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VILA HAMILTON REGl�O SUL, CERRO NEGRO
PONTO DE �LTIMA EVACUA��O CIVIL 3 DE MAR�O DE 2006
Vamos! R�pido!
Calma, calma!
Calma! N�o fa�a isso!
Levante.
V� pra l�!
Atire!
N�o atire!
O que fazem aqui? Voc�s precisam sair agora!
Viu? Eu avisei! T�nhamos que ter sa�do ontem!
Tenho certeza do que ouvi no r�dio.
Estamos mais seguros aqui.
Temos que evacuar a cidade inteira!
- N�s vamos agora! - N�o vamos a lugar nenhum!
N�o vou arriscar a vida da nossa filha!
Por favor, me ajuda! Por favor!
Saia de perto dela! Saia da� agora!
A gente se vira sozinho!
O que est� fazendo? Larga essa arma!
- Calada! - Temos que ir agora!
Vamos ficar aqui! Voc� vai embora com o seu grupo!
Senhor, por favor, pense na sua filha.
Vai se ferrar!
Por favor, solta essa arma. Temos que ir agora. Sim?
Calada! Vamos ficar. Voc� vai embora.
- Solte, por favor. - Calada! Calada!
- Acabou. Vamos. - N�o! Calada!
- Vamos embora agora! - Calada! Larga ela!
Cai fora daqui, sen�o eu te mato!
Eu te mato, solta ela! Larga a crian�a!
Por favor, se componha! Deixa ela a�.
Por favor, eles v�o nos matar!
Se quiser ir, pode ir! A menina vai ficar comigo!
- N�o! Eu n�o vou deixar! - Cala a boca!
Eles v�o nos matar! Por favor!
O que est� acontecendo?
Calma.
O que vai fazer?
O que vai fazer? Est� um inferno l� fora!
Calma. Vou dar uma olhada.
Fique aqui e proteja a sua fam�lia.
Vamos. Vamos! Ele j� est� morto.
Eles v�o nos pegar! V�o nos rasgar em peda�os!
Calma! Me escuta! Me escuta! N�o vai acontecer nada.
Ou�a, voc� precisa ficar calma. Vou tirar a gente daqui.
- Nossa filha! Meu Deus... - Sim. Mas me escuta, por favor.
- Quer acabar como ele? - N�o, n�o...
Ent�o, me escuta. Eu vou dar uma olhada.
- N�o, n�o! - Calma, calma.
Ele j� era! N�o saia daqui!
- Quieta! Fica quieta! - Por favor, n�o v� l� fora!
N�o!
AMANHECER ZUMBI
15 ANOS DEPOIS
Coronel Rainoff. Uma posi��o que nunca abandonei.
Seja no ex�rcito ou fora dele.
Seja com meu poVo, ou agora.
Agora que decidi trabalhar para quem desencadeou...
o maior desastre j� conhecido em meu pa�s...
a recompensa � diferente.
Mas a sensa��o na minha alma � a mesma.
Mondaca! Chegamos.
Muito bem, vamos!
�LTIMA ESTA��O MILITAR DE TREM AUTORIZADA
ROTA NORTE-CENTRO, A 20KM DA ZONA
J� passaram 1 5 anos.
Aquela trag�dia mudou o pa�s, dizimou a popula��o.
E nos exilou do resto do mundo.
Os culpados querem pagar por seus crimes.
Os respons�Veis querem mostrar a cara e agora recorrem a n�s.
Hamilton quer curar as feridas que causou.
Uma miss�o numa terra que ningu�m mais quer Visitar.
Um territ�rio hostil...
que serviu como pretexto para uma inVestiga��o cientifica...
agora tem outro plano.
Uma solu��o que n�o � neg�cio de poucos.
Cuja consci�ncia parece n�o ter o m�nimo ressentimento.
Melhor para este coronel.
O poder � algo que posso lidar.
Com o qual tenho que lidar.
Elisa, voc� tem que entender que a ci�ncia � assim.
Ela nos for�a a correr riscos.
Dois cientistas muito joVens fazem parte desta miss�o.
Ele, sobrinho de um dos regentes...
da diVis�o bio-mineradora de Hamilton...
que ainda existe no pa�s.
Ela, uma bi�loga incorporada pelos remanescentes do goVerno...
enViada para fiscalizar.
O que fazem aqui sozinhas, mocinhas?
N�o tem nada pra fazer? Ningu�m pra encher o saco?
Qual � o seu problema, idiota?
Est� bem, calma.
Estamos descansando, pois amanh� vai ser puxado.
Certo, se cuidem, divirtam-se.
