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�s cega ao nascer?
No escuro consegues ver?
Podes encarar um rei?
E sentares-te no seu trono?
Podes dizer que mordes
Mais do que ladras?
Julgas-te dona da rua
Quando caminhas sozinha?
Quando cais de cabe�a
Aterras de p�?
Sentes tens�o com a sensa��o De tempestade iminente?
Adivinhas o caminho �s cegas Quando te perdes na rua?
Sabes como se vai Para a Camada Celestial?
Porque os Jellicles podem E os Jellicles fazem-no
Os Jellicles fazem-no E os Jellicles podem
Os Jellicles podem E os Jellicles fazem-no
Os Jellicles fazem-no E os Jellicles podem
Os Jellicles podem E os Jellicles fazem-no
Sabes voar numa vassoura Para terras distantes?
Percebes de velas
- De livros - E sinos?
- Foste amiga de Whittington? - Ajudante do Flautista de Hamelin?
Foste pupila No c�u ou no inferno?
- �s bera como uma megera? - Elegante como um lince?
- Gostas que te vejam - Quando um rato farejas?
Estavas presente quando os fara�s Encomendaram a Esfinge?
Se estavas e se gostas �s uma gata Jellicle
Can��es Jellicle para gatos Jellicle Can��es Jellicle para gatos Jellicle
Can��es Jellicle para gatos Jellicle
Can��es Jellicle para gatos Jellicle
Can��es Jellicle para gatos Jellicle
Podemos cruzar os ares
Como um trap�zio de acrobata
Podemos dar duplos mortais E num pneu ressaltar
Subir pelas paredes Balou�ar pelas �rvores
Equilibrar-nos em traves Caminhar num arame
Cantas ao mesmo tempo Em mais do que um tom?
Duetos de Rossini
E valsas de Strauss?
E como todos os gatos Consegues come�ar com um D�
Que � sempre um triunfo De trazer a casa abaixo?
As gatas Jellicle Da noite s�o rainhas
Cantam com agudos Que arrepiam as espinhas
Interpretam trechos do Messias
Aleluia, angelicais melodias
MACAVITY! PROCURADO POR TUDO
A m�stica divindade
De uma felina vaidade
Pela catedral
Ecoa Vivat
Vida longa
Ao eterno gato
Felino, destemido
Leal e fiel
Com os outros que fazem...
O que...?
Os Jellicles podem e fazem
Os Jellicles fazem e podem
Os gatos Jellicle Entoam c�nticos Jellicle
Jellicles velhos e novos
Cantares e dan�ares Jellicle
Can��es Jellicle para gatos Jellicle
Can��es Jellicle para gatos Jellicle
Can��es Jellicle para gatos Jellicle
Can��es Jellicle para gatos Jellicle
Gatos pr�ticos
Gatos dram�ticos
Gatos pragm�ticos
Gatos fan�ticos
Gatos oradores
Gatos or�culos
Gatos c�pticos
Gatos disp�pticos
Gatos rom�nticos
Gatos pedantes
- Gatos cr�ticos - Gatos paras�ticos
Gatos aleg�ricos, gatos metaf�ricos
- Gatos estat�sticos - E gatos m�sticos.
- Gatos pol�ticos - Gatos hip�critas
- Gatos clericais - Gatos demenciais
- Gatos c�nicos - Gatos rab�nicos
E gatos m�gicos!
Vais ao baile?
Se fosse a ti, n�o ia.
Pode ser perigoso.
Sabes, dizem que este ano o Macavity vencer�.
Macavity?
O Macavity n�o tem igual
Um m�gico estupendo.
Mas um monstro imoral
Ora o vemos...
Anda!
Magia!
Ent�o, como te chamas?
O gato comeu-te a l�ngua?
- Victoria. - Victoria?
Deves ter outro.
Outro?
Dar um nome a um gato
� um assunto complicado
N�o � um mero passatempo Para as f�rias
Podes primeiro pensar
Que estou a alucinar
Quando digo que um gato
Tr�s nomes deve ter
Primeiro, vem o nome Que a fam�lia usa diariamente
- Tal como... - Peter
- Augustus - Alonzo
Ou James
Mas digo-te que um gato Requer um nome particular
Um nome peculiar
E mais condigno
Sen�o como pode Manter a cauda perpendicular
Ou esticar os bigodes
E orgulho exibir?
Mas muito mais relevante H� um nome ainda em falta
� o nome que ningu�m adivinhar�
O nome que nenhuma pesquisa humana Poder� descobrir
S� a pr�pria gata o conhece E nunca o confessar�
Quando vires um gato
Em profunda medita��o
Digo-te que a raz�o � sempre igual
Tem a mente absorta Em profunda contempla��o
Da ideia
Da ideia
Da ideia
Do seu nome
O seu inef�vel
Af�vel
"Efeninaf�vel"
Profundo
Inescrut�vel
E singular
Nome, nome
Nome, nome, nome
Nome, nome
Nome, nome, nome
Nome, nome, nome
Mr. Mistoffelees!
O gato m�gico
Gatos Jellicle, venham esta noite
Gatos Jellicle Venha um, venham todos
A Lua Jellicle brilha radiante
Jellicles, venham ao Baile Jellicle
Gatos Jellicle, venham esta noite
Jellicles, venham ao...
