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J� s�o 11:30?
O que � isto?
Quem � ele?
Porque � que ele tem uma c�mara?
� um amigo.
- Amigo? - Sim.
- S�o a equipa de filmagem. - Equipa de filmagem.
Est�o a fazer um filme sobre mim.
- Um filme sobre ti? - Sim.
Porqu�? N�o podem fazer?
N�o, que tipo de filme � este?
� o que acontece sempre.
Ningu�m reconhece o talento em seu redor.
Ningu�m em meu redor compreende
o g�nio que verdadeiramente sou.
Mas estas pessoas compreenderam.
Deixa estar.
Deixa estar.
Que filme �?
� um tipo diferente de filme.
Como se chama, Senhor?
- Document�rio. - O qu�?
- Document�rio. - Document�rio?
Sim.
Quando o filme estiver pronto, toda a gente me conhecer�.
Estou a ver...
- Onde estiveste durante a semana? - Estive ocupada.
Porque � que n�o atendias as chamadas?
Estava ocupada.
- Onde? - Porque queres saber?
O que queres dizer com isso?
Fui sujeito a perdas pesadas.
E perguntas porque quero saber?
N�o quero saber das tuas perdas.
Estive com uma pessoa.
Devo ter ligado pelo menos umas 20 a 22 vezes.
Apareceu um cliente que pagava bem.
Ele precisava de servi�o toda a noite.
Onde estiveste? Com quem?
- Ele � um homem rico. - Quem?
Ama-me muito.
E bebe bastante.
E quando est� b�bado
d�-me todas as coisas da mulher dele.
Onde encontraste esse homem rico?
Onde o encontraste?
Porque queres saber? Mete-te na tua vida.
N�o fa�as tantas perguntas.
Falas demais.
Eu sou o �nico que te sustenta.
Se n�o fosse eu, terias morrido de fome.
Tretas.
Pare�o-te que estou a morrer de fome?
Pare�o feia?
Pare�o feia?
Tenho muitos amantes. Todos homens ricos.
�s s� um maldito chulo.
Sou um chulo!
Sou um chulo!
Se sou um chulo, ent�o tu...
Olha, n�o te metas comigo.
Se eu disser alguma coisa, assim ser�.
Tu sabes, quando um homem n�o consegue ficar com tes�o,
torna-se num chulo.
Cala-te, sua...
Para onde vou?
Para onde vou?
Este apartamento, quarto andar, 415.
Ouve.
- Devo esperar ou ir embora? - N�o sei.
O que foi?
Fritos e comidas gordurosas p�em-me doente.
Por isso n�o como essas coisas.
Tenho uma mesa aqui.
N�o sabe como os cozinhados da minha m�e
mas ainda assim, � comest�vel.
Est� bem.
N�o vais comer?
A comida est� mesmo boa.
- Pare�o feio? - O que queres dizer com isso?
Quero dizer, como � que pare�o?
Como � que pare�o?
Honestamente.
Nos dias de hoje, as raparigas mostram ter muita atitude.
Todas querem algu�m como o Salman Khan.
Elas podem ser feias
mas querem um rapaz bonito, apresent�vel.
E ele tem de ser rico.
Ainda assim, nenhuma � feliz.
Pergunto-me o que ser� que essas cabras querem.
Houve uma altura em que os namorados se revoltavam.
Mas hoje em dia, assim que arranjas um emprego,
casas, tens filhos.
Est� feito. Acabou.
O amor vai por �gua abaixo.
- Gostas de lamber? - O qu�?
Sou capaz de lamber a noite inteira.
E s� deves lamber a parte superior.
V�s, assim.
Devagar, sem pressas.
Sem dentes.
Devagar, com amor.
Se estiver fedorento, ent�o primeiro lava com sabonete.
E depois lambe-a.
� mesmo divertido.
O que foi? Por que te ris?
N�o aprecias?
Por que te ris?
Aqui h� algo, certamente.
Tu lambes?
Onde estiveram?
Entrem.
Entrem.
- Este � o Mohan. - Ol�.
� um amigo.
Ele vive comigo e trabalha num hotel.
Agora est� de sa�da.
Isto � tudo o que h�.
Sentem-se, por favor. Gostariam de tomar ch�? Ch� ou �gua?
Viviam aqui comigo mais duas pessoas. Mas j� foram para as suas aldeias.
J� viram este filme?
� um filme muito estranho.
Est�o a ver, a pol�cia leva Mithun para a cadeia
por violar a sua irm�.
At� que ponto o mundo chegou?
Acusam-no de violar a pr�pria irm�.
E isto... � aquele tipo.
N�o se riam, � mesmo fixe.
Todas mulheres brancas com olhos azuis.
Vou mostrar-vos. Vejam.
Elas fazem-no de forma t�o bela. Fixe.
E esta rapariga, ela tem uns olhos mesmo bonitos.
Sentem-se, vou fazer ch� e depois sa�mos.
Sentem-se.
Venham.
- Est� bem assim? - Sim, est� bem.
- De certeza? - Sim.
Est� bem.
O que vamos fazer em rela��o ao som?
Deixa-me testar l� dentro.
Onde posso pousar isto?
J� ando a ouvir as tuas desculpas h� muito tempo.
Envia-me o material agora.
Ser� que devo ir a� ver?
- Sim, � uma universidade... - � uma universidade.
N�o sei o nome.
Hoje aconteceu algo surpreendente.
Estava a regressar de Bandra
e sem qualquer passageiro. Sem tarifa.
Pelo caminho, senti-me um pouco sonolento.
N�o sabia se estava a dormir ou acordado.
Senti-me como se estivesse a sonhar.
N�o havia muito tr�nsito no caminho.
As estradas estavam vazias.
Ent�o, as estradas estavam vazias
e as luzes dos sem�foros estavam a piscar em sintonia.
Estava muito bonito.
Como se uma parte do c�rebro estivesse acordada
e a outra parte a sonhar.