Mondaca!
Re�na todo mundo!
Vamos, rapazes, levante! Todo mundo!
A escolta que fora marcada pra nos levar...
at� a zona da fronteira foi cancelada.
Ent�o, estamos sozinhos.
Amanh�, partiremos bem cedo, quero que estejam preparados!
Com licen�a, coronel.
Soube que ter�amos a companhia de mais militares.
� verdade, mas est� tudo sob controle.
Pelo que sei, aquele territ�rio � muito hostil.
Calma, doutora. Est� em boas m�os conosco.
N�o me interrompa, Mondaca.
N�o posso trabalhar nesse lugar. Entende?
Este � o problema.
Como j� ouviu, est� em boas m�os.
Siga para sua posi��o.
Como j� sabem, amanh�, partiremos para a zona da fronteira.
Dispensados!
Perd�o, mas a doutora tem raz�o.
O trato inclu�a uma escolta, n�o?
Coronel, fiz uma pergunta. Era com escolta, sim ou n�o?
- Pode me fazer um favor? - Sim, claro. Qual?
Sabe us�-la?
Sei.
Ent�o, do que est� com medo?
Tudo bem, doutora?
Sim, n�o se preocupe. Obrigada.
- Ele � assim. - Como?
O coronel. Ele faz isso h� anos. Sabe o que faz.
Sim, mas ele parece bem preocupado.
N�o se preocupe, voc� est� comigo.
Bom, se voc� diz...
Eu sei o que digo.
Muito bem. Obrigada.
Pobre coitado. Acha que ela est� interessada.
� pat�tico.
N�o sei como o chefe ainda conta com ele.
Ele n�o tem jeito, n�o desgruda.
- Kimura... - Kimura!
Kimura!
- Vamos arrumar nossas coisas. - Certo, vamos.
A Verdade � que tenho �tima fama...
quando se trata de limpar a reputa��o de algu�m.
A isso me dedico. Para isso me pagam.
Um trabalho honesto como qualquer outro.
Qualquer um tem o direito de me questionar.
E tenho o direito de quebrar a cara de quem o faz.
O homem em si j� � uma abomina��o.
ZONA DE FRONTEIRA ZONA-LIMITE DE EXCLUS�O
Por isso n�o temos lugar nem na terra nem no c�u.
Foi necess�rio criar um inferno para n�s...
e quando chegar a hora, estaremos todos l�...
esperando que nos abram suas portas.
POSTO DE COMANDO 684 ENTRADA NORTE
Para c�, mandam quem n�o � ningu�m.
Quem j� teve poder e quiseram sumir com ele.
Quem foi condenado a pagar pelo erro dos outros.
Lugar de soldados arrependidos.
Exilados, abandonados.
Aqui, ningu�m sentir� falta deles.
Os guardas da fronteira...
Trabalho de merda.
- Tenente? - Sim?
Eles chegaram.
- Quem? - A equipe da corpora��o.
Droga.
Diga a Cabira para avisar ao 683 e ao 685 que vamos abrir o port�o.
Sim, senhor.
Bom dia a voc� e a sua equipe, coronel.
Sou o tenente Brushnell.
Bem-vindos ao setor 6-8-4, em o fim do mundo.
Sigam-me, por favor.
Os Zag mandaram fumigar a zona com agente amarelo.
Voc�s n�o devem ter nenhum problema.
Por que agente amarelo? Tem algum efeito contra eles?
Ningu�m sabe.
Coronel, preciso que assine uns pap�is de entrada.
Est� bem.
Os �ltimos a sa�rem daqui foram da equipe de resgate.
Salvaram alguns sobreviventes da trag�dia de 2006.
Que trag�dia?
A...
A �nica tentativa que tiveram de limpar a zona.
Brushnell, o que sabe sobre esse lugar?
Coronel, sou apenas o porteiro.
O que acontece a 10 metros para dentro n�o � meu assunto.
Essa merda n�o funciona. Toma.
Muito bem...
Sinto muito.
Mas me nego a entrar sem assinar a folha de registro!
De que adianta assinar a folha de registro?
Se quiser, pode comprar uma caneta na lojinha ao lado.
Vamos, andando.
Tudo pronto, coronel. J� marcaram as coordenadas no mapa.
Lembre-se, na volta, voc� deve gritar "demarca��o".
� bom n�o esquecer.
Geralmente, deixamos em peda�os qualquer coisa viva...
que apare�a por aqui.
Muito bem, tenente.
N�o vamos mais tomar o seu tempo.
Para que siga com seu nobre trabalho.
Preparar!
