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Anteriormente�
Sou Emi Ochoa. Lucas � meu meio-irm�o,
e foi ele que quase o matou.
A cada esquina, pedem entrevistas sobre meu pai assassinado.
Recebeu not�cias da for�a-tarefa
- que procura o assassino? - Meu pai era pr�ximo da promotora.
Quem matou ele n�o vai se safar.
Falei que precisava de um tempo,
- mas acho que eu precisava mesmo era� - De um amigo.
A Pol�cia Estadual montou um dossi� sobre Emi Ochoa.
Srta. Ochoa?
M�os para tr�s.
Eles t�m provas irrefut�veis. Ela matou o pai.
POL�CIA DE FORT LAUDERDALE
Eu agrade�o qualquer informa��o.
Mel, voc� prendeu Emi?
N�s, n�o. Foi a Pol�cia Estadual.
- Mas� - Da for�a-tarefa.
� mentira. Ela n�o matou o pai.
- Eu sei. - Est�vamos com ela.
J� falei que eu sei.
Tamb�m falei indignada com meu capit�o, mas a situa��o � ainda pior.
Eles t�m provas.
Que provas, se n�o foi ela?
A for�a-tarefa fez uma busca no apartamento dela h� dois dias.
Eu acabei de saber.
Acharam uma Beretta 9mm escondida num duto de ar.
A arma bate com os proj�teis retirados da v�tima.
� a arma que matou Victor Ochoa.
R.J. DECKER: INVESTIGADOR PRIVADO
Emi, Richard, conhecem o promotor Coto.
Vieram fazer acordo?
Longe disso.
E por que nos chamou?
Pra conversar com voc�, Janis. Isso � rid�culo.
Quando nos conhecemos?
- H� muito tempo. - Muito.
Meu pai apoiou sua candidatura quando eu estava na faculdade.
Voc� me convenceu a fazer Direito.
N�o pode acreditar que fui eu.
Eu n�o acreditaria, mas n�o tem como ignorar os fatos.
Quais? A arma que acharam?
Come�ando por a�.
Foi plantada.
Estou h� dois meses na casa do meu irm�o. A minha ficou vazia.
E a pol�cia est� ciente, dado o monitoramento da Srta. Ochoa.
- � uma arma��o �bvia. - N�o � �bvia para n�s.
Sem o pai, sua cliente herda o imp�rio imobili�rio dele.
Eu n�o queria o imp�rio imobili�rio dele.
E, se quisesse, n�o precisaria mat�-lo.
Ele queria que eu assumisse.
Os seguran�as viram uma discuss�o no dia do assassinato.
Disseram que foi acalorada.
Voc� sabia das nossas desaven�as. N�o nego isso.
Est�o esquecendo do �libi.
Ela estava numa festa com muitas testemunhas,
incluindo uma detetive sua.
Nessa festa tamb�m estavam dois ex-presidi�rios.
- N�o conte com essas amizades. - E parece que o �libi n�o � t�o forte.
Do que est� falando?
O senador foi encontrado em uma piscina aquecida.
A temperatura do corpo ficou est�vel, dificultando definir a hora da morte.
Sua cliente pode t�-lo matado.
Com ou sem festa.
Emi, seu pai tinha um g�nio forte
e supostas conex�es criminosas.
Consigo imaginar situa��es que mudariam tudo.
Se voc� se sentiu amea�ada ou sem escolha,
eu posso reduzir a acusa��o, mas apenas se falar comigo.
N�o fui eu.
Eu nunca faria isso.
S� posso dizer isso.
Ent�o vejo voc�s na audi�ncia.
�, entendo. Sei que � pedir demais.
Ela est� pedindo aos colegas o arquivo do caso de Emi.
Talvez haja outros suspeitos, pistas ignoradas, pessoas a investigar�
- Obrigada. - Nada ainda?
At� amanh�.
Est�o me ignorando. Trabalho com um bando de frouxos.