O que aconteceu?
- N�o v�s? - O que aconteceu?
- N�o v�s? - Bati-te?
N�o v�s?
Por que est�s a ultrapassar?
�s cego, porra?
Grande Idiota.
A mulher deve t�-lo deixado
e ele fica irritado comigo.
Vamos, Senhor.
Isto � um s�tio muito calmo.
Ningu�m vem at� aqui.
Sempre que tenho tempo, venho aqui.
Foda-se, n�o h� luz.
Est� demasiado escuro.
- Vou tentar a luz do telem�vel. - Vamos, bebe.
Sim.
Onde?
Isto parece-te bem?
- � esquerda? - Sim, d� para v�-lo.
Consegues v�-lo?
- Sim. - Est� bem.
Ent�o, e se ela for uma puta?
Eu amo-a, n�o me interessa o que ela � ou quem �.
Ela � a maior puta.
Mas eu gosto dela.
- J� viu o Tere Naam? - N�o.
- O qu�? Nunca viu o Tere Naam? - N�o.
O Salman Khan fez um �timo filme.
Foi o Salman Khan ou o Satish Kaushik?
- Quem � esse? - � o realizador do filme.
N�o, foi o Salman Khan.
No filme, o Salman Khan ama muito a Nirjara.
Mas eu achei-a uma cabra est�pida.
Uma grande palerma.
Ela n�o disse uma palavra durante o filme todo.
N�o.
Por que n�o te casas com ela?
Nunca disse que n�o. Eu estou pronto.
Mas aquela puta quer dinheiro.
Ela � desesperada por dinheiro.
Onde posso arranjar essa quantia de dinheiro?
Toda a gente quer dinheiro.
Toda a gente quer dinheiro.
O que � que eu fa�o?
Onde vou arranjar esse dinheiro?
Ela � uma puta.
Est� bem.
Mas eu gosto.
De qu�?
Da sua vulgaridade.
Eu at� gosto da sua maneira reles.
Eu amo-a muito.
Amo mesmo.
Saia daqui.
Tere Naam.
Como � que � poss�vel n�o ter visto o Tere Naam?
Um filme t�o maravilhoso.
N�o viu o Tere Naam?
Ouve isto.
Ouve.
Eu ainda estou s�brio, Senhor.
Quero dan�ar.
Ena!
Ena!
Senhor...
Tem de dan�ar, Senhor.
Beba... beba, Senhor. Onde est�?
- Eu estou a beber. - Onde?
Dance que eu estou a beber.
O qu�...
O que aconteceu?
Estou a dan�ar.
Narayan. O que se passa?
Est� bem?
Porque � que tirou o tuque-tuque em primeiro lugar?
J� disse que n�o quero ir.
Est� a ter essa atitude porqu�?
Vamos � esquadra.
Lokhandwala.
- N�o. - Porqu�?
- N�o est� vazio. - Parece vazio.
Qual � o problema?
N�o ouve? J� disse que n�o vou.
Senhora, isto n�o chega.
Quarenta rupias � muito pouco. Tente compreender.
Senhora, s�o 54 rupias.
Narayan!
- O que quer? - Quero o Narayan.
Senhor...
M�e, de onde vieste?
Da aldeia, de onde havia de ser?
Vamos. Entra.
Ajay, tu apenas...
O qu�?
Eles s�o meus amigos.
Est�o a filmar, � sobre mim.
- Um filme sobre ti? - Sim.
- Mas tu conduzes um tuque-tuque. - Conduzo-o at� no pr�prio filme.
N�o entenderias.
� um tipo diferente de filme.
Tens raz�o. Afinal, sou uma palerma.
N�o sei nada. N�o �?
Sou maluca. Tu sabes muito.
Quanto � que vais receber
pelo filme que est�o a fazer?
- Bebe um pouco de �gua. - N�o quero beber �gua.
Ajay, como vai o trabalho?
D� alguma �gua ao Ajay.
- Queres �gua? - N�o.
Porque trouxeste a m�e?
Ela estava insistente. Eu estava a ir para a cidade...
... e ela insistiu em vir tamb�m.
Ent�o trouxe-a comigo.
Comprei o bilhete dela.
Vai embora, por favor.
- Queres que me sente? - Sim.
Continua a filmar.
De que aldeia �?
- Sou de Narkatiaganj. - Estou a ver.
Est� bem, vamos repetir. De que aldeia �?
- Sou de Narkatiaganj. - Estou a ver.
- O Narayan � o seu �nico filho? - Sim, ele � o meu �nico filho.
Por isso � que faz coisas destas.
Deixou-me na aldeia
e vive aqui sozinho.
Toma.
Trezentas rupias, est� bem.
Senhor, tente falar com ele, por favor.
Tenho-lhe dito repetidamente para se casar.
Uma mulher vai tornar a vida dele melhor.
Mas ele gosta de viver na cidade como um animal.
Ele n�o percebe.
- Estou de sa�da. - Sim, vai embora.
Fizeste um excelente trabalho.
O que queres que entenda?
Estou maluco?
� assim que vives?
Viver na cidade como um animal,
como vives.
Qual � o mal?
Qual � o mal?
Olha, est� tudo mal.
Ele a lavar os pratos
e tu aqui a cortares a unhas.
- E queres que beba �gua. - Voltem depois, por favor.
- Ouve-me primeiro. - O qu�?
- Porque � que os est�s a despachar? - Deixa-os ir.
- Porque � que devo deixar? - Tu n�o percebes.
Eles t�m outras coisas para fazer, m�e.
Olha, eles t�m outras coisas para fazer. Deixa-os ir.
Eles t�m outros locais aonde ir.
Quem � que te convencer�?
Tu n�o me ouves.
Eles t�m mais coisas para fazer, deixa-os ir.
N�o me interessa.
Fala comigo.
Eu n�o falo para ele. Porque haveria de falar?
Ele � como tu.
M�e, senta-te. N�o te irrites.