A �ltima fronteira de prote��o.
Daqui pra frente, meu uniforme n�o importa.
Adiante, � quando mais sentimos o desamparo.
Na zona, n�o h� lei nem Deus que nos acompanhe.
O reino m�gico de Hamilton.
Encontraram mais do que procuraVam.
Poucos sabem exatamente o que aconteceu.
E ningu�m, em s� consci�ncia...
iria ao local exato onde tudo come�ou.
Mas � a Mineradora Transcontinental Hamilton.
Al�m de deVorar as entranhas deste lugar...
at� que seu sangue secasse, agora querem comer a pr�pria merda.
Kimura! Guarde o per�metro!
Sil�ncio!
� por isso que os mercen�rios...
e os reis da explora��o se entendem bem.
Fazemos coisas incriVelmente est�pidas somente por dinheiro.
Isso � um absurdo.
N�o sei o que voc�s pretendem.
Eles n�o deixam a gente trabalhar...
viemos aqui para fazer ci�ncia, n�o para brincar de guerra como eles.
Se paro por um instante, eles ficam bravos.
Se estudo o solo, eles ficam bravos.
N�o vim aqui para atirar e jogar os jogos deles.
Vim para investigar e tentar achar solu��es.
Se n�o podemos fazer nada, por que viemos?
N�o sei, mas n�o estou gostando nada disso.
Estou muito desconfiada.
Estou entediado.
N�o aconteceu nada em dois dias.
S�o morros desertos...
N�o matei ningu�m. Viemos aqui pra perder tempo.
Sabe o que est� acontecendo? O que eu acho?
A culpa � do coronel.
Por que ele faz a gente andar por dois dias nesses morros desertos...
sem nem uma vaca para atirarmos...
cuidando de dois imbecis que nem conhe�o?
Ldiotas. O cara acha que � um fil�sofo.
Ele � ge�logo. � ge�logo, gosta de pedras.
E estamos aqui por essa porcaria?
Estamos cuidando de um babaca que gosta de pedras.
E uma doutora que nem sei nome.
Vagabunda. Vagabunda, cara.
Ela nem fala com a gente, e temos que cuidar dela.
Quer saber? Se n�o acontecer nada em dois dias...
vou matar algu�m. Pode esperar.
Como aqueles malucos cabeludos que vieram com a gente.
Os metaleiros?
Jimmy Page e Robert Plant.
- Mondaca! - Sim, coronel.
Andando!
Todo mundo de p�! Vamos, vamos!
Kimura! Abandone seu posto! Vamos!
Maldito passeio escolar.
O informe da doutora j� parecia um liVro did�tico.
Res�duo org�nico Vol�til. Toxina fossilizada.
Efeito narc�tico.
EVolu��o de Volta a um estado primata.
Estado primata uma oVa.
Apenas palaVras elegantes...
para escrever o que nos acontece naturalmente.
A habilidade de nos matarmos.
- Ainda falta muito? - N�o sei.
- Estamos no caminho certo? - Continue andando!
Coronel!
Kimura! Mondaca! Vasculhem a �rea! Vamos!
Voc� vai.
Charlie!
A porta!
Mais um passo e eu te mato, maldito!
Coronel.
Acalme-se, senhora! Somos soldados!
Calado, malditos ladr�es! Fora!
Tudo bem, n�s vamos. Mas abaixe a arma!
Ningu�m me d� ordens! Ningu�m!
- Dag, vamos! - Maldito ladr�o!
Voc� vai morrer, velha maldita!
Mondaca! Eu dou as ordens aqui!
Olha o que ela fez com Dag! Voc� conhece as regras!
Eu sei, e tamb�m sei que deve me obedecer.
Veja como Dag est�. E saia daqui.
Agora, droga!
Achei que estivesse morto.
Apenas d�i muito. Senti a bala perfurar.
A �nica que vai se dar mal � aquela velha, ouviu?
Com licen�a.
- Isso d�i! - Calma, vou te ajudar.
O que faz aqui? Por que n�o est� na cidade?
Lembre-se, senhor, voc� conhece as regras.
Mondaca, se falar mais uma vez das regras...
vou te deixar aqui.
Vamos, diga. Est� sozinha?
Saia da�, filha da m�e! Saia da�! Quieta! Quieta!
Quem � ela?
� a minha neta.
- O q'ue ela faz aqui? - E minha neta!
- O que voc�s fazem aqui? - Ela � minha neta!
O que voc�s fazem neste lugar?
Moramos aqui, � a nossa casa!
Por que n�o est�o na cidade?
Porque moramos aqui! Na nossa casa!
