Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
DESVIO
Voc� tem que fazer algo. Voc� tem salvar a vida de minha filha.
Mas, senhor, n�s...
- Veja, Juiz Thatcher... - Jerry, se ama a Jean, fa�a algo.
As ramifica��es nervosas da base do c�rebro foram danificadas.
- � imposs�vel... - N�o diga isso!
Jerry.
Vollin...
O Dr. Vollin. Podemos chamar o Dr. Vollin?
Chame o Dr. Vollin.
"De repente ouvi uma leve batida,
"como se suavemente tocassem,...
"tocassem a porta do meu quarto.
"De um golpe abri a porta, e
"com uma suave batida de asas, entrou...
"um majestoso corvo."
O corvo � meu talism�.
Curioso talism�. Uma ave de mau agouro.
Um s�mbolo da morte.
A morte � meu talism�, Sr. Chapman.
A �nica for�a indestrut�vel.
A �nica coisa segura em um universo incerto.
A morte.
Dr. Vollin, o museu que represento...
est� disposto a pagar um bom pre�o pela sua cole��o de Poe.
Sim, sim, mas diga ao Dr. Vollin que � um assunto de vida ou morte?
S� um minuto, senhor.
O que houve?
Desculpe, Dr. Vollin, o Dr. Halden est� ao telefone.
Falei que o Sr. n�o queria ser incomodado, mas ele insiste que � muito urgente.
Sim, Dr. Halden.
O Senhor sabe que me retirei da pr�tica m�dica...
Eu s� fa�o pesquisa.
Quem est� no caso?
Bom, estou satisfeito. Podem fazer t�o bem quanto eu.
Mas Dr. Vollin, eu...
Com licen�a, Jerry.
Dr. Vollin, sou eu Juiz Thatcher.
Trata-se de minha filha.
Teve um acidente grave E nenhum dos m�dicos de plant�o...
� muita considera��o de sua parte, mas n�o.
N�o, Juiz Thatcher. Estou certo que far�o t�o bem como eu.
Sinto muito.
Enfermeira. Qual o endere�o dele?
Hillview Heights.
- Por qu�? - Irei para l�.
Sr. Chapman, n�o gostaria de pedir para que se v�, mas estou cansado.
Volte outro dia, e lhe mostrarei os modelos que constru�.
- Est�o em meu s�t�o. - Me agradaria v�-los.
Da pr�xima vez.
Sim. Eu constru�...
varias dessas m�quinas de tortura e horror...
que Poe descrevia em seus contos.
O Po�o e o Pendulo.
Isso � que � emocionante, n�o �? Bom, estou ansioso para ver-los.
Imagine, construir essas cosas.
Um passatempo muito estranho.
� mais que um passatempo.
- Boa noite, Sr. Chapman. - Boa noite, Doutor.
Mas ele n�o poder� se recusar.
J� lhe disse.
Eu pagarei o que for, Dr. Vollin.
O dinheiro n�o significa nada para mim.
Mas algu�m est� morrendo.
� sua obriga��o para com a profiss�o.
N�o respeito essa obriga��o. Eu fa�o minhas pr�prias leis.
O senhor n�o tem sentimentos? Minha filha est� morrendo.
A morte n�o tem o mesmo significado para mim...
do que tem para voc�.
Mas voc� � a �nica esperan�a para ela.
Os m�dicos Cook e Hemingway s�o competentes.
Competentes.
Parece que a compet�ncia n�o � suficiente.
Cook, Hemingway e Halden...
dizem que voc� � o �nico.
Dizem que eu sou o �nico.
Sim. Eu suplico pela vida da minha filha.
Muito bem. Eu irei.
Aplique o anest�sico.
N�o s� � um grande cirurgi�o, como tamb�m um grande m�sico.
Um homem extraordin�rio.
Mais que um homem.
Quase...
- Um deus? - Sim.
Um deus contaminado por emo��es humanas.
A cicatriz quase desapareceu.
Fico feliz com isso.
D�i quando a toco?
N�o.
Faz um m�s que nem me conhecia.
E agora lhe devo minha vida.