A tua mente est� confusa.
- Sim, a mente est� confusa. - Tu n�o entendes.
Quando � que ganhas maturidade?
Quando � que te casas?
Deixa estar. Eu apanho.
Tenho dito.
Devo mand�-los embora? Deixa-os ir.
N�o, porque n�o lhes serves um ch� ou �gua?
Eles n�o bebem ch�.
Bebem ch�?
- N�o bebem, n�o bebem? - Porque n�o?
Eles n�o bebem ch�.
Vou fazer. Senta-te.
Tenta entender o que estou a dizer.
- � para o teu pr�prio bem. - Est� bem.
Entendido.
Saiam, por favor.
Absurdo, completamente absurdo.
� uma grande treta.
O her�i pareceu mais uma hero�na.
Estava a usar batom.
N�o havia hist�ria.
O her�i e a hero�na passeiam o dia todo nos centros comerciais
e n�o fazem nada.
E mais, tamb�m n�o havia cenas de sexo.
Qual � o objetivo de mostrar raparigas t�o belas com mamas grandes?
Desperd�cio de dinheiro.
E que tal um ch�?
Vamos beber um ch�.
Vamos.
Ch�.
Para qu� colocar uma m�sica Punjabi num filme Bhojpuri?
Faz algum sentido? Diga-me.
Quem � que vai perceber?
Quem compreender� uma m�sica Punjabi num filme Bhojpuri?
As pessoas veem filmes ou ouvem m�sicas que percebem.
Qual � o objetivo de lhes mostrar algo que n�o percebem?
N�o t�m c�rebro?
Disparate.
Eles fizeram com que o her�i usasse batom
e puseram-no a dan�ar uma m�sica Punjabi.
Vamos embora.
Mas mostraram mulheres com mamas grandes.
Mas n�o mostraram o que era preciso.
- Quanto �? - Sessenta rupias.
Sessenta rupias!
Como � que podem ser 60 rupias?
Quarenta por quatro ch�venas.
E ainda pediu duas extra.
N�o s�o quatro, s�o s� tr�s.
- Ele n�o bebeu o ch� dele. - N�o quero saber.
Servi-lhe o ch�.
Quanto � uma ch�vena de ch�?
Dez rupias por ch�vena de ch�.
Tome.
- Est� bem? - N�o.
D�-me mais 20 rupias.
Voc� disse quatro ch�venas
e ele n�o bebeu, ainda assim eu pago.
E o que interessa isso?
N�o posso p�-lo na chaleira.
As moscas a pairar sobre o ch�.
N�o quero saber se bebe ou n�o.
- Isso n�o �... - Est� bem, eu pago.
Eu paguei por quatro ch�venas de ch�.
Paguei, n�o paguei?
- Tem de pagar por seis ch�venas. - Porqu� seis ch�venas?
Dez rupias por cada ch�vena.
Ent�o, quatro ch�venas.
Quatro ch�venas primeiro.
Depois eu servi-lhe mais duas.
Pergunte-lhe.
- E foram duas? - Porque n�o?
Chama a isso duas ch�venas?
Isso s�o duas ch�venas.
- Vamos embora. - N�o pode ir.
Eu disse-lhe...
N�o percebe?
- Pague-me as 60 rupias. - Vou-te bater.
O que lhe est� a dar?
Idiota.
- O que me est� a dar? - Esquece.
Ele est� contigo?
Grande idiota.
A tentar enganar-nos.
Beberam o ch� aos poucos.
Cabr�o!
HOMEM
Hoje est� bastante calor.
O que se passa, Senhora?
Parece triste.
Passa-se alguma coisa?
Quero dizer, teve alguma discuss�o com o seu namorado?
Posso dizer uma coisa?
A Senhora � muito bonita.
Quero dizer, mesmo muito bonita.
Pare o tuque-tuque, por favor.
Aqui tem.
Mas...
O que vem a ser isto?
Que insol�ncia � esta?
Eles queriam conhecer-te.
Queriam ver onde vives.
- Trouxeste-os de volta outra vez. - V�-l�.
- Ouve... - Estou a dormir agora.
- N�o quero nada disto. - Ouve...
Esta � a cama mais confort�vel do mundo, Senhor.
Vamos.
O que foi?
O que aconteceu?
Porque � que vieste aqui?
Porque � que vieste aqui?
Trouxe uma coisa para ti.
Aqui tens.
Toma.
O que � isto?
� um colar, o que havia de ser?
�s t�o branca, vai ficar-te bem.
Tive que procurar imenso.
Usa-o.
- Trouxeste isto? - N�o � bonito?
A desperdi�ar o meu tempo logo de manh�.
Vai ficar-te bem, a s�rio.
O que h� de bonito nele?
J� viste a cor dele? N�o � real.
Olha para a cor.
Parece mais uma trela.
D�-o ao Goli. Ele ficar� com ele.
Alguma vez gostaste de alguma coisa?
V�, � t�o bonito. Eu ajudo-te.
- N�o me fa�as perder tempo. - Ouve, ouve-me...
- Que disparate � este? - Espera, olha para ali.
V� l�, olha para ali.
V�s?
- O que � isto? - Vai ficar bem.
V�s? Esta cor combina contigo.
E isto fica bem?
Toma, agora vai embora.
Ouve...
Olha, procurei muito por isto.
Gastei muito tempo com isto.
� caro. Fica com ele, est� bem?
Quanto?
Quanto � que pagaste por ele?
- � caro... - N�o, quanto pagaste?
Quero saber.
- Quanto � que pagaste por ele? - Mil e duzentas rupias.
Isto vale 12 000, o Chaudhary deu-mo.
- Isto? - Est�s a rir.
Cuidado.
- Doze mil por uns �culos? - S�o Rayban.
- De marca. - Isto tamb�m � de marca, v�.
Olha, este � de marca tamb�m.
V�, olha. Est� aqui escrito.
V�... Na moda!
