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Bom dia, senhor.
Bom dia.
O senhor é Adolfo Sardá?
Sim.
Sou o inspetor Aguirre, e este é o detetive García Bellomo.
Como posso ajudar?
Hoje cedo, nós encontramos um corpo sem vida aqui perto.
Sinto muito em dizer, mas é sua filha.
Ana Sardá.
Tudo indica que foi homicídio.
O quê?
Ela está dormindo no quarto dela.
Carmen, vá acordar a Ana.
Ela não estava bem ontem à noite.
Ela não está lá.
Sinto muito.
Claro.
Não...
Não...
Não.
Oi.
O que foi?
A Ana morreu.
Mataram ela.
- Ana! - Já vou!
CATEDRAIS
Ana, agora!
Já vou!
- Com quem você estava falando? - Com a Marcela.
Agora não é hora de telefone. É hora de família.
Minha avó dizia que não se passa cueca de homem
se não estiver bem lavada.
Senão você pode engravidar.
- Mãe! - Sério?
Que loucura!
Ela achava que as gotinhas que ficavam na cueca mal lavada
podiam entrar por osmose.
Mamãe!
A única cueca aqui em casa é a do papai.
Que nojo, Ana!
Seria meio estranho engravidar dele.
- Ana, que nojo! - Eca, Ana!
- Como diz isso? - Vamos...
Estou estudando!
Ana...
Meninas, os vizinhos vão ouvir.
Que sorte eu tenho
- Pai, venha dançar! - Pai!
Porque vou te ver hoje à noite
Que sorte tenho
Vem, Carmen, vem. Isso!
Porque vou te ver hoje à noite
"Do nada, você conhece alguém, e tudo é perfeito."
Olha essa: "Como saber se ele é sua alma gêmea."
E aí, o que diz?
"Siga seu instinto."
O quê?
"Siga seu instinto"?
Nossa, que besteira!
Espera!
Parem com isso. Não consigo dormir.
Carmen...
Você não tem aula amanhã?
Você não é minha mãe.
- Quer que eu chame? Vou acordar ela. - Carmen, sai do meu quarto.
Que chata.
- Seu quarto? - Sim.
Não era comunista, Lía?
Agora tem propriedade privada?
Parem. É sério.
Ela tem razão.
Me deixa ver.
Ficou lindo em mim. Parece que foi feito pra mim.
Não!
Que seu anel da sorte nos dê sorte.
Não é pra sorte, é pra proteção.
Sabe o que eu queria?
Viajar com você.
Viajar?
Viajar, só nós duas, sem a mamãe nem a Carmen mandando.
Quando você se formar.
Queria ir pra Santiago de Compostela.
- Na Espanha? - É!
Já vi fotos, é lindo.
A gente podia fazer o Caminho de Santiago.
Imagina tudo que faríamos juntas numa cidade tão linda.
-Poderíamos ir a bares e shows. - Bares?
Ver os rapazes.
Ora, ora.
Menina sonhadora.
O CÂNTICO DAS CRIATURAS
Bom dia, chefe. Como está?
A reunião com a editora está confirmada pra amanhã.
Lía, não tenho notícias suas. Estou com saudade. Quando podemos nos ver?
Amiga, lembra que hoje tem a exposição do Lázaro
e depois uns drinks.
Vai todo mundo. Te vejo lá.
Com licença, tem livros de história com fotos?
Tem, na última prateleira à direita.
Obrigada.
Você gasta suas economias pelo túmulo de um apóstolo
e, quando chega aqui, em vez de um milagre,
encontra turistas e cimento.
Lía, pensei em sair pra curtir no fim de semana.
Posso folgar segunda e compensar na semana?
Tá, mas volta na terça. E sem gracinha, tá bom?
Tá bom.
ADOLFO SARDÁ: QUERIDA FILHA, QUERO TE CONTAR
QUE, NAS ÚLTIMAS SEMANAS, FIZ UNS EXAMES...
Lía, sabe onde está a última obra da Florence?
Vai ter que cancelar seus planos, Reyes.
Preciso ir pro Chile com urgência.
Aconteceu algo? Achei que não queria voltar.
Senhoras e senhores, bem-vindos a Santiago do Chile.
Permaneçam sentados...
Olá.
- Lía? - Sim.
O Adolfo me mandou buscar você.
Tá bom. Obrigada.
Feliz em voltar?
Turbilhão de emoções.
Muitas lembranças, imagino.
Lembranças ruins.
Mataram minha irmã aqui perto.
Ela foi queimada e esquartejada. E jogada na ferrovia.
Nunca acharam o assassino.
Ó vinde, fiéis
Vinde e contemplai
Ó vinde, fiéis
Vinde e contemplai
Vinde e contemplai...
Ana.
Marce! Como você está?
Não é seu professor de vôlei?