Oxal� tivesse algo que pudesse fazer.
- E h�. - Diga-me.
A repress�o a qual nos submetemos...
pode nos levar a loucura.
N�o sei a que se refere.
Jerry Halden me disse que o fez seu assistente.
Isso significa que poderemos nos casar mais cedo.
- Agora tenho outra divida para com voc�. - N�o me deve nada.
Eu fiz isso para dar alguma coisa...
em troca do que est� perdendo.
Esperam-me para jantar. � melhor ir andando.
Ir� me ver dan�ar amanha a noite?
Nada me impediria.
Gra�as a voc� pude voltar a dan�ar.
Vou fazer-lhe uma surpresa.
Uma surpresa?
Amanha a noite. Adeus.
SRTA. JEAN THATCHER
EM SUA INTERPRETA��O DE DAN�A
"Uma vez, ao final de uma noite sombria.
"enquanto fraco e cansado, envolvido em tristes reflex�es,
"debru�ado sobre um raro e velho livro de ci�ncia,
"cabeceando, quase dormindo,
"ouvi de repente uma leve batida,
"como se suavemente tocassem,
"tocassem a porta do meu quarto.
"� - murmurei eu - um visitante...
"tocando a porta do meu quarto.
"� isso e nada mais".
"Ah! Aquela clara recorda��o...
"de um g�lido dezembro;
"espectros em brasa se apagando refletidos no ch�o;
"a angustia da espera de um novo dia; em v�o emprestado aos meus livros
"que deram tr�gua a minha dor.
"Dor por ter perdido Leonora,
"A �nica virgem radiante,
"Leonora pelos anjos chamada."
Voc� realmente gosta?
N�o, n�o muito, mas voc� foi aclamada s� 12 vezes.
Querido, N�o � maravilhoso? Eu posso dan�ar novamente.
Todos os nossos filhos ser�o bailarinos, j� estou vendo...
Os 14 Bailarinos dos Holden.
Isso � em que acreditas.
- Querido, tire minhas sapatilhas. - Claro.
Jean, estavas encantadora.
...n�o s� isso, tamb�m dram�tica. - Muito obrigada.
- Fo maravilhoso, querida. - Papai.
Como se chama essa dan�a?
Nunca havia feito isso antes, n�o �?
O chamo de "O Esp�rito de Poe."
Ent�o essa era a surpresa.
Foi uma grande surpresa?
"Leonora pelos anjos chamada."
Te disse para nunca entrar neste quarto, a menos que te chamem.
Sinto muito, senhor. O Juiz Thatcher est� aqui.
O Juiz Thatcher aqui.
Sim, senhor.
- Bom, fa�a-o entrar. - Imediatamente, senhor.
Boa tarde, Dr. Vollin.
Boa tarde.
- Voc� vem? - Obrigado.
Esperava minha filha?
Olhe, ontem � noite, quando Jean estava dan�ando...
notei algo que me preocupou.
Depois, no camarim de Jean, senti o mesmo.
Ent�o questionei-a
E ela me fez uma confiss�o. Est� se apaixonando por voc�
Claro, eu posso entender. O senhor salvou-lhe a vida, Dr. Vollin.
Acredito que ela se sente agradecida?
N�o � bem assim, Dr. Vollin.
N�o nos tire o direito de agradec�-lo.
V� direto ao ponto, Thatcher.
Bom, eu vou ser direto ent�o, como o Sr. pode sem...
Voc� sabe que Jean est� comprometida com o jovem Jerry Halden.
N�o podemos permitir que ela comece a imaginar coisas a seu respeito.
Est� dizendo, Juiz Thatcher, que Jean se apaixonou por mim?
N�o, n�o precisamente.
Que voc� n�o aprova.
Voc� mesmo desaprova, Dr. Vollin.
N�o vai querer que uma jovem como a Jean se apaixone por voc�.
Dr. Vollin, uma vez eu vim ate voc�...
e lhe implorei, quando a morte estava pr�xima, que salvasse a Jean.
- Mais uma vez eu volto a implorar. - Mas desta vez...
em vez de salva-la da morte, salve-a de mim.