Bom, voc� � testemunha no caso. N�s todos.
E a coletiva? Descobriu algo?
Definiram uma fian�a que Emi consegue pagar.
Est�o finalizando a soltura dela.
Fora isso, nada de bom.
O mandado de busca que levou a pol�cia � arma
veio de uma den�ncia an�nima.
Uma mentira descarada.
Emi n�o apareceu na festa depois de matar o pr�prio pai.
Nem sairia de l� pra matar. Como policial, eu saberia.
Temos como descobrir quem fez a den�ncia?
Deve ser a pessoa que plantou a arma.
Conhece algum policial estadual?
Posso conseguir uns contatos, mas n�o se anime muito.
Se meus colegas me ignoram, imagina a Pol�cia Estadual.
Oi, amig�o.
N�o sei se soube, mas agora n�o �
Caiu na caixa postal.
- N�o, estou ouvindo. - R.J.
- Est� ouvindo? - N�o pode atender?
Est�o perguntando por voc� aqui. Parece gente boa. Pediu pra eu ligar.
Fazer o qu�, n�?
Vou dizer pra ele te procurar depois.
At� mais, amig�o.
- O que foi? - Era Wish.
Fingindo que n�o estava me ouvindo.
Fazendo uma cena pra algu�m.
E disse que era "gente boa".
Na Apalachee, era nosso c�digo pra evitar certos presos.
Dava pra saber s� de olhar quem era assassino.
N�o importa o que diziam ou faziam, os olhos entregavam.
Ent�o tinha algu�m assim no bar?
E que estava me procurando.
Foi um aviso pra ficar longe.
E sua rea��o imediata � ir at� l�?
N�o posso deixar meus problemas pra Wish.
Diz que vai tomar cuidado, mesmo sendo mentira?
Ei.
- Eu deveria parar. - O qu�?
Voc� quer morrer ou n�o prestou aten��o?
Talvez eu tamb�m me preocupe com voc�.
- J� cogitou isso? - Miseric�rdia.
O cara gente boa ainda est� aqui?
Beleza.
Se pressentir que ele vai atirar em voc�, faz o favor de sair.
- Certo. - Acabei de limpar o bar.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
Sou R.J. Perguntou por mim?
Sr. Decker. Meu nome � Augustine.
Resolveu ignorar os avisos dele.
Ʌ
Voc� percebeu que eu tinha atendido,
mas n�o parece surpreso por eu ter vindo.
Investiguei voc�, Sr. Decker. Entendi sua personalidade.
Quero contrat�-lo por isso.
Sr. Augustine, n�? Agrade�o muito o interesse.
Acontece que n�o estou pegando clientes no momento.
Minha agenda est� cheia.
Eu sei. Ou acredito que sei.
Uma amiga sua, Emilia Ochoa, foi presa por assassinato.
Voc� gosta muito dela.
Acha que est� sendo incriminada.
Se eu tiver entendido bem, n�o vai poupar esfor�os para provar isso.
E como sabe de tudo isso?
Como eu disse, pude observ�-lo.
Suspeito que n�o recebeu dinheiro. Se ela oferecesse, voc� n�o aceitaria.
Mas talvez aceite de mim.
Desculpa. Calma a�.
Quer pagar por algo que farei de gra�a?
- Quero. - Por qu�?
Porque voc� acredita que armaram para a Srta. Ochoa, mas eu tenho certeza.
Quem me contratou gostaria de saber quem � o assassino do pai dela.
Aceita US$50 mil?
E a�? Alguma pista de quem contratou ele?
N�o, mas d� pra imaginar: gangue ou cartel.
Gente duvidosa com quem Victor fazia neg�cios.
Sim.
- Sabe onde est� meu destravador? - Na mala do jipe?
Isso. Vi chaves na mesa.
Deve ter um Ford Escape l� fora.
Certo. O que devo procurar no carro?
Tudo. Onde se hospedou, quem contratou ele, o que comeu.