É. Ele é lindo, né?
Horrendo.
Quietas, vocês duas.
Ó bom Jesus
Eu creio firmemente
Que por mim
No altar permaneces
Que nos dais vosso corpo e sangue...
- Vou cantar. - Tá bom.
À alma fiel...
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
Oremos.
Pai nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome,
venha a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no...
Sou indigno
Confesso com vergonha
Que recebi a Santa Comunhão
Jesus, espero que vejas
Meu vazio e meu pecado
Cura meu pobre coração
- A paz esteja com você. - A paz esteja com você.
- É verdade. - Você toca violão.
Olha o padre ali.
O violão é lindo.
Padre, o que o senhor falou sobre voltar aos apóstolos é importante.
Obrigado, Dolores.
- Não, eu que agradeço. - É o Albertín, não?
É.
Ele foi da minha turma de História.
Aliás, o Julián está no seminário
e vai fazer trabalho pastoral na paróquia.
Que ótimo! Ele vai ser colega da Carmen.
- Sangue novo. - Isso mesmo.
- Com licença. - Claro, padre.
- Vamos? - Sim.
- Sim, claro. - Padre Manuel está animado.
- Quanto eu te devo? - Nada, está tudo certo.
- Acertou com meu pai? - Sim.
Obrigada.
Bom...
Não é mais uma casa de família com três filhas.
Agora é a casa de um homem só.
Eu gosto.
Das estantes bagunçadas.
Ultimamente, só leio ficção.
Principalmente os livros que você me indicou nesses anos.
- Como está seu tratamento? - Lía, não.
- Pai. - Não, sério. Por favor, não.
- Por isso vim. - Não vamos falar de coisa triste.
Viu como as árvores estão enormes e lindas?
Plantamos juntos.
- Levo lá pra cima? - Não, obrigada. Vou ficar num hotel.
O quê?
Preparei um quarto pra você.
Não quero dar trabalho. Só vou ficar uma semana.
Não nos vemos há 30 anos, e não quer ficar comigo?
Tem café da manhã?
Tá bom.
Você pode ir à clínica pegar meu remédio?
Esqueci de pegar.
- Posso usar o carro? - Claro.
Obrigada.
Quem é ele?
Mateo, seu sobrinho.
Mateo, como Mateus, o apóstolo.
Não podiam ter te dado outro nome?
Talvez Maria, se fosse menina.
Desculpa.
Não é você.
Nunca imaginei que você era meu sobrinho.
Meu pai fala muito de você, mas nunca vi nem uma foto sua.
Eu posso ir. Deixa comigo.
A Clínica San Camilo continua no mesmo lugar?
Algumas coisas não mudam.
- Se cair, quebra. - Não vou derrubar.
- Nem um arranhão. - Quando foi que fiz isso?
- Como está? - Bem, quase terminando.
Não acredito que você está tão feliz. Eu odiava esses retiros.
- Por quê? - Não sei.
Ficar longe de casa...
- Só um instante. - Tá bom.
- Tchau, Marcela. Até amanhã. - Tchau.
- Marcela Verón? - Sim.
Oi. Sou a Lía Sardá.
Irmã da Ana. Lembra de mim?
Ana.
Ana!
A Ana morreu nos meus braços, na igreja.
- Morreu nos meus braços! - Marcela.
- Nos meus braços, na igreja! - Marcela. Calma, filha.
- Mãe. - Calma.
Conhece ela?
Sim, sou a Lía Sardá.
Lía, como você está? Faz tanto tempo.
Tudo relacionado à Ana ainda mexe com ela.
Perdão, querida.
- Lía... - Vamos.
A Ana morreu nos meus braços, na igreja.
Calma.
Marcela, a Ana foi assassinada.
Não.
Ninguém morre duas vezes.
Vamos, filha.
Sardá? Seu remédio.
Conhece a Marcela?
- Sim. - Ela é um anjo, sempre ajudando.
Ela vem aqui toda semana pra ajudar os pacientes.
Lê pra eles, os ajuda, faz companhia.
- Tá, obrigada. - De nada.
Merda! Abajur do cacete.
Papai, eu e esse abajur nunca nos demos bem.
A mamãe mandou fazer só pra você.
Carmen.
Nunca gostei.
Que bom que você veio ver o papai num momento tão difícil.
Rezo por ele todo dia.
Prefiro deixar nas mãos dos médicos.
São mais eficazes que oração.
A mamãe também queria ter podido contar com você.
Bem-vinda, irmã.
Desculpa a recepção fria, mas a noite foi pesada.
Queria que você fosse lá em casa conhecer meu filho.
Já o conheci.
Ele me buscou no aeroporto.
O Mateo?
Ou você tem mais filhos?
Não.
Eu adoraria ter tido mais, mas Deus quis assim.
Não tenho filhos.