Baile Jellicle
Os Gatos Jellicle
Re�nem-se uma vez por ano
No Baile Jellicle
Onde todos rejubilamos
E a l�der dos Jellicles Est� prestes a surgir
Far� aquilo a que chamamos A escolha Jellicle
Quando a Velha Deuteronomy Mesmo antes da alvorada
Por entre um sil�ncio De cortar � faca
Anuncia o gato
Que poder� renascer
E regressar Numa vida Jellicle diferente
Pois espera-nos l� no alto A Camada Celestial
Repleta de maravilhas Que um s� Jellicle ver�
E os Jellicles perguntam
Porque s�o ousados
Quem ser�?
Quem ser�?
A Camada Celestial?
L� muito alto no c�u.
Onde o gato mais merecedor renascer� noutra vida.
Para que possa ser quem sempre sonhou.
Como ser� escolhido?
Cantando a sua pr�pria can��o, claro.
Quem s�o e o que fazem.
Anda.
Anda ver uma gata que competir� para ser a escolha Jellicle desta noite.
Tenho uma Gata Gumbie em mente
Jennyanydots de seu nome
O seu pelo � malhado
Tem listas de tigre E pintas de leopardo
Passa o dia sentada
Ao cimo das escadas
Ou num degrau
Ou no tapete
Fica sentada, sentada
Sentada, sentada
� isso que faz uma Gata Gumbie
� isso que faz uma Gata Gumbie
Mas...
Quando a az�fama do dia acabou
O trabalho da Gata Gumbie Ainda mal come�ou
E quando toda a fam�lia Est� na cama a descansar
Arrega�o a saia Para na cave me enfiar
Preocupam-me profundamente
Os modos dos ratos
Portam-se mal
E s�o pouco cordatos
Depois de no tapete Os conseguir alinhar
Ensino-lhes m�sica A fazer croch� e tricotar
Tenho jantar e espect�culo.
Tenho uma Gata Gumbie em mente
Jennyanydots de seu nome
O cord�o da cortina
Ela gosta de torcer
Fazendo n�s de marinheiro
Senta-se no parapeito da janela
Ou em qualquer s�tio
Suave e plano
E fica sentada, sentada
Sentada, sentada
E � isso que faz uma Gata Gumbie
E � isso que faz uma Gata Gumbie
Mas...
Quando a az�fama do dia acabou
O trabalho da Gata Gumbie Ainda mal come�ou
Acho que as baratas Precisam de emprego
Para impedir que provoquem Caos e desassossego
E tornei esse bando de desordeiros
Numa tropa disciplinada De prest�veis escuteiros
Com um prop�sito na vida E instintos correctos
E organizei at�
Um desfile de insectos
Baratas!
Essas caras!
E agora, a cereja no topo do bolo.
- Porque quer ela outra vida Jellicle? - N�o posso estar sempre nesta cozinha!
N�o se estiquem!
Vamos agora ent�o Os Gatos Gumbie tr�s vezes saudar
Segundo parece Deles depende o aprumo do lar
Tr�s vezes viva
Obrigada, meus queridos.
Um pouco antiquado, n�o achas?
Com as baratas a dan�ar e os ratos a cantar.
Por acaso, os ratos eram �ptimos.
- Mas � tudo um pouco ultrapassado. - Fora!
Estou s� a tentar dar o meu contributo.
Na verdade, estava s� aqui atr�s a petiscar.
Sai j� desta cozinha!
Vamos dan�ar!
- O Rum Tum Tugger � um gato singular - Um gato singular
Se me oferecem fais�o Galo silvestre � que me apraz
Se me p�em numa casa S� um apartamento me satisfaz
Se me p�em num apartamento Uma casa � que me apraz
Ati�am-me a um rato E s� uma ratazana me contenta
Ati�am-me a uma ratazana E s� um rato me contenta
Obrigado, Tugger!
O Rum Tum Tugger � um gato singular
E n�o � preciso Fazer alarido disso
Porque ele s� faz o que quer
E nada h� a fazer
Quanto a isso
O Rum Tum Tugger
� um grande chato
Mal me deixam entrar Quero logo sair
Estou sempre do lado errado
De todas as portas
Mal chego a casa
Quero andar por a�
Gosto de me deitar Na gaveta de uma secret�ria
Mas armo um p� de vento Se n�o consigo sair
Ter� sido castrado? Porque aquelas notas s�o mesmo agudas...
Percebes?
O Rum Tum Tugger
� um gato singular
E n�o h� raz�o para duvidarem
- Luzes! - Porque ele s� faz o que quer
E n�o h� nada a fazer
Quanto a isso
Tamb�m sei dan�ar como ele. Olha.
Deixa ver.
� f�cil.
O Rum Tum Tugger
� um bicho singular
Isto de contrariar j� � um h�bito
Ol�.
Se � peixe que me d�o De um banquete fa�o quest�o
Se n�o houver peixe Querida, n�o vou comer coelho
Se me oferecem natas
Tor�o o nariz
Pois s� aprecio
O que encontro
Por mim pr�prio
Victoria!