Nunca me dei conta, Vollin.
Lamento que se sinta assim.
Agora que j� sabe...
Voc� ainda pensa que o maior desejo dela � se casar com Halden?
Mais que nunca.
N�o vejo raz�o para salvar a vida de Jean, se vamos sacrificar sua felicidade.
N�o deves voltar a v�-la.
Esta dizendo asneiras. Cale-se.
Tenha cuidado, Vollin.
Deixar de v�-la?
Escute, Thatcher...
Sou algu�m que presta um grande servi�o a humanidade.
Por isso, meu c�rebro deve estar arejado...
meus nervos est�veis e minhas m�os firmes.
Jean me atormenta.
Entrou na minha vida. Na minha mente.
Esque�a, homem. Esque�a.
Juiz Thatcher, n�o h� op��o. Deixe-a ficar comigo.
Sabe o que esta dizendo?
N�o ha op��o. Deixe-a ficar comigo.
- Est� louco. - Estou louco.
E lhe digo que a �nica forma de curar...
N�o se pode conversar com voc�.
Vim com uma proposta totalmente razo�vel...
e esperava que voc� tamb�m fosse razo�vel.
Em vez disso, encontro um louco.
Tenha um bom dia, Dr. Vollin.
Deixe que venha, Juiz Thatcher.
Estou avisando.
Doutor Vollin.
Casa, Hillview Heights.
Quero ver o Dr. Vollin.
O que quer com o Dr. Vollin?
Eu sou o Dr. Vollin.
Quero v�-lo.
Venha por aqui.
Vamos par o meu escrit�rio.
Venha.
O senhor � Edmond Bateman.
Quem lhe disse?
Sua foto esta nos jornais. Eles n�o escondem nada.
Por isso estou aqui.
Disseram que voc� poderia...
como direi...
Quero que mude meu rosto.
Mas eu n�o sou cirurgi�o pl�stico, Bateman.
"Ele" me disse que pode faz�-lo
Isso n�o � necess�rio, Bateman. Guarde-a.
Eu posso fazer isso. Eu posso mudar o rosto.
Ent�o fa�a.
N�o se trata de cirurgia pl�stica...
mas tem uma maneira.
De qualquer maneira, est� bem para mim.
Primeiro, deve fazer algo por mim.
Como o que?
� sobre o que voc� se dedica.
O que?
- Tortura e assassinato. - Eu n�o me dedico a isso.
- Minha profiss�o �... - Conseguiu escapar da morte em San Quentin.
Dois guardas est�o mortos.
Em um banco no Arizona queimaram todo o rosto de um homem.
O caixa do banco.
Bem, ele queria me meter em problemas. Eu disse para n�o abrir a boca.
Mas ele se livrou da morda�a e come�ou a gritar chamando a policia.
Eu estava com a tocha de acetileno na m�o...
e p�s a tocha acesa na cara dele.
Em seus olhos.
Bem, as vezes essas coisas s�o inevit�veis.
O trabalho que tenho para voc� faz parte das suas especialidades, Bateman.
Aceite minha palavra.
Quero que fa�a isto para mim.
Ent�o, mudo o seu rosto.
Tenho dinheiro. Vou lhe pagar.
N�o quero dinheiro.
N�o quero me meter em mais problemas.
Estou sendo procurado.
Eu me encarrego disso.
Voc� vai poder ficar aqui quando terminar o seu trabalho.
Vou lhe dizer algo, Doutor...
desde que nasci...
todos me olham e dizem: "Feio"
Isso faz com que me sinta muito mal.
Por que me disse isto?
N�o estou interessado na historia da sua vida.
Quero dizer, Doutor...
Que porque sou feio...
Quem sabe, porque um homem � feio, acaba fazendo coisas feias.
O que voc� disse � algo realmente profundo.
Um homem com um rosto t�o feio...
N�o me pe�a para fazer isso, Doutor. Eu n�o quero fazer essas coisas novamente.
Opere-me para que eu tenha uma apar�ncia melhor, sim? Ent�o quem sabe eu poderia...
