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DINASTIAS
Aqui, no cora��o de �frica, vive um dos animais
mais extraordin�rios e incompreendidos deste grande continente.
Animais que s� prosperam atrav�s de um trabalho de equipa not�vel.
E atrav�s da for�a e habilidade dos seus l�deres.
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Lobos pintados, antes conhecidos como c�es ca�adores do Cabo,
s�o um dos predadores mais amea�ados de �frica.
As suas matilhas exigem enormes �reas de territ�rio para ca�ar.
Mas hoje, por causa da press�o humana,
o seu mundo est� a encolher rapidamente.
E considerando que, uma vez, os vizinhos poderiam viver juntos em relativa paz,
hoje h� uma intensa rivalidade entre eles.
Durante mais de dois anos, a nossa equipa aqui em Mana Pools
no Zimb�bue tem acompanhado a sorte de
uma das �ltimas grandes fam�lias.
N�s juntamo-nos a eles num momento em que a competi��o entre a progenitora
e uma das suas filhas est� em ebuli��o,
amea�ando n�o apenas quebrar uma paz h� muito estabelecida,
mas destruir toda a fam�lia.
LOBO PINTADO
Esta � Tait, a rainha governante da fam�lia.
Ela � m�e e av�.
Durante anos, ela usou a sua posi��o para manter a paz
dentro da sua fam�lia extensa.
Mas agora, Tait est� velha.
Os seus poderes est�o a diminuir.
Tait ainda controla o melhor territ�rio de ca�a,
as terras ricas nas margens do Zambeze.
Mas ela est� cercada.
Para leste, est�o as terras perigosas do grupo dos le�es.
Para sul, florestas cheias de hienas.
E para oeste, uma matilha liderada por uma das filhas de Tait, Blacktip.
Por muitos anos, Blacktip viveu uma coexist�ncia pac�fica
com a sua progenitora.
Cada uma com territ�rio suficiente para sobreviver.
Mas a matilha de Blacktip cresceu bastante.
Agora s�o 30.
Pela primeira vez, ela precisa de mais territ�rio
se ela tiver de alimentar a sua fam�lia em crescimento.
Normalmente, uma filha n�o invade o territ�rio da sua m�e.
No entanto, com hienas a governar o sul,
e humanos a ocupar as terras de ca�a a oeste,
Blacktip n�o tem escolha a n�o ser voltar para o leste,
em dire��o �s terras da sua progenitora.
Aqui, depois de uma ca�ada matinal, Tait e a sua matilha est�o a descansar.
A matilha de Blacktip ultrapassa a da sua progenitora em mais de dois para um.
Uma emboscada.
Contra estas probabilidades, Tait � impotente.
Retirar-se � a �nica op��o.
Este tornou-se agora o territ�rio de Blacktip.
Uma breve mas sangrenta batalha.
Tait e a sua matilha est�o agora sem casa.
Ela retira-se para leste.
Mas esta � uma regi�o perigosa.
Este rio marca a fronteira entre o seu antigo territ�rio
e as terras do grupo dos le�es.
Durante a sua longa vida, Tait explorou cada parte de Mana.
Ela sabe que este � um lugar muito perigoso para se chamar casa.
Os le�es ir�o procurar e matar as crias,
e at� adultos, se tiverem hip�tese.
Por enquanto, � o �nico lugar para se esconder.
Mas Tait deve manter a sua fam�lia segura, bem longe dos 26 le�es
que governam aqui.
Passaram-se tr�s meses desde que Blacktip assumiu o controlo.
E todas estas terras est�o agora firmemente sob o seu controlo.
A matilha de Blacktip passou muito tempo a marcar o seu cheiro,
estabelecendo as suas novas fronteiras territoriais.
E Blacktip e a sua fam�lia t�m se alimentado bem
nas terras da sua progenitora.
Mas agora, estamos na esta��o seca e a paisagem est� a mudar.
O solo � perigoso para os ca�adores que confiam na velocidade.
Pegadas profundas deixadas pelos elefantes na lama macia ficaram t�o duras como rocha.
E um lobo pintado que pussesse a� uma pata por engano poderia magoar-se seriamente.
A capacidade das impalas de saltar sobre o pior dos buracos
d�-lhes agora uma vantagem.
Nestas condi��es, a matilha de Blacktip ter�
dificuldades em se alimentar.