Para de te exibir!
V�o apanhar-me com o focinho enfiado
No que guardaram Na prateleira da despensa
O Rum Tum Tugger
� astuto e sagaz
O Rum Tum Tugger
N�o gosta de festinhas
Mas salto-te para o colo Quando est�s a costurar
Nada me agrada mais Do que o caos instaurar
N�o! Mais leite n�o!
Leite!
Reparem na gata
Que hesita
Em se aproximar de voc�s
� luz da porta
Que para ela se abre
Como um sorriso
V�em
Que a aba do seu manto
Est� rasgada
E suja de areia
E v�em
Que os cantos dos seus olhos
Est�o revirados
Como alfinetes tortos
E...
Ela frequentou
Muitos locais de m� sorte
Perto da rua imunda
De Tottenham Court
Saltitou
Pela terra de ningu�m
Ia ao bar Sol Nascente
E ao Amigo Presente tamb�m
E o carteiro suspirou
Co�ando a cabe�a surpreendido
At� pensava
Que ela j� tinha morrido
E quem adivinharia
Que aquilo
Era Grizabella
A gata glamorosa
Grizabella, a gata glamorosa
Quem adivinharia
Que aquilo
Era Grizabella
A gata glamorosa
Quem era ela?
Foi a estrela do Teatro Windmill.
Depois meteu-se com o Macavity.
E agora vive nos baldios.
Boa noite a todos.
N�o... Vejam s� quem deu � costa.
Credo. Est�s com um ar faminto.
N�o podes ir ao baile de barriga vazia.
Esperas ser escolhido?
Sim. Quer renascer como um gato magro, para poder voltar a engordar.
- Mas vai perder. - Como te atreves? N�o lhe d�s ouvidos.
N�o lhe d�s ouvidos, porque � um grande...
Sou o Bustopher Jones
N�o sou pele e osso
Por sinal, sou muit�ssimo gordo
N�o vou a pubs
Frequento oito ou nove clubes
Pois em St. James Street mando eu
Sou o gato que todos cumprimentam Quando na rua encontram
Sempre vestido de um preto imaculado
Nenhum gato vadio Tem cal�as com tanto brio
Ou um dorso t�o impec�vel
Isso mesmo, vamos l�!
Pronta?
Desculpa.
Ser�s, por acaso, a Jennyanydots?
Sou.
Sabes, devias trabalhar nos grandes palcos mundiais.
Sim!
E essa cara devia estar num cartaz.
PROCURADO RECOMPENSA �100
Em Saint James � evidente Que o nome mais distinto pertence
Ao mais janota dos gatos
Ficamos todos inchados Ao sermos saudados
Pelo Bustopher Jones De polainas brancas
Fa�o visitas de ocasi�o
Ao Superior de Educa��o
Embora seja contra as regras
Qualquer gato
Pertencer em simult�neo A tal clube
E ao das Escolas Superiores
Por motivo similar Quando a ca�a come�ar
N�o me encontram no Fox's Mas no Blimp's
N�o!
Costumo dar nas vistas
No alegre Clube dos Artistas
Famoso pelos burri�s e camar�es
Na �poca do veado
A minha b�n��o tenho dado
Aos suculentos ossos do Pothunter
E mesmo antes do meio-dia Nunca a hora mais tardia
Isto n�o vai funcionar, pois n�o? Percebes?
Olha para ti e olha para mim.
E sabes que sou sens�vel quanto ao meu tamanho.
Mesmo assim, queres envergonhar-me.
� o que te digo.
Entendido? Nunca conseguir�s p�r-me ali em cima sozinho.
Vamos reunir mais alguns... gatos
e tentar outra vez, sim?
Muito bem. Todos prontos? E cinco, seis, sete...
E mesmo antes do meio-dia Nunca a hora mais tardia
Vou beber um copo ao Drones
Obrigado, Tugger.
Se me virem a correr febril Deve haver caril
No Siam�s ou no Glut�o
Se sombrio me mostrar Estive no Tumba a almo�ar
Couve, arroz-doce
E carneiro
Em Saint James � evidente Que o nome mais distinto pertence
Ao mais janota dos gatos
Ficamos todos inchados Ao sermos saudados
Pelo Bustopher Jones de...
Pelo Bustopher Jones de...
Pelo Bustopher Jones De polainas brancas!
E o Bustopher por norma Passa os dias desta forma
Num ou noutro clube
Poder�o encontrar-me!
N�o � de espantar Que sob o nosso olhar
T�o redondo se tenha tornado
Dez quilos de peso
Estou bem obeso
E cada dia engordo mais
Mas estou bem conservado Porque tenho praticado
Uma rotina desde sempre e afirmo:
Ainda estou no apogeu O futuro � meu
Assim diz O mais corpulento dos gatos
Ser� sempre igual
Primavera em Pall Mall
Enquanto o Bustopher Jones usar
Enquanto o Bustopher Jones usar
Enquanto o Bustopher Jones usar
Polainas brancas?
Macavity!
O Gato das Polainas.
Adoro.
Tens fome?
Parece que n�o comes h� dias.
Ataca.
Olha.
Cheira.