Priyanka Chopra tamb�m usou isto.
- Priyanka Chopra tamb�m o usou? - Sim.
A tentar enganar-me.
N�o o aceitas?
N�o o aceitas?
- Est�s a irritar-me. - Para que � que isso me serve?
N�o quero.
V� l�, sai daqui.
- Coloca-o. - Sai daqui.
Quantas vezes tenho de te dizer?
Apareceste aqui de manh�.
Sem telefonar ou avisar, sequer.
J� foi uma coisa boa ter-te deixado entrar.
Tenta compreender, fica com ele agora.
- Tenta compreender, fica com ele. - Sai.
Sai, j� chega.
J� chega. Estou farta de ti.
Farta dos teus disparates, imbecil!
Estou a dizer-te. N�o percebes?
Para de me insultar, est� bem?
N�o estou a insultar-te.
Puta maldita.
Cabr�o, n�o me insultes.
Maldito imbecil! Sai daqui.
Quantas vezes tenho de te dizer?
J� disse que n�o quero.
Ele est� atr�s de mim.
- Maldita... - Para de me insultar.
- Sai daqui. - N�o.
- Sai daqui. - N�o saio.
N�o saio, o que vais fazer?
Patife, sai daqui.
Levanta-te. Sai daqui.
Sai daqui.
Pega no teu colar.
Para onde est�o a olhar?
Saiam j� daqui, porra!
- Senhor, o que acha dos c�es? - Imundos.
Eu tamb�m.
Parecem todos uns vagabundos.
N�o t�m direito a viver.
Posso mostrar-lhe uma coisa?
O qu�?
- Deixe-me mostrar-lhe. - Mostrar-me o qu�?
Ora veja.
O que aconteceu, Senhor?
Foda-se!
Isto � mesmo engra�ado, Senhor.
Veja isto.
Voltaste a enganar-te no caminho.
- N�o me enganei no caminho. - Ent�o?
- Este � o caminho certo. - Certo, como?
Disse-me para ir por aqui.
- Quando � que te disse? - O Sr. est� a indicar o caminho.
Espera um minuto.
O que � que te disse?
Est� a ir por este caminho.
- Marwe � deste lado. - O que queres dizer com isso?
Est�s a tentar ensinar-me?
Vais cobrar-me tarifa extra, n�o �?
O qu�? Encosta.
- Encosta. - Porque haveria de parar?
- Vou lev�-lo l�. - Eu disse para parar.
Vou lev�-lo l�.
Para. Encosta.
Vou lev�-lo l�.
- Eu n�o fa�o nada de errado. - Fazer o qu�?
Vamos, encosta.
Encosta. Eu disse para parar. Encosta.
Para!
Eu disse para encostar.
N�o percebes?
Para. Encosta.
Vamos, para.
Para! Sai, vamos.
Vou mostrar-te. Para.
- Estou a parar. - Vamos.
- Para. - Estou a parar, Senhor.
Sai. Para.
Algo est� errado, meu. Aproxima.
Olha aqui...
Desce da�, vamos.
- O que se passa, Senhor? - Sai da�.
De onde vens?
- De onde? - Porque me bate?
De onde �s?
- De onde? - Bombaim.
N�o � Bombaim, diz Mumbai.
Diz Mumbai.
Diz!
Fala em Marata.
Sou de Mumbai, seu idiota.
De onde �s?
Diz-me, de onde �s?
Narkatiaganj.
Narkatiaganj.
Narkatiaganj? Onde fica Narkatiaganj?
- UP ou Bihar? - Bihar.
S�o todos iguais.
Voc�s...
Voc�s deviam estar nas minas de carv�o.
Porque vieste para Mumbai?
Porque vieste para Mumbai?
Porque vieste para Mumbai?
Porque vieste para Mumbai?
Porque vieste para Mumbai?
Vieste para levar uma sova?
Vieste para levar uma sova?
Vieste para levar uma sova?
Porque vieste para Mumbai?
- Porque vieste? - Trabalhar.
� assim que vais trabalhar?
� assim que vais trabalhar?
Filho da puta!
Diz-me.
Maldito...
- Sabes se ele est� mesmo morto? - � o mais prov�vel.
Eu bati-lhe com o pau na cabe�a durante cinco minutos.
Na cabe�a toda.
Acho que at� a sua alma est� morta.
E agora?
Vai � pol�cia.
Quando estava a bater-lhe...
... a sua cabe�a come�ou lentamente a cobrir-se de sangue.
E eu estava a gostar.
Parti-lhe o cr�nio.
Maldito idiota.
Estava a chamar-me verme.
Ele � o qu�?
As suas p�lpebras fecharam, assim.
Se ele voltar a levantar-se, vou mat�-lo outra vez.
Devias ir � pol�cia.
Ele perdeu a cabe�a?
Ele perdeu a cabe�a?
Fa�am-no entender.
Est�s bem, certo?
O que est�s a dizer?
- Vais contar � pol�cia? - N�o, n�s n�o vamos contar � pol�cia.
Vamos s� acabar o nosso trabalho e sair.
N�o contaremos a ningu�m.
N�s sabemos que isto acontece. Durante quanto tempo vai o pobre homem sofrer?
A viol�ncia gera viol�ncia.
O que vem a ser esta confus�o?
E se eu matei um idiota?
V�o para minha casa. Vemo-nos l�.
Vou entregar a chave ao patr�o.
Est� bem?
- O que � isto? Doce? - Sim.
- � o teu favorito, n�o �? - N�o.
Pensei que eram feij�es.
N�o sei cozinhar feij�es.
Eu sei, � suposto eu fazer?
- � isto que fazes agora? - O qu�?
Quer dizer, agora fazes as tarefas?
Para de discutir.
- J� te disse mil vezes... - O qu�?
Em vez de viveres como os animais, casa-te.
Quando uma mulher vier para esta casa, a tua vida melhorar�.
N�o h� nada de mal nisso.