O que voc� acha, Cornellius?
N�o sei, � muito estranho.
Elas precisam comer e a �rea est� toda infectada.
- Kimura! - Sim, senhor!
- Creio que ouviu a conversa toda. - Sim, ouvi tudo.
E o que voc� acha?
- O mesmo que Cornellius, coronel. - Ent�o, vamos embora.
N�o! Nem voc�, nem eu, ningu�m sai daqui!
Ou�a, doutora, deixe seu cora��ozinho sens�vel de lado e vamos!
Charlie, carregue-o! Mondaca, vamos!
� s� pensar um pouco, animal! Volte aqui!
Solte a minha neta, seu filho da m�e!
Desgra�ado! Maldito!
O que voc� fez?
Nada, coronel. Ela me atacou.
Pare de besteira. Vamos!
Voc� se deu conta?
Sab�amos que seria assim.
Calma.
Na Verdade, ningu�m simpatizaVa com esses dois babacas.
Claro que o mais prejudicado era o pobre Cornellius...
mas eu os entendo. Somos homens.
A ideia de baixar suas cal�as...
e n�o encontrar uma Vagina desanima qualquer um.
Parem!
Onde est� Cornellius?
N�o sei, coronel, estava atr�s de n�s.
Kimura! Dag! Procurem por ele! Agora!
Coronel...
Mondaca...
Coronel! Mondaca! Elisa!
Socorro, por favor!
Algu�m me ajuda! Por favor, algu�m me ajuda!
Por ali! No t�nel!
Que diabos...
Morre, filho da m�e!
Atire!
Droga! Droga!
Cornellius.
Ele est� morto.
Coronel, encontramos Cornellius.
E? Cad� ele? O que foram aqueles tiros?
- Senhor, Cornellius est� morto. - Um infectado o atacou.
Tentamos segui-lo, mas n�o o encontramos.
Droga! Que isso sirva de li��o pra cada um de voc�s!
Ningu�m deve se separar do grupo! Ouviram?
Vamos seguir nosso caminho. Vamos!
N�o, coronel.
Cornellius era parte fundamental desta miss�o.
N�o dever�amos seguir sem ele.
N�o est� t�o comovida, doutora.
Deixaremos o corpo de Cornellius aqui.
A �rea est� cheia de infectados.
Vamos seguir nosso caminho. Mondaca, adiante. Vamos!
Ei, cara.
- Que papo � esse de "infectados"? - Sei l�, cara.
Ouvimos o idiota gritando e chegamos em menos de um minuto.
Vimos aquela coisa feia mordendo seu pesco�o.
N�s atiramos, mas n�o acertamos.
N�o o vimos muito bem, ele fugiu r�pido.
Droga, cara. No que nos metemos?
- Silencio, idiotas! - Sim, coronel.
Perd�o.
Andando sob este sol intenso...
A cientista, como sempre, n�o sabe bem qual � a sua miss�o.
Os soldados n�o entendem porque devem proteg�-la.
O caminho � longo e complicado.
- E a solid�o � a nossa companhia. - Mexam-se! R�pido!
Mexam-se!
Ajude ela, Charlie.
Parem! Kimura, � direita!
Charlie, � esquerda! Voc�s dois, sigam-me.
Ei, cara...
Aquela velha maluca quase estourou os meus miolos.
�, mas Mondaca est� louco. � um gordo idiota.
Calma, cara.
Ele � o favorito de Rainoff. � melhor n�o se meter com ele.
N�o entendo como pode existir um idiota como ele.
Estamos sendo bem pagos. Fique calado e trabalhe.
N�o vejo dessa forma. Ficamos parecendo maricas.
Mas que...
Desde quando se importa com o que os outros pensam?
N�o parta meu cora��o.
Droga! Protejam-se!
- Est� bem, coronel? - Estou! Sigam-me!
Ei, Dag! Vamos matar todo mundo!
Vamos! Vamos, droga!
Mondaca! Venha aqui! Volte aqui, droga!
Mondaca!
Mondaca! Dag!
Mondaca.
- Vamos sair daqui! - N�o, cara!
- N�o devem estar longe! Vamos! - Parece uma emboscada.
N�o fale besteira e continue andando!
Mondaca! Dag!
Venham pra c�, droga!
Gordo idiota!
Vai cair numa emboscada!
- E os outros? - N�o quero saber deles!
Vamos sair daqui.
Vamos matar esses ratos! Vamos!
Charlie! Kimura!
Eles est�o na mata! R�pido! Mexam-se!
Saiam da nossa terra!
Droga! S�o muitos. Est�o no sul. Vamos.