Muito saboroso.
V� l�, Gato das Polainas, tu consegues.
Inef�vel!
- Podemos ajudar-te? - N�o devias andar por a� sozinha.
N�o estou sozinha. Estou com os meus amigos.
Amigos?
- Parece que fugiram e te deixaram. - N�o te preocupes.
Vamos cuidar de ti.
N�o vamos?
Sobe para aqui.
Mungojerrie
E Rumpleteazer
Somos uma famosa parelha de gatos
Palha�os burlescos
E transformistas
- Equilibristas - E acrobatas
Temos uma grande reputa��o
Fazemos de Victoria Grove o nosso lar
� apenas o nosso quartel-general
Pois n�o resistimos a vaguear
Todos nos conhecem Em Cornwall Gardens
Em Launceston Place E Kensington Square
A nossa reputa��o excede um pouco
Aquilo que um par de gatos quer
Nada de fotos, est� bem?
Se a janela da cave Entreaberta estiver
E o quarto Um cen�rio de guerra parecer
Se alguma telha No telhado resvalar
E a �gua come�ar a entrar
Se algu�m as gavetas Da c�moda abrir
E a roupa interior De repente sumir
Ou se uma das filhas ap�s o jantar
Na falta das p�rolas reparar
A fam�lia dir�:
"Foi aquele gato horr�vel
"Foi o Mungojerrie
"Ou a Rumpelteazer"
E quase nunca passa disso
Mungojerrie e Rumpelteazer
T�m a arte de bem falar
Somos tamb�m Gatunos muito eficientes
E muito astutos A partir e roubar
Fazemos de Victoria Grove o nosso lar
N�o temos ocupa��o regular
Parecemos gente s�ria
Que com um simp�tico pol�cia Gosta de conversar
Ol�, Sr. Pol�cia. Comprei isto para ela.
- Fizeste o qu�? - Espera.
Quando a fam�lia se re�ne Ao domingo para almo�ar
Decidida a comer at� fartar
Carne argentina, batatas e verduras
A cozinheira surge das escuras
E diz numa voz cheia de pesar:
"Temo que s� amanh� Poder�o jantar
"Pois a carne voou do forno num �pice"
E a fam�lia dir�:
"Foi aquele gato horr�vel
"Foi o Mungojerrie
"Ou a Rumpelteazer"
E quase nunca passa disso
- Mungojerrie - E Rumpelteazer
T�m um belo m�todo De em equipa trabalhar
Por vezes, dir�amos que � sorte
Outras vezes Que � o tempo a actuar
- Percorremos a casa como um furac�o - E ningu�m sensato poderia jurar
- Foi o Mungojerrie? - Ou a Rumpelteazer?
N�o apostarias que foi o par?
E quando da sala Vem uma barulheira
Ou da despensa Sai uma chinfrineira
Ou um estardalha�o Na biblioteca se ouvir
De um jarr�o Ming No ch�o a cair
Ent�o, a fam�lia dir�:
"Qual dos gatos ter� sido?"
Foi o Mungojerrie
E...
A Rumpelteazer
E nada h� a fazer Quanto a isso
Estou a chegar, Victoria!
N�o te preocupes! Fica a�!
Toma, c�ozinho! Apanha!
Procurei-te por todo o lado.
Pensava que ias perder a chegada.
Qual chegada?
Da Velha Deuteronomy.
Onde estou?
Parece que estamos numa barca�a no meio do Tamisa.
O que fazes aqui?
N�o fa�o a m�nima ideia. E perdi as minhas baratas todas.
N�o posso estar numa barca�a no meio do Tamisa!
Devia ir ao baile!
N�o. N�o vais a lado nenhum, Gato de Polainas.
Estou apostado em ganhar e prefiro ter a concorr�ncia acorrentada.
Growltiger. N�o os deixes sair daqui.
Foi a segunda vez que me chamou "Gato das Polainas".
Como se fosse uma piada. Correu-lhe mal, porque at� gosto.
Quem �s tu?
Growltiger.
Sou um gato perigoso Viajo numa barca�a
Na verdade, sou o gato mais duro
Que por esta zona passa
Subindo de Gravesend at� Oxford
Sou aquele que mais aterroriza
Rejubilo com o meu t�tulo:
"O Terror do Tamisa"
Essa rima n�o funciona.
N�o podes pronunciar mal "Tamisa" s� para rimar com "aterroriza".
� "Rio Tamisa".
Chamas-te Growltiger, certo? Acho que j� fixei o teu nome.
Percebo perfeitamente quem �s.
Obrigado por me explicares.
Onde te meteste?
� minha.
Mais um truque que correu mal.
Chegaste mesmo a tempo de ver a Velha Deuteronomy.
Quem � a Velha Deuteronomy?
A Velha Deuteronomy
Viveu muito tempo
� uma gata que viveu
Muitas vidas sucessivas
Foi famosa em prov�rbios
E na poesia tamb�m
Muito antes de a Rainha Vit�ria
Ao trono ter subido
A Velha Deuteronomy
Viveu muitas vidas
Sabes, arrisco-me a dizer
Que foram noventa e nove
E a sua numerosa prole
Prospera e cresce
A aldeia orgulha-se dela
No seu ocaso
Vendo t�o pl�cida
E branda express�o
Quando se senta ao sol
No muro do presbit�rio
O mais velho anci�o Diz roucamente:
"Bem, n�o posso crer
"Ser� realmente?