Porque � que sentes que � mau?
Alguma boa ideia...
� exatamente por isto que n�o vou a casa.
� por isto.
Um homem vai a casa
s� para ouvi-la reclamar.
O que � que ganhaste em viver na cidade?
Tens de resolver o problema, n�o �?
N�o � para o resolver.
N�o percebo isto.
Vives na cidade, mas achas que consegues dar conta do recado?
Alguma vez pensaste que tens uma m�e velha
e por isso devias enviar-lhe algum dinheiro?
Queres tudo para ti.
Tudo para ti.
Sobrou alguma coisa?
Est�s a discutir comigo. N�o tens vergonha?
N�o percebes que h� gente nesta casa?
- Devias pensar antes de... - E da�?
Porque � que est�s a gritar?
Todos estes disparates que fazes
n�o podes faz�-los quando venho c�, � por isso que te sentes mal.
N�o penses que estou maluca, filho.
Dei-te � luz, eu sei.
Compreende isso.
Ent�o suga-me o sangue.
Se me deste � luz, suga-me o sangue.
Sugarias o meu sangue?
Sugarias o meu sangue?
Fazes isso sempre que chego a casa.
O que � que te disse?
Tudo o que tenho dito � para te casares.
N�o tens de viver como um animal.
Qual � o mal nisso?
Vende aquele terreno. Vamos, vende-o.
- Vende-o e casa-me. - N�o o venderei.
- Porque n�o? - Porque haveria de vender?
Est�s a guard�-lo para quem?
� para ti, agora vais vender o terreno?
Agora cala-te, j� n�o aguento mais isto.
Porque n�o me matas?
- Mata-me. - N�o me incomodes mais.
Vais bater-me?
Seu malandro, vais bater-me?
Tens 30 anos. Eu criei-te
e � assim que me tratas agora.
Est�s a levantar-me a m�o.
Tu humilhaste-me!
- N�o v�s as pessoas... - Que pessoas?
N�o quero saber.
Sai da frente.
Em que � que estava errada?
Estou tentar dizer o que � bom para ti
e tu sentes-te mal.
Pensas que sou maluca.
Vai e desperdi�a o teu tempo...
Pensas que �s esperto e eu maluca.
Vais continuar? Cala-te duma vez.
Como posso calar-me?
Cala-te ou eu mato-te.
Mata-me. N�o tens idade suficiente para me levantares a m�o.
Eu vou partir-te os ossos.
O que � tudo isto?
O que � tudo isto?
- Isso custa dinheiro. - Custa dinheiro.
Agora est�s preocupado que custa dinheiro.
E a terra que deixaste para tr�s,
o dinheiro que tanto custou ao teu pai ganhar, n�o vale nada?
N�o quero aquela terra. N�o quero.
Primeiro fa�am-no perceber. Fa�am-no entender.
Caso contr�rio, vou partir-lhe a cabe�a.
Ele n�o percebe.
Ele � todo crescido, mas...
N�o vais ficar aqui.
- N�o vais ficar aqui. - Porque n�o?
N�o ficas aqui. Volta para a aldeia.
Volta e morre. Vai e apodrece l�.
- E como � que vou? - N�o te encaixas para viver aqui.
- Como � que volto sozinha? - N�o sei.
- Vou deixar-te na esta��o. - V� l�.
Nunca mais voltes, que fique claro.
Preferia ter ficado sem filhos
do que ter um in�til como tu.
Est� bem. N�o quero saber.
N�o sabia que eras t�o malandro.
�timo.
- Pega nas tuas malas. - E porque devia?
Tens vergonha?
- Tens vergonha? - Vamos l�, sai.
Vejam, est� a mandar-me de volta para a aldeia.
Totalmente sem vergonha.
O que temos � uma loucura.
Podemos vender para o canal de not�cias.
E podemos fazer muito dinheiro com isto.
Eles inventam not�cias
e depois aparecem com uma data de est�rias falsas.
E transmitem-nas para as pessoas assistirem
e enganam as pessoas.
N�s gravamos um assassinato verdadeiro.
Um assassinato verdadeiro, porra.
Isto � algo que vai levar-nos a algum s�tio na vida.
Ol� Senhor, � o Narayan. Queria falar consigo.
Sou o Narayan, Senhor.
S� queremos falar consigo e sair.
Abra a porta, por favor.
Senhor, s� quero falar.
Dois minutos... Posso entrar... Podemos?
Eles s�o rep�rteres.
V�o mostrar a sua casa na televis�o.
V�o mostrar as Not�cias de �ltima hora.
Depois dizem: "Olhem bem para ele.
Este homem de Vile Parle
comeu uma puta a noite toda e n�o pagou."
Todas as pessoas das not�cias s�o idiotas.
Criam muito drama.
Leu esses livros todos, Senhor?
Li-os todos.
- E o que � aquilo? - � uma pintura.
Li a pintura tamb�m. Li tudo.
- Leu as pinturas tamb�m? - Sim.
Li a pintura.
Li tudo.
Leu isto tudo Senhor, ent�o � muito culto.
Ent�o n�o sabe que
tem de pagar � puta depois de a foder?
O que � o dinheiro?
O que � o dinheiro?
� tudo uma ilus�o.
Para que queres o dinheiro?
N�o percebo, Senhor.
Podes sobreviver daquilo que produzes,
para que queres mais dinheiro?
Para comprar as coisas que eles vendem?
Eles v�o vender e tu vais comprar.
Tudo isto � um supermercado, n�o sejas apanhado por ele.
A rapariga disse que esteve com ela toda a noite.
Obrigaste-a a fazer horas extra, apesar de ela ter recusado.
Ela fez horas extra...
Ela fez horas extra e tamb�m comi-lhe o cu.
Comi-lhe o cu.
Ela fez horas extra e comi-lhe o cu.
O que vais fazer?
O que vais fazer?
N�o vais pagar, imbecil?
N�o vais pagar, filho da puta?