Mas o tamanho e a for�a da matilha podem permitir
que ela capture um tipo totalmente novo de presa.
Um grande babu�no macho � forte - quase com o dobro do peso
de um lobo pintado.
E armado com enormes dentes caninos.
O grande tamanho da matilha de Blacktip significa que os machos grandes
n�o podem defender os seus grupos contra todos eles.
A refei��o foi duramente conquistada.
Mas descobrir esta nova possibilidade chegou na hora certa.
Blacktip ganhou mais do que apenas terras de ca�a na sua batalha para reivindicar
o territ�rio de Tait.
Ela garantiu o lugar mais seguro para criar filhotes
em Mana Pools.
E, com certeza, Blacktip tem uma nova ninhada de cinco crias famintas.
Hoje, o seu progenitor est� a cuidar deles.
Todos est�o impacientes pelo regresso do grupo de ca�a.
Enquanto esperam, as crias descobrem que h� mais no mundo
do que apenas a sua matilha.
Estranhos gigantes.
N�o h� descanso para Blacktip.
Ela n�o s� lidera as viagens de ca�a,
mas, como f�mea alfa, ela � a �nica
que se reproduz e fornece leite para as crias.
E n�o � s� leite.
Eles j� est�o a comer carne com avidez.
O dom�nio de Blacktip no territ�rio de Tait parece estar a compensar.
J� se passaram quatro meses desde que Tait e a sua matilha foram for�adas ao ex�lio
aqui nas terras dos le�es.
Comparado ao seu territ�rio, n�o h� apenas mais perigo,
mas h� muito menos presas.
No entanto, notavelmente, mesmo aqui, Tait conseguiu manter todos
os membros da sua matilha vivos.
Mas ela n�o est� � vista.
O resto da sua fam�lia est� � espera perto de uma toca
de um porco formigueiro abandonada.
E � por isto.
Tait passou as �ltimas tr�s semanas escondida no subsolo.
Ela conseguiu, contra as probabilidades, produzir a sua oitava ninhada.
Dois pequenos filhotes emergem pela primeira vez.
Texugos do mel.
Eles s�o notoriamente agressivos, e um perigo para as crias.
A filha mais nova de Tait, Tammy, nunca tinha visto um.
Mas o seu instinto diz-lhe para afast�-los.
E isso d� a Tait a hip�tese de colocar as suas crias
em seguran�a no subsolo.
Este ano, Tait e Blacktip produziram muito menos filhotes
do que nunca.
Talvez este seja o primeiro sinal de que o conflito entre as duas
matilhas est� a amea�ar o futuro de toda a fam�lia.
Duas vezes por dia, Tait tem que liderar a sua festa de ca�a
numa viagem arriscada...
...at� �s margens do rio Zambeze, onde as presas se re�nem.
Mas tamb�m � o cora��o do territ�rio dos le�es.
Ela deve coloc�-los em posi��o sem serem detectados.
Ent�o, entra e sai o mais r�pido poss�vel.
A matilha precisa de trabalhar rapidamente.
Todo este esfor�o por alguns peda�os de comida.
As crias hoje v�o passar fome.
E a matilha sofreu outro golpe.
Mais uma vez, � Tammy, a filha mais nova de Tait,
que identifica o problema.
A irm� de Tammy caiu.
Ela partiu uma perna ao trope�ar numa pegada de elefante.
Para a maioria dos animais, isto seria o fim.
Mas a fam�lia n�o a vai deixar para se defender sozinha.
Os lobos pintados, talvez mais do que qualquer outro animal,
cuidam dos membros da matilha que est�o velhos ou feridos.
A fam�lia de Tait ir� proteg�-la e aliment�-la enquanto ela mesma
n�o poder participar nas ca�adas.
A esta��o seca transforma-se em seca.
As grandes manadas de b�falos est�o em movimento.
Alimento e �gua est�o a tornar-se cada vez mais escassos.
Todos os habitantes de Mana s�o agora atra�dos para o Zambeze
e para os poucos charcos que restam ao longo das suas margens.
A seca tamb�m significa que � altura de Blacktip
e as suas crias deixarem a sua toca para tr�s.
Para as crias, esta � a sua primeira aventura.
Agora as crias s�o velhas o suficiente para seguir os adultos,
Blacktip pode retomar a marca��o dos novos limites do seu territ�rio
para consolidar o seu controlo.