"Sim... N�o...
"Caramba!
"Posso estar baralhado
"Mas devo confessar
"Acho que � mesmo A Velha Deuteronomy"
As minhas pernas podem vacilar
Devagar tenho de andar
E da Velha Deuteronomy cuidar
Os Gatos Jellicle Re�nem-se uma vez por ano
Na noite em que fazemos A Escolha Jellicle
E a l�der dos Jellicles chegou
E os gatos Jellicle
Podem todos rejubilar
- Quem ser�? - Quem ser�?
Quem ser�?
Gatos Jellicle, venham esta noite
Gatos Jellicle Venha um, venham todos
A Lua Jellicle brilha radiante
Jellicles, venham ao Baile Jellicle
Os gatos Jellicle S�o pretos e brancos
Os gatos Jellicle s�o pequenos
Os gatos Jellicle S�o alegres e espertos
� agrad�vel ouvir Os seus miados estridentes
Os gatos Jellicle T�m rostos alegres
Os gatos Jellicle T�m olhos negros brilhantes
Gostamos de exibir O nosso ar altivo
E esperar que a Lua Jellicle nas�a
Os gatos Jellicle Crescem lentamente
Os gatos Jellicle N�o s�o muito grandes
Os gatos Jellicle s�o redondinhos
Sabemos dan�ar a gavota e o jig
Antes de a Lua Jellicle surgir
Cuidamos da higiene e repousamos
Os Jellicles lavam-se Atr�s das orelhas
Os Jellicles secam-se entre os dedos
Os gatos Jellicle S�o brancos e pretos
Os gatos Jellicle S�o de porte m�dio
Os Jellicles saltam Como saltimbancos
Os olhos dos Jellicles Brilham como o luar
Os gatos Jellicle S�o pretos e brancos
E como j� dissemos s�o pequenos E se a noite for de temporal
Treinamos umas piruetas na sala
Se porventura o Sol brilhar forte
Diriam que nada temos para fazer
Descansamos e poupamos for�as
Para a Lua Jellicle E o Baile Jellicle
Est� na hora da festa!
Com a sua licen�a, claro.
Sil�ncio
Na rua nada se ouve
Ter� a Lua a mem�ria perdido?
Ela sorri sozinha
� luz do candeeiro
As folhas secas
Juntam-se a meus p�s
E o vento
Come�a a gemer
Cada candeeiro da rua
Parece lan�ar
Um aviso agourento
Algu�m a sussurrar
E o candeeiro a vacilar
E em breve
Ser� manh�
Mem�ria
Sozinha ao luar
Sorrio ao recordar os velhos tempos
Eu era bela ent�o
Recordo o tempo
Em que a felicidade conheci
Deixa que as mem�rias
Voltem a viver
Segue-me at� casa
Se te atreves
Eu n�o saberia
Aonde conduzir-te
Deverei arriscar
Quando ningu�m em mim arriscou?
Ent�o, no escuro fico a olhar
O in�cio da minha vida a aguardar
Sem lugar para a beleza Nas minhas mem�rias
Tudo o que eu desejava
Era ser desejada
Jovem demais para percorrer
As ruas de Londres s� e atormentada
Nascida sem nada
Tu ao menos tens algo
A que te agarrares
Lembran�as de sal�es deslumbrantes
Onde nunca me deixar�o entrar
E as mem�rias h� muito se perderam
Ao menos tens belos fantasmas
E talvez o meu lar
N�o fosse o que cheguei a julgar
O que pensei vir a ter
Mas sinto-me t�o viva Com estes fantasmas da noite
Sei que esta vida n�o � segura
Mas � rebelde e livre
Tudo o que eu desejava
Era ser desejada
Nunca percorrerei as ruas de Londres
S� e atormentada
Nascida sem nada
Com eles tenho algo
Algo a que me agarrar
Nunca pensei vir a adorar
Este mundo em que me deixaram entrar
E as mem�rias h� muito se perderam
Ent�o, dan�arei Com estes belos fantasmas
As mem�rias h� muito se perderam
Ent�o, dan�arei
Com estes belos fantasmas
Os momentos de felicidade
Que vivemos
Mas cujo sentido perdemos
E refletindo sobre o significado
Revivemos a experi�ncia
De outra forma
Para al�m de qualquer significado
Atribu�vel � felicidade
A experi�ncia passada
Revivida no seu significado
N�o � a experi�ncia
De uma s� vida
Mas... de muitas gera��es
Sem esquecer
Algo que � provavelmente
Bastante inef�vel
Est�s bem, minha querida?
N�o nos conhecemos, pois n�o?
N�o. N�o sou daqui.
Fui abandonada.
Coitadinha.
Queres ver-me a fazer a escolha Jellicle?
- Posso? - Porque n�o havias de poder?
- N�o sou uma Jellicle. - Ainda n�o, talvez.
Anda, estamos prestes a come�ar.
Gus.
Gus, � a tua vez.