Porque � que n�o pagas?
Porque � que n�o pagas?
Diz-me, vais pagar ou n�o?
Vais ou n�o? Diz me.
Diz-me, idiota! Vais pagar-me?
Vais pagar ou n�o?
Filho da puta!
O que disseste? Eu amo-a.
Eu amo-a. Ao menos sabes o nome dela?
Ao menos sabes o nome dela? Comeste-lhe o cu.
Comeste-lhe o cu.
Comeste-lhe o cu.
Comeste-lhe o cu.
Comeste-lhe o cu.
Ao menos sabes o nome dela?
Maldito.
Toma, mete-o pelo cu acima.
Estas fam�lias j� n�o podem dar-nos ordens.
Durante quanto tempo teremos de lamber as botas da mesma fam�lia?
O que � que as pessoas querem?
O que � que as pessoas querem?
O que querem?
As pessoas querem progresso.
E n�s dar-lhes-emos esse progresso.
Vou remover o lixo deste pa�s.
Todo.
Vai ser um Movimento de �ndia Limpa.
�gua e eletricidade em todas as casas.
As raparigas v�o casar em boas fam�lias.
E o que � que isso significa?
Significa...
Significa...
O que � que as pessoas querem?
As pessoas querem progresso.
E eu vou dar-lhes esse progresso.
Mas antes disso, terei de ir para a Am�rica e fazer montes de dinheiro.
E traz�-lo para aqui.
E depois...
N�o sei o que acontecer� depois disso.
J� estive na Am�rica e diverti-me imenso.
Agora quero ir para a Fran�a e festejar.
Todos deviam festejar.
� assim que o pa�s ter� progresso.
Festejando.
Continua a caminhar
Continua a caminhar
Continua a caminhar
Continua a caminhar
Continua a caminhar
Viva...
Digam... Revolu��o.
Viva!
Revolu��o.
O que � a pobreza?
Pobreza � um estado de esp�rito.
Um homem devia ser rico no seu interior.
O dinheiro vem e vai.
Um homem devia trabalhar o seu car�ter.
Ser um bom ser humano.
Dinheiro, ricos...
� tudo uma ilus�o.
Ningu�m tem fome, ningu�m est� nu.
Ningu�m � pobre.
Os seres humanos deviam estar acima disto.
Al�m de todas as ilus�es.
Quando bebo muito caf�,
vou a Varanasi e fa�o falsas promessas acerca do progresso.
Quem � o cliente?
- � longe? - Sim, muito longe.
Est� bem, p�e uma m�sica bonita.
- N�o posso por m�sicas. - Porqu�?
O que queres dizer com isso?
N�o posso por m�sicas, significa isso.
O que estavas a por ontem?
Para numa boa loja de bebidas.
- O qu�? - Para numa loja de bebidas.
Queres beber no hor�rio de trabalho?
S� quero uma cerveja. O que te interessa?
- O que se passa? - Matei duas pessoas.
Pensas que � uma piada.
A meio da noite,
est�s para a� a dizer disparates.
Andas a fumar demais, n�o andas?
N�o estou a brincar.
Est�s a dizer tantos disparates.
Achas que estou a dizer asneiras?
Achas que estou a dizer disparates?
Um deles era o teu cliente de Parla.
Fui receber o dinheiro que te devia.
E ele n�o quis pagar.
Estrangulei-o e ele morreu.
Leva-me de volta.
Leva-me de volta a casa.
N�o ouviste?
Leva-me de volta agora. Vamos.
V� l�, senta-te.
N�o te assustes, n�o vou fazer-te mal.
E quem � que tem medo de ti?
�s um idiota e vais continuar a s�-lo.
- Para de me insultar. - Sai daqui.
Para de insultar!
Ouviste o que eu disse?
N�o estejas assustada, n�o vou fazer-te mal.
- V� l�, vamos para longe. - Sai daqui.
N�o serei magoada.
Vais ter problemas.
- Porque �s um idiota. - J� disse para n�o me insultares.
�s um idiota.
- O qu�? - Porque est�s a insultar-me?
Fica longe. N�o te aproximes mais.
Fica longe.
Vais levar-me para casa ou n�o?
Diz-me.
Vais levar-me para casa ou n�o?
- N�o quero estar aqui. - Vem comigo.
Amanh� iremos para Calcut�.
Ficaremos l�, trabalharemos l�.
- Est� bem. - N�o ficaremos mais em Bombaim.
V� l�. Vem comigo.
- Ouve... - Patife.
Pensas que isto � algum filme Hindi.
Que devo ir contigo para Calcut�.
N�o tens estatuto, seu palerma.
Qual � o teu estatuto, para poder ir contigo?
Vais alimentar-me de qu�?
N�o tens um �nico tost�o.
Divertes-te com o meu dinheiro
e est�s a pedir que v� contigo.
Quem �s tu, falhado?
Vieste de Bihar num vag�o comum do comboio.
N�o vieste?
Toda essa ideologia do "preto ou branco." N�o consegues usar o c�rebro.
Porque me insultas tanto?
- Magoei-te de alguma maneira? - Magoaste-me?
Patife, queres que v� contigo.
Tu queres que v� contigo.
Qual � o teu estatuto?
Alguma vez olhaste para ti?
Se eu devia ir contigo?
Deixa-me.
Porque est�s a gritar?
Porque est�s a gritar?
Est�s a ouvir o que estou a dizer?
Estou a dizer para vires comigo. Consegues ouvir?
Eu disse para vires comigo.
- N�o quero ir contigo. - Porque n�o?
Porque n�o?
Tomarei conta de mim mesma, n�o quero ir contigo.
Porque n�o entendes? Ningu�m vai casar contigo.
- Ningu�m vai casar comigo? - Ningu�m.
Ningu�m.
H� uma lista grande de pessoas que querem casar comigo, pessoas ricas.
Pessoas ricas que querem casar comigo.
N�o entendes?