Nas fronteiras do extremo leste, Blacktip capta um odor familiar.
� velho, mas inconfund�vel.
A sua progenitora.
Esta descoberta tem um efeito extraordin�rio em Blacktip.
Ela pode dizer a partir desse odor que dire��o Tait tomou.
Blacktip termina a marca��o territorial
e, em vez disso, sai em busca da sua progenitora.
Parece que Blacktip vai tentar expulsar Tait
de Mana de uma vez por todas.
Mas ela est� a correr um grande risco ao entrar num territ�rio
que ela n�o conhece.
Hienas.
Nas noites sem lua, a matilha normalmente descansaria
em algum lugar seguro at� ao amanhecer.
Mas em vez disso, Blacktip lidera-os, marchando para a escurid�o.
Ningu�m quer ser o retardat�rio no escuro.
A fam�lia agrupa-se muito mais � noite.
E agora, 15 hienas est�o a segui-los.
O ataque pode ser a melhor forma de defesa.
Blacktip acha que ela tem a vantagem,
mas ela deixa as suas crias se separarem.
A cria est� perdida.
Cabe�as para baixo, caudas para baixo, eles parecem lamentar.
Durante horas, eles marcham em sil�ncio.
Uma prociss�o solene.
Apesar da sua perda, Blacktip dirige a sua matilha,
muito al�m da fronteira do antigo territ�rio de Tait.
Perseguindo a sua progenitora num lugar em que ela nunca esteve antes.
Profundamente nas terras dos le�es.
Tait, notavelmente, conseguiu at� agora manter a sua matilha a salvo dos le�es
durante oito meses.
A sua filha ferida est� a recuperar.
A fam�lia tem a protegido enquanto ela recupera.
Eles s� sobrevivem aqui por estarem em constante alerta
por sinais de perigo.
E hoje, � o vento que traz um aviso.
Blacktip est� a chegar.
Prevenida, Tait n�o vai arriscar um ataque.
A matilha vira-se e corre.
A temperatura atingiu os 50 graus.
Ainda assim, Blacktip for�a a sua matilha na persegui��o.
Eles est�o a aproximar-se, a menos de um quil�metro e meio atr�s de Tait.
Mas, finalmente, o calor � demasiado.
Blacktip � for�ada a parar.
Mas o perigo aproxima-se.
A matilha espalha-se.
E agora, os le�es v�o tentar capturar as crias.
H� apenas um adulto com as crias.
Isso n�o ser� suficiente para salv�-las.
Mas isto sim.
B�falos e le�es est�o sempre em conflito.
Atacar sozinho � muito incomum.
Mas certamente salvou as crias.
Blacktip e a sua matilha foram interrompidos no seu caminho.
A procura de Blacktip por Tait exp�s a sua fam�lia
a muitos perigos.
Muitos riscos.
A matilha est� desesperada para ajudar.
Mas n�o h� nada que eles possam fazer.
A procura de Tait acabou.
A matilha de Blacktip corre.
Eles correm e correm.
Milha ap�s milha.
As crias a reboque.
Durante todo o dia.
Durante toda a noite.
Todo o caminho de casa.
O territ�rio que eles roubaram, foi abandonado.
O conflito acabou.
Custou demasiado.
Tait e a sua matilha j� podem sentir a retirada de Blacktip.
Pela primeira vez desde o come�o do conflito,
eles parecem relaxados.
Em breve, o seu sentido de olfato ir� dizer-lhes
que o seu territ�rio roubado n�o estar� ocupado.
N�o demorar� muito at� � altura em que a matilha de Tait tamb�m ir� para casa.
Mas Tait n�o se juntar� a eles.
Durante 7,5 anos ela tem sido a sua l�der,
a sua matriarca.
E agora, quando o ex�lio finalmente chega ao fim,
ela garantiu que a sua matilha ainda tivesse futuro.
Uma hip�tese real de recuperar o seu antigo territ�rio.
Antes que a sua matilha pudesse finalmente ir para casa,
a idade finalmente alcan�ou Tait.
Muito velha, muito lenta, ela n�o era capaz
de escapar aos le�es.
O seu macho alfa recusou-se a abandon�-la.
Juntos, eles morrem nas suas terras.
A matilha de Tait � deixada sem l�der.
Mas a hist�ria n�o acaba com a passagem de Tait.