Atire, cara! Atire!
Recuar! Vamos!
Dag! Dag!
Amigo!
Vamos. Vamos.
Separem-se! Voc� vem comigo!
Aguente! Levanta, cara! Amigo!
E esses malditos caub�is, cara?
Ningu�m avisou que teria gente armada por aqui!
Ferraram a gente de novo.
Temos que voltar at� o coronel.
Deve ter mais deles.
Coronel!
- O que foi? - Coronel, matamos tr�s l� embaixo.
Muito bem, Charlie.
Siga � direita at� o rio, veem aquela clareira?
Me esperem l�.
Vou buscar aqueles dois idiotas. Vamos!
Coronel! Onde est� a doutora?
Ela est� bem.
Cuide de voc� mesmo. Vamos! Anda!
Soldado! Soldado!
Meu amigo... Amigo...
N�o! Filhos da m�e! Filhos da puta!
Vou matar voc�s! Vou matar voc�s!
Desgra�ados! Desgra�ados, malditos!
Desgra�ados!
Aquele gordo.
Mondaca! Levante-se, droga! Vamos!
Cuidado, Kimura!
Corre, Kimura!
Cuidado!
Os filhos da m�e fugiram.
Vamos peg�-los! Vamos! R�pido, r�pido!
O que aconteceu?
Um nos atacou, senhor! Fugiram pelo rio!
- N�o devem estar longe, senhor! - Vamos atr�s deles! Vamos!
Parados! Parados a�!
Largue a arma!
N�o v�o por um dedo nela! Vamos!
Confie na gente! Largue a arma, agora!
N�o t�m o direito de estar aqui!
Rendam-se. N�o viemos atr�s de voc�s.
Mas, coronel! Os desgra�ados mataram Dag!
Quieto! Quieto, Mondaca.
Largue a arma! Confie na gente!
Vamos! Largue a arma!
Muito bem.
Mondaca!
Mais uma vez e eu mesmo enfio uma bala...
na sua cabe�a!
- Charlie! - Sim, senhor!
Cuide dela!
Vamos, mexa-se.
- Vamos! Mexa-se! - Andando! Vamos!
Levante! Mexa-se!
Mexa-se!
Vamos, desgra�ada! Levante!
Levante, vagabunda! Levante!
- Vamos. - N�o quero tocar nessa vagabunda!
Vamos!
Lembro de ter que assinar centenas de cartas de perdas de soldados.
Cujas causas eram re-encenadas pelos quatorze tenentes...
do departamento funeral.
Notei que muitas se repetiam e perguntei a um deles...
"as mortes chegaVam a ser confirmadas?".
Por alguma raz�o, n�o podiam sair da zona...
antes de 12 de mar�o e erraram.
Ficaram l� dentro, dados por mortos.
O que acontecia l� dentro n�o importaVa.
A quest�o � que ningu�m sa�a ViVo ou morto.
Ningu�m iria busc�-los.
Ningu�m se incomodaria a Voltar neste lugar, nunca mais.
Esse � o nosso Mondaca.
Sozinho. Por ser um idiota.
Por culpa de voc�s, malditos metaleiros!
Como assim?! N�o temos nada com isso!
Como n�o? Por que n�o chegaram a tempo, idiotas?
- Por que n�o chegaram a tempo? - � isso que d� voc� ser um idiota!
Quer saber? Ele era um soldado mil vezes melhor que voc�!
- Cai fora, balofo! - Para com isso!
- Estavam atirando na gente! - Azar o seu!
O que est� havendo aqui? O que � isso? Sil�ncio!
Vamos deixar o corpo de Dag aqui.
- Mas, coronel, como pode... - Sil�ncio!
Mondaca, pegue sua arma. Vamos!
Charlie, traga a prisioneira. Vamos.
Vamos lev�-la como prisioneira?
Ela se entregou.
Temos que cuidar dela.
N�o quero mais ningu�m matando ningu�m. Vamos! Vamos!
Anda, desgra�ada.
- Sinto muito por Cornellius. - Eu tamb�m.
Parecia ser um cara legal.
N�o sei, �ramos apenas colegas.
- N�o tinham nada juntos? - N�o. N�o tenho tempo pra isso.
O que vai fazer sozinha agora?
N�o sei. N�o dever�amos continuar.
Dever�amos ir embora, mas o coronel quer continuar.
Bom, eu concordo com ele. Temos que prosseguir.
Al�m disso, seu companheiro Dag morreu.
Aquele imbecil. N�o me importo que tenha morrido.
De qualquer forma, � uma pessoa.