Estou a dizer-te que n�o casam contigo. N�o entendes?
- Casar contigo? - Sim.
- Para arruinar a minha vida. Idiota. - Para de me insultar.
Eu disse para casares comigo. Casa comigo.
Vem comigo.
Porque me insultas?
Estou a pedir-te. Sua puta.
N�o entendes?
Estou a tentar explicar-te h� tanto tempo.
Estou a tentar h� tanto tempo.
Seu...
Estou a tentar explicar h� tanto tempo.
Porque � que estavas a insultar-me?
Continuei a dizer que te amo, eu amo-te.
Mas tu n�o entendes.
Est�s a ouvir?
Entendes?
Estava a dizer para vires comigo.
Iremos para Calcut�. Um lar.
N�o ouves?
Ela fala demais.
Narayan.
Querem falar sobre o qu�?
N�o tenho nada para falar. V�o!
Ouve.
Quer�amos falar contigo.
O qu�?
Estivemos a pensar se poder�amos terminar o filme.
S�o est�pidos ou qu�?
N�o percebem?
- O que vais fazer agora? - O que vos interessa?
O que vos interessa?
N�o percebes. Sabemos que o que fizeste
foi devido ao teu desespero.
Acontece.
As pessoas fazem-no frequentemente quando est�o em situa��es dessas.
N�o foi desespero nenhum.
Fiz o que tinha de ser feito.
Ou�am. Vou dizer isto educadamente.
Abram isso.
E deitem fora, n�o importa o que esteja l� dentro.
Entendido?
Ouviram?
Se puderes esperar dois minutos, ser� bom para ti.
Narayan, tenta entender.
Temos a tua hist�ria de vida. Uma hist�ria ver�dica e devia ser publicada.
Seu patife, n�o entendes?
S�o est�pidos?
Podem ir dar um serm�o a outro.
Hist�ria ver�dica.
N�o apare�am outra vez,
caso contr�rio, vou enterrar-vos vivos.
Saiam daqui! Vamos! Saiam!
Patife...
Desligaste isso?
Corram.
Saiam daqui. Corram.
V�o embora?
- Desliga. - Desliga.
Espertalh�o, a tentar ensinar-me.
Porque n�o contaste � pol�cia acerca do assassinato?
Porque n�o contaste � pol�cia?
Devias contar-nos.
Brincas com o teu telem�vel o dia todo
mas n�o podes marcar o 100.
Filmaste isto tudo? Filmaste o homic�dio?
Est� ligada?
Filmaste o primeiro homic�dio tamb�m?
- Senhor, a c�mara... - Cala-te.
Gravaste todos os homic�dios?
Senhor, um, dois...
Senhor, n�s gravamos um.
Apenas observaram.
Porque n�o chamaram a pol�cia?
Como te chamas?
Diz-me o teu nome.
Bob.
- � esse o nome dele? - Quem � que pensas que �s?
Estes malditos Biharis n�o t�m m�e ou pai.
Sabes qual � o meu nome?
Pratap Balasaheb Sardesai.
Aprende a respeitar o teu pai.
E o teu?
Ravi.
Ravi. Tu tamb�m n�o tens pai.
Qual � o teu nome completo?
- O que disse o Senhor? - Ravi Dev Singh.
Sim.
O que iam fazer com este filme?
Senhor, n�s �amos...
Tens uns passatempos muito tarados, n�o?
Senhor, n�o � um passatempo.
Quer�amos mostrar a vida dos pobres...
Os pobres entram em filmes? Quem � que vai assistir?
Voc�s seguem estes pobres malucos desses bairros miser�veis.
Os filmes t�m her�is como o Salman Khan.
A pessoas veem-no a dan�ar.
V�o pagar para ver estes moradores dum bairro de merda?
Maldito...
Est� tudo na c�mara?
- Sim, Senhor. - Sim, est�.
Bom, vamos ficar com isto.
Onde est� a grava��o anterior?
T�m-na?
Entreguem-na a n�s.
- Mas Senhor, o filme... - Eu terminarei o vosso filme.
O vosso filme ser� acabado
assim que tiverem corrigido esta situa��o.
Disseram que eram quantos homic�dios?
- Tr�s assassinatos, Senhor. - Tr�s?
- Sim. - Quem?
Ganesh de Wadala.
Ele era um grande chato.
- Aquele tipo com o Gopal. - Sim, Senhor. � ele.
Est� feito.
Quem mais?
E Senhor, aquela prostituta, Rupa.
Qual Rupa?
Aquela que vivia em Dongri.
- � meu deus, a Rupa est� morta? - Sim.
E?
E h� um corretor, Senhor.
Do mercado de a��es.
N�o tinha mulher nem filhos.
- N�o. - N�o.
Sem fam�lia, est� completamente s�.
Era um viciado.
Viciado.
Ele est� a matar pessoas ou a fazer um servi�o social?
Est� a limpar o lixo todo.
Espertalh�es.
Entreguem tudo o que gravaram na esquadra.
Senhor, deixe-nos ir por favor.
N�o voltamos a repetir.
N�o voltam a repetir, perceberam?
Entreguem tudo o que gravaram na esquadra
ou ver�o o pior de mim. Entendem?
Senhor, n�s podemos... N�s podemos falar, Senhor
N�o nos bata.
Vamos falar.
Voc�s falaram muito os dois.
Deixem aqui o v�deo e v�o.
- Senhor... - Vamos.
Senhor, vamos meter-nos em problemas se o entregarmos...
E v�o meter-se em problemas se n�o o entregarem.
- Vamos, Senhor. - Maldito...
Sai daqui.
Seu idiota.
Vamos.
Aquele patife matou a Rupa de Dongri, n�o?
- Sim. - Ela era simp�tica.
- Esta c�mara est� a funcionar? - Sim, muito bem na verdade.
Acho que � melhor do que uma 5D
Onde est� o Narayan?
Sabes onde est� o Narayan?
Estivemos � espera durante muito tempo.
