Precisas de mim, John Gray.
�s vezes imagino como ser� estar contigo.
Como tu...
...paravas o resto do mundo,
e nunca o deixar interferir nos nossos prazeres.
Eu planeio tudo.
Nunca apressar um momento.
- Nunca descuidar um detalhe. - Desta vez n�o, Lea.
Sabes do sitio de onde venho demorei 16 anos
a perceber que o mundo que via na tv n�o existe.
E precisei mais 2 anos para ter a coragem
de encontrar esse mundo.
Tu e eu somos parecidos.
Temos de nos inventar a n�s pr�prios.
O que foi?
Nada.
N�o me trates assim.
N�o, estou s� um pouco confuso.
N�o, n�o est�s.
Olha para mim.
Imagina isto.
Estamos num bordel em Chicago, em 1952
e eu sou um homem com um problema.
Fizemos um acordo.
Estamos num bordel em Chicago em 1952,
soa-te familiar?
E eu sou um homem com um problema.
N�o me consigo excitar a menos que te veja a rastejar pelo ch�o.
N�o me provoques, Lea.
Mas posso.
Posso faz�-lo por ti, se quiseres .
V� l� John. Ambos sabemos o que queres.
N�o me consegues parar.
N�o percebes, pois n�o?
O qu�?
- Quem �? - Vittorio.
Merda.
Lamento Vittorio n�o fui ao escrit�rio
- mas tinha tantas coisas que fazer... - N�o � importante.
O gato est� fora, brincam os ratos.
Pergunto-me onde estar� o gato esta noite?
Se calhar no telhado a pinocar com o seu "tom cat",
ou devia dizer "john cat".
Importas-te?
N�o me importo e n�o quero saber, Estou farta!
Volto para a minha vidinha.
Tudo, dei-lhe tudo.
Antes de mim, n�o era nada,
era uma tela em branco.
A estupidez transpirava por todos os poros daquele corpo voluptuoso.
Dei-lhe educa��o, bom gosto, sofistica��o, intelig�ncia.
at� a levei ao raio do teatro.
Sinto um ...
... maldito vazio.
Desculpa, mas n�o te percebo.
Claire, Claire, sou eu, o Charlie. Abre a porta.
Claire, sou eu, querida. O Charlie Abre a porta.
Onde estavas? Que estavas a fazer?
Porque n�o me telefonaste desde antes do show?
- Andava ocupada. - Ocupada.
Adeus querida. Tudo de bom.
Que estava ele a fazer aqui?
� o meu chefe, certo?
Eu sei que � o teu chefe, mas o que estava ele a fazer aqui?
Andas a pinocar com ele?
Deus.
Claire?
S� quero que saibas que n�o sabia nada da Elizabeth.
Eu sei.
Que se passou? Quem te fez isto?
O Charlie.
- O Charlie fez-te isto? - Sim.
Talvez n�o seja t�o crescida como pensava.
�s t�o crescida como o deves ser.
E eu devia t�-lo percebido melhor. Chega aqui.
Dif�cil, dif�cil.
Ol�. Viva.
Aqui tem.
E o seu nome aqui, por favor.
Obrigado, adeus.
Isto j� n�o tem piada.
Hotel Lux 9 horas
Lea, decidi dar-te exactamente o que queres.
Agarra naquela cadeira e p�e-a no centro do quarto.
F�-lo. Agarra na cadeira e p�e-a no centro do quarto.
E se agora j� n�o for aquilo que quero?
Mesmo assim, f�-lo.
Fazes isto por mim John, ou fazes isto por ti?
- Porque se fazes isto por mim... - Senta-te.
...n�o te incomodes.
Descruza as pernas.
Provocaste-me bastante Lea.
Por isso agora vou dar-te exactamente aquilo que queres.
Para o ch�o de gatas, por favor.
Estou t�o assustada John.
Esqueces que li tudo sobre isto, John.
Eu conhe�o este jogo.
Tenho esperado por isto, muito tempo.
Levanta a saia.
Ol�.
Este � o Gilles.
Um amigo.
Vai fazer exactamente o que eu lhe disser para fazer.
Ela n�o precisa de muito Gilles, apenas mais.
� toda tua.
Disse-te para te mexeres?
N�o.
N�o, John. N�o.
John?
N�o disse que te podias mexer.
N�o.
John, n�o consigo fazer isto.
N�o consigo fazer isto.
V� l�, querida.
John!
P�ra!
P�e-a na cadeira.
N�o.
Cabra de merda.
P�e-a na cadeira.
P�e-a na cadeira.
Senta.
Senta-te!
Cabr�o de merda!
Era isto que querias?
N�o.
Ei.
N�o.
Est� bem.
As coisas v�o ficar bem.
Est� bem?
Est�?
�s mesmo um idiota.
Aonde vais?
Tenho de ir dar uma volta.
N�o vais voltar, pois n�o?
N�o quero mais magoar ningu�m.
Pensava que tinhas come�ado a preocupar-te comigo.
E comecei.
Fazes o favor de voltar quando eu acabar de contar at� 50.
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