Queria s� desejar-te
muito boa sorte.
Sou um grande f� do teu trabalho.
- Como te chamas? - Mr. Mistoffelees.
Sou um gato m�gico.
- Nunca ficas nervoso? - N�o.
Se treinarmos muito, muito, nada pode correr mal.
Bate na madeira.
Nunca actuei no The Egyptian.
Gus, o Gato do Teatro.
Patas cruzadas.
Gus � o gato
Que est� � porta do teatro
O meu nome
Como j� devia ter explicado
Na verdade, � Asparagus
Mas � t�o complicado de pronunciar
Que costumam tratar-me
S� por Gus
Tenho o pelo maltratado
Sou escanzelado
Al�m de uma paralisia ter
Que as minhas patas faz tremer
Por�m, na juventude
Era o mais selecto dos gatos
Mas j� n�o sou o terror
De ratazanas ou ratos
Pois j� n�o sou o gato
Que fui no meu apogeu
Mas nome famoso Nesses tempos era o meu
Quando frequento O clube dos meus amigos
Que fica nas traseiras
Do pub da esquina
Adoro brind�-los Se for outro a pagar
Com epis�dios Que ao meu auge vou buscar
Pois em tempos fui uma estrela
De brilho fulgurante
Contracenei com Irving
Contracenei com Tree
E gosto de recordar Os meus �xitos quando actuei
E quando para agradecer Sete vezes � ribalta voltei
Mas a minha maior cria��o
Como gosto de contar
Foi Firefrorefiddle
O Dem�nio da Colina
E se algu�m me oferecer Um trago de gin
Falarei da minha interpreta��o Em East Lynne
Numa pe�a de Shakespeare Entrei no momento exacto
Quando um actor sugeriu Que era preciso um gato
Os gatitos de hoje
N�o t�m a forma��o
Que n�s receb�amos Quando Vit�ria regia a na��o
N�o fazem a tarimba Numa trupe regular
Acham mais engenhoso Truques executar
E ao co�ar-me com as garras Digo somente
Bom, o teatro hoje em dia Est� muito diferente
Estas produ��es modernas S�o boas de ver
Mas n�o h� igual Segundo ou�o dizer
�quele momento misterioso
Que me tornou famoso
Como Firefrorefiddle
O Dem�nio da Colina!
Posso repetir o n�mero.
Bravo!
Bravo, Gus.
Importa-se de me dar um aut�grafo?
Ver o Firefrorefiddle
ganhar vida esta noite
foi realmente inspirador e assustador.
Macavity!
O pr�ximo concorrente �
Skimbleshanks, o Gato Ferrovi�rio.
Skimbleshanks, o Gato Ferrovi�rio
O Gato dos Comboios
Nos trilhos algo se move �s onze e trinta e nove
Quando o Correio Nocturno Est� quase a partir
O Skimble, onde poder� estar? �s escondidas foi jogar?
Se n�o o encontrarmos O comboio n�o pode seguir
Os revisores e carregadores v�o Com as filhas do Chefe da Esta��o
Procurar em cada recanto
O Skimble, onde poder� estar? Pois se n�o se apressar
O Correio Nocturno n�o pode partir
�s onze e quarenta e dois O sinal n�o espera at� depois
Com os passageiros agitados
Era ent�o que eu aparecia
Para a traseira me dirigia
Estivera ocupado no vag�o das malas
E ent�o faz reluzir Os seus olhos verde-garrafa
E abre-se o sinal para partir
L� vamos n�s por fim Para a zona mais a norte
Do hemisf�rio norte
Skimbleshanks, o Gato Ferrovi�rio
Skimbleshanks, o Gato Ferrovi�rio
Skimbleshanks
Skimbleshanks
Skimbleshanks, o Gato Ferrovi�rio
O Gato dos Comboios
Podemos at� afirmar
Que ia eu a comandar
O Expresso Carruagem-Cama
Do maquinista aos revisores Aos bagageiros jogadores
Todos controlava, mais ou menos
Observo sem os olhos piscar Vejo o que est�o a pensar
E certamente n�o aprovaria
Folia ou algazarra E por isso n�o h� farra
Quando o Skimble faz a ronda
Ningu�m brinca com o Skimbleshanks
Sou um gato que n�o podem ignorar
Por isso, nada corre mal No Correio do Norte
Depois de o Skimbleshanks embarcar
� t�o agrad�vel � nossa pequena cabine chegar
E ter o nome na porta escrito
E o leito t�o arrumado O len�ol limpo dobrado
N�o h� um gr�o de p� no ch�o
E o revisor educadamente
Pergunta alegremente: "Quer o seu ch� matinal...
"Fraco ou forte?"
Mas eu estava a observar Pronto para lhe lembrar
Pois o Skimble N�o deixa nada descarrilar
Quando se metem Nos confort�veis leitos
E puxam as cobertas para cima
Deviam reflectir e ficar gratos
Sabendo que n�o ser�o Incomodados por ratos
Podem deixar tudo ao cuidado Do Gato Ferrovi�rio
O Gato dos Comboios
- Skimbleshanks, o Gato Ferrovi�rio - Skimbleshanks
O Gato dos Comboios
E ele sa�da-vos Com a longa cauda castanha
Que diz "at� breve"
O reencontro � seguro
No Correio Nocturno
O Gato dos Comboios
Macavity!