De acordo, Bateman.
Ir� faz�-lo, doutor? Vai mudar meu rosto?
- Sim. - Quando?
Agora mesmo.
Que � isso?
N�o vai precisar disso.
- De-me. - N�o.
Eu vou ficar com ela.
Que � isso?
Vou lev�-lo a um lugar onde ningu�m poder� encontr�-lo, nem a policia, nem nada.
- Entendo. - � para proteg�-lo, Bateman.
- Vamos. - Voc� primeiro.
Claro, vou mostrar o caminho.
A opera��o � muito simples. N�o demora mais que 10 minutos.
Somente esse tempo?
As ra�zes nervosas, Bateman...
O s�timo par na base do cr�nio, que tem sua raiz aqui...
Daqui saem os nervos que controlam os m�sculos da face.
Se algo alterar esses nervos...
sua express�o se altera.
Em outras palavras, eu sei o que devo fazer com esses nervos...
Eu posso fazer com que voc� se pare�a com o que eu quiser
Agora, afrouxe a camisa e deite-se.
N�o precisarei de voc� at� segunda feira.
Obrigado, senhor.
- Tenha um bom descanso. - Obrigado, senhor
Voc� est� bem, Bateman?
Vou dar uma olhada.
Eu mal posso falar.
Isso � normal. Vai melhorar.
Eu pare�o diferente?
Sim.
Tem algo errado.
Meu olho.
Isso vai passar, Bateman.
Minha boca.
Quero me ver.
Ok. Espere aqui.
N�o!
Bateman.
Voc� est� pronto para faz�-lo, Bateman?
Conserte a boca.
� horr�vel.
Essa fei�ra monstruosa ir� causar �dio monstruoso.
Bom.
Posso usar seu �dio.
Far� isso por mim, Bateman.
Conserte a minha boca.
Vou consert�-la, Bateman.
Fa�a-o. Mude isso.
Vou fazer, Bateman.
Vai ter uma boa aparecia, do jeito que deseja.
Fa�a-me ter uma boa apar�ncia.
Primeiro tem que fazer o seu trabalho.
Eu n�o posso usar minhas m�os para fazer isso.
Sua m�o ser� usada para torturar. Sua m�o deve fazer.
Meu c�rebro. Sua m�o. Juntos, Bateman.
Quer continuar sendo um monstro feio?
N�o.
Ent�o far� o trabalho. Certo?
Preciso de uma resposta agora. Sim ou n�o?
- Sim. - Bom.
Espera.
V� Vestir essas roupas, e volte aqui que vou lhe dar mais instru��es.
R�pido.
Meus convidados chegar�o em uma hora.
Querida Jean: Voc� e o Dr. Holden podem...
vir para o jantar e passar o fim de semana aqui?
Vir�o outros convidados conhecidos.
Este convite inclui tamb�m o Juiz Thatcher. Espero voc�s.
Richard Vollin.
Querido Papai - Decidimos ir...
venha tamb�m. - Jean e Jerry.
Me pergunto se papai ira ficar furioso.
Por que?
Disse friamente que n�o quando recebemos o convite.
- Por que? - Bem...
N�o comece com isso outra vez. J� falamos sobre isso.
Concordo com ele... o Dr. Vollin est� meio louco.
E n�o estamos todos? E ent�o?
Sabe, voc� est� quase me convencendo a ir.
- Como? - Parece que ele gosta de mim.
- Aposto que sim. - Ok, o que voc� quer apostar?
Eu aposto que...
Bem. Fa�am suas apostas.
E por fora!
Informem meu cavalo que a corrida j� come�ou.
N�o � emocionante, Pinkie?
- Sim, muito. - Gosto do meu cavalo. Tem um porte nobre.
- O quarto. - Vamos, n�mero 5.
N�mero 3.
- Vamos N�mero 5. - N�mero 3.
N�o se parece com meu cavalo, Pinkie?
N�o havia notado a semelhan�a, meu amor.
- Vamos, A��car. - Ladysman.
Est�o na reta final.
N�o vou ag�entar isso.