- Você ia me perguntar. - Não!
E não foi por plano de Deus.
Eu só não quis.
Que lindo ver vocês juntas de novo.
Parece que Deus está nos dando uma chance
de juntar a família outra vez, né?
- Enfim... Vamos, pai? - Vamos.
Vou ficar um tempo no Chile, então queria levar ele às vezes também.
Não, obrigada, Lía. Não precisa.
Venho cuidando disso sozinha esse tempo todo,
então é importante que eu mesma veja o médico, tá?
Vai passear. Aproveita.
Santiago mudou muito. Tem um shopping novo.
Faz 30 anos, imagina.
Não tenho mais o que fazer. Vim pra ver o papai.
Tá bom, então vamos todos juntos.
Não, eu fico aqui.
Então fica.
- Vou esperar no carro. - Tá bom.
Você está bem?
O que faço com isso?
Joga fora.
Eu nunca gostei.
Vamos, papai?
Tá, querida, vamos.
Ana?
- O quê? - E essa roupa?
O que tem?
Qual é a graça?
De onde tirou isso?
A Lourdes me emprestou.
Troca de roupa.
Vai trocar, querida.
Não posso fazer nada nesta casa! É inacreditável!
Cadê a Lía?
Ela ligou.
Ela vem mais tarde.
Se atrasaram por causa de uma atividade cultural, sei lá.
Por isso eu não queria aquela universidade.
Estão sempre aprontando algo.
Por exemplo, contenção e disciplina viravam um jeito de escravizar o homem.
E qual é o principal exemplo disso?
A religião.
Pra quem leu o texto,
o que vocês entenderam da ideia de que Deus está morto?
Que o matamos.
Deus está morto, e fomos nós que matamos.
É uma metáfora do autor
que simboliza o fim da influência da Igreja na nossa sociedade.
Exatamente.
É o que o Andrés disse.
Formem grupos pra estudar o texto.
Nos vemos semana que vem.
Meninas,
posso fazer com vocês?
Por mim, pode ser.
Sim.
Oi, tudo bem?
- Conversamos depois. - Oi.
Quer ir na biblioteca fazer umas cópias?
- Vai copiar o quê? - O texto da prova de sexta.
Tá bom.
Sua interpretação foi interessante. Pelo menos o que eu ouvi.
Você não perdeu nada.
Você acha mesmo que a Igreja tem cada vez menos influência?
Talvez seja mais um ideal que uma realidade.
Um ideal?
- Pra quem? - Pra mim. Pra você não é?
Padre, eu estava pensando nas aulas de crisma.
Sim?
Podiam ser às terças e quintas, às 17h30.
Parece ótimo.
- Oi, Julián. - Padre.
Tudo bem? Esta é a Carmen Sardá.
Ela dá aula de catequese pras meninas.
O Julián vai dar pros meninos.
Andreita! O que houve?
- Vem aqui. - Me cortei.
Vem, senta. Calma.
- Vou ver se ficou algum caco. - Tá.
Vou pegar o kit médico.
- Sim. - Está doendo!
Calma. Não tem vidro.
Tudo bem.
Tenho que fazer pressão no corte.
Dói, mas precisa parar de sangrar.
Cuidado.
- Consegue manter a pressão? - Sim.
Ótimo.
Por favor.
Obrigada.
Vai ficar tudo bem.
O padre já vem, e vou limpar o corte, tá bom?
Você está cansado?
Temos que preparar as sessões. Vêm três ou quatro casais.
Lembra dos Rivases?
- Sim! - Eles vão vir de novo.
- Que bom. - Né?
- É. - Sim.
- Você falou com ele? - Não.
- Oi. - Oi.
Oi.
Como foi seu dia?
Bom.
Muita coisa pra estudar?
Não, nem tanto.
E então?
O que achou da sua tia Lía?
Ela é legal.
Podia ter me falado que ia pro aeroporto.
Eu podia ter ido junto.
Não é certo seu avô te pedir isso.
Sim, mas não me custava nada.
O vovô ficou feliz.
Sentia falta dela.
Sabe por que sua tia foi pra Espanha?
Por causa da dor.
Ela nunca conseguiu se libertar da dor.
Ela se afastou da fé, da família.
E eu fiquei aqui,
sozinha,
cuidando dos seus avós.
Foi muito difícil pra mim.
Muito difícil.
Tá, mas agora a Lía voltou.
Isso é bom.
Seu pai e eu achamos melhor você não se meter, Mateo.
Seria muito triste se você fosse afetado pela...
raiva dela.
Lembra...
Seu avô está doente.
Espera, eu te ajudo. Me dá isso.
Põe na mesa.
Aqui.
E isso aí?
É um projeto meu e do Mateo.
A gente desenha catedrais europeias e pesquisa quem construiu,
quando foram feitas, quem projetou...