Ele tem mais podres de Victor do que n�s. � uma pista nova.
Fica enrolando at� eu voltar.
- � a ideia. - Beleza.
Prontinho.
Seu amigo me acha perigoso.
E n�o �?
N�o falou sobre seus amigos.
Posso saber por que est�o interessados nos Ochoas?
Sou um representante. Isso basta.
Certo.
Beleza. Outra pergunta.
Sei por que estou convicto de que � arma��o,
mas e voc�?
Cheguei h� tr�s semanas.
O caso Victor Ochoa estava se arrastando.
O pessoal ficou impaciente.
Vasculhei a resid�ncia da Srta. Ochoa bem antes da pol�cia.
A arma n�o estava no duto de ar.
Entrou na casa de Emi?
- E na minha? - Por que entraria?
� suspeito de matar Victor Ochoa?
N�o faltavam motivos.
Se eu revistasse a casa de quem tinha motivo para mat�-lo,
- ficaria muito ocupado. - Verdade.
Isso me lembra de outros compromissos.
Pelos US$50 mil, tenho apenas um pedido:
que me conte tudo o que descobrir antes de contar � pol�cia.
- Neg�cio fechado? - N�o. Quero dizer�
Desculpa. Ainda n�o.
- A quantia � pouca? - N�o � isso.
Estou tentando entender o que est� omitindo.
Sabemos dos la�os de Victor com o crime organizado.
Deve ser o cara que resolve problemas dos bandidos que investiram em Victor.
N�o deve ser barato comprar um senador.
O assassino matou um ativo valioso. Voc� precisa ach�-lo.
E fazer justi�a,
do seu jeito.
Estou no caminho certo?
Como eu disse, serei um cliente que paga bem.
Essas quest�es s�o irrelevantes.
Acho que tenho que decidir se s�o irrelevantes pra mim.
Posso pensar?
Claro. S� n�o pense demais.
- Volto a procur�-lo. - Certo.
Ei. Como foi?
Quebrou meu destravador.
N�o, foi o carro que se recusou a abrir.
E feriu meu ego.
Mas vi uma coisa pela janela:
um ticket com um emblema no retrovisor.
Um coelho olhando pro lado e um flamingo olhando pro outro.
Sim.
- Era isso? - Era.
� um resort. Lucky Bird Inn.
Segui c�njuges infi�is at� l�.
� um ticket pro manobrista.
Sei. Eu diria que compensou o destravador.
- Oi. - Oi.
Como voc� est�?
- N�o muito bem. - Sei.
A imprensa apareceu na casa de Lucas tamb�m?
- Como urubu na carni�a. - Sim.
Entendo usar um nome falso, mas Elizabeth Borden? Tipo Lizzie Borden?
Uma assassina de pais famosa � o melhor pseud�nimo?
Tenho que manter o senso de humor.
- E Lizzie foi inocentada. - � verdade.
Pensei muito em voc� hoje.
- Foi? - Que j� esteve nessa situa��o.
Algu�m que voc� nem conhece conta uma mentira,
e voc� pode ser preso.
� uma situa��o horr�vel.
�.
Sei que quer me ajudar.
Eu agrade�o.
Mas n�o sei se mere�o.
Eu decido se merece.
- R.J. - A ajuda chegou.
De todos n�s. Gostando ou n�o.
Mas vamos precisar da sua ajuda.
Come�ando com isto.
Voc� j� viu esse cara?
Em uma reuni�o com seu pai, ou�
N�o que eu me lembre.
Ele tentou te contratar?
Tentou, mas eu jamais aceitaria.
S� disse que pensaria pra agrad�-lo.
E esse tatu?
Sei l�. Achei estranho ele ter isso.
Tinha "Mundo de Esperan�a" na etiqueta.
Eles mandam brinquedos pra crian�as refugiadas.
Comparei o endere�o com as notas dele.
Dias atr�s, ele abasteceu perto da sede.
Acha que ele fez uma visita.