As chuvas que d�o vida seguem a seca.
Tempos dif�ceis s�o rapidamente esquecidos em tempos de abund�ncia.
E a hist�ria leva outra reviravolta.
A caminho de casa, a matilha de Tait atraiu um bando de machos errantes.
E com estes refor�os, eles n�o s� recuperaram o antigo
territ�rio de Tait, mas tamb�m executam um ritual nunca antes testemunhado.
Com estes chamamentos assombrosos, eles est�o a escolher o seu novo l�der.
E a chance de continuar a linhagem de Tait.
Seis meses depois, escondida numa parte isolada da floresta...
...uma ninhada de sete crias min�sculas.
Elas pertencem a Tammy, a filha mais nova de Tait.
E agora, herdeiras ao trono de Tait.
Com estas novas chegadas e os novos machos,
a velha matilha de Tait recuperou para 23 membros.
Tammy agora lidera uma matilha que � mais uma vez uma for�a
a ser reconhecida.
De volta a oeste, com o conflito terminado,
Blacktip produziu dez crias saud�veis por conta pr�pria.
O equil�brio finalmente foi restaurado para a dinastia de Tait.
Existem apenas 6.600 lobos pintados no mundo.
At� � data, cont�mos com 280 descendentes da linhagem de Tait.
A contribui��o de Tait para a sobreviv�ncia desta esp�cie � incompar�vel.
A sua dinastia encontra-se segura.
Por enquanto, pelo menos.
DINASTIAS NO LOCAL
De todos os animais apresentados nesta s�rie,
os lobos pintados percorrem as maiores dist�ncias.
Para documentar a hist�ria de Tait e Blacktip,
a equipa primeiro precisava de encontr�-los - e isso exigiu ajuda.
Este filme n�o era poss�vel sem as pessoas
que conheciam realmente os c�es.
Principalmente, Nick e Henry.
Nick trabalha com os c�es h� anos.
Ele n�o sabe apenas como segui-los incrivelmente bem,
mas ele tamb�m conhece os seus h�bitos e os seus comportamentos.
Ent�o, h� 20 anos que eu observo estes c�es,
e quando estamos sentados no ch�o e eles
correm � nossa volta e n�o se incomodam connosco,
� uma �tima experi�ncia.
Nick Murray pode identificar todos os 91 lobos pintados
que a equipa viu nas plan�cies inundadas.
Mas h� um indiv�duo que ele conhece melhor que qualquer outro.
N�s temos interagido com Tait durante literalmente 10,5 anos da sua vida.
Com cada ninhada sucessiva que ela teve,
n�s temos que conhecer todos estes c�es, quando eles saem da toca
e quando passa tempo com eles.
O conhecimento de Nick sobre quem era o parente, significava que a equipa sabia
que era a filha de Tait quem a desafiava.
O que se estava a revelar � frente da c�mera era um drama familiar.
A equipa n�o tinha apenas uma equipa de seguidores -
felizmente, as filmagens coincidiram com um projeto de pesquisa.
A raz�o para colocarmos coleiras nos c�es � para ajudar a nossa monitoriza��o
da matilha, porque somos capazes de seguir fisicamente os c�es.
Ent�o podemos gravar os seus movimentos, o tamanho do seu territ�rio,
para onde eles est�o a ir.
E isto constr�i uma imagem do seu uso da terra.
Em paisagens abertas, estas coleiras podem transmitir por quil�metros.
Mas no habitat misto de Mana, o sinal muitas vezes esfor�a-se
para al�m dos 500 metros.
� aqui que entram as habilidades de monitoriza��o
de Nick e Henry.
Henry tem sido incr�vel nisto, a sua monitoriza��o � inacredit�vel.
As pistas s�o a chave para todo o jogo, elas contam a sua hist�ria.
E � o localizador altamente sintonizado de Henry que permite que a equipa
capture o momento crucial do filme.
A equipa est� a acompanhar a matilha de Tait, quando eles se dirigem atrav�s de uma pilha
de excrementos de lobos pintados.
Eu reconheci o cheiro - que � de Blacktip, n�o de Tait.
A dieta de babu�nos de Blacktip � suficiente para Henry ser capaz de distinguir
as matilhas simplesmente pelo cheiro.
A equipa passa rapidamente de Tait
para Blacktip.
Imediatamente, n�s tivemos um sibilo muito forte,
ent�o continu�mos at� ao rio.