Mas não é por religião, é uma coisa existencial.
A gente se sente parte de algo maior na frente de uma catedral.
Olha, essa aqui o Mateo desenhou.
O que é isso?
A leucemia.
- O que o médico disse? - Não sei.
- Para. - Sério, eu não lembro.
Não ouvi uma palavra que ele disse.
Eu decidi que não queria tratamento.
Nada de quimio, nada.
Só cuidados paliativos, porque não quero sofrer.
Mas sei que a Carmen vai discordar.
A vida é sua.
A escolha é sua.
Por isso eu vim, pai.
Pra te apoiar.
A única coisa que me dói e me decepciona
é morrer sem saber o que aconteceu com a Ana.
CASO ENCERRADO
O que é isso, pai?
Sei que você saiu do país furiosa,
porque nunca fizeram justiça.
Encerraram o caso da noite pro dia.
Mas quero que saiba que eu nunca desisti.
E agora você voltou.
Nunca perdi a esperança de que você me ajudaria a descobrir o que houve.
Por isso me fez vir?
Sim.
Pai, fala sério, aqui ainda é tudo igual.
Encontrei a Marcela.
Abalada, ela disse:
"Morreu em meus braços. Ninguém morre duas vezes."
A Marcela ainda diz que a Ana morreu nos braços dela na igreja?
Sim.
Por que ninguém a levou a sério?
Na época, consideraram que o depoimento dela
era incoerente e inválido, por causa do acidente na igreja.
Mas talvez tenha algo ali que a gente não viu na época.
Uma porta que pode se abrir
e nos levar a descobrir o que houve com a Ana.
A casa mudou. Nós envelhecemos.
CORPO FOI ESQUARTEJADO
Mas a Marcela ainda diz a mesma coisa.
- Vamos ao banheiro. - Tá bom.
- Já vou aí. - Tá bom.
Joaquín, o que é isso?
Água benta. Por quê?
Engraçadinho.
E se te pegarem?
Está muito bonita hoje.
- Ana, te perdi de vista. Vamos? - Vamos.
- O que ele te deu? - Sei lá, alguma bebida.
- Você está exagerando. - Mas era muito forte.
É verdade?
Quer saber? Não vou explicar.
- Joaquín. - Esquece.
Joaquín!
Nem me liga amanhã.
- Lourdes, o que foi? - Nada.
O que houve?
Isso, bate! Isso, vai!
Isso. Muito bem.
Isso. Melhor passar a bola. Vai.
Isso, vai. Vamos.
Joga por cima da rede.
Boa.
Vai, bate mais forte.
Passa pros colegas. Vai.
Mais forte, vai.
Ana!
- Foi mal. - Vai.
- Concentra. - Foi mal.
Ana, o que foi?
Você tem que se concentrar. Estamos nos preparando pro campeonato.
Leva a sério ou está fora.
Beleza, estou fora.
Tá bom. Vamos, gente. Quero garra!
Isso, bom trabalho.
Oi, Marcela. Sou a Lía Sardá.
Nos vimos outro dia. Este é meu pai, Adolfo.
ADOLFO E LÍA
Esse é o jeito da Marcela se lembrar.
Desde a batida na cabeça, ela não guarda memórias novas.
Ela só liga as coisas com notas ou fotos.
Mas ela se lembra de tudo de antes da batida.
Sim.
Lembro bem do seu rosto, Adolfo.
Desculpa não ter te reconhecido, sabe...
São as rugas.
- Marcela, a caixa. - Sim.
Ela tem amnésia anterógrada.
Não cria memórias novas.
Marcela.
Desculpa, quem é você?
Filha, aqui. Olha.
Sim.
Desculpe-a, Lía.
Vou pegar um chá e já volto.
O caderno de desenhos da Ana.
Ela deixou aqui antes daquilo tudo.
OBRIGADA, PAPAI EU TE AMO!
Fique com ele.
Está comigo há muito tempo.
Obrigado.
Marcela.
Disse que você e a Ana se encontraram na igreja.
O que foram fazer lá?
A Ana...
A Ana morreu nos meus braços.
Eu saí correndo pra pedir ajuda.
Tentei chegar na sacristia, mas...
a...
a imagem do santo caiu em mim.
O que vocês faziam na igreja?
Por que estavam lá?
Por favor, Marcela. É importante.
A gente estava esperando alguém.
Quem?
Quem esperavam?
Não...
Por favor, Marcela.
Não posso.
Pode, sim. Quem era?
- Não posso! - Marcela, por favor.
- Quem vocês estavam esperando? - Não posso.
- Filha, estou aqui. - Não posso.
Calma, filha. Estou aqui.
Marcela, é importante.
Quem estavam esperando?
Ana!
Não!
Legendas: Gabriel Ponomarenko
Supervisão Criativa Rosana Cocink
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