Diz alguma coisa, Mohan.
Ele tinha 22 anos quando veio para Bombaim.
Ele veio diretamente na carruagem geral.
O tipo que est�o � procura � muito perigoso.
Antes de vir para aqui, na aldeia
ele matou duas pessoas.
Um deles era um grande senhorio.
Ele foi l� pedir trabalho.
Mas o senhorio rejeitou.
E humilhou-o.
O malandro pendurou-o numa �rvore, de cabe�a para baixo
e queimou-o vivo.
A outra v�tima foi a filha da lojista.
Tinha apenas 16 anos.
A rapariga disse-lhe algo na brincadeira.
Primeiro, o canalha violou-a.
Depois esmagou-lhe a face com uma pedra.
Andam a segui-lo h� cerca de 15 a 20 dias,
mas eu soube que ele era maluco numa semana.
Se algu�m guiar um tuque-tuque o dia todo
fica t�o cansado
que basta apenas um minuto para adormecer.
Mas ele mantinha-se acordado a noite toda.
E os olhos dele continuavam abertos como uma l�mpada.
E est�o a perguntar-me se sei o que aconteceu?
Aquele homem do lixo disse que voltou a casa naquela noite.
Ele disse-te para onde ia ou o que estava a fazer?
N�o, ele n�o me disse.
Contei-vos tudo o que sei.
N�o sei mais nada.
- N�o tentes enganar-nos. - N�o estou.
Agora est�o a incomodar-me.
Por favor, saiam.
Senhor, vamos.
Patife... N�o entendes?
N�o entendes? Estivemos � tua espera.
Quem � que pensas que �s? A estrela?
Quem � que pensas que �s? A estrela?
A tentar ser esperto?
Diz-me onde ele est�. Diz-me!
Porque est�s a bater-me?
Narayan, quem?
Ele � do BJP ou do Congresso?
- Narayan quem? - Ele conduz um tuque-tuque.
Volta c� b�bado e nunca paga.
E nunca paga.
E nunca paga.
Narayan.
O que est�o aqui a fazer?
� tua procura.
Agora fazem o trabalho da pol�cia.
O que est�s aqui a fazer?
S� h� uma maneira de limpar esta porcaria.
� limparmos.
Limparmos completamente.
Agora � o que fa�o.
Limpo isto tudo completamente.
- V�o contar � pol�cia? - N�o.
Est� bem.
V�o embora, por favor.
N�o me procurem.
Ol�.
Sim.
Espera.
Foda-se, � ele. � ele.
O que se passou? Diz-me.
Estava com a respira��o ofegante. J� estou de cabe�a fria.
N�o vou fazer nada agora.
Sinto como se fosse ter um ataque card�aco.
Ent�o, o que queres fazer agora?
Fa�am uma grava��o minha.
Fazer o qu�?
- Grava��o. - Grava��o.
Sim.
N�o percebi.
Fa�am um v�deo meu
e eu confesso tudo na grava��o.
Podem ir mostr�-lo � pol�cia.
N�o vale a pena continuar...
O que est�s a dizer?
O que est�s a dizer? N�o entendo.
O que est�s a dizer? Fazer uma grava��o
e mostrar � pol�cia.
Vou confessar tudo.
E para qu�? Para que serve isso?
Talvez a pol�cia n�o me incomode muito depois de assistir.
Ent�o queres entregar-te.
O qu�?
Quer dizer, queres entregar-te � pol�cia.
Sim, mas n�o tenho coragem para ir diretamente ter com eles.
Mostrem-lhes isto, por favor.
E digam-lhes para me virem prender.
Espera.
Foda-se, o que � que ele disse?
O que disse ele?
Ele disse para o filmarmos
e que confessaria tudo na grava��o.
Foi o que ele disse.
Est� bem.
Est� bem, quando queres faz�-la?
- Amanh�. - Amanh�?
Sim. Amanh�.
Est� bem, vemo-nos amanh� naquela escola.
- A que horas, Senhor? - Estaremos l� durante o dia.
- Vais estar l�, n�o vais? - Sim.
- Est� bem. - Est� bem.
J� ouviste esta m�sica?
� sobre um assassino.
Vamos come�ar?
Diga-nos o seu nome.
O meu nome � Narayan Srivastav.
Diga-nos o que aconteceu.
Cometi nove crimes, at� agora.
E n�o fiz nada de errado.
O que est� a dizer? Disse que ia confessar.
Fazer o qu�?
Disse que ia confessar. Na grava��o.
N�o me vou entregar.
Pensa que n�o entendo?
Que sou est�pido?
O qu�?
Voc�s v�o fazer este filme e mostrar a minha pobreza
e o mundo vai mudar?
Vai ficar tudo bem?
Pensam que sou algum tolo?
Porque n�o me dizem a verdade?
Voc� v�o ganhar dinheiro a mostrar isto.
Alcan�ar a fama.
Perdeu o ju�zo?
- Voc� n�o sabe o que est� a dizer. - Pois.
V�o doar o dinheiro para caridade?
O que v�o fazer com isto?
Porque est�o a fazer isto?
- � a verdade. - Qual verdade?
A sua vida.
� a verdade?
O que v�o fazer com isto?
At� eu o sei.
Mesmo sabendo que � a verdade, o que v�o fazer com isto?
Ganhar dinheiro, n�o �?
Muito bem, vamos cancelar.
N�o vamos fazer isto.
N�o v�o?
N�o v�o?
Vamos desligar isto.
N�o vamos gravar esta confiss�o.
Desliga isso.
Desliga isso.
O que aconteceu? Porque est�s a olhar assim para n�s?
Desliga isso.
Eu vou mostrar-te, filho da puta!
O que se passa?
O que est� a fazer?
Est� louco?
Cabr�es, v�o fazer mais filmes!
Para, sacana!
N�o tens para onde fugir!
Fazem filmes, n�o fazem?
Fizeram da minha vida uma anedota.
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