A viol�ncia n�o � a solu��o para nada.
Tamb�m acho que a viol�ncia n�o seja a solu��o...
mas h� pessoas e pessoas.
Tem raz�o nisso.
Kimura, quero ficar sozinha. Me d� licen�a?
Claro.
Coronel! Olha!
N�o devemos estar longe!
Veja o arame farpado.
Exato. Algo passou aqui recentemente.
Em posi��o! Alerta!
O que � isso?!
- Espero suas ordens, senhor! - Capture-a!
Sabe qual � a ordem maior?
Quieto! Amarre-a! Vamos lev�-la conosco.
Perd�o, senhor. N�o podemos levar mais prisioneiros.
Sil�ncio! Eu dou as ordens aqui!
Vamos, amarre-a! Voc� tem um minuto!
Mondaca! Kimura!
Doutora!
Chegamos.
� toda sua. Comece o seu trabalho.
Sigam-me. Vamos.
ANTIGO ESCRIT�RIO DE INVESTIGA��O DE MINERA��O.
CERRO NEGRO, PROPRIEDADE DAS EMPRESAS HAMILTON.
A garota escondia algo que Valia mais que a Vida de todos.
Era um sonoro segredo. Um rumor. Um mito.
Bom demais para n�o arriscarmos um dinheiro para comproV�-lo.
Dentro dela, existe algo que prefiro n�o imaginar.
N�o queriam laVar as feridas, queriam fech�-las para sempre.
Nada Valioso � bom para ningu�m.
Tudo limpo, coronel.
- Tudo limpo, coronel. - Bom trabalho.
Nesta noite, dormiremos aqui, para que a doutora trabalhe.
Amanh�, partiremos cedo.
Mondaca! Tranque a garota.
Sim! Vamos!
Kimura! Traga a prisioneira. Venha comigo.
Charlie, siga-me!
Coronel, o que far� com a menina?
� uma prisioneira.
Mas � perigosa, n�o podemos arriscar.
Eu sei, mas � diferente das outras.
O que quer dizer?
N�o percebeu?
Ela ficou nos olhando diretamente nos olhos.
Sim, eu sei.
Ela n�o apresenta os sintomas da infec��o...
mas pode ter desenvolvido de outra forma.
Ou�a, doutora, cuide do seu trabalho que eu cuido do meu.
Fui claro?
Viu alguma coisa?
- Devem ter levado tudo. - Quem?
Na verdade... Est� procurando algo?
Documentos, instrumentos, aparelhos.
- Quer ajuda? - N�o. N�o se preocupe.
E os vidros?
- O que tem? - N�o est�o quebrados.
Os infectados n�o enxergam nada.
Eles usam o tato e o instinto.
Pode me explicar de uma vez o que acontece neste pr�dio?
- Do que est� falando? - Est� vazio.
N�o tem amostras, documentos, equipamentos, nada.
Ent�o, podemos ir.
N�o. Eu vim aqui com uma miss�o e n�o saio sem cumpri-la.
Ou�a, doutora, fui contratado para trazer voc� aqui em seguran�a.
Se voc� n�o fizer o seu trabalho, vamos embora!
Nada disso! Vamos examinar a menina.
Este n�o � o seu trabalho!
Fa�a o seu trabalho que eu fa�o o meu!
Se digo que vamos examinar a menina, assim ser�, e fim de papo!
Tem alguma coisa errada.
- Por qu�? - N�o sei. A doutora est� estranha.
Voc� sabe como ela �. � meio hist�rica.
Mesmo assim...
- Talvez ela esteja com o chico. - Quem � chico?
Aquele que vem uma vez por m�s!
Vamos, palha�o.
Quem voc� chamou de palha�o, palha�o?
Vai se ferrar.
Coronel! A que horas partimos?
Assim que a doutora terminar.
N�o quero passar mais nenhum segundo aqui.
- Est� com medo de qu�, soldado? - De nada, senhor!
Mondaca. Lembre-se, estamos sozinhos aqui.
Fique tranquilo.
N�o esque�a que achamos aquela garota perto de infectados.
Eu sei. Vamos partir amanh� cedo.
Sendo assim, volte ao seu posto. Agora!
Como quiser, senhor.
Coronel, quero falar com voc�.
Prossiga. J� est� falando.
- � sobre a garota que trouxemos. - O que tem ela?
Ela apresenta o maior foco infeccioso que j� vi.
Voc� j� me disse isso.
- Sim, mas seu sangue est� sadio. - E? O que tem isso?
Coronel, por acaso est� ignorando o protocolo?
Do que est� falando?