Nem pergunte por qu�.
Talvez goste de pel�cias. Sei l�.
J� ouvi esse nome. Mundo de Esperan�a.
Lembro de ouvir meu pai dizer
que os executivos eram doadores.
Dele ou da campanha?
Por que uma ONG subornaria um senador?
N�o sei, mas � a primeira liga��o que encontro entre ele e seu pai.
Vou visit�-los de manh�.
Se estavam subornando meu pai,
acha que admitiriam?
Quem diz n�o pra mim?
Seus colegas sabem que est� me ajudando?
Por que quer saber?
O sobrenome Ochoa j� era pol�mico antes de Emi ser presa.
N�o devem aprovar sua ajuda.
E eu ligo pra opini�o dos outros?
E v�o me tratar bem quando eu estiver certa.
Ol�!
Pol�cia.
Ol�?
Est� vazio.
Isso ia pra Porto Pr�ncipe, no Haiti.
Aqui n�o tem coisa fofinha.
S�o fuzis AR-15.
Aqui est� cheio de lan�a-foguetes.
Disseram ser da pol�cia?
� uma pena.
Levantem as m�os, por favor.
- Claro. - Toma cuidado com isso a�.
Deixa comigo. Fa�am o que mandei pra ningu�m se�
Liga��o da mam�e.
Inferno.
- Logo agora� - Liga��o da mam�e.
Deixa eu� Liga depois.
Ela n�o merece ir pra caixa postal.
- S�rio? - Liga��o da mam�e.
Era sua picape?
S� tinha um tiro, n�?
Aqui tem 16.
Droga.
Que bela encrenca, Doyle.
Lan�ar um foguete na pol�cia � muito s�rio.
E o FBI vai ter perguntinhas
sobre contrabando de armas entre brinquedos.
Vamos poupar o tempo de voc�s com uma palavra:
cust�dia protetiva.
S�o duas palavras, mas prossiga.
Quem comprou as armas
mandou um capanga quebrar meus dedos
s� porque peguei umas lembrancinhas.
Desviou armas do carregamento?
Nem quero pensar no que far�o comigo por perder tudo.
Responde uma coisa.
Quem foi o cara que fez isso com sua m�o?
Conhe�o ele como Sr. Augustine. N�o sei o primeiro nome.
O cara que tentou me contratar.
- Tem medo que te machuquem na pris�o. - Rapidinho.
A promotoria faz os acordos,
mas posso facilitar se nos responder.
- Pode perguntar. - Pra quem eram as armas?
Um grupo chamado Nan la Selle no Haiti.
Augustine trabalha pra eles tamb�m.
N�o entendo de pol�tica,
mas parece que est�o em guerra civil.
O governo haitiano est� em colapso.
Grupos armados disputam o comando.
Nan la Selle � uma dessas gangues?
A ONG � uma fachada pro tr�fico de armas, n�?
Alguns caixotes com brinquedos passam na fiscaliza��o,
e os caixotes seguintes passam direto, cheios de fuzis e lan�a-foguetes.
De onde v�m as armas?
N�o podem me acusar dessa parte. Comprei todas legalmente.
Mas vendeu pra quem n�o pode comprar.
Isso � crime.
Victor Ochoa. J� ouviu falar dele?
O senador da Fl�rida?
- N�o entendo de pol�tica. - Ele foi morto.
Queremos achar o culpado.
Acham que eu sei quem matou?
Se quiserem que eu diga o nome de algu�m, � s� dizer.
Fa�o o que quiserem.
N�o � assim que funciona, Doyle,
mas obrigada.
Sr. Decker, bem na hora.
- Para? - Camar�o � creole. Receita de fam�lia.
Deve gostar menos apimentado.
Quanta considera��o.
Se eu viesse mat�-lo, voc� saberia.
A faca � um sinal de paz.
Por favor, sente-se.
Como vou recusar?
Obrigado.
Belo trabalho me investigando.
Soube da pris�o de Doyle Koven?