N�o quero nem olhar. Quem esta ganhando?
- O n�mero 5 ganha. - Esse � o meu. Sou o ganhador.
N�o era meu o cavalo caf�, Pinkie?
N�o. O seu era o branco, meu amor.
Ficamos torcendo pelo cavalo errado.
Jerry, bobo, o que est� fazendo? Desarrumou meu cabelo. Pare.
Pr�xima corrida fa�a suas apostas.
Agora tenho que subir me arrumar, sou um desastre, eu sei.
N�o se esque�a que me deve dois centavos.
Adoro cavalos, cresci com eles.
Sim, percebe-se.
- Algu�m quer ver mais corridas de cavalos? - Eu n�o.
- � muito cansativo para mim. - Vamos tomar algo.
- Sinta isso, querida. - O que eu deveria sentir?
Meu pulso. Est� latejando.
Vou pedir um conselho ao Dr. Vollin.
- Doutor. - Sim, Coronel.
Tenho umas sensa��es muito raramente, n�o sei se poderia cham�-las de dor.
N�o � uma dor exatamente, ela vem e vai.
- Que poderia ser? - Come muito, Coronel.
Pergunto ao Dr. Vollin, querida.
Sempre tentando obter conselhos de gra�a.
Vamos, querida.
Noite passada conhecemos o Dr. Thayor, que provou ser um excelente veterin�rio.
Querida, ele me deu bons conselhos a respeito dos meus c�es.
Um homem quer v�-lo.
Desculpem.
Por favor, n�o fique ai parado.
Sim. venha, amigo, � bom
Nunca fique atr�s das pessoas.
Um tipo desafortunado.
Me alegra que tenha vindo, Juiz Thatcher.
Dr. Vollin, minha filha est� aqui?
Juiz Thatcher, sinto muito realmente...
todas as asneiras que lhe disse outro dia.
Por favor, quero que esque�a.
N�o consigo esquecer o que disse...
Mas eu estava muito tenso...
e se sente-se em divida comigo...
perdoe-me pelo que disse.
Bem, suponho que posso...
Me perdoar. Vamos nos reunir aos convidados.
Suba e diga a Srta. Thatcher que seu pai est� aqui.
Me alegra muito v�-la.
Ol� Juiz, me perguntava se j� havia chegado.
Ela j� esta descendo.
- Papai, estou contente que tenha vindo. - O que houve?
- O que houve? - Est� branca como um fantasma.
- Algo me assustou muito. - O que era?
Estava parada no meu quarto olhando o espelho...
quando a porta se abriu e um homem horr�vel entrou.
Esta se referindo ao meu mordomo, pobre homem.
Vamos, sente-se. Lhes falarei sobre ele.
Vamos.
Srta. Thatcher, sinto que meu mordomo a tenha assustado.
Sente-se por favor.
Todos, por favor.
Pobre homem, n�o tem culpa de sua apar�ncia.
Serviu em meu regimento.
Uns bandidos �rabes o prenderam. Mutilaram e torturaram.
Eles tem uma imagina��o f�rtil para inventar todo tipo de tortura.
Quase tanta quanto Edgar Allan Poe.
- Dr. Vollin realmente gosta de Poe. - Sim, eu tenho notado.
E por que esse seu elevado interesse em Poe, Dr. Vollin?
Esse poema de Poe, O Corvo.
- O que � o Corvo? - � uma ave, Pinkie.
Uma coisa bonita para ter em casa.
Mas n�o � o s�mbolo da morte?
Sempre o foi.
Qual � a sua interpreta��o para O Corvo?
Lhe direi.
Poe era um grande g�nio.
Como todos os grandes g�nios...
tinha o desejo insistente...
de fazer algo grandioso e construtivo no mundo.
Tinha a intelig�ncia para faz�-lo.
Mas se apaixonou.
Ela se chamava Leonora.
"Desaparecida Leonora."
Algo aconteceu...
algu�m a levou.
Quando se nega um grande amor a um g�nio, ele enlouquece.
Sua mente em vez de estar arejada para fazer seu trabalho...
fica torturada.