De certeza, que eles estavam ali, que � uma �rea que
eles nunca tinham estado antes.
Foi incr�vel.
E ent�o Henry reparou em alguns le�es que se aproximavam pela erva.
Sabendo que existem crias na sua matilha,
eu apenas desviei a minha cabe�a da cena,
eu s� n�o queria ver as crias a ser prejudicadas.
Eu apenas fiquei com o le�o, e de repente este enorme b�falo
entrou em cena.
Eu acho que foi incr�vel para mim ver os le�es interagirem
com os c�es.
Mas depois capturar um b�falo sob a mesma �rvore,
isto � simplesmente rid�culo.
Eu digo, eu fiquei ali estupefato
hipnotizado, a ver toda aquela cena que estava a acontecer,
foi como um sonho, na verdade.
Para tentar capturar todos os aspectos do desenrolar da hist�ria,
�s vezes era necess�rio ter cinco equipas de c�meras
a trabalhar simultaneamente.
N�s temos 52 caixas de kit, Cineflex, uma c�mera t�rmica noturna,
e muitas outras coisas.
� muito ambicioso, o que estamos a tentar alcan�ar.
N�o querendo perder nada, as nossas equipas seguem as duas matilhas,
em terra...
...e no ar.
Uma equipa em terra com Tait, o outra com Blacktip.
Empregar o que h� de mais avan�ado em tecnologia de c�meras a�reas n�o tripuladas permite
que a equipa capture vis�es �nicas � medida que a matilha
continua sem ser perturbada.
Para cobrir mais terreno, a equipa traz um helic�ptero.
E � medida que os dias chegam ao fim, as �ltimas c�meras de baixa luminosidade
de alt�ssima defini��o capturam a a��o.
Mesmo quando est� demasiado escuro para se ver.
E, assim que surge a escurid�o completa, a equipa da noite continua.
Uma c�mera t�rmica pode penetrar na escurid�o sem a necessidade
de qualquer luz artificial.
Para obter estas imagens, � preciso muita habilidade.
E essa n�o � a nossa habilidade, essa � a habilidade de nossos guias.
Oh, eles est�o ali.
O rendimento das filmagens ficou melhor e melhor em todas as imagens.
Na �ltima filmagem, n�s est�vamos com eles todos os dias.
E � isso que � brilhante em ser capaz de nos colocarmos em tempo real.
E � dif�cil, na verdade, porque passamos o dia
com estes animais durante meses e meses,
e as suas vidas tornam-se muito importantes para n�s e a hist�ria
pode ser incr�vel, mas na verdade � uma grande
montanha-russa emocional sobre o que acontece com eles.
Esta hist�ria de rivalidade familiar apenas come�ou porque Blacktip foi incapaz de
expandir o seu territ�rio para longe de Tait, e foi for�ada em vez disso
a invadir as terras da sua m�e.
Sabemos que o maior problema que os lobos pintados agora enfrentam
� a perda de habitat.
Basicamente, eles est�o a ficar sem espa�o.
N�s temos parques nacionais cercados por assentamentos humanos.
No mundo moderno, isto significa que eles est�o a atravessar estradas,
a cair em armadilhas, a ser envenenados.
� um mundo dif�cil para eles.
70% dos lobos pintados vivem fora do sistema de parques nacionais.
O seu futuro � muito sombrio, n�o parece bom.
Ent�o, os c�es selvagens do vale do Zambeze t�m sorte, porque estes c�es
podem viajar de parque para parque, atrav�s de corredores.
Mas este n�o � o caso na maioria das �reas de �frica.
Se volt�ssemos daqui a dez anos, eu acho que os descendentes de Tammy
ainda estariam por perto, lutando contra
os le�es e as hienas.
� uma vida dif�cil, n�o importa o conflito humano.
Os lobos pintados individualmente podem n�o ter a nobreza de um le�o.
Mas a subtileza das suas comunica��es
e a cumplicidade da sua organiza��o social d�-lhes
um fasc�nio pr�prio.
Certamente que eles merecem manter o seu lugar ao lado
dos grandes ca�adores da plan�cie africana.
No pr�ximo epis�dio...
Uma tigre luta para criar a sua nova fam�lia.
Os rivais est�o a invadir o seu territ�rio.
Ela conseguir� criar os seus filhotes at� � idade adulta?
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