Por ter decidido me investigar, claramente.
Relaxe. N�o estou com raiva.
Eu faria o mesmo.
- Viognier? - N�o, obrigado.
N�o se convenceu ainda.
Vi o que Doyle sofreu s� por roubar.
Acha que, por termos perdido um carregamento de armas,
quebrarei mais que dedos?
Doyle roubou de n�s. Voc�s n�o.
No entanto, deveria estar procurando o assassino do Sr. Ochoa.
Eu estava. Descobri coisas que me fizeram avan�ar.
Quem te contratou, Nan la Selle, subordinava Victor, n�o era?
Eles precisavam de armas pra guerra,
e molhar a m�o de um senador garantiria o envio delas.
Um projeto de lei de fiscaliza��o rigorosa
poderia ser sabotado por Victor.
Agora sabe por que querem respostas.
Grupos rivais podem t�-lo matado para cortar nosso suprimento de armas.
Se for o caso, precisamos tomar uma atitude.
E se n�o for?
E se n�o tiver rela��o?
Quer saber se vou quebrar dedos
ou fazer algo pior?
Fica a meu crit�rio.
N�o vai aceitar minha proposta, vai?
N�o posso entregar uma pessoa a voc�.
Fico mais ofendido por voc� n�o comer.
Est� muito bom.
Posso pedir um favor?
Voc� me dispensa e ainda pede algo?
Achar o assassino � do nosso interesse.
Prossiga.
Voc� parece ter algu�m dentro da investiga��o,
talvez da for�a-tarefa.
Sabia da arma no duto de ar, o que n�o foi noticiado.
N�o quero a sua fonte, mas se eu estiver certo,
o arquivo do caso ajudaria muito.
Verei o que posso fazer.
Certo.
Est� podendo conversar?
Vou fazer uma liga��o.
Bom, fique � vontade.
S� uma pergunta.
E aquele tatu?
Um presente para minha filha. Ela tem cinco anos.
Quebrar dedos e comprar lembrancinhas. Coisas de viagem a trabalho.
Recebi a mensagem.
Soube que atiraram em voc�.
Tecnicamente, sim.
Com um lan�a-foguetes.
N�o acertaram.
Andei pensando.
N�o posso mais fazer isso.
Fazer o qu�?
Tudo isso.
Queria falar que tomei uma decis�o.
Est� bem.
Amanh� ligarei pro meu advogado.
Vou dizer pra aceitar o acordo.
- Falei pra n�o vir. - Voc� falou besteiras.
N�o quero que cometa besteiras.
Aceitar o acordo n�o � besteira.
�. Sabe por qu�? Porque � inocente.
- Ser�? - �, sim.
Eu n�o matei meu pai, mas ele morreu por minha causa.
Quando ele amea�ou te mandar de volta pra pris�o, acabou.
Decidi que era ele quem precisava ser preso.
O que eu n�o conseguia entender � que ele n�o podia ser preso.
Porque isso poderia expor outras pessoas.
Pessoas perigosas,
com segredos que sabiam que ele contaria.
- N�o previ isso. - Emi, n�o �
- Eu devia saber do perigo. - Victor colheu o que plantou.
- E voc�? - Eu�
- O que n�o previ pra voc�? - Nada vai acontecer com a gente.
Voc� quase morreu hoje.
Se voc� ou Mel tivesse morrido, a culpa seria minha tamb�m.
Eu teria que viver com a culpa pelo resto da vida.
A acusa��o que apresentaram pode ser uma arma��o, mas � forte.
Se eu for pra briga, posso pegar perp�tua.
Se eu aceitar o acordo, facilito pra todo mundo, at� pra mim.
Certo. E a pessoa que matou o seu pai?
Ela est� solta. Se fizer isso, ela se safa.
Estou avan�ando na investiga��o. Algo vai aparecer.
Sei que vai. Me d� mais um dia.
N�o liga pro seu advogado. Me d� mais um dia.