Ent�o come�a a pensar sobre a tortura.
Tortura para aqueles que o torturaram.
Meu interesse em Poe...
� a forma como ele fala sobre tortura e morte...
voc�s, leigos, n�o podem compreender.
Como m�dico e cirurgi�o, vejo as coisas de forma diferente.
Um m�dico � fascinado pela morte e pela dor.
Quanta dor pode suportar um homem?
Mas eu n�o concordo com voc�, Dr. Vollin.
N�o � por isso que eu sou m�dico.
Voc� � m�dico porque quer fazer o bem.
Sim.
Por favor vamos mudar de assunto.
Vamos dormir.
Caramba, Coronel, onde est�o seus modos?
- Tenho sono, minha querida. - Eu tamb�m tenho sono Pinkie.
Vamos para o calor de nossas camas nesta noite fria e de ventos fortes.
N�o vamos mais incomodar nosso anfitri�o.
Pelo contrario...
quero que se comportem como se estivessem em sua casa.
Obrigado.
Sinto muito.
- Sente? - Entrou no meu quarto t�o de repente.
Por favor, acredite me, foi a forma como entrou que acabou por me assustar.
- Jean. - J� vou.
Vamos, querida.
- Este � seu quarto, Juiz Thatcher. - Obrigado.
Dr. Vollin, posso v�-lo por um momento?
Queria saber se aqui tem corrente de ar...
sou muito sens�vel ao ar frio.
- Lhe asseguro que ficara confort�vel aqui. - Obrigado.
Por favor.
Permita-me.
Depois de voc�.
Este homem, Vollin, � um lun�tico.
Vamos, Papai!
Vieram sem o meu consentimento. Ok, aqui estamos n�s.
Mas agora vamos arrumar as coisas e voltar para casa.
- O que? - Voltar para casa.
Mas por que?
Na conversa que tive com ele outro dia me disse coisas...
que me convenceram de que ele n�o est� raciocinando direito.
E agora, a maneira como se referiu a Poe e a tortura...
estava somente falando. Estava sendo divertido.
Eu temo que tenha algo de errado com o seu senso de humor
Lhes digo, � perigoso ficar na casa deste homem.
Papai, ele n�o vai nos cortar a garganta enquanto dormimos.
Creio que isso � muito prov�vel.
Gente adulta.
Quando um cirurgi�o distinto e respeit�vel fala sobre Poe...
por que ficar assustado? N�o temos nada a temer.
Entre
Saia daqui.
Juiz Thatcher.
Bateman!
O que voc� faz aqui?
V� para baixo.
N�o fiquem assustados. Esse pobre homem n�o pretendia nada.
Provavelmente subiu para ver se podia fazer algo por voc�s.
- Est�o confort�veis? - Muito, obrigado.
Obrigado, estou seguro de que ficaremos muito confort�veis aqui.
Bom. Ent�o vou deix�-los.
- Boa noite. - Boa noite.
Est� preocupado por Jean, n�o �?
Sim, estou.
Teme que no meio da noite ele possa...
Acho que seria uma boa id�ia trocar de quarto com ela?
Que h� contigo?
N�o entrar� no meu quarto.
Ent�o fa�a isso.
- Troque de quarto com Jerry. - Concordo.
- Pode levar minhas malas, querido? - Bem.
Venha, Bateman.
O mais original dos museus de tortura.
S�o pe�as antigas e pouco comuns.
Mas te advirto, todas est�o prontas para uso.
Esta m�quina � de uma das est�rias de Poe.
O Po�o e o Pendulo.
Colocaram um homem em um po�o...
amarrado a uma placa como esta.
De repente ouve-se um som peculiar acima de sua cabe�a.
Ele olha para cima...
e v� uma faca brilhando.
Mexendo-se ritmicamente...
a medida que desce gradualmente.
Isso aqui s�o algemas...
que s�o controladas por essa alavanca.
Colocadas nos punhos e tornozelos...
mant�m um homem preso...
desamparado.
sem poder se mover.
Em 15 minutos, a faca chega ao cora��o.