O Macavity � um gato misterioso
Chamam-lhe o "Pata Secreta"
Pois � um mestre do crime
Que a lei inquieta
ERVA-GATEIRA
Troca as voltas � Scotland Yard
A Brigada M�vel desespera
Pois quando chegam ao local do crime O Macavity j� era
Macavity, Macavity
Ele � uma raridade
Infringiu todas as leis humanas E at� a lei da gravidade
Os seus poderes de levita��o
Espantariam um faquir
Quando chegam ao local do crime
J� ele tratou de fugir
O Macavity � um gato ruivo
Muito alto e escanzelado
Se o vissem, reconheciam-no
Com o seu olhar encovado
Testa franzida de tanto pensar
Cabe�a arredondada
Tem o pelo poeirento por desleixo
E bigodes despenteados
Vai balan�ando a cabe�a
Com movimentos de serpente
Quando o julgamos meio adormecido
Est� sempre bem consciente!
Macavity, Macavity
Como ele n�o h� igual
� um diabo em forma felina
Um monstro imoral
Podem encontr�-lo numa viela
Ou na pra�a, talvez
Mas quando um crime � descoberto O Macavity some de vez
A sua apar�ncia � respeit�vel
Sei que faz batota Quando joga �s cartas
E as pegadas dele n�o constam
Em quaisquer ficheiros
Da Scotland Yard
E quando a despensa � pilhada
E a caixa das j�ias assaltada
Ou quando o leite desaparece
Ou outro pequin�s � sufocado!
Ou o vidro da estufa � estilha�ado
E a latada n�o tem conserto
O mais espantoso � que Macavity n�o est� l�, decerto
Macavity, Macavity
Macavity n�o tem par
Nunca houve um gato
T�o cort�s a enganar
Tem sempre um �libi
E mais um ou dois arranjar�
N�o interessa a hora do crime Macavity n�o estava l�
E dizem que todos os gatos
Que s�o malfeitores de renome
Por exemplo, Mungojerrie Rumpelteazer e Griddlebone
S�o meros comparsas
Do gato que lidera o regime
E controla as opera��es
O Napole�o do crime!
Sim!
Chegou o momento de fazer a escolha Jellicle.
Velha Deuteronomy, faz o favor.
Porque sou o �nico concorrente que resta.
E, obviamente, o melhor.
Portanto...
Nunca.
Eu escolho o gato que merece uma nova vida.
- Avalio um gato pela sua alma. - Ele tem alma.
Tenho muita alma.
�s um vigarista.
Deuteronomy...
Eu vou para a Camada Celestial.
Exijo que me concedas outra vida.
Nunca ir�s para a Camada Celestial.
� o que veremos.
Growltiger, f�-la caminhar na prancha.
Diz que me escolhes, sen�o vais afogar-te naquele rio.
Nunca ser�s a minha escolha Jellicle!
- � a tua �ltima oportunidade. - Nunca!
Onde est� a Velha Deuteronomy?
Onde est� ela?
N�o sabemos.
- Onde est� ela? - Foi s� uma brincadeira.
N�o sab�amos que ele ia levar a Velha Deut.
- Deve haver algo que possamos fazer. - N�o podemos faz�-la voltar com magia.
Sim, podemos!
Sim, podemos.
�s um mago.
- O qu�? - N�o � m� ideia.
- Talvez valha a pena tentar. - A s�rio, n�o posso.
Podias tentar.
Boa sorte.
Tu consegues.
Patas cruzadas.
- Arranjam um foco? - N�o me obrigues a fazer isto.
E um rufar de tambor, por favor.
Os maiores magos Podem aprender uma li��o
Com Mr. Mistoffelees E a sua actua��o
E dizemos todos
Sinceramente
J� tiveram pela frente
Um gato t�o inteligente
Como o m�gico Mr. Mistoffelees?
Sou calado, pequeno e preto
Das orelhas � ponta da cauda
Em qualquer fenda me meto
Caminho sobre a calha mais estreita
Tiro qualquer carta de um baralho
Tamb�m sou astuto com os dados
Estou sempre a enganar A fazer acreditar
Que andam apenas � ca�a de ratos
Fa�o qualquer truque com uma rolha
Ou uma colher E pasta de sardinha
Se procuram uma faca ou um garfo
E pensam que noutro s�tio est�
Ainda h� pouco o vi Onde se ter� metido?
Encontram-no na semana seguinte No relvado ca�do
E dizemos todos
Sinceramente, j� tiveram pela frente
Um gato t�o inteligente
Como o m�gico Mr. Mistoffelees?
Tu consegues.
Pare�o hesitante e alheado
Diriam que sou muito acanhado
Mas j� me fiz ouvir no telhado
Quando � lareira estava aninhado
E j� me ouviram junto � lareira
Quando pelo telhado andava
Pelo menos, puderam todos escutar Algu�m a ronronar
� a prova incontest�vel
Do meu m�gico poderio
E a fam�lia por mim chamava
No jardim durante horas a fio
Enquanto eu no �trio dormitava
E h� pouco tempo Este gato fenomenal
Da cartola tirou sete gatinhos De forma genial
O qu�?