Desculpa. Oi.
Onde voc� est�?
Com Emi. Tudo bem?
Longe disso.
Precisam vir aqui pra casa agora.
Depois que deixamos Doyle Koven na cadeia,
ele pediu pra falar com o encarregado do caso.
Cobrei um favorz�o pra conseguir o v�deo.
Sim, senhor. Uma Beretta Px4 compacta.
Pequena, coice leve. Parece com a que vendi pra ela.
Fala de Emilia Ochoa?
Sim, esse � o nome dela.
Disse que o pai era um pol�tico importante,
Victor Ochoa.
Ele nem conhecia Victor.
E piora.
- Como era essa mulher? - Bonita.
Da sua altura. Cabelo e olhos castanhos.
Vamos mostrar fotos.
Se reconhecer a compradora, fale.
� essa a�.
Uma mulher dessas n�o se esquece f�cil.
Quando vendeu a arma?
- Nunca vi ele. - H� uns dois anos.
- Nem comprei arma dele. - Sabemos.
Houve arrombamentos no pr�dio dela. Ela ficou nervosa.
Queria poder se defender.
Abordaram ele depois que sa�mos.
Ele faria de tudo por um acordo.
Algu�m ofereceu um e disse o que falar.
N�o algu�m.
Sei quem armou pra mim.
Emi, o que faz aqui? Quem te deixou entrar?
Seu assistente tinha sa�do, ent�o fomos entrando.
Oi, sou R.J. Decker.
J� fui acusado por voc�s, mas n�o fomos apresentados.
Emi, que diabos � isso?
Ouvi uma hist�ria ontem.
Um homem chamado Doyle Koven disse � pol�cia que comprei uma arma dele.
Por medo de arrombamentos no meu pr�dio h� dois anos.
A compra da arma era mentira,
mas o medo dos arrombamentos era verdade.
E contei a algu�m sobre isso.
S� que n�o foi Doyle Koven.
Foi voc�.
Disse que falaria com algu�m, colocaria mais viaturas na �rea.
Mas como isso era tratamento especial,
n�o contei a mais ningu�m.
S� a voc�.
Os arrombamentos pararam? Nunca perguntei.
Disse a Doyle Koven o que falar.
Porque voc� matou meu pai.
Emi, por que eu faria isso?
Talvez por ser t�o corrupta quanto ele.
Afinal, ele n�o te colocaria na promotoria se voc� n�o aceitasse suborno.
Descobri recentemente que um dos financiadores dele
era um grupo militar haitiano.
Nan La Selle. Voc� conhece.
Tamb�m devem ter subornado voc�.
Conhecendo meu pai, ele deve ter apresentado voc�s.
Seria bom ter uma promotora no bolso
caso um deles fosse preso.
Achamos que tinham podres pra garantir a queda um do outro.
Victor disse que voc� era uma das amigas mais antigas dele.
Ele te chamou at� l�, n�o foi?
Insistiu pra voc� retirar a acusa��o.
Mas era complicado, n�?
Se n�o fizesse isso, ele te arrastaria junto.
Mas deix�-lo impune acabaria com sua carreira.
O caso era grande demais, ent�o bolou uma 3� op��o.
Voc� atirou nele.
Podem provar isso?
Porque, se suas provas de que matei Victor se resumem a um traficante de armas
que sabia o mesmo que eu, h� uma explica��o mais simples.
Ele fala a verdade. Sem contar que,
se eu estivesse com a arma esse tempo todo,
por que eu teria esperado tanto pra incriminar voc�?
Mas se pretendem convencer um j�ri disso, minhas chances s�o boas.
Quero que saiam daqui agora,
sen�o vou acus�-los de invas�o de propriedade.
Emi?
Falei que faria um acordo.
Aceite antes que eu mude de ideia.
N�o sei se viu minha mensagem.
Deixei Sofia na casa de Charlotte.
- R.J. contou o que aconteceu? - Contou.