Ela n�o est� cega e n�o demonstra nenhum sintoma...
mas pode ser um grande foco de infec��o.
O que quer dizer com "um grande foco de infec��o"?
- Voc� n�o tem certeza? - Ou�a, coronel.
Apesar da falta de equipamentos, tenho certeza, sim.
N�o � o que parece.
Coronel, devo obedecer o protocolo.
Sil�ncio! A garota vai conosco, ouviu?
- Mas, coronel... - Chega! Assunto encerrado!
Partiremos amanh� cedo! E ela vai conosco!
Me ouviu?
Nem a Vadia da doutora sabia porque eu queria aquela garota.
A �nica certeza era que n�o era nada bonito.
- Mas quem sou eu para julgar? - O que houve?
Perd�o, mas a ouvi discutindo com o coronel.
Lamento.
N�o se preocupe.
Estou preocupada.
Posso saber por qu�?
Sim, mas com uma condi��o.
- Qual? - N�o me trate assim.
Temos quase a mesma idade, voc� me faz sentir mais velha.
Est� bem. N�o vou mais falar assim.
� dif�cil de explicar.
Tente. Nem todos os soldados s�o bobos como Mondaca.
Eu sei, voc� � diferente.
Ou�a, o caso � que...
- A garota � um foco infeccioso. - Mas ouvi que n�o estava contagiada.
� verdade, n�o est� contagiada, mas � um foco, � portadora.
- � mais perigosa que todos. - O que devemos fazer?
Ela deve ser morta.
O coronel sabe disse. Ele conhece o protocolo.
Que protocolo?
Ela deve ser eliminada.
Mas ele quer lev�-la, e se lev�-la, ela matar� n�s todos.
O que podemos fazer?
Eu j� disse. Elimin�-la.
Temos que mat�-la. Ela n�o pode sair daqui.
Eu mato. Mas se o coronel souber, ele me mata.
Se o coronel te atacar, voc� tem...
Voc� deve se defender.
Est� bem, eu mato, mas de manh�.
Creio que ela estar� trancada e vou mat�-la em sil�ncio.
Muito obrigada.
Quando voltarmos, vou contar aos meus superiores.
Eles v�o entender.
N�o vai te acontecer nada se voc� se defender do coronel.
Eu sei. Confio no que est� dizendo.
Obrigada. Vou arrumar minhas coisas.
- Estou muito cansada. - Certo. V�.
Vou ficar em guarda.
Ou�a, � melhor n�o irmos para longe da casa.
Esse lugar me d� medo.
N�o sei porque o coronel quer levar a garota.
Quer saber? A doutora me contou uma coisa sobre ela.
- Que coisa? - Que ela � a pior de todos eles.
Que ela � portadora da doen�a, mas n�o est� infectada.
N�o entendi muito bem, mas temos que mat�-la.
Ent�o, qual � a do coronel? Por que quer proteg�-la?
N�o sei. J� disse, tem alguma coisa errada.
Temos que fazer alguma coisa.
Eu te conhe�o.
N�o tente bancar o her�i.
S� de estarmos aqui j� � problema demais.
Fica tranquilo. N�o vou fazer nada.
� melhor assim. Vamos voltar, j� est� ficando tarde.
Vai se ferrar, seu idiota.
Quem est� chamando de idiota, idiota?
Diga que sou seu her�i, desgra�ada!
Diga que sou seu her�i, vadia!
Por que n�o se mexe?
Por que n�o se mexe, vadia? Voc�...
� uma menina m�! Muito m�!
� muito m�.
� dif�cil entender porque alguns n�o nasceram para ser amados...
lembrados.
Somos apenas o combust�Vel...
de uma m�quina chamada humanidade.
Uma m�quina a qual n�o pertencemos.
Mas que n�o funcionaria sem o nosso sangue.
- Coronel! - J� sei! N�o podemos sair agora.
Pegue suas armas e proteja o lado esquerda da casa.
- Vamos esperar de l�. - E os outros?
Leve Kimura e Charlie com voc�. N�o quero saber da doutora.
E a menina?
- Eu cuido dela. - Est� bem!
O que foi?
Mondaca estuprou a prisioneira e est�o todos vindo pra c�.
Eu ouvi. Ele que se dane. Vai acabar na pior.
Temos que ir. Vamos. Que se dane tudo isso. Vamos.
Ou�a, tenho que fazer uma coisa antes.
- Pode me esperar na porta dos fundos? - Que diabos precisa fazer?
Voc� vai saber.
Droga...
Est� bem, eu vou te esperar. Mas n�o demore. Vai.