Prendi-o.
Vamos, Bateman. Liberte-me.
Liberte-me, Bateman.
Lembre-se, se algo me acontecer...
continuara sendo um monstro horr�vel.
Vamos, Bateman.
� muito sens�vel, n�o Batemam?
Jerry, estou com medo!
O que est� acontecendo?
Venha ao meu quarto.
Bom, vamos...se esta com medo...
querida, isso n�o � nada.
O vento derrubou uma arvore que bateu em sua janela, isso � tudo.
Toma, vista essa bata ou vai congelar.
Jerry, vi um homem saindo do ch�o.
Querida, posso entender que imagine toda sorte de coisas aqui...
mas um homem sa�do do ch�o.
N�o estou imaginando.
Vou lhe dizer o que far�. Vai dormir no seu quarto. Vamos.
Agora deite-se e tente que dormir.
Creio que papai tinha raz�o. Talvez dev�ssemos ter ido embora.
N�o sejas boba.
Pronto.
- est� se sentindo melhor? - Sim, querido.
J� n�o tem mais medo?
- Boa noite meu amor. - Boa noite, querido.
O que pretendia ao sair pelo al�ap�o?
N�o me obrigue a trat�-lo como um animal.
Queria a mulher, n�o � verdade?
Responda-me.
Sim.
Essa mo�a n�o lhe diz respeito.
Por que tentou chegar at� ela?
Responda-me, por que?
- Quem �? - Sou o Coronel.
Minha esposa quer um ch� para dormir, Dr. Vollin.
Me despertou de um sono profundo...
e me pediu um ch� para dormir.
N�o ha nada pior que ser despertado desse primeiro e doce sono.
Duvido que possa voltar a dormir.
Claro que sim. Espere aqui um momento.
Desculpe. Estou t�o sonolento.
Aqui est�o, dois ch�s.
- Dois? - Um para voc�.
Para mim? Dr. Vollin, n�o sei como agradec�-lo.
Que homem gentil e atencioso.
J� s�o 11:00.
Nosso trabalho come�a agora.
Solte-me!
Solte-me! Ajude-me, Jerry.
Ajude-me!
Solte-me!
Bem vindo, Juiz Thatcher.
O que significa isso, Vollin?
Meu mordomo n�o � muito civilizado, pe�o que me desculpe por isso.
Vejo que j� esta de p�.
Bateman, ajude o Juiz Thatcher a se deitar.
Deixe-o confort�vel, Bateman.
- O que � isso? - Uma faca.
- O que est� fazendo? - Descendo.
O que pretende me fazer?
tortur�-lo.
- Tente ser sensato, Vollin. - Sou o homem mais sensato do mundo.
N�o serei torturado...
acabo com a minha tortura, torturando-o.
Quinze minutos.
Ali est� o rel�gio. Pode v�-lo.
A tortura esperando.
Esperando.
Ser� doce, Juiz Thatcher.
ELEVADOR
N�o!
Jerry, socorro!
N�o se assuste. Tenho uma agrad�vel surpresa.
Jerry!
Ajude-me. Jerry!
Jean!
Geoffrey!
Acorde, Geoffrey! Levaram a Jean.
Deus!
O que esta acontecendo?
Levaram a Jean. Acorde o Grant.
N�o consegui despertar o Coronel nem a sua esposa.
Parece que est�o drogados. Onde est� o Juiz Thatcher e a Jean?
Thatcher est� do outro lado deste painel.
Devem estar com a Jean tamb�m. No consigo abri-lo.
Deixe-me ajud�-lo, amigo.
Procure por tudo ai. Vou chamar a policia.
TELEFONES
Alo, operadora.
A linha esta muda.
PERSIANAS
- O que � isso? - Isso o que?
Olhe!
Pinkie!
� uma janela de a�o.
Agora n�o ha como entrar...
nem sair.
Ajude-me! Jerry, por favor!
J� n�o podemos ouvir o vento.
� como se estiv�ssemos dentro de uma tumba. Temos que abrir esse painel.
Importa-se se eu fumar?
Socorro!