A promotora de Fort Lauderdale � assassina,
e Emi est� com um p� na pris�o.
Como foi seu dia?
Melhor que o de Emi, mas pelo menos ela voltou a si.
Ela n�o aceitar� o acordo.
Que cheiro � esse?
Assei pizza congelada. Eu n�o estava a fim de cozinhar.
Faz muito tempo?
Vou fazer macarr�o.
Meu Deus.
Algu�m da for�a-tarefa finalmente te deu o arquivo do caso?
N�o. Foi o novo amigo de R.J., Augustine, que trabalha pra gangue haitiana.
R.J. pegou uma c�pia.
E se ele for falar com Lake?
- Quem? - Augustine.
Talvez um susto daqueles fa�a ela confessar.
Pelo que R.J. falou, ele n�o � de dar susto.
Est� mais pra mandar pro al�m.
N�o temos como controlar o que ele faria com ela.
Ela sumiria. N�o apareceria no trabalho amanh�.
E Emi continuaria sendo acusada.
Achou algo �til?
J� sabemos da maior parte.
A �nica exce��o � isso aqui.
A per�cia achou um res�duo estranho na arma.
Lake limpou bem. N�o havia digitais, nem DNA,
mas tinha sujeira nas frestas.
"Acr�lico, areia, pigmento azul."
Ainda n�o identificaram o que �,
mas n�o � da casa de Victor nem do apartamento de Emi.
Pode ajudar a dizer onde a arma esteve.
Lembra quando queriam construir uma quadra de pickleball na rua?
Claro que lembro.
Eu pesquisei muito se estavam usando materiais t�xicos.
Com todo respeito, o que isso tem a ver?
Tr�s dicas: acr�lico, areia, pigmento azul.
O res�duo azul encontrado tem a mesma composi��o
- do conte�do do balde. - T�.
� o piso de uma quadra de pickleball.
Somos da associa��o de moradores. N�o aprovaram no bairro.
N�o por causa do material, mas pelo barulho.
Isso gerou muita confus�o em outros bairros.
As raquetes n�o usam redes.
- A bola bate� - E d� um estalo.
Bem alto. V�rias vezes.
Quem mora perto das quadras se irrita.
�s vezes, de forma violenta.
Qual � a teoria?
Usaram a arma que matou Victor numa briga de pickleball?
Veja.
Casos de vandalismo de quadras no ano passado.
Nenhum menciona armas.
N�o, mas veja esse.
Vandalismo em Quadras de Pickleball
E se a arma n�o esteve sobre uma quadra de pickleball,
mas dentro dela?
N�o � que eu n�o goste que a pol�cia d� outra olhada,
ainda mais com um policial bonit�o�
Ele n�o � policial.
- Mas � bonito. - Gentileza sua.
Como falei ao telefone, decidimos n�o prestar queixa.
Cuidaremos internamente do v�ndalo do condom�nio.
Certo. A quest�o, Pearl, � que n�o achamos que foi vandalismo.
Em outros casos, jogaram tinta ou rasgaram a rede das quadras.
Pra mim, parece que usaram uma britadeira.
Como se quisessem desenterrar algo.
Digamos que Lake enterrou a arma aqui.
Se n�o ligarmos isso a ela, n�o adianta de nada.
Achei a liga��o. Pearl?
Sim, meu lindo?
Aquele � o logo do condom�nio, no carrinho?
- �, da Coconut Harbor. - Coconut Harbor.
- Est� em todos os carrinhos? - Sim.
Essa sacada que voc� teve e n�o est� me contando
vai convencer um j�ri da inoc�ncia de Emi?
N�o mesmo.
Mas n�o quero convencer um j�ri.
O CORA��O DA VIDA ATIVA
Precisamos saber se Derek entendeu as condi��es. E�
Falo com voc� depois.
Detetive Abreu, Sr. Decker.
Emi refletiu melhor?
At� que ela parecia mais animada hoje. Mas n�o perguntou isso.