Mr. Mistoffelees?
O meu her�i!
- N�o v�s! - Estou a cair!
C�us! Foge!
Por favor.
Senhoras e senhores, apresento-vos o maravilhoso, m�gico,
Mr. Mistoffelees!
Ela enganou-me.
Vou l� chegar.
Vou chegar � Camada Celestial. Vou ganhar!
V�o ver todos!
Vem comigo!
N�o te metas com a gata maluca.
Firefrorefiddle!
Gus!
O Dem�nio
da Colina!
Seu dem�nio...
Amanhece
V� o orvalho no girassol
E uma rosa que desbota
As rosas murcham
Como o girassol
Anseio por encarar a alvorada
Aguardo
Pelo dia
Canta.
Mem�ria
Vira o rosto para o luar
Deixa que as mem�rias te conduzam
Abre-te, deixa-as entrar
E se l� encontrares
O significado da felicidade
Uma nova vida
Come�ar�
Mem�ria
Sozinha ao luar
Sorrio ao recordar os velhos tempos
Eu era bela ent�o
Recordo o tempo
Em que a felicidade conheci
Deixa que as mem�rias
Voltem a viver
As pontas queimadas
De dias esfumados
O cheiro bafiento e frio da manh�
O candeeiro da rua que se extingue
Mais uma noite ao fim chegou
Outro dia
Desponta
Dia
Pela aurora devo aguardar
Pensar noutra forma de viver
E n�o posso ceder
Com o chegar da aurora
Esta noite ser� mais uma mem�ria
E um novo dia
Come�ar�
A luz do Sol
Espreita por entre as �rvores no ver�o
Uma fantasia sem fim
Como uma flor
Ao romper do dia
A mem�ria
Esmorece
Toca-me
� t�o f�cil deixares-me
Sozinha com as mem�rias
Dos meus dias de Sol
Se me tocares
Entender�s o que � a felicidade
Vejam
Um novo dia
Despontou
�s a escolha Jellicle.
Obrigada.
Tudo o que desejavas
Era seres desejada
Nunca mais percorrer
As ruas de Londres s� e atormentada
Todas as tuas dolorosas mem�rias
Esquece-as
E dan�ar�s Com estes belos fantasmas
Sobe, sobe, sobe
Mais alto que o Russell Hotel
Sobe, sobe, sobe
At� � Camada Celestial
Sobe, sobe, sobe
Mais alto que o Russell Hotel
Sobe, sobe, sobe
At� � Camada Celestial
Sobe, sobe, sobe
Mais alto que o Russell Hotel
Sobe, sobe, sobe
At� � Camada Celestial
Sobe, sobe, sobe
Mais alto que o Russell Hotel
Sobe, sobe, sobe
At� � Camada Celestial
Sobe, sobe, sobe
Mais alto que a Lua Jellicle
Sobe, sobe, sobe
At� � Camada Celestial
Sobe, sobe, sobe
Mais alto que a Lua Jellicle
Sobe, sobe, sobe
At� � Camada Celestial
A subir, a subir, a subir!
Camada Celestial, aqui vou...
Inef�vel!
Est�s viva!
A m�stica divindade
De uma felina vaidade
Pela catedral
Ecoava Vivat
Vida longa
Ao eterno gato
De v�rios tipos de gatos Ouviram falar
E pelo que me � dado a observar
Um int�rprete n�o � preciso ter
Para o nosso car�cter entender
Aprenderam o bastante Para tirar a conclus�o
De que os gatos Parecidos convosco s�o
Viram-nos na labuta E tamb�m a folgar
E os nossos nomes Puderam apurar
Dos nossos h�bitos e habitat Tiveram o relato
Mas como dirigiriam a palavra
A um gato?
Come�arei por chamar
A vossa aten��o
E direi que um gato
N�o �... um c�o
Come�arei por chamar
A vossa aten��o
E direi que um gato
N�o �... um c�o
Com os gatos, segundo dizem
H� um m�todo certeiro
N�o falar
Sem que vos falem primeiro
Eu, por�m, discordo desse facto
Acho que se deve Abordar um gato
Mas tendo sempre presente
Que a intimidade ele ressente
Uma v�nia fazemos
Tirando o chap�u com ar grato
E abordamo-lo da seguinte forma:
"� Gato!"
"� Gato!"
Antes de um gato fazer o favor
De nos tratar Como um amigo de valor
Um pequeno sinal de apre�o
� necess�rio
Por exemplo, um pires de leite
Ou dar-lhes na devida ocasi�o
Um pouco de caviar ou empad�o
Galo silvestre ou pat� de salm�o
Ele l� ter� a sua predilec��o
E com o tempo
O objectivo ir�o alcan�ar
E pelo nome
O poder�o tratar
Um gato tem o pleno direito
A tais mostras de respeito
E portanto assim �
Fica claro o facto
Que esta � a forma
De abordar um gato
Acredito que �s mesmo...
uma gata Jellicle.
Uma gatinha querida.
Ripadas por: n0Te
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