Bateman, diga que se cale.
Socorro!
O que vai fazer com a Jean?
Tenho um plano muito encantador para ela.
Socorro.
Ele disse para parar.
Sim...
sou feio.
- Ele fez isso. - O Dr. Vollin?
- Sim. - Ele est� louco.
O que far� comigo?
N�o vai machuc�-la.
Me ajude?
Vai me ajudar, verdade? Ajude-me a sair daqui?
N�o!
Vollin vai...
consertar meu rosto.
Eu digo que ele est� louco. N�o vai ajud�-lo. Eu vou ajud�-lo.
Bateman.
Por favor tire-me daqui. Eu juro que o ajudarei.
Bateman!
PORTA DA OFICINA
- Vou entrar. - � isso o que ele quer. � uma armadilha.
N�o importa.
Tenho que segui-lo.
J� sabe o que fazer, Bateman.
Papai! Jerry! Por favor venham!
Voc�!
� a Jean!
O interruptor para abrir a fechadura.
- Bloqueado. - O mordomo deve ter a chave.
N�o entre, ele vai mat�-lo.
Bateman, traga-o aqui.
Chegaram a tempo de serem testemunhas de um casamento.
Agora vamos dar inicio a cerim�nia.
Uma pena que o Juiz Thatcher n�o possa estar aqui conosco.
Mas se falarmos alto o suficiente, quem sabe ele possa nos ouvir.
N�s vamos ouvi-lo, com certeza.
Pelo menos deixe me ver meu pai.
Ignoraremos essa peti��o sobre seu pai.
- Desconsidere-a. - Voc� n�o pode fazer as coisas assim.
� in�til, Geoffrey. Olhe seus olhos.
Logo estarei livre dessa tortura.
Vou me livrar dela! E serei o homem mais sensato da hist�ria.
Agora...
tenho uma grata surpresa.
Bateman.
Fa�a o que te ordeno, Bateman! O interruptor.
Meu presente para voc�s dois.
O lugar em que v�o viver.
Um lugar humilde, que o seu amor embelezara.
Bom, entrem.
Entrem.
Viver�o neste lugar para sempre.
Ser� o casamento perfeito.
O amor perfeito.
Nunca se separar�o. Nunca. Bateman!
Bateman! Vamos, Bateman, feche.
Para sempre.
Que tortura!
Que tortura deliciosa, Bateman.
Melhor que Poe.
Poe s� a concebeu. Eu a realizei, Bateman.
Poe, esta vingado!
O que vai acontecer nesse quarto?
Outro dos inventos de Poe, Bateman.
� o quarto onde as paredes se juntam.
Querida, n�o ha nada que possamos fazer.
N�o demora muito tempo, Bateman, at� que seja esmagados e mortos.
Essa garota...
- morta? - Por que n�o?
Voc� tamb�m j� matou.
Monstro, tem prazer em torturar.
Sim. Gosto de torturar.
Fez tudo certo, Bateman.
Agora, serei generoso contigo.
- Vai me operar? - Sim.
- Ela morrer� esmagada? - Sim.
N�o!
O que est� fazendo?
Primeiro vou libert�-la.
Se tocar nessa alavanca, Bateman...
- n�o vou oper�-lo - N�o.
- voc� vai ficar como est�, Bateman. - N�o!
Se tocar nisso...
Pare!
Bateman!
Bateman!
Vou pegar a chave, v� ver Thatcher.
Vamos, Geoffrey!
Tenho a chave.
R�pido.
Vamos.
- Papai! - Est� bem.
- Estou bem, n�o se preocupe. - Tudo minha culpa.
N�o � culpa sua, querida. N�o se culpe.
- Sinto muito. - Agora estamos a salvo.
O que houve, minha querida?
O Coronel. Nos esquecemos... do Coronel e sua esposa.
Pobre Bateman. Deu sua vida.
Sim, querida, nos salvou de morrer esmagados.
Sim.
Creio que � melhor terminar o trabalho, n�o acha?
Apenas um pouco mais devagar.
Ent�o, � voc� o grande corvo mau?
FIM
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.