Queremos conversar,
mas � melhor pra voc� que seja em particular.
Por favor.
Voc� nos fez uma boa pergunta.
Se estava com a arma,
por que esperar tr�s meses pra incriminar Emi?
Eles n�o souberam responder, mas agora sabemos.
� que voc� n�o planejava incriminar ningu�m.
Por voc�, a morte ficaria sem solu��o.
Por isso escondeu a arma numa quadra em constru��o.
N�o entend�amos a escolha do lugar,
mas o bonit�o aqui se lembrou de algo.
Naquele dia no seu escrit�rio,
vi sua foto com um casal de idosos.
S�o seus pais, n�? Dominic e Roseanne Lake.
Havia um carrinho de golfe com o logo de um condom�nio pra idosos.
- Coconut Harbor, n�? - Fomos l� mais cedo.
Seus pais moram l�.
Por isso voc� sabia da constru��o da quadra.
Tenho que reconhecer uma coisa.
Enterrar a arma foi um bom plano.
Talvez nunca fosse encontrada.
- Se tivesse deixado l�. - Mas n�o deixou.
Provavelmente porque ficou sabendo
da vinda de um representante do grupo que te subornava.
Sr. Augustine.
N�o solucionar o crime era perigoso. Queria um bode expiat�rio.
Voc� precisava de Emi.
Desenterrou a arma, plantou na casa e fez a den�ncia.
Pretendem levar isso ao tribunal? Fiquem � vontade.
Esse seria o �ltimo lugar aonde levar�amos.
Levar�amos ao Sr. Augustine.
Eu levaria.
No sistema judici�rio, certos limites n�o se ultrapassam.
� novidade pra voc�, mas estou dando uma chance de confessar.
Quando Augustine souber que foi voc�, j� estar� sob cust�dia protetiva.
Aceite o acordo.
Antes que eu mude de ideia.
Fort Lauderdale est� chocada com relatos de que a promotora Janis Lake
confessou o assassinato do senador Victor Ochoa.
A filha do senador, Emilia Ochoa,
foi presa pelo assassinato esta semana,
mas, com os �ltimos acontecimentos,
todas as acusa��es foram retiradas.
- Batatas invasivas causam danos � flora� - Espera a�.
N�o disseram seu nome. Como pode isso?
S� consegui a confiss�o amea�ando entregar a promotora
a um grupo militar haitiano, ent�o foi melhor assim.
Lembrei. Augustine deixou algo pra voc�.
Se for uma amea�a por entregar a promotora � pol�cia,
- n�o me diga. - Combinado.
- A menos que me ameace tamb�m. - Sei.
N�o, n�o quero saber.
CAMAR�O � CREOLE
PARECE QUE AGUENTA MAIS APIMENTADO
Gostou desse cara, n�o foi?
Falando em amizades estranhas e inef�veis.
Vi que as acusa��es foram retiradas. Maravilha.
Fala como se n�o tivesse ajudado.
Para.
- Obrigada. - Imagina.
Posso falar com voc� l� fora?
Parece s�rio.
� um pouco. � que�
Naquela noite, voc� se culpou pelo que aconteceu com seu pai.
Eu espero que, agora que sabemos quem matou�
- Eu pegue leve comigo mesma? - S� um pouquinho.
Admito que saber a verdade ajuda, mas ainda tenho muito o que melhorar.
Se me perguntasse h� 15 anos o que eu queria fazer da vida,
eu diria ajudar os outros.
O que aconteceu serviu de alerta pra mim.
Eu preciso, sei l�
resgatar esse meu lado
Como uma desaparecida.
Claro. Como uma desaparecida.
Pois �
- Queria um detetive particular. - Vou olhar a agenda.
Estou muito requisitado.
Olha tomando uma cerveja.
Olho, mas acho que sou caro pra voc�.
� s�rio. Meu valor subiu.
- N�o me diga. - � verdade.
Legendas: Caio Brito
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