- Certo. - Se cuida, cara.
- Onde vai, idiota? - O que te importa?
- Vai correr, covarde? - N�o, cara.
Voc� � um mentiroso, cabeludo imbecil.
Voc� e Kimura querem nos abandonar!
Mondaca, fica frio, agora n�o � hora.
Tamb�m n�o era hora quando mataram Dag, certo?
Quer chamar o coronel pra me calar?
O que est� fazendo, Kimura? Abaixe a arma!
A menina deve morrer, coronel!
Nem voc�, nem ningu�m vai tocar nela, ouviu?
A doutora est� enfiando minhocas na sua cabe�a?
- Nada disso! - Abaixe a arma.
Quieto! Vou atirar!
Saia daqui!
Rainoff, sei dos seus planos.
Pense um pouco. � s� raciocinar.
Se levar a menina l� fora, todos estar�o em risco!
- Por favor, pense! - Isso n�o � problema meu.
Coronel, seja racional, por favor.
Ouviu esse desgra�ado? Estamos ferrados!
Ainda n�o, Mondaca! Ainda podemos fugir! Acredite!
Viu? Voc� quer fugir, covarde maldito!
Ningu�m me trai!
Nem voc�, nem Kimura, nem o coronel!
Corra agora, filho da m�e.
Kimura!
N�o percebe que ela est� te usando?
Por favor, Kimura, n�o escute ele!
Gente como ela sempre nos desprezou!
N�o � nada disso. Por favor, n�o escute ele!
Voc� tem que matar a menina! Muita coisa depende de n�s!
O que vai acontecer depois?
N�o importa! A vida de todos depende disso!
O que o coronel disse � verdade...
- Mate a doutora! - Por favor, n�o escute ele, Kimura!
D� no mesmo! J� estamos ferrados!
Kimura!
Kimura!
Kimura!
Kimura! N�o!
V�o pro inferno!
Charlie?
Charlie!?
Charlie!?
Charlie?
Charlie...
H� um instante, ouvi tiros de um fuzil 5-56 do seu amigo Charlie.
- Agora, n�o ouvimos mais. - Ele deve ter fugido.
Acho que n�o... N�o depois do jeito que deixei o infeliz.
O que voc� fez, desgra�ado?!
Levante!
Levante, desgra�ado!
Agora voc� me diz, filho da m�e, como � perder um amigo?
Coronel? Coronel?!
Coronel?!
Coronel?
Rainoff! Rainoff!
Rainoff!
Rainoff!
Volte aqui, maldito, filho da m�e! Traidor!
Coitados.
Bens descart�Veis com um del�rio de grandeza...
num mundo onde sequer existem.
Esta � a minha passagem para a aposentadoria.
Cobrarei o pagamento de todos e pronto.
Esta porcaria acabou, pelo menos, para mim.
Contato!
N�o atirem!
Demarca��o!
- Repita! - Demarca��o, filho da m�e!
Demarca��o? Rainoff...
Me passe o r�dio.
Quartel-general, aqui � do setor 6-8-4.
Quartel-general. Prossiga.
- A dilig�ncia retornou. - Um momento.
Certo, recebemos.
A dilig�ncia retornou. Apenas um sobrevivente.
Ele trouxe a menina.
O coronel Rainoff?
Positivo, quartel-general.
- Autorizamos a ordem especial 22-36. - O que fa�o com Rainoff?
A miss�o ser� cancelada em tr�s minutos.
Aplicar medidas defensiVas. Proteja a amostra.
Positivo.
Rainoff, vamos mandar algu�m buscar a menina...
e aplicar a desinfec��o.
Depois disso, buscamos Voc�.
- N�o tem mais ningu�m? - Parado!
- Qual � o problema?! - Fique onde est�!
Tenente! Informe a situa��o!
Gonzalez, iniciar ordem.
A miss�o acabou. Adotar medidas defensivas.
Mas o coronel Rainoff ainda est� na zona.
Qualquer coisa que aconte�a a 10 metros daqui...
n�o � assunto meu, nem seu, Gonzalez.
S�o ordens superiores.
Filhos da puta!
� por isso que os mercen�rios e os reis da explora��o...
se entendem t�o bem.
Fazemos coisas incriVelmente est�pidas somente por dinheiro.
- General. - Sim?
Levante-a.
Parab�ns, tenente. A miss�o foi um sucesso.
Ramirez, prossiga.
Sua hora chegou, Rainoff. Maldito desgra�ado.
Tenente, prossiga.
Quartel-general, aqui � do setor 684.
A fronteira est� fechada.
AMANHECER ZUMBI
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